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Novidades

Investigadoras de Biotecnologia da Católica vencem 7.ª edição do Prémio Food Fab Lab

As investigadoras e alunas Inês Soares (bolseira de investigação / aluna do mestrado em biotecnologia), Maria Leonor de Castro (aluna de doutoramento em biotecnologia) e Rita Vedor (aluna de doutoramento em biotecnologia), da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa, conquistaram o Prémio Food Fab Lab com o projeto Snack-a-Tummy.

O Snack-a-Tummy é um snack funcional e equilibrado, especialmente desenvolvido a pensar nas necessidades nutricionais das crianças, mas com um sabor que agrada a toda a família. Apresenta-se num formato inovador de dois compartimentos: um com leite fermentado enriquecido com a estirpe probiótica Lacticaseibacillus rhamnosus GG e o seu concentrado pós-biótico, e outro com palitos mastigáveis de maçã, produzidos a partir de farinha de bagaço e puré de maçã de Alcobaça Vermelha IGP.

Este lanche é fonte de cálcio, rico em proteínas e fibras, isento de glúten, com Nutri-Score A, e representa uma abordagem sustentável que valoriza subprodutos nacionais. O projeto vencedor, inserido na categoria de bolachas, snacks e aperitivos, destacou-se entre as 13 candidaturas submetidas à 7.ª edição deste prémio nacional, sendo reconhecido pelo seu caráter diferenciador e pelo potencial de introdução no mercado de novos alimentos de elevado valor acrescentado.

Com esta distinção, as investigadoras garantiram suporte especializado no desenvolvimento do projeto, beneficiando de acompanhamento estratégico e empresarial para a sua introdução no mercado, através do ecossistema TAGUSVALLEY.

A atribuição do prémio, que decorreu no passado dia 15 de dezembro, sublinha a excelência da investigação desenvolvida na Escola Superior de Biotecnologia e no Centro de Biotecnologia e Química Fina, distinguindo projetos que aliam rigor científico, inovação prática e sustentabilidade no setor agroalimentar. A ESB e o CBQF felicitam as suas alunas por este reconhecimento.

18-12-2025

Celso Carvalho: “O ser humano de hoje quer sentido.”

Celso Carvalho é estudante do mestrado em Teologia, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Percebeu aos 12 anos que queria ser padre e, mais tarde, que o seu caminho passava por ser padre diocesano, vivendo “nessa proximidade simples, mas com muita presença”. No diálogo da Igreja com as novas gerações, identifica o desafio de, “no meio do ruído”, ensinar os jovens a “baixar o volume para ouvir o essencial”. E por isso partilha o conselho de arriscar “tirar os fones” e voltar a “Aproximar. Tocar. Falar”.

 

O que o trouxe à Teologia?

A minha vocação foi uma daquelas coisas que se sentem antes de se compreender. Desde pequeno, o meu desejo de servir vestiu-se de mil e uma fardas. Hoje, vou percebendo melhor esse “fio condutor”: fosse no tribunal (como juiz), no hospital (como veterinário ou cirurgião), na oficina (como carpinteiro) ou na igreja (como padre) - eu tinha uma “sede” imensa de cuidar das pessoas, de vê-las “maximizadas” na sua essência.
Aos 12 anos, fui com o meu pai ao seminário dos Passionistas e, sozinho, ao balcão da livraria disse sem rodeios: «Eu quero ser padre! Dizem que aqui se formam padres. Como é que eu faço?». Foi assim, com esta ingenuidade, que a caminhada começou.
Mas foi já na etapa do Seminário Maior que finalmente entendi que tipo de padre sonho ser. Gosto muito daquela imagem do Papa Francisco sobre a Igreja ser um «Hospital de Campanha». Se os missionários são os “especialistas”, eu descobri que a minha vocação é ser o “Médico de Família”, o padre diocesano que está na paróquia, que conhece as pessoas pelo nome, e que as acompanha no dia a dia. Foi nessa proximidade simples, mas com muita presença, que comecei a entrever a minha felicidade, da qual ainda faço caminho.

 

Atualmente, frequenta o 1º ano do Mestrado em Teologia, que é parte do seu percurso de formação sacerdotal.

