X

Novidades

Isabel Braga da Cruz: “Somos uma Universidade sempre de portas abertas para a sociedade.”

Isabel Braga da Cruz foi reconduzida como pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto e assumirá o tema da Sustentabilidade. Lidera o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa desde 2017 e tem abraçado temas como a responsabilidade social, a sustentabilidade e a melhoria das infraestruturas como pilares da sua ação nos últimos anos, e a manter como objetivos de futuro. Engenheira de formação – e alumna da Católica! -, garante ser pragmática e ponderada e reforça que o seu trabalho “é sempre um trabalho de equipa”.

 

Foi reconduzida como pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa. Como encara esta missão?

Precisamente como uma missão. Mantenho e reforço o meu compromisso, com muita dedicação e empenho. A minha agenda chama-se Católica.

 

O que é que marca o seu percurso na liderança do Centro Regional do Porto da UCP desde 2017?

Tem sido um percurso motivante, onde os novos desafios e as metas alcançadas andam a par. Houve iniciativas bem-sucedidas e que considero marcas fortes do meu trabalho e de toda a minha equipa. Isto é sempre um trabalho em equipa, acredito que nunca se faz nada sozinho. A melhoria das infraestruturas foi sempre uma prioridade e os últimos anos foram muito marcantes a esse nível. A construção e a inauguração do Edifício de Biotecnologia é um exemplo claro disso, mas temos, também, paulatinamente conseguido fazer obras e melhorias significativas no campus. A preocupação com a sustentabilidade é também uma marca destes anos. É uma área que, efetivamente, não se esgota. A par da sustentabilidade está a responsabilidade social e a inovação pedagógica. São áreas que assumimos de forma transversal, quer ao nível das infraestruturas, quer através da investigação e da transferência de conhecimento gerado no campus e que promove interação com a sociedade e para o tecido empresarial. Há aqui uma clara sinergia. Estar de portas abertas para a cidade, para a região e para o país é parte da nossa identidade e, por isso, privilegiamos muito o trabalho com e para a comunidade. Também têm sido dados passos muito importantes no campo da inovação pedagógica, área, aliás, que está a ser trabalhada a nível nacional pela Universidade. São tudo temas que marcam os últimos anos, mas que pretendo que continuem a marcar os próximos também. É um trabalho contínuo que requer, foco, consistência e persistência.

 

A pandemia marca também fortemente os últimos anos …

É impossível não pensar na pandemia quando penso em momentos que marcaram o meu último mandato. Tínhamos inaugurado há pouco tempo o Edifício de Biotecnologia e já o estávamos a fechar, ou a “semiencerrar”, para ser mais precisa, já que durante esse período algumas atividades nunca pararam. Foi muito desafiante a todos os níveis. De repente, uma comunidade inteira – estudantes, professores, investigadores e colaboradores – teve de se adaptar e de encontrar uma nova forma de trabalhar. Nós estávamos preparados e habituados a trabalhar de uma determinada forma e, de repente, com maior ou menor preparação, tivemos de encarar uma nova realidade. Adaptámo-nos em tempo recorde. A nossa comunidade esteve muitíssimo bem, verdadeiramente à altura do desafio, que foi convertido numa oportunidade. Atualmente, temos implementado na Universidade o trabalho remoto, mas não dispensamos a proximidade e a presença, duas grandes marcas da Católica. A cultura da Católica passa pela presença, pelas interações, pelo convívio e partilha. Há um outro aspeto que foi reforçado durante a pandemia e que tem merecido a nossa especial atenção: a saúde mental. Temos várias iniciativas em curso que trabalham esta vertente junto dos vários elementos da nossa comunidade.

