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Training for Digital Transformation: Universidade Católica lança 10 novos cursos para reforçar competências digitais

A Universidade Católica Portuguesa reforçou a sua oferta de formação com dez novos cursos que visam qualificar jovens e adultos com frequência universitária em áreas não CTEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) na preparação para as mudanças tecnológicas. Os cursos vão desde a área do analytics nas ciências sociais ao multimédia e produção de conteúdos, passando pela transformação digital do ensino e pelas tecnologias no suporte à gestão, entre muitos outros.

A iniciativa - Training For Digital Transformation contempla cursos não conferentes de grau, de duração variável, com atribuição de ECTS, que permitem desenvolver as competências digitais dos grupos-alvo, em parceria com as empresas do consórcio, que atuam nas áreas relevantes para a formação prevista e que terão um contributo decisivo no desenvolvimento do percurso formativo dos formandos. O Training For Digital Transformation decorre no âmbito da iniciativa do Governo Português Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais.

António Andrade, coordenador do programa Training for Digital Transformation, afirma que “o mercado de trabalho é cada vez mais exigente, em permanente, acelerada e profunda mudança, intensificando a digitalização do ambiente de trabalho e ambicionando a inovação e a transformação digital. Este fenómeno de ContinuousNext interpela a Universidade Católica a desenhar propostas de formação diversificadas, em parceria com empresas, que propiciam uma aprendizagem mais imersiva nos contextos profissionais.”

 

10 cursos para desenvolver competências digitais

Os 10 novos cursos têm diferentes durações e modos de funcionamento (presencial, a distância ou híbrido). As formações são coordenadas por diversas Faculdades da Católica em Braga, Porto e Lisboa.

A Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, em Braga, disponibiliza os cursos em “Analytics para Ciências Sociais”, “Formação de Professores TIC - Gestão de Dados e Sistemas Informáticos” e “Formação de Professores TIC - Ensino de Informática”. No Porto, a Católica Porto Business School promove os cursos “Digital Office para Juristas” e “Tecnologias para a Transformação Digital”. Já a Faculdade de Educação e Psicologia oferece a Pós-graduação em “Formação à Distância” e o curso “Transformação Digital do Ensino”. A Faculdade de Ciências Humanas, em Lisboa, oferece as Pós-Graduações em “Comunicação e Produção de Conteúdos Multimédia” e em “Comunicação e Transformação Digital” e uma formação em “Transmédia e Storytelling Digital”.

Porquê Training for Digital Transformation? António Andrade explica “porque acreditamos que pessoas com formação e experiência, em áreas menos dinamizadas pela tecnologia, estão muito bem apetrechadas com competências e valores para compreender contextos e culturas organizacionais, sendo particularmente capazes de incorporar princípios éticos e de sustentabilidade numa sociedade cada vez mais digital.”

Todas as formações visam requalificar jovens e adultos desenvolvendo competências que reforçam a preparação para as mudanças tecnológicas que exigem abordagens sempre inovadoras; a abertura a novas profissões; a redução do desemprego tecnológico; a inclusão digital e social; o aumento da empregabilidade, ao permitirem destacar-se com competências úteis às organizações; o estímulo da inovação e da criatividade; a relevância do seu contributo para a sociedade digital ao incorporar princípios éticos e de sustentabilidade nos desafios apresentados.

No âmbito do programa Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais, financiado pelo PRR, serão atribuídas Bolsas de Estudo de acordo com as regras e os critérios constantes em regulamento específico.

Mais informações sobre os programas e candidaturas aqui.

 

13-02-2025

Católica Porto Business School lança novo Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios

A Católica Porto Business School acaba de anunciar o lançamento do Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios, cuja primeira edição tem início previsto para maio. Esta nova formação representa um reforço estratégico no portefólio de Formação Executiva da Escola, e procura responder à crescente necessidade do mercado empresarial por competências em Business Analytics e Inteligência Artificial. Segundo Conceição Silva, diretora do curso e diretora adjunta da Católica Porto Business School para as áreas de Research, Innovation, and Sustainability, "o programa permite que profissionais de diversas áreas adquiram competências essenciais para a transformação digital das organizações". 

Num mundo cada vez mais orientado por dados, as áreas de Business Analytics e Inteligência Artificial têm um papel fundamental na tomada de decisões estratégicas e operacionais das empresas. "A Inteligência Artificial Generativa está a revolucionar a criação de conteúdos, a automação de tarefas e a inovação de produtos, enquanto Business Analytics permite transformar grandes volumes de dados em insights acionáveis", destaca Conceição Silva. A integração destas tecnologias nas organizações é essencial para garantir competitividade e preparação para os desafios do futuro. 

O Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios foi concebido também para atuar como uma porta de entrada para a Pós-Graduação em Managing with Analytics. "A estrutura modular e introdutória do curso permite que os profissionais ganhem confiança e compreensão sobre os conceitos-chave, facilitando a transição para uma aprendizagem mais aprofundada", explica a diretora do programa. Assim, o curso intensivo possibilita um primeiro contacto estruturado com os fundamentos de Business Analytics, Inteligência Artificial Generativa, Power BI e Data Mining, preparando os participantes para um estudo mais avançado. 

