
Artigo de Opinião por José Matias Alves, Docente da Faculdade de Educação e Psicologia.
Há, nos sistemas de educação e de formação, uma imperativa necessidade de levar as pessoas a sentir que é bom mudar e inovar, porque essa disposição nos desafia, rejuvenesce, empodera e gratifica.
Há uma idade em que se ensina o que se sabe; mas vem em seguida outra, em que se ensina o que não se sabe: isso se chama pesquisar. Vem talvez agora a idade de uma outra experiência, a de desaprender, de deixar trabalhar o remanejamento imprevisível que o esquecimento impõe à sedimentação dos saberes, das culturas, das crenças que atravessamos. Essa experiência tem, creio eu, um nome ilustre e fora de moda, que ousarei tomar aqui sem complexo, na própria encruzilhada de sua etimologia: Sapientia: nenhum poder, um pouco de saber, um pouco de sabedoria, e o máximo de sabor possível. (Roland Barthes. Lição)
Há quem sustente que a inovação e a mudança são uma condição de sobrevivência das organizações e dos sistemas de educação e formação. Num dos capítulos de livro editado pela Católica Editora, Santos Guerra afirma-o perentoriamente. Ou as escolas mudam e inovam ou vão deixar de ter procura social, ficar desertas e encerrar. Porque deixam de corresponder às necessidades das pessoas, das famílias e do trabalho. Mas outros autores introduzem uma pequena, mas relevante observação:
