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UCP Editora celebra o seu 25.º aniversário com o debate “Cultura no Plural”

“Cultura no Plural” é o tema do debate que assinala os 25 anos da UCP Editora. A conversa conta com a presença da Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, e do Comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale.

Moderada pela vice-diretora da Faculdade de Ciências Humanas da UCP, Alexandra Lopes, a sessão tem lugar no dia 6 de junho, pelas 19h00, na Praça Amarela, na Feira do Livro de Lisboa. Seguir-se-á uma celebração junto ao pavilhão da Editora (D36 e D37), com bolo e um brinde.

Este momento de comemoração assinala os 25 anos da Editora dedicados à publicação da produção científica da UCP, representada também pela mudança de marca para uma imagem mais afirmativa, autónoma e jovem, tendo por base os livros como alicerces do saber.

 

Convite “Cultura no Plural”

01-06-2023

João Mendes Pinto: “Olhar o mundo: é isto que eu procuro através do Cinema.”

João Mendes Pinto tem 23 anos, é Amarantino e é estudante finalista da Licenciatura em Cinema, da Escola das Artes, da Universidade Católica. Por volta dos 15 anos, descobriu a importância do Cinema na sua vida e até hoje nunca mais parou. O objetivo? Ser argumentista e realizador. Venceu na categoria “documentário” o 1º lugar dos Prémios Sophia Estudante. “Sou um jovem bucólico”, afirma. E nos tempos livres? Karaoke e ver o Amarante, o seu clube do coração.

 

Como é que o Cinema apareceu na sua vida?

Creio que não há nenhum motivo aparente. Por volta dos 15 anos, comecei a descobrir um ou outro filme e depois comecei a consumir cinema em massa. Via cerca de 4 a 5 filmes por dia.

 

Integra a primeira turma da Licenciatura em Cinema da Escola das Artes. Porquê arriscar na Católica?

Segui o meu instinto. Já conhecia a Católica e a licenciatura em Som e Imagem e foi por aí que também tomei conhecimento que ia abrir uma nova licenciatura. A reputação que a Católica tem fez-me confiar que era a escolha certa. Acreditei que se fosse para abrir um novo curso que ia haver a garantia da qualidade que já lhe era conhecida. E vou continuar, já estou matriculado no Mestrado em Cinema, aqui na Escola das Artes.

 

O que é que mais destaca destes seus 3 anos de licenciatura?

Sem dúvida que é o ambiente que se vive na Escola das Artes e todas as amizades que fiz. Vive-se um ambiente muito próximo. Sinto-me muito bem aqui. Outro elemento que destaco é a forma como os projetos finais são acompanhados. Este ano pelo João Canijo. É uma oportunidade excelente estar a trabalhar num filme e saber que está a ser acompanhado e que tem muitas hipóteses de evoluir.

 

Qual é a importância do Cinema?

O cinema, tal como outra forma de Arte qualquer, reflete a forma como vemos o mundo. Acredito que é isso que distingue os bons realizadores dos que são verdadeiros mestres. Havia um crítico americano que dizia que, nos filmes dos grandes cineastas, conseguimos perceber, logo no primeiro minuto, como é que eles olham o mundo. É isto que eu procuro através do cinema: olhar o mundo.

 

Qual é o poder da Arte?

A Arte traz educação. A partir do momento em que eu consigo mostrar aos outros através da Arte a forma como eu vejo o mundo, os outros também vão refletir sobre a forma como eles próprios olham o mundo. Concretamente no caso do Cinema, não acho que um filme vá mudar o mundo ou que vá trazer respostas para os grandes problemas, mas vai conseguir uma coisa mais importante ainda, que é mudar a forma como as pessoas veem as coisas e isso, a longo prazo, pode ter um grande impacto.

 

“Gosto de trabalhar a nostalgia e a apatia perante o mundo à nossa volta.”

 

O que é que aprendeu sobre o Cinema que não conhecia antes de entrar para a Universidade?

Aprendi que em Cinema é preciso saber estar, é preciso saber trabalhar em conjunto. Aprendi que o cinema é uma arte coletiva. Ninguém faz cinema sozinho. A única forma de fazer as coisas é com outras pessoas.