As candidaturas para a primeira edição já estão a decorrer e podem ser feitas através da página oficial do curso.

 

13-02-2025

José Vasco Carvalho: “O Som é um elemento essencial das estórias.”

José Vasco Carvalho é alumnus e docente da Escola das Artes. É natural do Porto, mas passou parte da sua infância em Chaves, de onde guarda muito boas memórias. Dedica a sua vida ao Som, pelo qual tem fascínio devido à “sua dimensão analítica e matemática.” É, também, autor do som de muitos filmes premiados nos melhores festivais internacionais. Sobre a Escola das Artes, destaca a seu contexto artístico e o project-based learning.

 

Em 1997, entra na licenciatura em Som e Imagem na Católica. Acabada de estrear …

Digamos que até chegar à Universidade eu experimentei um bocadinho de tudo. Passei pela Economia, depois pelas Ciências a pensar nas Engenharias e depois também cheguei a equacionar o Desporto, porque fui jogador de basquetebol. Na altura, quando me candidatei a Som e Imagem na Escola das Artes também me candidatei a Engenharia do Ambiente na Escola Superior de Biotecnologia. Houve ali um momento de indecisão. Foi absolutamente decisivo eu ter ouvido uma entrevista do Padre Luís Proença, na altura coordenador do curso. Lembro-me que na entrevista apresentou o curso e descreveu-o como sendo disruptivo e abrangente nos novos e velhos media. A partir daí, não tive mais dúvidas.

 

Porquê o interesse pelo Som?

Eu tinha tido formação musical, tocava instrumentos, tinha uma série de bandas. Tinha, também, alguma experiência de palco. Havia já uma certa ligação à área do Som. Em 2001, o Porto foi Capital da Cultura e, de repente, havia tanto movimento na Cultura que a cidade nem tinha meios de produção disponíveis. Foi nessa altura que comecei a fazer a captura de som para filmes. Eu estava ainda no terceiro ano do curso e já estava a trabalhar. Tive logo muito interesse na área e é a minha vida até hoje…

 

O que é que despertou o seu interesse?

É uma área fascinante. Na altura, lembro-me que fiquei muito entusiasmado com a captura sonora no contexto, com o contexto de rodagem e com o contacto próximo com os atores. Mas o que me prende até hoje a esta área é a dimensão matemática e analítica. Há uma relação analítica sempre que trabalhamos com processamento de sinal.

 

“Acreditamos que é pelo projeto e pela prática que os alunos evoluem.”

 

Para se trabalhar o Som, precisamos de ter uma audição especialmente apurada?

Antes de mais, trabalhar o Som exige uma capacidade física, ou seja, nem todas as pessoas têm uma capacidade auditiva apurada. Mas o treino é essencial. Treina-se a audição e apura-se esse sentido. A perda auditiva começa a aparecer entre os 50 e os 55 anos. Vamos perdendo a capacidade auditiva, mas essa perda pode ser compensada com experiência e com a capacidade de prestação dos sons. Há muitos sons que nos passam totalmente despercebidos. O ouvido atento treina-se. Falamos sempre muito de silêncio, mas o silêncio absoluto nem sequer existe. Tenho a minha audição tão desperta que sou péssimo para conversar no meio de ambientes muito ruidosos, porque facilmente me distraio com o que está à minha volta.

 

É coordenador do Mestrado em Som e Imagem. Qual é a grande marca da Escola das Artes?

A Escola das Artes tem duas coisas absolutamente distintivas. A primeira é o seu contexto artístico. Trabalhamos cinema, arte sonora e música num contexto artístico. Temos um conjunto de artistas residentes convidados que vêm trazer olhares diferentes. Vivemos uma comunidade artística interna e externa e deixamo-nos contaminar.  O outro fator que nos distingue é o project-based learning. Acreditamos que é pelo projeto e pela prática que os alunos evoluem e que conseguem encontrar também as suas definições conceptuais e artísticas.

 

Porque é que a uma dada altura a vida académica começou a fazer sentido na sua vida?

Sentia-me confortável a ensinar, porque, de facto, eu já tinha alguma experiência acumulada. Desde que comecei a trabalhar nunca mais parei e fiz muito Som para Cinema. A uma dada altura começa a fazer sentido sistematizar o conhecimento que tinha adquirido. Para além disso, também comecei a trabalhar com os nimes, que são os novos instrumentos musicais. No fundo, criar interfaces que medeiam o computador e a nossa prática musical. Tive muita vontade de investigar nessa área. Fiz o mestrado e depois segui para o doutoramento, onde explorei o tema da arte pública e das esculturas sonoras. Quando comecei a dar aulas na Católica, continuei sempre a fazer filmes. Nunca foi uma hipótese estar só dedicado à vida académica e, por isso, a minha vida faz-se entre a Universidade e o Som para Cinema. A prática é crucial. Desde logo, porque é esta experiência que enriquece as minhas aulas.

