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Pesquisas Internas

  • No âmbito do Projeto Hymenaeus, a sessão de formação “Desjuridificar a linguagem no atendimento à vítima de violência doméstica” reuniu cerca de 140 participantes, incluindo profissionais que trabalham na área da resposta à violência doméstica, para refletir sobre a abordagem às suas vítimas. Em Portugal, a utilização de linguagem técnico-jurídica no atendimento as estas vítimas, dificulta a eficácia da comunicação, causando aumento nos níveis de stress.

    Apesar de alguns progressos, Marisa Monteiro Borsboom enfatizou a necessidade de simplificar a linguagem, para tornar o acesso à justiça mais democrático, abrangendo não apenas a comunicação escrita, mas todos os aspetos que a envolvem: entoação, gestualidade, empatia e conteúdo visual. Projetos comunicacionais bem-sucedidos, que oferecem manuais claros e adotam formulários simples, foram apresentados enquanto exemplos a considerar.

    Da mesma forma, sugeriu a aplicação de uma comunicação inclusiva que abrace as nuances e os ajustes culturais, num país cada vez mais diversificado. A formação de equipas multidisciplinares foi referida como uma iniciativa prática e produtiva para o objetivo da “desjuridificação” da linguagem. No que diz respeito ao desafio iminente da inteligência artificial, esta foi encarada como mais uma ferramenta a utilizar para simplificar a linguagem e adaptá-la às necessidades emergentes.

    Defensora da auscultação da vítima e de a trazer para o centro das decisões, Marisa Monteiro Borsboom sublinhou que a luta contra a violência doméstica é uma responsabilidade coletiva, tornando-se urgente humanizar a linguagem jurídica para mitigar este grave problema social e garantir um acesso à justiça mais inclusivo e eficiente.

  • O FLY, programa europeu de voluntariado e aprendizagem-serviço, acaba de abrir candidaturas para todos os alunos da Universidade Católica que desejem realizar uma experiência de voluntariado internacional. No total, estão preparados mais de 30 projetos distintos em 14 países.  

    O programa, que reforça o compromisso das universidades participantes com o desenvolvimento sustentável, pretende – sobretudo - sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas de migração e dos refugiados e das pessoas em risco de exclusão social e realçar projetos de cuidados às pessoas e à comunidade. 

    “Desta experiência, trago muito boas memórias, trago um bocadinho de cada pessoa com quem estive.”

    Maria Barros, aluna da Universidade Católica no Porto, recorda a experiência do verão de 2023, em Bilbau (Espanha): “sempre fiz voluntariado aqui [em Portugal] e surgiu este projeto de ir mais longe, de sair do país, e decidi experimentar – porque não?”. Acabou por trabalhar com crianças e jovens numa instituição local que queria dinamizar a sua comunidade imigrante. 

    “Desta experiência, trago muito boas memórias, trago um bocadinho de cada pessoa com quem estive”, refere Maria Barros, que planeou e acompanhou as crianças e jovens em oficinas artísticas e de expressão. “Vão sempre fazer um bocadinho de diferença para o sítio onde forem e nas vidas das pessoas que encontrarem”, conclui. 

    João Souza, também estudante da UCP no Porto e participante no FLY em 2022, no Quénia, refere que “descrever a experiência será sempre difícil”. “Estive em contacto com uma realidade muito distinta de tudo o que já vivi, mas este lado difícil não se compara às grandes aprendizagens que tive em Nyumbani. Saio daqui transformado, grato e com uma enorme sensação de dever cumprido.”  

     

    Interessado/a? A Católica está a dinamizar sessões de apresentação

    A apresentação do FLY vai ocorrer online no dia 15 de fevereiro e em regime presencial e online no dia 19. As sessões destinam-se aos estudantes dos quatro campi da UCP. 

    As candidaturas para o programa terminam a 26 de fevereiro. Os alunos selecionados irão ter de participar em formação inter-universitária e ainda em encontros com as organizações de voluntariado. Todos os voluntários selecionados pela Universidade Católica Portuguesa receberão apoio nas despesas relacionadas com a formação dos seus alunos, bem como uma bolsa para apoio no alojamento e de alimentação. 

