
Artigo de opinião por Marisa Tavares, docente da Católica Porto Business School.
Na divulgação do ranking das escolas deste ano, apesar do fait-diver mediático sobre quem sobe e quem desce no ranking, não há nada de novo. Nas primeiras 50 escolas apenas 5 são escolas públicas. Esta aparente desvantagem da escola pública no ranking é amplamente discutida. Discute-se o diferente contexto que as diferentes escolas enfrentam, implicando que estejamos a comparar incomparáveis. Discutem-se os indicadores que são usados nesta avaliação do mérito das escolas e a forma como esses indicadores estão fortemente correlacionados com o estatuto económico e social dos alunos. Discute-se o papel que a educação devia ter na promoção da igualdade de oportunidades e não na perpetuação de desigualdades. Nesta reflexão eu gostaria de abordar uma outra perspetiva, que também não é visível nestes rankings, e que se prende com o papel da escola na promoção da saúde mental e emocional das crianças e jovens.
