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Pesquisas Internas

  • TENDER FOR THE ATTRIBUTION OF A RESEARCH GRANT

    A call for the award of a Research Grant under the Project No. IBEROS+ (0072_IBEROS_MAIS_1_E) - Instituto de Biofabricación en Red para El Envejecimiento Saludable, financed by the Program, funded by “Interreg VI A España – Portugal (POCTEP) 2021-2027”, under the conditions referred to below:

    Position

    Admission requirements

    Application deadline

    Link

    Reference

    List of Results

    Research Grant

    Candidates for the Research Fellowship must, at the date of application, be enrolled, or present proof of conditional enrolment in a non-degree course in the areas of Natural Sciences, Exact Sciences, or Engineering Sciences. Candidates must have a master degree in Biochemistry, Bioengineering, Biomedical Engineering, or related fields. Preference will be given to those who demonstrate very good communication skills, a good level of English and also experience in the organization of scientific events.*

    * see more details at the link

    From December 22th, 2023, until January 9th, 2024, 11:59 pm (Lisbon time).

    EN

    IBEROS+ BI_1

    List of results

  • Na prossecução da sua missão de promover a consciencialização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, a Universidade Católica Portuguesa volta a disponibilizar duas cadeiras ODS para o próximo semestre. Estas disciplinas estão disponíveis para alunos de Licenciatura e Mestrado.

    A primeira disciplina vai focar-se no ODS 14 – Proteger a Vida Marinha e é lecionada online entre 14 de fevereiro e 2 de maio, às quartas e quintas-feiras, das 17h30 às 18h45. Confere 5 ECTS e será ministrada em inglês. Aborda temas como a relação de Portugal com o mar, dimensões estratégicas do oceano, biodiversidade marinha e biotecnologia, economia azul, empreendedorismo e parcerias para o oceano, além da proteção legal do ambiente marinho.

    Já a segunda disciplina foca-se no ODS 4 – Educação de Qualidade e é lecionada online de 8 de abril a 14 de maio, às segundas e terças-feiras, das 17h30 às 18h45. Confere 3 ECTS e será ministrada em português. Aborda temas como políticas públicas em educação, indicadores de educação de qualidade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade nas instituições educativas, conflito, paz e direitos humanos na educação, educação inclusiva, cidadania global e aprendizagem ao longo da vida.

    Estas cadeiras fazem parte da iniciativa estratégica "Cadeiras ODS" da Universidade Católica Portuguesa, que visa integrar disciplinas opcionais dedicadas ao estudo e compreensão dos ODS no currículo dos estudantes. Recentemente, esta iniciativa foi reconhecida como uma prática exemplar pela ONU.

    O objetivo destas cadeiras é abordar questões cruciais para o desenvolvimento sustentável, alinhando-se com os ideais da Agenda 2030 da ONU, que visa erradicar a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o ambiente e enfrentar as alterações climáticas.

    As inscrições são feitas através dos canais habituais de cada faculdade.

  • Universidade Católica Portuguesa completes the first phase of DIP4Agri project (DIP4Agri.eu), which aims to train higher education institutions in innovation and entrepreneurship, in the areas of deep tech and valorization of agri-food by-products (dip4agri.eu).

    On the 18th December, the project final event was held at UCP, where Manuela Pintado, the project Coordinator, presented the main achievements of the project. Luís Rochartre ( Senior Advisor at Planetiers New Generation), Tiago Duarte (Managing Partner at Simplyeast Portugal), Deolinda Silva (Executive Director at PortugalFoods) and Benedita Chaves (Director of R&D and Innovation at Lipor) were invited speakers at this event and focused on the importance of innovation and value creation from residues and by-products, for promoting the urgent change towards a higher environmental and economical sustainability, in different important economical sectors and as a society.

     

    Best business solution from Deep Tech Innovators

    The DIP4Agri project awarded a prize worth 5,000 euros to the best business solution presented during the event. This solution was developed by the “CROP Insulation” team, coming from the Deep Tech Innovators program, and proposes to value the waste produced during the pruning of olive trees, from companies in the olive oil production sector, promoting the integration of this waste in the production of insulation panels.