 

Para este novo mandato (2024-28) junta às suas responsabilidades o pelouro da Sustentabilidade…

A principal missão é ligar as várias iniciativas na área da sustentabilidade que já existem a nível nacional. Os quatro campi da Católica têm diversas iniciativas a decorrer neste âmbito e a ideia é pensar a sustentabilidade de uma forma integrada. Queremos conseguir um alinhamento nacional, ainda que a ação seja local. A sustentabilidade é um tema que não se esgota e a Universidade assumiu verdadeiramente este compromisso. Gosto muito deste tema, sinto uma grande afinidade com a área da sustentabilidade. Aqui no Porto, temos inúmeras iniciativas a decorrer. Ao nível do campus, têm sido dados passos importantes para a redução da nossa pegada ambiental. A implementação de medidas nesta área exige também disponibilidade para fazer investimentos. É preciso investir hoje para depois, a médio e a longo prazo, se obterem os resultados. Por exemplo, estamos já há algum tempo a trabalhar sobre o tema dos painéis fotovoltaicos e, conseguimos, só recentemente a aprovação para a instalação. Há inúmeros fatores que não dependem de nós e, por isso, é muito importante sermos persistentes. O INSURE.hub é um outro exemplo do trabalho da Universidade no domínio da sustentabilidade. Um projeto altamente inovador que trabalha no cruzamento de várias áreas de conhecimento pela sustentabilidade, inovação e regeneração. O grande objetivo é capacitar a sociedade e estarmos de portas abertas para colaborar com as empresas e com a sociedade civil por um planeta mais sustentável.

 

“Não nos podemos distinguir apenas a nível nacional, porque disputamos alunos, projetos e talento num mercado global.”

 

A Católica é uma Universidade voltada para a sociedade?
Sim, somos uma Universidade que olha para fora, que tem muito para dar e receber da comunidade. Procuramos interação, articulação e intervenção local. Estamos despertos para as necessidades da comunidade e exploramos muito a especificidade local e as nossas relações com as instituições e com as forças da cidade e da região. É estratégico e prioritário para nós. Estamos de portas abertas em todos os domínios, porque só assim é que faz sentido. A nossa atividade é desenvolvida no Porto, com especial foco na interação com o tecido empresarial e com sociedade do Norte, no entanto, trabalhamos para o país e para o mundo. O impacto da nossa atividade é global.

 

O número de alunos internacionais tem vindo a aumentar de ano para ano. O que é necessário fazer para consolidar este crescimento?

Os números têm sido cada vez mais expressivos, mas ainda há muito caminho a fazer. Aliás, devemos olhar para a internacionalização não apenas através do número de estudantes matriculados, mas, também, por exemplo, por via dos projetos de investigação internacionais que integramos ou por via dos docentes internacionais que conseguimos captar. A internacionalização trabalha-se em várias frentes e é um dos grandes desafios para os próximos anos. Não nos podemos distinguir apenas a nível nacional, porque disputamos alunos, projetos e talento num mercado global. Exige sermos cada vez melhores, mais inovadores, explorarmos os nossos pontos de diferenciação, estreitarmos relações com outras Universidades, com empresas e instituições em todo o mundo. Os formatos de ensino/aprendizagem têm mudado e criado a oportunidade de trazer outros públicos para a universidade, quer a nível nacional quer internacional. As mudanças demográficas e sociais trazem inúmeras oportunidades.

 

O que é que essa procura pela diversificação de segmentos implica?

Implica conhecer o mercado, analisar as tendências e conhecer os públicos e as suas necessidades. Que oportunidades é que o mercado nos está a apresentar? O que é que as pessoas procuram? Que tipo de respostas podemos dar? O que podemos oferecer a estes públicos para ir ao encontro do que precisam? As faculdades têm aqui um trabalho muito importante e, uma vez mais, o nosso campus multidisciplinar tem um caráter único e diferenciador. Muitas das respostas para os grandes desafios do futuro estão na abordagem multidisciplinar, no cruzamento entre diferentes áreas e nos contributos de cada uma para a análise e resposta ao desafio. Essa é uma característica diferenciadora do campus do Porto da Católica. Temos Direito, Artes, Ciências da Saúde, Enfermagem, Psicologia, Teologia, Economia e Gestão e Biotecnologia. Temos um ecossistema único que permite explorar diversos e diferentes projetos. A nossa dimensão também nos posiciona de forma interessante. Somos uma Universidade com uma dimensão que não é pequena, mas, também, não é demasiado grande. É uma dimensão que nos permite ser ágeis e trabalhar de forma próxima.

 

Atualmente, a Católica tem em curso o Athena, um programa de transformação organizacional.

