
A Amyris Bio Products Portugal tem em cima da mesa um plano de investimento no valor de dez milhões de euros para a inauguração de uma fábrica de produção de cosméticos. Esta nova infraestrutura, além de colocar Portugal no mapa do sector da cosmética e da biotecnologia, permitirá a criação de 150 a 200 postos de emprego.
“A formação e competência do capital humano que temos conseguido atrair para os nossos projetos, e os resultados que esse talento nos ajuda a alcançar são o principal fator que nos faz querer reforçar a aposta no país”, conta Miguel Barbosa, presidente da subsidiária da empresa norte-americana, ao Jornal Económico, frisando que a criação da fábrica prende-se, também, com a vontade da empresa em passar a produzir produtos cosméticos em Portugal para exportar para o resto da Europa.
Depois de ter desenvolvido, em conjunto com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, o projeto Alchemy, cujo objetivo principal é estudar e desenvolver novas aplicações para os subprodutos e resíduos dos processos de fermentação da Amyris e da produção de cana de açúcar, a Amyris pretende agora aumentar a escala de produção.
Deste o arranque deste trabalho em conjunto, a empresa e escola conseguiram criar a primeira sílica do mundo a partir das cinzas de cana de açúcar e que permite o desenvolvimento de cosméticos 100% limpos e seguros.
“[Esta] parceria tem como objetivo criar um hub de biotecnologia de referência internacional em Portugal”, explica o responsável. “A escala do investimento realizado até ao momento permite ter já uma massa crítica e resultados que atraem o interesse de grandes multinacionais com as quais interagimos regularmente”, acrescenta, referindo ainda que a ambição é reforçar a aposta nos programas colaborativos de I&D e desenvolvimento de novos produtos.