     

    Sustainable entrepreneurship in the agri-food sector

    By developing projects such as DIP4Agri, UCP intends to accelerate the creation of value at universities (HEIs), promoting the culture of entrepreneurship and technological innovation and improving the circularity of agri-food systems. This project was promoted by the EIT HEI initiative (https://eit-hei.eu/), founded by the European Union. The EIT HEI Initiative aims to support HEIs with expertise and coaching, with funding and access to the EIT innovation and financing ecosystem, the largest in Europe, enabling them to develop innovation action plans that complement the needs of each HEI.

  • Estimada comunidade,

    Que o Novo Ano traga consigo uma renovação de esperança, de fé e de amor para cada um de nós na comunidade da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Que possamos encarar cada desafio com coragem e determinação, sabendo que o espírito do Natal nos guia e nos fortalece. Que a união e a solidariedade sejam os pilares que nos sustentam, e que juntos possamos construir um futuro promissor.

    Que a luz do Natal ilumine o nosso caminho ao longo de todo o ano.

    Desejo a todos um Feliz Ano Novo, repleto de realizações e bênçãos,

     

    Isabel Braga da Cruz
    Pró-Reitora do Centro Regional do Porto
    Universidade Católica Portuguesa

  • Estima-se que 20% dos alimentos produzidos na União Europeia para consumo humano são atualmente perdidos ou desperdiçados. Em paralelo, o fabrico, a transformação, a venda a retalho, a embalagem e o transporte destes alimentos contribuem de forma significativa para as emissões de gases com efeito de estufa, bem como para a poluição do ar, do solo e da água e para a pressão sobre a utilização dos solos. É com base nestas premissas que nasce o novo projeto europeu de investigação “Orchestrating Food System Microbiomes to Minimize Food Waste”, do qual faz parte o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. No total são 18 parceiros, públicos e privados, de nove países europeus.

    O Centro de Biotecnologia e Química Fina participará ativamente em todas as tarefas do projeto, mas o maior input será no estudo de culturas microbianas para substituir conservantes químicos sintéticos e no desenvolvimento de novas soluções de embalagem, grupo de trabalho que será coordenado por nós,” explica Paula Teixeira, investigadora principal do projeto em Portugal e membro do Centro de Biotecnologia e Química Fina.

    Ao longo do projeto, os investigadores vão basear-se em cinco abordagens pelo seu potencial contributo para melhorar a sustentabilidade no processamento alimentar, aumentar o prazo de validade dos alimentos e reduzir o desperdício alimentar com base na monitorização e “orquestração” de microbiomas de alimentos e de ambientes de processamento alimentar. Assim, o projeto procurará desenvolver modelos de análise preditiva que incorporam informações do microbioma para prever o tempo de vida útil; indicadores de tempo-temperatura (TTIs), sensores e rótulos inteligentes para rotulagem dinâmica do prazo de validade;  métodos de deteção rápida de indicadores de degradação microbiana dos alimentos; sistemas de utilização de culturas microbianas para substituir conservantes químicos sintéticos e aumentar o tempo de vida útil e a segurança de alimentos e novas soluções de embalagem que visam prevenir ou reduzir a deterioração de alimentos permitindo o aumento dos prazos de validade. A tarefa ligada ao desenvolvimento de embalagem será coordenada pelo Laboratório de Embalagem do CINATE, e visa a aplicação de materiais com barreira a gases “tailor-made” e embalagens com revestimentos ativos antimicrobianos.

    O “Microorc - Orchestrating Food System Microbiomes to Minimize Food Waste” procura contribuir para reduzir a degradação dos alimentos e consequentemente o desperdício alimentar. Para o efeito “serão desenvolvidas no âmbito deste projeto soluções sustentáveis - tecnologias, serviços, ferramentas, políticas e práticas - baseadas na monitorização, utilização e modulação dos microbiomas nos alimentos e ao longo da cadeia de transformação alimentar,” refere.

    Financiado pela Comissão Europeia através do Programa HORIZON*, o projeto MICROORC agrupa um consórcio de 18 parceiros de 9 países europeus, incluindo a participação de empresas globais e Pequenas e Médias Empresas (PME) de tecnologia como a Vizelpas - Flexible Films SA (Portugal), Christian Hansen (Dinamarca) e bioMérieux SA (França); produtores e associações do sector alimentar como a Lusiaves-Indústria e Comércio Agro-alimentar SA (Portugal) e Primor Charcutaria Prima SA (Portugal); Instituições de Investigação em ciências naturais e tecnologia e ciências sociais como é o caso da Nofima SA (Noruega) e a ESB - Universidade Católica Portuguesa (Portugal); e um parceiro com conhecimento especializado em disseminação, inovação e atividades de exploração a CiaoTech S.r.l (Itália). O projeto teve início em novembro de 2023 e termina em outubro de 2027.