A Católica está num processo de transformação. O Athena é uma iniciativa nacional, que implica todos os campi. Somos a única Universidade em Portugal com presença verdadeiramente nacional, com campi em Braga, Porto, Viseu e Lisboa, facto que é diferenciador e uma grande vantagem competitiva. O projeto Athena tem como objetivo a criação de serviços nacionais que possam potenciar essa diferenciação da Universidade, tornando-a mais eficiente e aumentando o nível de serviço aos seus diversos públicos.

 

Como é que mobiliza a sua equipa?

A minha equipa, tal como eu, assume verdadeiramente o espírito de missão. Tenho tido a sorte de trabalhar com pessoas excecionais. À equipa que trabalhou comigo nos últimos anos, nomeadamente à Professora Célia Manaia e ao Professor João Pinto, devo um agradecimento reconhecido, também ao Professor Manuel Fontaine, no primeiro mandato. Foram anos de muitos desafios, mas ficam todos os nossos conseguimentos. Fizemos acontecer, temos obra feita nos últimos anos e lançamos muitos projetos que espero concretizar e desenvolver no atual mandato. Para além da equipa que me acompanha diretamente, há uma comunidade muito envolvida – as faculdades e os serviços partilhados do Centro Regional do Porto. Somos uma comunidade, ouvimo-nos uns aos outros, apoiamo-nos, completamo-nos...

 

“A Católica, também, é uma força da cidade.”

 

Qual o papel das Universidades?

Sabemos bem que, em regiões onde temos uma universidade, há todo um ecossistema que se desenvolve, em vários domínios. Este ecossistema vai ter inegavelmente um retorno para a sociedade e para a economia. A Católica tem uma grande pegada na região, não só na população que formamos e que elevamos em termos de conhecimento, mas, também, no potencial que essa mesma população traz para a vida em sociedade. O trabalho que fazemos primeiramente tem de trazer respostas para a sociedade onde estamos inseridos e depois para o mundo. Para além do ensino, fazemos investigação, desenvolvemos a capacidade para refletir criticamente sobre grandes temas e para induzir políticas públicas, desenvolvemos uma estreita colaboração com a comunidade e com o tecido empresarial. Tudo isto tem repercussão e ressonância em múltiplos setores.

 

Como é o seu dia-a-dia na Católica?

O meu trabalho na Católica é tudo menos monótono. Passo muitas horas cá e os dias são sempre muito diversos e preenchidos com atividades que vão desde funções mais estratégicas a uma gestão de intervenção técnica e direta nas operações. Sendo membro da equipa reitoral, vou com frequência a Lisboa. Há sempre muito trabalho, muitas iniciativas a acontecer e muitas solicitações e convites de representação institucional a que acedo sempre que possível. Uma vez mais, a proximidade e a presença junto das instituições da região são uma prioridade para nós. Queremos estar perto das forças da cidade. A Católica, também, é uma força da cidade.

 

O que é que é mais desafiante no seu trabalho?

As pessoas. As pessoas são o maior ativo e, por isso, são elas que me desafiam a fazer melhor. Para além disto, há um enorme estímulo intelectual nesta interação, o que também é muito desafiante. A Católica traz uma enorme variedade de temas. Ora estamos a trabalhar em projetos na área da Biotecnologia, ora do Direito, da Gestão, das Artes, da Saúde ou da Teologia. Aprendo todos os dias.

 

“Penso que sou uma pessoa ponderada, gosto de compromissos e de equilíbrio.”

 

É engenheira de formação. Que competências é que a Engenharia lhe deu, indispensáveis para o cargo que ocupa?

A Engenharia traz muito pragmatismo e traz muita análise e otimização de processo. Desenvolve a capacidade de olhar para o problema e de o dividir em partes. Sou filha de um engenheiro e de alguma forma cresci a pensar assim. Tenho um perfil prático e penso logo na forma como vou abordar ou solucionar o problema. Claro que nem tudo é uma folha de Excel. Há muito valor que não se consegue mensurar numa tabela e, embora tenha um perfil pragmático, estou muito atenta a outras dimensões de valor.

 

Como é que se tomam decisões difíceis?

Eu tendo a não ser muito impulsiva, portanto, penso e discuto com outros se necessário. A diversidade de perspetivas é sempre enriquecedora. Apesar disso, há decisões que requerem quase uma resposta imediata e eu tenho de estar confortável para a tomada de decisão. A experiência de estar à frente do CRP, desde 2017, também traz essa confiança e determinação. Penso que sou uma pessoa ponderada, gosto de compromissos e de equilíbrio.

