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Católica Porto Business School reuniu académicos internacionais no Porto para debater o futuro das 'supply chains'

A Católica Porto Business School recebeu, entre os dias 1 e 3 de junho, a 16th EDSI Annual Conference, uma das principais conferências europeias na área das ciências da decisão, gestão e operações, trazendo ao Porto investigadores, docentes e especialistas internacionais para discutir os desafios que estão a transformar as cadeias de abastecimento globais.

Organizada através do CEGE – Centro de Estudos em Gestão e Economia, a edição de 2026 decorreu sob o tema “Human-Centric and AI-Enabled Supply Chains”, reunindo contributos académicos e aplicados sobre sustentabilidade, inteligência artificial, resiliência, direitos humanos e governance das supply chains, num contexto global marcado por crescente complexidade económica, tecnológica e regulatória.

Ao longo de três dias, a Católica Porto Business School recebeu participantes de diferentes geografias para um programa que incluiu sessões científicas, keynote speakers, um workshop doutoral e momentos de networking e partilha de conhecimento, promovendo o cruzamento entre investigação académica e desafios concretos enfrentados pelas organizações.

A conferência contou com a co-presidência de Božidar Vlačić, professor da Católica Porto Business School e coordenador científico do CEGE, e presidência de Maria Alice Trindade, CEGE FCT Tenure researcher, reforçando a ligação da Escola a redes internacionais de investigação e o seu posicionamento enquanto espaço de debate sobre os grandes desafios da gestão contemporânea.

“Receber a EDSI 2026 na Católica Porto Business School foi uma oportunidade única para trazer ao Porto uma comunidade internacional de investigadores e profissionais comprometidos com a construção de supply chains mais resilientes, sustentáveis e centradas nas pessoas. O sucesso desta edição reflete não só a qualidade científica do encontro, mas também a capacidade da nossa Escola de criar pontes entre investigação, prática e impacto real nas organizações”, destaca Božidar Vlačić.

Para Maria Alice Trindade, o sucesso da conferência foi também resultado de um esforço coletivo. Numa mensagem de balanço após o encerramento do evento, a académica destacou a importância da confiança, da colaboração e do trabalho de equipa na concretização da iniciativa, sublinhando o contributo das várias pessoas envolvidas na organização “nos bastidores” para tornar possível a conferência.

A realização da EDSI 2026 no Porto reforçou ainda a dimensão internacional da Católica Porto Business School e do CEGE, afirmando a Escola como ponto de encontro entre academia e prática empresarial, num momento em que os desafios ligados à transformação das supply chains assumem uma relevância crescente à escala global.

09-06-2026

Católica Porto Business School e Liga Portugal lançam MBA Executivo em Futebol

A Liga Portugal Business School e a Católica Porto Business School apresentaram, no Auditório da Arena Liga Portugal, no Porto, o novo MBA Executivo em Futebol, um programa pioneiro em Portugal que pretende responder aos desafios de gestão, liderança e inovação de uma indústria cada vez mais global e profissionalizada. 

A sessão de lançamento reuniu representantes das duas instituições, docentes e profissionais do setor, assinalando o início de uma nova etapa na colaboração entre a Liga Portugal e a Católica Porto Business School. 

Na abertura da cerimónia, o Presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, destacou a relevância da formação avançada para o desenvolvimento do ecossistema do Futebol Profissional, sublinhando a importância da qualificação dos seus agentes e da aproximação entre o setor e o ensino superior. 

O Dean da Católica Porto Business School, João Pinto, enquadrou o novo MBA na crescente complexidade da indústria do futebol, que hoje exige competências multidisciplinares capazes de responder a desafios estratégicos, económicos, tecnológicos e organizacionais. O responsável destacou ainda a ambição conjunta das duas instituições em contribuir para a profissionalização e valorização do setor. 

Durante a sessão, a Diretora de Projetos da Liga Portugal, Filipa Godinho, e a Professora Associada da Católica Porto Business School, Susana Costa e Silva, apresentaram a estrutura curricular do programa, os seus pilares estratégicos e as experiências imersivas internacionais que integrarão o percurso formativo. 

Concebido para profissionais que procuram aprofundar competências de gestão aplicadas ao contexto do futebol, o MBA Executivo em Futebol combina uma abordagem académica rigorosa com uma forte componente prática e contacto direto com a realidade da indústria. 