    *European Union’s Horizon Europe research and innovation program under Grant Agreement N° 101136248.

  • UCP termina com sucesso o Projeto DIP4Agri e atribui um Prémio à Melhor Solução de Negócio do Programa Deep Tech Innovators.

    A Universidade Católica Portuguesa termina a primeira fase do projeto DIP4Agri (DIP4Agri.eu) que visa a capacitação em inovação e empreendedorismo de instituições de ensino superior, nos domínios da deep tech na valorização de subprodutos agroalimentares (dip4agri.eu).

    No passado dia 18 de dezembro decorreu o evento final onde foram apresentados os resultados mais importantes obtidos durante o projeto DIP4Agri pela Coordenadora, Manuela Pintado. Os oradores convidados Luís Rochartre (Consultor Sénior da Planetiers New Generation), Tiago Duarte (Sócio-Gerente da Simplyeast Portugal), Deolinda Silva (Diretora Executiva da PortugalFoods) e Benedita Chaves (Diretora de I&D e Inovação da Lipor) apresentaram diferentes perspetivas que contribuem para a importância da inovação e da criação de valor a partir de resíduos e subprodutos, como objetivo de promover a mudança urgente para uma maior sustentabilidade ambiental e económica, de diferentes sectores económicos e da sociedade.

     

    Melhor solução de negócio Deep Tech Innovators

    No final do evento, o projeto DIP4Agri atribuiu um prémio no valor de 5 000 euros à melhor solução de negócio apresentada no dia 18 de dezembro. Esta solução foi desenvolvida pela equipa “CROP Insulation”, do programa Deep Tech Innovators, e procura valorizar os resíduos produzidos durante a poda de oliveiras, de empresas do sector de produção de azeite, promovendo a integração deste resíduo na produção de painéis de isolamento.

     

    Empreendedorismo sustentável no sector agroalimentar

    Através de projetos como o DIP4Agri, a UCP pretende acelerar a criação de valor na universidade (IES), promovendo a cultura do empreendedorismo e inovação tecnológica na melhoria da circularidade dos sistemas agroalimentares. Este projeto foi promovido pela iniciativa IES do EIT (https://eit-hei.eu/), fundada pela União Europeia. A iniciativa IES do EIT visa apoiar as IES com expertise e coaching, com financiamento e acesso ao ecossistema de inovação EIT e financiamento, o maior da Europa, permitindo-lhes desenvolver planos de ação de inovação que complementem as necessidades de cada IES.

  • A Católica Porto Business School e a Associação dNovo estabeleceram uma parceria no apoio à capacitação dos Profissionais dNovo. A dNovo é uma associação sem fins lucrativos que valoriza e promove a atividade profissional qualificada sénior em Portugal. O seu âmbito de atuação inclui o apoio no aconselhamento e requalificação profissional, a consciencialização das empresas para o potencial destes profissionais seniores e a promoção de programas, em parceria, para a criação de emprego, autoemprego e empreendedorismo.

    Segundo Carlos Vieira, Diretor Executivo da Formação Executiva da Católica Porto Business School, esta parceria visa “apoiar as aprendizagens e o desenvolvimento profissional e pessoal de quem procura o apoio da dNovo, contribuindo para a criação de condições mais favoráveis à reintegração destes profissionais no mercado de trabalho”.

    Este acordo de cooperação entre as duas entidades surge no âmbito dos eixos de atuação que têm em comum e prevê condições mais favoráveis à capacitação dos Profissionais dNovo, através de cursos de formação executiva da Católica Porto Business School, assim como o desenvolvimento de temáticas em conjunto, como a empregabilidade sénior, o futuro do trabalho, o empreendedorismo, entre outros.

