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"Condições de vida em Portugal: uma análise preliminar"

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"Condições de vida em Portugal: uma análise preliminar"
Terça-feira, 2 de Setembro de 2025 in Expresso Online

Artigo de Opinião por João Moreira de Campos, assistente convidado na Católica Porto Business School.

A publicação dos dados referentes ao ICOR de 2024 indiciam uma melhoria genérica da situação de quem residia em Portugal. Porém, tal melhoria não foi transversal a todos os grupos da população, sobretudo a arrendatários e imigrantes.

Nas últimas semanas, as autoridades estatísticas nacional e europeia deram a conhecer os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento que retratam a realidade constatada em 2024. Habitualmente, tais resultados alcançam maior projeção mediática no final do ano, quando é divulgada a estimativa relativa à percentagem da população que aufere um rendimento inferior a 60% da mediana, logo, que se encontra em risco de pobreza. O destaque agora dado pelos órgãos de comunicação social assentou sobretudo no agravamento dos encargos financeiros associados à habitação, apesar de os dados publicados permitirem uma análise preliminar mais abrangente das dificuldades sentidas pelos residentes em Portugal e do conforto material de que dispuseram.

Uma das variáveis cujos valores foram anunciados diz respeito à pobreza subjetiva, um conceito desenvolvido a partir da capacidade dos inquiridos satisfazerem necessidades básicas. Abrangendo dimensões como o rendimento, a despesa, o endividamento e a riqueza, consideram-se em situação de pobreza subjetiva todos os agregados domésticos que indiquem fazê-lo com dificuldade ou grande dificuldade. Ora, a estimativa referente a 2024 indicia um decréscimo da proporção de residentes nesta situação, o qual contraria os três aumentos consecutivos registados nos anos precedentes. A proporção mensurada é, assim, de 21,8%, em linha com as percentagens observadas em Espanha e em França, mas 1,4 pontos percentuais abaixo da média comunitária.

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