A cerimónia terminou com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades do setor, que contou com a participação do Diretor Executivo da Liga Portugal, André Mosqueira do Amaral, e o Chairman da APEX, Luís Vicente, numa conversa moderada por António Barroso, Diretor de Comunicação da Liga Portugal. 

09-06-2026

Projeto INCREASE: proteger a diversidade das leguminosas alimentares na Europa

O projeto INCREASE (Intelligent Collections of Food Legumes Genetic Resources for European Agrofood Systems) foi uma iniciativa financiada pela União Europeia no âmbito do programa Horizon 2020, que decorreu durante seis anos (maio de 2020 a abril de 2026) com um orçamento de 7 milhões de euros.

O projeto reuniu 25 parceiros de 12 países, incluindo universidades, centros de investigação, organizações internacionais e empresas, com o objetivo de preservar e potenciar o uso sustentável dos recursos genéticos de quatro leguminosas alimentares essenciais: grão-de-bico, feijão comum, lentilha e tremocilha (lupino).

As leguminosas alimentares têm importância crescente nos sistemas alimentares europeus. Para além de serem fontes de proteína vegetal de elevada qualidade, representam uma alternativa sustentável à proteína animal, com menor impacto ambiental.

Diversidade genética das culturas agrícolas

A diversidade genética das plantas cultivadas é um dos recursos mais valiosos, e mais frágeis, da humanidade. É ela que permite desenvolver variedades capazes de resistir a pragas, doenças, secas e às alterações climáticas. Sem ela, os sistemas alimentares ficam vulneráveis.

Os bancos de germoplasma (ou "bancos de genes") conservam estas sementes e material genético há décadas. O problema é que a enorme quantidade de material armazenado é difícil de estudar e utilizar de forma eficiente pelos investigadores e melhoradores de plantas.

Foi precisamente aí que o INCREASE fez a diferença.

Principais resultados do projeto INCREASE

Um dos maiores contributos do projeto foi o desenvolvimento das chamadas "Coleções Inteligentes" (Intelligent Collections), subconjuntos cuidadosamente selecionados de recursos genéticos que representam, de forma eficiente, a diversidade existente nos bancos de genes.

Estas coleções combinam diversidade genética representativa, dados fenotípicos harmonizados (características observáveis das plantas) e informação genómica de alta resolução

Para o feijão comum, por exemplo, foram geradas cerca de 8 000 linhas geneticamente estáveis, apoiadas por sequenciação genómica extensiva e ensaios de campo em múltiplos locais europeus. No caso do lupino, trata-se da caracterização mais completa alguma vez realizada para esta cultura.

Estes recursos permitem aos investigadores e melhoradores identificar, de forma muito mais eficiente, características genéticas valiosas e desenvolver novas variedades adaptadas às condições ambientais em constante mudança.

Utilizando tecnologias avançadas de genómica e "ómicas", o INCREASE identificou regiões genéticas importantes em várias leguminosas. No grão-de-bico, regiões associadas à tolerância à seca, na lentilha, genes que ajudam as plantas a adaptarem-se a condições de altitude, no feijão comum, genes que conferem resistência a doenças.

Combinando estes dados com novos métodos estatísticos, os cientistas conseguem agora identificar genes cujos efeitos dependem do ambiente em que a planta cresce. Esta informação alimenta modelos preditivos que permitem determinar quais as variedades mais adequadas a cada contexto, hoje e no futuro, face às alterações climáticas.

Mais de 27 000 pessoas a conservar sementes

Um dos elementos mais inovadores e visíveis do projeto foi a experiência de Ciência Cidadã  (Citizen Science Experiment), centrada no feijão comum.

Milhares de cidadãos europeus, em jardins, escolas e espaços urbanos, cultivaram variedades de feijão, registaram as características das plantas e partilharam as suas observações através de uma aplicação móvel desenvolvida no âmbito do projeto.

A adesão superou as expectativas. Foram mais de 27 000 cidadãos registados ao longo de seis épocas de cultivo e centenas de escolas envolvidas, sensibilizando as gerações mais jovens para a agrodiversidade.

O resultado foi o estabelecimento de uma rede descentralizada de conservação, complementar aos bancos de genes tradicionais.

Este modelo inovador de conservação foi possível graças a um enquadramento legal claro, incluindo o Standard Material Transfer Agreement (SMTA) para a troca rastreável de sementes, no âmbito do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura da FAO.

O reconhecimento não tardou e a Experiência de Ciência Cidadã do INCREASE foi galardoada com o Prémio da UE para a Cidadania e Ciência.

