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Dream Big: o sonho começa a ganhar forma - Conheça as histórias dos nossos estudantes

Setembro é mês de acolhimento, de portas abertas ao futuro. Dream Big é o convite que acompanha a chegada dos novos estudantes à Universidade Católica Portuguesa. Alguns movidos por sonhos de infância, outros por curiosidades que surgiram depois, por experiências marcantes ou por alguém que os inspirou a fazer a diferença. Depois de muito trabalho para entrar nos cursos que ambicionavam, preparam-se agora para um novo desafio: crescer com o sonho, fazê-lo crescer.

A Universidade Católica Portuguesa no Porto será casa nos próximos anos. Os corredores, o relvado e as salas de aula vão, em breve, encher-se de novas histórias e ambições. Em setembro, começam novos caminhos de aprendizagem, da sala de aula ao laboratório ou em contexto real de trabalho. Não faltarão oportunidades para explorar novos interesses, no Porto ou pelo mundo; participar na vida académica, em eventos e projetos; fazer voluntariado, conhecer outras realidades e contribuir para a comunidade.

Um percurso feito de conhecimento, mas também de experiências, relações e descoberta. É aqui que o sonho começa verdadeiramente a ganhar forma, nas licenciaturas em Bioengenharia, Ciências da Nutrição, Ciências Religiosas, Ciências e Sociedade, Cinema, Conservação e Restauro, Direito, Economia, Enfermagem, Gestão, Microbiologia, Psicologia, Som e Imagem, Teologia e na Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão.

Dream Big: Conheça os sonhos dos nossos estudantes

Antes das primeiras aulas, há tempo para conhecer a universidade, os espaços, os professores e os colegas e começar a fazer parte da comunidade académica. É esse o objetivo das atividades de acolhimento preparadas para os novos estudantes, como a sessão de boas-vindas à Católica no Porto 2026/27, no dia 3 de setembro, e as atividades de integração promovidas pelas diferentes faculdades ao longo das primeiras semanas de setembro.

Um novo percurso está prestes a começar. Dream Big.


As candidaturas às Licenciaturas da Universidade Católica no Porto continuam abertas.

 

27-08-2026

Stress na Polícia: Estudo revela que a gestão das emoções é o fator mais importante para a saúde mental

Investigação com agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto mostra que a capacidade de regular as emoções protege o bem-estar dos profissionais muito mais do que os anos de serviço ou o posto hierárquico. Mais de um terço dos polícias regista stress elevado, mas a maioria não procura apoio devido ao estigma.  

Como lidam os agentes da PSP com o stress de uma profissão marcada pela exposição permanente a situações de risco e elevada exigência? Um estudo desenvolvido no Human Neurobehavioral Laboratory (HNL) do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) ajuda a responder a esta questão e traz novos dados sobre uma realidade ainda pouco estudada em Portugal.

A investigação, que tem Ana Moreno como primeira autora, e que foi recentemente publicada na revista científica “Policing: A Journal of Policy and Practice (Oxford University Press)”, conclui que os processos de regulação emocional têm um peso mais relevante na explicação dos níveis de stress do que fatores como os anos de serviço, o posto hierárquico ou o nível de escolaridade.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Doutoramento Internacional em Psicologia Aplicada da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), sob orientação de Patrícia Oliveira-Silva, docente da FEP-UCP, e coorientação de Rowena Hill, da Nottingham Trent University, e de Susanna Rubiol Vilalta, da Universitat Ramon Llull. A investigação em questão, designada “Policing, stress and coping: a characterization study with Oporto Portuguese Security Police Officers” contou ainda com a colaboração de Ted Scharf, do National Institute for Occupational Safety and Health (EUA).

"Sempre me cativou perceber melhor os constrangimentos e riscos que agentes da segurança enfrentam no seu dia-a-dia. Vi neste projeto uma oportunidade para estudar e promover a saúde mental de quem cuida da nossa segurança todos os dias, sobretudo considerando as tensões existentes entre a sociedade e a atuação policial", explica Ana Moreno.

