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UNUS reúne Igreja e academia para refletir sobre sustentabilidade

A 6ª edição do evento UNUS colocou a sustentabilidade no centro do debate, sob o tema “Sustentabilidade: moda ou missão?”. Promovida pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto, a iniciativa reuniu párocos das dioceses do Porto, Vila Real e Coimbra, juntamente com docentes, alunos e outros membros da comunidade académica, num diálogo que reforçou a ligação entre o clero e a academia.

Na sessão de abertura, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o campus do Porto e para a Sustentabilidade, destacou a importância de discutir conjuntamente os temas que influenciam a ação pastoral, orientando o diálogo sobre sustentabilidade para o seu carácter de missão: “nos tempos atuais, a sustentabilidade não pode ser vista como uma tendência passageira”. O P. Abel Canavarro, vice-diretor da Faculdade de Teologia, acrescentou que “a moda passa com o tempo, a missão continua no terço,” apontando para as oportunidades e desafios que se colocam à Igreja, à luz deste tema. A última palavra de abertura, de D. António Azevedo, bispo de Vila Real, marcada pelo simbolismo de regressar ao local onde se formou, realçou a importância de uma “formação permanente” por parte dos párocos.

Seguiu-se a reflexão de Jorge Cunha, docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, sobre “Ética teológica e sustentabilidade: os desafios da ‘Laudato Si’”. Jorge Cunha explicou como “o reconhecimento é complementar ao conhecimento” - como a teologia e a filosofia acrescentam a dimensão de “reconhecimento” ao saber científico, sublinhando a urgência de “aumentar o sentir”. Numa visão histórica, abordou várias perspetivas dentro da Igreja acerca da sustentabilidade, até à encíclica ‘Laudato si’, e identificou os desafios contemporâneos ao reconhecimento, e, por conseguinte, à sustentabilidade, destacando que o desenvolvimento insustentável da tecnologia e “a inteligência artificial [são] o seu maior desafio”.

O painel “Sustentabilidade em ação”, moderado por José Pedro Azevedo, capelão da Universidade Católica no Porto, partiu da apresentação do Plano Estratégico para a Sustentabilidade da Universidade Católica Portuguesa, por parte de Isabel Braga da Cruz, para refletir sobre a prática da sustentabilidade na Católica e contou com os testemunhos da experiência de Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, e de Maria Lopes Cardoso, diretora de Parcerias, Alumni e Empregabilidade. Foram discutidos temas como o acompanhamento dos alunos ao longo dos anos e a forma como as ações promovidas pela universidade impactam a vida dos jovens, em matéria de sustentabilidade.

O encontro, que decorreu no dia 20 de abril, encerrou com as palavras de D. Manuel Linda, bispo da Diocese do Porto, que reforçou que “o sacerdote também tem uma função didática”, sublinhando a relevância da iniciativa e apelando à participação dos sacerdotes em momentos de reflexão e ligação ao meio académico.

23-04-2026

Eduardo Nunes: “Os jogos têm um grande potencial - para adquirir conhecimentos e aprofundar a curiosidade”

Eduardo Nunes é antigo aluno da Universidade Católica e CEO & Lead Educational Game Designer na Kendir Studios, uma start-up dedicada a experiências de ensino/aprendizagem baseadas em jogos ou digitalmente gamificadas. A sua experiência de mestrado em Gestão na Católica Porto Business School foi marcada por uma enorme aprendizagem, sem a qual não estaria onde está hoje - a investigar, liderar projetos e ensinar na área da gamificação. Nesta entrevista, fala sobre o potencial dos jogos para aprender, mas também do que falta para que seja aproveitado ao máximo. Uma ambição? Ajudar “a refletir e redesenhar o sistema educativo”.

 

“Os jogos são o melhor processo de interatividade e, quando devidamente aplicados, são o processo de aprendizagem mais completo.”

 

Porque é que os jogos podem ser uma ferramenta tão importante no processo de aprendizagem?

Sabe-se que o processo de aprendizagem do aluno é valorizado através da chamada aprendizagem ativa - fazendo, construindo, desconstruindo. Mas a aprendizagem também decorre do desenvolvimento de competências, da exposição, observação e reflexão, da liberdade dada ao aluno para encontrar processos de autodeterminação - e da interligação de todos estes aspetos. A imersividade do jogador atinge níveis de profundidade impossíveis em qualquer outra situação de aprendizagem. Os jogos são, sem dúvida, o melhor processo de interatividade que existe e, quando devidamente aplicados à educação, são o processo de aprendizagem mais completo.

 

Com potencial para melhorar o atual paradigma de aprendizagem?

Para muitos alunos, a aprendizagem atualmente baseada em manuais e outros processos passivos é altamente ineficaz, desmotivadora e desenquadrada dos seus interesses. Já é possível encontrarmos algumas melhorias em áreas mais práticas, através de laboratórios digitais. Mas os processos digitais gamificados e sistemas baseados em jogos digitais são muito mais transversais, expansivos e económicos. Ao mesmo tempo, mecanismos específicos, como a introdução de narrativa, a exploração e interação livre e as simulações permitem um foco no desenvolvimento de competências, de forma autónoma, que nenhum outro sistema permite.

 

“Sem o mestrado [em Gestão] e sem o contacto com os professores que tanto me transmitiram, hoje não estaria onde estou.”

 

É mestre em Gestão, pela Católica Porto Business School. Porque escolheu a Católica?

Procurava um programa que respondesse aos meus interesses, que sempre foram muito transversais e expansivos, e que fosse lecionado numa escola de qualidade, com ligação ao tecido empresarial.

 

Como foi a sua experiência no mestrado?

A minha aprendizagem foi enorme. O "salto" cognitivo, uma grande evolução na minha capacidade de interligação de temáticas e na análise estratégica em várias áreas da gestão. Posso dizer com toda a certeza que, sem o mestrado e sem o contacto com os professores que tanto me transmitiram, hoje não estaria onde estou.

 

Quando surge o seu interesse pela área da gamificação?

Lembro-me de jogar os primeiros jogos de estratégia, como Age of Empires e Civilization, e de me aperceber do quão mais rapidamente aprendia com o jogo do que através de um manual escolar.
A ideia de usar mecanismos, sistemas e dinâmicas de jogos em contextos de ensino e aprendizagem acabou por surgir, por isso, naturalmente. Não reconhecia intencionalmente esse processo de gamificação - simplesmente, fazia-o, porque sentia que ia ser mais motivador. Foi num projeto de investigação sobre o tema que comecei a desenvolver, mais formalmente, estes conceitos. Fiz do interesse conhecimento e agora ensino gamificação a alunos de licenciatura e mestrado.

 

Integrou a equipa multidisciplinar da CPBS responsável pelo “Clique Financeiro”, vencedor do concurso “Economia para Todos”. Como foi o processo de desenho deste jogo?

O desafio era muito simples: auxiliar a aprendizagem de temas de literacia financeira - orçamentos pessoais, poupança, investimentos, financiamentos e consumo - através de um jogo. Pode ser muito tentador pensarmos num jogo que foque, de forma isolada, cada um dos conteúdos. Mas sabemos que nada tem mais valor do que a experimentação, a tentativa (mesmo que simulada através do jogo) e a análise do impacto. E por isso trabalhamos na simulação de contextos reais e na sua gamificação, que leva a mudanças de processos mentais quando o jogador procura aplicar esses conhecimentos no seu dia a dia.

 

Em que fase se encontra a gamificação em Portugal?

Encontra-se ainda numa fase de imaturidade conceptual, de resultados mistos e inadequados. A gamificação tem uma ligação muito próxima a áreas como UX, psicologia, sociologia, filosofia e ciências da educação. Pelas suas 3 principais vertentes: regras, mecanismos-dinâmicas e estética, pode resultar em impactos inesperados. O seu desenho e desenvolvimento devem ser considerados através de análises extensivas e deve ser um processo evolutivo, dinâmico, em que se procura adaptar a gamificação às necessidades dos utilizadores, em cada momento da sua experiência de utilização.

 

Foi da investigação que surgiu a ideia de criar uma empresa focada no desenvolvimento de jogos e recursos digitais educativos.

Parte do meu trabalho de investigação foca-se exatamente na criação de uma framework adequada e clara para a aplicação de jogos em contexto educativo. E, nesse processo, o protótipo parecia ser a única forma de identificarmos, em detalhe, impactos concretos. Assim surgiu a Kendir Studios.