 

“Enquanto houver ovelhas” é o nome do seu documentário que venceu o 1º lugar dos Prémios Sophia Estudante na categoria “Melhor Documentário”. Em que é que consiste o documentário?

O documentário segue a vida quotidiana de um casal de Seia, na Serra da Estrela. Ele é pastor de ovelhas bordaleiras e ela é queijeira. É um olhar contemplativo e poético sobre esta arte que está em vias de extinção.

 

“A cultura não é só arte.”

 

Que temas é que gosta de explorar no cinema que vê e nas suas criações?

Gosto de trabalhar a nostalgia e a apatia perante o mundo à nossa volta. Gosto que haja tempo para respirar. Sou um jovem bucólico. Estamos neste momento a trabalhar no projeto final da licenciatura e estamos, precisamente, a trabalhar estes temas. Estamos em fase de pós-produção. É a história de uma mulher trabalhadora da Segurança Social que vai todos os dias a uma dancetaria no Porto. Vai ser exibido no Panorama.

 

Que opinião tem acerca da dinâmica, em Portugal, entre a sociedade e a Cultura?

Agostinho da Silva dizia que a Cultura começa na terra. A Cultura não é só arte. Arte também é Cultura, mas a Cultura não é só arte. É importante compreender isto. A Cultura é importante para a sociedade e claro que há falta de proximidade e ligação entre a sociedade e a Cultura. Uma vez mais, é essencial que a Cultura ocupe um lugar de destaque na educação das pessoas. E a Arte, também. Muitas vezes a Arte é olhada, única e exclusivamente, pela dimensão do entretenimento. No sistema de educação, priorizam-se determinadas disciplinas segundo métodos altamente competitivos e até lucrativos e descredibiliza-se a Cultura que, para mim, é aquilo que nos permite olhar, verdadeiramente, o mundo. Se nem nós vemos o mundo, então também não vai haver grande interesse em compreender como é que os outros o olham.

 

Um filme marcante?

Landscape in the mist, do Theo Angelopoulos. Lembro-me que vi esse filme e no primeiro plano pensei “O que é que é isto?”. Os filmes dele têm este lado muito hipnotizante. Fez-me muito pensar na forma como se estuda a composição de um plano, como é que se faz a câmara mexer com um propósito. É um filme pesadíssimo. É genial. Fiquei completamente abesbílico, acho que no fim tive de ir à varanda apanhar ar (risos).

 

“A terra de onde vimos também se reflete na nossa personalidade.”

 

O que é que gosta de fazer nos tempos livres para além de ver filmes?

Sou um frequentador assíduo de Karaokes. É um momento incrível de partilha, é uma coisa fenomenal. O futebol também me ocupa demasiado tempo.

 

Adepto de que clube?

Do Amarante, claro.

 

Agustina Bessa Luís dizia “Mas se é de Amarante…”

“um homem nunca parece de outro lugar”. Há pouco estávamos a falar de Cultura e, como é óbvio, a terra de onde vimos também se reflete na nossa personalidade. Uma amiga minha dizia que as pessoas de Amarante não conseguem estar uma hora sem falar de Amarante (risos). Sou de uma terra de pessoas que gostam verdadeiramente de ser de onde são.

 

01-06-2023

Research Scholarship - Project VIIAFOOD - BI-1

01-06-2023

Licenciaturas: Candidaturas abrem a 5 de junho

Conservação e Restauro, Cinema, Som e Imagem, Ciências da Nutrição, Microbiologia, Economia, Gestão, Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, Enfermagem, Direito, Psicologia, Teologia, Ciências Religiosas (EaD). São muitos os cursos e múltiplas as saídas profissionais.

A 5 de junho abrem as candidaturas às licenciaturas das Faculdades da Universidade Católica no Porto. A partir desta data, os candidatos poderão aceder a toda a informação sobre os prazos e os documentos necessários no portal de candidaturas.

Mais que um curso, um futuro!