A importância da gestão emocional

Realizado junto de agentes operacionais da PSP da Área Metropolitana do Porto, o estudo revelou que 35,3% dos participantes apresentavam níveis elevados de stress percebido.

Os resultados mostram que fatores tradicionalmente associados ao stress profissional, como o tempo de serviço ou o posto hierárquico, tiveram um impacto reduzido na explicação dos níveis de stress. Em contrapartida, os processos relacionados com a gestão das emoções revelaram um papel muito mais relevante.

A investigação analisou, em particular, a supressão emocional: a tendência para conter ou não expressar emoções. Embora esta estratégia seja essencial durante situações de emergência ou perigo iminente, o seu uso continuado, sem um momento posterior de processamento emocional, pode contribuir para a acumulação de stress e aumentar o risco de burnout, ansiedade e depressão.

"Dois agentes com o mesmo posto e os mesmos anos de serviço podem passar exatamente pelas mesmas situações de risco no âmbito do seu trabalho. No entanto, aquele que consegue identificar e diferenciar as suas emoções lida potencialmente muito melhor com o impacto da rotina do que aquele que enfrenta essas situações reprimindo aquilo que sente", afirma Ana Moreno.

Em sentido inverso, o estudo mostra que a capacidade de distinguir e compreender diferentes estados emocionais funciona como um importante fator de proteção, permitindo aos agentes lidar de forma mais adaptativa com as exigências da profissão.

O estigma continua a dificultar a procura de ajuda

A investigação evidencia igualmente uma reduzida procura de apoio psicológico. Apesar de mais de um terço dos participantes apresentar níveis elevados de stress, entre os agentes com níveis de stress acima do limiar clínico, apenas 16,7% procurou ajuda especializada.

Segundo Ana Moreno, estes resultados refletem o peso do estigma ainda associado à saúde mental nas forças de segurança, onde continua a prevalecer a imagem do agente "imperturbável", levando muitos profissionais a encarar a manifestação de vulnerabilidade como um sinal de fraqueza.

"A organização precisa de passar a ver a saúde mental não como um problema individual, mas como parte da ação e estratégia da própria instituição. O objetivo é ir além de ações de formação pontuais e da atribuição individual de responsabilidade pela saúde mental", defende a investigadora.

Da investigação à intervenção

O estudo integra o Mental Health NeuroForce Project, desenvolvido no HNL/CEDH, que pretende aplicar o conhecimento produzido nas áreas da psicologia cognitiva e da saúde psicológica a contextos profissionais de elevada exigência, contribuindo para o bem-estar dos profissionais de segurança e das comunidades que servem.

Os próximos passos passam pelo reforço da colaboração com os Mossos d'Esquadra, da Catalunha, e pelo desenvolvimento de programas contínuos de treino em competências emocionais, recorrendo a técnicas de mindfulness e biofeedback para ajudar os agentes a gerir melhor as emoções em situações de intervenção em crise.

A longo prazo, a equipa pretende contribuir para que estas práticas passem a integrar, de forma estruturada, a formação inicial e contínua das forças de segurança, promovendo uma abordagem mais preventiva da saúde psicológica.

 

27-08-2026

Católica no Porto dá as boas-vindas aos novos estudantes de licenciatura 26/27

O início do percurso académico é o momento de sonhar em grande. Dream Big é o convite da Universidade Católica Portuguesa no Porto aos novos estudantes, que poderão descobrir a vida universitária através dos programas de acolhimento preparados pelas diferentes faculdades para o ano letivo 2026/2027.

Ao longo do mês de setembro, haverá sessões de boas-vindas, atividades de integração e iniciativas abertas à comunidade académica, proporcionando os primeiros momentos de contacto com colegas, docentes e com a Universidade.

No dia 3 de setembro, às 19h30, a Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, dá as boas-vindas a todos os novos estudantes de licenciatura, numa sessão que terá lugar no campus. As inscrições podem ser efetuadas aqui. Antecedendo a sessão geral, várias faculdades promovem sessões de acolhimento dirigidas aos seus estudantes.