 

Que papel quer desempenhar na evolução do ensino?

Gostava de conseguir fazer a diferença no ensino. Considero que será importante refletir e redesenhar o sistema educativo. Não o fazermos implica mantermos os problemas que os nossos alunos continuam a enfrentar, tanto em termos de motivação, como de resultados. Gostava de fazer parte desse progresso.

 

Há algum jogo que recomendaria particularmente?

O OpenTTD, um jogo gratuito para quem quiser aprender sobre gestão, um verdadeiro clássico. E recomendo também a pesquisa de novos jogos nas áreas de interesse de cada um – seja matemática, línguas, engenharia, gestão, ... Para uma nova perspetiva sobre o potencial dos jogos na educação e também para adquirir conhecimentos e aprofundar a curiosidade.

 

23-04-2026

Talentos Maiores arranca na Universidade Católica no Porto com Bootcamp de Empreendedorismo Social

Nos dias 17 e 18 de abril, a Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acolheu o arranque do projeto Talentos Maiores, com um bootcamp de empreendedorismo social que reuniu participantes de diferentes gerações num ambiente de partilha, criatividade e colaboração. A iniciativa teve como objetivo transformar desafios sociais em soluções concretas com potencial de impacto real.

A sessão de abertura contou com Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa no Porto, Teresa Pouzada, Diretora Não Executiva da ADRITEM, Helena Loureiro, do Portugal Inovação Social, e Gabriela Queiroz, Vereadora da Câmara Municipal do Porto. As intervenções destacaram a importância da articulação entre academia, setor público e sociedade civil na resposta, de forma inovadora, aos desafios contemporâneos.

Seguiu-se o painel “Empreendedorismo Social: Impacto e Desafios”, que, num ambiente próximo e participativo, evidenciou o potencial transformador da inovação social, sublinhando a importância de soluções inclusivas e sustentáveis. Moderado por Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da Universidade Católica, o painel reuniu Andreia Moutinho, do Centro de Inovação Social do Porto, Joana Morais e Castro, da Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica, e Miguel Neiva, fundador da ColorADD.

O programa assentou na colaboração entre jovens e participantes 50+, concretizada ao longo de três workshops: um na tarde de sexta-feira e dois durante o dia de sábado.

O trabalho prático iniciou-se com o workshop “Vamos co-criar impacto social?”, dinamizado por Adelaide Martins e Salvador Furtado. Organizados em equipas intergeracionais, os participantes começaram a dar forma a ideias e projetos, recorrendo a metodologias de design thinking, mentoring e co-criação, explorando respostas a desafios sociais concretos.

O segundo dia foi dedicado ao aprofundamento dessas ideias, através dos workshops “Enquadramento de problemas sociais – Do desafio à solução” e “Como criar uma proposta com valor social: Social Business Model Canvas”.

Com o apoio de Francisco Pais Rodrigues e Ana Marques, da K. Social, os participantes trabalharam a identificação e análise de problemas sociais, a definição de propostas de valor e o desenvolvimento de modelos de negócio com impacto, recorrendo à ferramenta de estruturação. Este trabalho culminou na apresentação de pitches finais, onde as equipas partilharam as soluções desenvolvidas, que irão agora evoluir nas próximas fases do projeto.

O Bootcamp Talentos Maiores assinala, assim, o início de uma iniciativa que aposta na colaboração entre gerações como motor de inovação social, promovendo a experimentação, a aprendizagem e a construção de respostas com impacto no território. O projeto Talentos Maiores é financiado pelo Portugal Inovação Social, no âmbito do Portugal 2030.

23-04-2026

Isabel Capeloa Gil integra o Conselho de Estado

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, integra o grupo de personalidades nomeadas pelo Presidente da República para o Conselho de Estado, conforme revelado na quinta-feira, dia 16 de abril, pelo Palácio de Belém.

A nomeação de Isabel Capeloa Gil representa um reconhecimento do seu contributo para o ensino superior e para o pensamento estratégico em Portugal, reforçando a presença do meio académico num dos mais importantes órgãos de consulta do Presidente da República.

A tomada de posse dos novos membros do Conselho de Estado decorreu no dia 17 de abril, em cerimónia no Palácio de Belém.

O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República, reunindo personalidades de diversos setores da sociedade portuguesa, com a missão de aconselhar o Chefe de Estado em matérias de especial relevância para o país.

