“Parte à descoberta do Mundo das Profissões” é o mote da Católica Porto Teen Academy. Uma academia de verão da Universidade Católica no Porto que proporciona aos estudantes do ensino secundário a oportunidade de explorarem diferentes profissões e áreas do saber. As inscrições para os diferentes cursos já estão a decorrer e as vagas são limitadas.
Este ano são nove os programas surpreendentes que apresentam atividades que vão dar aos estudantes do secundário a oportunidade de se sentirem mergulhados no ambiente académico, onde poderão experimentar a realidade de muitas profissões, contactar com docentes, com alunos e aprofundar o seu conhecimento sobre a Universidade Católica Portuguesa.
Na edição de 2024, a Católica Porto Teen Academy integra os programas:
No site da Católica Porto Teen Academy estão disponíveis todas as informações sobre cada um dos programas, bem como os detalhes das inscrições e as regras de funcionamento. Para qualquer esclarecimento adicional poderá enviar e-mail para teenacademy@ucp.pt
A instalação Travelogue (2006), de Pedro Barateiro, está exposta no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa. Esta exposição, com curadoria de Joana Valsassina, é a quarta iniciativa organizada no âmbito da adesão da Universidade Católica Portuguesa ao corpo de Fundadores da Fundação de Serralves e integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves.
Pedro Barateiro encontra na investigação de arquivo e na criação de microficções estratégias para desmontar narrativas históricas e contemporâneas que continuam a sustentar a cultura hegemónica ocidental. Na obra Travelogue, o artista apresenta uma compilação de imagens retiradas de filmes de propaganda do Estado Novo, outrora exibidos no início de sessões de cinema enquanto reportagens que documentavam o crescimento de cidades e a criação de infraestruturas nas antigas colónias portuguesas, em Angola e Moçambique. A estrutura de projeção concebida por Barateiro reforça o anacronismo destas imagens, que revelam hoje, mais do que a construção de cidade, a edificação de uma ideologia.
Esta instalação integra a exposição “Mãos sobre a cidade”, que apresenta um conjunto de obras de artistas portugueses e internacionais representados na Coleção de Serralves que se debruçam sobre a realidade urbana contemporânea, investigando processos de ordem física, económica, social e cultural que moldam a vida na cidade. Mãos sobre a cidade inclui também um núcleo expositivo que reúne obras de diversos artistas no campus de Lisboa, e a apresentação de obras dos artistas E. M. Melo e Castro e Gordon Matta-Clark, nos Centros Regionais de Braga e Viseu da Universidade Católica Portuguesa.
A apresentação da exposição decorreu a 29 de fevereiro e contou com a presença do artista Pedro Barateiro, de Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP, de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP no Porto, de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves, e de Joana Valsassina, a curadora da exposição.
No mesmo dia da inauguração, decorreu também uma performance de Pedro Barateiro no Auditório Ilídio Pinho. Denominada "Como Fazer uma Máscara / How to Make a Mask”, a obra assumiu a forma de um monólogo, acompanhado por um conjunto de imagens projetadas, onde a pessoa que lê o texto tenta pensar a questão da máscara, através de dispositivos de linguagem e imagem e exemplos que vão da história do teatro ocidental a testes de personalidade. O evento fez parte do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, um programa com co-curadoria de Lilia Schwarcz (antropóloga e historiadora brasileira) e Nuno Crespo (diretor da Escola das Artes), que contempla uma agenda de concertos, conferências, exposições e performances, que vão decorrer entre 16 de fevereiro e 24 de maio. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA).
O acordo celebrado entre a Católica Porto Business School e a FETALDISC, empresa fundada por investigadoras do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), tem por base uma análise do potencial de mercado do FETALIX, um biomaterial inovador inspirado em tecidos fetais para o tratamento da degeneração do disco intervertebral, uma das grandes causas de dor lombar.
Esta parceria entre as duas entidades é um reflexo do compromisso da própria Católica Porto Business School em fortalecer a ligação entre o meio académico e o empresarial.
Para liderar este desafio, foi formada uma equipa que conta com a participação de João Novais, Docente convidado, Pedro Pinto, Industry Fellow, e Francisco Mota, Mestre em Finanças pela Católica Porto Business School desde outubro de 2023 e que integrou o projeto em novembro do mesmo ano. A inclusão de um antigo aluno sublinha a importância do programa educacional da Católica Porto Business School que se destaca, não só pela qualidade académica, mas também pela capacidade de preparar os seus alunos para enfrentarem desafios reais do mercado. Francisco Mota salienta: “É uma oportunidade única de aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do meu percurso académico num projeto tão inovador e com um potencial impacto tão grande. Estou entusiasmado por poder contribuir para a análise financeira desta patente, que representa um avanço tecnológico importante”.