Na lógica do seminário, o 1º ano de Mestrado equivale ao 4.º ano de uma caminhada longa de sete. Estou também a estagiar na paróquia da Trofa.
Recentemente, dei um passo que me tocou muito: a Admissão às Ordens Sacras, uma “porta” pequenina que se abre para um compromisso maior - não com as paredes de um edifício, mas com a Igreja com «I» maiúsculo: as pessoas. Se Deus quiser, seguem-se etapas bonitas, as chamadas “instituições”. Primeiro o Leitor (enraizar na Palavra) e depois o Acólito (o serviço do altar, na Igreja, onde habita Cristo; mas também no “altar da vida”: na rua, na escuta, na fragilidade do outro). Se tudo correr bem, serei ordenado Diácono e, por fim, Padre.

 

Como descreve a experiência enquanto estudante da Católica?

Acredito que cresci muito, não só como estudante, mas como homem. A Católica é, acima de tudo, um espaço humano. E para além de todo o conhecimento, acredito que ficam as pessoas. Conhecemo-nos pelo nome, olhamo-nos mais facilmente nos olhos. Aqui, reencontrei amigos, cruzei histórias com pessoas de várias congregações e vindas de outras áreas. De facto, é isto que cria um ambiente simpático, onde ninguém se sente apenas um número, mas um rosto.
O ser humano de hoje quer sentido. Queremos crescer por dentro. E a Católica oferece-nos um mundo de oportunidades que vão muito além da sala de aula: voluntariado; semanas/dias temáticos; formações; convidados especiais; etc. A vida não é feita só de Ciência ou de teoria abstrata. E foi essa «vida real», de carne e osso, que eu fui encontrando aqui.

 

“Cuidamos muito do Físico, e cada vez mais do Psicológico, o que é fundamental, mas falta o terceiro pilar: o Espiritual.”

 

Que área escolheu para aprofundar na sua dissertação de mestrado?

O Direito Canónico. A lógica da justiça apaixona-me e vejo o Direito como uma ferramenta urgente para servir o ser humano. Hoje, o grande desafio - tanto da Igreja como da sociedade - é a linguagem: o sentimento humano quase nunca cabe nas palavras. Por isso, fascina-me a hermenêutica - a arte de interpretar, não apenas ler a “letra fria” da lei (dura lex, sed lex); mas perceber o coração de quem a escreveu. Ir além da regra para encontrar o espírito da justiça.
A minha ideia de dissertação junta esta paixão com a paixão de cuidar, focando-se nas Capelanias Hospitalares. Na hora da doença, temos ainda uma visão fragmentada do ser humano. Cuidamos muito do Físico, e cada vez mais do Psicológico, o que é fundamental, mas falta o terceiro pilar: o Espiritual. Eu quero estudar o espírito, o sopro que nos anima.
A grande pergunta da minha tese é: Será que as nossas leis conseguem respeitar a integralidade complexa da vida humana? Quero investigar o valor da consciência e da dignidade no contexto médico. Porque a dignidade de uma pessoa não acaba quando a saúde acaba. E o Direito, tal como a Teologia, tem de servir para proteger esse valor sagrado até ao último suspiro.

 

Um tema muito ligado à questão do sofrimento ... Jesus sofre connosco?  

Também no seminário temático sobre o Sofrimento, tenho tido a oportunidade de estudar um «Deus que sofre connosco, sem deixar de ser omnipotente». Há uma passagem no episódio da Reanimação de Lázaro que mudou a minha visão - o versículo mais pequeno de toda a Bíblia: «Jesus chorou» (Jo 11, 35). Perante a morte do amigo, Jesus não começa por fazer discursos, nem operar um milagre imediato. Jesus chora, mostrando que, diante da dor do outro, não conseguimos (nem devemos) ficar indiferentes.
É aqui que eu encontro o “método” que quero levar para a vida, sobretudo num mundo cheio de ecrãs. Jesus ensina-nos uma gramática de três passos: o primeiro é aproximar: vencer a distância dos telemóveis e chegar ao pé; o segundo, tocar: sentir o calor do outro, o bater do coração no pulso, a mão que treme. O toque que cura onde a palavra não chega; o terceiro é falar: Só no fim, se houver espaço, é que falamos.
E é isto é que nos distingue. Nós, humanos, temos essa capacidade única - e esse fardo - de pensar, de discernir e de procurar sentido no meio da dor. Ajudar as pessoas a fazer esse caminho, sem fugir às perguntas difíceis, é o que mais me entusiasma agora.