Presidência da República

 

©Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República 

 

21-04-2026

Católica Porto Business School recebe 5ª edição da International Study Week

A Católica Porto Business School acolheu, entre os dias 13 e 17 de abril, a 5ª edição da International Study Week, um programa intensivo que reuniu estudantes de mestrado provenientes de instituições parceiras europeias, para uma semana de aprendizagem imersiva e intercâmbio cultural.

Promovida em colaboração com a Luiss Business School, a Nottingham Business School, Nottingham Trent University e a Tilburg School of Economics and Management, esta iniciativa integra uma rede internacional de semanas de estudo que proporcionam aos estudantes uma experiência académica global de curta duração. Cada instituição organiza um programa centrado num setor específico, combinando sessões académicas com experiências práticas e culturais.

O programa desenvolvido no Porto teve como tema “The Wine Journey”, transformando o setor vitivinícola português num verdadeiro laboratório vivo de aprendizagem. Em parceria com a SOGRAPE Wine Academy, os participantes exploraram a cadeia de valor do vinho, desde as suas dimensões estratégicas até à realidade operacional da gestão da cadeia de abastecimento.

Ao longo da semana, os estudantes participaram em masterclasses, discussões e atividades práticas, num equilíbrio entre conhecimento académico e aplicação no contexto empresarial. O programa incluiu ainda visitas à Quinta do Seixo, no Douro, e às Caves Ferreira, permitindo uma compreensão aprofundada do setor no terreno.

A edição deste ano ficou marcada pelo elevado nível de envolvimento dos participantes, cuja curiosidade e espírito colaborativo contribuíram para uma experiência dinâmica e enriquecedora.

A International Study Week continua, assim, a afirmar-se como uma iniciativa de referência na promoção da internacionalização e na formação de futuros profissionais com uma visão global, integrada e orientada para os desafios do contexto empresarial contemporâneo. 
 

21-04-2026

Blended Intensive Programme: uma semana de aprendizagem interdisciplinar e intercultural na Faculdade de Educação e Psicologia

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP‑UCP) organizou mais uma edição de um Blended Intensive Programme (BIP), desta vez subordinado ao tema “¡Belonging Starts Here! A Journey into the Ways We Connect, Include, and Grow Together”. A iniciativa decorreu nas instalações da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e reuniu estudantes e docentes de diferentes contextos académicos e culturais. 

Um BIP é uma iniciativa europeia de curta duração que proporciona experiências académicas intensivas, combinando aprendizagem interdisciplinar, trabalho colaborativo e contacto intercultural. Esta edição decorreu em articulação com a “International Week” da Faculdade, dedicada ao tema “Human Development in Context: International Perspectives on Learning, Inclusion and Leadership”, reforçando a coerência científica e pedagógica do programa. 

 

Uma abordagem interdisciplinar ao conceito de pertença 

Em 2026, o BIP organizado pela FEP-UCP centrou-se na exploração do conceito de belonging (pertença) em contextos diversos. Reconhecido como um fenómeno multidimensional, o sentido de pertença foi analisado enquanto elemento transversal a diferentes esferas da vida social. 

A abordagem interdisciplinar permitiu identificar mecanismos comuns de inclusão e exclusão, bem como refletir sobre os fatores que fortalecem ou fragilizam o sentimento de pertença em comunidades diversas. Esta reflexão esteve alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 – Educação de Qualidade, 10 – Redução das Desigualdades e 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes. 

 

Aprendizagem experiencial e intercultural 

O programa integrou uma forte componente intercultural e experiencial, combinando workshops, casos práticos, masterclasses e visitas de campo, organizados em torno de vários dias temáticos: Dia do Desporto, Dia da Educação, Dia do Trabalho e das Organizações e Dia dos Direitos Humanos e das Políticas Públicas. 

Estas atividades permitiram aos estudantes aplicar conceitos teóricos a situações concretas e contactar diretamente com práticas institucionais em diferentes contextos profissionais e sociais, promovendo uma aprendizagem ativa, crítica e reflexiva. 