Descubra tudo sobre as nossas licenciaturas:

Escola das Artes:

Escola Superior de Biotecnologia:

Católica Porto Business School:

Instituto de Ciências da Saúde / Escola de Enfermagem:

Escola do Porto da Faculdade de Direito:

Faculdade de Educação e Psicologia:

Faculdade de Teologia:

 

31-05-2023

D. Tolentino Mendonça: “uma universidade é o lugar ideal para pôr em prática a cultura do encontro”

“As desigualdades aprofundam-se, os nacionalismos crescem, as guerras grassam. Esboroa-se a confiança na relação entre estados, instituições, pessoas” começou por expor Isabel Capeloa Gil, Reitora da UCP, na Grande Conferência de encerramento das celebrações dos 55 anos da Universidade Católica. Para D. José Tolentino Mendonça, “em etapas históricas assim desafiadoras, somos chamados a ativar ou a redescobrir os recursos espirituais e humanos”.

Prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, que tutela as universidades católicas, o Cardeal, que já foi vice-reitor, professor e estudante da UCP, regressou à universidade para falar precisamente sobre os recursos espirituais para enfrentar o futuro. Focou-se em cinco recursos “elementares e universais”: a pessoa humana, o espanto, a relação, aceitar o risco, e a esperança.

O teólogo defendeu a importância de investir “na capacitação de cada pessoa para que possa desenvolver as suas potencialidades e contribuir desse modo qualificado para o bem comum”. Uma missão central das universidades que, segundo D. Tolentino Mendonça, devem aspirar “à universalidade do saber”, colocando em prática “o diálogo interdisciplinar”.

“Precisamos da ousadia de realizar alianças entre saberes, mesmo entre saberes que parecem distantes”, afirmou. “Precisamos de uma educação para a esperança. Não podemos permitir a disseminação da retórica da indiferença, da desistência e do medo, nem deixar que o universal direito à esperança seja atropelado pelo rolo compressor do niilismo. A esperança é a nossa missão”, acrescentou.

O Cardeal acredita que “uma universidade é o lugar ideal para pôr em prática a cultura do encontro”. O compromisso das universidades “deverá ser com um futuro que pratique um diálogo transversal de saberes, porque os desafios que aí vêm são cada vez mais transversais”. D. Tolentino Mendonça defende que, assim, será possível “aproximar as pessoas e encontrar novas formas de cooperação diante dos desafios trazidos pelo ambiente, pela tecnologia, pela sustentabilidade ética, pelas novas formas de inteligência, por uma distribuição mais justa dos recursos e pelas perguntas eternas sobre a vida e o seu sentido”.

Para Isabel Capeloa Gil, “repensar o mundo a partir de uma lógica de fraternidade social, conforme o apelo do Papa Francisco, é essencial para que tenhamos um futuro”. Um futuro que a Reitora da UCP vê “com confiança”, pois “uma universidade católica move-se no terreno do risco e da esperança, onde o conhecimento se constrói numa ótica de serviço e não de domínio ou poder, transformando as antigas ilhas disciplinares em grandes continentes”.

D. Manuel Clemente, Magno Chanceler da UCP, e Cardeal-Patriarca de Lisboa, referiu que "quando as universidades foram criadas, foi com a intenção de encontrar pessoas com saberes e a vontade de os ter", realçando a importância de existir disponibilidade "para aprender, sempre".

Sobre os 55 anos da Universidade Católica Portuguesa, o Cardeal destacou ainda como a UCP tem procurado “ultrapassar a lógica dos muros, num esforço para ser – como ainda recentemente lhe pediu o Papa Francisco – uma universidade socialmente inclusiva e com um compromisso explícito de serviço às grandes causas humanas”.

31-05-2023

Mobilidade Elétrica no centro do primeiro encontro do Clube INSURE.hub

A Mobilidade Elétrica esteve no centro do primeiro evento do Clube INSURE.hub, uma iniciativa que surge com o objetivo de permitir às entidades que integram o INSURE.hub criar laços entre si de aprendizagem e cooperação.

Quais são os principais desafios da Mobilidade Elétrica? Que medidas são urgentes para desbloquear estes desafios? Que outros setores de atividade poderão ser boas alternativas? Estas e outras questões guiaram este encontro de cooperação e networking que decorreu a 24 de maio, no Centro Porsche Porto, e que reuniu representantes das quase 60 entidades que fazem já parte deste Clube.

Durante o evento, foram apresentados dois casos de estudo enquadrados na temática da Mobilidade Elétrica. O primeiro da Porsche, apresentado por Hugo Ribeiro da Silva, e o segundo da Mota Engil Renewing, apresentado por Luís Castanheira.

