X

Novidades

Bruna Bandeirinha: “O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido”

Bruna Bandeirinha é licenciada em Som e Imagem e mestre em Som e Imagem - Design de Som pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Desde cedo interessada pelo universo artístico, reconhece que a escolha do curso se deveu à curiosidade “em saber como eram feitos os projetos audiovisuais”. Atualmente a trabalhar como freelancer, tem vindo a afirmar-se pela sua versatilidade em diversas funções técnicas e criativas, assumindo que se adapta às “necessidades de cada projeto”. Nesta entrevista, recorda o seu percurso académico e reflete sobre o seu processo criativo.

 

Como surgiu o seu interesse pela arte?

Sempre estive rodeada de música. Lembro-me de acordar ao fim-de-semana, quando era criança, e de ter música pela casa toda… Ou de estar com o meu avô e vê-lo a tocar harmónica, e de ele me fazer microfones para eu brincar. Também em pequenina, adorava criar histórias com os meus bonecos. E acredito que o meu interesse nasceu de tudo isso.

 

E como surge a escolha pela Licenciatura em Som e Imagem?

Para mim, foi uma escolha que fez muito sentido, pois sempre tive bastante interesse em saber como eram feitos os projetos audiovisuais. Na altura de escolher o curso, tinha desenvolvido um gosto pela edição de vídeos - e senti que este curso me ia dar a oportunidade de conhecer e desenvolver igualmente a área do som e da música.

 

“A identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida”

 

Que experiências destaca da licenciatura na Católica?

Foi uma boa experiência, com a qual consegui aprender conceitos e desenvolver competências que utilizo diariamente no meu trabalho. Todos os projetos foram importantes para crescer e explorar a criatividade. Mas houve um trabalho que me marcou no formato de longa-metragem – um projeto proposto pelo professor Henrique Manuel Pereira, sobre o Lar das Irmãzinhas dos Pobres, no Pinheiro Manso. Um Milagre Todos os Dias foi a minha primeira experiência com a criação e desenvolvimento de histórias e, através dele, conheci pessoas fantásticas com experiências de vida inspiradoras.

 

Prosseguiu para o Mestrado em Som e Imagem – Design de Som. Qual foi a inspiração para o projeto de final de mestrado - o EP “Meta”

O objetivo com este EP foi criar algo que se aproximasse do cinema. Dessa forma, pensei em criar uma banda sonora para uma história que escrevi na licenciatura.

 

Este projeto reflete a sua identidade artística?

Sinto que essa identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida, mas este projeto ajudou-me a direcionar-me para aquilo que quero fazer na área da música.

 

Quais são os ingredientes essenciais para se contar uma boa história no audiovisual?

Paciência, atenção ao detalhe, compreensão, interesse na história que se quer contar e muita paixão.

 

“O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.”

 

Tem participado em vários projetos em diferentes funções, desde a captação e direção de som, à produção e à fotografia. Que valor é que esta versatilidade acrescenta ao seu trabalho?

Essa versatilidade vem muito das necessidades de cada projeto. A compreensão das diferentes áreas (e “artes”) é importante, devido à relação entre elas. E ter essa experiência facilita-me a comunicação e compreensão com outros profissionais quando estou inserida num projeto, e ajuda-me a pensar de uma forma integrada e não só singular, num projeto audiovisual. O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.

 

Quais são as suas principais influências artísticas?

Uma das minhas grandes inspirações é a Billie Eilish - e o seu irmão FINNEAS. Gosto muito da criatividade deles e da maneira como incluem pequenos detalhes que fazem toda a diferença nas suas músicas.

 

Que sonhos e ambições profissionais tem para o futuro?

Uma das minhas grandes ambições profissionais é passar do trabalho como freelancer à construção de uma agência criativa, onde consiga incluir novas áreas e trabalhar com outros profissionais. Que possamos formar uma comunidade próxima, unida e onde se valorize mais a colaboração.

 

14-05-2026

Católica acolhe conferência, "40 anos de Portugal na UE: Sucessos e Desafios"

Realizou-se no dia 12 de maio, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a conferência comemorativa dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. A sessão reuniu representantes do meio académico e institucional para refletir sobre o percurso europeu do país e os desafios futuros da integração europeia.

