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Pesquisas Internas

  • Manuel Dinis é estudante da Licenciatura em Conservação e Restauro na Escola das Artes da Universidade Católica, e guitarrista na banda Nunca Mates o Mandarim. Nesta entrevista, fala sobre o percurso que o levou a encontrar a licenciatura que o “apaixona” - “um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”. Dá também a conhecer o processo criativo dentro da banda, e alguns momentos que o marcaram, incluindo a participação no Festival da Canção, e a “energia única” de pisar palcos como o do Primavera Sound. Sobre conciliar os estudos com a música, partilha o “equilíbrio enriquecedor” de gerir tempo e motivação entre as duas áreas, deixando ainda uma palavra de “perseverança” a quem procura o seu caminho na área artística.

     

    Que conselho daria a alguém que está a pensar estudar na Escola das Artes?

    Se estão a pensar em entrar aqui é porque já há alguma coisa que vos puxa - seja para cinema, para som e imagem ou para conservação e restauro. O principal conselho que daria é explorar bem o curso e o ambiente antes de tomar uma decisão: olhar para o plano curricular completo, visitar a faculdade, conhecer as oficinas, os materiais e, se possível, falar com professores e estudantes. Participar em Open Days, e outras atividades na faculdade também ajuda muito a perceber o contexto em que vamos estar.
    E depois, para quem possa ter dúvidas, como eu tive, há uma coisa que acho essencial: a perseverança. Houve alturas em que me senti completamente perdido, sem perceber muito bem qual seria o meu caminho. Mas continuei a procurar, a experimentar coisas novas… E dei tempo ao tempo. As coisas acabam por se alinhar - e encontrei algo de que realmente gosto.

     

    “Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”

     

    Como é que descobriu o interesse pela Conservação e Restauro?

    Antes de mais, tive de ter a coragem de perceber que gostava de fazer outra coisa e de assumir que a arte seria parte do meu futuro. Desde os 13 anos, comecei a tocar guitarra e o meu sonho era ser músico. Quando terminei o secundário, fiz um Gap Year. Trabalhei numa livraria, que tinha uma parte de encadernação e percebi logo aí que gostava daquela área manual. Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica, para conhecer os materiais e saber restaurá-los. Foi essa perspetiva completa do Restauro que me trouxe cá.

     

    Que balanço faz da licenciatura até agora?

    Acabei por me apaixonar pela área. É um curso que nos forma em aspetos muito diferentes, desde história da arte, fotografia, cadeiras práticas, escultura, físico-química. E descobri que gosto mais de algumas coisas do que imaginava: fascinou-me uma cadeira, logo no primeiro ano, sobre materiais inorgânicos, sobre metais e pedra, ou seja, restauro de igrejas e mosteiros; e agora mais recentemente, o papel.

     

    A música continua a ter um papel importante na sua vida - é guitarrista na banda “Nunca mates o mandarim”. Como surgiu este projeto musical?

    Somos três - eu, o Campelo (o baterista) e o Amorim (o vocalista) - e já nos conhecíamos brevemente. Eu andava cheio de vontade de tocar e eles já estavam também a trocar ideias e músicas entre si. A certa altura, perceberam que precisavam de mais uma pessoa para contribuir para o processo e lembraram-se de mim. Fomos tomar um café e percebemos logo que estávamos todos na mesma página.  Nunca Mates de Mandarim foi o nome escolhido, é uma referência ao livro O Mandarim, de Eça de Queiroz. O nosso vocalista estava muito inspirado em Eça para escrever as letras e as temáticas das músicas, e a expressão surge precisamente na última frase do livro, quase como uma moral da história.

     

    Quais as suas principais referências artísticas?

    Na literatura, primeiro, Gabriel García Marques - escreveu um dos meus livros favoritos. Na música, as minhas influências são os Beatles, John Mayer, e, na música portuguesa, Jorge Palma e Rui Veloso inspiram-me muito. Normalmente as pessoas não associam a pintura à música, mas há um pintor, Bosch, que eu sinto que influencia a minha música, nem que seja de forma inconsciente, com os mundos que cria na sua obra. Tem obras fantásticas e horripilantes.

     

    O que é que querem dizer, enquanto banda, neste momento artístico?

    Neste momento, por exemplo, com a música do Festival da Canção, preocupamo-nos em refletir sobre aquilo que nós vivemos e sentimos enquanto jovens - e que acreditamos que outras pessoas possam também sentir. Falar sobre algo que não é bem liberdade, mas talvez uma certa emancipação da nossa geração. A emancipação pessoal e artística são temas que nos guiam, como a cidade e a gentrificação, que estão também muito presentes na escrita do João (Amorim). Agora vamos para novos horizontes, quem sabe de que é que vamos falar a seguir…

     

    “Há um equilíbrio que é enriquecedor. Posso ter estado num grande concerto, mas volto à sala de aula como qualquer aluno, para aprender coisas que ainda não sei.”

