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Novidades

João Canijo com dois filmes em Berlim

O realizador português João Canijo - que é um dos professores convidados da Escola das Artes - terá dois filmes em competição na próxima edição do Festival de Berlim (16-26 de fevereiro, 2023). Mal Viver foi mesmo selecionado para a Competição Oficial do festival e competirá pelo Urso de Ouro. Viver Mal estará na secção competitiva paralela Encounters, dedicada a trabalhos mais experimentais.

Com uma filmografia que iniciou nos anos 1980, Canijo chega agora, pela primeira vez, à competição principal de um dos três grandes festivais de cinema (para além de Berlim: Cannes e Veneza). Para além disso, os dois filmes funcionam como um díptico, espelhando diferentes ângulos das mesmas situações dramáticas: Mal Viver acompanha as donas de um hotel em decadência; Viver Mal segue os clientes desse hotel, em histórias que adaptam livremente peças de August Strindberg.

João Canijo atinge também a sua maturidade criativa, num filme que explora - tal como a sua filmografia - as tensões das famílias e as suas complicadas auto-exigências.

O realizador colabora com a Escola das Artes há vários anos e é, atualmente, o tutor do Projeto Final da Licenciatura em Cinema.

24-01-2023

Dia Internacional da Educação: “A educação deverá ser acessível a todas as pessoas, sem exceção.”

Ir até à essência e à fonte da palavra Educar permite reconhecer e valorizar o seu sentido. Recuperando a sua origem latina, é possível verificar que esta está associada a termos como “conduzir”, “orientar” ou “revelar”. Não é, por isso, estranho que da Educação se abra um verdadeiro mundo de possibilidades e que esta seja determinante para o desenvolvimento de cada indivíduo em particular e de todos, enquanto comunidade.

No âmbito do Dia Internacional da Educação, celebrado a 24 de janeiro, Isabel Baptista, provedora de Ética da Universidade Católica Portuguesa no Porto e docente da Faculdade de Educação e Psicologia, explica que “todas as pessoas, seja qual for a sua idade ou circunstância de vida, estão aptas a aprender e a desenvolver-se” e é, assim, importante que, nos diversos tempos e lugares do viver, “existam oportunidades de formação amplas, diferenciadas e significativas, que permitam responder a múltiplas necessidades e desejos de aprendizagem.”

A Universidade Católica Portuguesa no Porto, alicerçada nos princípios da verdade e do respeito pelas pessoas e pelo ambiente, vive comprometida com a sua missão maior de educar, através das suas faculdades, dos centros de investigação e do serviço e responsabilidade social.

 

“Uma utopia absolutamente necessária.”

Tal como consta da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), a educação corresponde a um direito humano básico. Para Isabel Baptista, trata-se de “um direito que, sendo potenciador do acesso a outros direitos, funciona como um motor indispensável de mudança social e, nessa medida, como uma ferramenta privilegiada de combate às situações de pobreza e exclusão social, devendo, como tal, constituir uma prioridade no seio das políticas públicas.” Mas será que podemos afirmar que a Educação enquanto direito humano básico é uma utopia? Sim, porque o famoso Relatório da UNESCO sobre a educação no século XXI (1986) refere que a educação é a grande utopia do nosso tempo. Para a provedora e docente, trata-se de “uma utopia absolutamente necessária, um tesouro a descobrir ao longo da vida, por todas as pessoas e por cada uma.”

 

Uma Educação com valores âncora, de inspiração cristã

“Precisamos de mais educação, mas também, ou sobretudo, de uma outra educação.” A Universidade Católica oferece uma “educação qualitativamente diferente, mais humanista e mais democrática, onde todas as pessoas, incluindo os sujeitos aprendentes, os/as estudantes, possam ser escutados e dar contributo positivo, participando ativamente na construção do bem comum.” A provedora e docente afirma que “perseguindo fins humanos e humanizadores, a Universidade Católica Portuguesa responde por um ideal formativo ancorado em valores de humanismo relacional, onde o outro, cada pessoa, é acolhida e valorizada como um ser único e capaz de aperfeiçoamento.”

