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Maria Coelho: “Há muito caminho para fazer na área da Bioeconomia Azul”

Maria Coelho é bióloga e gestora. É a atual coordenadora executiva do B2E – CoLAB para a Bioeconomia Azul. Fez o MBA Internacional da Católica Porto Business School, movida pela vontade de adquirir conhecimentos na área da Gestão. Com uma carreira que dividiu também com a Ciência, considera ser essencial a “criação de pontes entre a investigação e o mercado”. Com uma missão nos campos da sustentabilidade, e mais concretamente na área da Bioeconomia Azul, olha para o futuro com esperança e acredita que “vamos ser capazes de mudar o paradigma”. Nos tempos livres? Gosta de estar com amigos e família e dançar Lindy Hop.

 

Licenciou-se em Biologia. Porquê esta escolha?

Foi surpreendente para muita gente, porque esperavam que fosse seguir Direito. No décimo ano, tive uma professora simplesmente brilhante que me fez despertar para a área da Biologia, pela forma como nos apresentava o mundo, sempre tão interessante e aliciante. Felizmente, cresci numa família que me deixou escolher livremente e, por isso, apesar de ter havido algum espanto por decidir escolher esta área, sempre me apoiou.  

 

O que é que mais marcou a sua infância?

Quando  penso na minha infância, penso na casa das minhas tias-avós. Tinha um grupo de tias-avós solteiras e cresci no meio delas. Costumo dizer que tive a sorte de crescer com várias avós. Passaram-me valores muito importantes. Este contacto com pessoas mais velhas teve o seu efeito … A minha professora primária dizia que eu utilizava palavras muito caras (risos).

 

Depois de formada, começa a sua carreira pela área da investigação. Quando é que despertou o interesse por esta área?

Na verdade, o interesse pela investigação só surge no último ano do curso, quando tive de desenvolver um projeto de investigação. Nessa altura, decido ir fazer Erasmus, no Instituto de Neurociências de Salamanca. Foi aí que desabrochei verdadeiramente para a Biologia. No final, fui convidada pela mesma equipa para passar uma temporada num hospital em Paris, para continuar a minha investigação sobre um tópico específico na área do desenvolvimento neuronal embrionário. Com esta equipa, também acabei por passar por Itália e, mais tarde, acompanhei-a num hospital de paraplégicos em Toledo. Foi uma experiência profissional, mas muito humana também.

 

Mais tarde faz o seu doutoramento. Metade foi passado nos Estados Unidos da América. Como foi a experiência?

Marcou-me por duas razões fundamentais. A primeira é que, no Instituto onde estava, era a única aluna de doutoramento. Para além de mim, só havia pessoas em pós-doutoramento e investigadores séniores. Eu era uma miúda que via passar nos corredores muitos dos principais autores dos artigos que lia. Foi incrível estar a ver aquelas pessoas ali, a trabalharem à minha frente. A segunda razão prende-se com o facto de o Instituto ter crescido a partir de um antigo sanatório de doentes com tuberculose e estava inserido num local isolado no meio da montanha. Havia uma natureza incrível à volta, mas claro que era um lugar difícil para se viver, porque  estava isolada de tudo o resto. Foi uma experiência diferente da que seria típica nos Estados Unidos. Mas, sem dúvida, uma experiência muito interessante. No inverno, cheguei a sentir 20 graus negativos e por trás de minha casa, volta e meia, passavam uns bâmbis e uns ursos. Guardo com muito carinho todas estas memórias.

 

“Com o MBA consegui ter uma visão integradora de todas as áreas da Gestão.”

 

É quando regressa a Portugal que se começa a interessar pela Gestão?

Nessa altura, comecei a sentir uma grande vontade de ver os processos de I&D&I a serem implementados. Comecei a interessar-me pela parte da Gestão, mas não sabia, na altura, exatamente o quê, ou de que forma, mas interessava-me muito a área da Inovação. Acreditava que fazia imenso sentido que a Gestão fizesse parte da formação dos investigadores. Esta articulação entre a indústria a ciência é muito delicada e são duas linguagens diferentes, mas que precisam de se entender. A investigação básica é importante, continuo a defendê-la, mas, ao mesmo tempo, acho que também há espaço para a valorização do conhecimento e para a monetização do conhecimento.