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Gosto imenso de estar com a minha família e com os meus amigos. Os meus amigos são aqueles de longa data. É sempre bom estarmos juntos e socializar. Gosto de ler, imenso de viajar, de passear e de fazer caminhadas à beira-mar. Também me divirto com trabalhos manuais. Não gosto de cozinhar, mas gosto de fazer cake design. Ensinei a minha filha que agora é muito melhor que eu (risos). Nos próximos tempos, quero fazer um curso de cerâmica.

 

Gosta de pôr as mãos na massa?

Gosto muito! Em tudo na vida em que me envolvo.

 

19-12-2024

Católica Learning Innovation Lab promove 3º Ciclo de Workshops Pedagógicos

O Católica Learning Innovation Lab- CLIL vai organizar mais uma edição doCiclo de WorkshopsPedagógicos,entre os dias 20 e 31 de janeiro de 2025.  

Dirigida aos docentes e investigadores dos quatro campi da Universidade Católica Portuguesa, a iniciativa visa  promover a reflexão e a partilha sobre a inovação pedagógica no Ensino Superior, desafiando os docentes e investigadores da UCP a implementarem novas práticas nas suas aulas.​ 

O programa conta com 26 workshops, em formato online, com diferentes temáticas relacionadas com inovação pedagógica, alguns dinamizados em colaboração o Transform4Europe Alliance, o consórcio INOV.Norte e o projeto PBL4COLLABTT.

As inscrições terminam no dia 12 de janeiro de 2025 e devem ser realizadas no seguinteFormulário.

 

Ver programa detalhado AQUI

 

19-12-2024

Universidade Católica celebra o Dia Nacional da Faculdade de Teologia

O Dia Nacional da Faculdade de Teologia reuniu alunos, docentes, colaboradores e investigadores de Braga, Lisboa e Porto. O evento, que decorreu a 13 de dezembro no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, contou com uma conferência proferida por Alberto Castro, docente da Católica Porto Business School, sobre Os desafios da economia à reflexão teológica, no Auditório Carvalho Guerra e, também, com a entrega de diplomas aos licenciados em Teologia e em Ciências Religiosas e aos mestres em Teologia. Na sessão marcaram presença Isabel Vasconcelos, vice-reitora da UCP, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, Ana Jorge, diretora da Faculdade de Teologia, Abel Canavarro, vice-diretor da Faculdade de Teologia, e D. Manuel Linda, bispo do Porto. 

A tarde foi preenchida com uma visita à Fundação de Serralves e com a celebração da Eucaristia, na igreja paroquial de São João da Foz do Douro, presidida pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda.

18-12-2024

Ordem de Malta atribui Grã-Cruz a professor da Escola das Artes


Em Roma, a 5 de Dezembro, o Conselho da Ordem Soberana e Militar de Malta atribuiu ao Prof. Doutor Gonçalo de Vasconcelos e Sousa, Professor catedrático e Presidente do Conselho Científico da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, a Grã-Cruz de Honra e Devoção.

Criada em 1113, a Ordem de Malta é uma organização humanitária católica reconhecida como entidade de direito internacional privado. Em especial no século XVIII, desenvolveu especiais relações históricas com Portugal, tendo sido particularmente importantes os Grão-Mestres Frei António Manoel de Vilhena e Frei Manuel Pinto da Fonseca. A Ordem Soberana e Militar de Malta possui relações diplomáticas com mais de 100 países, incluindo Portugal.
 

18-12-2024

Universidade Católica Portuguesa distinguida como “Instituição da Cidade do Porto” pela Irmandade dos Clérigos

A Universidade Católica Portuguesa foi homenageada como “Instituição da Cidade do Porto” pela Irmandade dos Clérigos na Gala de Aniversário que celebrou uma década da renovação da Torre dos Clérigos.

A Universidade Católica Portuguesa no Porto e a Irmandade dos Clérigos têm uma parceria que ao longo dos anos tem resultado em diversas iniciativas, quer no ensino, quer na investigação, como é exemplo a atribuição de bolsas de estudo a estudantes da Escola das Artes.