     

    Que momentos em palco mais o marcaram e o que tem aprendido com essas experiências?

    O concerto na Feira do Livro do Porto. Foi diferente, porque não estávamos à espera; quando chegámos ao palco, estava tudo cheio e sentimos, pela primeira vez, essa ligação muito forte com as pessoas. Estávamos a tocar em casa, toda a gente estava “na mesma onda que nós” e houve uma resposta às músicas que nos marcou muito. Tocar no Primavera Sound foi outra experiência incrível. Foi o maior palco que pisámos e não imaginávamos fazê-lo tão cedo. Mais do que o nome do festival, marcou-me a sensação de olhar em frente e ver tanta gente. Estar ali em cima e sentir aquela energia faz-nos querer continuar a tocar.
    Estas oportunidades dão-me experiência, dão-me contacto com outras pessoas, e ajudam-me a refinar o que eu faço. Em cada concerto acabo por tocar alguma coisa de forma diferente e por descobrir melhor o meu som. Portanto, têm enriquecido de forma imensa o meu percurso artístico.

     

    Como compatibiliza a vida artística com os estudos?

    É desafiante, mas é possível. Apesar dos vários desafios, como a gestão de tempo, há um equilíbrio que é enriquecedor. Às vezes, chego à faculdade e os meus colegas dizem-me: “vi-te na televisão”, e logo a seguir estamos a falar de madeiras. Posso ter estado num grande concerto no dia anterior, mas depois volto à sala de aula como qualquer outro aluno, para aprender coisas que ainda não sei. Gosto muito desse contraste porque me ajuda a manter uma certa rotina e também alguma humildade.

     

    Integra também a Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto.

    Sim. A tuna deu-me um novo ânimo para viver a faculdade para além das aulas e um certo sentimento de pertença à vida académica. Embora seja mais um desafio de conciliação, é também muito gratificante.

     

    Que perspetivas tem agora para o futuro?

    Neste momento, o objetivo passa por terminar a licenciatura e continuar para o mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais, aqui na Católica. Ao mesmo tempo, quero continuar a desenvolver o percurso da banda e perceber, passo a passo, como as duas áreas podem crescer em conjunto. Embora a música seja a minha grande vocação, viver exclusivamente dela é um percurso difícil e imprevisível. Gosto da ideia de ter uma área profissional com a qual também me identifico e que consigo imaginar a conciliar com a música no futuro.

     

  • A Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa acolheu, no passado dia 5 de junho, a conferência “Diálogos luso-brasileiros sobre violência digital e misoginia”, um evento realizado em formato híbrido que reuniu especialistas portuguesas e brasileiras para debater os desafios contemporâneos que ameaçam os direitos das mulheres.

    Organizada e moderada por Sandra Tavares, professora associada da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e investigadora do Centro de Estudos e Investigação em Direito (CEID), a conferência procurou analisar as novas formas de violência dirigidas às mulheres, em particular no ambiente digital, bem como refletir sobre as respostas jurídicas e políticas necessárias para enfrentar o recrudescimento dos discursos misóginos e dos ataques baseados no género.

    As intervenções estiveram a cargo de Mariana Vilas Boas, Mônica Sapucaia Machado e Sandra Tavares, investigadoras integradas no Grupo de Pesquisa Mulheres, Renda e Democracia, que promoveram uma análise multidisciplinar sobre violência de género, direitos fundamentais e os impactos das novas tecnologias na vida das mulheres.

    Na sua comunicação, Mariana Vilas Boas, jurista e investigadora do CEID, abordou a evolução do conceito jurídico de violação à luz do direito nacional e europeu. Partindo da Convenção de Istambul, destacou a crescente centralidade do consentimento na definição dos crimes de violência sexual e analisou a evolução legislativa portuguesa, bem como decisões jurisprudenciais que evidenciam os desafios persistentes na interpretação e aplicação do direito penal em matéria de violência sexual. A investigadora refletiu ainda sobre as recentes discussões europeias em torno da harmonização das normas relativas à proteção das vítimas e ao combate à violência contra as mulheres.

    Por sua vez, Mônica Sapucaia Machado, professora e investigadora brasileira especializada em democracia, género e inteligência artificial, centrou a sua intervenção na violência digital contra as mulheres e naquilo que designou como a “nova fronteira da misoginia”. A partir da realidade brasileira, apresentou dados que demonstram o crescimento da violência de género em contraste com a redução da violência letal geral, alertando para o aumento da disseminação de conteúdos misóginos nas plataformas digitais. Foram ainda discutidos fenómenos emergentes associados à inteligência artificial, como a criação de imagens sexualizadas não consentidas através de deepfakes e ferramentas de “nudificação”, bem como os desafios regulatórios colocados pela chamada “machosfera” digital e pelos discursos de ódio online.