Seguiu-se uma mesa redonda, moderada por João Pinto, vice-presidente da Universidade Católica no Porto, e que contou com a participação de Hugo Ribeiro da Silva, CEO da XRS Holding e do Centro Porsche Porto, de Luís Castanheira, CEO da Mota-Engil Renewing, de Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, com o Pelouro do Ambiente e Transição Climática e Pelouro da Inovação e Transição Digital, e de Luís Rochartre Álvares, senior advisor da Planetiers New Generation e industry fellow da Católica Porto Business School.

Ao longo do debate foi possível alertar para os impactos negativos do modelo tradicional de mobilidade, tais como a emissão de gases de efeito de estufa, o congestionamento de trânsito, a redução da qualidade do ar, o stress devido ao modelo de commuting e a perda de qualidade de vida nas cidades. A mobilidade elétrica vem mitigar estes impactos negativos, sendo por isso geradora de “benefícios sociais e ambientais.”

Participaram também no evento Isabel Braga da Cruz com a mensagem de boas-vindas e abertura e António Vasconcelos, co-líder da Planetiers New Generation, numa apresentação partilhada com João Pinto sobre o INSURE.hub, um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que integra parceiros de diferentes setores que, em conjunto, têm como objetivo colaborar tendo em vista a sustentabilidade plena e/ou regeneração, antecipando o futuro e a adaptação aos desafios ambientais globais, e promovendo o alinhamento com requisitos regulamentares.

Quais são os principais desafios da Mobilidade Elétrica?

Durante o debate foram discutidos os muitos desafios que a Mobilidade Elétrica enfrenta: a autonomia e o tempo de recarga; a infraestrutura de carregamento; o custo e a disponibilidade das baterias; a transição da indústria automobilística; a transição para a mobilidade elétrica requer uma mudança significativa na indústria automobilística; e a educação e consciencialização.

A disponibilidade/uso de veículos híbridos e elétricos, a energia renovável (eletricidade, biocombustíveis ou hidrogénio); as infraestrutura de carregamento (desenvolvimento e manutenção); a coordenação transporte individual versus transporte público (políticas públicas e corporativas); a promoção de formas de mobilidade suaves (bicicletas, etc); as frotas corporativas elétricas; a evolução de produto para serviço (mobilidade partilhada) através de soluções digitais para mobilidade elétrica são algumas das “medidas urgentes capazes de desbloquear os grandes desafios que se colocam.”

Durante o evento também foram assinados os memorandos de entendimento com a Porsche e com a Domus Social. Estas duas entidades passam a pertencer ao grupo de parceiros do INSURE.Hub, comprometendo-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração.

Um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar

O INSURE.hub, iniciativa que tem como objetivo criar um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas, resulta da mobilização da Universidade Católica no Porto, através da Católica Porto Business School e da Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation.

A iniciativa integra um conjunto de atividades que ambicionam a persecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, da Estratégia do Pacto Ecológico Europeu e das metas definidas para a Europa 2030, contribuindo para trazer Portugal para a linha da frente de países progressivos no seio da União Europeia.

O Clube INSURE.hub é mais uma iniciativa que tem como propósito proporcionar a partilha de visões, perspetivas e conhecimento de parceiros associados a determinados temas, cujas experiências se pretende que sejam inspiradoras e mobilizadoras de mudança e transformação.

30-05-2023

Research Scholarship - Viiafood Primor_BI_1

29-05-2023

Liderança, Serviço e Compaixão: docentes da Católica lecionam curso em Angola

Joana Morais e Castro e Mariana Abranches Pinto, docentes da ATES – Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica no Porto, embarcaram numa missão em Angola para lecionar o curso “Liderança, Serviço e Compaixão – Cuidar da Casa Comum” para 50 jovens. 

Através de uma parceria com a ONGD – Leigos para o Desenvolvimento, a iniciativa decorreu entre os dias 2 e 9 de maio de 2023, no Alto Catumbela, Ganda, na Província de Benguela.