Os programas de acolhimento arrancam com a Empower Week, promovida pela Católica Porto Business School, que decorre entre 1 e 3 de setembro, com uma sessão de boas-vindas logo no primeiro dia. A Faculdade de Teologia acolhe os novos estudantes a 3 de setembro. A Escola Superior de Biotecnologia promove, de 3 a 10 de setembro, várias dinâmicas de preparação para o ano letivo. De 7 a 11 de setembro, a Escola de Enfermagem preparou também atividades de integração para os novos estudantes, enquanto a Faculdade de Educação e Psicologia organiza o seu programa de boas-vindas entre 7 e 9 de setembro. Um completo roteiro cultural, artístico e de convívio é a proposta da Escola das Artes para o início do percurso dos seus estudantes, de 8 a 11 de setembro. Já as atividades pensadas pela Faculdade de Direito – Escola do Porto têm lugar de 14 a 16 de setembro, dando a conhecer os núcleos estudantis e os programas da Faculdade.

Os Welcome Days para estudantes internacionais de mobilidade terão lugar de 2 a 4 de setembro, com atividades de boas-vindas à Católica no Porto.

No dia 9 de setembro, o Centro Regional do Porto da Universidade Católica organiza a atividade de voluntariado “Acolher, Pintar, Transformar” aberta a estudantes de todos os cursos de licenciatura. Os novos alunos são desafiados a deixar uma marca positiva na comunidade, colaborando na pintura de espaços da Associação Norte Vida – e, assim, contribuindo para um ambiente mais acolhedor para quem procura reconstruir o seu projeto de vida. Um momento que servirá para criar laços e transformar realidades por meio de pequenos gestos. A inscrição é obrigatória e deve ser efetuada até ao dia 4 de setembro de 2026, mediante o preenchimento do formulário de inscrição. Para mais informações sobre a atividade, contacte a CASO através do endereço caso.porto@ucp.pt

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As candidaturas às Licenciaturas da Universidade Católica no Porto continuam abertas.
 

24-08-2026

Cerimónia de celebração e agradecimento da vida do Professor Carvalho Guerra e missa de 30.º dia

A Universidade Católica Portuguesa convida toda a comunidade para a cerimónia de celebração e agradecimento da vida do Professor Carvalho Guerra e missa de 30.º dia, que terá lugar na Sé do Porto, no dia 4 de setembro, às 16h30.

A Universidade Católica Portuguesa recorda o legado do Professor Francisco Carvalho Guerra, uma das figuras mais marcantes da história da instituição e um dos grandes impulsionadores do ensino superior, da ciência e da investigação em Portugal.

Carinhosamente conhecido por gerações de estudantes, docentes e colaboradores como "Pai Guerra", o Professor Francisco Carvalho Guerra deixa um legado ímpar de visão, liderança e serviço. Cientista de reconhecido mérito internacional, académico de excelência e homem de profunda fé, dedicou grande parte da sua vida à construção e consolidação da Universidade Católica Portuguesa, contribuindo decisivamente para afirmar a instituição como uma referência nacional e internacional no ensino superior e na investigação.

Nascido em Braga, a 19 de outubro de 1932, licenciou-se em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, onde concluiu o doutoramento em Bioquímica. Realizou formação e investigação em instituições de referência nos Estados Unidos, entre as quais a Washington University, desenvolvendo uma carreira científica de excelência na área da Bioquímica e desempenhando um papel determinante no desenvolvimento da investigação científica em Portugal. Foi Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade do Porto, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica, Vice-Reitor da Universidade do Porto e membro de diversas organizações científicas nacionais e internacionais.