Mais de 150 parceiros institucionais

O projeto contou com um Stakeholder Consortium com mais de 150 membros, incluindo instituições de investigação, bancos de genes, empresas de melhoramento vegetal e redes agrícolas.

Estes parceiros contribuíram ativamente para a avaliação, multiplicação e uso dos materiais genéticos desenvolvidos no INCREASE, assegurando que os resultados chegam à prática.

Portal de Dados: ciência acessível a todos

Para maximizar o impacto a longo prazo, o projeto desenvolveu o INCREASE Web Portal, uma plataforma de acesso aberto que reúne dados de passaporte, fenotípicos e genómicos sobre os recursos genéticos das leguminosas alimentares.

A plataforma segue os princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable), tornando os dados do projeto disponíveis e reutilizáveis por investigadores, melhoradores e outros interessados em todo o mundo.

Qual o legado do projeto INCREASE?

O projeto INCREASE terminou, mas o seu impacto prolonga-se no tempo. Os recursos genéticos, os dados e as ferramentas desenvolvidos continuam disponíveis para bancos de genes, investigadores, melhoradores e agricultores em toda a Europa e além-fronteiras.

A iniciativa de Cidadania e Ciência terá continuidade através da associação Diversitas, criada para explorar oportunidades de prolongar a comunidade de conservação descentralizada e as atividades de investigação participativa iniciadas pelo projeto.

Portugal participou no consórcio através da Universidade Católica Portuguesa (UCP), uma das 25 instituições parceiras. No âmbito do projeto, a UCP caracterizou cerca de 1 300 amostras de feijão comum, representativas de acessões cultivadas ao longo de dois anos e em três locais: Espanha, Itália e Polónia.

As análises incluíram a proteína total, o teor fenólico total, os minerais essenciais e o teor de hidratos de carbono, óleo e humidade, contribuindo para a avaliação da qualidade nutricional e das interações genótipo × ambiente.

Além disso, a UCP contribuiu para a Experiência de Ciência Cidadã INCREASE, apoiando atividades de divulgação e promovendo o envolvimento do público na conservação e avaliação dos recursos genéticos do feijão comum.

08-06-2026

1.ª Semana da Sustentabilidade mobilizou a comunidade académica da Católica

 

A primeira Semana da Sustentabilidade da Universidade Católica, que decorreu de 24 a 28 de novembro em simultâneo nos quatro campi, registou uma forte adesão dos estudantes, que elogiaram as mais de 60 atividades desenvolvidas e valorizaram as experiências e aprendizagens proporcionadas.

“Participar na Semana da Sustentabilidade foi uma experiência muito enriquecedora. Os workshops e conferências, especialmente Loving the Planet e a inauguração do Students’ Garden, mostraram-me que a sustentabilidade não é só uma questão ambiental, mas também ética e social. Foi inspirador ver a comunidade académica tão envolvida e perceber que pequenas ações coletivas podem ter um grande impacto. Saio desta semana com novas ideias e muita motivação para aplicar estes princípios no dia a dia”, conta Dinis Lapyuk, estudante de Ciências da Comunicação, em Braga.

“A Semana da Sustentabilidade permitiu-me perceber a importância de combinar reflexão e ação. A conferência Integral Ecology in Action e o workshop sobre bioeconomia na indústria têxtil deram-me ferramentas práticas e inspiradoras para pensar soluções sustentáveis, mesmo em áreas técnicas. Além disso, conhecer os resultados do estudo ‘Como estamos de Sustentabilidade?’ (sobre como construir um campus mais sustentável) fez-me sentir parte de um campus que realmente quer evoluir. Foi uma semana que me desafiou a repensar hábitos e a contribuir ativamente para um futuro mais sustentável”, concorda Joana Lourenço, mestranda em Psicologia Clínica e da Saúde, também em Braga.

No Porto, as diversas propostas da Semana da Sustentabilidade também cativaram os alunos. Para Rafaela Geraldo “foi uma experiência muito enriquecedora”. A estudante participou em várias palestas e atividades que a “ajudaram a perceber melhor o impacto que as nossas escolhas têm no planeta e na sociedade”. “Aprendi que pequenas ações do dia a dia podem fazer a diferença e senti que a universidade está verdadeiramente comprometida com um futuro mais responsável”, acrescenta.

Neste campus, realizaram-se, por exemplo, a caminhada solidária com a participação de Rosa Mota, o torneio solidário de padel, a feira de troca de roupa e um concurso de ideias sustentáveis, bem como workshops sobre alimentação baseada em vegetais, ginástica laboral sustentável, aproveitamento de alimentos, burnout académico e upcycling têxtil.