 

É nesse momento que vem fazer o MBA Internacional da Católica Porto Business School?

Sim. Procurei uma formação que fosse, verdadeiramente, holística. Nunca procurei uma formação que me desse um perfil técnico, não era isso que procurava. Queria ter uma visão 360º que me permitisse ter uma noção das várias linguagens da Gestão como um todo. Com o MBA, consegui ter uma visão integradora de todas as áreas. Foi muito bom.

 

“Quem trabalha em investigação tem uma curiosidade constante.”

 

O que é que mais a marcou?

Correu tudo muito bem. Destaco a oportunidade de visita a empresas de fora de Portugal e o facto de os professores não terem um perfil exclusivamente académico. Faz toda a diferença. Têm todos uma experiência prática e não se coibiram de partilhar esse mesmo conhecimento do terreno connosco. As parcerias que o MBA tinha com a ESADE e com a Universidade Católica em São Paulo também foram muito interessantes. Foi uma experiência muito importante, mas também muito difícil e exigente. Acredito que tudo se aprende, com mais ou menos esforço. Vinha de uma área muito diferente e, por isso, foi especialmente desafiante para mim, uma vez que muitas das disciplinas eram uma completa novidade. Outro ponto muito importante foi a descoberta do que são os soft skills, como são importantes e como complementam e definem um perfil.

 

É depois do MBA que encontra a sua primeira oportunidade de trabalho numa área mais ligada à Gestão…

Sim! Fui trabalhar para uma consultora dinamarquesa que tem escritórios em Portugal. Assumi uma função que aliava a Ciência com  a Gestão. Tive oportunidade de desenvolver muitas competências de gestão. Foi uma porta aberta para mim. É curioso porque, nos recrutamentos, esta consultora tinha preferência por investigadores, porque são perfis com um mindset muito próprio. Quem trabalha em investigação tem uma curiosidade constante, uma plasticidade mental muito grande e uma vontade de estudar seja o que for. Apesar de hoje em dia não trabalhar diretamente em investigação, herdei estas competências que me são muito úteis na função que assumo.

 

“Podemos e devemos ir buscar muita inspiração ao oceano.”

 

É coordenadora executiva do B2E CoLAB. Em que consiste?

Somos um laboratório colaborativo, no sentido de laboratório de ideias. Operamos na área da Bioeconomia Azul, mais concretamente em temáticas que tenham que ver com a aquacultura sustentável, com a biotecnologia marinha e com a valorização dos recursos marinhos. Funcionamos, precisamente, como uma peça articuladora entre a investigação e a indústria, porque continua a existir a necessidade em Portugal, e no resto da Europa também, de uma ponte entre estas duas dimensões que têm linguagens e timings de fazer acontecer tão diferentes. O B2E CoLAB faz esta ponte que serve cada uma destas dimensões individualmente, mas, sempre que possível, tenta aproximar a academia do mercado e vice-versa. A investigação desenvolve conhecimento que pode ser mais explorado, mais aplicado e até monetizado pela indústria. Por outro lado, a indústria só tem a ganhar com a introdução de novas camadas de inovação no seu core business, seja a que nível for. No B2E CoLAB servimos os nossos associados que vão desde centros de investigação até empresas de várias áreas dentro da Bioeconomia Azul. Mas, também, identificamos os principais desafios que quem nos procura tem dentro de portas e apresentamos soluções.

 

O que é a Bioeconomia Azul e qual o seu potencial?

Trata-se de um conceito que se refere ao uso sustentável e eficiente dos recursos marinhos e costeiros para promover o desenvolvimento económico, social e ambiental... No nosso caso em concreto, estamos muito próximos das necessidades em torno da aquacultura e da biotecnologia, sempre numa perspetiva de sustentabilidade. Podemos e devemos ir buscar muita inspiração ao oceano. Por exemplo, a espinha, a cabeça, a pele e o rabo do peixe são partes que, na sua maioria, hoje em dia, em Portugal, ou são desperdiçadas ou vão para dietas de pet food. Mas nós podemos fazer mais com isso. Podemos extrair fatores específicos: podemos fazer extração de colagénio, podemos fazer a extração de enzimas, para depois serem utilizadas, podemos usar pele de peixe para fazer couro marinho ou até utilizar as espinhas de peixe para fazer cerâmica. Existe aqui muito potencial.