 

“A minha mensagem para o Natal é não deixar a cadeira vazia. Aproximar. Tocar. Falar”

 

Que desafios enfrenta a Igreja no diálogo com as novas gerações?

Hoje, ser jovem cristão é um desafio de navegação. Vivemos num mundo onde o algoritmo do Instagram quer a nossa atenção; o X quer a nossa revolta; a política quer o nosso voto… E no mercado da atenção, quem fala com mais convicção ganha, mesmo que não tenha conteúdo. Valorizamos o espírito empreendedor, o palco, o sucesso rápido.
O desafio da Igreja é precisamente não cair nessa armadilha. Gosto muito da abordagem dos Jesuítas neste ponto: eles ensinam-nos bem a lógica do discernimento. Num mundo ruidoso, o desafio não é gritar mais alto, mas ensinar o jovem a baixar o volume para ouvir o essencial.
E, nós, jovens, precisamos de ter a coragem de navegar nesse mar de vozes, sabendo que temos “colo” para as viagens difíceis.

 

O que mais afasta e o que mais aproxima os jovens da fé?

Começo por desfazer um mito: ninguém tem «fé no acaso». A fé não é uma energia solitária, é fé numa Pessoa - se não tem pele, não é real.
Acredito que o que mais afasta é o medo, misturado com a ideia errada de que a fé tem de ser “cega”. Se alguém entrar aqui a correr e me disser que acabou de aterrar um helicóptero no bar da faculdade, eu não vou acreditar. A fé não é acreditar em “helicópteros no bar”; é confiar em algo que faz sentido, mesmo que não vejamos tudo. O que afasta é quando nos vendem a fé como um jogo de “cabra-cega”: tapam-nos os olhos e dizem «Anda lá, caminha!» - todos temos medo, temos dificuldade em deixar-nos guiar. Ninguém gosta de andar às escuras, e isto, paralisa.
O que mais aproxima é, sem dúvida, o sentido de pertença. O que atrai os jovens é sentirem que têm um lugar à mesa, que não estão ali por acaso. Vejo isso, por exemplo, nos grupos ligados a muitos movimentos que criam espaços onde se pode rezar, mas também rir, cantar e fazer “palhaçadas”. É nessa alegria partilhada, onde nos sentimos em casa, que a fé cresce.

 

Onde reside a atualidade da mensagem de Jesus?

Para mim, a mensagem de Jesus reside em dois lugares: no Rosto do outro (Mt 25, 35-40) e no Partir do Pão (Lc 24, 30-35). Primeiro, no rosto, na resposta que nos aparece numa conversa com alguém. É aí que Jesus reside. A mensagem d'Ele não é um texto antigo; é um encontro que acontece no agora, no rosto de quem se aproxima.
Mas para termos força para esse encontro, precisamos da segunda parte: a Eucaristia. A Bíblia diz que a «fé sem obras é morta» (Tg 2, 26), mas como é que eu posso ter boas obras se estiver “oco” por dentro? É na Missa que o peregrino enche a mochila e aprende a mexer melhor no “coração” de qualquer homem. Quando o padre diz «Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!», não está a dizer «Acabou, vão-se embora». Está a dizer: «Já carregaram? Então agora vão melhorar o mundo.» A Missa não é um ponto de chegada, é o ponto de partida. Por que temos medo disso? Não estamos à espera de “segredos mágicos”; estamos à espera de força para caminhar. E é aí que Jesus se torna atual.

 

Que palavras partilharia com quem está em discernimento, vocacional ou pessoal, e ainda não encontrou respostas?

A primeira palavra é de paz: calma, ninguém cruzou a meta. Acredito que todos nós - tenhamos 20 ou 80 anos - estamos em discernimento.
Há uma frase famosa de Viktor Frankl que diz que a porta da felicidade abre para fora. Quem tenta forçá-la para dentro (fechando-se em si mesmo), acaba trancado.
Para quem procura uma resposta, a minha dica é arriscar tirar os fones. A resposta para a vocação não vai aparecer num ecrã nem no isolamento. Vai aparecer no “risco” do encontro. Não tenhamos medo de escutar o barulho do mundo e a voz de quem se senta ao nosso lado no autocarro. Porque, muitas vezes, Deus não grita; Deus sussurra na conversa que ainda não tivemos a coragem de ter.

 

Qual é a mensagem central deste Natal?