    Ao longo da conferência, foram igualmente analisadas as narrativas culturais e institucionais que continuam a contribuir para a desvalorização da violência contra as mulheres. Através da apresentação de casos mediáticos e de exemplos retirados da jurisprudência portuguesa, foi sublinhada a importância de desconstruir preconceitos de género ainda presentes no discurso público e jurídico, reforçando a necessidade de uma abordagem centrada nos direitos humanos e na igualdade.

    A sessão constituiu um espaço de diálogo académico entre Portugal e Brasil sobre fenómenos que assumem crescente relevância social e jurídica, reafirmando o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com a promoção da investigação, do debate científico e da defesa dos direitos fundamentais das mulheres.

  • O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), laboratório associado e unidade de investigação da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, integra a Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI) para as Ciências da Vida e da Saúde da Região Norte. A iniciativa Bridges4Health pretende reforçar a colaboração entre a investigação, o sistema de saúde, as empresas e as entidades públicas, acelerando a inovação e a resposta aos desafios da saúde nas próximas décadas.

    Estruturada em quatro domínios estratégicos - Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Dispositivos e Tecnologias Biomédicas e Microbioma e Saúde -, a Bridges4Health visa promover projetos colaborativos que aproximem a investigação da prática clínica, acelerem a transferência de tecnologia e impulsionem o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções capazes de melhorar os cuidados de saúde e a qualidade de vida dos cidadãos.

    "O Centro de Biotecnologia e Química Fina assume a coordenação do domínio do Microbioma e Saúde e é responsável por várias ações de implementação do projeto, o que evidencia o reconhecimento da excelência científica e do impacto da investigação que desenvolve nas áreas da biotecnologia, microbiologia, nutrição e engenharia biomédica," afirma Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina. "Este envolvimento reforça o nosso compromisso com uma investigação colaborativa, interdisciplinar e orientada para a inovação, contribuindo para o desenvolvimento de soluções para a promoção da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos," acrescenta.

    Na área do Microbioma e Saúde, os investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina vão aprofundar o papel do microbioma humano na saúde e na doença, promovendo, com os restantes parceiros da plataforma, o desenvolvimento de estratégias inovadoras de prevenção, diagnóstico e terapêutica, bem como de aplicações clínicas baseadas na modulação do microbioma. “A evidência científica demonstra o impacto do microbioma em múltiplas patologias e respostas terapêuticas, tornando este domínio relevante para cuidados de saúde mais eficazes e personalizados,” explica Manuela Pintado.

    A Bridges4Health integra a Estratégia de Especialização Inteligente da Região Norte (S3 Norte 2027) e tem como missão mapear e fortalecer o ecossistema regional das Ciências da Vida e da Saúde, definindo prioridades de investimento e promovendo uma estratégia colaborativa que impulsione o desenvolvimento científico, tecnológico, económico e social da região.

    O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) é um dos quatro parceiros do consórcio Bridges4Health, uma plataforma coordenada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e pelo Centro Clínico Académico de Braga (2CA-Braga), em colaboração com a Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

    A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, marcou presença no dia 30 de junho de 2026 na reunião de trabalho dedicada à Plataforma Regional de Especialização Inteligente em Ciências da Vida e da Saúde - PREI Bridges4Health, que decorreu na sede da CCDR NORTE, no Porto. A sessão reuniu representantes das 14 Unidades Locais de Saúde da Região Norte, do IPO do Porto e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, num encontro orientado para reforçar a articulação entre investigação, prestação de cuidados de saúde, inovação empresarial e desenvolvimento regional.

  • As Bibliotecas Católica promovem duas sessões de formação dedicadas à utilização da base de dados Overton, nos dias 13 de julho e 7 de outubro, entre as 10h00 e as 11h00.

    A inscrição é gratuita, mas obrigatória, através do formulário disponível aqui.

    A Overton disponibiliza a maior base de dados mundial de políticas públicas e literatura cinzenta, reunindo mais de 25 milhões de documentos provenientes de governos, organizações internacionais e outras entidades.

    O acesso ao recurso está disponível para toda a comunidade da UCP. Para utilização fora do campus, é necessário efetuar um registo com o endereço de e-mail institucional da Universidade (xxx@ucp.pt).

    Para mais informações ou apoio na utilização deste recurso, contacte as Bibliotecas através do e-mail: biblioteca.porto@ucp.pt.

  • Realizou-se na Sé Catedral do Porto, no dia 4 de julho, o Crisma de 80 estudantes, ligados a movimentos e grupos da Diocese, numa cerimónia emotiva presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Concelebraram o Padre José Pedro Azevedo, responsável da pastoral universitária do Porto (CIMT) e capelão da Universidade Católica no Porto, o Padre Luís Lencastre também ligado à Pastoral Universitária, o Padre José Paulo, capelão da Universidade Lusíada, os Padres António Pamplona, Gonçalo Castro Fonseca e Nuno Tovar de Lemos do Centro Universitário dos Jesuítas (CREU) e o Padre Jorge Oliveira do Vega (Opus Dei). Na mesma cerimónia fez ainda a primeira comunhão, um estudante da Universidade Católica.

