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João Pinto - COP29: avanços, mas com um amargo de boca

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João Pinto - COP29: avanços, mas com um amargo de boca
Terça-feira, 26 de Novembro de 2024 in Negócios online

Artigo de Opinião de João Pinto, dean da Católica Porto Business School.

Embora a meta de 1,3 biliões de dólares seja um passo significativo, as decisões tomadas em Baku devem ser complementadas por ações imediatas, compromissos firmes e a criação de estruturas financeiras robustas que integrem justiça, inovação e pragmatismo.

A COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro, surgiu como uma oportunidade histórica para corrigir uma das principais lacunas deixadas pela COP28: a ausência de um plano claro e sustentável para financiar a transição climática global. Sob a liderança de Mukhtar Babayev, a conferência teve como prioridade central o estabelecimento de um novo paradigma financeiro, por meio do New Collective Quantified Goal (NCQG), para apoiar os países em desenvolvimento a enfrentarem as mudanças climáticas.

A COP28 foi marcada pela incapacidade dos países desenvolvidos de se comprometerem firmemente com o financiamento climático, essencial para apoiar os países mais vulneráveis no cumprimento dos seus objetivos de mitigação e adaptação. Apesar do compromisso anual de 100 mil milhões de dólares, estabelecido até 2025, este valor foi alcançado apenas uma vez desde 2020. A ONU estima que, até 2030, os países em desenvolvimento precisarão de pelo menos 6 biliões de dólares para atingir metas climáticas adequadas. Essa lacuna de financiamento não é apenas uma questão de justiça climática, mas também de pragmatismo: sem recursos adequados, os avanços globais necessários para reduzir as emissões de carbono e promover a resiliência climática estarão comprometidos.

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