Há um anúncio de Natal de 2018 que, para mim, é a maior lição que podemos encontrar. O cenário era simples: várias famílias reunidas à mesa para o jantar de Natal, e um jogo - faziam-se perguntas e, se a pessoa errasse, tinha de se levantar e abandonar a mesa. O jogo começou e foi fácil - perguntavam sobre a vida dos famosos, sobre os influencers, sobre os filtros do Instagram. Toda a gente sabia responder, toda a gente ria. Tudo mudou quando as perguntas passaram a ser sobre a família: «Como é que os teus pais se conheceram?», «Qual foi o primeiro emprego da tua avó?», «Qual é o sonho que o teu pai nunca realizou?». Ninguém sabia. Um a um, tiveram de se levantar e sair. As cadeiras ficaram vazias. Quando vi senti um certo frio. É a prova de que sabemos tudo sobre o mundo digital, mas somos desconhecidos a jantar na mesma mesa.
A minha mensagem para o Natal é não deixar a cadeira vazia. Aproximar. Tocar. Falar. Largar o telemóvel, fazer as perguntas difíceis, descobrir os sonhos de quem vive connosco. A vida é o amor e a atenção que colocamos nela. Nas palavras de São João da Cruz - para o Natal e para a vida inteira - «No entardecer da vida, seremos julgados pelo Amor.».

 

18-12-2025

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia integram Direção da Federação Europeia de Associações de Estudantes de Psicologia

Duas estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), Mariana Teixeirinha Gomes e Ana Jorge Santos, integram atualmente a EFPSA – European Federation of Psychology Students’ Associations, uma das mais relevantes associações europeias de estudantes de Psicologia, reforçando a presença da Universidade Católica Portuguesa em contextos internacionais de representação estudantil.

A EFPSA reúne organizações nacionais de estudantes de Psicologia de mais de 30 países europeus e tem como missão promover o desenvolvimento académico, profissional e pessoal dos estudantes, através de eventos científicos, oportunidades de investigação, iniciativas de impacto social e oportunidades de cooperação internacional.

Responsabilidade e representação a nível europeu

Mariana Teixeirinha Gomes desempenha o cargo de “Finance Officer”, sendo responsável pela tesouraria da Federação e pela supervisão dos departamentos financeiros e de parcerias. A estudante destaca que a decisão de integrar a EFPSA surgiu da vontade de contribuir para uma representação ativa dos estudantes de Psicologia a nível europeu: “Identifiquei-me com os valores da EFPSA, nomeadamente o compromisso com a qualidade da formação em Psicologia, a inclusão e o impacto positivo na comunidade académica. A possibilidade de trabalhar num contexto multicultural e de participar em projetos com impacto real foi um fator decisivo.”

Ana Jorge Santos integra a Board da EFPSA como “Marketing Officer”, assumindo as funções estratégicas da Federação. Para a estudante da FEP-UCP, o associativismo tem sido um eixo central do seu percurso: “Sempre tive uma forte ligação ao associativismo, desde o nível local ao nacional. Poder trabalhar em prol dos estudantes de Psicologia de toda a Europa e conectar-me com pessoas de diferentes países e culturas que partilham o mesmo sentido de missão foi o que me levou a querer fazer parte ativa desta Federação.

Desenvolvimento de competências e experiência internacional

A participação na Direção da EFPSA tem permitido a ambas desenvolver competências transversais fundamentais, como liderança, comunicação intercultural, organização, pensamento crítico, gestão de tempo, tomada de decisão e resiliência, num contexto internacional exigente e colaborativo.

Ao longo dos últimos anos, ambas participaram em diversos eventos europeus da EFPSA, incluindo Congressos, Research Summer Schools, Executive Board & Member Representatives Meetings e encontros de formação, realizados em países como Portugal, Polónia, Itália, Luxemburgo e Turquia.

Uma federação ao serviço dos estudantes de Psicologia

A EFPSA dinamiza anualmente vários eventos científicos e formativos, bem como serviços dedicados à investigação, mobilidade internacional, publicação científica e impacto social, como o “Journal of European Psychology Students” (JEPS) e campanhas europeias de promoção da saúde mental, inclusão e combate ao estigma (Campanhas “Mind the Mind” e “Better Together”).