    Para a Universidade Católica no Porto, foi um dia muito especial pelo culminar de mais um caminho de preparação para o Crisma de 16 dos seus estudantes, reforçando assim a sua identidade e missão católica. No fim do dia vários estudantes partilharam e agradeceram a experiência inesquecível que tinham vivido.

    Alexandre Almeida, da Licenciatura em Direito, que fez a 1ª comunhão e o Crisma referiu que “O dia 4 de julho foi para mim, transformador. A Primeira Comunhão e o Crisma significaram um receber pleno e consciente da minha fé católica, um passo muito feliz e sem igual na minha vida.”

    Teresa Pacheco, da Licenciatura em Enfermagem, destacou que “Nascer e crescer na fé católica é uma bênção, mas descobrir Deus de forma consciente e sentir verdadeiramente o Seu amor é uma graça ainda maior. O Crisma foi, para mim, um encontro profundamente transformador, que reforçou a certeza de que é em Deus que encontro a minha maior alegria.”

    Diogo Sequeira, da Licenciatura em Direito, disse também que “É com tremenda alegria que descrevo o sacramento do Crisma. Confirmei, de forma refletida e consciente, que creio no Senhor. Foi acolher o Seu amor infindável e receber o Seu mandamento de amor - um amor e uma bondade infinitos, inexplicáveis. Crismar foi aproximar-me desse amor e ser acolhido nessa infinita bondade. Aceitei que nasci para amar, e que esse amor não é uma obrigação, mas algo que vem de dentro do coração. Amar, aprender a amar, porque eu nasci para amar!”

    O caminho de preparação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa de diferentes faculdades foi organizado pela Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) com a colaboração de Tomás Cantista, docente da Escola do Porto da Faculdade Direito. Os estudantes foram convidados a conhecer e a aprofundar as temáticas centrais da fé e da vida cristã: a Igreja, a Fé, a Esperança, o Amor a Deus e ao próximo, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Espírito Santo e os Seus dons, a Oração, o Compromisso, a Missa, a Reconciliação, entre outros temas.

    Ficou a promessa de novos encontros no próximo ano letivo, quer para os já crismados, quer para novos estudantes que queiram iniciar o caminho de preparação.

  • Realizou-se na Sé Catedral do Porto, no dia 4 de julho, o Crisma de 80 estudantes, ligados a movimentos e grupos da Diocese, numa cerimónia emotiva presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Concelebraram o Padre José Pedro Azevedo, responsável da pastoral universitária do Porto (CIMT) e capelão da Universidade Católica no Porto, o Padre Luís Lencastre também ligado à Pastoral Universitária, o Padre José Paulo, capelão da Universidade Lusíada, os Padres António Pamplona, Gonçalo Castro Fonseca e Nuno Tovar de Lemos do Centro Universitário dos Jesuítas (CREU) e o Padre Jorge Oliveira do Vega (Opus Dei). Na mesma cerimónia fez ainda a primeira comunhão, um estudante da Universidade Católica.

    Para a Universidade Católica no Porto, foi um dia muito especial pelo culminar de mais um caminho de preparação para o Crisma de 16 dos seus estudantes, reforçando assim a sua identidade e missão católica. No fim do dia vários estudantes partilharam e agradeceram a experiência inesquecível que tinham vivido.

    Alexandre Almeida, da Licenciatura em Direito, que fez a 1ª comunhão e o Crisma referiu que “O dia 4 de julho foi para mim, transformador. A Primeira Comunhão e o Crisma significaram um receber pleno e consciente da minha fé católica, um passo muito feliz e sem igual na minha vida.”

    Teresa Pacheco, da Licenciatura em Enfermagem, destacou que “Nascer e crescer na fé católica é uma bênção, mas descobrir Deus de forma consciente e sentir verdadeiramente o Seu amor é uma graça ainda maior. O Crisma foi, para mim, um encontro profundamente transformador, que reforçou a certeza de que é em Deus que encontro a minha maior alegria.”

    Diogo Sequeira, da Licenciatura em Direito, disse também que “É com tremenda alegria que descrevo o sacramento do Crisma. Confirmei, de forma refletida e consciente, que creio no Senhor. Foi acolher o Seu amor infindável e receber o Seu mandamento de amor - um amor e uma bondade infinitos, inexplicáveis. Crismar foi aproximar-me desse amor e ser acolhido nessa infinita bondade. Aceitei que nasci para amar, e que esse amor não é uma obrigação, mas algo que vem de dentro do coração. Amar, aprender a amar, porque eu nasci para amar!”

    O caminho de preparação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa de diferentes faculdades foi organizado pela Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) com a colaboração de Tomás Cantista, docente da Escola do Porto da Faculdade Direito. Os estudantes foram convidados a conhecer e a aprofundar as temáticas centrais da fé e da vida cristã: a Igreja, a Fé, a Esperança, o Amor a Deus e ao próximo, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Espírito Santo e os Seus dons, a Oração, o Compromisso, a Missa, a Reconciliação, entre outros temas.

