
Artigo de Opinião por Alberto Castro, Docente da Católica Porto Business School.
Circula na internet um excerto de uma reportagem televisiva cobrindo um incêndio em Águeda. Veem-se um bombeiro a apagar o fogo, e outro a observá-lo. Em primeiro plano, alguém fuma um cigarro! Ouve-se uma narração nervosa, como o caos a acontecer. Acabado o cigarro, o homem atira a pirisca para o fogo! Assim como assim, (já) não há de ter mal. O bombeiro-espectador, não viu problema em que alguém fumasse o seu cigarrinho, nem a jornalista (que não o operador de câmara) viu ali motivo de reportagem. Exemplar.
Enquanto isso, em estúdio, um conjunto de especialistas desenvolve análises mais ou menos variadas. As implicações das alterações climáticas são, talvez, o denominador mais comum nos discursos. Sem preocupação de ser exaustivo, surgem, também, fatores como a importância da floresta no sequestro do carbono, a fragmentação e o abandono das propriedades, a má, ou inexistente, gestão florestal, a incúria alimentada pela ignorância, as espécies plantadas, a falta de meios de combate a incêndios, a sua má distribuição e/ou a má organização do processo.
