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Business School
Continuação
Terça-feira, 18 de Junho de 2024 in Dinheiro Vivo Online

Artigo de Opinião por Alberto Castro, docente da Católica Porto Business School.

Correndo o risco de "novelizar" os escritos, diria que este dá continuidade ao anterior, o qual terminava com um repto: começar uma discussão sobre políticas públicas que escrutinasse as decisões do governo e, sendo o caso, lhes contrapusesse outras hipóteses, norteadas não apenas pela lógica do crescimento, como pela do desenvolvimento (no sentido de ponderar, positivamente, dimensões como a promoção do interior). Na altura, sugeri três projetos, em fase distinta de concretização. Não nos enganemos, porém: mais do que propostas ou alternativas, a vitalidade da sociedade é indispensável para lhes dar credibilidade junto da opinião pública e do poder. Ora, atrevo-me a dizer que, ao contrário do desejável, prevalece um certo adormecimento cívico, sobretudo no Norte e Centro. Uma vez por outra, os mesmos de sempre (incluindo este escriba), contestam uns investimentos desmesurados, o centralismo, o protelar da regionalização, etc.. Ficaremos de bem com a consciência, mas no pasa nada. Nada disto teria importância de maior, não fosse dar-se o caso de, em democracia, o ativismo cívico estar ligado a uma sociedade próspera, seja a nível nacional ou regional.

Nos últimos 30 anos, a Galiza afastou-se, em termos de indicadores económicos, da Região do Norte de Portugal. Intuitivamente, pode ligar-se esse resultado à autonomia, à existência de um governo próprio que tem permitido, não apenas desenhar, mas concretizar uma estratégia ajustada às necessidades e capacidades do “país”. Não creio que fosse suficiente. Às vezes com mais ruído do que resultados, é certo, sente-se por lá um outro envolvimento cívico, institucional e individual. A constituição do Fórum Fieito é um exemplo recente. Integrando personalidades de diversas formações e orientações políticas, surge com o propósito de contribuir para uma estratégia de industrialização sustentável. Por cá, não temos Xunta, temos as CCDR, associações várias e estudos múltiplos. Talvez o Centro de Estudos do Centralismo pudesse emular a iniciativa galega, quiçá estabelecendo pontes. Fica o repto!

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