    Ficou a promessa de novos encontros no próximo ano letivo, quer para os já crismados, quer para novos estudantes que queiram iniciar o caminho de preparação.

  • A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, foi distinguida com o Prémio Consagração de Carreira na 38ª edição dos Prémios Dona Antónia, uma iniciativa da Sogrape.

    Criados em 1988, os Prémios Dona Antónia reconhecem mulheres portuguesas que se destacam pelo seu percurso, talento e contributo para uma sociedade mais justa, inclusiva e qualificada e pretendem valorizar o talento feminino.

    Enquanto vencedora do Prémio Consagração de Carreira, Isabel Capeloa Gil foi descrita pelo júri do galardão como uma “referência incontornável da vida pública portuguesa” pela “sua atividade académica, científica e institucional, aliada à defesa da educação, da cultura e do pensamento crítico como motores do desenvolvimento”, e como “uma das mais influentes figuras do ensino superior em Portugal”, graças ao seu percurso académico e de gestão “amplamente respeitado em Portugal e além-fronteiras”.

    “Isabel Capeloa Gil tem liderado um processo de internacionalização e inovação que contribuiu para afirmar a Universidade Católica entre as mais prestigiadas da Europa”, apontou ainda o coletivo presidido por António Lobo Xavier.

    “O exemplo da Dona Antónia continua a abrir portas hoje para muitas mulheres jovens”, salientou por sua vez Isabel Capeloa Gil, sobre este prémio, aproveitando para deixar-lhes uma mensagem especial. “Nunca deixem de acreditar que é possível. Acreditem que têm as competências necessárias e quando as oportunidades surgem, abracem-nas. Se não surgirem, criem as oportunidades. O mais importante para um futuro de sucesso é ter confiança em si e podem ter a certeza de que são capazes”, frisou a reitora. “A herança que gostava de deixar para o futuro é o exemplo de que mesmo em ambientes em que as mulheres têm uma percentagem muito reduzida de liderança, com integridade e sentido de propósito, tudo é possível”, acrescentou.

    Ao receber este Prémio, Isabel Capeloa Gil integra o grupo de mulheres "Ferreirinha", cuja visão, determinação e capacidade de transformar positivamente a sociedade refletem os valores associados a Antónia Adelaide Ferreira, empresária nascida em 1811 que marcou a história do Douro e da produção de vinho do Porto ao assumir a liderança dos negócios familiares aos 33 anos.

     

    VEJA AQUI O VIDEO

     

  • Um momento de matar saudades, de regressar à alma mater e de rever colegas e professores. Foi assim a 5ª edição do Alumni Fest, o encontro anual dos Alumni da Universidade Católica no Porto que celebra a ligação entre a Universidade e os seus antigos alunos. A iniciativa reuniu cerca de 325 alumni provenientes das diferentes faculdades.

    O evento, que decorreu a 4 de julho, proporcionou, num ambiente familiar e de grande proximidade, a partilha de experiências pessoais e profissionais, reforçando o sentimento de pertença que continua a unir gerações de antigos alunos.

    Para Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, “O Alumni Fest é muito mais do que um encontro de antigos estudantes; é a celebração de uma comunidade que continua viva, dinâmica e comprometida com os valores que partilhou durante a sua passagem pela Universidade Católica. É sempre inspirador ver diferentes gerações de alumni regressarem à sua Universidade para reencontrar colegas, partilhar percursos e renovar laços que perduram muito para além dos anos académicos. Estes momentos recordam-nos que a Católica é uma comunidade para a vida, onde o conhecimento, a amizade e o sentido de responsabilidade para com a sociedade continuam a unir-nos e a fortalecer a nossa identidade comum."

    Para muitos participantes, o Alumni Fest é, acima de tudo, uma oportunidade para regressar a um lugar que continua a fazer parte da sua identidade. "Há lugares que nunca deixam de ser nossos. No Alumni Fest da Católica no Porto, os reencontros transformaram-se em abraços, as memórias voltaram às conversas e a alegria de rever velhos amigos fez reviver o espírito da escola", partilhou Clara Braga, alumna da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem.

    O ambiente de reencontro foi igualmente destacado pelos alumni das diferentes faculdades. "Voltámos ao lugar onde tantas histórias começaram. Entre sorrisos, abraços e memórias, percebemos que o verdadeiro legado da universidade são as pessoas", afirmou José Vasco Carvalho, alumnus da Escola das Artes. Já Maria Pintado, alumna da Faculdade de Educação e Psicologia, resumiu o espírito da iniciativa: "Reencontros, conversas e novas memórias. É isso que torna o Alumni Fest especial!".

    Os alumni da Católica foram também convidados a apoiar o Fundo Alumni para Alunos, o sistema de suporte social que tem como objetivo ajudar os atuais estudantes em situação de maior vulnerabilidade financeira.