Como sublinha Filipa Sobral, docente da FEP-UCP responsável pela organização do BIP, “os workshops e casos práticos permitem aplicar conceitos teóricos a situações reais (...) as visitas de campo oferecem contacto direto com contextos e práticas institucionais (...) preparando-os para atuar em ambientes complexos e multiculturais”

 

Cooperação internacional e redes académicas 

Esta edição contou com a participação de universidades internacionais parceiras de Espanha (Universidad CEU San Pablo), da Roménia (Babeș-Bolyai University), da Polónia (John Paul II Catholic University of Lublin) e da Lituânia (Vytautas Magnus University), cuja colaboração prévia em iniciativas semelhantes permitiu alinhar expectativas e aprofundar práticas de trabalho conjunto. Este historial comum refletiu-se na qualidade da cooperação académica e na fluidez da experiência formativa. 

Para além deste programa, têm vindo a realizar-se intercâmbios regulares de estudantes em programas intensivos e mantém-se a abertura para futuras visitas de docentes e investigadores, contribuindo para o reforço das redes académicas internacionais e para a criação de novas oportunidades de desenvolvimento académico e profissional. 

Do ponto de vista da coordenação, o BIP “¡Belonging Starts Here! A Journey into the Ways We Connect, Include, and Grow Together” contribuiu para os estudantes terem uma experiência de aprendizagem em contexto, interdisciplinar e culturalmente diversa, o que promoveu competências fundamentais, tais como a análise crítica, a colaboração, a comunicação intercultural e o pensamento reflexivo.  

“O programa reforça eixos estratégicos da FEP-UCP como a formação integral, centrada no desenvolvimento humano, na participação cívica e no impacto social, ao gerar diálogo com instituições externas”, afirma Filipa Sobral.  

A componente presencial do BIP decorreu na FEP-UCP entre 16 e 20 de março, tendo sido antecedida, a 7 de março, por um momento inicial de interação online. Esta sessão permitiu iniciar o diálogo intercultural entre os participantes e preparar o trabalho colaborativo desenvolvido ao longo da semana presencial. 

 

O que é um Blended Intensive Programme? 

Um Blended Intensive Programme (BIP) é uma iniciativa do programa Erasmus+ que junta, no mínimo, três instituições de ensino superior para desenvolver um curso breve, multidisciplinar e internacional, focado em estratégias inovadoras de ensino e aprendizagem. 

Com um formato híbrido, que combina ensino online e presencial, permite aos estudantes uma experiência internacional sem a necessidade de deslocações prolongadas. A abordagem interdisciplinar e a forte componente prática tornam este programa essencial para o desenvolvimento de competências em inovação, colaboração e adaptação a contextos multiculturais. 

21-04-2026

Isabel Capeloa Gil entre os nomeados para o Conselho de Estado

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, integra o grupo de personalidades nomeadas pelo Presidente da República para o Conselho de Estado, conforme revelado esta quinta-feira pelo Palácio de Belém.

A nomeação de Isabel Capeloa Gil representa um reconhecimento do seu contributo para o ensino superior e para o pensamento estratégico em Portugal, reforçando a presença do meio académico num dos mais importantes órgãos de consulta do Presidente da República.

A tomada de posse dos novos membros do Conselho de Estado decorrerá hoje, 17 de abril, pelas 14h00, em cerimónia no Palácio de Belém.

O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República, reunindo personalidades de diversos setores da sociedade portuguesa, com a missão de aconselhar o Chefe de Estado em matérias de especial relevância para o país.

Presidência da República

17-04-2026

Católica Porto Business School lança Porto Digital & AI Summit e reforça debate sobre o impacto da inteligência artificial nas organizações

A Católica Porto Business School promoveu, esta quarta-feira, a 1.ª edição da Porto Digital & AI Summit, uma iniciativa organizada em parceria com a Fundação de Serralves, que reuniu líderes empresariais, especialistas e académicos para refletir sobre o impacto da transformação digital e da inteligência artificial nas empresas, na liderança e na competitividade.

O evento contou com o apoio de empresas de referência, entre as quais a Timestamp, Konica Minolta, Salesforce, Contisystems e 360 Solutions, reforçando a ligação entre a academia e o tecido empresarial.

A sessão de abertura esteve a cargo do diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, e do presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Manuel Ferreira da Silva, que destacaram a importância de criar espaços de diálogo em torno das grandes tendências que estão a moldar o futuro das organizações.