    A Católica Porto Business School orienta-se por uma cultura de pioneirismo e inovação com impacto, sendo reconhecida internacionalmente por promover o desenvolvimento de profissionais para uma sociedade global, sustentável e ética, bem como pela produção de conhecimento nas áreas da gestão e da economia. E este é mais uma parceria que caminha neste sentido e se compromete com a promoção do talento, da intergeracionalidade e da sustentabilidade social e económica.

  • A 13 de dezembro, Richard Zimler fechou o ciclo dos ISP Dialogues do Semestre de Outono 23/24 com a conferência “Speaking for the Silenced”. Conhecido internacionalmente pelas suas obras literárias, o escritor norte-americano (e português) revelou a importância de contar as histórias daqueles que foram esquecidos em épocas passadas e daqueles que precisam que alguém fale por eles, por não lhes ser dada voz.

    “Todos têm o direito a existir”. Esta foi a premissa do laureado com a Medalha de Honra da cidade do Porto, que destacou o seu compromisso em trazer à luz as emoções humanas, esquecidas e ocultadas nas narrativas oficiais. “Há pessoas que não têm quem lhes conte a sua história; penso que é uma obrigação falar pelas pessoas que não conhecemos e tratá-las com respeito”.

    Foi precisamente a ausência histórica e o desconhecimento sobre os “marginalizados” que compeliu o escritor a investigar sobre a vida, as emoções e as formas de viver dos judeus em Lisboa nos séculos XIV-XV, o que “mudou completamente a minha vida”, salientou. As suas obras revelam precisamente esta abordagem, o que o levou ao grande sucesso literário.

    Para terminar Richard Zimler deixou uma mensagem importante nos ISP Dialogues, incentivando os presentes a questionar, a explorador e, acima de tudo, a contar as histórias daqueles cujas vozes são suprimidas pelos diferentes poderes, entres os quais, o político e económico. “Sei que as coisas estão a mudar (…) mas este silenciamento ainda acontece nos dias de hoje”. Esta foi, afinal, uma conferência em defesa da tolerância, com uma leitura de direitos humanos que pressupõe a liberdade e a aceitação do outro.

    Refira-se que os ISP Dialogues regressarão no semestre Primavera 23/24 com novos convidados e outros temas interessantes no âmbito do direito internacional e das relações internacionais.

  • João Pinto é o novo diretor da Católica Porto Business School, missão que assume com muita “responsabilidade”. Para além de também ser docente e investigador, é membro da comissão executiva da Universidade Católica Portuguesa no Porto. É co-líder do INSURE.hub, uma plataforma de inovação, sustentabilidade e regeneração da Católica que já soma mais de 70 parceiros. Desejos para 2024? Que a Católica continue a impactar a sociedade e que o mundo seja capaz de fazer uma transição para uma economia mais sustentável.

     

    Foi, recentemente, nomeado diretor da Católica Porto Business School. Como é que encara este novo desafio?

    Com muita responsabilidade e com o sentido de missão de levar a escola para outros níveis de reconhecimento, nomeadamente internacional. Vamos desenvolver a Escola em linha com a estratégia da Universidade Católica Portuguesa, tendo por base um conjunto de pilares importantes, como os propósitos que têm vindo a ser proclamados pelo Papa Francisco, o desenvolvimento de uma Escola de impacto, a execução do Plano de Desenvolvimento Estratégico da CPBS para 2021-25 e, também, a promoção de projetos interdisciplinares. A estratégia está focada na internacionalização, na ética, na responsabilidade social, na sustentabilidade.

     

    Ter uma boa equipa é importante?

    É essencial, porque nada se faz sozinho. Estou muito contente com a equipa que me vai acompanhar. Ter tido algum tempo para pensar na equipa foi muito importante. E esta equipa dá-me todas as garantias de que vamos levar a Escola mais longe. Tudo faremos para que seja o início de um novo ciclo para a Católica Porto Business School.

     

    Porque é que a internacionalização é uma prioridade?

    Estou, verdadeiramente, comprometido com a aposta na Internacionalização. A estratégia está focada em trazer mais alunos internacionais e mais parcerias com escolas internacionais reputadas. Portugal está com um desafio enorme do ponto de vista demográfico, porque, mais cedo ou mais tarde, vamos assistir a uma redução da procura de estudantes nacionais. Esta redução deve ser substituída por alunos internacionais que poderão querer vir para a nossa Escola. Queremos ser não apenas uma opção para quem quer vir para cá através do programa Erasmus durante um semestre, mas queremos, também, que nos considerem para fazerem o curso de forma integral.