 

O som para Cinema é sempre trabalhado em pós-produção?

O som que ouvimos nos filmes é 90% das vezes feito em pós-produção, ou seja, nunca é feito em produção. Nada do que nós ouvimos em Cinema é a realidade. Aliás, não importa aquilo que é, mas o que nos parece que é.

 

“O Som faz 50% da história.”

 

Nem tudo o que parece é …

Há uma coisa que eu conto aos meus alunos e que ilustra bem esta situação. Uma vez fiz um filme de época. Havia um carro absolutamente lindíssimo, era um Porsche dos anos 60. Na altura, a Porsche já pertencia ao Grupo Volkswagen e tinha o mesmo motor do Carocha (risos). Como será fácil de perceber, a figura do carro não combinava minimamente com o seu som, então criou-nos ali uma situação estranhíssima, porque o som do motor não fazia jus ao carro. Usar o som real do carro seria muito mais estranho do que trabalhar o som em pós-produção.

 

Trabalhar o som implica estar totalmente por dentro daquilo que é o filme?

Sim, há um alinhamento total com o realizador e com a produção. No fundo, há um esforço de narrativa, porque o Som é um elemento essencial da história. O Som faz 50% da história. Os filmes de terror são um bom exemplo para explicar a importância do Som. Se virmos um filme de terror sem Som vamos ter diante de nós um filme absolutamente ridículo. O Som dá autenticidade, dá textura às coisas e até dá o próprio peso aos objetos. Quando falamos do decór de um filme, falamos muitas vezes de paredes que são construídas em esferovite. Apesar de serem de esferovite, no filme não pode parecer que são e vai ser o Som que lhe vai dar estrutura e a realidade que queremos.

 

Já vimos que na realidade não existe silêncio absoluto, mas nos filmes existe?

Pode existir, embora seja muito raro. Chamamos a isso silêncio radical e só é usado quando temos vontade de colocar o espetador na cadeira da sala de cinema. É de tal forma radical que não há ninguém que não esteja na sala de cinema e que de repente não se desligue da ação e se sinta na sala de cinema a ver um filme. Há uma quebra total.

 

Já alguma vez usou o silêncio radical?

Apenas duas ou três vezes. Uma vez foi com o Atsushi Funahashi, um realizador japonês. Ele queria mesmo silêncio total na última cena em que a personagem se atira de um penhasco. O realizador queria silêncio absoluto, porque isso enfatizava e dramatizava aquele momento.

 

“Anima-me poder aprender um bocadinho mais todos os dias.”

 

Já fez filmes que estiveram em praticamente todos os festivais de classe um e alguns deles até vencedores. Algum que seja especialmente bom de recordar?

O maior festival de animação do mundo é o Annecy e fiz a mistura de som para o filme que ganhou esta última edição. Percebes, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires. É o prémio de animação mais importante do mundo. Fiz, também, o som de um filme do Gabe Klinger que ganhou o prémio do melhor documentário em Veneza - Jogo Duplo: James Benning e Richard Linklater.

 

Os prémios são importantes?

Não são muitos importantes. Mais do que os prémios, o mais importante é a presença nestes festivais, porque traz visibilidade e é isso que ajuda na captação de investimento.

 

O que é que o move?

A família é o principal motor da minha vida. O trabalho, também, me move imenso. A construção sonora para filmes e, claro, a Escola das Artes onde estou há tantos anos. Anima-me poder aprender um bocadinho mais todos os dias. Há sempre uma vontade de fazer mais e de conseguir apresentar novas perspetivas e de levar o melhor para os meus alunos.

 

 

13-02-2025

UCP4SUCCESS lança II Ciclo de Webinars para Estudantes: "Descomplicar a Universidade"

O UCP4SUCCESS lançou o II Ciclo de Webinars “Descomplicar a Universidade” desenvolvido, especialmente, para estudantes que frequentam o Ensino Superior pela primeira vez.

Este II Ciclo pretende criar oportunidade para os estudantes refletirem sobre o percurso de carreira que estão a construir, tendo em conta a importância da sua história de vida e das suas vivências académicas no desenvolvimento de competências essenciais. Uma reflexão pensada não só para a posterior entrada no mercado de trabalho, mas também para a conciliação de papéis de vida e alcance de metas pessoais e profissionais no futuro.

Com início a 26 de fevereiro sob tema “De que forma o meu percurso de carreira é enriquecido na universidade?”, o primeiro webinar conta com Íris Martins Oliveira e Ângela Sá Azevedo, docentes da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa.

O Ensino Superior é apenas uma etapa do percurso de carreira. Ao refletir sobre as nossas histórias de vida, os motivos que nos levaram a escolher um curso superior e as nossas ambições, podemos aproveitar as oportunidades que o Ensino Superior enceta para continuarmos a desenvolver competências e construir um percurso de carreira com significado e valor pessoal”, salientam as docentes.