Na intervenção de abertura, a reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, destacou a forma como a adesão à União Europeia marcou a transformação de Portugal nas últimas décadas, associando a identidade nacional ao projeto europeu. Nas suas palavras, o projeto europeu assenta num conjunto de valores fundadores — entre os quais a Democracia, o Estado de Direito, a dignidade da pessoa e as liberdades fundamentais, bem como os direitos sociais ao trabalho, à educação e à saúde. Citando Hannah Arendt, evocou ainda o “direito a ter direitos” como expressão do ideal humanista e civilizacional europeu.

Nesse sentido, lembrou a necessidade de reafirmar o compromisso europeu, sintetizado na ideia de que “afirmar a Europa hoje é recusar a indiferença, essa deriva”, sublinhando que o projeto europeu exige compromisso, responsabilidade e visão estratégica.

Isabel Capeloa Gil destacou ainda o papel das instituições de ensino superior na construção da Europa, afirmando que “a Universidade é um pilar da ideia de Europa”, defendendo uma articulação entre universidades, políticas industriais e sistemas de inovação.

Para o comissário das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, Carlos Coelho, o país viveu nas últimas quatro décadas “uma transformação sem paralelo na nossa história moderna”, referindo a adesão como “uma escolha civilizacional” e apelando a uma leitura do futuro europeu com ambição e responsabilidade.

Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, realçou o papel das cidades na construção do projeto europeu, considerando-as “espaços decisivos para o futuro da União Europeia

No seu discurso, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, alumni da Universidade Católica Portuguesa, destacou os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia como um período de “grande transformação” na história do país, sublinhando o consenso político e social em torno da integração europeia e o impacto desta escolha na modernização de Portugal. Prestou ainda homenagem aos “pioneiros” do projeto europeu português, apontando Francisco Sá Carneiro e Mário Soares como figuras centrais da visão europeísta da democracia portuguesa.

Montenegro alertou para o atual contexto de instabilidade internacional, marcado pelo regresso da guerra à Europa e por múltiplos focos de conflito, defendendo que a União Europeia enfrenta um momento de “viragem” que exige maior coesão, competitividade e autonomia estratégica. Nesse quadro, sublinhou que Portugal deve continuar a assumir um papel ativo na construção europeia, reforçando a sua influência e contribuindo para uma Europa mais forte e preparada para os desafios globais.

Seguiram-se dois painéis com intervenções de António Costa (em vídeo), Isabel Mota e Augusto Mateus no primeiro, e de José Manuel Durão Barroso (em vídeo), Francisco Assis e Paulo Rangel no segundo, reunindo diferentes perspetivas sobre o percurso e os desafios da integração europeia.

O encerramento da conferência contou com a intervenção do Presidente da República, António José Seguro, que elencou as transformações registadas em Portugal ao longo dos 40 anos de integração europeia e o impacto da pertença à União Europeia na vida dos cidadãos, desde a mobilidade à proteção social e ao acesso ao conhecimento. Como afirmou: “somos cidadãos europeus em todas as dimensões: económica, social, institucional e cultural”.

António José Seguro alertou ainda para a persistência de desigualdades económicas e sociais e para os desafios que se colocam ao projeto europeu, defendendo maior coesão, competitividade e eficácia na capacidade de decisão da União Europeia.

No final, deixou um apelo à responsabilidade coletiva, sublinhando que celebrar os 40 anos da adesão deve ser também um compromisso com o futuro, pedindo um papel ativo de Portugal no projeto europeu.

13-05-2026

Exposição “Um como parte de uma textura” reúne estudantes da Escola das Artes

Entre os dias 13 e 16 de maio, o espaço Branda acolhe a exposição coletiva "Um como parte de uma textura", que propõe uma nova forma de experienciar obras de arte em conjunto.

Partindo da ideia de que tendemos a separar as coisas para lhes atribuir significado individual, a exposição questiona a forma tradicional de observar arte enquanto sequência de objetos isolados. Em vez disso, propõe um espaço onde as obras coexistem, se sobrepõem e “sangram” umas para as outras, criando uma textura comum sem perderem a sua identidade própria.

