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Eventos

XII Ciclo de Seminários de ASOE |4º Seminário

04.05.2022 17:00


O 4º e último Seminário do XII Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE), com o tema "Profissionalidade docente: ensinar, aprender, avaliar", realiza-se online via Zoom,
no dia 4 de maio de 2022, das 17h00 às 20h00.

 

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XII Ciclo de Seminários de ASOE |3º Seminário

23.03.2022 17:00


O 3º Seminário do XII Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE) com o tema "Interculturalidade: qualidade educativa, coesão social e cidadania", realiza-se online via Zoom,
no dia 23 de março de 2022, das 17h00 às 20h00.

 

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XII Ciclo de Seminários de ASOE |2º Seminário

16.02.2022 17:00


O 2º Seminário do XII Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE) com o tema "Diálogos educativos: organização, lideranças e aprendizagem", realiza-se online via Zoom, no dia 16 de fevereiro de 2022, das 17h00 às 20h00.

 

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XII Ciclo de Seminários de ASOE |1º Seminário

19.01.2022 17:00


O 1º Seminário do XII Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar (ASOE) com o tema "Escolas a Construir Futuro", realiza-se online via Zoom, no dia 19 de janeiro de 2022, das 17h00 às 20h00.

 

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Conferência comemorativa: Dia Internacional do Combate à violência contra as mulheres

25.11.2021 18:00


O evento online contará com um painel de 4 oradores com diferentes perspetivas sobre a proteção da vítima de violência doméstica:

  • Beatriz Pacheco - Juíza de Direito, licenciada e mestre pela Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, vencedora do prémio Teresa Rosmaninho;
  • Fernando Rodrigues - Coordenador do Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima do Porto (GAIV);
  • Rui do Carmo - Procurador jubilado, coordenou a Comissão Técnica Multidisciplinar para a Melhoria da Prevenção e Combate à Violência Doméstica, criada pela Resolução do Conselho de Ministros nº52/2019, publicada a 6/3/2019; é o coordenador da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica;
  • Sílvio Rafael - Médico, trabalha como voluntário, com vítimas de Violência Doméstica há cerca de 20 anos.

A docente Elisabete Ferreira será a moderadora desta sessão.

Aula aberta de Direito Processual Civil: A audiência prévia e a obrigatoriedade da sua realização no processo declaratório comum no regime introduzido pelo Código de Processo Civil de 2013

24.11.2021 18:00


A aula aberta de Direito Processual Civil, subordinada ao tema "A audiência prévia e a obrigatoriedade da sua realização no processo declaratório comum no regime introduzido pelo Código de Processo Civil de 2013: aspetos inovatórios, evolução e perspetivas de futuro", será realizada via online.

Com a presença da Senhora Doutora Marta João Dias, Juíza de Direito (Juízo Local Cível do Porto), será abordado o tema da obrigatoriedade da realização da audiência prévia, introduzida no processo declaratório comum, no CPC pela Lei n.º 41/2013, de 26 de junho.

A prática judicial sugeria a desnecessidade da sua realização em algumas situações, pelo que tinha sido apresentada uma proposta de alteração do Governo, aprovada na generalidade pelo Parlamento, estando já em apreciação na especialidade pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Este processo legislativo foi interrompido no atual contexto, mas, de acordo com a Senhora Prof.ª Rita Lobo Xavier, que realizará a abertura da sessão, a eventual revisão da matéria não deixará de  vir a verificar-se num futuro próximo, considerando ser "do maior interesse" o conhecimento das melhores práticas sobre a realização da audiência prévia e a reflexão sobre alguns aspetos do afinamento do seu regime.

Cineclube EA: Happiness

30.11.2021 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


Happiness
de Todd Solondz
Estados Unidos, 1998, 134'

 

Sinopse


No centro de uma família tipicamente americana, três irmãs de comportamentos distintos põem à prova valores familiares, o conceito de felicidade e discutem sua sexualidade.