O principal evento anual da Federação, o 40th EFPSA Congress – Breaking Boundaries: Uniting Minds Across Borders and Disciplines, decorrerá de 23 a 29 de março de 2026, em Baarlo, nos Países Baixos, reunindo cerca de 300 estudantes de Psicologia e profissionais de renome internacional. As inscrições estão abertas até 31 de dezembro de 2025 e podem realizar-se AQUI.

Uma mensagem para os estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia

As duas estudantes deixam uma mensagem clara aos colegas da área da Psicologia, sublinhando a importância do envolvimento associativo e internacional. Para Mariana, juntar-se à EFPSA “é uma oportunidade única de crescer, explorar e conectar-se com o mundo da Psicologia para além das salas de aula, desenvolvendo competências que fazem a diferença em qualquer percurso profissional.”

Ana reforça esta ideia, apelando à participação ativa dos estudantes: “É uma mais-valia para o desenvolvimento pessoal e profissional. Procurar oportunidades fora da Faculdade permite-nos expandir horizontes, desenvolver competências transversais e preparar-nos melhor para os desafios da vida profissional.

 

18-12-2025

2.º Ciclo de Workshops de Literacia em Saúde Mental envolveu mais de 400 estudantes da Católica

Ao longo do 1.º semestre decorreu a 2.ª edição do Ciclo de Workshops de Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos do UCP2 Mental Health, uma iniciativa dirigida a todos os estudantes da Universidade Católica.  

Mais de 400 estudantes de todos os campi - Lisboa, Porto, Braga e Viseu – participaram nesta edição, que teve como principais objetivos aumentar o conhecimento sobre questões e problemas de saúde mental, promover estratégias práticas de autocuidado e de primeiros socorros psicológicos, assim como fomentar a identificação precoce de sinais de alerta, incentivando a procura de ajuda atempada. 

Os quatro workshops desenvolvidos foram concebidos com base nas necessidades identificadas pelos estudantes. Para além dos temas já abordados na edição anterior - Primeiros Socorros Psicológicos em Ataques de Pânico e Ansiedade de Desempenho - foram introduzidos dois novos temas: Burnout Académico e Imagem Corporal Positiva.  

As sessões decorreram em formato presencial e online e assumiram uma abordagem prática e imersiva, proporcionando momentos de diálogo, reflexão e partilha sobre a saúde mental no contexto do Ensino Superior. 

O elevado envolvimento, interesse e participação ativa dos estudantes demonstram, uma vez mais, a relevância de abordar a saúde mental como um pilar fundamental para uma experiência universitária marcada pelo bem-estar.  

Dulce Borralheira, estudante da Católica, partilha a sua experiência reforçando: “Durante os diversos Workshops, tive a possibilidade de aprender técnicas de respiração, relaxamento muscular, formas de categorizar a importância das tarefas para não me sobrecarregar”

O balanço deste 2.º Ciclo de Workshops é claramente positivo, confirmando o sucesso e a pertinência da iniciativa. Os resultados alcançados reforçam a sua continuidade e impulsionam a preparação do 3.º Ciclo, a lançar no próximo semestre, igualmente dirigido a todos os estudantes da Católica

18-12-2025

Investigadores de Biotecnologia da Católica vencem prémio na 7.ª edição do concurso “Comunicação de Ciência em Microbiologia”

Joana Cristina Barbosa, investigadora do grupo Nutrition and Health, e Ezequiel Coscueta, investigador do grupo Bioactives and Bioproducts, ambos do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, foram os vencedores da categoria “Público em geral” da 7.ª edição do concurso “Comunicação de Ciência em Microbiologia”.

O trabalho premiado, intitulado “O microbioma oculto (‘dark microbiome’)”, destacou-se pela capacidade de comunicar, de forma clara e visualmente apelativa, um tema atual e cientificamente desafiante na área da microbiologia.

Promovido pela Sociedade Portuguesa de Microbiologia (SPM), o concurso tem como objetivo incentivar a divulgação científica através da criação de uma imagem acompanhada de um texto explicativo, capaz de sintetizar conceitos e investigações relevantes na área. O trabalho distinguido será agora publicado na plataforma Cartoons de Microbiologia, juntamente com outros contributos selecionados que cumpram os critérios de qualidade definidos no regulamento. Esta iniciativa da SPM reforça a importância da comunicação científica como ferramenta para aproximar a microbiologia da sociedade, recorrendo a formatos criativos e informativos.