    O sentido de comunidade marcou igualmente os testemunhos de outros participantes. Para Maria José Negócio, alumna da Faculdade de Teologia, "o Alumni Fest é um regresso ao passado com olhos postos no futuro porque construir um mundo melhor começa em cada pequeno gesto hoje. Somos UCP." Já Ricardo Lacerda e Rui Costa Lima, alumni da Escola Superior de Biotecnologia, sublinharam que o "Alumni Fest é a oportunidade anual para voltar a encontrar pessoas, histórias e memórias que continuam a fazer parte de nós, e para reacender amizades que o tempo não apaga", destacando ainda que a edição deste ano ficou marcada pela homenagem a Raquel Moreira, cuja dedicação à comunidade académica permanece viva na memória dos alumni.

    O entusiasmo foi também partilhado por Dário Freitas e José Graça, alumni da Faculdade de Direito – Escola do Porto: "Foi bonita a festa, este ano com mais calor e animação! Obrigado, Católica!". Também Tiago Teixeira, alumnus da Católica Porto Business School, afirma que o Alumni Fest é “mais do que um reencontro, é uma boa forma de reforçar a rede e as amizades criadas durante o percurso académico.”

    O Alumni Fest é uma iniciativa conjunta da Universidade com as várias Associações Alumni (Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Direito – Porto e Faculdade de Educação e Psicologia) e com as diferentes dinâmicas de alumni da Católica Porto Business School, Escola das Artes, Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem e Faculdade de Teologia no Porto.

  • Pedro Braga Falcão é docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e investigador no Centro de Estudos de História Religiosa. Leciona e investiga em áreas que vão do latim, ao grego e à história das religiões, e estes temas acompanham-no desde a infância, numa casa onde a etimologia das palavras fazia parte do quotidiano. Nesta entrevista, reflete sobre a importância das línguas clássicas para a Teologia, uma área que "oferece aos alunos a possibilidade de compreender o mundo de forma estruturada, mas também ousada". Fala ainda do diálogo entre a Antiguidade e a contemporaneidade, do trabalho de tradução da Bíblia, da escrita e da música - "o grande fio condutor" da sua vida.

     

    Que memórias guarda da sua infância?

    Eu sou filho de pais açorianos. Muitos dos meus parentes foram para a América, outros para o Canadá, e só a minha família é que foi para o continente, para uma aldeia no concelho de Sintra, onde vivíamos um bocado isolados. O que eu guardo com maior saudade, que é uma coisa que recorre muito na minha poesia, é o cheiro a pinheiro. A minha infância é o cheiro a pinheiro.

     

    Como é que surgem os estudos clássicos na sua vida?

    O meu pai era de uma aldeia muito pobre, Rabo de Peixe, e naquele contexto, só ia estudar ou quem tinha posses ou quem a Igreja pudesse tomar sob a sua alçada. Na altura, havia uma missão holandesa por ali, repararam no meu pai, e foi para o seminário, onde estudou latim. Cresci com ele a falar e a ensinar-me sobre a etimologia das palavras. A minha mãe é de filosofia, portanto também estava sempre a falar do grego. O bichinho das clássicas sempre foi demasiado forte, pelo que na Faculdade optei pelo curso de Línguas e Literaturas Clássicas, onde me formei em latim e grego.

     

    E continuou os estudos nesta área...

    Depois fiz o mestrado em Literatura Latina, o doutoramento também, em torno da obra de um dos grandes poetas da antiguidade, que é Horácio, o poeta do carpe diem. Paralelamente, tive sempre estudos musicais, também fiz uma licenciatura em viola de arco e neste momento os meus interesses estendem-se por todas estas áreas. Entrei para a Católica, há vinte anos, na qualidade de professor de Latim.

     

    “Há no fenómeno religioso uma gramática e uma vontade poética comuns e extremamente ricas”

     

    Qual é a importância do estudo das línguas clássicas na Teologia?

    O património de que a teologia fala, em grande medida, só é acessível por um conhecimento mais profundo, não só dos estudos bíblicos, mas também das línguas da Bíblia e da cultura cristã ocidental, fundamentalmente, o latim, o hebraico e o grego. Estudar teologia sem esta noção das línguas clássicas seria o mesmo que fazer um curso de literatura alemã sem saber alemão.

     

    Ensina também História das Religiões na Faculdade de Teologia.

    Esta é uma cadeira que eu tenho particular gosto em dar. Falo na religião antiga grega e romana, mas também sobre o budismo, o hinduísmo, o islão, o judaísmo. Ao ensinarmos e ao falarmos destas culturas e destas religiões, acabamos por dar aos alunos uma sensação de partilha de um mundo muito rico e muito diverso. Isto também enriquece a fé cristã, na medida em que a fé amadurece pelo diálogo. Penso que é evidente que há no fenómeno religioso uma gramática e uma vontade poética comuns e extremamente ricas, pelo menos na minha mundividência.

     

    O que é que distingue o ensino da Teologia?

