SAAL Neon é o nome da nova Exposição da Escola das Artes. Com autoria da artista plástica Ângela Ferreira, trata-se de uma investigação em curso que parte do programa estatal de construção habitacional, SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), desenvolvido em Portugal após a Revolução de 25 de Abril de 1974, para suprir as necessidades habitacionais das populações desfavorecidas.
Com curadoria de Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, a exposição, patente até 5 de fevereiro, integra uma constelação de obras alusivas ao SAAL e uma escultura e foca-se no processo participativo através do qual os habitantes contribuíram ativamente para a construção das suas próprias habitações, celebrando assim a possibilidade de uma sociedade mais humana e colaborativa, e abrange uma hibridez artística, sobre a qual a artista já nos tem vindo a habituar nas suas obras, cruzando fotografia, desenho, filme, colagem, vídeo performance, instalação e escultura.
A exposição, que inaugurou a 25 de outubro, contou com a presença da artista Ângela Ferreira, do curador e diretor da Escola das Artes, Nuno Crespo, da reitora da Universidade Católica portuguesa, Isabel Capeloa Gil, e da pró-reitora da UCP, Isabel Braga da Cruz.
Uma escultura lumnica no Edifício das Artes
Na ocasião, foi também inaugurada uma escultura lumnica na fachada do Edifício das Artes. A escultura anima uma imagem remanescente de um filme, que mostra o transporte de um balde de cimento entre personagens. O aspeto humano e colaborativo da construção de uma nova sociedade é aqui celebrado.
No ano em que se cumprem 49 anos após o 25 de abril, SAAL Neon é um trabalho artístico que procura ter uma vertente social e política, convocando a comunidade em geral a assistir e a dar o seu contributo para o debate sobre estas problemáticas sociais.
O trabalho de Ângela Ferreira desenvolve-se em torno do impacto do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea. Em 2007, a artista foi convidada a representar Portugal na Bienal de Veneza, Itália. Também participou na Bienal de Istambul (1999), Turquia; Bienal de São Paulo (2008), Brasil; e Bienal de Gotemburgo (2015), Suécia. Em 2015, vence o Prémio Novo Branco Photo, Lisboa, Portugal.