A ESB e o CBQF felicitam os investigadores pela distinção, que reflete a qualidade e o impacto da investigação desenvolvida na Universidade Católica Portuguesa e o compromisso com a divulgação do conhecimento científico junto da comunidade.

 

17-12-2025

Escola das Artes apresenta programa de atividades diversificado para 2026

Para contribuir para um 2026 mais vibrante, a Escola das Artes preparou um programa de atividades diversificado, com aulas abertas, concertos, conferências, exposições, sessões de cinema, performances, residências artísticas e uma nova edição da Porto Summer School on Art & Cinema, este ano em colaboração com a XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture.

No decorrer do ano, a EA receberá artistas, realizadores e autores de renome, nacionais e internacionais, para uma reflexão sobre a arte, com a apresentação de trabalhos que desafiam os sentidos e estimulam o pensamento crítico.

 

Ciclo de Concertos, Conferências, Exposições e Performances

Em fevereiro, daremos início ao habitual Ciclo de Concertos, Conferências, Exposições e Performances. Este ano sob o tema "Art + Tech x Cosmos = ", propõe-se uma reflexão sobre a intersecção entre arte e tecnologia, e como esta pode estimular um pensamento sobre um mundo em rápida transformação.

A relação entre arte e tecnologia tem sido objeto de interesse em vários momentos da história - desde a invenção de ferramentas antigas e máquinas industriais até o surgimento da cibernética, da Internet e dos mais recentes avanços em IA e computação quântica. Novos entendimentos, narrativas e dispositivos emergem quando a arte e a tecnologia convergem, gerando novo conhecimento que nenhuma das duas áreas poderia alcançar sozinha, de forma isolada.

É crucial reconhecer, no entanto, que a tecnologia nunca é uma força neutra; ela está sempre entrelaçada e moldada pelas formas como uma cultura compreende o seu mundo e as suas formas de vida - o seu cosmos. Essa abordagem tornou-se ainda mais relevante na era atual da Inteligência Artificial para desafiar a força homogeneizante do universalismo tecnológico ocidental. Em vez disso, propõe uma compreensão pluralversal baseada em diversas tradições culturais e metafísicas, ou seja, a tecnodiversidade - a multiplicidade do imaginário tecnológico, moldada por histórias culturais, mitos e visões de mundo distintas.

O programa reúne artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores com contribuições que abrangem várias constelações temáticas: desde o espiritual e o mítico, infraestruturas sociotecnológicas e lógicas (de)coloniais, até futuros especulativos. Através destas contribuições, o programa explora o potencial para remodelar a forma como pensamos sobre a criatividade humana e não humana, como experimentamos a convergência da arte e da tecnologia e como as suas possibilidades imaginativas podem inspirar novas práticas culturais e mundos.

Com curadoria de Joasia Krysa (curadora e professora na Liverpool School of Art and Design), Nuno Crespo e Daniel Ribas, o ciclo "Art + Tech x Cosmos = " trará à Escola das Artes, entre outros, Danielle Braithwaite-Shirley, Diana Policarpo, Gunseli Yalcinkaya, Hana E. Amori do Keiken Collective, João Melo, João Pimenta Gomes, Joasia Krysa, Legacy Russel, Nuno Loureiro, Pita Arreola e Val Ravaglia.

 

Inauguração de novas exposições

Até ao final do ano, a EA apresentará novas exposições de projetos inéditos, bem como novas iterações exibidas pela primeira vez. As datas de inauguração serão anunciadas em breve. O programa expositivo abre com a exposição de Tiago Madaleno e Joana Padrão, em janeiro, e continua com exposições dos Teatro Praga, em março, e de Rodrigo Cass, em maio.

No âmbito da Porto Summer School on Art & Cinema, que decorrerá em associação com a Lisbon Summer School for the Study of Culture, a Escola das Artes organizará, em Lisboa, a exposição Arquivo da Desobediência, um projeto curatorial iniciado por Marco Scotini em Berlim, em 2005, como uma exposição itinerante de vídeos, materiais gráficos e ephemera. Desde então, desenvolveu-se como um arquivo cinematográfico multifásico em curso e uma plataforma de discussão dedicada à relação entre práticas artísticas e ação política.