    A Teologia é uma área de saber permanentemente em diálogo com a Língua, com a Filosofia, com a Sociologia, com a Antropologia, com a Igreja. É um curso que se distingue muito de todos os outros, pelo próprio objeto de estudo, e que, na sua dinâmica, oferece aos alunos a possibilidade de compreenderem o mundo de uma forma estruturada, do ponto de vista científico, mas, também, ousada, a partir de uma coisa tão inefável como é Deus.

     

    “[Traduzir] é uma hipótese única de conhecer outra alma com dois mil anos, de ler devagar estes poetas e trabalhar o seu pensamento”

     

    Que temas tem mais recentemente investigado?

    A minha questão de fundo é esta gramática ritual comum com que podemos interpretar a realidade muito recuada da convivência da religião antiga, grega e romana, com o cristianismo emergente. Estamos a falar dos primeiros dois, três, quatro séculos. Tenho esta intuição - e há muita coisa produzida sobre isto - de que nós ao estudarmos o cristianismo à luz daquilo que se costuma chamar paganismo, podemos perceber melhor o cristianismo, e vice-versa. Também conseguimos perceber melhor a identidade antiga que vai dar origem à civilização europeia. Este é um dos principais temas que orientam o meu trabalho, mas as investigações tendem a ser mais concretas. Por exemplo, o meu próximo artigo será sobre a perseguição religiosa que foi feita pelos romanos, muito antes do cristianismo, aos festivais de Baco, que estavam a ser introduzidos em Roma.

     

    Também trabalha na tradução de textos a partir das línguas clássicas. O que significa esse trabalho, para si?

    O Aníbal Fernandes, que é um dos grandes tradutores que nós temos, costuma dizer “traduzo para ler mais devagar”. E, para mim, é precisamente isto, particularmente com a poesia antiga, que é aquilo que eu mais gosto de traduzir. É uma hipótese única de conhecer outra alma com dois mil anos, de ler devagar estes poetas e trabalhar o seu pensamento – é arrepiante, não é? É uma graça infinita. Ao mesmo tempo, como escritor, trabalho a minha própria técnica de escrita. E depois, claro, o mundo bíblico. Seja-se crente ou não, os evangelhos, por exemplo, lê-los em grego e traduzi-los do grego é das coisas mais bonitas que podem acontecer na vida, porque todas aquelas palavras têm ecos lá dentro. A forma como os evangelhos estão organizados, como foram estruturados, do ponto de vista literário, é uma coisa fascinante.

     

    Tem também trabalhado num projeto de tradução da Bíblia, para a Conferência Episcopal Portuguesa.

    Este projeto faz parte de um grande plano que a Igreja tinha desde o Concílio do Vaticano II de ter uma tradução completa da bíblia, cientificamente sólida, para uso litúrgico. E daí partiu-se para um projeto fundamentalmente financiado pela Igreja Portuguesa, para o qual fui convidado pelo, então, Padre Tolentino Mendonça, com quem mantive uma relação próxima na Faculdade.
    O nosso trabalho é muito minucioso. Agora está quase acabar, mas dediquei-lhe longas horas por semana nos últimos 10 anos. Recebíamos as traduções de todo o mundo lusófono e depois fazíamos uma revisão científica, literária e litúrgica, muito complexa, que implicou, naturalmente, ir sempre ao original e procurar uma necessária uniformização. O projeto é, por natureza, participativo: todos os meses colocamos textos novos no site e estamos à procura de ecos da comunidade dos leitores, que depois avaliamos. E essa idiossincrasia de participação, no meu conhecimento, é única em projetos como este.

     

    O que o fascina neste diálogo entre aquilo que foi a Antiguidade e aquilo que é a Criação Contemporânea?

    Tudo o que nós somos enquanto cultura - e mesmo contracultura -, está sempre em diálogo com o nosso passado. A cultura dita ocidental está sedimentada na maneira greco-romana de ver o mundo. Eu costumo dizer que os classicistas são por natureza otimistas. Conhecer de onde viemos tem essa dupla vantagem: de perceber porque fazemos coisas belas - como a noção de direito, que é uma coisa romana e uma condição imprescindível para a vida em sociedade; e também porque fazemos coisas más e como nos libertamos delas. A escravatura, por exemplo, era uma realidade perfeitamente aceitável para gregos e romanos e é hoje reconhecida como algo abjeto, pavoroso. O cristianismo foi uma revolução no sentido em que introduziu algo que faltava na antiguidade, que é a noção da dignidade humana, da pessoa, do outro, da alteridade - uma conquista lenta, sinuosa da Igreja, mas uma mensagem central no cristianismo.

     

    “A música é o grande fio condutor de tudo isto, é a argamassa que liga todas as minhas experiências.”

     

    E de que forma é que esse conhecimento contagia a sua própria criação, enquanto escritor?

