
José Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica.
Na altura professor na Universidade de Chicago, foi Léo Strauss quem, em 1951, deu à luz num artigo o “reductio ad hitlerum”, depois também referido como “argumento ad hitlerum”. Inventou criticamente, é claro, tendo retomado a referência na obra “Natural Right and History”, dada à estampa dois anos depois. Neste livro, e quanto a esta questão, importa principalmente o capítulo II, Direito natural e a distinção entre factos e valores.
A construção é quase simplória. Consiste, numa qualquer discussão ou troca de ideias, em disparar para atingir o oponente com uma alegada similitude daquilo que defende com aquilo que defendeu o ditador Adolfo.