 

Que países são boas referência para nós?

Nesta área da valorização dos coprodutos marinhos, a Noruega e a Islândia são um ótimo exemplo de inovação que tem vindo a ser realizada há décadas. Temos de ir beber da sua experiência e perceber quais as cadeias de valor que existem na valorização dos coprodutos de origem marinha. Temos de adaptar o conhecimento e a experiência ao contexto português que é muito particular. Portugal tem um potencial incrível.

 

Considera que Portugal está consciente e mais sensível para os temas da Bioeconomia Azul?

Começa-se agora a falar de Bioeconomia Azul, mas Portugal sempre teve mar! Considero que Portugal está mais sensível a estas matérias, mas acho que ainda não estamos equipados ou, pelo menos, todos alinhados para que possamos fazer uma transição eficaz e eficiente do que é o paradigma da economia linear para uma economia circular, mais verde, mais azul e mais resiliente. Há um longo caminho a percorrer e há que fazê-lo de forma ponderada, estratégica e sustentável.

 

“Acredito que vamos ser capazes de mudar o paradigma.”

 

Olha para este tema com esperança?

Estamos num ponto de inflexão muito delicado. Acredito que vamos ser capazes de mudar o paradigma. É preciso um esforço coletivo. O esforço individual de cada um fazer a reciclagem é muito importante, mas não é suficiente. Temos de pensar nestes temas de forma muito séria e temos de pôr pés ao caminho.

 

É necessária uma maior colaboração entre investigadores e empreendedores?

É essencial. Só a colaboração entre investigadores e empreendedores é que permite transformar ideias em produtos viáveis.

 

Bióloga, gestora … Tem mais algum talento?

Adoro absolutamente dançar (risos). Gosto de danças vintage. Pratico, há muitos anos, o Lindy Hop. É um dos meus hobbies, para além, claro, de estar com a família e amigos. São essenciais para mim.

 

09-11-2023

Guilherme da Costa Pimenta e Xavier Silva Cunha ganham Bolsa Gulbenkian Novos Talentos 2023

Guilherme da Costa Pimenta, aluno do 2º ano da licenciatura de Gestão na Católica Porto Business School, e Xavier Rendeiro Silva Cunha, aluno do 2º ano da Dupla Licenciatura em Direito e Gestão na Católica Porto Business School e Escola do Porto da Faculdade de Direito, são dois dos quatro estudantes da Universidade Católica Portuguesa (UCP) que receberam a Bolsa Gulbenkian Novos Talentos 2023.

Guilherme da Costa Pimenta vê com “enorme orgulho” esta distinção: “É um grande reconhecimento de todo o esforço e dedicação que orientam o meu percurso académico, sendo o estímulo ideal para me manter motivado”. Para  futuros candidatos, refere: “Apesar de a bolsa ser apelidada de “Novos Talentos”, o talento é apenas 1% da fórmula do sucesso. São o trabalho árduo e a resiliência que nos permitem chegar mais longe, como alunos, e como pessoas.”

Xavier Rendeiro Silva Cunha espera “poder enriquecer o seu percurso académico, intelectual e pessoal, ao ter um primeiro contacto com o mundo da investigação, aproveitando as oportunidades internacionais que a Bolsa possibilita”. E para quem se queira candidatar no futuro, acrescenta: “recomendo, naturalmente, o empenho e estudo necessários a preencher os requisitos quantitativos para a bolsa. Por outro lado, e talvez mais difícil, diria a um potencial candidato para procurar cultivar um gosto genuíno pela investigação, que nada é senão a busca do conhecimento, que deve nortear qualquer aluno, mas, em especial, qualquer bolseiro”.

Da UCP foram ainda premiadas Marta Cansado, da licenciatura em Direito da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da UCP, e Camila Monteiro da licenciatura de Gestão na Católica Lisbon School of Business and Economics. Os quatro alunos foram reconhecidos como estudantes excecionais pela Fundação Calouste Gulbenkian e terão a oportunidade de participar num programa imersivo de enriquecimento de talento.