“A Semana da Sustentabilidade fez-me ver como pequenas ações podem ter um grande impacto. Saio desta semana mais consciente e motivada a continuar a agir de forma sustentável no dia a dia”, comenta por sua vez Sofia Sousa, também aluna da Católica no Porto. No mesmo sentido aponta Juliana Aguiar, outra das participantes, ao frisar que “a sustentabilidade não é uma tendência, é mesmo uma necessidade”. Já Ana Curado, também a estudar no Porto, lembra que “principalmente no mundo da ciência, é muito importante termos estas noções para podermos criar uma ética mais sustentável em laboratório e nas nossas vidas enquanto cientistas”.

Em Viseu, a Semana da Sustentabilidade incluiu o mercadinho de trocas e doações, rastreios de dislexia, plantação de árvores, um seminário sobre inclusão e intervenção junto de pessoas em situação de sem-abrigo, recolha de livros infantojuvenis e o concurso “SustentaArte”, que desafiou a criar esculturas artísticas com materiais considerados desperdício.

Para os alunos de Medicina Dentária que estiveram nalgumas destas atividades, ficaram várias lições e recomendações. Para Rodrigo Giroto e Francisco Alves “sustentabilidade é cuidar do presente sem comprometer o futuro” porque “o futuro nasce do que fazemos hoje”. Para Serigne Sylla e Sidonie Bernard é essencial evitar o desperdício de água, fazer reciclagem e atuar de forma conjunta na proteção do ambiente. “A sustentabilidade começa com pequenas coisas que fazem grande diferença”, sublinha também Alice Figueiredo.

Já na sede da Católica, em Lisboa, o workshop Behind the Music: Building Sustainable Festivals foi um dos mais concorridos. “Interesso-me por festivais e não sei muito sobre sustentabilidade, por isso achei que seria uma ótima combinação”, explica Elisa, estudante alemã, a frequentar um mestrado em Marketing Estratégico. “Acho muito interessante e bom que também ensinem isso aqui na universidade, porque é algo que interessa aos jovens estudantes”, corrobora Leticia, aluna de Gestão Internacional e também alemã. Maya, outra das participantes, afirma ter ficado a conhecer melhor a “enorme infraestrutura” que suporta um festival e o trabalho de todos para que seja mais sustentável.

Com a primeira Semana da Sustentabilidade, a Universidade Católica pretendeu incentivar toda a comunidade académica a transformar intenções em ações concretas. Através de um programa diversificado, que abordou os vários pilares da sustentabilidade, o objetivo foi criar momentos de reflexão e de partilha de conhecimento, baseados numa visão holística e integrada deste tema, considerando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

05-06-2026

LIFE ReFitting: projeto europeu testa novas tecnologias de tratamento de águas residuais em Portugal

Há desafios que não esperam e a qualidade da água que devolvemos ao ambiente depois de a utilizarmos (nas nossas casas, hospitais, fábricas) é um deles. É precisamente aqui que entra o LIFE ReFitting, um novo projeto europeu coordenado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que arranca oficialmente a 1 de junho de 2026 e se estenderá até novembro de 2029.

Com financiamento do Programa LIFE da União Europeia, o projeto nasce com a missão de acelerar a adoção de soluções inovadoras já testadas em projetos europeus anteriores, em particular no LIFE FITTING (2023–2025), e colocá-las ao serviço da implementação da nova Diretiva Europeia das Águas Residuais Urbanas (DARU).

Consórcio com competências complementares

O LNEC não está sozinho nesta missão. O consórcio reúne quatro parceiros portugueses com valências distintas, mas complementares. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS Almada), a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) são as entidades nacionais participantes e juntos cobrem áreas que vão da engenharia sanitária à monitorização ambiental, passando pela inovação tecnológica, saúde pública e gestão de infraestruturas.

O projeto conta ainda com um Conselho Consultivo de peso, integrado pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, pela ERSAR – Entidade Reguladora de Água e Resíduos, pela LIS-Water – Centro Internacional sobre Políticas Públicas e pela Parceria Portuguesa para a Água (PPA). Estas entidades garantem que o trabalho desenvolvido no terreno se articula com as políticas públicas e tem real potencial de ser replicado a maior escala.

