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Novidades

Catarina Santos Botelho nomeada Membro do Conselho de Administração da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia

Catarina Santos Botelho, docente e coordenadora de Direito Constitucional da Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP, acaba de ser nomeada Membro do Conselho de Administração da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), um centro de referência na defesa e promoção dos direitos humanos no espaço europeu.

O Conselho de Administração da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia é constituído por peritos independentes designados por cada Estados-Membros da UE, por um representante do Conselho da Europa e dois representantes da Comissão Europeia. Compete-lhe definir as prioridades da Agência, aprovar programas de trabalho e orçamento, e acompanhar a sua execução. Por outro lado, tem como função garantir que o trabalho da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia é relevante, independente e alinhado com a política da UE em matéria de direitos fundamentais.

Com uma carreira académica sólida e internacionalmente reconhecida, Catarina Santos Botelho tem dedicado os seus estudos à teoria constitucional e à filosofia do direito, aos estudos constitucionais comparados, à justiça constitucional, aos direitos humanos, à democracia, à separação de poderes, à justiça intergeracional e ao constitucionalismo digital.

 

 

22-09-2025

Católica Porto Business School com Doutoramento em Gestão aprovado pela A3ES por 6 anos de forma incondicional

A Católica Porto Business School dá um novo e decisivo passo no seu percurso de afirmação científica com o anúncio do seu primeiro programa de Doutoramento, cuja primeira edição terá início no ano letivo de 2026/27.

Este novo programa vem consolidar uma trajetória de excelência em investigação, que a Escola tem desenvolvido tanto no plano académico como aplicado, sempre com impacto direto nas organizações e na sociedade. Com o Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE) e cinco centros de conhecimento especializados – nas áreas de liderança, inovação, sustentabilidade, ética e regeneração – a Católica Porto Business School distingue-se pela capacidade de produzir conhecimento rigoroso, relevante e internacionalmente reconhecido.

Concebido como um programa de três anos, os doutorandos poderão aprofundar a sua área de investigação com formações especializadas, incluindo a possibilidade de oportunidades internacionais. Lecionado em inglês, o doutoramento tem como missão formar investigadores de excelência em gestão, preparados para articular o mundo académico com a prática empresarial. Como sublinha Conceição Andrade e Silva, diretora adjunta para a Investigação, Inovação e Sustentabilidade, “os nossos doutorandos estarão preparados para seguir carreiras em investigação e docência universitária, mas também para desempenhar funções estratégicas e de gestão em empresas e instituições, numa posição privilegiada para transitar entre ambos os mundos”.

Para o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, este lançamento traduz de forma clara a missão da Escola: “contribuir para o avanço do conhecimento em economia e gestão através de inovação com impacto, ligações à prática e uma mentalidade global é parte integrante dos nossos eixos estratégicos – e este doutoramento é uma peça essencial nesse caminho”.

A Católica Porto Business School integra o grupo restrito de 1% das escolas de negócios em todo o mundo com a distinção “triple crown” (AACSB, AMBA e EQUIS) e figura no Financial Times European Business Schools Ranking, o que garante ao novo programa um enquadramento de qualidade internacional.

Com uma equipa docente de investigação altamente reconhecida e um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos interdisciplinares, o Doutoramento em Gestão prepara os seus estudantes para pensar criticamente, investigar de forma rigorosa e gerar conhecimento relevante para uma sociedade global, ética e sustentável.

Em breve, serão divulgados mais detalhes sobre o programa.

22-09-2025

Cardeal D. António Ribeiro homenageado na Universidade Católica

A Católica homenageou D. António Ribeiro, antigo Patriarca de Lisboa e primeiro Magno Chanceler da universidade, entre 1971 e 1998, numa cerimónia na sede, em Lisboa, que contou com várias personalidades próximas do Cardeal.

Destacando a sua “visão clarividente”, a Reitora definiu D. António Ribeiro como uma “figura determinante” para a missão e para a vida da Igreja em Portugal e para a Universidade Católica Portuguesa (UCP), “com um comprometimento claro com o desenvolvimento societal”.