A exposição desafia o público a olhar para além do foco individual de cada peça, entendendo o que existe em redor não como distração ou ruído, mas como parte integrante da experiência artística. O objetivo não é diminuir a singularidade de cada obra, mas enriquecê-la através do diálogo e da proximidade com as restantes.

Participam nesta exposição estudantes de mestrado da Escola das Artes. André Faria e Ayue Wu representam o Mestrado em Som e Imagem, enquanto Evangelos Aslanidis, Ho-Ting Wei e Victor Galles integram o programa de Mestrado DIGICREA.

A inauguração acontece já hoje, às 18h30. Nos restantes dias, a exposição estará aberta ao público entre as 15h00 e as 20h00.

13-05-2026

Alumni da Católica Porto Business School podem obter certificação internacional em sustentabilidade gratuitamente

Os alumni da Católica Porto Business School vão poder, durante o mês de maio, realizar gratuitamente a certificação internacional TASK™, uma iniciativa da Sulitest, uma organização global que desenvolve ferramentas de avaliação e promoção da literacia em sustentabilidade no ensino superior e no contexto profissional. 

O TASK™, The Assessment of Sustainability Knowledge, é um certificado internacional que avalia competências em áreas como alterações climáticas, economia circular, biodiversidade, direitos humanos e governança sustentável. 

Ao concluírem a avaliação, os participantes obtêm um certificado que valida o seu nível de conhecimento em sustentabilidade, uma competência cada vez mais valorizada no contexto académico e profissional. A certificação inclui ainda uma componente formativa, com recomendações de estudo personalizadas para aprofundamento dos temas avaliados. 

Esta iniciativa reforça o compromisso da Católica Porto Business School com a promoção da sustentabilidade e com a valorização contínua dos seus alumni, proporcionando-lhes acesso a ferramentas que respondem às exigências crescentes do mercado de trabalho.

 

12-05-2026

Da Psicologia à política europeia: a experiência de uma estudante da Faculdade de Educação e Psicologia na European Student Assembly 2026

Debater a democracia europeia no Parlamento Europeu, colaborar com estudantes de vários países e transformar conhecimentos académicos de Psicologia em propostas políticas, foram alguns dos desafios vividos por Ana Raquel Oliveira, estudante do 3.º ano da Licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), na European Student Assembly (ESA) 2026, que decorreu em Estrasburgo.

A estudante foi selecionada para integrar o painel “Strengthening Democracy and Engaging Citizens”, cujo objetivo era identificar formas de reforçar a participação democrática na União Europeia.

O contributo da estudante para o reforço da democracia e o envolvimento dos cidadãos

Ao longo de três dias de trabalho, Ana Raquel Oliveira juntou-se a estudantes oriundos de diferentes países, áreas científicas e contextos culturais. Numa fase inicial desta assembleia, os estudantes foram desafiados a elaborar uma recomendação de política. A estudante da FEP-UCP desenvolveu uma proposta focada na educação para a cidadania europeia e nos princípios da democracia.

“Eu criei [a recomendação de uma política] que envolvia a criação de uma disciplina escolar (substituindo a Educação para a Cidadania), que visava maiores de 16 anos, a perceberem melhor o funcionamento da UE, em que poderiam contribuir e aprender mais sobre a democracia em si.”  

Embora apenas dez recomendações tenham sido selecionadas para apresentação final, Ana Raquel Oliveira manteve uma participação ativa nos trabalhos do painel, contribuindo para o aperfeiçoamento das propostas do grupo e garantindo o cumprimento dos parâmetros exigidos.

Trabalhar a democracia em contexto europeu

Para a aluna, um dos momentos mais marcantes da sua experiência em Estrasburgo foi a entrada no Parlamento Europeu, uma vez que “nunca tinha feito nada do género e senti mesmo uma responsabilidade grande na confiança que em mim tinha sido depositada”. 

Outro momento impactante foi o “Meet and Greet”, onde se encontrou presencialmente com os colegas de painel, que até ao momento só conhecia à distância.