As sessões seguintes decorem a 19 de março sob o tema “Desenvolver competências para o futuro” e a 9 de abril sobre “À descoberta do meu potencial”. Todas as sessões serão online, com início às 16 horas e com a duração de uma hora.

Inscreva-se nos webinars 

13-02-2025

Universidade Católica implementa projeto que prepara pessoas com deficiência e estudantes universitários para o mercado de trabalho

A Universidade Católica Portuguesa no Porto está a implementar o Peer2Peer, um programa inovador que prepara pessoas com deficiência e alunos universitários para o mercado de trabalho. Tem como objetivo criar um ambiente de aprendizagem em pares que incentiva um maior autoconhecimento das próprias capacidades, desenvolvimento de competências e motivação para o futuro profissional. Ao longo de 11 semanas, os participantes – estudantes universitários e jovens com deficiência – trabalham em pares em sessões semanais, que incluem workshops em grupo e sessões One2One. As inscrições estão a decorrer até ao dia 17/02.   

Este programa nasceu em 2018 em Lisboa, desenvolvido pelo Nova SBE Inclusive Community Forum. Passados 7 anos, o Projeto inicia a sua expansão para o Norte, numa parceria entre a Nova SBE – Fundação Universidade Nova de Lisboa e a Universidade Católica Portuguesa o Porto (UCP-P), através do financiamento do programa Parcerias para a Inovação Social, da estrutura de missão Portugal Inovação Social 2030, e do apoio dos investidores sociais da Fundação Amélia de Mello e da Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa. 

No Porto, o Peer2Peer é acolhido pela ATES-Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica, contando ainda com a colaboração da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, do Gabinete de Estudantes e Empregabilidade, do Career Office da Católica Porto Business School e das diversas faculdades da Universidade. Com esta iniciativa, a Universidade Católica reforça o seu compromisso com a inclusão, a equidade e a construção de uma sociedade mais justa e acessível para todos. 

 

Uma abordagem inovadora através de um espaço de aprendizagem colaborativa 

O Peer2Peer distingue-se pela sua abordagem inovadora que cria um espaço de aprendizagem colaborativa, onde todos os intervenientes beneficiam. Ao participarem neste programa, os estudantes universitários desenvolvem competências essenciais para a sua integração no mercado de trabalho, onde irão assumir um papel ativo na promoção de uma maior inclusão. Para os jovens com deficiência, esta experiência representa uma oportunidade única de capacitação, preparação e aproximação ao meio profissional, contribuindo para o seu empoderamento e autonomia. O programa foca-se no desenvolvimento de competências essenciais para a empregabilidade, como: 

  • Autoconhecimento e definição de objetivos – identificação de capacidades, interesses e metas profissionais;    
  • Conhecimento do mercado de trabalho – exploração de oportunidades profissionais e estratégias de recrutamento;     
  • Desenvolvimento de ferramentas de candidatura – elaboração de um Curriculum Vitae e construção de um perfil de competências;     
  • Preparação para processos de recrutamento – simulação de entrevistas com especialistas de empresas de recrutamento e seleção.     

Em Lisboa, o Peer2Peer já envolveu 194 participantes (94 pessoas com deficiência e 100 alunos universitários) em 5 instituições de ensino superior. Com o financiamento do programa Parcerias para a Inovação Social, ao longo dos próximos três anos, pretende-se que o impacto do programa seja cada vez maior, capacitando mais de 250 pessoas com deficiência e expandindo para outras Instituições do Ensino Superior no Norte. 

 

13-02-2025

Católica celebra “o saber como esperança”

 

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“Na universidade, a esperança fundamenta um impulso académico ativista que assenta na confiança de que as coisas podem mesmo mudar”, afirmou a Reitora da UCP. “Nas salas de aula, nos laboratórios e nas bibliotecas, mais do que ideias: cultivamos esperança. A esperança de um futuro mais justo, sustentável e inclusivo.” Foi assim que Isabel Capeloa Gil iniciou a reflexão sobre o lema da cerimónia, inspirado no Jubileu de 2025.

Para D. Rui Valério, Magno Chanceler da UCP, “assinalar a identidade e a missão da Universidade Católica Portuguesa no prisma deste tema permite-nos compreender mais profundamente o que significa ser universidade católica”.

O Patriarca de Lisboa descreveu o papel da universidade como “uma maiêutica fundamental para a sociedade”, através da qual o saber partilhado “é património construtor de uma nova civilização”.

“O saber abre-se sempre à esperança, porque o saber abre portas de vida, de comunhão, de fraternidade”, defendeu.

Homenagem a duas personalidades incontornáveis da vida empresarial portuguesa

Nesta sessão solene, os empresários Ilídio Pinho e Vasco de Mello, foram agraciados com o grau de Doutor Honoris Causa, a maior distinção dada por uma universidade, pelos seus contributos à sociedade.

Ilídio Pinho, figura proeminente no panorama empresarial e filantrópico português “é uma figura que transcende o sucesso empresarial. É um exemplo de como a liderança, quando aliada a valores humanistas, pode transformar vidas e comunidades”, referiu João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, e padrinho do homenageado.