Como keynote speaker, contámos com o professor do IMD Lausanne, Amit Joshi, especialista em inteligência artificial e estratégia, que abordou o tema “AI agents, geopolitics and impact”. Na sua intervenção, explorou a evolução dos agentes de commerce, apresentou casos concretos de sucesso e insucesso e analisou a transição da era do SEO para a era do GEO, um contexto em que parte do processo de decisão se torna menos visível para as organizações. Destacou ainda implicações para a liderança, nomeadamente ao nível da integração da inteligência artificial nas estruturas organizacionais, da medição de desempenho, da alocação de recursos e das questões legais.

A mesa-redonda que se seguiu proporcionou um momento de discussão aplicada sobre os desafios que as empresas enfrentam neste contexto de mudança. Moderada pelo Head of Public and Healthcare da Google Cloud, Luís João, contou com a participação de Amit Joshi, do CEO da Contisystems, Duarte Conceição, do Head of AI Unit da Timestamp, Paulo Pereira e do Principal Solutions Architect da Salesforce, Tiago Esteves.

Para João Pinto, “esta primeira edição destacou-se pela qualidade e relevância das discussões, bem como pelo forte envolvimento dos participantes. Num contexto de aceleração da inteligência artificial e transformação dos modelos de negócio, o objetivo passa por que esta conferência se venha a afirmar como uma referência no Porto.”

A presença de Amit Joshi reforça também a ligação à oferta formativa da Escola, sendo docente convidado da Pós-Graduação em Transformação Digital e Inteligência Artificial, programa codirigido pelo Industry Fellow da Católica Porto Business School e Managing Director da 360 Solutions, João Vieira, e pelo professor da Católica Porto Business School e administrador da Rangel Logistics Solutions, Luís Marques.

A Porto Digital & AI Summit afirma-se, assim, como uma nova plataforma de reflexão e partilha sobre os desafios e oportunidades que estão a redefinir o futuro dos negócios. 

17-04-2026

Jornadas de Biotecnologia 2026: estabelecer pontes entre a academia e o futuro profissional

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa foi palco da 12.ª edição das Jornadas de Biotecnologia, um evento organizado pelos alunos da instituição, com o apoio da direção e da Associação de Estudantes.

Na sessão de abertura, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, sublinhou o papel central do evento. “Estas Jornadas afirmam-se como um ponto de encontro privilegiado entre estudantes, investigadores e profissionais da área da biotecnologia, ao longo de um dia que já vai fazendo história na vida da Escola Superior de Biotecnologia”.

A pró-reitora destacou ainda que as Jornadas “desempenham um papel particularmente relevante na aproximação dos estudantes ao mercado de trabalho e à investigação, permitindo o contacto direto com empresas e investigadores, a reflexão sobre saídas profissionais, o acesso a oportunidades de estágios ou projetos e a compreensão das aplicações reais do conhecimento científico”.

“Eventos como este reforçam a nossa missão de formar profissionais qualificados, críticos e comprometidos com a inovação e com o impacto da ciência na sociedade”, concluiu.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, lembrou que “as Jornadas são um espaço de partilha, inspiração e networking”, deixando ainda “uma palavra muito especial para os estudantes e a sua vontade de se desafiarem”.

“Ver que isto acontece nesta instituição é muito estimulante e prova que o associativismo continua bem vivo”, frisou.

 

Programa rico e diversificado

O dia decorreu com um programa intenso, com o painel “O Trio Vitorioso: O Prato, o Treino e a Mente”, com Angélica André, Inês Miguel, Maria Roriz e Pedro Cruz, a abrir as discussões.

Seguiram-se workshops práticos, como “Envelhecer 60 anos! Uma experiência imersiva”, orientado por Armando Almeida, e “Por detrás da indústria cosmética”, conduzido por Ana Barros.

O speed networking com a SONAE e a AMPLIAQUA permitiu aos participantes estabelecer contactos diretos com o tecido empresarial.

A tarde contou com o debate “Edição Genética: Onde Traçar a Linha?”, com Marta Vasconcelos, Silvana Lobo, Sílvia Coimbra e Luísa Azevedo, seguido do workshop “Comecei a trabalhar, e agora?”, orientado por Daniela Cunha.

 

Já de olho em 2027

O sucesso que as Jornadas de Biotecnologia têm vindo a registar ano após ano, faz com que já se olhe para a próxima edição.