 

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Cineclube EA: Der Tod des Empedokles

23.11.2021 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


DER TOD DES EMPEDOKLES ODER: WENN DANN DER ERDE GRÜN VON NEUEM EUCH ERGLÄNZT
de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub
Alemanha Ocidental, França, 1987, 132'

 

Sinopse


Baseado na tragédia inacabada de Hölderlin, esta longa-metragem traça um retrato do pensamento do filósofo pré-socrático e legislador grego Empédocles e das circunstâncias da sua morte. Ao recusar compactuar com a lei corrupta fixada, é banido da cidade de Agrigento. Decide suicidar-se, mas não sem antes profetizar a sua "utopia comunista".

 

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Cineclube EA: Monsieur Verdoux

15.11.2021 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


MONSIEUR VERDOUX
de Charles Chaplin
Portugal, 1947, 124'

 

Sinopse


Um Barba Azul moderno, Henri Verdoux é um funcionário bancário que perdeu o emprego com a crise económica dos anos 20. Passa então a dedicar-se à sedução de mulheres ricas e solitárias, que mata consecutivamente para se apoderar das suas heranças.

 

Folha de sala


“Monsieur Verdoux ou a morte do Vagabundo”
por Luís Mendonça (Professor universitário e programador de Cinema)

Antes de mais, importa contextualizar historicamente este algo menosprezado filme de Chaplin, não só na história do cinema – e do seu cinema, o mesmo que parece abraçar a humanidade de maneira, diria, universal – como na própria história com “h” maiúsculo ou, se quisermos chamá-la, “no cinema da história”.

Como observou o crítico francês Serge Daney também a propósito do cómico francês Jacques Tati, Chaplin é um dos últimos cineastas em que é nítido o ponto de intersecção entre os humores da História e o correspondente “comentário” cinematográfico. Isso aconteceu, de maneira muito clara, com um filme como Shoulder Arms, obra realizada em 1918, sobre as condições pestíferas que afligiam os soldados na frente de batalha, durante o primeiro conflito mundial. Trata-se de um filme ainda hoje insuperável na sua força “documental”, fazendo da sátira o meio para “reportar” as dificuldades e desconfortos inomináveis que os soldados enfrentavam (antes de enfrentarem o inimigo propriamente dito) – soldados que são mostrados aqui, na figura heterotópica do Vagabundo, qual corpo histórico (e histérico), como pessoas comuns, isto é, como nós, espectadores, “we, the people”.

Em Modern Times (1936), Chaplin reflecte sobre o desastre dessa etapa histórica chamada Revolução Industrial e das suas promessas de felicidade e bem-estar universais, que acabaram por conduzir a uma nova forma de escravatura, associada à desumanização das condições de trabalho decorrentes da automatização do trabalho industrial, isto é, da entrada em cena – ou tomada de assalto – da máquina como “grande ditadora” de um trabalho ainda assim executado, em última instância, por Homens – pessoas como nós, espectadores, “we, the people”. No filme imediatamente anterior a Monsieur Verdoux, Chaplin interpela directamente a História, como que se intrometendo, qual emplastro providencial, no xadrez geopolítico que ameaçava pôr fim a tudo aquilo em que “Chaplin, o humanista” acreditava. De maneira quase literal, o corpo de Chaplin coloca-se entre Mussolini e Hitler, estragando-lhes “a fotografia” (estrondoso photobombing) e ensaiando um bailado, entre o sublime e o ridículo, que se propõe puxar o tapete por debaixo dos pés (de barro) da ideologia maquinal (ultra-racional, desumanizadora) dos fascismos, assente na destruição do que é diferente e visando, enfim, colocar o Homem contra o Homem. O discurso final de Chaplin, fazendo-se passar por Hitler para lhe dar, nele e contra ele, a pirueta mais audaz da história do cinema (e do cinema da história?), era recebido como um retumbante apelo à reconciliação do Homem com a sua humanidade (antes que fosse tarde de mais...). Aconteceu em pleno conflito e, mais tarde, Chaplin arrepender-se-á dessa audaciosa forma de intervenção política e histórica, considerando-a pueril face à descoberta, a posteriori, da expressão do mais inominável horror: a realidade dos campos de concentração