    Coordenado pelas Universidades espanholas de Comillas (Madrid), Universidade de Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), o FLY 2024 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades Loyola (Andaluzia, Espanha), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia) e IQS (Barcelona, Espanha).  Cada uma destas instituições apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço, no país de origem, no sentido de, paralelamente, receber e convidar alunos das universidades parceiras. 

  • A Universidade Católica Portuguesa no Porto recebeu a visita do Reitor da Universidade Católica de Moçambique, Filipe Sungo, tendo em vista a exploração de oportunidades de cooperação e de iniciativas conjuntas.

    A visita integrou um encontro com a pró-reitora do Centro Regional do Porto da UCP, Isabel Braga da Cruz, bem como uma reunião com todos os diretores das faculdades da Católica no Porto: João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paulo Alves, diretor da Escola de Enfermagem do Porto, Abel Canavarro, diretor-adjunto da Faculdade de teologia e Marta Portocarrero, diretora-adjunta da Faculdade de Direito – Escola do Porto.

    Filipe Sungo teve, também, a oportunidade de visitar o campus da Universidade, nomeadamente o Edifício das Artes, o Edifício Américo Amorim, a Biblioteca e o Espaço Maestro Ivo Cruz. A anteceder o almoço, Filipe Sungo reuniu-se com a Católica Porto Business School para analisar as colaborações passadas e identificar novas oportunidades de cooperação.

    A visita permitiu o encontro de duas universidades que, através da mesma matriz de valores, partilham, também, uma mesma missão. Isabel Braga da Cruz afirma que “o encontro com outras universidades católicas permite o fortalecimento da nossa missão. A troca de experiências e a formação de parcerias são essenciais, porque nos desafiam e desinstalam.”

     

  • A Escola do Porto da Faculdade de Direito assinou ontem um protocolo com três Tribunais Judiciais, para alargar a oferta de estágios curriculares a estas instituições. A partir de fevereiro, 34 estudantes de Direito terão a oportunidade de obter um melhor entendimento da realidade dos tribunais e do trabalho dos juízes.

    Em três tribunais judiciais – Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este e Tribunal Judicial da Comarca do Porto – os alunos serão acompanhados, supervisionados e avaliados por um juiz orientador, em colaboração com um docente da Escola. O Conselho Superior de Magistratura pretende, com estes estágios, estimular o interesse dos estudantes pela carreira da magistratura.

    Empenhada em garantir um estágio adaptado ao nível de formação dos estudantes, a Faculdade de Direito reforça o seu compromisso em oferecer oportunidades de ligação à prática jurídica, enriquecedoras e relevantes para o desenvolvimento individual e profissional do aluno.

    Nesta cerimónia estiveram presentes Ausenda Gonçalves, Juíza Presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Helena Maria de Castro Almeida Tavares, Juíza Presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este, Jorge Manuel Duarte Bispo, Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, Rita Fabiana Soares, Juíza e membro do Conselho Superior de Magistratura, Manuel Fontaine Campos, Diretor da Escola e Armando Triunfante, Coordenador dos Estágios Curriculares.

  • Vamos “aprender com a Natureza”? A 26 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Educação Ambiental. A comemoração realiza-se desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente em Estocolmo, na Suécia, em 1972, e pretende sensibilizar, alertar e consciencializar para a importância da construção de um futuro mais sustentável, reforçando o papel fulcral que a educação desempenha no processo de transformação e de mudança de comportamentos.

    Margarida Silva, docente da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa no Porto, destaca o papel dos jovens no combate às alterações climáticas e partilha que a prioridade ambiental faz parte da identidade da Faculdade.

     

    O que é a Educação Ambiental?

    É a oportunidade de aprender com a Natureza.

    Qual o maior desafio da Educação ambiental?

    Contribuir para a sobrevivência às alterações climáticas.

    Que sinais positivos é que já se têm revelado nesta temática?

    A luta pelo nosso futuro climático está a ser liderada pela juventude. Isso é o melhor sinal de que as coisas só podem mudar para melhor com o passar do tempo.