Bolsa Gulbenkian Novos Talentos pode chegar aos três mil e quinhentos euros e pretende estimular a iniciação à investigação, através de apoios ao prosseguimento dos estudos, à realização de cursos de formação avançada, participação em conferências e escolas de verão, estágios, cursos de línguas, aquisição de livros e material de laboratório, entre outros. Inclui ainda um programa integrado que envolve o acompanhamento de tutores, comissões científicas, retiros científicos e workshops.

08-11-2023

INSURE.hub da Católica no Porto com mais de 65 entidades parceiras

O IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, I.P, a Silsa, a Casa da Malha, a Future Fit e a Lucida juntam-se ao grupo de membros do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub. Já são mais de 65 as entidades parceiras que integram esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation. A assinatura do memorando de entendimento com cada um dos parceiros estabelece que as instituições envolvidas se comprometem a trabalhar em conjunto nas temáticas da Sustentabilidade e Regeneração.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Centro Regional do Porto da Universidade Católica, afirma que a parceria com diferentes entidades “eleva a missão do INSURE.hub de proximidade com a sociedade e as organizações e reforça a ambição na construção de um mundo mais sustentável.”

Lançado em 2021, o INSURE.hub tem como estratégia acompanhar a inovação na academia e implementar projetos nas áreas da sustentabilidade e regeneração e está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. Uma iniciativa em linha com o European Green Deal e respetivas metas até 2030.

São mais de 65 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

O INSURE.hub está a promover a sua 3ª conferência, a decorrer nos dias 16 e 17 de novembro, no campus da Universidade Católica no Porto. O objetivo da conferência é reunir estudantes, investigadores e profissionais da indústria para discutir temas relacionados com a inovação, sustentabilidade e regeneração. Manuela Veloso, Head of J.P. Morgan AI Research & Herbert A. Simon University Professor Emeritus in the School of Computer Science at Carnegie Mellon University, é a Keynote Speaker do evento.

08-11-2023

Alunos de mais de 40 nacionalidades participam na 9.ª Edição do Encontro do Estudante Internacional da UCP no Campus de Braga

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) recebeu, no Campus de Braga, alunos de mais de 40 nacionalidades, provenientes dos 4 campi da UCP (Lisboa, Porto, Braga e Viseu) para a 9.ª Edição do Encontro do Estudante Internacional, que teve lugar no dia 20 de outubro.

O dia começou no Santuário do Bom Jesus de Braga, património mundial da UNESCO e um dos pontos turísticos mais atrativos da cidade.

Durante a tarde, os estudantes foram convidados a participar numa conferência sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que contou com Isabel Vasconcelos, Vice-Reitora da UCP, João Duque, Pró-Reitor da UCP e Ricardo Rio, Presidente de Câmara Municipal de Braga, como oradores.

Este encontro internacional permitiu aos estudantes conhecer os lugares mais emblemáticos da cidade, nomeadamente o Palácio do Raio, a Igreja de Santa Cruz, a Catedral Bimilenar, o Arco da Porta Nova, a Praça do Município e o Mercado Municipal. Durante a visita guiada, além da contextualização histórica dos edifícios, foi feita a ligação com os 6 ODS referidos na palestra.

A mobilidade internacional constitui um dos eixos da estratégia de internacionalização da Universidade, com estudantes de mais 108 nacionalidades, por essa razão, este evento destina-se a integrar os recém-chegados estudantes internacionais da UCP e a promover a interação entre os diversos campi.

03-11-2023

Alunos de mais de 40 nacionalidades participam na 9.ª Edição do Encontro do Estudante Internacional da UCP no Campus de Braga

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A Universidade Católica Portuguesa (UCP) recebeu, no Campus de Braga, alunos de mais de 40 nacionalidades, provenientes dos 4 campi da UCP (Lisboa, Porto, Braga e Viseu) para a 9.ª Edição do Encontro do Estudante Internacional, que teve lugar no dia 20 de outubro.

O dia começou no Santuário do Bom Jesus de Braga, património mundial da UNESCO e um dos pontos turísticos mais atrativos da cidade.

Durante a tarde, os estudantes foram convidados a participar numa conferência sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que contou com Isabel Vasconcelos, Vice-Reitora da UCP, João Duque, Pró-Reitor da UCP e Ricardo Rio, Presidente de Câmara Municipal de Braga, como oradores.

