
José Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica.
Têm recrudescido nos últimos dias as opiniões muito críticas pelo facto de alguns Países, e em particular a Alemanha, não recorrerem à arma de destruição massiva do gás. De facto, afirmam, são colossais as somas que “damos” à Federação Russa ao continuarmos a negociar com ela. Assim, não só permitimos que continue o seu esforço de guerra como, por outro lado, “damos” muito menos à Ucrânia para que esta enfrente o agressor.
Fechem a torneira do gás, e a guerra acaba num instante: é esta, em síntese, a tese. Penso, porém, que o “argumento” é muito frágil. Pode ajudar a mobilizar esforços e vontades em benefício da Ucrânia – e esta merece-o – mas não tem sustento que aguente uma análise menos primária.
