resono [2015], Rui Penha & Concerto de Amadores [1882], Columbano Bordalo Pinheiro
Fotografia: José Paulo Ruas e Luísa Oliveira, DGPC/DDCI/DDF
28 MAR | Criação no Digital
Rui Penha (músico e compositor)
Pode parecer óbvio que as especificidades da tecnologia digital trazem consigo novas formas de fazer e pensar a arte. Questões como os meios de disseminação, a geração automática, a interactividade ou a obsolescência foram significativamente alteradas pelos desenvolvimentos tecnológicos das últimas décadas. Mas será que mudaram de forma relevante o papel da arte nas nossas vidas? Em quais aspectos — na formação, nas preocupações ou no quotidiano de trabalho — serão diferentes os artistas da era digital? E em que medida essa diferença será uma consequência das técnicas ou uma resposta às contingências da contemporaneidade?
Compositor, artista intermédia e performer de música electroacústica, Rui Penha nasceu no Porto em 1981. Completou um Doutoramento em Música (Composição) na Universidade de Aveiro. A sua música foi tocada e gravada por músicos como Arditti Quartet, Peter Evans, Remix Ensemble ou Orquestra Gulbenkian. Foi fundador e curador da Digitópia (Casa da Música) e tem um grande interesse pela relação entre a música e a tecnologia. A sua produção recente inclui interfaces para expressão musical, software para espacialização sonora, instalações interactivas, robôs musicais, autómatos improvisadores e software educativo. Nos últimos anos, tem-se debruçado em particular sobre o papel da criação artística em contexto académico. Leccionou em diversas instituições de ensino superior Portuguesas (DeCA-UA, ESMAE, ESART, ULP), e é actualmente Professor Adjunto na ESMAE e Investigador Sénior no INESC TEC. Mais informações em http://ruipenha.pt
Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Joaquín Silvestre-Albero, born 1976, studied chemistry in Alicante, Spain, where he completed his PhD thesis in 2003 in the group of Prof. Rodríguez-Reinoso. Then, he spent one-year in the group of Prof. Corma at ITQ, Valencia (Spain), and two more years at the Fritz-Haber-Institute, Berlín (Germany), in the group of Prof. Freund. In 2006, he moved back to the University of Alicante where he is actually Associate Professor for Inorganic Chemistry. His interests range from materials science, adsorption processes, nanotechnology, heterogeneous catalysis and nanomedicine. His scientific work has been published in more than 90 peer-reviewed manuscripts, 4 book chapters and several patent applications have been filled in the last few years. Joaquín Silvestre-Albero has received several awards including the Alexander von Humboldt Stiftung. He has been Visiting Professor at the Vienna University of Technology (Austria), Universidad de los Andes (Colombia) and Universidad Nacional de San Luis (Argentina).
Organizada pela Faculdade de Educação e Psicologia da Católica no Porto, a 2ª Edição da Summer School “Perspectives on Psycology: From Molecules to Behavior” realiza-se entre os dias 8 e 19 de julho, no Porto, Portugal.
A Universidade Católica Portuguesa (UCP), no âmbito da sua atividade de Investigação e Desenvolvimento - CARE (CAtólica REsearch), promove o II Encontro do CARE. Este ano o evento está enquadrado no 40º aniversário da Universidade na cidade do Porto.
Convidando as suas 15 Unidades de I&D da Universidade Católica Portuguesa - Braga, Lisboa, Porto e Viseu - a participar, o CARE pretende fomentar a partilha de atividades, projetos, experiências e visões sobre investigação científica no contexto das linhas estratégicas definidas para a UCP, num forte alinhamento com as iniciativas nacionais e internacionais (em particular europeias), abordando temas como a especialização inteligente, a ciência aberta, a economia circular, a economia social, a importância da ciência, da arte e da cultura na sociedade, a ética na ciência, a humanização da sociedade cada vez mais tecnológica, e com um especial enfoque no tema proposto para a edição deste ano, que é a "Comunicação de Ciência e Cultura".