Este encontro internacional permitiu aos estudantes conhecer os lugares mais emblemáticos da cidade, nomeadamente o Palácio do Raio, a Igreja de Santa Cruz, a Catedral Bimilenar, o Arco da Porta Nova, a Praça do Município e o Mercado Municipal. Durante a visita guiada, além da contextualização histórica dos edifícios, foi feita a ligação com os 6 ODS referidos na palestra.

A mobilidade internacional constitui um dos eixos da estratégia de internacionalização da Universidade, com estudantes de mais 108 nacionalidades, por essa razão, este evento destina-se a integrar os recém-chegados estudantes internacionais da UCP e a promover a interação entre os diversos campi.

 


 

Students from over 40 nationalities take part in the 9th edition of the UCP International Student Meeting at the Braga Campus

The Universidade Católica Portuguesa (UCP) welcomed students of more than 40 nationalities from all four UCP campi (Lisbon, Porto, Braga and Viseu) for the 9th edition of the International Student Meeting, which took place on 20 October, in its Braga Campus.

The day began at the Bom Jesus de Braga Sanctuary, a UNESCO World Heritage Site and one of the city's most attractive tourist attractions.

In the afternoon, the students were invited to take part in a conference on the Sustainable Development Goals, which included Isabel Vasconcelos, Vice-Rector of UCP, João Duque, Pro-Rector of UCP and Ricardo Rio, Mayor of Braga, as speakers.

This international meeting gave the students the opportunity to visit the city's most emblematic sites, namely the Palácio do Raio, the Church of Santa Cruz, the Bimillennial Cathedral, the Arco da Porta Nova, the Praça do Município and the City Market. During the guided tour, in addition to the historical contextualisation of the buildings, a connection was made with the 6 SDGs mentioned in the lecture.

International mobility is one of the axes of the University's internationalisation strategy, with students from over 108 nationalities, which is why this event is designed to integrate UCP's new international students and promote interaction between the various campus.

03-11-2023

Research Scholarship - Project VIIAFOOD - BI - 1

03-11-2023

Semana Internacional da Faculdade de Educação e Psicologia debate novos caminhos para o Global Engagement no ensino superior

27 representantes de universidades europeias e norte-americanas, juntamente com docentes e investigadores da FEP, estiveram reunidos na Universidade Católica no Porto, para debaterem a importância da cooperação global nas áreas da investigação, ensino e responsabilidade social. A FEP International Week sob o tema New Routes to Global Engagement, decorreu de 23 a 27 de outubro.

Ainda há um longo caminho a percorrer quanto à internacionalização no Ensino Superior. Muito trabalho a ser feito e, como consequência, muitos benefícios a serem colhidos. Mas em questões de liderança, seja no ensino superior ou noutros contextos, acredito que o otimismo deve prevalecer. Embora a escala da visão que temos para a FEP nesse aspeto possa parecer desafiadora, ainda acredito que no futuro vamos olhar para essas iniciativas como impulsionadoras de mudanças significativas. Afinal, internacionalização diz respeito a mudar e a elevar a qualidade do que fazemos a nível do ensino, da investigação e do retorno para a sociedade”, explica Patrícia Oliveira-Silva, membro da Direção da FEP para a Internacionalização e responsável pela organização da iniciativa.

Ao longo de quatro dias (o último foi dedicado a uma visita à cidade do Porto), os participantes partilharam conhecimento sobre temas como: o engagement  enquanto caminho para uma educação global; a importância de programas de formação na educação para uma cidadania intercultural/global; a criação de um plano integrado para a internacionalização nas instituições de ensino superior; estratégias para promover a diversidade, equidade e a inclusão entre a geração Z; e a comunicação e o marketing enquanto ferramentas para fortalecer o diálogo internacional.

Houve também espaço para dar a conhecer o Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) e outras estruturas de investigação da FEP, bem como alguns projetos internacionais dinamizados por docentes da faculdade: o Heroic Imagination Project, o Let’s Care Project e o Youth in Action. Os participantes também realizaram uma breve sessão de exercício físico, dinamizada pela equipa do projeto Católica In!, além de elaborarem projetos conjuntos durante o  Workshop “Designing Together a Project Proposal”, dinamizado pela Diana Mesquita.

 

“O Global Engagement assenta em 3 pilares: Pessoas, Instituição e Comunidade”

A semana internacional da FEP ainda contou com a intervenção de outros representantes da Católica.