A nova diretiva europeia

A nova DARU não é uma mera atualização burocrática. Traduz uma mudança de paradigma na forma como a Europa olha para as águas residuais urbanas. Os requisitos agora exigidos são mais rigorosos e passam pelo controlo de nutrientes, remoção de micropoluentes como fármacos e PFAS, combate à resistência antimicrobiana, gestão de microplásticos, reutilização segura da água e eficiência energética.

São temas que tocam diretamente na saúde pública, na proteção dos ecossistemas e na resiliência das cidades face às alterações climáticas. E são temas para os quais nem todas as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) estão ainda preparadas. É aqui que o LIFE ReFitting quer fazer a diferença.

O que vai ser feito, concretamente?

O projeto organiza-se em torno de cinco grandes linhas de ação.

A primeira é a demonstração de tecnologias de tratamento em condições reais de operação, capazes de responder simultaneamente aos múltiplos desafios da nova diretiva.

A segunda é o desenvolvimento da toolbox digital PLAN-DO+, que expande a ferramenta criada no LIFE FITTING com novos contaminantes-alvo, algoritmos preditivos e funções de custo, tornando-a mais útil e aplicável a diferentes contextos.

A terceira passa pela atualização de recomendações técnicas e documentos de política (policy briefs) para entidades gestoras e reguladores, incluindo cenários específicos como o tratamento de efluentes hospitalares.

A quarta é a criação de um roadmap de replicação, que oriente outras entidades do setor da água na adoção das soluções desenvolvidas.

E a quinta é o reforço da capacitação técnica do setor, através de formação, disseminação e envolvimento de parceiros estratégicos.

ETAR de Valdeão como laboratório vivo

O coração operacional do projeto bate na ETAR de Valdeão, gerida pelos SMAS Almada. Esta infraestrutura tem uma característica que a torna especialmente relevante para os objetivos do projeto, já que recebe um contributo significativo de efluentes hospitalares, o que coloca desafios acrescidos em termos de contaminantes e resistência antimicrobiana.

Neste contexto real de operação, serão testadas oito tecnologias e processos de tratamento: lamas ativadas, carvão ativado em pó doseado no reator biológico, radiação UV, ultrafiltração, microfiltração cerâmica, processo híbrido de carvão ativado em pó e microfiltração cerâmica, filtros de carvão ativado granulado e cloragem.

A monitorização rigorosa dos afluentes, efluentes e lamas permitirá avaliar o desempenho, custo, risco e ciclo de vida de cada opção, dados fundamentais para apoiar decisões de investimento e planeamento estratégico no setor.

Transição rumo à poluição zero

O LIFE ReFitting não é apenas um projeto de investigação. É um instrumento de mudança para um setor que precisa de evoluir depressa e com base em evidência sólida. Ao demonstrar soluções viáveis em ambiente real e ao disponibilizá-las de forma acessível a entidades gestoras e reguladores, o projeto contribui diretamente para os objetivos europeus de poluição zero, reutilização segura da água e proteção da saúde pública.

Para Portugal, que coordena o consórcio, representa também uma oportunidade de afirmar competência técnica e científica num domínio crítico para o futuro das cidades e dos territórios.

 

05-06-2026

DeepTech Transfer Competition - Transformar os resultados da investigação em impacto!

A Universidade Católica Portuguesa encontra-se a implementar a DeepTech Transfer Competition, um programa que pretende potenciar ideias inovadoras com elevado potencial de mercado, apoiando projetos inovadores nas áreas de Agroalimentar, Saúde e Tecnologias de Informação

Este concurso enquadra-se no projeto DeepTech Transfer (DTT) o qual visa a Transferência de Conhecimento Científico e Tecnológico, tendo como objetivo principal potenciar a valorização económica dos resultados de I&D, através do reforço dos processos e ferramentas de transferência de conhecimento para o setor empresarial nacional e internacional e do reforço das condições para start-ups, por via da transformação de ideias e tecnologias inovadoras geradas por investigadores, alunos de doutoramento e mestrado.

A competição dirige-se a projetos de base científica e tecnológica desenvolvidos nas universidades das regiões Norte e Centro de Portugal.

Serão selecionadas até 15 equipas nas áreas da competição, destacando-se como principais benefícios da competição o acesso a ferramentas e recursos técnicos especializados apoiados por mentores, e a ligação estratégica a empresas, investidores e parceiros estratégicos, e um Prémio “in-kind” no valor de 5.000€ em mentoria especializada.