O trabalho em equipa revelou-se especialmente enriquecedor, dada a diversidade cultural dos participantes. Ana Raquel relata que “algumas ideias funcionavam bem em certos países e outras não tanto”. Graças a esta diversidade teve a oportunidade de aprender muito sobre outras culturas e simultaneamente dar a conhecer a cultura portuguesa.

Psicologia, pensamento crítico e competências transversais

Os conhecimentos adquiridos ao longo da Licenciatura em Psicologia, nomeadamente nas áreas do desenvolvimento e da psicologia social, foram mobilizados na fase de conceção da proposta de política.

Paralelamente, a participação na ESA2026 contribuiu para o desenvolvimento de várias competências transversais, com destaque para o pensamento crítico.

“A etapa que mais me permitiu [por o pensamento crítico] em prática foi o debate que realizámos com outros painéis, dado que tive de refletir mais profundamente para compreender e posicionar-me face às recomendações apresentadas”, relata.

A estudante salienta ainda o apoio da Faculdade de Educação e Psicologia, em particular da docente Patrícia Oliveira-Silva, ao longo de todo este processo, bem como o contributo da Aliança Transform4Europe (T4EU). A T4EU foi fundamental na componente logística em Portugal e no contacto com outros participantes e projetos europeus durante a estadia em Estrasburgo.

O futuro de uma cidadã europeia

A participação na ESA2026 teve um impacto significativo na forma como Ana Raquel Oliveira encara o seu papel enquanto cidadã europeia, pois percebeu que “todos temos voz dentro da União Europeia e que há muitas formas de participar, nomeadamente através deste tipo de projetos”.

A experiência contribui igualmente para que se sentisse realizada a nível pessoal: “estou mesmo muito orgulhosa por ter conseguido participar e por poder dizer que já vivi algo desta importância no Parlamento Europeu”.  

Da ESA 2026, Ana Raquel retira uma aprendizagem central: “As oportunidades são mesmo muito mais do que aquelas que imaginamos”.  Durante três dias, foi-lhe possível expandir a sua rede de contactos e informar-se sobre diversos futuros projetos, nomeadamente o projeto EUC Voices.

Aos alunos que possam vir a candidatar-se a iniciativas europeias como esta, Ana Raquel deixa uma mensagem encorajadora: “Inscrevam-se no máximo de oportunidades possível fora da universidade! Muitas vezes, não participamos por medo ou incerteza, mas, falando por experiência própria, são precisamente essas experiências que mais nos fazem crescer e abrir horizontes! Como vamos saber se não tentarmos?”

Na perspetiva de Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora para o Posicionamento Global da FEP-UCP: "Há algo muito especial em ouvir os nossos estudantes descreverem o momento em que entram no Parlamento Europeu e percebem que pertencem realmente àquele espaço. Muitas vezes, estes são palcos que nunca imaginaram alcançar e é precisamente isso que queremos, ajudá-los a perceber que a sua voz também pertence aos contextos de tomada de decisão. Essa é uma das dimensões mais transformadoras da internacionalização".

A European Student Assembly 2026 decorreu entre os dias 20 e 22 de abril de 2026, em Estrasburgo.

12-05-2026

Menos desperdício, mais futuro: o espírito do I Fórum de Ciências & Sociedade

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa recebeu o I Fórum de Ciências & Sociedade, uma iniciativa que juntou mais de 60 alunos do ensino secundário à volta de ciência, cidadania e sustentabilidade num mesmo espaço de reflexão e intervenção.

O encontro destacou o papel dos estudantes como agentes ativos na procura de soluções para problemas reais, com especial enfoque na redução do desperdício alimentar. Mais do que um concurso, o fórum afirmou-se como uma experiência de aprendizagem prática e colaborativa, desenhada para aproximar o conhecimento científico dos desafios concretos da sociedade.

Partindo de um tema ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os participantes foram convidados a identificar um problema, conceber uma resposta e apresentá-la em vídeo, num exercício que cruzou diferentes perspetivas e áreas do saber.