Na Universidade Católica Portuguesa, Francisco Carvalho Guerra foi o principal responsável pela implementação e desenvolvimento do Centro Regional do Porto, do qual foi o primeiro Presidente, cargo que desempenhou entre 1991 e 2006. Antes disso, esteve na origem da expansão da Universidade para o Porto, liderando um projeto académico visionário que transformou profundamente o panorama do ensino superior na região Norte. Sob a sua liderança nasceram iniciativas estruturantes para a Católica, para o Norte e para todo o país, como a criação do primeiro curso de Direito a Norte do país, da Escola Superior de Biotecnologia - pioneira em Portugal - e da Escola das Artes, projetos que continuam hoje a afirmar a excelência da Universidade nas áreas da ciência, da tecnologia, da cultura e das artes.

Ao longo da sua vida recebeu inúmeras distinções pelo seu contributo para a ciência, para o ensino superior e para o país. Entre elas destacam-se a Medalha de Mérito Científico, atribuída pelo Ministério da Ciência, a Medalha de Honra da Cidade do Porto, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, a Grã-Oficial da Ordem da Instrução Pública e a Comenda Pontifícia da Ordem de São Gregório Magno.

Além do extraordinário percurso académico e científico, Francisco Carvalho Guerra ficará na memória da comunidade universitária pela sua proximidade, humanidade e capacidade de inspirar todos aqueles que com ele privaram. O afetuoso nome de "Pai Guerra", pelo qual era conhecido, espelha a relação de confiança, amizade e cuidado que estabeleceu com sucessivas gerações de estudantes, docentes e colaboradores, tornando-se uma das personalidades mais acarinhadas da história da Universidade.

A Universidade Católica Portuguesa apresenta as mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos os que tiveram o privilégio de partilhar o seu percurso de vida e o seu exemplo. O seu legado académico, científico e humano permanecerá para sempre como parte indissociável da identidade da Universidade e continuará a inspirar as gerações futuras.

Recordamos a sentida homenagem prestada ao Professor Carvalho Guerra nas comemorações dos 40 anos do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa

Contamos com a presença de todos na cerimónia de celebração e agradecimento da vida do Professor Carvalho Guerra e missa de 30.º dia, que terá lugar na Sé do Porto, no dia 4 de setembro, às 16h30.

10-08-2026

Nota de Pesar pelo falecimento do Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra

É com profundo pesar que a Universidade Católica Portuguesa comunica o falecimento do Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra, figura incontornável na história desta instituição, da cidade do Porto e da ciência em Portugal.

Um dos fundadores do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, que dirigiu durante quase três décadas, o Professor Carvalho Guerra deixou uma marca profunda na afirmação e no desenvolvimento desta casa de ensino. Professor catedrático na área da Bioquímica, foi também Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica e Presidente do Centro Regional do Porto da UCP, entre muitas outras responsabilidades assumidas ao longo de uma vida dedicada à ciência, ao ensino e ao serviço público.

Carinhosamente conhecido por muitos como "Pai Guerra", o Professor Carvalho Guerra foi uma força inspiradora para gerações de estudantes, professores e investigadores, tendo sido decisivo na promoção da investigação científica em Portugal e na construção de pontes entre a razão e a fé, entre a ciência e a cultura.

No seu regresso à casa do Pai, a Universidade Católica Portuguesa presta homenagem à sua memória, ao seu legado e ao seu contributo incomparável, e apresenta à sua família, amigos e a todos quantos com ele privaram as mais sentidas condolências.

Os visionários nunca desaparecem, ao partir do nosso convívio, mantém-se viva a sua presença indelével.

Que descanse em paz.

Isabel Capeloa Gil
Reitora da Universidade Católica Portuguesa

 

06-08-2026

Artigo de docente e alumni da Católica Porto Business School distinguido como Melhor Trabalho numa das principais conferências internacionais de Contabilidade

O artigo científico desenvolvido a partir da dissertação de mestrado de Gonçalo Cardoso, alumni do Mestrado em Gestão da Católica Porto Business School, foi distinguido com o prémio de Melhor Trabalho no congresso internacional “USP International Conference on Accounting”, realizado entre 22 e 24 de julho, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), no Brasil. 