     

    O que é que diferencia a Católica Porto Business School?

    Oferecemos um ensino diferenciado e de qualidade. Temos um ensino de proximidade e destacamo-nos pela produção de conhecimento de fronteira nas áreas de Economia e Gestão. Em relação à transferência de conhecimento para a sociedade, a CPBS soube ser inovadora e pioneira no desígnio da aproximação à comunidade e ao tecido empresarial. Nos mais de 35 anos de existência, soubemo-nos assumir como uma das mais destacadas Escolas de Negócios do país. Fazemos parte de um grupo restrito de três escolas em Portugal que tem a tripla acreditação – EQUIS, AMBA e AACSB. É um legado muito importante que nos foi deixado pelas Direções anteriores da CPBS. Há outro elemento que nos diferencia e que é precisamente a base através da qual tudo se constrói e existe porque somos uma Universidade Católica. Temos um conjunto de princípios de base que são fundamentais: a centralidade na pessoa humana e, também, todo um conjunto de valores fundamentais, tai como respeito, solidariedade e ética.

     

    A COP28 marcou o fim do ano de 2023. Que avaliação faz do que foi determinado?

    Se por um lado, as decisões que foram tomadas foram importantes, como a triplicação da produção de energias renováveis até 2030 e o término da utilização de fontes de energia fóssil, por outro, ficou sem resposta a questão acerca do financiamento. Para mim, na perspetiva de um financeiro, considero que não se falou de um tema essencial que é o do financiamento de todo o investimento a realizar no processo de transição climática. Existe um gap de financiamento muito considerável. Adicionalmente, a inexistência de promessas firmes de apoio financeiro por parte dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, poderá limitar o alcance dos objetivos estabelecidos na COP28.

     

    É sobretudo um problema de financiamento?

    Sim, porque não há investimento se não houver financiamento. Como é que se vai pagar? Quem é que vai pagar? É preciso trazer fundos privados e dar motivação e vantagens para que eles entrem. Outro ponto importante, é que maioritariamente continuamos a olhar apenas para a questão do carbono, quando no total são nove os limites sociais e ambientais. A emissão de carbono é só um deles. Temos de evitar a tendência de apenas olharmos para a questão pela perspetiva do carbono e dar atenção, por exemplo, também, à biodiversidade e aos oceanos.

     

    “Hoje em dia, os estudantes têm muito mais consciência da importância da sustentabilidade.”

     

    O INSURE.hub, uma iniciativa da Católica no Porto - através da Católica Porto Business School e da Escola Superior de Biotecnologia – em parceria com a Planetiers New Generation, tem três anos e já soma mais de 70 entidades associadas. Se há três anos lhe tivessem dito que o projeto ia estar neste estado de maturidade, acreditava?

    Sinceramente, são resultados que me surpreendem muito e que, confesso, que não estava nada à espera, principalmente porque trabalhamos com poucos recursos, mas ainda assim, e o resultado está à vista, tem sido possível fazermos muito. Temos mais de 70 parceiros e estou convicto de que não será preciso muito tempo até chegarmos a uma centena. Isto é muito positivo, porque demonstra que a Sustentabilidade está na agenda das empresas.

     

    Qual é a esfera de ação do INSURE.hub?

    A Sustentabilidade é o que nos move e a nossa atuação desdobra-se em diferentes dimensões. Na consultoria e apoio às empresas e na definição de uma estratégia de sustentabilidade, seja na transferência de conhecimento para a indústria e no estabelecimento de pontes entre o conhecimento, seja na formação com cursos de formação avançada e, também, na literacia em sustentabilidade, através da organização de eventos que possibilitam a partilha de conhecimento e o networking e, também, através da promoção da sustentabilidade junto dos mais novos nas escolas e junto da sociedade. Ainda nesta área estamos também a trabalhar no projeto de tradução das 365 fábulas do Professor Gunter Pauli que falam de sustentabilidade, mas sempre numa lógica de empreendedorismo. Com isto queremos que as nossas crianças, as gerações futuras, cresçam conscientes da importância da sustentabilidade, mas também com uma veia criativa e empreendedora. A atuação do INSURE.hub é muito diversa e está sempre em colaboração e em rede.