Ao longo da iniciativa, ficou claro que a interdisciplinaridade foi um dos seus maiores valores. Como sublinhou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, a ciência só cumpre verdadeiramente o seu papel quando ajuda e intervém na sociedade e os problemas complexos dificilmente se resolvem a partir de uma única disciplina.

 

Os premiados

O Grande Prémio desta primeira edição distinguiu a equipa do Colégio Alemão, autora do projeto “Caixa Receita”, composta por Ana Araújo, Sofia Oliveira e Leonor Magalhães. O grupo recebeu um cartão-presente no valor de 400 euros, numa distinção que valorizou não só o vídeo e o trabalho desenvolvido, mas também os resultados alcançados na participação no trabalho intergrupos.

O prémio de melhor vídeo foi atribuído à Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, com o trabalho “Clube de Voluntariado Garcia de Orta”, realizado por Francisco Carvalho, Diogo Almeida, Manuel Lopes e Benedita Pacheco. A proposta foi a mais votada, somando 38 votos, e valeu à equipa um cartão-presente de 200 euros.

Já o prémio de trabalho com os melhores resultados, atribuído pelo júri interno, também distinguiu a Escola Secundária Garcia de Orta, desta vez com o projeto “Crescer sem desperdício”, desenvolvido pelas alunas Leonor Costa, Leonor Batista, Mafalda Begonha e Maria Luís. Este reconhecimento incluiu igualmente um cartão-presente de 200 euros.

 

Uma resposta concreta

O tema escolhido para esta primeira edição centrou-se na contenção do desperdício alimentar, um desafio particularmente atual e com impacto direto nas escolas, nas famílias e nas comunidades. Ao trabalhar esta matéria, os jovens foram convidados a pensar não apenas em ideias, mas em soluções concretas, aplicáveis e com potencial de mudança real.

Sara Velho, da Divisão Municipal de Gestão Ambiental da Câmara Municipal do Porto, salientou precisamente essa dimensão prática, lembrando que o combate ao desperdício é também uma questão de responsabilidade e justiça social. Na sua intervenção, destacou ainda a importância de propostas concretas e exortou os alunos a serem ambiciosos, mas sobretudo objetivos.

Tim Hogg, coordenador da Licenciatura em Ciências & Sociedade, destacou por sua vez o privilégio de acompanhar o entusiasmo e as ideias dos estudantes, sublinhando que a combinação de saberes é uma alavanca fundamental para a mudança. E lembrou, ainda, que a licenciatura da Escola Superior de Biotecnologia responde precisamente a esse desafio, promovendo uma formação que cruza conhecimento, ação e impacto social.

 

Um fórum com futuro

Esta primeira edição deixou a promessa de continuidade e reforçou a ideia de que a ciência ganha força quando dialoga com a sociedade. Ao envolver estudantes, professores e entidades parceiras, o fórum mostrou que é possível transformar aprendizagem em participação cívica e consciência crítica.

Num tempo em que os grandes desafios exigem respostas integradas, o I Fórum de Ciências & Sociedade provou que há espaço para uma nova forma de pensar a escola, a cidadania e o papel da ciência. E provou, sobretudo, que os mais jovens têm muito para dizer quando lhes é dado o palco certo para o fazer.

11-05-2026

António Rios de Amorim na Católica Porto Business School: “Não se pode parar a inovação”

A cortiça já chegou ao espaço. Está em foguetes da SpaceX, em mísseis de defesa, em campos desportivos, na indústria automóvel e até em soluções acústicas feitas a partir de ténis reciclados. “O desperdício é matéria-prima nas mãos erradas”, resumiu António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, durante a sessão “Conversations with a Leader”, promovida pela Ireland Portugal Business Network, com o apoio da Católica Porto Business School. 

Prestige Partner do Corporate Club da Católica Porto Business School, a Corticeira Amorim esteve no centro de uma conversa que cruzou liderança, inovação, sustentabilidade e o posicionamento de Portugal numa economia global em transformação. A conversa, moderada por Sofia Salgado Pinto, Professora Afiliada Sénior da Católica Porto Business School, percorreu os desafios da indústria da cortiça, a transformação dos hábitos de consumo, a pressão regulatória europeia e o papel de Portugal numa economia global em mudança. 