“É com grande honra que recebemos a distinção de “Instituição da Cidade do Porto” pela Irmandade dos Clérigos. Temos uma parceria consolidada e o que nos une é o compromisso com a comunidade, com a cidade e da cidade para o mundo”, afirma Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, que marcou presença na Gala de Aniversário

O Jantar de Gala de Aniversário dos Clérigos, que decorreu a 12 de dezembro no Palácio do Freixo, celebrou os 245 anos da Sagração e os 10 anos da Reabertura dos Clérigos após as obras de reabilitação (2014) do complexo dos Clérigos.

18-12-2024

Isabel Capeloa Gil participa na 3.ª edição da Beyond Profit Talk

No dia 10 de dezembro, a Fundação Santander promoveu a terceira edição da Beyond Profit Talk, by Fundação Santander Portugal, com o tema "Qual o poder das artes na sociedade?”, que contou com a participação de Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa.

O evento teve lugar no Auditório Santander, com a moderação de Martim Sousa Tavares, e contou com a intervenção de José Teixeira, empresário e presidente do grupo DST.

A discussão focou-se na importância das artes como motor de inovação e diferenciação no mundo empresarial. Em tempos de grande avanço tecnológico e industrial, a conferência destacou a necessidade de integrar valores culturais e humanos no contexto empresarial, tornando as empresas mais éticas, inovadoras e socialmente responsáveis.

Isabel Capeloa Gil sublinhou o papel fundamental das universidades, como a Universidade Católica, na formação de líderes com uma consciência cultural ampla e na promoção de uma cultura acessível a todos. “A universidade não deve ser um espaço de conforto, onde apenas se acrescenta saber nas áreas em que nos sentimos confortáveis; antes deve ultrapassar-se as linguagens específicas de cada área”, partilhou.

José Teixeira partilhou a sua visão sobre como a cultura pode beneficiar as empresas, destacando exemplos de como o investimento em arte e cultura contribui para a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores e, consequentemente, para o desempenho económico das empresas. "A cultura é o caminho mais curto para a abertura ao mundo", afirmou José Teixeira, destacando o impacto positivo que a arte tem na formação de indivíduos mais criativos e preparados para os desafios sociais e económicos.

A conversa revelou como as artes, ao serem incorporadas nas práticas empresariais, podem contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. A reflexão também abordou a importância de repensar a forma como as empresas e as universidades colaboram para criar um futuro mais humano e inovador.

Isabel Capeloa Gil concluiu sublinhando que “tornar os diplomados aptos para uma abordagem ampla e integradora dos desafios que se impõem às sociedades é a chave para formar cidadãos capazes de transformar o mundo de maneira mais justa e inclusiva".

17-12-2024

CASES distingue Universidade Católica pela promoção do voluntariado e formação cívica e solidária

A Universidade Católica Portuguesa foi, novamente, distinguida com o Selo de Qualidade Academia Voluntária 2024, atribuído pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, no dia 5 de dezembro, em Cascais.

Esta distinção reconhece o trabalho excecional da Católica na promoção da prática do voluntariado, alinhando-se com os objetivos de solidariedade e cidadania ativa no âmbito do ensino superior em Portugal.

O Selo de Qualidade Academia Voluntária visa destacar instituições de ensino superior que promovem ativamente atividades de voluntariado, aumentando o número de voluntários e assegurando a continuidade destas práticas. Este selo, para além de reconhecer o esforço das instituições, também funciona como uma ferramenta de monitorização e qualificação, garantindo o cumprimento de critérios rigorosos e a existência de resultados validados.

Entre as 16 instituições premiadas, a Universidade Católica destacou-se ao receber a Distinção de Mérito, atribuído a apenas 3 instituições. Este reconhecimento destaca o trabalho desenvolvido pelas equipas da Católica que promovem as iniciativas de voluntariado: CASO - CAtólica SOlidária, Ready to Help, Voluntaria*Te e VIDA – Voluntariado na Católica.

Iniciativas que promovem não só o voluntariado, mas também uma formação cívica e solidária dos seus estudantes, enquanto se desenvolvem importantes skills. É o caso de Alyse Kaweng Fan, estudante de Mestrado em Estudos da Cultura e voluntária do VIDA, que acredita que “há maior alegria em dar do que em receber”. No voluntariado do Projeto Vida, fez amigos, mas também desenvolveu “competências comunicativas e de autoconfiança”.