     

    Estão as gerações mais jovens, hoje em dia, mais conscientes para o tema da Sustentabilidade?

    Hoje em dia, os estudantes têm muito mais consciência da importância da sustentabilidade. Noto uma diferença muito grande se for comparar com os meus alunos de há alguns anos. Quando eu comecei a dar aulas era totalmente diferente. Atualmente, os alunos percebem muito melhor o problema e estão mais alerta. Estão muito mais aptos para o problema e são, verdadeiramente, mais sustentáveis. Nota-se que já tem vindo a ser feito trabalho ao nível da educação e preparação.  

     

    Desde 2017, é membro comissão executiva do Centro Regional do Porto. Que pilares orientam a estratégia da Católica no Porto?

    Quando esta comissão executiva tomou posse em 2017 houve um compromisso claro com a interdisciplinaridade, a responsabilidade social e a internacionalização. A Católica no Porto tem um campus único com sete faculdades. Estas áreas de conhecimento diverso cruzam-se todos os dias e o potencial é enorme. Sabemos bem que, hoje em dia, qualquer abordagem e resposta a um problema só é conseguida de forma plena quando temos uma visão interdisciplinar e holística. Fomentar a interdisciplinaridade para a Católica no Porto é fundamental. Relativamente à responsabilidade social, a Católica no Porto tem uma história muito grande de serviço à comunidade, através da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, da Área Transversal de Economia Social, através da ligação e colaboração com várias entidades, quer em termos de diagnóstico, quer em termos de prestação de serviço e de formação.  A internacionalização é também uma das prioridades. Tem vindo a ser desenvolvido um trabalho de atração de mais empresas para projetos internacionais e tem havido uma grande aposta na área da sustentabilidade e da economia circular, com vários projetos em curso. Promover mais parcerias e trabalhar essa relação com os stakeholders, não só nacionais, mas, também, internacionais é um dos caminhos que temos percorrido.

     

    “Dar aulas realiza-me imenso.”

     

    Como é que olha para o papel das Universidades em Portugal?

    As Universidades podiam ter um papel mais ativo do que têm em Portugal. Considero que há dois lados do problema. O poder político podia recorrer muito mais às universidades, podia solicitar o seu apoio e acompanhamento em decisões estratégicas.
    Faz todo o sentido que sejam ouvidos e envolvidos professores e investigadores de diferentes Universidades e que se possam pronunciar relativamente aos mais variados temas, como seja o novo aeroporto, a alta velocidade, a sustentabilidade, as infraestruturas portuárias, a educação, a saúde, entre outros. São muitos os temas onde acredito que as Universidades poderiam ter valor a acrescentar. O outro lado do problema está precisamente nas Universidades, porque, em Portugal, ainda vivem muito fechadas em si e com pouca abertura para a sociedade e a comunidade.

     

    O que mais gosta é de dar aulas?

    Gosto muito de ser professor. Fui convidado para algumas funções que recusei, porque me obrigavam a deixar de dar aulas. Dar aulas realiza-me imenso. O que mais me motiva é a possibilidade de poder contribuir para o seu desenvolvimento. E quando falo de desenvolvimento não me refiro apenas ao conhecimento técnico, mas, também, em termos de soft skills. Enquanto professor, aquilo que mais quero é ser capaz de motivar e incentivar os meus alunos ou ser capaz de iluminar de alguma forma o caminho deles. Na Católica privilegiamos muito esta dimensão e esta formação integral. Os nossos alunos percebem que têm de ser líderes com mente, mas, também, têm de ser líderes com o coração. Caso contrário, o nosso futuro estará em causa. Formamos estudantes que tenham esta responsabilidade social.  Atuamos dentro de limites éticos, ambientais, sociais e, enquanto professor, transmitir isso e dar o exemplo é a minha prioridade.

     

    O que é que o fascina na Gestão?

    A Gestão é muito desafiante. A Gestão exige grande conhecimento técnico, como a gestão financeira, a gestão de tesouraria, os cash flows, etc. Mas quando se chega a um nível de Gestão onde estamos a gerir pessoas, o mais importante é a capacidade de liderança, de envolvimento, de delegação. O gestor passa a ser um gestor de recursos, um gestor de pessoas, um gestor de comunidade. É neste campo que entram competências menos técnicas, mas entram outras que também são altamente desafiantes. Sermos capazes de ter empatia, de conseguirmos motivar e desafiar equipas, de antecipar problemas.