    Se o autor opta por uma via sincera, então aquilo que estudou, leu e o inspirou acaba por soar naquilo que faz e integra a sua atitude na escrita. Acho que isso é o que alimenta aquilo que eu faço. Eu costumo apresentar-me como um autor desconhecido do final do século XX. Sou um bocadinho um pós-moderno, não sou um escritor particularmente clássico, nem que procure muito o gesto da forma, mas não deixo de ter uma grande âncora na palavra, enquanto ato etimológico.

     

    E a música?

    A música é o grande fio condutor de tudo isto, é a argamassa que liga todas as minhas experiências. Até a experiência mais inefável, uma experiência do divino, é incomensuravelmente, para mim, mais imediata pela música, seja como ouvinte, seja como executante. Tenho gostos muito variados: agora estou a ouvir Bach, e depois já me apetece ouvir Joy Division, Pixies, música renascentista, ou música folclórica da Geórgia. Se eu quero estar num determinado estado de espírito, para escrever, eu sei que música quero ouvir, e é a partir daí que tudo nasce. Mas se estiver a trabalhar ou a escrever um artigo sobre a vírgula no século XV d.C. não consigo com música. Como instrumentista, entrei recentemente no Grupo Arte Minima na dupla capacidade de músico, mas também de especialista em textos litúrgicos antigos escritos em latim. Tenho agora o prazer de estar a explorar a música renascentista - a sua notação, ambiência e estética - e a viola da braccio, e de ver cruzar os meus vários interesses neste universo.

     

    Alguma recomendação cultural?

    Ouvir, mas ouvir mesmo, a Paixão segundo São João, de Bach, do princípio ao fim, com o libreto à frente e com a tradução. É uma experiência por que acho que toda a gente devia passar na vida.

     

  • Quinze empreendedores apresentaram 12 ideias de negócio no Demo Day do Programa de Aceleração Bloom Your Biz #Porto, assinalando a conclusão de um percurso intensivo de capacitação empreendedora. Perante um painel de júri, parceiros e convidados, os participantes deram a conhecer projetos que refletem talento, criatividade e determinação, demonstrando o potencial das suas propostas e o trabalho desenvolvido nos últimos meses.

    Realizado no passado dia 30 de junho, o Demo Day marcou o culminar do processo de aceleração de negócios do programa, promovido pela Fundação Aga Khan Portugal, em parceria com a Universidade Católica no Porto, através da sua Área Transversal de Economia Social. O Bloom Your Biz #Porto tem procurado contribuir para um ecossistema empreendedor mais diverso e inclusivo na cidade, apoiando empreendedores no desenvolvimento de ideias de negócio sustentáveis e geradoras de impacto.

    Ao longo dos últimos meses, os(as) participantes desenvolveram as suas ideias através de um percurso de formação, mentoria e acompanhamento personalizado, adquirindo competências nas áreas da liderança, comunicação, marketing, gestão financeira e desenvolvimento de modelos de negócio. O Demo Day representou o culminar deste processo, proporcionando a oportunidade de apresentar os seus projetos através de um pitch, demonstrando não apenas a viabilidade das suas propostas, mas também a evolução pessoal e empreendedora alcançada ao longo do programa.

    Na sessão de abertura, Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sublinhou que "quando a academia se liga à comunidade, o conhecimento transforma-se em impacto". "É nesta ligação que encontramos alguns dos exemplos mais relevantes de inovação social, inclusão e desenvolvimento humano", acrescentou, desafiando os participantes a aproveitarem ao máximo esta oportunidade para “aprender, crescer e acreditar no potencial das suas ideias”.

    Os projetos apresentados evidenciaram a diversidade de talentos existentes na cidade do Porto e abordaram diferentes áreas de atividade, desde a moda sustentável e as indústrias criativas até iniciativas de impacto social, bem-estar, ilustração, produtos artesanais e valorização da diversidade cultural. Em comum, todos refletiram uma forte vontade de transformar competências, paixões e experiências de vida em negócios com propósito e impacto positivo.

    O evento contou ainda com a avaliação de um júri multidisciplinar, que reconheceu a qualidade e o potencial das ideias apresentadas. No final da sessão, foram distinguidos três projetos: 1.º Prémio – Miasà; 2.º Prémio – Ikiway; 3.º Prémio – TilloMethod – unPlug.

    Mais do que uma competição, o Demo Day constituiu um espaço de celebração, aprendizagem e networking, onde os(as) empreendedores(as) puderam partilhar as suas histórias, receber feedback construtivo e estabelecer novas ligações com parceiros do ecossistema de empreendedorismo e inovação social.

    O percurso, contudo, não termina aqui. Após o Programa de Aceleração, os projetos iniciam agora uma nova etapa através do Programa de Incubação, onde continuarão a beneficiar de acompanhamento especializado, mentoria e ligação à rede de incubadoras parceiras do Bloom Your Biz #Porto, reforçando as condições para transformar as ideias apresentadas em negócios sustentáveis e geradores de impacto.

    O Bloom Your Biz #Porto continua, assim, a afirmar-se como um programa que acredita no potencial das pessoas e na força do empreendedorismo como ferramenta de inclusão, capacitação e transformação social.

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