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ESG - é a União Europeia demasiado ambiciosa?

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ESG - é a União Europeia demasiado ambiciosa?
Segunda-feira, 10 de Junho de 2024 in Dinheiro Vivo Online

Artigo de Opinião por Luísa Anacoreta Correia, Docente da Católica Porto Business School.

ESG é, sem dúvida, uma expressão do momento no mundo empresarial. Não se trata de um conceito em si mesmo, mas sim, de um acrónimo da expressão anglo saxónica Environmental, Social and Governance, que cujo contexto se refere às componentes ambiental, social e de carácter governativo das empresas. A preocupação implícita ao ESG é que as empresas adotem boas práticas com vista à sustentabilidade ambiental, à responsabilidade social (centrada nas pessoas, colaboradores da empresa e outros) e à transparência da gestão e do exercício da função acionista (centrada nas regras de governo das sociedades). É uma expressão, sem dúvida, que caminha no sentido de serem alcançados (pelo menos alguns) dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a agenda para 2030 adotada por todos os Estados-membros das Nações Unidas, em 2015, bem como o objetivo europeu de neutralidade carbónica em 2050.

Além da preocupação com a adoção de boas práticas nas componentes ambiental, social e governativa, por detrás da expressão ESG está também a obrigação de as empresas relatarem ao público as práticas já adotadas e/ou que se comprometem a adotar. Esta preocupação com o relato de informação ESG leva a um conjunto pesado de regulamentos, diretivas e normas emitidas e adotadas na União Europeia, com implicações diretas não apenas nas empresas de (muito) maior dimensão e, mais tarde, em todas as empresas cotadas, como também, e com enfoque muito especial, nas instituições que asseguram o financiamento empresarial, como instituições financeiras e fundos de investimento.

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