“O acesso às ferramentas proporcionadas pela equipa, acompanhadas por mentoria, representa uma oportunidade estratégica para investigadores, estudantes, e empreendedores que desejem acelerar a transferência do conhecimento que geraram para soluções com impacto real na sociedade”, refere João Cortez, coordenador do projeto.

A implementação do programa decorrer entre setembro de 2026 e junho de 2027.

Candidaturas abertas até 30 de junho de 2026;

Consulte o formulário de candidatura em: Application Form

Consulte o regulamento em Rules and Regulations

Participação gratuita

 

Este concurso enquadra-se no projeto DeepTech Transfer (DTT) financiado pelo COMPETE2030-FEDER-0145850. 

03-06-2026

1º Evento Alumni – 20 anos a formar profissionais em Conservação e Restauro na Católica

No passado dia 30 de maio, decorreu no restaurante Panorâmico da UCP um jantar de reencontro entre antigos alunos e professores da 1.ª edição do curso de Conservação e Restauro, assinalando os 20 anos da sua graduação.

A iniciativa reuniu vários alumni e docentes, incluindo a fundadora da área, Prof.ª Doutora Ana Calvo, num momento marcado pelo convívio, pela partilha de memórias e pela celebração dos percursos académicos e profissionais dos participantes.

O encontro reforçou os laços entre antigos estudantes e professores, promovendo o espírito de comunidade que continua a caracterizar a área de Conservação e Restauro.

03-06-2026

Nuno Botelho: “A Universidade Católica teve um papel absolutamente determinante no meu percurso.”

Nuno Botelho é Presidente da Associação Comercial do Porto e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito - Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Nascido e criado no Porto, Nuno Botelho acredita que esta é uma “terra de oportunidades”. Ao longo do seu percurso, tem estado sempre ligado ao setor empresarial, aos vinhos e ao turismo. Nesta entrevista, recorda os anos de faculdade, as melhores memórias da Católica e os “professores excecionais”. Fala também sobre o papel do Porto e da Região Norte no panorama nacional e internacional e sobre a missão e desafios da Associação Comercial do Porto, a associação empresarial mais antiga do país

 

Como é que descreve os portuenses?

Os portuenses são pessoas frontais e dizem aquilo que pensam. Ao mesmo tempo, tendem a ser reservados e até conservadores. Não é fácil entrar na casa de um portuense ou conquistar a sua confiança. Mas, quando aceitam alguém, revelam-se extremamente leais e generosos e estão dispostos a acompanhá-lo até ao fim do mundo.

 

Nunca largou a cidade do Porto …

Nasci no Porto e vivi toda a minha vida aqui. Sou um portuense que construiu aqui todo o seu percurso. Gosto muito desta cidade e da região e continuo a acreditar que esta é uma terra de oportunidades.

 

“Hoje, o Porto é uma cidade mais cosmopolita, mais aberta ao mundo e com uma presença internacional muito mais visível.”

 

Tendo vivido sempre no Porto, acompanhou de perto as transformações da cidade ao longo das últimas décadas. Como olha para essa evolução?

Vejo uma cidade diferente, que evoluiu e, por isso, muito mais aberta ao mundo. O Porto sempre teve essa vocação internacional, em grande parte devido ao seu tecido industrial e à necessidade de olhar para o exterior e para os mercados de exportação. Crescemos com essa influência, em contacto com famílias estrangeiras e com realidades como as escolas internacionais, que já existiam, embora com uma dimensão muito menor do que têm hoje. Atualmente, o Porto é uma cidade claramente mais cosmopolita, mais aberta ao mundo e com uma presença internacional muito mais visível. Ainda assim, mantém um forte cunho cultural, que sempre fez parte da sua identidade.

 

Que lugar ocupa a cidade do Porto no contexto nacional?

Portugal olha para o Porto com admiração e orgulho, ainda que, por vezes, persista por parte de Lisboa alguma reticência e dificuldade em reconhecer a riqueza da cidade. Do ponto de vista económico, estamos na região mais industrializada do país. Mas essa riqueza não é apenas económica. Há no Porto uma forte rede social e familiar. As famílias tendem a manter laços muito próximos, criando uma estrutura de entreajuda particularmente importante em momentos de necessidade. Considero que a ligação histórica à Igreja Católica contribuiu para reforçar essa capacidade de apoio social e comunitário. Temos todas as condições para afirmar o Porto e o Norte como uma grande região e uma grande cidade.

 

É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Que recordações guarda dos seus tempos de estudante?