O curso teve como objetivo capacitar os jovens de competências para a liderança e incentivar iniciativas comunitárias de desenvolvimento local. A primeira parte do curso baseou-se em exemplos de líderes servidores e compassivos e procurou inspirar os participantes. Já a segunda parte incidiu no reforço de capacidades na gestão de ciclo do projeto. Em pequenos grupos, os jovens desenvolveram e estruturaram diversas iniciativas de desenvolvimento local com base em problemas identificados na comunidade.   

As duas docentes da ATES afirmam que a experiência foi “única e muito enriquecedora para ambas as partes. Proporcionou uma troca valiosa de conhecimentos e de perspetivas. Também demonstrou ser uma oportunidade inigualável de crescimento e aprendizagem mútua.”  

 

“Abrir novos horizontes e partilhar esperança.”

Além do curso, realizaram-se outras formações relacionadas com o tema da liderança. Houve um encontro com o Grupo Comunitário do Alto Catumbela (rede de pessoas e instituições locais dinamizada pela ONGD) e outro encontro com mulheres de um Movimento Feminino Católico - PROMAICA. 

Ocorreram ainda mais três workshops sobre "Inclusão e deficiência" e um encontro Death café, onde se abordou o tema da morte e do luto. Este último workshop foi realizado em parceria com a Compassio - Associação para a Construção de Comunidades Compassivas

Acreditamos que pudemos contribuir de alguma forma para abrir novos horizontes e partilhar esperança”, concluem as docentes. 

Esta experiência transcultural serviu para fomentar um intercâmbio de valores, de conhecimento e procurou encorajar os participantes na formação de líderes comprometidos.  

29-05-2023

Presidente da Assembleia da República Portuguesa encerra Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues com conferência sobre “O futuro do Mundo”

Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República Portuguesa, foi o orador da Conferência de Encerramento do Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues com o tema “O futuro do Mundo”, que contou com cerca de uma centena de participantes.

Numa sessão especialmente dirigida a estudantes do International Studies Programme (Mestrado em Direito Internacional e Europeu totalmente lecionado em inglês) mas aberta a toda a comunidade, o Presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva partilhou a sua visão relativamente aos desafios que o mundo vive nos dias de hoje. Para Manuel Fontaine, Diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, o tema em questão é de elevada importância, uma vez que “afeta cada um de nós”.

“Tudo o que seja pôr as pessoas a refletir em conjunto, com base na informação que partilham e num ambiente de liberdade intelectual é bom. Forma as pessoas, amadurece as pessoas e enriquece-as. E enriquecendo as pessoas, enriquece as organizações e instituições que, no fim do dia, são feitas de pessoas”, reforça Augusto Santos Silva.

“É, para nós, um enorme gosto e um privilégio receber o Presidente da Assembleia da República na Faculdade de Direito da Católica no Porto para participar na Conferência de Encerramento do Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues,” refere Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito e coordenador do International Studies Programme.

“Em dois semestres, os ISP Dialogues receberam mais de duas dezenas de oradores de relevo nacional e internacional que partilharam a sua visão, as suas vivências e experiências enquanto protagonistas ativos da diplomacia e do direito internacional e europeu,” salienta Maria Isabel Tavares, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica, acrescentando “a diversidade de convidados complementa o ensino dos alunos, mas também, fomenta e encoraja o pensamento crítico, contextos interdisciplinares e uma abordagem mais humanista.”

Azeredo Lopes acrescenta também “os ISP Dialogues nasceram no âmbito de um programa de Mestrado em Direito Europeu e internacional, todo lecionado em inglês, e ganharam uma dimensão surpreendente, pela adesão e participação de tantos.”

Os ISP Dialogues decorrem no âmbito do International Studies Programme. Ao longo de um ano, as sessões dos ISP Dialogues contaram com 24 oradores convidados, que abordaram temas específicos no âmbito do Direito Internacional e Europeu e das Relações Internacionais.

 

25-05-2023

Rumo à Roménia: estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia participam em programa de formação internacional

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica no Porto, rumaram até à Roménia para integrarem o Blended-Intensive Programme (BIP), organizado pela Universidade Babes Bolyai (UBB), em Cluj-Napoca.

