Faculdade de Educação e Psicologia | Campus Foz
O contacto de crianças com o Sistema de Justiça é cada vez mais expressivo, nomeadamente em processos de promoção e proteção, bem como em situações de divórcio e regulação das responsabilidades parentais. Simultaneamente, pela complexidade destas problemáticas, é também crescente o número de pedidos de intervenção de outros profissionais no contexto forense, designadamente através da elaboração de pareceres e relatórios, num exercício de comunicação e articulação interdisciplinar que se pretende eficaz e consistente. A articulação entre os diferentes profissionais e o Sistema de Justiça, a propósito destas problemáticas, implica a realização de tarefas de elevada exigência em termos éticos, científicos e metodológicos. Frequentemente levantam-se questões relacionadas com a triagem das solicitações, a natureza dos pedidos, os objetivos das avaliações, o âmbito e competência de cada profissional, a abrangência do sigilo profissional, bem como sobre o conteúdo da informação que deve constar num relatório escrito. Atendendo às especificidades deste contexto é fundamental que os profissionais desenvolvam competências para comunicar de forma ajustada às exigências dos tribunais e à natureza deste tipo de processos.
Com Catarina Ribeiro
