
Realidade e ficção numa exposição valiosa, Profundidade de Campo. Na Galeria Municipal do Porto e na Escola das Artes da Universidade Católica.
Mónica de Miranda, portuguesa de origem angolana que vive entre Lisboa e Luanda, é uma artista plural que representou Portugal na 60.ª Bienal de Veneza. Recorre a diversos media, sobretudo à fotografia, ao filme e à performance, através dos quais explora diferentes problemáticas, tais como a arqueologia urbana e a diáspora. Dotada de um notável sentido criativo, o seu trabalho tende a situar-se entre os universos documental e ficcional, real e imaginário.
É justamente dessa interessante e dinâmica conjugação que emerge a sua mais recente exposição, Profundidade de Campo, inaugurada no fim-de-semana passado, no piso 1 da Galeria Municipal do Porto e no Católica Art Center, na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Os dois momentos expositivos foram desenvolvidos com uma inteligente curadoria assinada por João Laia e Nuno Crespo (crítico de arte do PÚBLICO), que enaltece a obra da artista, tanto a sua multiplicidade expressiva, quanto a sua densidade conceptual.
