
Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da faculdade de Direito da Universidade Católica.
Muitos não acreditaram, quase até ao fim (neles me incluo), que a Rússia pudesse lançar um ataque em larga escala contra a Ucrânia, pela especial irracionalidade da decisão, pelas consequências dramáticas que esta decisão vai importar para aquele país, para o seu povo e para a paz internacional.
Das declarações sucessivas de Vladimir Putin resulta que, afinal, a invasão da Ucrânia não existe. Trata-se, isso sim (como aliás reafirmou o representante russo no Conselho de Segurança), de uma "ação militar especial", para enfrentar a ameaça que a Ucrânia representa para a segurança russa (!), desnazificar o regime ucraniano (!) e, finalmente, ajudar, a título de legítima defesa coletiva, as "repúblicas" populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas há dias.
