
Francisca Guedes de Oliveira, docente da Católica Porto Business School.
Um imposto não serve para pagar um serviço, seja ele de educação ou outro qualquer. A receita fiscal nem sequer pode, salvo raríssimas exceções, ser consignada.
A propósito do cheque ensino e do artigo que escrevi no dia 21 de janeiro, neste jornal, tive diversas reações positivas umas, negativas outras, mas várias com argumentos válidos. Há, no entanto, um argumento que é utilizado sistematicamente por quem discorda e que revela bastante desconhecimento de conceitos económicos básicos.
O argumento reza mais ou menos assim: quem tem os filhos em colégios privados paga duas vezes a educação dos seus filhos, uma diretamente ao colégio escolhido e outra através dos impostos que (acrescentam geralmente) já são dos mais elevados da Europa.