O empresário, que já tinha sido agraciado com a Medalha de Ouro da universidade em 2002, destacou a sua ligação duradoura à Católica: “apesar de não ter estudado aqui, sinto que a Universidade Católica faz parte da minha biografia e da minha família”.

Sobre o seu percurso profissional, garantiu: “Vou continuar a trabalhar, já disse que não me reformo, nem mesmo depois de morrer, porque o que faço tem de perdurar para além de mim próprio, as empresas, a fundação, a coleção de arte, e tudo o mais”.

Também homenageado nesta sessão, Vasco de Mello foi caracterizado pelo seu padrinho de doutoramento, o Vice-Reitor Miguel Athayde Marques, como “larger than life”.

“O nosso homenageado transporta em si toda a história de uma família insigne, que através de gerações tem dado a Portugal grandes empresários e notáveis cidadãos”, declarou.

O homenageado aceitou a distinção “com profunda honra e sentido de responsabilidade”, destacando no seu discurso vários aspetos importantes da sua carreira e vida familiar.

“O gosto pelo risco e a criação de negócios com propósito foram duas ideias que nos marcaram muito e que procurei transmitir aos meus filhos”, referiu. “No grupo José De Mello procuramos constantemente cultivar uma visão empresarial que coloca as pessoas no centro, promovendo o desenvolvimento sustentável, a criação de valor para a sociedade e o respeito pelos mais elevados padrões éticos”.

Também presente nesta cerimónia, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, enfatizou a importância das instituições de ensino superior na transformação do futuro do País. Destacou a história da Universidade Católica Portuguesa e a “inovação que trouxe ao nosso sistema de educação superior”, através do seu projeto único.

A cerimónia contou ainda com a imposição das insígnias e entrega das cartas doutorais aos novos doutores da Universidade Católica. Nesta ocasião, Helena Carmo fez história ao tornar-se a primeira pessoa surda a obter um doutoramento na Universidade Católica Portuguesa.

Foram ainda entregues as medalhas de prata e ouro aos colaboradores da Católica que completaram 25 e 40 anos de serviço.

Na impossibilidade de estar presente na sessão, o Cardeal D. José Tolentino Mendonça deixou uma mensagem em vídeo, onde refletiu sobre a esperança.

“A necessidade e o desejo da esperança são sinónimo da própria vida, são como ar que respiramos ou o bater do coração, não é um problema que uma universidade possa ignorar ou não colocar no centro vivo da sua reflexão, da sua pesquisa e do seu empenho. Pelo contrário, a vocação de uma universidade é tornar-se um laboratório da esperança”.

 

12-02-2025

Universidade Católica assinala o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência

No dia 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, uma data instituída pela ONU para reconhecer o papel essencial das mulheres no progresso científico e incentivar a sua maior participação nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

A Universidade Católica Portuguesa junta-se à comemoração desta efeméride, destacando iniciativas que promovem o envolvimento feminino na investigação científica e partilha o testemunho inspirador de Margarida Neves Oliveira, uma jovem cientista em formação.

Desde cedo, Margarida Neves Oliveira sentiu uma curiosidade especial pelo mundo que a rodeia. "A ciência tem uma grande importância na minha vida. É com ela que aumento o meu conhecimento sobre o mundo", partilha a jovem estudante do 12.º ano do Colégio Internato dos Carvalhos, atualmente a fazer um estágio curricular no Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Católica.

A paixão pela ciência cresce a cada descoberta. "Graças à ciência, temos várias evoluções na medicina, como o desenvolvimento de vacinas e de medicamentos, mas também avanços na alimentação e agricultura, como fertilizantes e técnicas agrícolas", reflete Margarida. Para ela, estas inovações são essenciais para um planeta mais saudável, seguro e sustentável.

No CBQF, Margarida encontrou um ambiente dinâmico e desafiador, onde pode aprender novas técnicas laboratoriais e aplicar os conhecimentos adquiridos. "Eu considero bastante relevantes as oportunidades de investigação que o CBQF me proporciona, pois, assim, consigo conhecer novos conceitos ligados à ciência, novas técnicas práticas para utilizar nos meus trabalhos futuros no laboratório e tenho um contacto direto com o mundo do trabalho", destaca.

Ao apoiar iniciativas que incentivam o envolvimento feminino na investigação, especialmente junto dos mais novos, a Universidade Católica Portuguesa contribui para a construção de um futuro mais inclusivo e inovador.

Histórias como a de Margarida Neves Oliveira demonstram que a ciência é um campo aberto a todos, independentemente do género, e que o potencial para a descoberta e inovação é ilimitado.

 

11-02-2025

"Cuida! E tudo o que fizeres estará certo": A Última Lição da Profª Doutora Margarida Vieira

No dia 31 de janeiro, a Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acolheu a última lição da Prof.ª Doutora Margarida Vieira sob o tema “Na senda de um Cuidado Justo para Todos”.