Para além do impacto económico e tecnológico, o FETALIX tem o potencial de oferecer uma alternativa de tratamento menos invasiva e mais acessível para a dor lombar. Esta abordagem pode levar a uma redução significativa nos custos de saúde associados a esta condição, melhorando ao mesmo tempo a qualidade de vida dos pacientes.
Esta parceria entre a FETALDISC e a Católica Porto Business School ilustra, com sucesso, a forma como a colaboração entre o tecido empresarial e a academia pode ser frutífera, unindo esforços no sentido de promover inovações tecnológicas com um forte impacto social e económico.
Com o objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade em adquirir experiência prática durante o 2º Ciclo de estudos, a Faculdade de Direito alargou a sua oferta de estágios curriculares em três Tribunais Judiciais - Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este e Tribunal Judicial da Comarca do Porto. As candidaturas para a segunda fase dos mestrados estão abertas de 6 de março a 2 de maio, possibilitando aos interessados iniciar uma jornada educacional e profissional integrada.
Maria Luís Gaspar, estagiária no Juízo Local Criminal do Porto, destaca a importância desta oportunidade: "Se é certo o que dizem e, na prática, a teoria é mesmo outra, então o programa de estágios proporcionado pela Universidade Católica, em colaboração com o Conselho Superior da Magistratura, é o projeto ideal para um recém-licenciado em Direito. (…) A realização do Mestrado, na Faculdade de Direito da Católica, no Porto, preenche todas as expectativas que, à partida, se criam: um ensino de exigência, sólido e de proximidade. (…) A Católica, no Porto, tem a clara intenção em formar mestrandos conscientes e preparados para todo o tipo de realidades".
Já Maria Leonor Moreira Pinto partilha a sua experiência e benefícios do estágio no Juízo do Trabalho do Tribunal Judicial da Comarca do Porto: “O programa de estágios curriculares celebrado, de forma inovadora e pioneira, entre a Faculdade de Direito da Universidade Católica e o Conselho Superior da Magistratura, tem-me permitido acompanhar os bastidores do universo judicial (laboral), da perspetiva única dos próprios magistrados judiciais. A complexidade dos problemas jurídicos com que muitas vezes me deparo desafiam-me a aplicar e refletir sobre muitos dos temas abordados em aula. Este processo analítico é extremamente estimulado no Mestrado em Direito do Trabalho que, conjugado com a profundidade e latitude com que os diversos temas são abordados, permite-me ter uma visão crítica sobre os diferentes casos em tramitação, razão pela qual considero esta experiência um complemento essencial e enriquecedor da minha formação em Direito Laboral.”
Rita Fabiana da Mota Soares, juíza e membro do Conselho Superior de Magistratura “congratula-se com o envolvimento da Faculdade de Direito numa iniciativa que revelará vocações e definirá futuros para muitos dos seus alunos”.
As candidaturas devem ser realizadas através da plataforma online. Para informações adicionais e esclarecimentos consulte o site ou contacte através do email sa.direito.porto@ucp.pt. As aulas estão programadas para iniciar em 16 de setembro de 2024.
O 2º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP, promovido pelo CLIL – Católica Learning Innovation Lab, integrou um conjunto de 25 workshops inovação pedagógica dinamizados por 30 docentes, investigadores e técnicos superiores. A 2ª edição do evento, destinada a docentes e investigadores dos quatro Centros Regionais da Universidade Católica Portuguesa (UCP), conseguiu mobilizar 369 participações nas diferentes sessões temáticas, ao longo de três semanas.
“Este número de participações é muito satisfatório, porque demonstra o interesse efetivo da comunidade docente da UCP por temáticas de inovação pedagógica”, refere Diana Soares, coordenadora do CLIL e docente na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP).
25 workshops sobre inovação pedagógica
O programa do 2º Ciclo de Workshops incluiu 25 workshops/sessões temáticas, 20 em formato online e 5 presenciais, dinamizados por 30 docentes, investigadores e técnicos superiores internos e externos à UCP. As sessões presenciais, que decorreram de 30 de janeiro a 16 de fevereiro, foram promovidas em cooperação com os Projetos CApS – Aprendizagem-Serviço e ERASMUS+ PBL4COLLABTT / PBL4TEA.