São estes valores âncora, de inspiração cristã, que fazem com que se privilegiem as modalidades de aprendizagem-serviço, tentando combinar a formação académica com o serviço prestado às pessoas e às comunidades.

Como é que se consegue que esses valores sejam esteios da vida em comum? A provedora de Ética e docente refere que “é necessário saber manter vivos os valores, inscrevendo-os em todos os espaços e tempos da nossa vida universitária. Um compromisso que, antes de mais, convida a refletir, de modo perseverante, exigente e construtivo, sobre as nossas condutas organizacionais e profissionais, sobre as nossas rotinas de trabalho e de convívio.”

 

Perante tantos desafios, importa continuar a reafirmar o poder da educação

Não é possível falar no poder transformador da educação sem refletir sobre as suas fragilidades atuais e sobre os muitos desafios que enfrenta.

“Enquanto direito humano básico, a educação deverá ser acessível a todas as pessoas, sem exceção. O que, desde logo, obriga a uma mudança profunda na forma como concebemos, organizamos e estruturamos as respostas educativas, seja no âmbito escolar ou no âmbito sociocomunitário. O grande desafio das sociedades democráticas contemporâneas prende-se, justamente, com este desígnio. Um desígnio que, em boa medida, está ainda por cumprir, justificando a urgência de um novo contrato social em torno da educação, tal como recomenda a UNESCO no seu último Relatório sobre o futuro da educação (2021)”, explica Isabel Baptista.

Neste contexto de preocupações e num momento de particular incerteza sobre o futuro da humanidade e do planeta, em que os grupos humanos vulneráveis tendem a tornar-se cada vez mais vulneráveis, colocando em risco o direito universal de aprender, “importa reafirmar o poder da educação e dos educadores num quadro de promoção de sociedades cada vez mais humanas, mais justas e solidárias. Afinal de contas, enquanto lugar de aprendizagem e de superação, a educação constitui-se não só como um direito humano, mas também como um campo privilegiado de formação para os direitos humanos.

 

O Dia Internacional da Educação. Para quê?

Marta Portocarrero, diretora-adjunta e docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito, refere a importância de se assinalar a data, enquanto forma de “reafirmar o direito à educação como um Direito Fundamental do Homem.” Proclamado em 2018 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Dia Internacional da Educação existe para assinalar a educação como meio para a paz e para o desenvolvimento e também, por isso, é merecidamente integrada como um Objetivo para o Desenvolvimento Sustentável.”

Pedro Alves, docente da Escola das Artes, refere que esta data comemorativa nos recorda acerca da “missão fundamental que as universidades assumem perante a sociedade e o mundo. Seja a partir da ciência, das humanidades ou das artes, é imperativo ajudarmos cada estudante a cumprir o seu potencial de criatividade, inovação e conhecimento.”

 

“To invest in people, prioritize education.”

O Dia Internacional da Educação, celebra-se, este ano, sob o tema “To invest in people, prioritize education”. Aida Fernandes, docente do Instituto de Ciências da Saúde – Porto, relembra que o acesso a uma educação é um “fator fundamental para a paz e para a evolução da humanidade”. A docente relembra, também, alguns dados da UNESCO que despertam para a necessidade de fazer da educação para uma prioridade: “258 milhões de crianças e jovens ainda não frequentam a escola; 617 milhões de crianças e adolescentes não sabem ler e fazer contas básicas; menos de 40% das meninas na África Subsaariana completam o ensino médio e cerca de 4 milhões de crianças e jovens refugiados estão fora da escola.”

“Nunca um investimento terá um tão grande retorno para a sociedade quanto a Educação”, afirma a equipa do Católica Learning Innovation Lab, acrescentando que este dia comemorativo representa “o nosso compromisso na concretização de uma Educação sem muros - seja de género, de classe social, de geografia, de nacionalidade, de cor da pele e de idade -, em que todas e todos têm acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, formação e capacitação, de desenvolvimento e crescimento, para uma vida plena em comunidade.” Sendo a educação um direito, o apelo é de que seja um “compromisso global.”