João Cortez, diretor do Gabinete de Inovação e Investigação da UCP, destacou a importância de existir um plano para promover o impacto global da investigação e da inovação nas Instituições do Ensino Superior.

Francisco Mendes-Palma, diretor de Global Engagement na UCP, frisou que: “o Global Engagement assenta em 3 pilares: Pessoas, Instituição e Comunidade”. O responsável apresentou a estratégia da UCP nesta área e sublinhou a importância de “de um plano de formação e ajuste das estruturas internas.”

 

A internacionalização faz parte do plano estratégico da FEP

Raquel Matos, diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, sublinhou, no âmbito da abertura desta semana, que “a internacionalização é uma dimensão chave no plano estratégico da faculdade até 2025, e que estas semanas constituem um evento fundamental para alcançarmos as metas que definimos.”

Também Isabel Braga da Cruz, pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, interveio no programa semanal: “este é um tema de extrema importância para a Universidade Católica e que se encontra plasmado no nosso plano estratégico. Não nos ficamos pelas palavras. Estamos a agir, a fazer acontecer”.

O balanço FEP Fall International Week 2023 foi claramente positivo. “Foi um excelente momento de partilha de conhecimento e de construção de redes e de parcerias”, frisa Patrícia Oliveira-Silva.  No encontro participaram representantes dos Estados Unidos, Roménia, Polónia, Itália, Brasil, Alemanha, Espanha, Ucrânia e França.

A organização da FEP International Week assenta no compromisso da faculdade em integrar uma mentalidade internacional e intercultural que ultrapassa as fronteiras do campus da universidade e que tem o potencial de beneficiar mutuamente todas as partes interessadas e instituições parceiras para as capacitar a agir numa comunidade global interligada.

 

Consulte o programa da FEP Fall International Week 2023

02-11-2023

“É tempo de ouvir a natureza!”: ativista Vandana Shiva no Porto em diversas iniciativas promovidas pela Universidade Católica

“É tempo de ouvir a natureza!” - disse Vandana Shiva. Com a plateia do Auditório de Serralves repleta, a cientista e ativista indiana partilhou muitos dos princípios que têm movido o seu ativismo ambiental ao longo de décadas e relembrou que “a humanidade faz parte da natureza, não estamos separados. A separação é uma invenção.”

Vandana Shiva afirmou que estamos a levar a terra “a limites do colapso” e que esta está a dizer-nos que “é preciso regenerar”. A ativista usou a imagem do solo enquanto “recipiente vazio” para explicar ao público que são os humanos que escolhem o que colocam na terra e que, por isso, está nas mãos das pessoas a opção por caminhos mais sustentáveis, caminhos capazes de “dar mais vida à natureza”.

Intitulada “Food and environmental transition: time to listen to nature”, a conferência internacional foi promovida pelo INSURE.hub, uma iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto, através da Escola Superior de Biotecnologia e a Católica Porto Business School, e da Planetiers, em parceria com a Fundação de Serralves.

 

Viver em harmonia, em cooperação com a natureza

“Estamos interligados e destinados a viver em harmonia”: explicou a ativista Vandana Shiva. “A natureza não funciona na base da extração humana. A natureza e a diversidade não se coadunam com a extração constante. É preciso dar alguma coisa à natureza. Quando nos apercebemos que a espécie humana não é superior às outras e que há outros seres, eles tornam-se nossos familiares e a nossa relação com a natureza transforma-se numa relação de cuidar”, partilhou.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, durante a sessão de abertura da conferência, destacou o trabalho realizado pela Universidade Católica, através do INSURE.hub, para a promoção da Inovação, da Sustentabilidade e da Regeneração. Isabel Braga da Cruz realçou ainda a importância da conferência, enquanto oportunidade de diálogo, de partilha e de inspiração, “capaz de promover mudanças positivas rumo à transição alimentar e ambiental”. Também Ana Pinho, presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, frisou o papel e empenho da Fundação na promoção do diálogo para a sustentabilidade e a relação próxima que existe entre a Fundação e a UCP, concretizada em diferentes ações.

 

Mais comida, mais nutrientes

Vandana Shiva é fundadora da organização não governamental Navdany, que tem como principal objetivo a promoção e conservação da agricultura biológica, biodiversidade de sementes e dos direitos dos trabalhadores da Índia.