Ao longo dos últimos anos, o Arquivo da Desobediência tem vindo a ser apresentado em instituições internacionais como o Van Abbemuseum (Eindhoven), Nottingham Contemporary, Raven Row (Londres), o Massachusetts Institute of Technology (Boston), Bildmuseet (Umeå) e Castello di Rivoli (Turim), tendo uma das suas mais recentes apresentações ocorrido na Bienal de Veneza 2024.

O ciclo expositivo fecha com uma exposição de Juan Araújo, em outubro.

 

Porto Summer School on Art & Cinema  em associação com XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture Disobedience

De 29 de junho a 3 de julho, decorre a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema. Numa edição especial organizada em parceria com o Lisbon Consortium, a Summer School terá lugar na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa e será dedicada ao tema Disobedience enquanto prática artística e ideia, explorando as suas múltiplas formas, dinâmicas e limites.

Ao longo de uma semana, em paralelo com o programa de palestras, masterclasses e sessões de doutoramento da Summer School, o curador - juntamente com artistas convidados, incluindo Ângela Ferreira - conduzirá um programa intensivo de workshops, sessões de cinema, conversas e atividades.

Esta edição oferece um espaço de trabalho imersivo, aprofundando o projeto para lá do seu contexto expositivo e centrando-se no seu potencial pedagógico, investigativo e colaborativo.

 

Conferências

O novo ano verá o regresso das conferências anuais da Escola das Artes: o EPoCH em março, Ink & Motion em abril, Spring Seminar em maio, Film Education em junho, e Explorations on Sound and New Media Art em novembro.

Em destaque, estará o EPoCH 2026, com o tema Heritage future(s) / future heritage(s): on the threshold of change, é organizada em conexão com o Transform4Europe (T4EU) e faz parte do quadro mais amplo da Conferência sobre Património Sustentável da T4EU e da Semana Europeia do Património Comum da T4EU. A edição de 2026 da EPoCH tem como ponto de partida os conceitos relacionados e abertos de futuro(s) do património e património(s) do futuro. Estas noções desafiam-nos a refletir criticamente sobre as paisagens evolutivas da conservação e restauro e dos estudos do património, e a imaginar novas configurações de prática, ética e responsabilidade, no limiar da mudança.

16-12-2025

Universidade Católica assinala Dia Internacional do Voluntariado no Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto assinalou o Dia Internacional do Voluntariado com uma exposição de fotografias dos voluntários da CASO que deu visibilidade às diversas áreas onde os estudantes desenvolvem atividades de voluntariado. Esta iniciativa foi promovida pela UDIP - Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa e pela CASO – Católica Solidária.

Além da exposição de fotografias, o projeto UCP4SUCCESS aliou-se à UDIP e à CASO, expondo 4 grandes questões que convidavam a comunidade académica a refletir sobre o valor e o impacto transformador do voluntariado. Os estudantes foram desafiados a imaginar possíveis missões e projetos de voluntariado, nacionais e internacionais, e a pensar sobre as razões que justificam a importância desta prática. As respostas revelaram horizontes diversos e profundamente significativos. Alguns imaginaram missões internacionais, como ensinar inglês em Zanzibar, apoiar crianças em Cabo Verde ou participar em programas de empoderamento feminino em África. Outros idealizaram iniciativas nacionais de grande impacto social, como associações de reintegração de ex-toxicodependentes, abrigos para vítimas de violência doméstica ou projetos de apoio a idosos em situação de isolamento.

Este evento assumiu como enquadramento a perspetiva de que o voluntariado não se reduz a atos solidários pontuais, mas constitui uma verdadeira filosofia de relação. A participação ativa traduz-se na construção de laços sociais, na promoção da cidadania e na integração de valores partilhados.

Quando desafiados a convidar alguém a fazer voluntariado, os estudantes destacaram o poder transformador de pequenos gestos, a riqueza de contactar com realidades diferentes e a responsabilidade de usar oportunidades para apoiar quem não as teve.

Crescimento pessoal e transformação coletiva

Ao refletirem sobre o valor do voluntariado, os participantes sublinharam o seu carácter de crescimento pessoal, de aquisição de competências e de realização, lembrando que "ganha-se mais do que se dá" e que, mesmo sem mudar o mundo inteiro, é possível mudar o mundo de alguém.