Monsieur Verdoux nasce da ressaca desse choque, desse entrelaçamento (conseguido ou não) entre cinema e História. No entanto e curiosamente, como quem combate o fogo com fogo, tudo em Verdoux, a personagem, é dessa mesma ordem do histórico. Se no início, parece que estamos na presença de uma farsa eivada de humor negro – um travo demasiado amargo face à típica comédia chaplinesca – posteriormente dá-se nova pirueta mor(t)al: ouvimos da boca do “barba azul”, aparentemente o mais desprezível dos seres, um discurso que nos soa familiar. João Bénard da Costa, na Folha de Sala da Cinemateca Portuguesa, descreve o movimento do filme de maneira clara: começa em registo de farsa e termina em plena tragédia, sendo que, ao mesmo tempo, assistimos à (re)chaplinização de Chaplin em Verdoux, já que este se vai aproximando do Vagabundo e dos tais apelos lançados a uma humanidade enredada na intriga sinistra (cada vez mais velada/sofisticada) dos totalitarismos. No final, damos de caras – se não no corpo, na voz e no que esta diz, de lá para cá – com a personagem intemporal do Vagabundo, mas a esse reconhecimento segue-se um outro, dos mais terríveis na filmografia de Chaplin: a da sua condenação à morte, que, quase no mesmo instante, se nos afigura inescapável ou inapelável. É o último e o mais duro dos filmes de um Chaplin ainda Vagabundo, na medida em que este – como uma espécie de novo Cristo – acaba condenado por uma sociedade – pelo modo de funcionamento desta sociedade saída da Guerra – que cegou face à crueldade mais insidiosa.

Chaplin voltaria a “intrometer-se” no (dis)curso da História em A King of New York (1957), satirizando toda uma sociedade – a americana – empenhada na perseguição inclemente ao pensamento livre – o McCarthismo, vulgo “Caça às Bruxas”. Nesse filme, o protagonista interpretado por Chaplin, o tal rei em visita à América, é alvo de uma perseguição ad hominem, não muito diferente daquela que visou o próprio Chaplin, por alegadamente ser comunista, e que o conduziu ao seu exílio forçado na Suíça. Desde Monseur Verdoux, a personagem do Vagabundo – maior do que a vida e do que a História, mas ao nível do último dos Homens, o mais esquecido e espezinhado – vai morrendo aos poucos, ao mesmo tempo que entramos na era do cinismo e, se não dos “mass murders”, dos “mass media”.

 

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Aula Aberta Online | Cristianismo e Cultura: O perdão em Paul Ricoeur no horizonte filosófico pós-Holocausto

12.11.2021 14:30


Pensar o perdão é, antes de mais, confrontar-se com o mal e descobrir a marca do absurdo com que ele sela a vida humana. E, desde esse fundo tenebroso, reinventar uma vida. É possível o perdão?  O perdão que é dom incondicional a brotar de uma dívida dolorosa?

Paul Ricoeur, que trabalha o tema do mal e da história e da interpretação e do reconhecimento e do dom, no contexto pós-holocausto, não diz que o perdão é impossível. Mas confessa que ele é difícil. Na verdade, não se chega da dívida ao dom sem passar pela reinvenção do sentido. O passado é irreversível. Será perdoável o imperdoável? Pode a leitura da história ser reinventada? Pode a vida ser reconfigurada?

Dom desproporcional, excessivo, transcendente, o perdão mostra-se como renarração, luto, promessa, reconhecimento e hospitalidade. Dá-se como caminho de acolhimento do outro, do outro inimigo, do outro culpado, na recriação de uma vida e do viver juntos. Será possível o milagre de fazer do inimigo um amigo?

Será a 2ª Aula Aberta da unidade curricular Cristianismo e Cultura, do Programa de Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, com Pedro Valinho Gomes (UCLouvain).

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