    De que forma é que a Educação Ambiental integra a identidade da Escola Superior de Biotecnologia?

    Na ESB a prioridade ambiental é o contexto em que tudo o resto decorre. Faz parte do nosso DNA, enquadra e fundamenta cada decisão estratégica e serve também de termómetro para avaliar os resultados no ensino, na administração e na investigação.

  • No contexto da celebração dos 25 anos da Escola das Artes, o escultor Rui Chafes (Lisboa, 1966) será distinguido com o grau de doutor Honoris Causa na Sessão Solene do Dia Nacional da UCP 2024, a 1 de fevereiro, em reconhecimento do seu notável percurso no panorama artístico nacional e internacional.

    Na cerimónia, que decorre às 16h00, no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa será, ainda, atribuído o grau de doutor Honoris Causa a Helen Alford, OP.

    Prémio Pessoa em 2015, Rui Chafes é um nome consagrado no circuito nacional e internacional de Arte Contemporânea, expondo com regularidade desde os anos 80. A sua obra, de grande depuramento formal e fortemente auto-reflexiva sobre a arte e o objeto artístico, pauta-se  por frequentes referências às temáticas e à estética do romantismo alemão, interesse que tem explorado ainda através do exercício de tradução de Novalis, um dos seus autores favoritos, e que frequentemente interpela os seus trabalhos. Expôs individualmente em importantes instituições e eventos, como Museu de Serralves, Bienal de São Paulo, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Colecção Berardo, S.M.A.K, Folkwang Museum, Nikolaj Copenhagen Contemporary Art Center, Fondazione Volume!, Fundação Eva Klabin ou Hara Museum.

    Foi distinguido com inúmeros prémios, dos quais se destacam: Prémio AICA de Artes Visuais (2022), Prémio Pessoa (2015), Grã-Cruz da Ordem Pro Mérito Melitense da Ordem Soberana Militar de Malta (2014), Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2014), Gran Premio A.E.C.A. / ARCO, Madrid (2012), Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, atribuído pela Stiftung Würth, Alemanha (2004).

    Rui Chafes marcou presença na Escola das Artes em 2021, com um ciclo de conversas com o poeta, cronista e crítico literário Pedro Mexia, intitulado Palavra, Ferro e Fogo - A Partir da Obra de Rui Chafes. Este ciclo foi organizado no contexto da exposição Studentato – uma parceria entre Fundação de Serralves, a Federação Académica do Porto e a Universidade Católica Portuguesa –, presente no campus UCP com a escultura de Rui Chafes, Secreta Soberania (Até que chegue o nosso doce reencontro) e Secreta Soberania (Quando te vejo o mundo à nossa volta deixa, por momentos, de existir).

    Assista aqui a alguns vídeos deste ciclo:

    Conversa entre Pedro Mexia e Rui Chafes

     

    Conversa entre Rosa Maria Martelo e Rui Chafes

     

  • Jane Rutledge, pró-reitora e diretora da Escola de Pós-Graduação da Universidade de Maryland Baltimore County (UMBC), esteve de visita à Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto, no dia 19 de janeiro, onde incluiu uma passagem pela Faculdade de Educação e Psicologia (FEP).

    Segundo Patrícia Oliveira-Silva, membro da direção da FEP para a Investigação, Transferência de Conhecimento e Internacionalização, “a visita de Jane Rutledge marca um passo significativo no reforço dos laços académicos e de investigação entre a FEP e a UMBC”.

    A visita teve o objetivo de explorar opções de mobilidade para os estudantes da UMBC, estando perfeitamente alinhada com o compromisso da FEP em oferecer oportunidades abrangentes e globais para estudantes internacionais que desejem frequentar programas de formação na faculdade.

    Durante a visita à UCP, Jane Rutledge reuniu com representantes da FEP, da Católica Porto Business School (CPBS) e da Escola Superior de Biotecnologia (ESB).