O trabalho foi apresentado no congresso por Aviner Manoel, professor da Católica Porto Business School e orientador da dissertação de Gonçalo Cardoso, é também investigador no CEGE - Centro de Estudos em Gestão e Economia da Escola. O artigo resulta de uma colaboração entre Gonçalo Cardoso, Aviner Manoel e Alice Ames, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e teve origem na dissertação de mestrado desenvolvida na Católica Porto Business School, tendo sido posteriormente aprofundado com vista à sua publicação científica. 

Para Gonçalo Cardoso, esta distinção representa também um reconhecimento da formação recebida na Católica Porto Business School e do trabalho desenvolvido ao longo do mestrado. 

"Aproveito esta oportunidade para agradecer à Universidade e ao corpo docente a formação e o apoio que me permitiram desenvolver este trabalho e representar a instituição num contexto académico internacional. Continuaremos a trabalhar para levar este projeto o mais longe possível, com a ambição de alcançar a sua publicação e, dessa forma, continuar a representar e prestigiar a Universidade." 

O alumni deixa ainda um agradecimento especial ao orientador da dissertação: 

"Ao Professor Aviner Manoel, cuja dedicação, disponibilidade e iniciativa têm sido fundamentais para a evolução deste projeto e para a sua submissão a congressos e revistas científicas internacionais." 

Intitulado Corporate Cash Holdings under Systemic Shocks: Evidence from the Subprime Financial Crisis and the COVID-19 Pandemic, o artigo analisa a forma como as empresas ajustam as suas reservas de caixa perante choques sistémicos, comparando dois dos acontecimentos económicos mais marcantes das últimas décadas: a crise financeira do Subprime e a pandemia de COVID-19. 

Segundo Aviner Manoel, "o estudo demonstra que a incerteza, por si só, não conduz à acumulação de reservas de caixa. Essa decisão depende também da capacidade das empresas para manter e reforçar a sua liquidez perante um choque sistémico, apresentando aplicações práticas na gestão da liquidez empresarial e no desenho de políticas públicas de resposta a crises." 

O reconhecimento alcançado no Brasil constitui mais um passo no percurso de internacionalização desta investigação. 

"O artigo encontra-se atualmente submetido a uma revista científica internacional na área das Finanças, estando neste momento em processo de revisão por pares. Continuaremos a acompanhar de perto este processo e esperamos poder partilhar boas notícias assim que houver uma decisão editorial", refere Aviner Manoel. 

 

06-08-2026

Até 2500 € para Iniciativas Estudantis que contribuam para inclusão e diversidade, sustentabilidade ou bem-estar Agosto 2026

No âmbito da Aliança Transform4Europe (T4EU), encontra-se aberto, até 24 de agosto de 2026, o concurso para Iniciativas Estudantis, oferecendo a clubes estudantis ou a equipas individuais de estudantes da Católica a oportunidade de receber financiamento para concretizar as suas ideias e contribuir para a melhoria dos seus campi e da comunidade universitária europeia.

Esta iniciativa tem como objetivo incentivar a criação de projetos que promovam a cooperação, a sustentabilidade e o bem-estar dos estudantes, enquanto fortalecem a colaboração entre as comunidades estudantis e criam um sentimento de pertença a uma comunidade T4EU partilhada.

As iniciativas selecionadas deverão ser desenvolvidas por equipas internacionais compostas por estudantes de três universidades diferentes da aliança. Cada proposta deverá ser apresentada como um projeto com datas de início e fim e orçamento definidos, e deverá demonstrar impacto positivo na interconectividade da Aliança, promovendo compreensão mútua e cooperação entre estudantes.

O foco das iniciativas deverá incluir pelo menos uma destas áreas: inclusão e diversidade, sustentabilidade ou bem-estar, com o intuito de reforçar o sentimento de pertença a um campus transnacional comum. Os estudantes podem formar a sua equipa através do grupo do WhatsApp ou juntar-se a novos colegas nos eventos da T4EU.