“Marcou de forma indelével a história da nossa instituição. A sua ação discreta e firme deixou-nos um legado duradouro que continuou a inspirar a missão académica, cultural e espiritual da UCP”, reiterou Isabel Capeloa Gil, no discurso inicial, agradecendo ainda a criação da Fundação D. António Ribeiro e o apoio à Faculdade de Teologia.

“Ao pé dele, sentíamo-nos únicos”, partilhou o Cónego Álvaro Bizarro, ao recordar vários episódios e conversas tidas com D. António Ribeiro, durante a sua participação na mesa-redonda moderada pelo Vice-reitor José Manuel Pereira de Almeida, que juntou antigos colaboradores e amigos.

Já o Cónego Francisco Tito Espinheira abordou alguns traços da sua personalidade e do seu programa pastoral. “Com a sua serena lucidez, firmeza de carácter e palavra esclarecida e esclarecedora, foi o grande artesão do lugar da Igreja na sociedade democrática”, lembrou, aludindo aos tempos do pré e pós-25 de Abril. “Ao pé dele, nunca ninguém se sentiu pequeno”, assegurou.

“Foi um homem que me marcou pela sua aparente austeridade e distância, mas, ao mesmo tempo, pelo seu sentido de afeto, de justiça, que fez dele o interlocutor e condutor da Igreja em tempos tão conturbados”, descreveu por sua vez o Padre Peter Stilwell. “A sua memória é uma bênção para nós”, resumiu.

Quanto a Maria Luísa Falcão, colaboradora do Patriarcado, enalteceu a “sua figura de pai e de pastor”, elogiando a sua atitude de total auxílio ao grupo de católicos que, em 1975, protagonizou uma manifestação silenciosa em frente ao Patriarcado, de apoio à igreja diocesana e ao patriarca.

O encerramento da homenagem coube a D. Rui Valério, atual Magno Chanceler da Universidade Católica e Patriarca de Lisboa, para quem D. António Ribeiro foi “farol de esperança para a Igreja e para a sociedade portuguesa”.

Sublinhando três aspetos do seu legado, começou por dizer que “a sua sobriedade no falar refletia uma profunda sabedoria, forjada na escuta, no discernimento e na oração” e que marcou “pela força dos seus gestos, pela proximidade serena e pelo cuidado atento às pessoas e às comunidades”. Mencionou depois o “papel decisivo que teve na vida social portuguesa, na delicada passagem para a Democracia”, sabendo “afirmar com firmeza o princípio da liberdade, a liberdade da consciência e da dignidade de cada pessoa, e a liberdade da Igreja de poder estar presente na esfera pública, sem medo, nem condicionamentos”. Finalizou frisando a sua dedicação à reforma da vida pastoral do Patriarcado de Lisboa, com a dinamização das paróquias, o reforço da formação dos sacerdotes e o novo vigor à Pastoral universitária, à ação social da igreja e ao diálogo cultural.

“Sabia unir firmeza e delicadeza, prudência e coração, tradição e renovação”, resumiu D. Rui Valério.

A homenagem a D. António Ribeiro incluiu ainda a apresentação do seu retrato, da autoria de António Macedo, um quadro agora exposto na reitoria da Católica.

 

19-09-2025

Estudantes da Universidade Católica iniciam ano académico com ação de voluntariado ambiental

Em meados de setembro mais de 200 novos estudantes das licenciaturas da Universidade Católica Portuguesa no Porto trocaram as salas de aula por um espaço natural junto ao rio Sousa, em Gondomar, para participar numa missão especial de voluntariado ambiental. Uma ação concreta de conservação ambiental, com impacto no futuro.

A iniciativa, intitulada “Ser+ Ambiente: Estudantes da Católica em ação”, teve como objetivo o controlo de espécies invasoras (como a erva da fortuna, mimosa-australiana, a tintureira ou a sanguinária-do-Japão) e a recuperação ecológica de uma área fortemente afetada pelos incêndios de setembro de 2024. Num território de grande valor natural e cultural, esta ação procurou apoiar os esforços do Município de Gondomar e do projeto FUTURO/CRE.Porto, reforçando a preservação da biodiversidade local e a proteção das espécies nativas.

“Quisemos que os estudantes começassem o ano letivo com um gesto que une compromisso ambiental, cidadania e comunidade académica. Esta foi uma oportunidade para devolver vida a um espaço que precisava de cuidados e, ao mesmo tempo, permitiu criar laços entre colegas de diferentes cursos”, sublinha Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto e para a Sustentabilidade.