    Patrícia Oliveira-Silva fala sobre a importância desta visita: “o encontro presencial com os nossos parceiros internacionais tem um poder inegável. Encaro cada encontro com os nossos parceiros como uma oportunidade preciosa para estabelecer colaborações mais fortes. Quando pensamos em internacionalização, pensa-se frequentemente na definição de uma estratégia ou de um conjunto de objetivos. Nós preferimos pensar numa viagem que ajuda a cultivar e a aprofundar a relação com os nossos parceiros internacionais”.

     

    Mentalidade aberta e adaptável para abraçar com entusiamo culturas diversas

    Um dos principais objetivos do Plano de Desenvolvimento Estratégico da FEP para a Internacionalização consiste na criação de uma mentalidade aberta e adaptável entre a comunidade para acolher e abraçar com entusiasmo culturas diversas.

    “O acolhimento dos nossos parceiros no nosso Campus favorece, em grande medida, a promoção desta mentalidade, uma vez que contribui para a construção de uma relação de confiança e de respeito mútuo, essenciais para a manutenção de parcerias internacionais de longo prazo”, refere a docente da FEP.

    “O nosso compromisso com a internacionalização é um compromisso com o futuro - um futuro onde a educação não tem fronteiras, remata.

  • A Católica Porto Business School anuncia uma nova parceria com o CQF Institute no âmbito do seu Mestrado em Finanças. Esta colaboração marca o início de uma nova era de crescimento académico e de desenvolvimento profissional para os alunos do Mestrado em Finanças da Católica Porto Business School, que agora têm a possibilidade de aderir gratuitamente ao CQF Institute.

    Fundado em 2014, o CQF Institute é uma organização que reúne profissionais de finanças quantitativas de todo o mundo, e o órgão que concede o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF). Esta associação entre as duas instituições abre portas a uma riqueza de recursos, incluindo eventos creditados pelo CPD Certification Service - Continuing Professional Development, conferências exclusivas e palestras técnicas ministradas por especialistas de grande notoriedade na área, bem como oportunidades incomparáveis ​​de networking e progressão de carreira.

    Através desta parceria, o CQF Institute reafirma o seu compromisso em enriquecer a próxima geração de talentos financeiros, fornecendo aos estudantes as ferramentas e os conhecimentos necessários para prosperarem no mundo acelerado das finanças quantitativas, melhorando a sua jornada educacional com conhecimentos práticos.

     

    Sobre o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF)

    Criado pelo Dr. Paul Wilmott, o Certificado em Finanças Quantitativas (CQF) é a maior qualificação profissional em finanças quantitativas e é reconhecido por empresas financeiras em todo o mundo. Desde a sua criação, em 2003, que o CQF se tornou na qualificação de referência para a indústria de serviços financeiros. Atualmente, existem mais de 9.000 alumni espalhados por mais de 90 países, que trabalham nas maiores instituições financeiras e escolheram o CQF para impulsionar as suas carreiras.

    A primeira fase de candidaturas para os mestrados decorre até ao próximo dia 29 de fevereiro. Descubra toda a nossa oferta formativa aqui.

  • E se cultivasse leguminosas em casa e com isso ajudasse a alcançar sistemas alimentares mais sustentáveis? E se as leguminosas selvagens ajudassem a melhorar o impacto das utilizações do solo? São provocações do projeto legumES, um projeto de investigação e inovação coordenado cientificamente por Pietro Iannetta, do James Hutton Institute, através da sua nomeação conjunta como Professor Assistente da Universidade Católica Portuguesa e "Invited Senior Scientist" no Grupo de Investigação PlanTech do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia, da UCP - Porto.

    Pietro Ianneta explica que “o projeto não desafia apenas a forma como as leguminosas são cultivadas, mas, também, a forma como monitorizamos e respondemos aos impactos da gestão (comportamento humano) no ecossistema e nos sistemas alimentares em geral, uma vez que estes precisam de funcionar melhor do que funcionam atualmente, dadas as pressões das alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a erosão da cultura da boa alimentação.”

    O projeto, que acaba de iniciar o seu percurso de investigação e inovação, tem como grande objetivo validar os benefícios das leguminosas para o ecossistema, isto é, dar resposta à necessidade urgente de validar e quantificar os "benefícios dos serviços ecossistémicos" oferecidos pelas leguminosas.