 

Abrir caminho e transformar

Camilo Valverde, docente da Católica Porto Business School, quando questionado acerca da importância do Dia Internacional da Educação, explicou que é “um alerta para a tomada de consciência coletiva sobre a urgência de garantirmos processos sustentáveis de formação e desenvolvimento que promovam igualdade de oportunidades de evolução social alicerçada em práticas de cidadania justas e responsáveis.”

Margarida Silva, docente da Escola Superior de Biotecnologia, afirma que esta data “representa a busca da evolução coletiva através da compreensão e do conhecimento. Muito embora estas prioridades não garantam a sociedade que todos desejamos é garantido que sem elas não chegaremos nunca lá. Enquanto Universidade, está no nosso DNA criar o saber que abre caminho a tal transformação onde, embora começando no intelecto, se toca também o coração.

24-01-2023

Estudante da Católica Porto Business School distinguindo com Prémio do Banco de Portugal

Tiago Campos, licenciado em Economia pela Católica Porto Business School, foi distinguido com o Prémio Professor Jacinto Nunes 2022, atribuído pelo Banco de Portugal. Um prémio que visa reconhecer os alunos que obtiveram a melhor média final na licenciatura em Economia em várias universidades portuguesas. Com esta distinção, o Banco de Portugal pretende contribuir para o reconhecimento do mérito numa área de estudos fundamental para a missão que prossegue.

A cerimónia de entrega do prémio decorreu a 10 de janeiro, na Sede do Banco de Portugal, em Lisboa, e foi presidida pelo Governador, Mário Centeno.

Fonte: Banco de Portugal

23-01-2023

Bolsa ESB _ VIIAFOOD - Decorgel- BI_1

23-01-2023

Civil Society: The Richness of Eggs

20-01-2023

Rita Alves: “A Enfermagem é um privilégio”

Rita Alves tem 27 anos, é natural de Paços de Ferreira e estudante do Mestrado em Enfermagem da Escola do Porto, da Universidade Católica. Atualmente, trabalha no Hospital de São João, no serviço de Pediatria, que confessa ser “fascinante”. Para si, a Enfermagem é um “privilégio”, porque permite “trabalhar com a cabeça e com o coração”. Já trabalhou em Odemira, Cascais e Lisboa, mas confessa que é no Norte que se sente verdadeiramente em casa.

 

O que é que a fascina na Enfermagem?

A Enfermagem distingue-se de qualquer outra profissão porque tem o privilégio de trabalhar com a cabeça e com o coração. Nós só conseguimos ser, verdadeiramente, bons profissionais quando a farda que usamos nos faz sentido. É esta entrega que nos faz cuidar do outro. António Damásio tem uma frase que se relaciona com esta entrega e com a qual muito me identifico. Diz assim: “Não somos máquinas de pensar que sentem, mas sim máquinas de sentir que pensam!”

 

“Os valores da Católica estão refletidos na forma como se ensina e se educa.”

 

É licenciada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Em 2018, quando termina o curso, ingressa no mercado de trabalho.

Quando terminei a licenciatura, soube que queria ir trabalhar antes de fazer um mestrado. Queria arranjar trabalho, preferencialmente, no Norte, mas acabei por rumar ao Alentejo. Fiquei colocada numa Unidade de Cuidados Continuados, em Odemira. Eu nunca tinha ido sequer ao Alentejo (risos), mudar-me para lá foi uma aventura. Estive lá cinco meses e depois fui para o Hospital de Cascais, onde estive, meio ano, num serviço de Medicina Interna. Gostei muito mais deste serviço e foi nesta altura que os desafios da Enfermagem começaram a corresponder muito mais àquilo que eu procurava. Posteriormente, acabou por surgir outra oportunidade, desta vez no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, onde estive no Bloco Operatório Central mais de um ano.