Guardo excelentes recordações. Foi uma experiência muito marcante, sobretudo pelas amizades que construí e que se mantêm até hoje. É uma instituição pela qual tenho um enorme carinho e à qual continuo profundamente ligado. É impressionante ver a forma como a Católica evoluiu. Recordo com especial carinho o convívio académico, as festas e, acima de tudo, o contacto com professores de grande qualidade. Tive docentes excecionais, com quem continuei a manter relação ao longo dos anos e que, já fora do contexto académico, me aconselharam, apoiaram e até desenvolveram comigo algumas parcerias. Criavam-se autênticas tertúlias, num ambiente muito próximo e intelectualmente estimulante. Lembro-me de discutir a guerra no Iraque com o Professor Azeredo Lopes. Também recordo as aulas de Mundividência Cristã, onde se transmitiam ensinamentos muito valiosos sobre a forma de olhar para o outro e para a vida. Ainda assim, existia um enorme respeito pela relação entre alunos e professores. Não havia facilitismos, mas havia uma grande humanidade e um forte sentido de proximidade.

 

O que é que aprendeu na Católica que guarda para a vida?

Foi na Católica que aprendi a relacionar-me com os outros, a ouvir, a respeitar diferentes perspetivas e a compreender as motivações de cada pessoa. Embora não tenha seguido uma carreira em Direito, a formação jurídica deu-me ferramentas muito úteis que aplico diariamente. Ainda assim, o que mais me marcou foi a dimensão humana da formação. A Universidade Católica teve um papel absolutamente determinante no meu percurso.

 

“Uma boa ideia nem sempre se traduz num bom negócio”

 

O que o fascinou na área da gestão e o que é que continua a motivá-lo nessa área?

Ao longo da minha carreira, tive um percurso muito diversificado. Estive ligado a instituições como a Associação Comercial do Porto, criei empresas, fiz consultoria e desenvolvi projetos em áreas muito distintas. O que sempre me fascinou foi a possibilidade de criar: transformar ideias em negócios, gerar riqueza e criar emprego. O que mais me motiva é precisamente perceber se uma ideia é viável, se responde a uma necessidade real e se tem potencial para criar valor. Uma boa ideia nem sempre se traduz num bom negócio. Sempre senti que tinha essa capacidade de distinguir aquilo que faz sentido daquilo que, apesar de parecer interessante, dificilmente terá sucesso. Essa visão prática do negócio foi, desde cedo, o que mais me atraiu no mundo empresarial.

 

De quem herdou essa veia empreendedora?

Acredito que essa influência vem, em grande medida, do meu avô paterno. Era uma pessoa muito carismática, com uma grande força de personalidade. Tinha uma enorme capacidade de afirmar as suas ideias e de mobilizar os outros, sem nunca perder o lado humano e afetuoso.

 

“As novas gerações querem participar, discutir ideias, criar redes de contacto e contribuir para a definição da estratégia da região”

 

É presidente da direção da Associação Comercial do Porto. Como resumiria a missão da instituição?

A Associação Comercial do Porto é a associação empresarial mais antiga do país. A nossa missão é contribuir para melhores políticas públicas e para um ambiente económico mais favorável ao desenvolvimento das empresas e da região. Essa influência faz-se através da produção de estudos, da organização de conferências e da criação de reflexão independente sobre temas estruturantes.
Um exemplo desse trabalho é o estudo “Portela + 1”, desenvolvido em 2007 em colaboração com a Universidade Católica Portuguesa. Este estudo acabou por influenciar o debate público e as decisões que vieram a ser tomadas. Paralelamente, trabalhamos diariamente para apoiar os nossos associados, promovendo oportunidades de negócio, estabelecendo relações com câmaras de comércio internacionais e criando condições para que as empresas da região possam expandir-se e conquistar novos mercados.

 

Qual é o maior desafio de liderar a Associação Comercial do Porto?

O principal desafio é conseguir apresentar, de forma contínua, iniciativas inovadoras e úteis para os associados, demonstrando que a Associação Comercial do Porto é uma instituição dinâmica, ativa e relevante. A associação reúne uma grande diversidade de perfis, desde microempresas a grandes grupos empresariais, o que constitui uma enorme riqueza. Nos últimos anos, temos assistido a uma entrada significativa de novos associados, muitos deles mais jovens. Isso mostra que as novas gerações querem participar, discutir ideias, criar redes de contacto e contribuir para a definição da estratégia da região.

 

Fala-se muito do impacto do turismo nas cidades. Como olha para o caso do Porto?