“Os países tradicionais estão a perder peso, os emergentes estão a crescer”, afirmou António Rios de Amorim, apontando os Estados Unidos e a Índia como mercados estratégicos para o futuro da indústria. Apesar de França continuar a ser o principal mercado da Corticeira Amorim, considera que “o maior investimento deve ser feito nos Estados Unidos”, não apenas pelo poder de compra, mas também pela capacidade de distribuição. 

A conversa começou inevitavelmente pelo vinho, setor historicamente ligado à cortiça e hoje confrontado com novas tendências de consumo. A quebra no consumo de vinho, o crescimento das opções low alcohol e alcohol-free, bem como a influência crescente das redes sociais e dos influenciadores digitais, estiveram em destaque. “Não se pode parar a inovação”, afirmou o gestor, referindo exemplos como novas soluções microbiológicas para rolhas ou a utilização de cera de abelha em determinados processos. 

Mas foi sobretudo na diversificação da cortiça que António Rios de Amorim centrou grande parte da conversa. A flexibilidade, leveza e resistência do material abriram portas a aplicações muito além das rolhas de vinho. “Tudo o que se move quer materiais leves e duráveis. É isso que a cortiça é”, explicou. 

Hoje, a Corticeira Amorim fornece materiais para a indústria aeroespacial — “os foguetões da SpaceX têm cortiça Amorim” —, para a defesa, para a mobilidade e para soluções de isolamento térmico e acústico. Em parceria com a Nike, a empresa desenvolveu também o projeto Nike Grind, que reutiliza componentes de sapatos usados para criar novos materiais.

A sustentabilidade e a circularidade surgiram como temas centrais ao longo da sessão. Questionado sobre a oportunidade industrial para Portugal num contexto europeu marcado por forte regulação, António Rios de Amorim defendeu que a soberania industrial será cada vez mais importante. “Na Europa precisamos de ser soberanos em algumas indústrias. Não as podemos perder.” Para Portugal, acredita que a vantagem competitiva continua a estar nas pessoas: “Temos uma localização geográfica única, temos talento. O nosso melhor ativo são as pessoas.” 

Para o General Manager da IPBN,  Arnold Delville, esta “foi uma oportunidade única para ouvir António Rios de Amorim partilhar a sua visão sobre o futuro da indústria da cortiça e da economia portuguesa. Foi uma honra receber esta segunda conversa da série 2026 em parceria com a Católica Porto Business School”.

Houve ainda espaço para discutir o futuro das empresas familiares. António Rios de Amorim recordou o momento em que a indústria temeu que as rolhas de plástico e as tampas de alumínio substituíssem definitivamente a cortiça. “Pensámos que tinha acabado, mas não desistimos”, afirmou. “Os melhores vinhos do mundo continuam a confiar na cortiça.” 

A resposta passou por transformar risco em oportunidade, apostar em inovação e profissionalizar a governação da empresa. “Criámos um modelo de governance em que qualquer pessoa pode gerir a empresa”, explicou, sublinhando, ainda assim, a importância de a família continuar envolvida no futuro do grupo. 

08-05-2026

Católica reúne especialistas para debater o impacto da IA e das tecnologias emergentes

Como é que as tecnologias emergentes podem transformar economias, organizações e a própria sociedade? O que é necessário para orientar esta disrupção em direção a um futuro próspero? Foi em torno deste mote que o Católica Centre for Thriving Futures (CCTF) juntou investigadores, líderes empresariais e especialistas num evento focado na partilha de conhecimento e no diálogo.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, abriu o evento com uma intervenção que sublinhou a importância “do propósito, da responsabilidade e da interdisciplinaridade” no debate sobre a IA e a tecnologia e que destacou o papel central das três faculdades que integram o CCTF: a Católica Porto Business School, a Faculdade de Direito – Escola do Porto e a Faculdade de Biotecnologia. Enquanto pró-reitora da UCP para a sustentabilidade, reafirmou que este é um “compromisso transversal à instituição, que atravessa o modo como ensina, investiga e se relaciona com a sociedade”.