 

Até que conseguiu regressar ao Norte …

Sim, era o que eu mais queria, embora reconheça que a diversidade de experiências que tive no Sul tenha sido determinante para o meu desenvolvimento profissional. Mas, claro, que não escondo a felicidade de poder estar mais perto da família (risos). É engraçado, porque fui chamada para o Hospital de São João, porque em 2018, quando andava à procura de trabalho, tinha enviado a minha candidatura para um concurso público que na altura tinha aberto. Passados dois anos contactam-me. Nada acontece por acaso!

 

“No Norte somos implacáveis naquilo que fazemos.”

 

É quando regressa ao Porto que decide fazer o mestrado. Porquê escolher o Mestrado em Enfermagem da Universidade Católica no Porto?

Em primeiro lugar, não são todas as universidades que permitem tirar a especialidade e o mestrado em simultâneo. O mestrado da Católica congrega essas duas funções, o que representa uma mais valia significativa. Para além disto, conheço muitas pessoas que frequentaram a Católica no Porto e que gostaram imenso. O mestrado que frequento está na sua 15ª edição, o que significa que a Católica forma enfermeiros especialistas há 15 anos. É inegável o seu valor.

 

Porque é que o Norte é especial?

Porque, para além de ter cá a minha família (risos), somos implacáveis naquilo que fazemos. Não nos conformamos, não desanimamos, somos exigentes.

 

O que é que mais a tem marcado ao longo do seu percurso na Católica?

A proximidade com os professores e o grande esforço que fazem por se adaptarem à loucura do nosso dia-a-dia por turnos, porque somos praticamente todos trabalhadores estudantes. É frequente haver alguém que não pode por causa do seu turno no hospital e há sempre uma resposta positiva e compreensiva. Tem-me marcado, também, o facto da Católica se pautar por determinados valores com os quais tanto me identifico e esses valores estão refletidos na forma como se ensina e se educa e, também, na forma como as pessoas se relacionam umas com as outras. Tenho feito um percurso muito positivo e muito construtivo na Católica. Sinto-me desafiada e valorizada.

 

“Basta a nossa presença para confortar e para cuidar dos outros.”

 

Porquê escolher a especialidade em Saúde Infantil e Pediátrica?

Até vir trabalhar para o Hospital de São João nunca tinha trabalhado com crianças. Quando fui colocada neste serviço senti-me meio deslocada e com muito medo do desconhecido. Mas não é que acabei por nunca mais sair daqui? Não sei se fui eu que gostei da Pediatria ou se foi a Pediatria a gostar de mim (risos). A Pediatria é fascinante.

 

E desafiante?

Muito! A Pediatria tem muito que se lhe diga. Em tempos, sem conhecimento algum de causa, cheguei a julgar que trabalhar com crianças era fácil. Bastava fazer umas brincadeiras e administrar a medicação. Não podia estar mais enganada. É muito complexo! O nosso cuidado não é em exclusivo com a criança que precisa de cuidados, mas há, também, uma família que é preciso ter em conta. Temos de saber acolher, apoiar, trazer tranquilidade. As crianças dão-nos grandes lições de vida! Já não me imagino a trabalhar sem ser em Pediatria.

 

Há algum episódio que a tenha marcado de forma especial durante o seu percurso profissional?

Há algum tempo passou pelo meu serviço um recém-nascido com poucos meses, sendo que só um ou dois meses foram passados em casa. A situação era mesmo muito crítica. Há um dia em que decido ir visitar essa criança e a sua mãe que estava com ele ao lado. Quando lá cheguei a única coisa que fui capaz de fazer foi abraçar a mãe. O bebé acabou por falecer uns dias depois. Passado algum tempo, a mãe da criança pediu para falar comigo. Veio agradecer-me aquele abraço e o ter estado presente. Segundo as suas palavras, “vim agradecer-lhe por ter estado presente naquele momento de dor.” Nunca me vou esquecer disto. É a prova de que, às vezes, basta o nosso silêncio e a nossa presença para confortar e para cuidar dos outros.