“Os workshops foram permeados por partilhas de experiência, debates e reflexões sobre diferentes abordagens de inovação pedagógica no Ensino Superior. Os desafios e as potencialidades da implementação de metodologias ativas em sala de aula foram discutidos à luz de distintos contextos, respeitando, por um lado, as especificidades de cada área científica e, por outro, fomentando aprendizagens entre pares interdisciplinares.”, acrescenta a coordenadora do CLIL.
Próximo passo: constituição das Comunidades de Aprendizagem e Prática
O 2º Ciclo de Workshops permitiu apurar os interesses formativos da comunidade docente em termos de inovação pedagógica. Estes interesses servirão como ponto de partida para o lançamento das Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP), previsto para o mês de março de 2024.
“Finalizado o 2º Ciclo de Workshops, vamos agora avançar com o lançamento das CAP na UCP. Estas Comunidades, abertas aos docentes dos quatro centros regionais da Universidade, visam proporcionar aos professores a oportunidade de integrarem um grupo ou comunidade, que irá explorar novas metodologias e estratégias pedagógicas que permitem a reformulação de práticas pedagógicas”, finaliza Diana Soares.
O programa das CAP e o processo de inscrição na atividade serão, brevemente, divulgados.
Nuno Crespo, Diretor da Escola das Artes, lançou, na passada sexta-feira, dia 1 de março, em Lisboa, o livro “Textos Públicos – Arte Portuguesa Contemporânea 2003-2023”.
Trata-se de uma publicação que pretende contribuir para a construção da memória dos diferentes momentos e contextos artísticos, ajudando a perceber aquilo que foi, em linhas gerais e necessariamente incompletas, a receção do trabalho de um conjunto de artistas e, assim, contribuir para uma história da arte portuguesa contemporânea nos primeiros 20 anos do século XXI.
"Os textos que se seguem são todos de ocasião: responderam a momentos expositivos e disseram sempre respeito a escolhas pessoais”, sublinhou Nuno Crespo.
Para o Diretor da Escola das Artes “este livro não é só sobre presenças, mas também sobre ausências: faltam artistas, exposições e obras, fundamentais não só no contexto da arte portuguesa contemporânea, mas também na maneira como são referências, ainda que invisíveis e discretas, no modo de ver e entender muitas das exposições aqui presentes”.
A sessão de apresentação do livro iniciou às 19h00, na Brotéria, em Lisboa, e contou com a presença do autor, Nuno Crespo, sendo conduzida por Bárbara Reis, jornalista do público, e pelo artista José Pedro Cortes.
23 estudantes estrangeiros e 18 estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) partilharam as suas experiências de mobilidade internacional no encontro mensal do FEP-UCP Intercultural Circle: International Meetings, que aconteceu, no dia 21 de fevereiro, Dia Internacional da Língua Materna.
A iniciativa de caráter mensal pretende facilitar a transição e a inclusão de estudantes e investigadores internacionais recém-chegados à FEP e celebrar a diversidade cultural.
O objetivo é que estes encontros sejam um espaço de diálogo aberto e de suporte, onde estudantes e investigadores internacionais possam partilhar as suas experiências, discutir os desafios inerentes à adaptação a um novo contexto e encontrar suporte. No fundo, visa-se criar um sentimento de pertença destes estudantes e investigadores à comunidade FEP-UCP e promover a sua adaptação e bem-estar.
Partilha de experiências e de desafios inerentes à mobilidade
Os 23 alunos estrangeiros que participaram na primeira sessão desta iniciativa, chagaram à FEP vindos da Itália, Roménia, França, Espanha, Equador e Brasil.
Durante o encontro, os estudantes internacionais puderam apresentar-se e conversar com os alunos da FEP, que já participaram em programas de mobilidade internacional, sobre as suas experiências e desafios noutros países.
Aproveitando o mote do Dia Internacional da Língua Materna, os estudantes partilharam uns com os outros expressões das suas línguas nativas, cantaram músicas dos seus países de origem e planearam as atividades que irão decorrer, ao longo do semestre.
Patrícia Oliveira-Silva, membro da Direção da FEP para a Internacionalização, explica a importância da iniciativa: “Ao cruzarmos as fronteiras, ou ao convidarmos outros a cruzarem as fronteiras que nos separam, estamos a abrir as portas para mundos completamente novos e, muitas vezes, desconhecidos. E é com muito entusiasmo que desejamos acompanhar todos os estudantes e investigadores internacionais nesta jornada de descoberta da nossa comunidade académica, da riqueza da nossa cultura e de tudo aquilo que nos enche de orgulho dentro da nossa faculdade.”