Num ambiente de reflexão, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa fez a abertura desta última lição fazendo referência à trajetória memorável da docente. Também, Constança Festas, docente da Universidade Católica Portuguesa, apresentou os principais momentos profissionais e pessoais da homenageada.

O momento foi marcado por um sentimento de reencontro e celebração da vida profissional da Prof.ª Doutora Margarida Vieira, onde recebeu o reconhecimento e a gratidão de todos aqueles, que ao longo do seu percurso, a acompanharam e partilharam os desafios da vida académica e profissional.

A Profª Doutora Margarida Vieira, conhecida pelo seu compromisso com a formação de gerações de enfermeiros e a defesa de uma prática baseada na ética e na justiça, deixou uma mensagem inspiradora: "Cuida! E tudo o que fizeres estará certo". Palavras que ecoaram entre os presentes e que reforçam o seu legado de dedicação ao ensino e à profissão.

Este momento simbólico não se prende com o fim de um ciclo de entrega e excelência, mas com uma oportunidade de futuras gerações de enfermeiros, continuarem a percorrer o caminho da humanização e do compromisso com o outro, valores sempre defendidos pela docente ao longo da sua carreira.

Paulo Alves, diretor adjunto da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, reforçou a importância do legado da Prof.ª Doutora Margarida Vieira: "Hoje reunimo-nos para celebrar não apenas uma carreira brilhante, mas um verdadeiro legado. Costuma dizer-se que um grande professor não ensina apenas conteúdos, mas inspira vidas. E é exatamente isso que a Professora Margarida tem feito – e continuará a fazer – na Universidade Católica Portuguesa e, se me permitem, na minha própria vida.

Entre os presentes estiveram presentes Vice-reitores e Pró-reitores de Instituições de Ensino, a diretora da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, os diretores das Unidades Académicas dos Centros de investigação e dos Serviços da Universidade Católica Portuguesa, representantes do Governo, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, para além de colegas, amigos, família e antigos alunos que se juntaram para homenagear tanto a vida como a carreira profissional da docente.

 

06-02-2025

Lurdes Veríssimo: “A Escola é um dos principais contextos e motores de promoção de saúde mental.”

Lurdes Veríssimo é docente e investigadora da Faculdade de Educação e Psicologia na área da Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Humano. É, também, coordenadora da Clínica Universitária de Psicologia, onde é psicóloga de crianças, jovens e famílias. Nasceu na Alemanha, cresceu em Coruche, estudou em Coimbra e vive no Porto há 25 anos. Na FEP-UCP está desde 2004, ano em que é lançada a licenciatura em Psicologia. O que é que distingue a Católica? “Vestimos 100% a camisola”. Nos tempos livres? Caminhar, ler, cozinhar.

 

Que importância é que a Escola teve na sua vida?

A Escola “salvou-me” em muitos momentos…  Foi essa experiência tão positiva que criou em mim esta vontade de querer trabalhar com crianças e jovens e poder contribuir para a sua saúde mental, para o seu desenvolvimento pleno, para a sua realização e para o seu bem-estar psicológico.

 

Que memórias guarda da sua infância?

Nasci na Alemanha. Sou de uma família com dificuldades financeiras e a vida estava muito difícil em Portugal na década de 60 e 70 e, por isso, os meus pais emigraram …vivi na Alemanha até aos meus 5 anos. Acabo por crescer em Coruche, no Ribatejo.

 

Para além da experiência muito feliz na Escola, o voluntariado também acaba por definir o que virá a ser o seu percurso profissional…

Sim, foi determinante. Desde os meus 14 anos que sempre fiz voluntariado, participei em muitos projetos e integrei várias organizações. Todo o meu tempo livre era dedicado ao voluntariado. Em hospitais de saúde mental, comunidades de toxicodependentes, lares de idosos, creches... Fazia voluntariado em Coruche, mas durante as férias em vários sítios do país. Foi o que me permitiu conhecer realidades diferentes e reforçar que a Psicologia seria o meu caminho.

 

Quem é que a provocava para o voluntariado?

Talvez ninguém… É uma pergunta curiosa, mas acho que, desde cedo, senti que o meu tempo podia ser gerido de uma forma mais inteligente e ao serviço das outras pessoas. Nunca me fez muito sentido estar sem fazer nada. As férias de verão eram gigantes e em Coruche não havia nada para fazer (risos). Foram as minhas próprias motivações que me levaram a envolver-me tanto no voluntariado.

 

Quando é que sai de Coruche?

Quando entro para a Universidade e me mudo para Coimbra para estudar Psicologia. Foi uma experiência absolutamente fantástica. Gostei tanto de viver em Coimbra que depois o que me custou foi ter de sair de lá (risos)!

 

Durante a licenciatura, escolhe a área da Psicologia da educação e do desenvolvimento humano. Qual o objetivo desta área da Psicologia?

