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Estudantes de mestrado das faculdades de Educação e Psicologia e de Ciências Humanas participam em projeto de colaboração na área da Psicologia

Estudantes do Mestrado em Psicologia da área de especialização em Psicologia Clínica e da Saúde, da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP–UCP/Porto), e do Mestrado em Psicologia do Bem-Estar e Promoção da Saúde, da Faculdade de Ciências Humanas (FCH -UCP/Lisboa), juntaram-se para um projeto colaborativo intrainstitucional que visou a promoção de competências científicas e transversais: pensamento crítico, comunicação, capacidade de resolução de problemas e de trabalho em equipa.

Partindo da reflexão sobre a teoria e a investigação em vinculação e os expectáveis resultados de desenvolvimento na idade adulta, bem como de estudos sobre a relação entre a vinculação, a saúde, a doença e a utilização dos serviços de saúde, os estudantes de ambas as faculdades da Universidade Católica tiveram a oportunidade de equacionar e discutir sobre as respetivas implicações para o trabalho desenvolvido pelos psicólogos nos contextos de intervenção da Psicologia da Saúde e da Psicologia Clínica. O projeto colaborativo, que decorreu a 30 de outubro na modalidade online, sublinhou o caráter holístico da atuação destes profissionais.

Enquadrado numa lógica de diferenciação curricular, o projeto de colaboração realizou-se no âmbito das unidades curriculares de Psicopatologia do Desenvolvimento (FEP) e Promoção da Saúde e Qualidade de Vida na Idade Adulta (FCH) do 1º ano dos respetivos mestrados, sob a coordenação das docentes Vânia Sousa Lima (FEP) e Rita Francisco (FCH). Uma iniciativa que dá sequência à parceria entre as duas faculdades da Universidade Católica Portuguesa e que promove, junto dos estudantes, o desenvolvimento de competências nucleares no futuro exercício profissional enquanto Psicólogos.

16-11-2023

From Lab to Life: Conversations with Our Researchers

14-11-2023

Research Grant - Project Therm4skin - BI-1

14-11-2023

Research Grant - PeptiBiotics - BI - 1

14-11-2023

Entrega dos Diplomas aos licenciados em 2022/23: Católica no Porto celebra o percurso dos mais de 550 novos diplomados

“A Católica proporcionou-me momentos que vou guardar para toda a minha vida”: uma das muitas partilhas de alguns dos mais de 550 estudantes que receberam o diploma de conclusão de licenciatura 22/23 pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto. A felicidade, a realização e o espírito de missão cumprida encheram o Auditório Ilídio Pinho durante a Cerimónia de Bênção e Entrega de Diplomas, um momento especialmente marcante para as centenas de recém licenciados, familiares e docentes.

“Dou-vos os parabéns. Chegaram muito bem ao vosso porto”, começou por dizer Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP. “Faço votos para que continuem a avançar e, assim, a criar novos mundos”, acrescentou. A reitora da UCP recordou, também, algumas das mensagens deixadas pela Papa Francisco aquando da sua visita à UCP, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude 2023, e desafiou os novos diplomados para a responsabilidade e para a coragem: “A responsabilidade implica a coragem de transformar e significa estar presente onde a mudança está a acontecer.”

“O diploma que entregamos hoje tem um valor simbólico. Marca o termo de um percurso de preparação para a vida”, afirmou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, durante a sua intervenção na cerimónia, felicitando os novos diplomados pelo seu percurso. Afirmou, também, que este momento reconhece “o empenho, dinamismo e qualidade com que a Universidade Católica aposta em formar pessoas – com foco no futuro desempenho profissional, mas sempre procurando fortalecer o lado humano, de boa pessoa e bom cidadão, de cada um.”

 

Um diploma que “vos coloca ao serviço da humanidade”

Segundo Isabel Braga da Cruz, “a Universidade renova-se em cada ciclo letivo e a sua afirmação consolida-se com os novos diplomados que concluem o seu percurso académico e que partem agora para outras paragens e novos desafios profissionais”.

