Escola das Artes
Resumo
Ao longo da sua história, mas sobretudo após a introdução das tecnologias vídeo e digital, as cinematecas viram os seus deveres públicos consideravelmente aumentados no que diz respeito à salvaguarda e acesso das suas coleções. No entanto, essa missão nem sempre encontrou adequação nos meios legais, nas fontes de financiamento, ou na multiplicação de meios técnicos e humanos colocados à disposição das cinematecas. Pelo contrário, no momento histórico em que muitas cinematecas precisavam de crescer para sobreviver, muitas assistiram a cortes graves nos seus meios de funcionamento. Como conciliar, neste contexto adverso, velhas questões como o equilíbrio entre a preservação, o acesso e o respeito pelo direito privado, com novos desafios como a transformação das cinematecas em verdadeiros centros não só de conservação, mas também de conhecimento e de criação? Uma partilha sobre a história e a experiência do centro de conservação da Cinemateca Portuguesa, o departamento ANIM (Arquivo Nacional das Imagens em Movimento).
Biografia
Tiago Baptista é diretor do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, o centro de conservação da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. É doutorado em Film and Screen Media pela Universidade de Londres (Birkbeck College) e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea-NOVA FCSH. É ainda membro fundador da AIM-Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e coordenador editorial da Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento.
Auditório Ilidio Pinho
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