Para Camila Aspilcueta, estudante da América do Sul recém-chegada à Universidade Católica no Porto, “estas iniciativas são essenciais, pois tornam-nos mais conscientes do impacto que temos na natureza.” De referir que nesta iniciativa participaram estudantes portugueses, mas também do Chile, Macau e Paquistão, entre outras nacionalidades.

O Ser+ Ambiente, organizado pelo núcleo de voluntariado da Universidade Católica no Porto – Católica Solidária (CASO), é um dos eixos estruturantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto. “Olhamos para o voluntariado de uma forma transversal, com um conjunto de oito áreas onde incentivamos os nossos alunos a participar,” explica Isabel Braga da Cruz.

Consideramos que o processo de voluntariado contribui para o desenvolvimento integral da pessoa, através de uma dinâmica de partilha de saberes recíproca. Voluntários e destinatários poderão potenciar entre si aprendizagens para ‘ser+’,” conclui.

Com esta ação, a Universidade Católica reforça o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a proteção da casa comum, integrando a sustentabilidade nas suas estratégias.

18-09-2025

Mariana Vilas Boas: “O Direito deve servir para melhorar a vida das pessoas sujeitas à lei, protegendo-as.”

Mariana Vilas Boas é doutoranda da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. É, também, licenciada e mestre em Direito pela mesma faculdade, sobre a qual destaca um “ambiente académico muito enriquecedor”. Trabalhou na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, experiência que acabou por ser determinante para o seu percurso profissional. No seu doutoramento, está a investigar sobre o enquadramento jurídico-penal dos casos em que a vítima de violência doméstica mata o agressor. Descreve a sua experiência do doutoramento como “tempos de grande realização profissional e pessoal”.

 

Tem dedicado o seu percurso profissional ao tema do apoio à vítima. Quando é que surgiu a ligação a esta área?

A preocupação com a situação das vítimas de crime foi um ponto de partida. O trabalho que realizei na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em Lisboa, permitiu-me ter um contacto privilegiado com esta área. Embora na Associação não tenha trabalhado diretamente com as vítimas, porque esse apoio e atendimento é maioritariamente feito por voluntários, o trabalho enquanto jurista, guiada por excelentes profissionais, foi uma oportunidade única para colaborar proximamente com o legislador, e sentir que o que fazíamos podia ter impacto na lei e na proteção de pessoas vulneráveis. Na APAV, ainda bastante jovem, participei na elaboração de pareceres sobre legislação, que eram solicitados à Associação, e estive presente em conferências e seminários, a representar a instituição. Ter esse papel foi gratificante e encorajador. A APAV não se dedica apenas à violência doméstica, tem como missão apoiar todas as vítimas de crime. Nesse contexto, pude trabalhar na área do Direito Penal, tendo em conta a perspetiva das vítimas de crime, perspetiva essa tendencialmente ignorada. Até recentemente, a vítima no processo penal não tinha qualquer papel, não eram tidas em conta a sua carência de proteção e as suas necessidades específicas.

Já antes, na Católica, tanto na Licenciatura como no Mestrado, houve momentos marcantes que determinaram este percurso. A minha orientadora de mestrado e atual orientadora de doutoramento, a Professora Conceição Cunha, alertava-nos para várias idiossincrasias da lei em relação a diferentes tipos de crime, nomeadamente crimes sexuais. Foi nessa altura que me apercebi, por exemplo, da forma como o crime de violação era regulado pela lei e entendido pela jurisprudência e do desfasamento entre esses entendimentos e o que considerava “justo”, ou até digno. Isso alertou-me para o papel que o Direito deve ter, também, em melhorar a vida das pessoas sujeitas à lei, protegendo-as.

