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"Como adequar os negócios à Agenda dos Direitos Humanos nas empresas?"

Business School
"Como adequar os negócios à Agenda dos Direitos Humanos nas empresas?"
Terça-feira, 12 de Novembro de 2024 in Dinheiro Vivo Online

Artigo de Opinião por Sandra Lima Coelho, Professora Convidada na Católica Porto Business School.

Como adequar os negócios à Agenda dos Direitos Humanos nas Empresas? Garantindo que as empresas incorporam e regem a sua actividade seguindo os princípios do Comércio Justo (CJ). O CJ é um movimento social que surgiu na Holanda, em 1960, e que procura, através das relações comerciais, nivelar as condições de concorrência entre pequenos produtores, maioritariamente, oriundos de países pobres do Hemisfério Sul, e as grandes empresas multinacionais. O CJ orienta-se por princípios que reflectem valores morais, e não apenas critérios e valores económicos, destacando-se o respeito pelos direitos humanos e protecção ambiental, colocando a dignidade humana acima do lucro, assim como o estabelecimento de boas condições de trabalho.

Dados recentemente avançados pela FAO - Food and Agriculture Organization of the United Nations - revelam que um terço dos 7,6 mil milhões de pessoas do mundo é constituído por pequenos agricultores e suas famílias. Há 1,4 mil milhões de pobres que vivem com menos de 1,15€ por dia. Mil milhões dessas pessoas vivem em zonas rurais, onde a agricultura é a principal fonte de subsistência. Se quem cultiva quase 70% dos alimentos consumidos no mundo não ganha o suficiente para assegurar uma vida digna através do seu trabalho, então, experienciamos um problema estrutural crítico. E, tendo em conta a Agenda 2030 e os Objectivos para o Desenvolvimento Sustentável traçados pela ONU, em 2015, não há melhor altura do que esta para discutir o problema.

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