 

“Move-me a vontade de querer fazer mais e melhor.”

 

O que é que gosta de fazer nos tempos livres?

Passar tempo com a minha família é sempre um tempo ganho! Para além disso, gosto de caminhar! Caminhar sem destino, pela natureza, em liberdade. Sou muito ligada à terra. Há quem precise de ir ver o mar para tomar algumas decisões, eu preciso de ir à terra. É lá que estão as minhas raízes e é lá que recarrego energias e que me encontro comigo mesma.

 

O que é que a move?

Move-me a vontade de querer fazer mais e melhor. Move-me o cuidar. Quero que a minha família se orgulhe de mim e quero ser capaz de ser significativa só com a minha presença, tal como o consegui quando, com um simples abraço, cuidei daquela mãe.

 

19-01-2023

Nota de pesar pelo falecimento do Padre Arlindo de Magalhães Ribeiro da Cunha (1944-2023)

Foi com profundo pesar que a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa recebeu a triste notícia do falecimento do Doutor Arlindo de Magalhães, professor de Teologia Pastoral, História e Teologia das Religiões, bem como de diversos Seminários Temáticos, entre 1997 e 2014. Colaborou também com o Centro de Estudos de História Religiosa. Era presbítero da Diocese do Porto e presidia à Comunidade Cristã da Serra do Pilar. 

O seu corpo estará em câmara-ardente a partir das 11h00 de 19 de Janeiro (quinta-feira), na Igreja do Mosteiro da Serra do Pilar. 

As exéquias serão celebradas às 10h00 de 20 de Janeiro (sexta-feira), na Igreja do Mosteiro da Serra do Pilar.

Nesta hora de dor e esperança pascal, a comunidade académica associa-se à família, aos amigos e à comunidade que serviu durante mais de cinquenta anos.  

19-01-2023

FLY 2023: um voo com destino ao voluntariado e à solidariedade

O  FLY , programa europeu de voluntariado e aprendizagem-serviço, arranca com nova edição para o verão de 2023. Este programa tem como propósito primordial reforçar o compromisso das universidades parceiras com o desenvolvimento sustentável e sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas decorrentes da desigualdade e da injustiça. As inscrições para o programa estão a decorrer e para ajudar a esclarecer todas as dúvidas a Universidade Católica no Porto, através da CAtólica SOlidária (CASO), está a organizar duas sessões de apresentação, que irão decorrer a 15 e 16 de fevereiro.

Intercultural, interdisciplinar, intensivo e interuniversitário

Coordenado pela Universidade de Comillas (Madrid), o programa FLY 2023 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades de Deusto (Bilbao), ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia).  Cada uma das instituições envolvidas apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço no país de origem, com a possibilidade de receber estudantes, bem como de enviar alunos para projetos de outras universidades parceiras.

“Foi uma honra poder fazer parte de algo tão bom como foi o projeto FLY na minha vida.”

Pessoas Migrantes, Pessoas em Risco de Exclusão e Cuidado de Pessoas e Comunidade são os três grandes grupos de trabalho que dividem os diferentes projetos, sendo que cada um deles foi concebido para oferecer ao voluntário uma experiência imersiva, em grupo e acompanhada, visando aproximá-lo das diferentes realidades e contextos.
O FLY promove experiências de intercâmbio e aprendizagem no terreno, permitindo que estudantes de várias universidades europeias possam participar em projetos solidários.

A experiência única de embarcar no programa FLY

Rita Reis, estudante do 2º ano do Mestrado em Direito Fiscal e participante do projeto INEA em Valladolid, afirma que "a realização do voluntariado foi uma experiência bastante gratificante a vários níveis,” permitindo promover “um maior conhecimento sobre histórias/testemunhos de pessoas naturais de todo o mundo”. Além disso, as diferentes atividades realizadas no âmbito do projeto permitiram-lhe “conhecer novas valências que não sabia que possuía”.