 

Mas ainda teve uma passagem pela Advocacia …

Sim, no âmbito do Direito Civil, e percebi que esse não era o trabalho que mais me realizava. Paralelamente, pude manter a ligação à área do Direito Penal, colaborando com a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, particularmente quando surgiu a oportunidade de coordenar um projeto. O projeto consistia em simulações de audiências de julgamento de crimes de violação, direcionadas a jovens, com o objetivo de explicar em que consiste o crime, desmistificando e questionando alguns estereótipos socialmente aceites. O propósito era o de combater ideias, como por exemplo: “ela foi para casa com ele, logo estava à espera do que aconteceu”, “ela dançou e estava vestida de determinada forma, a culpa foi dela” ou ainda “ela é minha namorada, por isso tem de ter relações sexuais comigo”. A oportunidade de fazer o Doutoramento acabou, entretanto, por surgir e têm sido tempos de grande realização profissional e pessoal. Acredito que a realização profissional deve sempre passar pela realização pessoal, caso contrário, fica incompleta.

 

Quando é que surgiu o interesse pelo Direito na sua vida?

Gostava da área das letras, da Filosofia, da História e de Português. A entrada em Direito não foi fruto de nenhuma motivação específica na altura, mas sim da ideia de me formar numa área que, mais tarde, me permitisse ter várias escolhas. Fui à procura de uma formação abrangente. Curiosamente, durante a licenciatura fui ponderando, e já antes tinha pensado, na possibilidade de, depois do curso, trabalhar como jornalista. Foi uma vontade que se manteve ao longo da licenciatura, porque acreditava ter qualidades que se destacavam e que gostava de pôr em prática: falar e escrever. Por outro lado, já existia, na altura, uma componente motivacional ligada a certas causas. Interessava-me trabalhar sobre temas que considerava importante explorar e expor, procurando assim alguma mudança no que entendia ser injusto. O doutoramento permitiu-me, no fundo, pôr em prática aquilo que mais gosto de fazer. Naquela altura, ainda não sabia que tinha tanto gosto em estudar matérias de forma aprofundada, mas vim a descobri-lo com o tempo e com a experiência.

 

É não só, atualmente, doutoranda da Católica, mas, também, nossa licenciada e mestre em Direito. O que destaca deste percurso na Universidade Católica Portuguesa?

Existe um cuidado real com cada estudante, o que se traduz num ensino mais “personalizado” e atento. Além disso, temos na Católica grandes pensadores, pelo que o ensino é dotado, igualmente, de qualidade muito elevada. Há também pessoas profundamente preocupadas com causas sociais. Vive-se um ambiente académico muito enriquecedor.

 

Qual é o tema que está a explorar no seu doutoramento?

No meu doutoramento estou a estudar um tema bastante complexo: como enquadrar, como “tratar”, jurídico-penalmente, os casos em que a vítima de violência doméstica mata o agressor. Existem várias situações neste âmbito, algumas das quais, do ponto de vista “do cidadão comum”, parecem justificadas, mas que a doutrina e a jurisprudência penais têm, genericamente, encarado como ilícitas. A questão passa por perceber se a vítima atuou em legítima defesa ou ao abrigo de outras causas de justificação, ou se não, sendo a sua conduta ilícita, se esta lhe podia ser censurável.

A legítima defesa afasta a ilicitude e a condenação por comportamentos previstos como crimes. Alguns dos seus pressupostos, entendidos restritivamente, não se verificam em muitos destes casos, uma vez que, paradigmaticamente, estamos perante situações de pessoas maltratadas, às vezes ao longo de décadas, que não têm qualquer hipótese física ou psíquica de se defender no exato momento do ataque, ou por recurso ao meio menos lesivo para o agressor. Veja-se um exemplo: a legítima defesa pressupõe a atualidade da agressão; se a vítima se defende quando o agressor não pode reagir, por exemplo, quando está a dormir, entende-se, por regra, que a legítima defesa não se aplica, por a agressão já não estar em curso.

 

É um tema que já tem vindo a ser estudado?

Este tema tem sido muito estudado, particularmente nos regimes anglo-saxónicos, onde se analisou a reação das vítimas à violência doméstica, identificando padrões comportamentais que ajudam a explicar as atitudes defensivas, nomeadamente o homicídio. No entanto, esses estudos foram feitos e aplicados em contextos jurídicos muito diferentes do nosso. O que estou a tentar fazer é uma análise jurídico-criminal atenta à realidade criminogénea, estudada pelas Ciências Sociais; pensar a dogmática penal, em prol da salvaguarda de direitos fundamentais, em contacto com “o normal acontecer da vida”. Este trabalho passa também por analisar como a violência doméstica é tratada pela lei e pelos aplicadores da lei, questionando se o nosso sistema jurídico é efetivamente capaz de proteger as vítimas, evitando que estas tenham de cometer crimes para se protegerem.

