
Artigo de opinião por Alberto Castro, docente da Católica Porto Business School.
Neste aparente "inverno do nosso descontentamento", em que os protestos pululam, alguns aspetos concomitantes causam perplexidade. Habituei-me a ouvir os representantes dos professores, eternos ou mais novos, desfiarem um rosário de problemas entre os quais avultavam a precariedade perpétua ou a colocação avulsa, muitas vezes bem longe de casa. O ministro terá aventado a hipótese de parte dessas colocações (que não as regras!) poder ser descentralizada e eis que "a classe" se levantou, contestando, com o argumento capcioso de que o resultado seria pior, dando campo a todo o tipo de nepotismo e favorecimentos. A descentralização é prática corrente em muitos outros países. Não em Portugal onde se continua a preferir a decisão centralizada: é má, mas igual para todos!