Vandana Shiva relembrou que “a natureza nos dá comida saudável” e que “quanto mais nos relacionarmos com os sistemas vivos da natureza, mais comida verdadeira teremos.” Mas, claro, “isto se soubermos ouvir a natureza e cooperar com ela.”

Num discurso próximo e atento aos problemas do mundo, Vandana Shiva desafiou a plateia com mensagens inspiradoras que provocam a “mudança e a transformação de comportamentos e paradigmas.” No final da sua apresentação, decorreu um painel de discussão que contou com a presença de Manuela Pintado, investigadora e docente da Escola Superior de Biotecnologia, de Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves, e de Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto.

A conferência internacional, que decorreu a 30 de outubro, no Auditório da Fundação de Serralves, contou, também, com dois painéis de apresentação e discussão sobre diferentes temas relacionados com a transição alimentar e ambiental.

 

Biodiversidade, Regeneração, Sistemas Alimentares

O primeiro painel da tarde - Biodiversity and Regeneration - contou com a participação de Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves, Luís Rochartre, senior advisor da Planetiers New Generation, e de António Vasconcelos, co-líder da Planetiers New Generation.

“A natureza tem um lugar cada vez mais central no nosso pensamento, na nossa vida, na nossa economia. A natureza é muito mais fundamental do que aquilo que achávamos antes da pandemia”, referiu Helena Freitas. Já Luís Rochartre desafiou a plateia, afirmando que “temos de acelerar a regeneração”. António Vasconcelos, durante a sua apresentação, partilhou que o INSURE.hub é “um ambicioso ecossistema aberto à colaboração.”

O segundo painel - Food Systems - contou com a presença de Marta Vasconcelos e Manuela Pintado, investigadoras e docentes da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, de Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, e de Pedro Rocha, do Noocity Project.

Marta Vasconcelos reforçou a importância de “diversificar as fontes de proteína” e partilhou as potencialidades das leguminosas. Manuela Pintado abordou o tema do desperdício alimentar, mostrando que “não tem de ser um problema, porque pode ser uma oportunidade” e Ondina Afonso apresentou o Clube de Produtores do Continente, que “promove a agricultura, a sustentabilidade, a inovação e a competitividade”. Pedro Rocha apresentou o Noocity, um projeto que parte do cultivo de hortas para a o “cultivo de comunidades e de valores de sustentabilidade”.

Foi uma oportunidade de partilha de conhecimento entre diferentes entidades que estão dedicadas à causa da Sustentabilidade e que, em diferentes dimensões e áreas de ação, levam a cabo a transição que o mundo reclama. 

“É tempo de ouvir a natureza”: este foi o pano de fundo da conferência internacional, através do qual todos os temas foram abordados e refletidos. Vandana Shiva protagonizou este apelo e apontou o caminho para a “verdadeira transição”.

A cientista e ativista indiana esteve, também, no campus do Porto da UCP para um encontro com estudantes e investigadores. O encontro decorreu no dia 31 de outubro e destacou a importância da proximidade e da ligação à natureza. Como na conferência internacional “Food and environmental transition: time to listen to nature”, Vandana Shiva lembra sempre: “Somos parte da natureza!”

Fotografias 1 a 19 © nvstudio, Fundação de Serralves

02-11-2023

Equipa masculina de voleibol da AE da Católica Porto Business School é a campeã da Supertaça dos Campeonatos Académicos do Porto

A Equipa de Voleibol masculina da Associação de Estudantes da Católica Porto Business School (AECPBS) é a campeã da supertaça de Voleibol Masculino dos campeonatos académicos do Porto. 

Num jogo emocionante, disputado à melhor de três sets, a equipa masculina da AECPBS venceu o jogo por 2-0, sagrando-se campeã da supertaça. O jogo foi disputado contra a equipa da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia do Porto, vencedora da edição do ano passado deste campeonato. 

"Quando se juntam horas de treino com companheirismo, amizade e espírito de equipa, todas as vitórias são possíveis. É esse o espírito da AECPBS!", afirmou António Pato, capitão de equipa.  

A equipa da Católica sagrou-se vencedora a 27 de outubro, tendo mostrado em campo a sua união e amizade e também o esforço de muitos meses de treino e dedicação. Parabéns!

31-10-2023

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