Esta área procura criar condições para que a pessoa, ao longo de todo o seu ciclo de vida, tenha oportunidades para se desenvolver até à sua máxima realização e potencial, de forma a atingir o bem-estar psicológico. Quando falamos de Psicologia da Educação, falamos de contribuir para capacitar e para elevar o potencial das pessoas. É uma área promotora, proativa, que permite prevenir muitos problemas de ajustamento psicológico e saúde mental. O psicólogo desta área não trabalha só com crianças e jovens, trabalha com pessoas ao longo de toda a sua vida. E pode intervir de forma direta ou de forma indireta, através dos educadores, dos professores, dos pais, dos cuidadores…

 

A Escola é o lugar de desenvolvimento por excelência…

A Escola é qualquer coisa de incrível... Nós não vamos todos ao hospital, não vamos todos ao tribunal, não vamos todos à prisão, ao clube desportivo... Mas vamos todos à Escola! E durante muitos anos e durante muito tempo por dia. Aquilo que acontece na Escola e a forma como nela pode ser estrategicamente promovido o desenvolvimento, o bem-estar, as competências socioemocionais é absolutamente central. A Escola é um dos principais contextos e motores de promoção de saúde mental.

 

“Levamos a formação de psicólogos muito a sério.”

 

O que se seguiu depois de terminar a sua licenciatura?

O meu primeiro trabalho foi numa casa de acolhimento ainda em Coimbra. Só depois é que venho para o Porto e é aí que começo a trabalhar em investigação e a ligar-me ao mundo académico.

 

Foi algo inesperado?

Sim, até porque se há 30 anos me dissessem que eu seguiria uma via académica, eu dava uma gargalhada das grandes. Acabou por acontecer… Um professor convidou-me para um projeto na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e eu aceitei. Foi uma questão de oportunidade. Eu agarrei a oportunidade e tudo se seguiu naturalmente. Na altura, envolvi-me na área da Psicologia Social, foi nessa área que fiz investigação e o meu mestrado. É uma área muito interessante e transversal a todas as áreas da Psicologia, mas depois voltei à Psicologia da Educação e o meu doutoramento já foi nesta área.

 

“Não abdico da proximidade, contacto e relação com as pessoas.”

 

Vem para a Católica para a equipa que criou o curso de Psicologia, em 2004. O que é que distingue a Psicologia na Católica?

No outro dia, um estudante no final de uma aula veio ter comigo e perguntou-me “Professora, aqui a formação é mesmo boa?”. Sabe o que é que eu respondi? Dei uma gargalhada (risos) e disse-lhe que o melhor era ir perguntar aos colegas já formados pela Católica! Serão eles que melhor lhe saberão responder. Quanto a mim, acredito profundamente neste projeto. Acredito, há 20 anos, e continuo a acreditar. Vestimos 100% a camisola e temos consciência da grande responsabilidade que é formar psicólogos. Levamos a formação de psicólogos muito a sério. Distingue-nos a nossa preocupação genuína com os estudantes, a formação transversal que inclui competências socioemocionais, as oportunidades que disponibilizamos, como o serviço comunitário e a aprendizagem-serviço, a nossa investigação. As pessoas já vão conhecendo as marcas do nosso trabalho e todos os anos temos mais alunos a quererem vir estudar connosco.

 

O que é que mais a motiva na sua profissão?

Aquilo que me motiva tem a ver com a oportunidade de formar psicólogos. É realmente uma grande responsabilidade e eu posso contribuir para isso. Para mim, é um grande privilégio. Quero ter impacto nas pessoas e posso tê-lo ao formar psicólogos com mais qualidade. Depois procuro sempre ter aqui uma componente mais fora dos domínios da docência e da investigação. Sou coordenadora da Clínica Universitária de Psicologia, da FEP. Sempre fiz consulta de psicologia com crianças, jovens e famílias. E, portanto, há também na minha vida profissional uma componente aplicada forte. Não abdico da proximidade, contacto e relação com as pessoas.

 

Leva isso para as aulas?

Levo muito e acho que é o que cativa os alunos. Acredito que me torna uma profissional melhor. É muito mais impactante ensinar “com um pé” na prática. Nota-se que os olhos dos alunos brilham mais quando há exemplos concretos, situações concretas e histórias reais.

 

Um professor marcante na sua vida?

A minha professora da antiga chamada Escola Primária foi mesmo uma pessoa marcante na minha vida…

 

Porquê? Acreditava no potencial dos seus alunos?

Completamente! Quando uma criança sente que acreditam nela, isso vai criar e ativar uma série de processos psicológicos que são determinantes... As crianças evoluem muito mais sempre que sentem que acreditam nas suas capacidades.