A cerimónia, que decorreu a 8 de novembro e que começou com o tradicional hino académico, ficou marcada por discursos e mensagens inspiradoras e pela presença dos diretores e docentes de todas as faculdades: Católica Porto Business SchoolEscola das ArtesEscola Superior de BiotecnologiaFaculdade de Direito da Escola do PortoFaculdade de Educação e PsicologiaFaculdade de TeologiaFaculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto.

Um ambiente de celebração e de reconhecimento que abre portas para “um novo mundo de possibilidades e oportunidades, que com determinação e empenho permitirão crescer, melhorar e concretizar os vossos sonhos”, referiu Isabel Braga da Cruz.

Também Dom Manuel Linda, bispo da Diocese do Porto, felicitou todos os diplomados, afirmando “Participo da vossa alegria e faço confiança para que cada um de vocês seja parte ativa da transformação do mundo”. Para Dom Manuel Linda, o diploma tem “uma dimensão fortemente social, porque vos coloca ao serviço da humanidade.”

 

Agora alumni da Universidade Católica

“Cá estaremos como retaguarda ou como ponto de partida para cada nova caminhada que se venha a desenhar”, afirmou a pró-reitora da UCP, Isabel Braga da Cruz. Durante a cerimónia, Nuno Brochado de Agarez, diplomado da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, discursou em representação de todos os novos licenciados: “De ora em diante, fazemos parte da rede alumni, prontos para servir a nossa alma mater.”

Durante a cerimónia decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito das faculdades e de instituições parceiras: os Prémios Caixa Geral de Depósitos (Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Educação e Psicologia, Instituto de Ciências da Saúde – Porto, Escola do Porto da Faculdade de Direito e Faculdade de Teologia), a Bolsa D. Júlio Tavares Rebimbas, o Prémio Fundação Amélia de Mello, o Prémio S. Francisco de Assis e o Prémio Comendador Arménio Miranda. Foi, também, entregue o Prémio de Mérito Francisco Carvalho Guerra, atribuído pela Faculdade de Direito da Escola do Porto ao aluno com a melhor média final na licenciatura em Direito, e o Prémio de Mérito da Escola Superior de Biotecnologia, atribuído pela faculdade a três alunos com a melhor média final de licenciatura.

Rumo a novas paragens, os mais de 550 licenciados no ano letivo de 22/23 não esconderam a vontade e o entusiasmo de prosseguir caminho e de abraçar outros desafios. Têm a certeza de que “o diploma não é só o diploma”, diziam, mas “é o culminar de uma etapa onde a Universidade Católica no Porto foi uma casa para nós”. Os estudantes que finalizaram a sua licenciatura na Universidade Católica no Porto tornaram-se agora alumni da Universidade.

09-11-2023

Católica marca presença na Tomorrow Summit 2023: ODS no centro do debate

A Universidade Católica Portuguesa no Porto esteve presente, pelo sexto ano consecutivo, na Tomorrow Summit, um evento organizado pela Federação Académica do Porto. Discutir o amanhã, refletindo e contribuindo para a execução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, foi o mote desta edição que pretendeu afirmar a educação como o garante do desenvolvimento económico e social.

João Pinto, membro da comissão executiva da Católica no Porto e docente da Católica Porto Business School destaca que “é com muito orgulho que somos parceiros da Tomorrow Summit desde o início e, este ano, mais ainda porque o grande tema estava alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, numa perspetiva de contribuir para a discussão do futuro e para o debate das grandes transformações como resposta aos principais desafios societais,” referiu.

Nuno Sousa e Silva, docente da Faculdade de Direito – Escola do Porto, participou na talk “Os dois lados da Inteligência Artificial”. Manuel Fontaine, docente e diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, integrou o júri do concurso “5 minutos de tese”, onde estudantes de Mestrado e Doutoramento do país comunicaram ideias sustentáveis e eficazes para melhorar o mundo atual. A Universidade Católica no Porto e as suas faculdades – Católica Porto Business School, Escola das Artes, Escola do Porto da Faculdade de Direito, Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, Faculdade de Educação e Psicologia -, estiveram, também, presentes na Tomorrow Room, um espaço que se centra no contacto entre a academia, o tecido empresarial e os estudantes numa ótica de partilha de conhecimento.