    Com a duração de quatro anos, recebeu um financiamento de 6,2 milhões de euros pela Comissão Europeia e pelos governos da Suíça e do Reino Unido. É levado a cabo por um consórcio multidisciplinar de 22 parceiros, de 12 países da UE, mais a Suíça e o Reino Unido. A parceria engloba organizações de investigação e tecnologia, micro, pequenas e médias empresas, grandes empresas e organizações não governamentais, e este complemento reflete o desafio multidimensional que se coloca.

     

    Os "benefícios dos serviços ecossistémicos" das leguminosas

    O que são os “benefícios dos serviços ecossistémicos”? Trata-se das funções baseadas nos ecossistemas que, direta ou indiretamente, ajudam a garantir o bem-estar dos organismos e, por conseguinte, do ambiente de que dependem. Estes serviços ou benefícios costumam ser classificados em quatro grandes tipos – abastecimento, regulação, cultura e apoio. Os benefícios incluem disposições críticas como a alimentação, a água potável, o bom estado dos solos e o bom funcionamento dos habitats naturais que sustentam a biodiversidade. Como tal, a quantificação e validação destes benefícios é extremamente importante devido à ameaça existencial colocada pelas alterações climáticas e pela degradação ambiental. Neste contexto de "proteção da vida", as leguminosas são um grupo de plantas extremamente importante em ambientes naturais e cultivados, mas continuam a ser subutilizadas em toda a Europa.

    Para tentar ajudar a potenciar uma gestão mais eficaz das leguminosas silvestres e a utilização das leguminosas cultivadas, o projeto legumES adopta abordagens de "investigação cooperativa" e de "co-criação de conhecimentos" - envolvendo agricultores, redes de explorações agrícolas e gestores de terras que se ocupam das leguminosas em ambientes agrícolas e naturais. Esta parceria cooperativa ajudará a garantir a identificação, elaboração e adoção das melhores práticas de conservação e cultivo de leguminosas.

    Além disso, esta abordagem procura, também, desenvolver e integrar a utilização de novas abordagens e ferramentas para quantificar os benefícios das leguminosas para o ecossistema. Uma vez que tais metodologias e ferramentas são também de interesse para os gestores de terras e agricultores; embora também apelem a todos os intervenientes da cadeia de valor que procuram evidenciar o seu papel na garantia de ecossistemas mais sustentáveis e resilientes.

     

    Nível muito baixo de cultivo e consumo de leguminosas na Europa

    Pietro Iannetta, coordenador do projeto, sublinhou que "em toda a Europa, vivemos uma situação em que temos de regressar aos níveis históricos de cultivo de leguminosas se quisermos avançar e enfrentar os grandes desafios que a civilização enfrenta".

    Em muitas culturas alimentares em todo o mundo, as leguminosas cultivadas e silvestres têm historicamente fornecido alimentos ricos em nutrientes como uma importante fonte de sustento para os seres humanos e animais e contribuem, também, para garantir o bem-estar contínuo da terra em que crescem. No entanto, o nível de cultivo e consumo de leguminosas na Europa continua muito abaixo dos limiares mínimos necessários para otimizar a produção sustentável e para ajudar a cumprir as orientações dietéticas recomendadas.

    Embora a produção e o consumo de alimentos à base de grãos de leguminosas possam estar a aumentar lentamente, é muito menos provável que esses alimentos sejam derivados de leguminosas cultivadas dentro ou perto das regiões onde são consumidas. A elevada dependência de grãos de leguminosas importados significa que os benefícios multiambientais e socioeconómicos das leguminosas são perdidos.

    Marta Vasconcelos, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina e com um currículo vasto no campo das leguminosas, acrescentou que "o apoio a uma agricultura mais sustentável está a mudar para um modelo de 'dinheiro público para bens públicos', o que significa que se procuram benefícios para a função do ecossistema”. “A dimensão exata dos potenciais benefícios oferecidos pelas leguminosas continua por validar e quantificar em termos sociais, ambientais e económicos. Não se trata de uma tarefa simples, uma vez que os benefícios são acumulados e equilibrados em escalas que vão desde o campo e a exploração agrícola até aos níveis regional e nacional, e assim internacionalmente. O projeto legumES analisa as opções de baixo para cima e de cima para baixo, desde os agricultores e as redes de explorações agrícolas até à governação empresarial e às políticas governamentais, respetivamente”, acrescenta.