Os estudantes podem usar o Catálogo T4EU Green Campus para pesquisar e encontrar mais informações
sobre os grupos estudantis existentes nas suas universidades.

Para dúvidas, por favor contacte transform4europe@upr.si.

 

Condições de candidatura

05-08-2026

Lourenço Leite: "Nenhum problema importante pode ser resolvido apenas por uma só área de conhecimento."

Lourenço Leite é estudante da Licenciatura em Ciências e Sociedade (Liberal Sciences) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. É, também, piloto profissional e compete internacionalmente, conciliando a exigência da competição automóvel com uma formação marcada pela interdisciplinaridade. Nesta entrevista, fala sobre a escolha de uma licenciatura que cruza diferentes áreas de conhecimento, reflete sobre o valor de uma aprendizagem multidisciplinar e partilha de que forma o desporto de competição contribuiu para desenvolver competências que hoje aplica dentro e fora da universidade.

 

É estudante da licenciatura em Ciências e Sociedade. Porquê a escolha desta licenciatura?

O que me atraiu na licenciatura em Ciências e Sociedade foi a possibilidade de compreender como a ciência se relaciona com a sociedade, a tecnologia, a ética, o ambiente e a tomada de decisão. Pareceu-me um curso muito diversificado face aos existentes no mercado, permitindo desenvolver uma visão abrangente, multidisciplinar e completa dos problemas atuais da sociedade e do mundo e preparar-me para encontrar soluções que tenham impacto na vida das pessoas.

 

Está, atualmente, no 3º e último ano da licenciatura. O que é que tem sido mais surpreendente ao longo deste percurso?

A diversidade das unidades curriculares e a forma como estão interligadas. No início pareceu estranho estudar biologia, programação, psicologia, direito e filosofia, tudo integrado no mesmo curso, mas rapidamente percebi que cada área acrescenta uma perspetiva diferente para analisar um mesmo problema. Também me surpreendeu a proximidade entre professores e alunos, o que tornou a adaptação e a aprendizagem muito mais fácil. De igual forma, tem sido muito enriquecedor ter, em cada uma das disciplinas, colegas de diversos cursos.

 

“A interdisciplinaridade é o que melhor define esta licenciatura. O curso prepara profissionais capazes de compreender problemas complexos através de diferentes perspetivas”

 

Como é estudar simultaneamente áreas tão diferentes?

É desafiante, mas muito enriquecedor. Obriga-me a sair constantemente da minha zona de conforto e a desenvolver diferentes formas de pensar. Num dia estou envolvido a resolver problemas científicos, noutro a discutir questões éticas ou a analisar comportamentos humanos. Essa variedade ajudou-me a ganhar capacidade de adaptação, pensamento crítico e uma visão muito mais abrangente da realidade.

 

O que é que se aprende com a diversidade?

Aprende-se que nenhum problema importante pode ser resolvido apenas por uma só área de conhecimento.

 

A interdisciplinaridade é mais essencial que nunca?

Sim! E a interdisciplinaridade é o que melhor define esta licenciatura. Em vez de formar especialistas numa única área, desde o primeiro dia, este curso prepara profissionais capazes de compreender problemas complexos através de diferentes perspetivas. Isso torna-nos mais preparados para trabalhar em equipas multidisciplinares, comunicar com profissionais de várias áreas e adaptar-nos a diferentes desafios ao longo da carreira.

 

“Gostava de contribuir para o desenvolvimento de soluções que reduzam o impacto ambiental e promovam uma utilização mais eficiente dos recursos”

 

O curso tem, também, uma grande componente prática. Há algum projeto que o tenha marcado de forma particular?

