
Artigo de opinião de José Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito.
Não há como dizer de outra forma, a guerra na Ucrânia passou de vez a ser em toda a Ucrânia. O ataque lançado contra a base militar de Yavoriv, a muito poucos 25 km da fronteira polaca, a que acresceu o bombardeamento do aeroporto de Ivano-Frankivsk (na parte ocidental do País), significa, doravante, uma coisa muito simples: não haverá zonas poupadas.
Não se vê razão particular para a escolha destes alvos que não seja a de levar para o terreno aquilo que a Rússia reivindicou de forma muito clara ter o direito de fazer. Os destinatários da mensagem não são sequer os elementos do aparelho político-militar da Ucrânia. São, isso sim, os dois presentes-ausentes: NATO, a União Europeia e os Estados Unidos (membros da NATO, mas caso à parte).
