
Artigo de opinião de Marisa Carvalho, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto.
Preservar a agência humana significa garantir que alunos e professores mantêm o controlo sobre as suas experiências educativas, mesmo num ambiente cada vez mais automatizado. Isto envolve um uso consciente e ético da IA, onde a tecnologia serve para potencializar, e não substituir, a interação humana.
Todos os anos, o Dia Internacional da Educação, celebrado a 24 de janeiro, oferece ao mundo uma oportunidade para refletir sobre o poder transformador da educação. Com os desafios globais, desde a pobreza e a desigualdade até às alterações climáticas e aos conflitos, a educação é uma das ferramentas mais eficazes que temos para construir um futuro melhor. Por isso, é um dia de celebração em torno do que alcançamos com a educação, mas também um apelo à ação para garantir que todas as pessoas tenham acesso a uma educação de qualidade.
Em 2025, a propósito deste dia, a UNESCO propõe-nos a reflexão sobre a inteligência artificial e a educação a partir do tema “AI and Education: Preserving Human Agency in a World of Automation” (IA e Educação: Preservar a Agência Humana num Mundo de Automação). A inteligência artificial está a transformar a forma como vivemos, trabalhamos e aprendemos, com oportunidades e desafios.