     

    Um encontro com mais de 60 pessoas de 12 países

    Mais de 60 pessoas de 12 países, estiveram reunidas na Universidade Católica Portuguesa no Porto para discutir o legumES e planear a melhor forma de testar como as leguminosas cultivadas em casa podem ajudar a alcançar sistemas alimentares mais sustentáveis e como as leguminosas selvagens podem ajudar a melhorar o impacto das utilizações do solo. Para além do planeamento administrativo para o projeto de 4 anos, foram realizados workshops para determinar quais os serviços ecossistémicos mais importantes a focar.

    Pietro Iannetta explica que “a sustentabilidade se transformou na linguagem do marketing moderno e não é de admirar que o mesmo aconteça com os géneros alimentares à base de plantas e, geralmente, de leguminosas. No entanto, é importante que tenhamos as ferramentas, os métodos e as pessoas para valorizar essas afirmações. O legumES ajudará a construir as comunidades necessárias e equipará essas comunidades para validar e equilibrar os vários benefícios oferecidos numa "abordagem de saúde única" - ou seja, optimizada para si e para o planeta.”

     

  • Com uma enorme paixão por História e Arte, Marta Mendonça “sabia que algo nas Artes” a chamava, mas não tinha a certeza do quê. Hoje, aos 20 anos, conta-nos que foi na Conservação e Restauro que encontrou a resposta.

    “Comecei a pesquisar sobre a área, vi e revi inúmeros vídeos de intervenções, quase compulsivamente,” confessa a finalista da licenciatura em Arte, Conservação e Restauro da Católica, no Porto. Foi assim que descobriu “um mundo especial, perfeito, e do qual queria fazer parte.”

    Para a futura conservadora-restauradora, “a Arte, em todas as suas formas, foi, e é, um registo da evolução do Homem”. Acredita que “cabe aos profissionais preservar essa identidade coletiva e zelar pela longevidade de determinados objetos, que são marcas de certas culturas e cronologias.”

    Decidida a fazer parte deste mundo e dedicada a esta missão, Marta escolheu o curso de Conservação e Restauro na Universidade Católica devido ao equilíbrio teórico-prático e porque “pareceu ser a melhor opção, desde o plano de estudos, ao tempo de contacto direto com a obra artística, que em muito ajuda na formação do conservador-restaurador.”

    Após conversar com a coordenadora da licenciatura, Carla Felizardo, no Open Day da Escola das Artes, “não havia quaisquer dúvidas”, e candidatou-se unicamente ao curso na UCP.  “Não poderia ter feito uma escolha melhor. Sinto-me concretizada e verdadeiramente feliz nesta instituição de ensino”, afirma hoje, certa da sua decisão.

    Sobre o curso, destaca as “atividades dinamizadas nas Campanhas de Inverno e de Verão, que ensinam verdadeiramente como funciona uma equipa de trabalho,” em contexto profissional, explica a estudante.

    Quanto ao futuro e certa de que as ferramentas recolhidas “ao longo dos últimos três anos serão devidamente aplicadas” no mundo que a espera, Marta confessa os seus vários planos: “quero colocar ‘as mãos na massa’, quero poder tocar e trabalhar em várias obras de arte, quero intervencionar objetos dos, e nos, quatro cantos do mundo.”

    Mas desses quatro cantos “há um ‘pedaço’ de terra no mediterrâneo, que se chama Itália, que sempre suscitou” o seu interesse. Não fosse esta a casa da peça de arte que mais gostaria de restaurar, caso pudesse escolher qualquer uma no mundo. “Fascinada pelo Renascimento italiano, e pelo trabalho mecenático dos Médici, Florença é guardiã de uma das minhas obras de arte favoritas. Adoraria poder intervencionar A Primavera, de Sandro Botticelli. Há qualquer coisa de especial naquela obra em particular.”

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