 

Este tema implica um grande conhecimento acerca dos contextos em que ocorre a violência doméstica… Tem contacto e proximidade com histórias reais que a auxiliem na sua investigação?

A verdade é que, nos últimos anos, a violência doméstica tem sido um tema bastante discutido na esfera pública. Por isso, creio que toda a gente já está familiarizada, idealmente, com os contornos destes casos e, infelizmente, também com alguns estereótipos que acabam por culpar a vítima pela violência que sofre.

Conto com o apoio da Professora Catarina Ribeiro como coorientadora da área da Psicologia. Estas questões têm sido amplamente estudadas pelas Ciências Sociais, que têm produzido inúmeros trabalhos de análise e estudos estatísticos sobre violência doméstica e que muito me têm ajudado. É nesses estudos que eu me baseio, na sua análise das características do fenómeno, e não propriamente em casos isolados que conheça pessoalmente. Paralelamente, recorro aos casos julgados pelos tribunais e aos factos descritos, que espelham os contextos e as dinâmicas que envolvem estes crimes.

 

Como é que descreve o trabalho de um doutoramento?

O doutoramento exige, antes de mais, que realmente queiramos fazê-lo. No meu caso, tendo uma bolsa, posso dedicar-me a 100% à investigação, mas não tenho horários fixos para o fazer. Daí ser fundamental estarmos motivados, para que saibamos impor-nos prazos e objetivos.

Tem sido um trabalho contínuo e diversificado: escrever artigos, preparar comunicações, participar em eventos... A tese vai avançando, mas o processo é longo e, por vezes, é protelado, até o prazo “apertar”, como agora. Mas quando gostamos do que estamos a fazer, é muito gratificante!

 

18-09-2025

Filme de docente da Escola das Artes exibido nas salas de cinema em Portugal

O filme “Céu Em Queda”, realizado por Carlos Ruiz Carmona, professor da Escola das Artes, estreia nos próximos dias nas salas de cinema em várias cidades do país, a partir do dia 25 de setembro. A longa-metragem propõe uma reflexão crítica sobre a representação social da mulher no cinema, nomeadamente no legado do cinema clássico e na forma como este continua, por vezes, a ser replicado no cinema contemporâneo.

A obra, que já obteve uma menção honrosa na secção Outros Olhares do XXX Festival Caminhos do Cinema Português, foi elogiada pela crítica do júri “pela proposta de revivência e questionamento do cinema clássico, ora mimetizando-o, ora rompendo-o, através de uma rigorosa realização, fotografia e arte, que atinge o seu auge na entrega da atriz Carla Chambel, que nos leva para todas as grandes interpretações da mulher no cinema.”.

 

Estão previstas duas sessões comentadas com a presença da equipa do filme:

- Lisboa – Cinema City Alvalade, 25 de setembro, às 19h30
- Porto – Cinema Trindade, 28 de setembro, às 21h00

“Céu Em Queda” estará em exibição em várias salas de cinema por todo o país nos dias seguintes.

Mais informações sobre o filme aqui

 

18-09-2025

Semana de Acolhimento: Da introdução à integração

Foi entre os dias 15 e 17 de setembro que a Faculdade de Direito recebeu os novos estudantes da Licenciatura em Direito e da Dupla Licenciatura com a habitual Semana de Acolhimento. O programa intercalou as aulas inaugurais - Introdução ao Direito Público, Direito Constitucional, Introdução ao Estudo do Direito e Introdução ao Direito Privado - com as sessões de apresentação dos núcleos académicos, do voluntariado e do programa ADN Jurista.

Ana Martins e Agostinho Guedes, responsáveis do ADN Jurista, apresentaram o programa, sublinhando a relevância na formação de juristas conscientes do seu papel na sociedade. No mesmo contexto, e em nome da CASO, Constança Barbosa falou do programa de voluntariado.