"Uma experiência que nos obriga a abandonar a nossa zona de conforto, da qual saímos com um sentimento de orgulho inigualável por sentirmos que fizemos a diferença”, indica Diogo Dias, estudante do Mestrado em Psicologia Clínica que integrou igualmente o Projeto INEA em Valladolid. Foram várias as atividades enriquecedoras que realizou, nomeadamente: “o trabalho no horto; dar aulas a crianças desfavorecidas; trabalhar na gestão da casa comum para famílias refugiadas; ter formações sobre a sustentabilidade do planeta e aplicar na comunidade.”

“Aconselho toda a gente a passar pelo menos 1 vez por uma experiência semelhante."

Joana Mendes, estudante do mestrado em Direito das Empresas e Negócios, fez parte do projeto Zaragoza II e partilha um pequeno testemunho:

"Parti sozinha, rumo à descoberta, sem saber ao certo o que me esperava e acabei por ser monitora, cientista, turista, montanhista e muito mais! É, sem dúvida, comovente poder vivenciar uma experiência como esta, estar perto de crianças tão fantásticas, conhecer de perto os seus testemunhos e aprender com elas tanto sobre os mais variados temas. Foi uma honra poder fazer de algo tão bom como foi o projeto FLY na minha vida."

Trata-se de uma experiência única capaz de gerar um impacto positivo junto dos estudantes. “Aprendi muito com estas pessoas e sem dúvida que saí de Espanha uma pessoa diferente da que lá chegou," salienta Raquel Marques, estudante de Direito e voluntária no projeto Arahal.

"Uma experiência que nos obriga a abandonar a nossa zona de conforto, da qual saímos com um sentimento de orgulho inigualável por sentirmos que fizemos a diferença.”

Por fim, João Souza, aluno de Psicologia, esteve em Nyumbani, onde teve a oportunidade de integrar o projeto Quénia. 

"Estive em contato com uma realidade muito distinta de tudo o que já vivi, recheado de desafios e frustrações. Ainda assim, o lado difícil dessa vivência não se compara às aprendizagens gigantes que tive em Nyumbani. Saio daqui transformado, grato e com uma enorme sensação de dever cumprido.

Através dos testemunhos daqueles que embarcaram no programa FLY é possível confirmar que no serviço voluntário aos outros e em comunidades com culturas diferentes, são desenvolvidas qualidades humanas e competências sociais nos estudantes que possibilitam formar futuros profissionais mais sensíveis aos temas da solidariedade e do compromisso social.

Mais sobre o programa europeu de voluntariado

Para melhor dar a conhecer o programa FLY 2023, as suas sessões de formação e os requisitos e procedimento de candidatura, a Católica no Porto está a organizar duas sessões de apresentação que terão lugar dia 15 de fevereiro, às 13h00, na sala 22 (Nova Sala Jardim) e dia 16 de fevereiro, às 21h30, via zoom.
As inscrições nas sessões de apresentação devem ser feitas através do envio de um email para caso.porto@ucp.pt, indicando a sessão em que se pretende participar (presencial ou online).

19-01-2023

Novo livro reforça a importância da valorização de resíduos alimentares

"Food byproducts management and their utilization" é o título do novo livro preparado por investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina, da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica no Porto, com um investigador da Universidad Autónoma de Coahuila, que apresenta a importância de valorizar os resíduos alimentares e ilustra as suas propriedades de valor acrescentado para a indústria. Editado pela Apple Academic Press, conta com a participação dos investigadores Manuela Pintado (CBQF/ESB/UCP), Ricardo Gómez-García (CBQF/ESB/UCP), Ana Vilas Boas (CBQF/ESB/UCP), Débora Campos (CBQF/ESB/UCP), e Cristobal Aguilar González (Universidad Autónoma de Coahuila).

