
Artigo de opinião de João Pinto, dean da Católica Porto Business School.
Depois da desaceleração da inflação ao longo dos últimos meses, os principais bancos centrais começam a sinalizar o início da inversão da política monetária, preparando-se para cortar taxas de juro durante 2024.
Segundo o Banco de Portugal, o rácio de endividamento da economia portuguesa situou-se, em termos nominais, nos 803,1 mil milhões de euros em 2023 (449,3 mil milhões relativos a empresas e famílias e 353,8 mil milhões de euros relativos a administrações públicas e empresas públicas), o que representou 301,3% do PIB. Apesar de ter diminuído para 800,4 mil milhões de euros em fevereiro, o “stock” de dívida da economia portuguesa continua a ser um dos mais elevados da zona euro, ombreando com economias como a italiana e espanhola.