Dentro dos grupos académicos, a Sociedade de Debates promoveu um debate segundo o modelo British Parliamentary, enquanto que a ELSA apresentou um talk show e dinamizou debates e exercícios de roleplay sobre temas atuais. Já o grupo HeForShe dinamizou o Jogo da Linha, para os participantes pensarem sobre a identidade de género e a igualdade de oportunidades. Por sua vez, a Mentoria promoveu um exercício ice-breaker para auxiliar os mais novos nas matérias do 1º ano e criar laços com os mais velhos. A Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (AEFDUCP) marcou presença com um speed dating para saídas profissionais, colocando os estudantes em contacto com profissionais da área. As tunas académicas animaram algumas sessões com atuações, e o Conselho de Veteranos apresentou a praxe como a mais antiga da Universidade Católica do Porto, sublinhando o papel que desempenha na criação de memórias e laços de amizade.

Com a Semana de Acolhimento, os novos estudantes de Direito e da Dupla Licenciatura tiveram a oportunidade de se integrar e conhecer os novos programas e grupos académicos para entrar no espírito jurídico e humano da Faculdade.

18-09-2025

Tomada de posse do novo Diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica

Realizou-se no dia 16 de setembro a cerimónia de tomada de posse do novo Diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, o Padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues.

Na sessão, a Reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, sublinhou a importância do momento: “Hoje é um dia feliz, um ato regular na vida de uma instituição. Significa sempre um ato de confiança, de generosidade de quem aceita este cargo e é um momento de colegialidade e de afirmação daquilo que é a missão da nossa instituição.”

A Reitora destacou ainda o papel central da Faculdade de Teologia no seio da Universidade: “A Faculdade de Teologia é o coração da Universidade Católica. Na sua atividade, não só de afirmação presbiteral, mas também iluminando aquilo que é a verdadeira missão de uma Universidade Católica. A Faculdade de Teologia não se limita às fronteiras da sua área disciplinar ou científica. Deve estar em todas as 19 faculdades desta Universidade.”

No seu discurso de tomada de posse, o Padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues afirmou: “Assumir a direção da Faculdade de Teologia nasce da gratidão. Não se trata apenas de aceitar uma função, mas de reconhecer que estamos a participar de uma história mais longa do que a nossa, uma herança tecida com inteligência, dedicação e paixão.”

O novo Diretor da Faculdade de Teologia apresentou a visão para o mandato, destacando o serviço à Igreja, à academia e à sociedade. Sublinhou: “Esta Faculdade não existe para se bastar a si mesma; a sua razão de ser é servir a comunidade eclesial, a academia e a sociedade.”

Explicou ainda a missão da Faculdade no plano da Igreja: “À Igreja oferecemos um pensamento crente, fiel à tradição e atento ao discernimento dos sinais dos tempos, orientado para uma formação teológica rigorosa e contínua, pelo incremento da literacia teológica do povo de Deus e pela promoção da aprendizagem ao longo da vida.”

Referindo-se ao contexto académico, enfatizou a importância do diálogo interdisciplinar: “uma área do saber que quer dialogar cada vez mais com as ciências, as artes e as humanidades.”

Quanto à sociedade, reforçou o contributo da Teologia para os debates contemporâneos: “À sociedade, oferecemos uma palavra ética e espiritual, pensada e pronunciada a partir da gramática da transcendência, que ilumina os debates contemporâneos, abrindo horizontes de sentido e promovendo o bem comum.”

Sublinhou ainda: “A Faculdade de Teologia tem de ser um espaço onde se aprende a esperar e a construir, um lugar de escuta atenta das novas gerações, lugar de encontro entre culturas e religiões, lugar de abertura à sociedade e às suas periferias. Por isso, o desafio que hoje se assume é este: cuidar da herança recebida, honrar o passado, ousar projetar o futuro e pensar a fé num horizonte interdisciplinar aberto e fecundo, para formar não apenas especialistas em teologia, mas mulheres e homens capazes de tocar corações e criar pontes. Deixar que a sua existência se torne uma epifania do Evangelho, em que a luz do Reino se manifesta no concreto do quotidiano.”