Programa
10h15 - Abertura e Boas-vindas
Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa
10h30 - Keynote Speaker
Maria da Graça Carvalho | Comissão Europeia
11h15 - Coffee Break
11h30 - Painel de debate sobre “Comunicação de Ciência e Cultura”
Moderação: Célia Manaia | UCP - Porto
Ana Noronha | Ciência Viva
Eduardo Cintra | FCH - UCP
Fátima Dias e Emanuel Carvalho | British Council - FameLab
João Vasconcelos | Canal 180
Rui Massena | Maestro
13h00 - Almoço volante
13h45 - Apresentações das Unidades I&D da Universidade Católica Portuguesa - Zapping
15h45 - Coffee Break
16h00 - Keynote Speaker
Paulo Ferrão, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia
16h45 - Notas finais
Luís Gustavo Martins, Vice-Reitor da Universidade Católica Portuguesa
Resultado de uma residência artística desenvolvida na Escola das Artes desde janeiro de 2019, Jonathan Uliel Saldanha apresentará, no dia 9 de abril, a performance “Scotoma Cintiliante”, no Auditório Ilídio Pinho, e a exposição “Dismorfia”, na Sala de Exposições da Escola das Artes.
SCOTOMA CINTILANTE
A performance Scotoma Cintilante – que integra as celebrações dos 40 anos da Universidade Católica Portuguesa no Porto e, ainda, a programação da bienal BoCA (Biennial of Contemporary Arts) – parte de uma mundivisão onde a relação tátil com a matéria inanimada é a fonte primordial da construção do som. Este concerto-performance inscreve-se entre matéria e anima, pré-linguagem e superfície, operando a interceção de quatro eixos distintos: o aparelho vocal humano; a mediação de uma linguagem háptica (relativa ao tacto); a refração como mecanismo tático de mutação e “re-materialização” do tempo; e a camuflagem da palavra pela voz. Entre a dismorfia, a refração vocal e uma Via Sacra.
Assim, este concerto-performance inscreve-se entre matéria e anima, pré-linguagem e superfície, o devir de um objecto e uma Via Sacra. Operando a interceção do aparelho vocal humano com o tacto, numa refração da voz pela dismorfia.
A estreia da performance Scotoma Cintilante será feita no Auditório Ilídio Pinho em duas zonas contíguas, uma zona háptica onde a performance se desenrola e uma zona ressonante onde a performance é difundida.
Depois do concerto-performance, o artista inaugura na Sala de Exposições da Escola das Artes, a exposição “Dismorfia” – um trabalho que traduz os três meses da residência artística na Escola das Artes da Católica no Porto.
Esta exposição documenta igualmente o trabalho que o artista veio a desenvolver com vários professores da Escola das Artes, nomeadamente Pedro Monteiro (Música), Ricardo Megre (Animação), Carlos Lobo (Fotografia), André Perrota (Multimédia).
JONATHAN ULIEL SALDANHA
Jonathan Uliel Saldanha é um construtor sónico e cénico que trabalha na intereceção do som, do gesto, do palco e do filme. É fundador do coletivo SOOPA, co-fundador da editora SILORUMOR, uma das partes do duo FUJAKO e diretor dos HHY & The Macumbas. Em novembro estreou a peça SØMA na Culturgest Lisboa, e em 2017 as instalações de vídeo e som AFASIA TÁTICA, na Culturgest Porto, e ANOXIA, na Bienal Ano Zero em Coimbra. Co-criador das peças de palco BOCA MURALHA, SHARK, REI TRILOGY e encenador das peças JUNGLE MACHINE, KHORUS ANIMA, O POÇO e OXIDATION MACHINE apresentadas em espaços como o Museu de Serralves, o Accès(s) Festival, o Teatro Municipal Rivoli e o Palais de Tokyo, Paris.