Também para Maria Leonor dos Santos Esteves, estudante de licenciatura em Gestão no campus de Viseu, e a experiência de voluntariado no Ready to Help, foi "transformadora”. Por isso, Maria acredita que “este reconhecimento é um reflexo do esforço de todos – estudantes, professores e parceiros – e reforça o nosso compromisso com os valores da responsabilidade social e do trabalho em equipa".

Para Margarida Rodrigues Quintas, estudante de licenciatura em Psicologia na Universidade Católica, do campus de Braga, e Voluntária no Voluntaria*Te, o voluntariado é muito mais do que uma atividade extracurricular “(…) é a escolha de dedicar o tempo e energia em prol dos outros, sem esperar nada em troca”.

“Profundamente enriquecedora”, é como Ana Beatriz Sá-Chaves e Costa, estudante de Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano no campus do Porto descreve a sua participação como voluntária na CASO – Católica Solidária. “Reconheço que o voluntariado teve e continua a ter um impacto profundo na minha vida, não apenas pela possibilidade de contribuir para a comunidade, mas também pelo crescimento pessoal e conhecimento do mundo que me proporciona”.

Com esta distinção, a Universidade Católica reforça o seu papel como um agente de mudança na sociedade, empenhando-se em cultivar o valor da solidariedade e em inspirar as novas gerações a contribuir ativamente para um futuro mais justo e inclusivo.

17-12-2024

Estudantes da Universidade Católica nos órgãos sociais da Federação Académica do Porto para o mandato 2025

Já são conhecidos os novos órgãos sociais da Federação Académica do Porto. Francisco Porto Fernandes é reeleito presidente da FAP e traz consigo uma nova equipa. Maria Teresa Santos, estudante da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica, mantém a sua função do mandato anterior como tesoureira e Bruno Duarte, estudante da Católica Porto Business School, integra o Conselho Fiscal, enquanto relator.

Os novos órgãos sociais da Federação Académica do Porto tomaram posse a 12 de dezembro numa cerimónia realizada na Real Companhia Velha. Na mesa de honra estiveram Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Joana Carvalho, vice-reitora da Universidade do Porto, Paulo Pereira, presidente do Politécnico do Porto, Armando Jorge Carvalho, presidente da Entidade Instituidora da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, e Catarina Araújo, vereadora da Câmara Municipal do Porto.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, afirmou, durante o seu discurso na cerimónia de tomada de posse da FAP, “Que a vossa dedicação e empenho sejam fonte de inspiração para todos os estudantes da academia do Porto. Devem continuar a trabalhar com o empenho e dedicação de sempre e também a contar com o apoio da Universidade Católica, e com a minha pessoa também.” Para a FAP, Isabel Braga da Cruz deseja que “continue a ser uma voz ativa e proativa na defesa dos interesses dos estudantes, garantindo que as suas necessidades e preocupações sejam ouvidas e atendidas.”

Esperam-se inúmeros desafios para 2025: “O trabalho da FAP continuará centrado na redução das desigualdades de oportunidades, no combate às alterações climáticas e na defesa dos direitos humanos. No topo da agenda, está a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, para devolver às instituições o exemplo de democracia.” Para o presidente da FAP, “sob o mesmo espírito de missão e com a mesma vontade e determinação, a FAP continuará subjugada a um só interesse: o dos estudantes.”

17-12-2024

O papel das Universidades na promoção da Saúde Mental | O contributo da Católica para o ODS#3

"Em 2015, foi definido o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) # 3: Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover do bem-estar para todos, em todas as idades, até 2030. No entanto, o mais recente Relatório de Saúde Mental da OMS (2022) indica que mil milhões de pessoas (mais de 1 em cada 8 adultos e adolescentes) em todo o mundo ainda sofrem de problemas de saúde mental, como depressão ou ansiedade.

Ademais, o Relatório sobre os ODS de 2024 salientou que os progressos globais são “alarmemente insuficientes”, ficando significativamente aquém das metas estabelecidas. Especificamente, no que diz respeito à saúde mental, espera-se uma redução de um terço da taxa de mortalidade por lesões autoinfligidas/suicídio até 2030 (indicador ODS 3.4.2.) Como é que este objetivo pode ser alcançado?