Este livro tem como principal objetivo contribuir para dar resposta ao grave problema dos subprodutos alimentares, que geram poluição ambiental e resultam em perdas alimentares e económicas significativas. O livro revela como os subprodutos alimentares podem ser vistos como matérias-primas renováveis de valor acrescentado, através do seu processamento com métodos biotecnológicos, entre outros, impulsionando a abordagem de zero desperdício e a bioeconomia circular.

A obra sublinha a importância da valorização dos resíduos alimentares, explica o progresso significativo no processamento de recursos biológicos para a extração e produção de compostos, bem como o interesse crescente do desenvolvimento de ingredientes alimentares, nos quais os cuidados de saúde, ambiente e economia desempenham um papel essencial na investigação biotecnológica. Descreve, também, a utilização de estratégias baseadas em biotecnologia, engenharia alimentar, microbiologia e áreas de química verde, bem como algumas outras metodologias consolidadas relacionadas.

Este novo livro é constituído por informação inovadora produzida por investigadores com elevada formação científica do CBQF e da Universidade Autónoma de Coahuila, oriundos de Portugal, México, Argentina, Bolívia, Espanha, Irão e Japão. A obra representa um atrativo não só para um grande público de cientistas, engenheiros, estudantes de graduação e pós-graduação, mas também para gestores industriais, governos e possíveis investidores em investigação.

O CBQF, desde a sua fundação (1990), está na vanguarda da investigação em Biotecnologia aplicada aos desafios alimentares e ambientais. Desde 2004, que detém o estatuto de Laboratório Associado, sendo o único não estatal em Portugal.

18-01-2023

Católica no Porto recebe visita de Delegação Internacional de Docentes do Consórcio STHEM Brasil

Uma delegação internacional de docentes para a Inovação Académica do Consórcio STHEM Brasil esteve na Universidade Católica no Porto, no âmbito de uma visita a Portugal para conhecer e estabelecer relações de proximidade com instituições de ensino superior portuguesas.

Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, falou sobre os 55 anos de história e a dimensão nacional da Universidade com os seus mais de 14 mil estudantes, divididos pelos 4 campi que se situam nas cidades: do Porto, Lisboa, Braga e Viseu. Realçou na sua intervenção a importância da interligação entre o ensino, a investigação e a inovação, muito alicerçados numa ótica de proximidade e de internacionalização. Diana Soares, coordenadora do Católica Learning Innovation Lab, apresentou um projeto inovador que mobiliza a comunidade a pensar, a discutir e a implementar novas estratégicas na área da Educação.

Na sua intervenção, Fábio Reis, presidente do Consórcio STHEM Brasil, explicou que o consórcio reúne 66 instituições de ensino brasileiras, das quais 11 marcaram presença na visita. O foco está em “mover as instituições para que possamos ter professores com outras práticas pedagógicas que vão ao encontro daquilo que acreditamos que é a educação,” referiu na sua intervenção. Representando cerca de um milhão de estudantes e 34 mil professores no Brasil, os membros do Consórcio de Instituições Brasileiras têm como ponto em comum a educação e o acreditar que juntos podem melhorar a educação brasileira.

A vida do campus na Católica no Porto
A comitiva teve a oportunidade de fazer uma visita ao campus da Universidade Católica no Porto. Na Escola das Artes, visitaram a exposição “Fictional Grounds” do coletivo artístico berru, bem como tiveram a oportunidade de conhecer os diferentes espaços e laboratórios onde os estudantes desenvolvem os seus projetos.

O ponto de visita seguinte conduziu os docentes da Delegação Internacional ao Edifício de Biotecnologia, inaugurado em 2019, onde se encontra a Escola Superior de Biotecnologia e o Centro de Biotecnologia e Química Fina. Dividindo os participantes em dois grupos, foi possível percorrer os corredores com os laboratórios das áreas alimentar, química e da biologia, incluindo a visita ao Kitchen Lab, à plataforma tecnológica e à sala de análise sensorial.

A visita decorreu a 13 de janeiro e contou também com a presença da vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Vasconcelos, e do vice-presidente da Católica no Porto, João Pinto.

16-01-2023

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