Os 26 estudantes da FEP juntaram-se a 20 outros alunos oriundos da Polónia, Turquia, Espanha, Estados Unidos da América, Alemanha e Lituânia para participarem em inúmeras atividades que combinaram aprendizagem, aplicação prática, trabalho em rede e exploração cultural. Patrícia Oliveira Silva, vice-diretora da FEP para a Internacionalização, e Alexandra Carneiro, coordenadora da licenciatura em Psicologia, acompanharam o grupo de estudantes durante todo o programa.

 

Uma experiência abrangente e transformadora

O BIP, uma experiência de formação internacional abrangente e transformadora, proporcionou a todos os participantes o contacto com especialistas reconhecidos através de conferências sobre bem-estar e saúde mental na vida académica, a aprendizagem num mundo 3D, o teatro para desenvolver competências sociais e de comunicação, como o cérebro aprende, entre outros.

Os alunos também participaram em podcasts no AcademicRadio, atividade que teve um grande significado em termos de desenvolvimento pessoal e profissional. Esta experiência proporcionou uma plataforma valiosa para os estudantes amplificarem as suas vozes, partilharem as suas perspetivas e contribuírem para conversas significativas num contexto global.

Os estudantes afirmam que a experiência “excedeu todas as expectativas em todos os sentidos. Devo admitir que tinha algumas reservas quanto a dar entrevistas, falar na rádio e outras experiências. Mas, no final, fiz amizades para toda a vida e este programa abriu-me portas e capacitou-me para terminar agora o meu mestrado."

"Os workshops colaborativos tiraram-me da minha zona de conforto e ajudaram-me a desenvolver fortes competências de trabalho em equipa e de comunicação. Foi como uma montanha-russa de aprendizagem e aventura. Alguns oradores deram-me a volta à cabeça e partilharam conhecimentos do mundo real que fizeram com que tudo fizesse sentido”, confessa outro estudante.

O BIP serviu para fomentar uma cultura positiva de trabalho interno e um testemunho de colaboração. O BIP na Roménia juntou a FEP e a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS) da Universidade Católica em Braga. A FFCS esteve representada por nove alunos, acompanhados pelas docentes Armanda Gonçalves e Íris Oliveira.

 

Uma imersão cultural

As atividades práticas proporcionaram conhecimentos valiosos, mas a dimensão cultural e social foi igualmente cativante. Os alunos viveram uma verdadeira imersão cultural, conhecendo o rico património cultural de Cluj-Napoca através de visitas guiadas. Visitaram marcos históricos e participaram em tradições locais.

"O Parque Etnográfico Romulus Vula era como um tesouro escondido à espera de ser descoberto. Explorar as casas tradicionais e ver os artefactos foi como recuar no tempo", confessou um aluno, acerca da visita que realizaram a este equipamento cultural.

Outro estudante afirmou, também, que "visitar o Parque Etnográfico Romulus Vula foi o ponto alto para mim. A atenção aos pormenores das casas tradicionais e as histórias cativantes que os alunos que nos guiaram partilharam fizeram-me sentir ligada ao passado da região. Foi um testemunho destas pessoas que moldaram a cultura local de Cluj-Napoca".

"Testemunhar a transformação dos alunos ao longo do BIP encheu-me o coração. É claro que, inicialmente, os estudantes expressaram algum medo e apreensão em relação a algumas partes da experiência. No entanto, foi inspirador vê-los ultrapassar essas reservas iniciais e mergulharem totalmente no programa, representando orgulhosamente a nossa faculdade”, afirma Patrícia Oliveira-Silva.

“Demonstraram uma grande capacidade de adaptação, aceitaram os desafios, colaboraram com colegas de diversas origens, ultrapassaram os seus limites intelectuais, começaram a participar ativamente nos debates e integraram-se mais a cada dia que passava, entusiasmados e confiantes em seguir em frente nesta comunidade internacional. A sua dedicação e vontade de sair da sua zona de conforto exemplificam o poder transformador destas iniciativas internacionais”, acrescenta.

Os testemunhos dos vários estudantes que participaram neste programa são reveladores do impacto positivo que teve no percurso de aprendizagem e de desenvolvimento.

"Obrigado aos organizadores da Universidade Católica e da UBB, aos membros do corpo docente e aos outros estudantes por fazerem deste programa uma experiência inesquecível. A combinação entre a aprendizagem, o networking e a imersão cultural alargaram os meus horizontes e enriqueceram a minha experiência.”

25-05-2023

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