É essencial assumir uma abordagem integrada, desenvolvimental e sistémica. Neste contexto, as universidades têm um papel primordial neste ODS3 através do Ensino (como a formação de psicólogos), da Investigação (por exemplo, a identificação de preditores de saúde mental) e das atividades de Responsabilidade Social Universitária (tais como serviços na comunidade).

Na Universidade Católica Portuguesa temos trabalhado para melhorar a saúde mental e o bem-estar psicológico da comunidade, através da Clínica Universitária de Psicologia, um serviço prestado pela Faculdade de Educação e Psicologia, desde 2007.

Mas para além de uma abordagem psicoterapêutica, é fundamental uma abordagem precoce de promoção da saúde mental e de prevenção dos problemas de saúde mental. Por isso, na nossa universidade, temos desenhado e implementado inúmeras iniciativas, tais como o UCP2 Saúde Mental, um projeto recentemente lançado que visa criar um sistema integrado de promoção da saúde mental em estudantes universitários.

Também desenvolvemos iniciativas que visam promover competências de saúde mental em crianças e pais. Destas são exemplo o projeto “Sou Capaz”, que visa desenvolver nas crianças competências socioemocionais como a autoconsciência, o autocontrolo, a consciência social, a capacidade de relacionamento e a tomada de decisões responsáveis; assim como o programa “Aprender a Educar”, que promove práticas parentais positivas com o objetivo de promover a saúde mental.

Ao implementar políticas de apoio, prestar serviços psicológicos, criar e promover a sensibilização dos estudantes e da comunidade, as universidades desempenham um papel crucial na concretização do ODS #3."

Lurdes Veríssimo
Coordenadora da Clínica Universitária de Psicologia (CUP)
Professora na Universidade Católica Portuguesa

17-12-2024

Prémio ADN Jurista – Cavaleiro & Associados incentiva investigação na licenciatura em Direito

A Faculdade de Direito entregou a primeira edição do Prémio ADN Jurista – Cavaleiro & Associados, a partir de uma iniciativa inovadora entre este Programa e a Sociedade de Advogados, com vista a promover a investigação jurídica entre os melhores alunos do programa. No final, dos seis selecionados em fevereiro deste ano, três foram recompensados através de prémios monetários.

Marcando uma nova etapa no estímulo à investigação no 1º ciclo, Manuel Fontaine Campos, diretor da Faculdade, agradeceu à Sociedade Cavaleiro & Associados pela criação e apoio deste prémio inovador: “Este prémio tem como efeito produzir investigação; e o interessante é ser na altura da licenciatura cujos alunos não têm praticamente oportunidade de investigar desta forma tão profissional”.

João Quintela Cavaleiro, em representação da Sociedade, elogiou a iniciativa e o entusiasmo dos estudantes durante a competição citando a frase de Voltaire, “se não aceitas as mudanças do teu tempo, provavelmente não estás a aproveitar a melhor parte”, declarou louvando a excelência da Escola, dos seus alunos e de quem já por aqui passou.

Nesta competição foi atribuído o primeiro lugar a Tomás Carvalho Guerra, com o artigo “Acordos Algorítmicos: O Cenário do Digital Eye e uma Redefinição de Fronteiras do Direito da Concorrência”. Em segundo lugar ficou Inês Ribeiro, com o trabalho “A Deserdação no âmbito sucessório e a sua possível ampliação”, o terceiro lugar foi conquistado por Mafalda Cruz, autora do artigo “Desafios e oportunidades do novo Mercado Voluntário do Carbono Português”. O vencedor fez uma breve apresentação do seu artigo onde analisou a utilização dos algoritmos nos mercados atuais, destacando os desafios que representam para o Direito da Concorrência e a necessidade de redefinir as leis nesta área.

O prémio ADN Jurista – Cavaleiro & Associados, vem consolidar a parceria entre a Faculdade de Direito e a Cavaleiro & Associados, programa inovador da Escola de Direito que pretende contribuir para que os alunos possam desenvolver qualidades diferenciadoras como refletir criticamente, criatividade, espírito de iniciativa, e comunicar com clientes, pares e público em geral, sempre com um forte sentido ético.

16-12-2024

Pages