Na sessão de encerramento, Rodrigo Ribeiro, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Biotecnologia, lembrou que a associação “está sempre disponível para ajudar”, até porque “há sempre algo a melhorar e em diferentes níveis”. “Nas próximas jornadas vamos estar ainda melhores e a associação de estudantes estará sempre presente”, conclui.

Iris Domingues, presidente da comissão organizadora, destacou os “excelentes momentos de conhecimento e networking que estas jornadas proporcionaram”, manifestando o seu agradecimento ao apoio dado pela direção da escola e, sobretudo, pelo trabalho de todos os alunos envolvidos.

O dia terminou com as apresentações de pitch dos estudantes e um Porto de Honra e sunset, momento de convívio e networking informal e que contou com a atuação das tunas da Universidade Católica Portuguesa.

 

16-04-2026

Universidade Católica Portuguesa lança mestrado pioneiro em regeneração e viabilidade tecidular

A Universidade Católica Portuguesa lança o novo Mestrado em Regeneração e Viabilidade Tecidular, uma formação inovadora que responde aos crescentes desafios emergentes na área da saúde, com particular enfoque na prevenção, tratamento e inovação no cuidado de feridas e tecidos, ostomias, incontinência, estética e dermocosmética, bem como na inovação aplicada ao cuidado das pessoas. Único em Portugal, este e um novo ciclo de estudos da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem.

Num contexto marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento das doenças crónicas, pela maior complexidade clínica e pela necessidade de soluções mais eficazes, seguras e sustentáveis, o Mestrado em Regeneração e Viabilidade Tecidular afirma-se como uma resposta académica avançada, orientada para a integração entre ciência, prática clínica, tecnologia e investigação translacional.

Num tempo em que os sistemas de saúde exigem respostas cada vez mais especializadas, integradas e inovadoras, este mestrado pretende formar profissionais capazes de liderar a transformação nesta área, articulando conhecimento científico, tomada de decisão clínica, desenvolvimento tecnológico e impacto real nos cuidados,” salienta Paulo Alves, especialista e coordenador deste Mestrado.

A área da viabilidade tecidular assume hoje um papel central na qualidade e segurança dos cuidados, sendo determinante na prevenção de complicações, na gestão de feridas complexas, na regeneração de tecidos e na melhoria dos resultados em saúde. A sua abordagem exige uma visão interdisciplinar, atualização científica contínua e capacidade para integrar novas tecnologias, dispositivos médicos e estratégias terapêuticas avançada.

Com uma abordagem especializada, interdisciplinar e fortemente orientada para a inovação e a prática, o mestrado visa capacitar profissionais para intervir de forma avançada na avaliação, na regeneração e reabilitação tecidular, na abordagem integrada nas alterações da integridade cutânea e cicatrizes, bem como na promoção da saúde estética e da dermocosmética, articulando evidência científica, tecnologias emergentes, dispositivos médicos e pensamento clínico avançado. Mais do que responder aos desafios atuais, este programa prepara profissionais para liderar a transformação dos cuidados, desenvolver soluções diferenciadoras e gerar impacto real na qualidade, segurança, funcionalidade e bem-estar das pessoas, em contextos clínicos cada vez mais exigentes e especializados.

O plano de estudos combina formação teórica, prática clínica, simulação avançada e investigação, promovendo o desenvolvimento de competências críticas, analíticas e de liderança em contextos assistenciais de elevada complexidade. O ciclo de estudos inclui ainda a realização de dissertação, projeto ou estágio, reforçando a articulação entre academia, investigação e prática profissional.

A componente científica do mestrado será desenvolvida em estreita articulação com o Wounds Research Lab, integrado no Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), reforçando a investigação aplicada nas áreas da cicatrização, regeneração tecidular, educação em saúde, simulação avançada, dispositivos médicos e inovação clínica com impacto nos resultados em saúde.

O mestrado beneficia de uma rede de parcerias clínicas e científicas, articulada com sociedades e redes de referência na área (APTFeridas, EWMA, EPUAP e WUWHS) e com colaboração de centros e grupos europeus dedicados à investigação clínica, estética e biomateriais, reforçando a dimensão internacional e a transferência para a prática.

 

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16-04-2026

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