No caso do Porto, acredito que houve uma fase inicial em que era necessário afirmar a marca Porto e Norte de Portugal. Fez sentido ter uma abordagem ampla, porque era importante consolidar o destino. Isso permitiu afirmar subdestinos muito relevantes, como o Douro, o Minho e Trás-os-Montes, que complementam a experiência de quem visita a cidade. Neste momento, acho que devíamos apostar mais na qualidade do turismo para conseguirmos atrair visitantes com maior capacidade de consumo e maior impacto económico. O desafio agora é qualificar esse crescimento do turismo: melhorar a oferta hoteleira, os conteúdos culturais e a experiência global do visitante.
Há uma oportunidade importante de transformação económica: muitos visitantes acabam por regressar ou até investir, seja em habitação, em hotéis ou em negócios.

 

Sendo o Porto uma cidade de oportunidades, como referiu, o que falta para reforçar essa sua vocação?

É fundamental, em primeiro lugar, uma cultura mais aberta ao investimento ao nível do Estado central. Muitos projetos ficam bloqueados por falta de decisão e por processos administrativos demasiado lentos. Enquanto continuarmos com este nível de burocracia, perde-se tempo, perdem-se oportunidades e torna-se muito difícil atrair investimento e criar riqueza ao ritmo que seria desejável. Precisamos de um modelo de funcionamento do Estado mais ágil, que permita às regiões maior capacidade de decisão e gestão.

 

03-06-2026

Escola de Enfermagem dinamiza atividade sobre autocuidado junto de jovens atletas

No âmbito do protocolo de colaboração estabelecido entre a Escola de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa e a associação desportiva Talentos de Campeão, realizou-se a atividade “Cuidar de Mim é…”, dinamizada pelas docentes Clara Braga e Sofia Neves e dirigida aos atletas da instituição parceira.

A iniciativa teve como principal objetivo promover a reflexão sobre a importância do autocuidado e da adoção de estilos de vida saudáveis. Considerando as diferentes fases de desenvolvimento dos participantes, foram implementadas estratégias pedagógicas e dinâmicas adaptadas a cada grupo, proporcionando uma experiência ajustada às suas necessidades e interesses.

Ao longo da atividade, foram abordados temas relacionados com a promoção da saúde e do bem-estar físico, psicológico e social, incentivando os jovens atletas a desenvolver comportamentos e hábitos que contribuam para uma melhor qualidade de vida e para o seu crescimento pessoal.

Esta ação constituiu um importante momento de aprendizagem, partilha e valorização do bem-estar integral dos participantes, reforçando a relevância da literacia em saúde desde as idades mais jovens.

Com iniciativas desta natureza, a Universidade Católica Portuguesa reafirma o seu compromisso com a promoção da saúde, do bem-estar e do desenvolvimento pessoal, fortalecendo a ligação à comunidade e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e capacitados.

03-06-2026

Universidade Católica marca presença em mostras nacionais dedicadas à Ciência e ao Empreendedorismo

A Universidade Católica Portuguesa no Porto participou nas edições deste ano da Mostra Nacional de Ciência e da Mostra Nacional de Jovens Empreendedores, iniciativas promovidas pela Fundação da Juventude, em co-promoção com a Câmara Municipal do Porto, que reuniram centenas de jovens de todo o país em torno da ciência, da inovação e do empreendedorismo.

Na Mostra Nacional de Ciência, dedicada este ano ao tema “A espuma científica dos nossos dias”, os jovens apresentaram projetos desenvolvidos no âmbito do Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores. A iniciativa contou ainda com a participação de estudantes internacionais, que tiveram oportunidade de visitar os laboratórios da Universidade Católica e conhecer alguns dos projetos de investigação desenvolvidos na instituição.

Na Mostra Nacional de Jovens Empreendedores, a Universidade integrou o júri do concurso nacional e esteve também representada por Luís Pina Rebelo, docente da Católica Porto Business School, no painel “Da Ideia ao Negócio”, dedicado à transformação de ideias inovadoras em projetos empresariais.

Promovidas pela Fundação da Juventude, as duas mostras constituem importantes espaços de encontro, partilha de ideias e valorização do talento jovem. A Universidade Católica associa-se a estas iniciativas com o compromisso de apoiar a produção e a aplicação do conhecimento, acompanhando com entusiasmo jovens investigadores e empreendedores que procuram responder aos desafios da sociedade através da ciência, da criatividade e da inovação.
 

03-06-2026

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