Os estudantes internacionais recém-chegados à FEP e os alunos portugueses que já participaram em programas de mobilidade receberão um convite mensal para integrarem estes encontros, através da Associação de Estudantes da FEP (AE FEP UCP) e da Direção da Faculdade de Psicologia.
Para Marta Nogueira, Presidente da AE FEP UCP, “o espírito de inclusão de todos os estudantes da FEP foi demonstrado pela presença neste encontro. Estes encontros são sem dúvida acontecimentos de extrema relevância e que refletem a importância da diversidade e do diálogo entre as várias culturas.”
Cerca de 70 estudantes voluntários da Universidade Católica no Porto participaram num evento de formação organizado pela CAtólica SOlidária (CASO). A iniciativa contou com a presença de três voluntários convidados que foram desafiados a partilhar o seu testemunho.
Pedro Avides Moreira, conhecido pelo seu trabalho no projeto "Pobreza Envergonhada", partilhou as suas experiências de ter assumido a liderança do projeto “Novo Caminho”. O convidado inspirou os participantes para os desafios associados à pobreza. Já Bárbara Barros, presidente do Banco Alimentar do Porto, trouxe a sua vasta experiência em voluntariado, destacando a importância do compromisso. José Veiga, gestor de projetos e voluntariado da Associação Bagos D`Ouro, partilhou a sua visão sobre a importância do voluntariado e do serviço. Referiu também o impacto que um simples sorriso ou um “bom dia” têm na vida de uma pessoa.
A sessão de formação, que decorreu a 27 de fevereiro no campus da Católica no Porto, teve como objetivo principal reforçar o compromisso e a motivação dos voluntários, realçando a importância crucial do seu papel na Comunidade.
A CASO reitera que a formação é um elemento-chave na promoção da motivação dos voluntários, capacitando-os a desempenhar um papel mais eficaz nas diversas iniciativas sociais. Este evento proporcionou uma oportunidade valiosa para a troca de experiências e para o convívio, criando uma atmosfera de colaboração e inspiração entre os vários voluntários das faculdades da Universidade Católica no Porto.
A partir de uma base disciplinar centrada nas biociências e tecnologia, e complementada com disciplinas de vários ramos das humanidades e ciências sociais (direito, filosofia, psicologia e gestão), a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica acaba de lançar a Licenciatura em Ciências e Sociedade. Inspirada em programas das melhores universidades mundiais, este é um curso multidisciplinar onde os estudantes irão desenvolver competências já identificadas como essenciais para o sucesso no séc. XXI. Estão envolvidas seis faculdades da Universidade Católica e cada aluno tem a oportunidade de construir um percurso ajustado aos seus interesses específicos. O objetivo último é preparar os estudantes para abraçar os grandes desafios que a Sociedade enfrenta, incluindo aqueles que ainda nem se conhecem verdadeiramente.
Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, realça que “A exigência da sustentabilidade, a generalização da inteligência artificial, a nova (des)ordem da política mundial, as falhas de inclusão e a necessidade de redução das desigualdades mundiais são desafios maciços para a nossa Sociedade. São necessárias novas gerações de profissionais preparados com lógica interdisciplinar para conseguir abarcar problemas tão abrangentes como os que encaramos.”
Vocacionada para estudantes intelectualmente curiosos, que querem abraçar a incerteza e torná-la uma oportunidade para (re)imaginar e (re)inventar o futuro, esta é uma licenciatura para quem procura uma base científica para entender o vasto mundo à sua volta.
“O primeiro ano foca-se na preparação em disciplinas científicas e das humanidades – no segundo e terceiro anos o trabalho centra-se essencialmente em projetos autónomos e multidisciplinares em torno de problemas concretos” refere Tim Hogg, coordenador da nova licenciatura, acrescentando que “estão disponíveis muitos créditos em unidades curriculares opcionais para permitir uma personalização do percurso.” Os estudantes vão moldar o seu percurso de aprendizagem aos seus interesses enquanto treinam competências como a liderança, a autonomia e a capacidade de criar pontes inovadoras entre diferentes áreas de conhecimento.
Os licenciados em Ciências e Sociedade vão poder ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir os estudos através de mestrados e outras formações complementares. “O percurso profissional dos formados em C&S em outros países mostra que o potencial é extraordinário: desde a política à administração, passando pela criação de startups tecnológicas, consultadoria criativa e gestão de topo em múltiplas indústrias, são pessoas que sabem ler o contexto, mobilizar recursos e tirar partido da incerteza,” conclui Paula Castro.