A encerrar a cerimónia, o Patriarca de Lisboa e Magno Chanceler da Universidade Católica Portuguesa, D. Rui Valério, destacou: “A Faculdade de Teologia tem o desafio de manter e conservar a teologia no caminho e na estrada da ciência, segundo os critérios epistemológicos da Igreja. A teologia é desafiada a estar ao serviço do ser humano, ao serviço do próprio Deus, da própria revelação que se quis formar.”

Na mesma cerimónia foram igualmente empossados os membros do Conselho de Direção da Faculdade: Abel Canavarro e Rita Mendonça Leite (vice-diretores), Adélio Abreu, Alex Villas Boas, Alfredo Teixeira e João Alberto Sousa Correia (coordenadores).

18-09-2025

Católica Art Center integra a segunda edição do programa Circuitos

Entre 19 e 21 de setembro, o Católica Art Center volta a integrar o Circuito de Arte Contemporânea do Porto – Circuitos’25, uma iniciativa promovida pela Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, que reúne cerca de 55 espaços dedicados à arte contemporânea.

Durante este fim de semana, a Sala de Exposições da Escola das Artes estará de portas abertas com a exposição Karle: Cartas, de Pedro Huet, que poderá ser visitada entre as 14h00 e as 19h00.

 

No decorrer destes três dias, os diferentes espaços da cidade abrem portas para dar a conhecer a sua programação desde exposições, performances, concertos a outras atividades culturais.

 

A lista de locais está disponível no site da Galeria Municipal do Porto

17-09-2025

Mestrados em Gestão, Finanças e Marketing voltam a integrar os QS Business Masters Rankings

Pelo terceiro ano consecutivo, a Católica Porto Business School marca presença nos QS Business Masters Rankings, um dos mais reconhecidos referenciais internacionais para a avaliação de programas de mestrado em Gestão e áreas relacionadas.

Os mestrados em Gestão, Finanças e Marketing da escola voltam a ser distinguidos, reforçando a consistência e a qualidade da sua oferta formativa. A edição deste ano contou com um número significativamente superior de programas analisados face aos anos anteriores, o que demonstra a relevância da presença da Católica Porto Business School entre as escolas de referência.

Entre os indicadores avaliados, a Escola destaca-se especialmente na dimensão da “Diversidade”: o mestrado em Gestão destaca-se pela forte diversidade de género, quer de estudantes, quer de docentes; o mestrado em Marketing também se evidencia, com particular destaque para a diversidade internacional de estudantes. Já o mestrado em Finanças mostra igualmente evolução na diversidade de género no corpo docente.

Outro fator relevante é o “Value for Money”, onde, por exemplo, o mestrado em Gestão obteve resultados acima da média, confirmando a boa relação entre o investimento realizado e os retornos profissionais estimados para os graduados.

Para além destas dimensões, os três programas registam melhorias nos scores absolutos em comparação com anos anteriores, evidenciando a evolução contínua da Católica Porto Business School e a progressão dos programas em múltiplas vertentes, incluindo as relacionadas com a empregabilidade final dos alunos.

“Estar presente, pelo terceiro ano consecutivo, em rankings internacionais de referência como os QS Business Masters Rankings é motivo de orgulho e uma validação externa da qualidade do ensino da Católica Porto Business School. Estes resultados refletem a nossa aposta em formar líderes preparados para um mundo global, diverso e em constante transformação”, sublinha Paulo Alves, Vice-diretor da escola.

Já João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, sublinha: “Depois de vermos os nossos mestrados em Finanças e Gestão no Top 100 do Financial Times, os rankings QS vêm reforçar a excelência da nossa oferta. De qualquer forma, relembro que vamos além da gestão e finanças: também o nosso mestrado em Marketing está entre os melhores nos QS Rankings, confirmando a qualidade das nossas apostas também nesta área tão importante de especialização.”

Com esta distinção, a Católica Porto Business School reforça o seu posicionamento entre as escolas de gestão com maior reconhecimento internacional, valorizando a excelência académica, a diversidade e a relevância profissional dos seus programas.

 

 

Sobre a Quacquarelli Symonds (QS)
A QS é uma organização mundial de serviços, análises e insights para o setor global do ensino superior e a sua missão é permitir que pessoas motivadas, em qualquer parte do mundo, realizem o seu potencial através de conquistas educacionais, mobilidade internacional e desenvolvimento de carreira. Saiba mais aqui.

 

17-09-2025

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