Segundo a organização da Tomorrow Summit 2023, que decorreu nos dias 7 e 8 de novembro no SuperBock Arena, “a Tomorrow Summit assume-se como um ecossistema de inovação, investigação e tecnologia, através do qual se pretende liderar a discussão pelo “amanhã”, inspirando as novas gerações.

 

Fotografia: Federação Académica do Porto

09-11-2023

Escola das Artes promove programa conjunto com Porto Post Doc

A Escola das Artes é parceira, mais uma vez, do Porto/Post/Doc: Film & Media Festival, promovendo nos próximos dias 21, 22 e 23 de novembro um programa conjunto com o festival, que inclui três masterclasses.

PROGRAMA: 

21 de novembro, 16h00, Auditório Ilídio Pinho
Masterclass com María Elorza

Nesta aula, María Elorza irá partilhar os seus métodos e estratégias de trabalho, com especial enfoque na passagem do formato curto para a longa-metragem, a partir do seu próprio percurso.

A aula será dada em castelhano


22 de novembro, 18h30, Auditório Ilídio Pinho
Masterclass com Leo Goldsmith

Nesta aula aberta, o crítico norte-americano habituado a escrever em publicações internacionais como 4Columns, Film Comment, e-flux e The Brooklyn Rail irá abordar o documentário enquanto ficção especulativa/ficção científica, ou seja, como o documentário pode narrar o futuro. Em particular, o crítico abordará a obra de Peter Watkins e os seus filmes “pro-encenados” (Punishment Park, The War Game) e como estes usam técnicas documentais para antecipar cenários futuros. Paralelamente, Leo Goldsmith analisará também exemplos contemporâneos como Riotsville USA, The Rehearsal e Mato Seco em Chamas.

A aula será dada em inglês.
 


 

23 de novembro, 18h30, EA230
Masterclass com Éric Baudelaire

Nesta aula, Éric Baudelaire irá desenvolver o seu conceito de “faire avec”, isto é, irá explicitar de que forma o seu cinema reflete um entendimento colaborativo da criação artística e, em particular, abordará a natureza da sua parceria com a diretora de fotografia Claire Mathon e a montadora Claire Atherton.

A aula será dada em inglês.
 

A entrada nos eventos é gratuita.

09-11-2023

Maria Coelho: “Há muito caminho para fazer na área da Bioeconomia Azul”

Maria Coelho é bióloga e gestora. É a atual coordenadora executiva do B2E – CoLAB para a Bioeconomia Azul. Fez o MBA Internacional da Católica Porto Business School, movida pela vontade de adquirir conhecimentos na área da Gestão. Com uma carreira que dividiu também com a Ciência, considera ser essencial a “criação de pontes entre a investigação e o mercado”. Com uma missão nos campos da sustentabilidade, e mais concretamente na área da Bioeconomia Azul, olha para o futuro com esperança e acredita que “vamos ser capazes de mudar o paradigma”. Nos tempos livres? Gosta de estar com amigos e família e dançar Lindy Hop.

 

Licenciou-se em Biologia. Porquê esta escolha?

Foi surpreendente para muita gente, porque esperavam que fosse seguir Direito. No décimo ano, tive uma professora simplesmente brilhante que me fez despertar para a área da Biologia, pela forma como nos apresentava o mundo, sempre tão interessante e aliciante. Felizmente, cresci numa família que me deixou escolher livremente e, por isso, apesar de ter havido algum espanto por decidir escolher esta área, sempre me apoiou.  

 

O que é que mais marcou a sua infância?

Quando  penso na minha infância, penso na casa das minhas tias-avós. Tinha um grupo de tias-avós solteiras e cresci no meio delas. Costumo dizer que tive a sorte de crescer com várias avós. Passaram-me valores muito importantes. Este contacto com pessoas mais velhas teve o seu efeito … A minha professora primária dizia que eu utilizava palavras muito caras (risos).

 

Depois de formada, começa a sua carreira pela área da investigação. Quando é que despertou o interesse por esta área?