“Portugal sem Pobreza: desafios e oportunidades” foi o título da conferência organizada pela Cáritas em parceria com a Universidade Católica Portuguesa no Porto e pela Cáritas Diocesana do Porto. No evento, que reuniu entidades e personalidades do setor social, universitário e empresarial, foi apresentado o estudo “Pobreza e exclusão social em Portugal: uma visão da Cáritas”, que indica que no período entre 2019 e 2023 "não se observaram progressos significativos no combate à pobreza mais extrema no país". Eis um grande desafio que persiste e que, segundo a Cáritas, precisa de “políticas mais exigentes e mais direcionadas aos segmentos mais vulneráveis da população".
“O assunto da pobreza deve convocar-nos a todos para ajudar a encontrar soluções para este problema social sério do nosso país”, afirma Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa no Porto, na sessão de abertura. Ideia reforçada por Paulo Gonçalves, presidente da Cáritas Diocesana do Porto. A pró-reitora refere, também, que “a Universidade Católica no Porto tem vindo a trabalhar os temas da responsabilidade social em várias dimensões – ensino, investigação, extensão universitária, e, por isso, sente-se profundamente comprometida com os valores que a Cáritas defende. Também a Universidade procura contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.”
O evento, que teve como propósito debater os principais problemas que afetam o país, traçando um panorama da luta contra a pobreza e exclusão em Portugal e simultaneamente procurando traçar cenários futuros que perspetivem a sua erradicação, decorreu a 27 de fevereiro.
Estudo do Observatório da Cáritas
“Portugal é um país onde subsistem níveis elevados de pobreza e exclusão extremas. Em 2023, de acordo com as estatísticas do INE, mais de 500 mil indivíduos viviam numa situação de privação material e social severa. Entre 2019 e 2023, não se observaram progressos significativos no combate à pobreza mais extrema em Portugal. Em várias dimensões a situação até se deteriorou. O aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo ou sem capacidade de manter a casa aquecida são disso exemplos claros”, refere o estudo.
Durante o evento, foi Nuno Alves, do Observatório de Pobreza e da Fraternidade da Cáritas, a apresentar os principais resultados do estudo “Pobreza e exclusão social em Portugal: uma visão da Cáritas”.
“Acreditamos que esta reflexão feita através da identidade e da missão da Cáritas, poderá ser um contributo para a sociedade, mas também para todos os decisores políticos que têm na sua atividade a possibilidade de desenhar políticas de resposta adequadas à resolução dos problemas daqueles que se encontram mais vulneráveis”, afirma Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa.
A Cáritas e a Universidade Católica
João Neves Amado, membro do Conselho da Direção da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa e vogal da direção da Cáritas Diocesana do Porto, apresentou o estudo de caso “Extensão Universitária da Católica com a Cáritas Diocesana do Porto”. Nesta apresentação deu a conhecer a parceria que existe entre a Cáritas e a Escola de Enfermagem (Porto), no âmbito da prestação de cuidados de saúde através do Centro de Enfermagem da Católica.
Durante o evento, houve, também, momento para um debate. Subordinado ao tema “Pobreza e exclusão social em Portugal: Um problema de todos”, o debate, moderado por Rui Saraiva, jornalista e correspondente do Vatican News, contou com a participação de Américo Mendes, docente da Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica Portuguesa no Porto, de Liliana Lopes, da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023, de Margarida Ferreira Marques, da Coordenação do Hub Economia de Francisco em Portugal, e de Pedro Fraga, da direção da Conferência Empresarial de Portugal.
Liliana Lopes mencionou a importância de haver um “escrutínio dos programas eleitorais sobre o que dizem relativamente à pobreza” e Américo Mendes refere que o “centralismo é um problema” no combate à pobreza e que “é preciso combater a ideia de que as IPSS são subsídio-dependentes. O correto é afirmar que recebem do Estado o pagamento pelos serviços que prestam a toda a comunidade”. Já Margarida Ferreira Marques sublinhou a importância de se trabalhar pela dignidade do trabalho e de ser necessário “olhar a realidade e ligarmo-nos”. Pedro Fraga alertou para o facto de “ser necessário criar as condições para o aumento dos salários, apostando na qualificação dos empresários e em alterações de política fiscal”..
O evento decorreu no âmbito da Semana Nacional da Cáritas. Com o tema “Cáritas, O Amor que Transforma”, esta semana pretende dar “cara” a todos aqueles que diariamente procuram a Cáritas na expectativa de um sinal de esperança. A Universidade Católica Portuguesa associou-se à causa, num compromisso de partilha dos valores desta causa.