Wayne Visser, diretor do CCTF, lançou cinco provocações que serviram de fio condutor para todas as conversas que se seguiram e que propõem uma mudança de paradigma em cinco frentes: futuro, inovação, tecnologia, inteligência artificial e impacto.

  • A nossa abordagem ao futuro tem de mudar - de muito mais tarde e muito longe para muito mais cedo e perto de casa.
  • A nossa abordagem à inovação tem de mudar - de prever o futuro e planear para ensaiar o futuro e adaptar.
  • A nossa abordagem à tecnologia tem de mudar - de tecnologias de divisão e desespero para tecnologias de inclusão e esperança.
  • A nossa abordagem à inteligência artificial tem de mudar - de uma IA que vai mais longe e mais depressa para uma IA que vai mais largo e com mais sabedoria.
  • A nossa abordagem ao impacto tem de mudar - de uma sustentabilidade que faz menos mal para uma regeneração que promove o bem. 

Seguiu-se a conferência com o keynote speaker do evento, James Arbib, co-fundador da RethinkX, autor de Stellar, centrada na convergência entre energia solar de baixo custo, baterias, transporte eléctrico autónomo, inteligência artificial e robótica humanoide emergente e no argumento de que esta combinação não representa uma transição gradual, mas uma rutura a nível sistémico, com custos em colapso na energia, na inteligência e no trabalho físico a desencadearem uma reinvenção rápida e auto-reforçada da economia e da sociedade.

Regulação europeia da IA e aplicações em Biotecnologia

Pedro Freitas e Pedro Rodrigues, docentes da Faculdade de Direito e da Faculdade de Biotecnologia respetivamente e membros da equipa do CCTF, apresentaram resultados da investigação em curso sobre dois temas: a regulação da inteligência artificial na União Europeia e a aplicação da IA em Biotecnologia nas ciências da saúde. A sessão explorou o enquadramento jurídico que está a tomar forma na Europa, bem como casos concretos de utilização em contexto biomédico.

Seguiram-se dois painéis: o primeiro sobre “Como a IA está a mudar as empresas” e o segundo “Como a IA está a mudar a sociedade”.

O primeiro painel, moderado por Lyal White, do Gordon Institute of Business Science, contou com a participação de Sara Mendes (Innovation Manager na Sogrape), Tokyo Tarek (Director of Applied AI na Mindera) e Felipe Ferreira (Head of Strategy, Data & AI na Worten Portugal). A discussão organizou-se em torno de duas perguntas: quais as inovações ou tecnologias baseadas em IA que já têm impacto disruptivo no mercado, e quais as que têm potencial transformador, mas carecem ainda de maior suporte, seja de investimento, seja de enquadramento de política pública.

O segundo painel, moderado por Wayne Visser, juntou Pedro Santa Clara (fundador da Shaken Not Stirred), Paulo Dimas (CEO do Center for Responsible AI) e João Costa Ribeiro (Open Innovation Intelligence Lead na Galp). O debate aprofundou duas questões: em que medida os riscos sociais, éticos e ambientais da IA estão a ser adequadamente endereçados, e quais as melhores oportunidades para que a IA produza um impacto positivo nas dimensões ambiental, social e de governação.

E se liderar fosse menos sobre responder à última crise e mais sobre sentir o que está a emergir?

A tarde foi dedicada a um Diálogo Estratégico sobre “O que significa liderar a partir do futuro?”, orientado por Martin Calnan, titular da Cátedra UNESCO para a Literacia do Futuro na École des Ponts Business School, por Cam Danielson e Pamela Fuhrmann, co-fundadores do Conscious Leadership Institute e da One Earth Leadership, e pelo Professor Lyal White, director do Porter Institute Africa Hub no Gordon Institute for Business Science. A sessão explorou o que significa liderar a partir do futuro, uma abordagem que coloca a tónica não na resposta à crise imediata, mas na capacidade de antecipar o que está a emergir e de questionar os futuros que as organizações estão implicitamente a construir.