Na verdade, o interesse pela investigação só surge no último ano do curso, quando tive de desenvolver um projeto de investigação. Nessa altura, decido ir fazer Erasmus, no Instituto de Neurociências de Salamanca. Foi aí que desabrochei verdadeiramente para a Biologia. No final, fui convidada pela mesma equipa para passar uma temporada num hospital em Paris, para continuar a minha investigação sobre um tópico específico na área do desenvolvimento neuronal embrionário. Com esta equipa, também acabei por passar por Itália e, mais tarde, acompanhei-a num hospital de paraplégicos em Toledo. Foi uma experiência profissional, mas muito humana também.

 

Mais tarde faz o seu doutoramento. Metade foi passado nos Estados Unidos da América. Como foi a experiência?

Marcou-me por duas razões fundamentais. A primeira é que, no Instituto onde estava, era a única aluna de doutoramento. Para além de mim, só havia pessoas em pós-doutoramento e investigadores séniores. Eu era uma miúda que via passar nos corredores muitos dos principais autores dos artigos que lia. Foi incrível estar a ver aquelas pessoas ali, a trabalharem à minha frente. A segunda razão prende-se com o facto de o Instituto ter crescido a partir de um antigo sanatório de doentes com tuberculose e estava inserido num local isolado no meio da montanha. Havia uma natureza incrível à volta, mas claro que era um lugar difícil para se viver, porque  estava isolada de tudo o resto. Foi uma experiência diferente da que seria típica nos Estados Unidos. Mas, sem dúvida, uma experiência muito interessante. No inverno, cheguei a sentir 20 graus negativos e por trás de minha casa, volta e meia, passavam uns bâmbis e uns ursos. Guardo com muito carinho todas estas memórias.

 

“Com o MBA consegui ter uma visão integradora de todas as áreas da Gestão.”

 

É quando regressa a Portugal que se começa a interessar pela Gestão?

Nessa altura, comecei a sentir uma grande vontade de ver os processos de I&D&I a serem implementados. Comecei a interessar-me pela parte da Gestão, mas não sabia, na altura, exatamente o quê, ou de que forma, mas interessava-me muito a área da Inovação. Acreditava que fazia imenso sentido que a Gestão fizesse parte da formação dos investigadores. Esta articulação entre a indústria a ciência é muito delicada e são duas linguagens diferentes, mas que precisam de se entender. A investigação básica é importante, continuo a defendê-la, mas, ao mesmo tempo, acho que também há espaço para a valorização do conhecimento e para a monetização do conhecimento.

 

É nesse momento que vem fazer o MBA Internacional da Católica Porto Business School?

Sim. Procurei uma formação que fosse, verdadeiramente, holística. Nunca procurei uma formação que me desse um perfil técnico, não era isso que procurava. Queria ter uma visão 360º que me permitisse ter uma noção das várias linguagens da Gestão como um todo. Com o MBA, consegui ter uma visão integradora de todas as áreas. Foi muito bom.

 

“Quem trabalha em investigação tem uma curiosidade constante.”

 

O que é que mais a marcou?

Correu tudo muito bem. Destaco a oportunidade de visita a empresas de fora de Portugal e o facto de os professores não terem um perfil exclusivamente académico. Faz toda a diferença. Têm todos uma experiência prática e não se coibiram de partilhar esse mesmo conhecimento do terreno connosco. As parcerias que o MBA tinha com a ESADE e com a Universidade Católica em São Paulo também foram muito interessantes. Foi uma experiência muito importante, mas também muito difícil e exigente. Acredito que tudo se aprende, com mais ou menos esforço. Vinha de uma área muito diferente e, por isso, foi especialmente desafiante para mim, uma vez que muitas das disciplinas eram uma completa novidade. Outro ponto muito importante foi a descoberta do que são os soft skills, como são importantes e como complementam e definem um perfil.

 

É depois do MBA que encontra a sua primeira oportunidade de trabalho numa área mais ligada à Gestão…

Sim! Fui trabalhar para uma consultora dinamarquesa que tem escritórios em Portugal. Assumi uma função que aliava a Ciência com  a Gestão. Tive oportunidade de desenvolver muitas competências de gestão. Foi uma porta aberta para mim. É curioso porque, nos recrutamentos, esta consultora tinha preferência por investigadores, porque são perfis com um mindset muito próprio. Quem trabalha em investigação tem uma curiosidade constante, uma plasticidade mental muito grande e uma vontade de estudar seja o que for. Apesar de hoje em dia não trabalhar diretamente em investigação, herdei estas competências que me são muito úteis na função que assumo.