 

Mas facilmente se rotulam os alunos e se criam preconceitos …

Aí entra a Psicologia Social! As primeiras impressões, os preconceitos, os estereótipos - são tudo mecanismos de economia cognitiva para “sobrevivência” àquilo que é o boom cognitivo a que somos submetidos. Mas a verdade é que isto tem muito impacto… é de uma gravidade extrema quando pessoas que trabalham com pessoas não põem em causa os seus preconceitos, os seus estereótipos, as suas ideias, as suas primeiras impressões. Muitas vezes, quando não se confia num aluno, ainda não existem sequer indicadores suficientes para se dizer que um aluno é capaz ou não é capaz. Há muitas generalizações distorcidas e há alguns professores, desde o básico, secundário ao ensino superior, que cometem profundas injustiças com os seus alunos, porque não souberam colocar as suas próprias ideias e estereótipos em causa. Se os professores o tentassem fazer mais vezes, antes de fazerem um julgamento antecipado e provavelmente injusto, muitas situações seriam evitadas. E quando falamos de crianças e jovens, do ensino básico e secundário, a Escola tem mesmo de ser um espaço seguro do ponto de vista psicológico. É importante que os alunos saibam que podem confiar pelo menos num adulto que lhes dá oportunidades para conseguir evoluir e que não julga logo as suas dificuldades e vulnerabilidades.

 

“Basicamente, andamos nesta Vida para cuidar uns dos outros (…)”

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Faço uma caminhada todos os dias às sete da manhã. Descansa-me imenso, ajuda-me a arrumar a cabeça. Descansa-me ler, ver séries e cozinhar. Adoro cozinhar. Cozinhar é, também, uma forma de cuidar e de amar.

 

O que é que a move?

Deus. O Amor. Eu tenho uma fé que me move, que me inspira. Basicamente, andamos nesta Vida para cuidar uns dos outros, e é isso o grande motor da minha vida. Como dizia Santo Agostinho, “ama e faz o que quiseres”.

 

 

06-02-2025

O Estrangeiro: Programa de Concertos, Conferências, Exposições e Performances na Escola das Artes

Arte e Pensamento em Diálogo sobre Hospitalidade e Alteridade

 

“O Estrangeiro” é o título do programa internacional de concertos, conferências, exposições e performances que se realiza entre 20 de fevereiro e 29 de maio de 2025, no Porto, para explorar os desafios da hospitalidade, da alteridade e da chegada do outro. Com curadoria de Djaimilia Pereira de Almeida, Daniel Ribas, José Alberto Gomes e Nuno Crespo, esta iniciativa convida artistas e pensadores e público para uma reflexão profunda sobre a questão do estrangeiro.

Este evento é organizado pela Escola das Artes e pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Universidade Católica Portuguesa. A entrada livre está sujeita a limitação da sala.

Vivemos num tempo marcado por tensões entre hospitalidade e rejeição, entre abertura e exclusão. A arte tem o poder de nos ajudar a compreender e a transformar estas dinâmicas, oferecendo novas perspetivas sobre o modo como nos relacionamos com o outro,” referem a escritora Djaimilia Pereira de Almeida e Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, ambos curadores deste programa.

Daniel Ribas, que completa a equipa de curadoria deste programa, salienta que “o programa O Estrangeiro pretende ser um espaço de encontro e de questionamento, onde diferentes formas de expressão artística e pensamento crítico se cruzam para refletir sobre um tema fundamental da nossa contemporaneidade.

Questões estas a serem debatidas através de um programa internacional de conversas, performances e exposições guiados pela reflexão de Jacques Derrida sobre hospitalidade que nos lançam a refletir sobre o impacto e o confronto da chegada do outro e a forma como esta presença nos desafia e transforma.

Através de um cruzamento interdisciplinar entre arte, pensamento e performance, os participantes são convidados a explorar a hospitalidade e os seus detractores históricos e contemporâneos.

O programa inclui também a série de performances Dashed Concerts, com curadoria de José Alberto Gomes, onde a música se junta à exploração artística.

Estão confirmadas as presenças de Aline Motta, Arianna Casellas y Kauê, Fred Moten, Frederico Pereira, Geovani Martins, João Grilo, Marco Martins e Beatriz Batarda, Miguel Gomes, Mónica de Miranda, Rodrigo Areias com Samuel Coelho, e Vasco Araújo.

O programa O Estrangeiro decorre entre 20 de fevereiro e 29 de maio de 2025, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Todas as atividades são de entrada livre, sujeitas a limitação da sala, e vão decorrer nos espaços do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Agenda
20 FEV 2025, 18:30 | Djaimilia de Almeira Pereira
27 FEV 2025, 18:30 | Rodrigo Areias com Samuel Coelho
6 MAR 2025, 18:30 | Frederico Pereira
13 MAR 2025, 18:30 | Miguel Gomes
20 MAR 2025, 18:30 | Marco Martins e Beatriz Batarda
27 MAR 2025, 18:30 | Arianna Casellas e Kauê
28 MAR 2025, 18:30 | Mónica de Miranda
3 ABR 2025, 18:30 | Vasco Araújo
10 ABR 2025, 18:30 | João Grilo
24 ABR 2025, 18:30 | Fred Moten
15 MAI 2025, 18:30 | Geovani Martins
22 MAI 2025, 18:30 | Aline Motta
29 MAI 2025, 18:30 | Tomé Silva

 

Mais informações detalhadas sobre programa aqui

 

06-02-2025

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