Este mosaico de perspetivas mostra que o voluntariado é simultaneamente projeto individual e experiência coletiva. Ao partilhar sonhos, argumentos e propostas, os estudantes reforçam o sentido de pertença e consolidam a integração académica e social, tornando visível que o voluntariado é uma prática transformadora: cria comunidade, fortalece vínculos e dá corpo a uma universidade mais humana, inclusiva e solidária.
 

16-12-2025

Hackathon “Inovação em Ação” desafiou a comunidade académica a criar soluções tecnológicas em tempo recorde

Cinco horas intensivas para transformar ideias em soluções tecnológicas funcionais, em equipa – foi este o desafio lançado pelo Fast Paced Hackathon “Inovação em Ação – Criar Soluções com Eletrónica e Instrumentação”, promovido na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Participantes de diferentes áreas da Universidade Católica Portuguesa, com interesse em eletrónica, instrumentação e inovação tecnológica reuniram-se no Edifício de Biotecnologia para trabalhar na melhor resposta. Revelado apenas no início do evento, o problema colocou à prova a capacidade de adaptação, o pensamento crítico e a criatividade dos participantes, que trabalharam em equipa para conceber, planear e implementar um sistema eletrónico funcional.

Ao longo do hackathon, os estudantes recorreram a diferentes ferramentas e tecnologias para desenvolver soluções originais, posteriormente apresentadas a um painel de avaliação. A iniciativa promoveu a aplicação prática de conhecimentos técnicos, bem como o desenvolvimento de competências transversais, como o trabalho em equipa, a comunicação e a resolução criativa de problemas.

“O Hackathon mostrou que quando a criatividade, a colaboração e a tecnologia se unem, as ideias transformam-se em soluções que impactam.”, apontou Pedro Rodrigues, docente da Escola Superior de Biotecnologia “Em apenas cinco horas, vimos estudantes criarem protótipos com sensores, sistemas de medição e dispositivos inteligentes, prova de que a inovação é ação. É por isso que acredito tanto no poder da educação, ela é a faísca que acende a chama da transformação!”, acrescentou.

No final do evento, foram distinguidas as equipas vencedoras, reconhecendo o mérito, a criatividade e a qualidade das soluções apresentadas. Os vencedores foram Martin Matejčík, Viliam Podbrežný, João Barrote Vaz e Rodrigo Estima Ribeiro, do Mestrado em Engenharia Biomédica.

A iniciativa “Inovação em Ação” reforçou, assim, o compromisso da Universidade Católica Portuguesa e da Escola Superior de Biotecnologia com a aprendizagem experiencial, a inovação tecnológica e a preparação dos estudantes para os desafios do mercado e da sociedade.
 

15-12-2025

Candidaturas para a Harvard Summer School abertas até 6 de janeiro para alunos da Católica

As candidaturas para participação na Harvard Summer School ao abrigo da parceria entre a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e a Harvard Division of Continuing Education (DCE) já se encontram abertas e decorrem até ao dia 6 de janeiroOs estudantes elegíveis da Católica podem, assim, candidatar-se a integrar os programas académicos intensivos que terão lugar no verão de 2026.

A oportunidade surge no seguimento do acordo de colaboração que a UCP assinou a 13 de novembro com a Harvard University’s Division of Continuing Education, através do qual se tornou membro oficial do DCE Global Partner Program. Esta parceria permite aos alunos da Católica o acesso privilegiado às ofertas da Harvard Summer School, uma das mais prestigiadas iniciativas académicas internacionais.

Com este acordo, os alunos elegíveis da Católica terão acesso às prestigiadas ofertas académicas da Harvard Summer School, através de programas académicos de três ou quatro semanas, juntando-se a estudantes de universidades de renome de todo o mundo. Os participantes terão hipótese de frequentar cursos de grande exigência, ganhando acesso ao ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo de Harvard.

A Harvard Summer School recebe milhares de alunos todos os anos, provenientes de mais de 100 países. Como parte do Global Partner Program, os alunos da Católica receberão apoio na inscrição, aconselhamento e acesso a eventos exclusivos para parceiros, concebidos para promover o intercâmbio cultural e o networking global.

Segundo a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, esta parceria “está alinhada com a estratégia da Católica de proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que os capacitem para se tornarem líderes globais nas suas áreas”.

As sessões de apresentação do programa já foram realizadas pelos representantes da Harvard Division of Continuing Education, que visitaram os campi de Lisboa e Porto nos dias 20 e 21 de novembro, respetivamente.

 

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12-12-2025

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