Sobre o Católica Centre for Thriving Futures

O Católica Centre for Thriving Futures da Universidade Católica Portuguesa tem como missão melhorar a saúde da natureza, da sociedade e da economia através de investigação aplicada, interdisciplinar e baseada em evidência, sobre tendências e boas práticas em política, tecnologia e finanças que possam contribuir para um futuro melhor para Portugal e além-fronteiras. Para cumprir esta missão, o CCTF reúne a expertise da Católica Porto Business School, da Faculdade de Direito – Escola do Porto e da Escola Superior de Biotecnologia, desenvolvendo uma análise orientada para a sustentabilidade nas áreas da ciência de dados e da inteligência artificial, da inovação em bioeconomia e das finanças e relatório ESG.
 

07-05-2026

Estudantes da Universidade Católica coloriram as ruas do Porto no Cortejo da Queima das Fitas

As cores da Universidade Católica Portuguesa voltaram a marcar presença nas ruas do Porto, no tradicional Cortejo Académico da Queima das Fitas. Estudantes de diferentes cursos desfilaram pela cidade, num momento simbólico que assinala o “culminar de mais um ano académico, marcado pelos sorrisos e pelas novas experiências”. Das roupas às capas e insígnias, cada detalhe refletiu a identidade dos vários percursos académicos, num ambiente de celebração, orgulho e partilha.

Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto, desejou “as melhores felicidades para todos os estudantes da Católica”, incentivando-os a “usufruir deste momento de coesão e de amizade”.

Participaram no desfile estudantes da Faculdade de Direito, da Católica Porto Business School, da Escola das Artes, da Escola Superior de Biotecnologia, da Escola de Enfermagem (Porto), da Faculdade de Educação e Psicologia e da Faculdade de Teologia. Em comum, o orgulho de pertencer à Universidade Católica e a valorização de um percurso marcado pelo crescimento pessoal e académico: “uma casa onde fomos muito felizes e onde tivemos a oportunidade de aprender e crescer muito”.

Entre os caloiros, que começam agora a “construir memórias para a vida”, e os finalistas, para quem o cortejo representa “a concretização de um sonho” e “o fruto de muito trabalho”, vive-se também o início de uma nova etapa. “Agora começa a parte mais divertida: aplicar, na prática, aquilo que aprendemos”, partilham. A emoção estende-se às famílias e amigos, que se juntaram a este tão aguardado momento.

A Queima das Fitas do Porto é organizada pela Federação Académica do Porto e tem o apoio dos municípios do Porto e Matosinhos. A edição de 2026 conta com uma agenda preenchida entre os dias 2 e 9 de maio.

07-05-2026

Universidade Católica reforça cooperação internacional com visita da Universidad Pontificia Comillas

No âmbito da parceria estratégica Erasmus+, a Universidade Católica Portuguesa recebeu a Universidad Pontificia Comillas para uma jornada de trabalho e partilha institucional. A visita teve como objetivo principal o estreitamento dos laços entre ambas as instituições, que mantêm uma colaboração sólida e ativa.

Novos horizontes e mobilidade académica

Durante a reunião de trabalho, foram analisados os indicadores das mobilidades atuais, que abrangem as áreas de Direito, Enfermagem e Psicologia. O balanço extremamente positivo do intercâmbio de estudantes e docentes serviu de base para uma discussão ambiciosa sobre o futuro: a exploração de novas eventuais áreas de parceria, visando alargar o espetro de colaboração científica e pedagógica entre as duas universidades pontifícias.

Inovação em foco: visita aos laboratórios

O encontro culminou com uma visita guiada pelo campus. O grande destaque do percurso foram os laboratórios de Enfermagem, onde a tecnologia de simulação clínica e os recursos de aprendizagem prática impressionaram as visitantes, reafirmando o compromisso da nossa universidade com o ensino de excelência e a inovação na saúde.

Esta visita, que decorreu a 23 de abril, reforça a identidade europeia da UCP e a importância estratégica da rede de parceiros internacionais na construção de um espaço de ensino superior dinâmico e sem fronteiras.

A Universidad Pontificia Comillas é um dos parceiros mais antigos e próximos da Universidade Católica, partilhando não só a matriz identitária, mas também uma visão comum sobre a formação integral do aluno e a investigação de alto impacto na Península Ibérica.

07-05-2026

Pages