Destaco a unidade curricular de Microbiologia Ambiental, pelo projeto que desenvolvi ao longo do semestre com um colega. Foi um dos momentos que mais me marcou no curso, porque foi a primeira vez que desenvolvi um projeto praticamente de raiz e numa área completamente nova para mim. As professoras estavam sempre disponíveis para orientar e esclarecer dúvidas, mas todo o trabalho de pesquisa, planeamento, desenvolvimento e apresentação foi feito por nós.
Essa autonomia obrigou-nos a pensar de forma crítica, a procurar informação científica, a tomar decisões e a resolver problemas ao longo do projeto. Foi um desafio, mas também uma experiência muito gratificante. No final, senti que tinha aprendido muito mais do que apenas os conteúdos da disciplina, porque desenvolvi competências de organização, trabalho em equipa e investigação que sei que serão úteis no futuro.

 

É piloto profissional. Como é que concilia os estudos com o automobilismo de competição?

Sou piloto e participo no Campeonato Caterham Motorsport Iberia, uma experiência que exige muito trabalho e dedicação dentro e fora da pista. Conciliar uma época de competição com a universidade obriga-me a desenvolver uma boa capacidade de organização, disciplina e gestão do tempo. Há fins de semana em que estou a competir noutro país e, ao mesmo tempo, tenho de garantir que acompanho as aulas, entrego trabalhos e mantenho o ritmo académico.

 

O que é que se aprende com o automobilismo e com o desporto de competição?

Mais do que um desporto, o automobilismo tem sido uma escola de crescimento pessoal. Ensinou-me a lidar com a pressão, a aprender com os erros, a trabalhar em equipa e a procurar constantemente evoluir. Sinto que estas competências acabam por se refletir também no meu percurso académico e na forma como encaro os desafios do dia a dia.

 

Qual é a sua principal área de interesse?

Tenho um interesse especial pelas áreas da sustentabilidade e acredito que esse é um dos maiores desafios da atualidade. Gostava de contribuir para o desenvolvimento de soluções que reduzam o impacto ambiental e promovam uma utilização mais eficiente dos recursos, tornando as atividades humanas mais sustentáveis. Dentro da sustentabilidade, tenho um interesse particular pela economia circular e pela forma como é possível reaproveitar recursos, reduzir desperdícios e criar sistemas mais eficientes. Também gostava de contribuir para o combate às alterações climáticas, através do desenvolvimento e implementação de soluções ligadas às energias renováveis, à eficiência energética ou a outras tecnologias que permitam diminuir as emissões e tornar a sociedade mais sustentável. Acredito que a ciência e a inovação têm um papel fundamental nestes desafios e gostaria de poder fazer parte dessa mudança no futuro.

 

Planos para o futuro?

Pretendo continuar a desenvolver a minha carreira no automobilismo e o meu objetivo é chegar ao mais alto nível possível da competição automóvel. Ao mesmo tempo, quero estar ligado às áreas da ciência e da inovação, aplicando os conhecimentos adquiridos na universidade em projetos relacionados com sustentabilidade, tecnologia e engenharia. Acredito que é possível conciliar estas duas paixões!

 

30-07-2026

Católica contribui para a transformação sustentável da indústria têxtil

Do desenvolvimento e caraterização de biomateriais à promoção de comportamentos de consumo mais sustentáveis, a Universidade Católica Portuguesa desempenha um papel importante na transformação da indústria têxtil através da sua participação no projeto be@t – Bioeconomy at Textiles, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A iniciativa reuniu empresas, centros tecnológicos e instituições de ensino superior com o objetivo de acelerar a transição para um setor mais sustentável e inovador. A Universidade Católica participa através do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia, e do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL) da Faculdade de Educação e Psicologia.

No âmbito do projeto, o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica reuniu quatro grupos de investigação dedicados ao estudo de novas moléculas e materiais sustentáveis, assim como a validação das suas propriedades. A nossa participação assenta numa experiência consolidada em biotecnologia aplicada à indústria, valorização de subprodutos agroalimentares, desenvolvimento de materiais funcionais e integração de princípios de economia circular, assumindo um papel estratégico na criação e validação de novos biomateriais para o setor têxtil,” salienta Manuela Pintado, diretora do CBQF.