 

“Podemos e devemos ir buscar muita inspiração ao oceano.”

 

É coordenadora executiva do B2E CoLAB. Em que consiste?

Somos um laboratório colaborativo, no sentido de laboratório de ideias. Operamos na área da Bioeconomia Azul, mais concretamente em temáticas que tenham que ver com a aquacultura sustentável, com a biotecnologia marinha e com a valorização dos recursos marinhos. Funcionamos, precisamente, como uma peça articuladora entre a investigação e a indústria, porque continua a existir a necessidade em Portugal, e no resto da Europa também, de uma ponte entre estas duas dimensões que têm linguagens e timings de fazer acontecer tão diferentes. O B2E CoLAB faz esta ponte que serve cada uma destas dimensões individualmente, mas, sempre que possível, tenta aproximar a academia do mercado e vice-versa. A investigação desenvolve conhecimento que pode ser mais explorado, mais aplicado e até monetizado pela indústria. Por outro lado, a indústria só tem a ganhar com a introdução de novas camadas de inovação no seu core business, seja a que nível for. No B2E CoLAB servimos os nossos associados que vão desde centros de investigação até empresas de várias áreas dentro da Bioeconomia Azul. Mas, também, identificamos os principais desafios que quem nos procura tem dentro de portas e apresentamos soluções.

 

O que é a Bioeconomia Azul e qual o seu potencial?

Trata-se de um conceito que se refere ao uso sustentável e eficiente dos recursos marinhos e costeiros para promover o desenvolvimento económico, social e ambiental... No nosso caso em concreto, estamos muito próximos das necessidades em torno da aquacultura e da biotecnologia, sempre numa perspetiva de sustentabilidade. Podemos e devemos ir buscar muita inspiração ao oceano. Por exemplo, a espinha, a cabeça, a pele e o rabo do peixe são partes que, na sua maioria, hoje em dia, em Portugal, ou são desperdiçadas ou vão para dietas de pet food. Mas nós podemos fazer mais com isso. Podemos extrair fatores específicos: podemos fazer extração de colagénio, podemos fazer a extração de enzimas, para depois serem utilizadas, podemos usar pele de peixe para fazer couro marinho ou até utilizar as espinhas de peixe para fazer cerâmica. Existe aqui muito potencial.

 

Que países são boas referência para nós?

Nesta área da valorização dos coprodutos marinhos, a Noruega e a Islândia são um ótimo exemplo de inovação que tem vindo a ser realizada há décadas. Temos de ir beber da sua experiência e perceber quais as cadeias de valor que existem na valorização dos coprodutos de origem marinha. Temos de adaptar o conhecimento e a experiência ao contexto português que é muito particular. Portugal tem um potencial incrível.

 

Considera que Portugal está consciente e mais sensível para os temas da Bioeconomia Azul?

Começa-se agora a falar de Bioeconomia Azul, mas Portugal sempre teve mar! Considero que Portugal está mais sensível a estas matérias, mas acho que ainda não estamos equipados ou, pelo menos, todos alinhados para que possamos fazer uma transição eficaz e eficiente do que é o paradigma da economia linear para uma economia circular, mais verde, mais azul e mais resiliente. Há um longo caminho a percorrer e há que fazê-lo de forma ponderada, estratégica e sustentável.

 

“Acredito que vamos ser capazes de mudar o paradigma.”

 

Olha para este tema com esperança?

Estamos num ponto de inflexão muito delicado. Acredito que vamos ser capazes de mudar o paradigma. É preciso um esforço coletivo. O esforço individual de cada um fazer a reciclagem é muito importante, mas não é suficiente. Temos de pensar nestes temas de forma muito séria e temos de pôr pés ao caminho.

 

É necessária uma maior colaboração entre investigadores e empreendedores?

É essencial. Só a colaboração entre investigadores e empreendedores é que permite transformar ideias em produtos viáveis.

 

Bióloga, gestora … Tem mais algum talento?

Adoro absolutamente dançar (risos). Gosto de danças vintage. Pratico, há muitos anos, o Lindy Hop. É um dos meus hobbies, para além, claro, de estar com a família e amigos. São essenciais para mim.