     

    “Sou um otimista por natureza.”

     

    Gosta muito de fazer desporto. Podemos dizer que o desporto o ajuda a ser melhor gestor?

    Sim, porque para mim o desporto é terapêutico. O desporto traz-me muito equilíbrio e bem-estar à minha vida pessoal e profissional.

     

    Também foi jogador de futebol …

    Joguei no Amarante e no Boavista. Jogava a lateral direito ou médio direito. Mas agora tenho jogado pouco. Aliás, desde o COVID-19 que não voltei a jogar. Gosto de fazer corridas, vou ao ginásio e também gosto muito de andar de bicicleta.

     

    Desejos para 2024?

    Desejo que a nossa Universidade Católica Portuguesa continue a impactar a sociedade com toda a força e empenho. Quer ao nível do ensino, da investigação e na responsabilidade social. Que continue a ser esta força viva e determinada no serviço à sociedade. Desejo, também, que o mundo consiga, efetivamente, fazer a transição para uma economia mais sustentável, com uma preocupação forte no ambiente e nas pessoas. Que, tal como refere o Papa Francisco, saibamos criar e cuidar a nossa casa comum.

     

    Olha para o futuro com esperança?

    Sou um otimista por natureza. No mundo precisamos de mais otimistas, mas também de persistentes!  O otimismo e a persistência estão muito presentes na minha vida.

     

  • Sob o lema "Somos Lugar de Encontro", a Universidade Católica Portuguesa no Porto promoveu durante o mês de dezembro uma Campanha de Natal que integrou várias iniciativas solidárias que marcaram a temporada festiva. Foram cinco as iniciativas que envolveram várias associações e instituições parceiras e que implicaram a participação da comunidade académica da Católica.

    Constança Barbosa, coordenadora da CAtólica SOlidária, afirma que “a Campanha de Natal não celebrou apenas o espírito natalício, mas, também, reforçou o compromisso da Católica com a solidariedade e a generosidade, demonstrando que a Universidade é um verdadeiro "Lugar de Encontro" para a comunidade académica”.

    A campanha teve início nos primeiros dias de dezembro com o Banco Alimentar contra a Fome. Entre os dias 1 e 3 de dezembro, 60 voluntários participaram ativamente na recolha de bens alimentares em supermercados da cidade do Porto. No total, foram angariados 3079 kg de alimentos, solidificando o compromisso da comunidade académica com a causa. A 4 de dezembro, a solidariedade ganhou forma de diversão no Bingo D’eficiência solidário. Com a participação de 15 utentes das instituições APPACDM- Porto e da Somos Nós, três rondas de Bingo foram realizadas de forma competitiva, culminando com um agradável momento de convívio, onde café e bolo foram partilhados.

    A Venda Solidária de Natal decorreu nos dias 4, 6 e 12 de dezembro no átrio da Universidade Católica no Porto com as associações Obra ABC e Somos Nós. Os utentes dessas organizações apresentaram produtos natalícios, cuja receita angariada reverteu para as suas causas. A iniciativa “Latada de Natal”, que ocorreu entre os dias 11 e 20 de dezembro, tratou-se de uma recolha de enlatados, realizada no átrio principal da Universidade que permitiu juntar 61 kg de alimentos. A angariação destina-se à Casa Mãe Clara, que apoia sem-abrigo e famílias carenciadas.

    As faculdades e os serviços da Universidade Católica no Porto foram desafiados a preparar 15 cabazes de Natal destinados a famílias apoiadas pela Cáritas do Porto. Esta iniciativa não só fortaleceu os laços dentro da comunidade universitária, como também trouxe conforto e alegria para 15 lares durante a época festiva.

    “Queríamos agradecer do fundo do coração pelos presentes”, partilhou uma das famílias que recebeu um dos cabazes preparados pela Universidade Católica e acrescentou “é muito bom estarmos acompanhados, mesmo estando longe do nosso país. Obrigado pela solidariedade, obrigado por prepararem as coisas com tanto amor.”

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