O contributo da Faculdade de Educação e Psicologia, através do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), passou por "compreender melhor o consumidor (nas suas perceções, motivações, barreiras e diversidade) e transformar conhecimento científico em ações concretas de literacia, sensibilização e mudança comportamental", explica Patrícia Oliveira-Silva, docente de Faculdade e coordenadora do HNL.

A equipa do HNL estudou atitudes e comportamentos de consumo sustentável, analisou a comunicação das empresas do setor nas redes sociais e desenvolveu diversas iniciativas de sensibilização dirigidas à comunidade. Estas ações permitiram levar o projeto para fora dos limites estritamente académicos e industriais.

O be@t – Bioeconomy at Textiles foi um projeto mobilizador que reuniu 54 entidades para acelerar a transformação sustentável da indústria têxtil e do vestuário em Portugal. Com um investimento de cerca de 100 milhões de euros, promoveu o desenvolvimento de biomateriais, soluções circulares, novas métricas de sustentabilidade e uma maior aproximação entre inovação tecnológica e sociedade. Estes eixos convergiram num objetivo comum: reduzir a dependência de matérias-primas fósseis, aumentar a circularidade dos materiais e reforçar a competitividade da indústria nacional.

A Universidade Católica Portuguesa contribuiu para este processo através de uma abordagem integrada que combinou competências em biotecnologia, bioeconomia, ciência dos materiais e ciências do comportamento.

30-07-2026

Uranus: Escola das Artes coproduz nova obra de Vasco Araújo

A Escola das Artes acolheu, durante três dias, as filmagens de "Uranus", o novo vídeo do artista visual português Vasco Araújo, uma coprodução entre o artista e a EA.

A equipa artística e técnica reuniu Vasco Araújo (realização), João Pedro Plácido (direção de fotografia), Rezm Orah (performer) e Miguel Faro (pós-produção e efeitos especiais) e contou ainda com a participação de Ricardo Ferreira, professor da Escola das Artes, alumni e atuais estudantes - nomeadamente Carolina Vaz Rebelo e Bruna Bandeira, alumnas da Licenciatura em Som e Imagem, e Nádia Duarte, atual estudante do segundo ano da Licenciatura em Cinema - reforçando a dimensão colaborativa desta produção. O vídeo integrará a exposição individual de Vasco Araújo, que será apresentada em Serralves, com inauguração prevista para janeiro de 2027.

Uranus explora os temas da transformação e da emancipação através da figura cósmica e híbrida de Uranus. O vídeo propõe uma reflexão sobre a liberdade de ser, pensar e sentir para além de rótulos e normas sociais, enfatizando a relação entre o indivíduo e a comunidade. A mutação, a diversidade e a pluralidade surgem como condições para imaginar um possível futuro humano, articuladas pela ideia de um despertar consciente e pela empatia. Em vez de oferecer respostas fechadas, a obra convida o público a questionar convenções, a escutar-se e a reconhecer a possibilidade de renovação social e corporal.

A participação de estudantes e alumni nesta coprodução reforça o compromisso da Escola das Artes em proporcionar experiências em contexto profissional. O contacto direto com artistas e equipas de trabalho permite aos alunos integrar processos reais de produção artística e desenvolver competências técnicas e criativas essenciais para a sua prática futura.

Acompanha os behind the scenes nas redes sociais da Escola das Artes.
 


 

Sobre o realizador:
Nascido em Lisboa, em 1975, Vasco Araújo é um dos mais reconhecidos artistas contemporâneos portugueses. Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com formação complementar no Maumaus, desenvolve uma prática artística que cruza vídeo, escultura, instalação e performance, abordando questões ligadas à identidade, ao género, à memória, ao poder e ao legado colonial. Ao longo da sua carreira, expôs amplamente em Portugal e no estrangeiro, em instituições como o MAAT, o Museu de Serralves, o Centre Pompidou, o Jeu de Paume, o Palais de Tokyo, o MALBA e o The Power Plant, entre muitas outras. Em 2003, recebeu o Prémio EDP Novos Artistas, e a sua obra integra importantes coleções públicas e privadas internacionais.

 

30-07-2026

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