
Artigo de Opinião por Susana Costa e Silva, docente e diretora do Mestrado em Gestão na Católica Porto Business School.
A grande conclusão? Os docentes estão a usar a IA de forma criativa e produtiva para as suas aulas, mas, na maior parte dos casos, referem ainda alguma falta de apoio das suas instituições para o fazer de forma segura, ética e eficaz.
Um estudo recente da Católica Porto Business School, que tive oportunidade de desenvolver, juntamente com Badar Usman – “Beyond the Classroom: Faculty Experiences and Institutional Readiness in Integrating ChatGPT into Business Education” – , e que inquiriu docentes de várias escolas de gestão nacionais, revela um panorama fascinante e cheio de desafios: os professores estão a adoptar massivamente o ChatGPT como um “assistente pessoal” para preparar aulas, criar exercícios e poupar tempo.
O estudo revelou ainda que esta revolução está a acontecer à porta fechada das suas salas de estudo, com cada um a aprender sozinho, sem manual de instruções e a tentar perceber como é que esta ferramenta pode ser uma aliada e não uma ameaça. Constatou-se ainda que alguns o fazem na assunção de que é ténue a barreira entre o que é legítimo e expectável do uso deste sistema de IA e o que é inaceitável, abusivo e até não ético, assumindo ainda algum embaraço no reconhecimento de que usam a ferramenta.