 

09-11-2023

Guilherme da Costa Pimenta e Xavier Silva Cunha ganham Bolsa Gulbenkian Novos Talentos 2023

Guilherme da Costa Pimenta, aluno do 2º ano da licenciatura de Gestão na Católica Porto Business School, e Xavier Rendeiro Silva Cunha, aluno do 2º ano da Dupla Licenciatura em Direito e Gestão na Católica Porto Business School e Escola do Porto da Faculdade de Direito, são dois dos quatro estudantes da Universidade Católica Portuguesa (UCP) que receberam a Bolsa Gulbenkian Novos Talentos 2023.

Guilherme da Costa Pimenta vê com “enorme orgulho” esta distinção: “É um grande reconhecimento de todo o esforço e dedicação que orientam o meu percurso académico, sendo o estímulo ideal para me manter motivado”. Para  futuros candidatos, refere: “Apesar de a bolsa ser apelidada de “Novos Talentos”, o talento é apenas 1% da fórmula do sucesso. São o trabalho árduo e a resiliência que nos permitem chegar mais longe, como alunos, e como pessoas.”

Xavier Rendeiro Silva Cunha espera “poder enriquecer o seu percurso académico, intelectual e pessoal, ao ter um primeiro contacto com o mundo da investigação, aproveitando as oportunidades internacionais que a Bolsa possibilita”. E para quem se queira candidatar no futuro, acrescenta: “recomendo, naturalmente, o empenho e estudo necessários a preencher os requisitos quantitativos para a bolsa. Por outro lado, e talvez mais difícil, diria a um potencial candidato para procurar cultivar um gosto genuíno pela investigação, que nada é senão a busca do conhecimento, que deve nortear qualquer aluno, mas, em especial, qualquer bolseiro”.

Da UCP foram ainda premiadas Marta Cansado, da licenciatura em Direito da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da UCP, e Camila Monteiro da licenciatura de Gestão na Católica Lisbon School of Business and Economics. Os quatro alunos foram reconhecidos como estudantes excecionais pela Fundação Calouste Gulbenkian e terão a oportunidade de participar num programa imersivo de enriquecimento de talento.

Bolsa Gulbenkian Novos Talentos pode chegar aos três mil e quinhentos euros e pretende estimular a iniciação à investigação, através de apoios ao prosseguimento dos estudos, à realização de cursos de formação avançada, participação em conferências e escolas de verão, estágios, cursos de línguas, aquisição de livros e material de laboratório, entre outros. Inclui ainda um programa integrado que envolve o acompanhamento de tutores, comissões científicas, retiros científicos e workshops.

08-11-2023

INSURE.hub da Católica no Porto com mais de 65 entidades parceiras

O IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, I.P, a Silsa, a Casa da Malha, a Future Fit e a Lucida juntam-se ao grupo de membros do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub. Já são mais de 65 as entidades parceiras que integram esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation. A assinatura do memorando de entendimento com cada um dos parceiros estabelece que as instituições envolvidas se comprometem a trabalhar em conjunto nas temáticas da Sustentabilidade e Regeneração.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Centro Regional do Porto da Universidade Católica, afirma que a parceria com diferentes entidades “eleva a missão do INSURE.hub de proximidade com a sociedade e as organizações e reforça a ambição na construção de um mundo mais sustentável.”

Lançado em 2021, o INSURE.hub tem como estratégia acompanhar a inovação na academia e implementar projetos nas áreas da sustentabilidade e regeneração e está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. Uma iniciativa em linha com o European Green Deal e respetivas metas até 2030.

São mais de 65 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

O INSURE.hub está a promover a sua 3ª conferência, a decorrer nos dias 16 e 17 de novembro, no campus da Universidade Católica no Porto. O objetivo da conferência é reunir estudantes, investigadores e profissionais da indústria para discutir temas relacionados com a inovação, sustentabilidade e regeneração. Manuela Veloso, Head of J.P. Morgan AI Research & Herbert A. Simon University Professor Emeritus in the School of Computer Science at Carnegie Mellon University, é a Keynote Speaker do evento.

08-11-2023

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