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Novidades

Universidade Católica contribui para estratégia de inovação em Ciências da Vida e da Saúde no Norte

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), laboratório associado e unidade de investigação da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, integra a Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI) para as Ciências da Vida e da Saúde da Região Norte. A iniciativa Bridges4Health pretende reforçar a colaboração entre a investigação, o sistema de saúde, as empresas e as entidades públicas, acelerando a inovação e a resposta aos desafios da saúde nas próximas décadas.

Estruturada em quatro domínios estratégicos - Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Dispositivos e Tecnologias Biomédicas e Microbioma e Saúde -, a Bridges4Health visa promover projetos colaborativos que aproximem a investigação da prática clínica, acelerem a transferência de tecnologia e impulsionem o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções capazes de melhorar os cuidados de saúde e a qualidade de vida dos cidadãos.

"O Centro de Biotecnologia e Química Fina assume a coordenação do domínio do Microbioma e Saúde e é responsável por várias ações de implementação do projeto, o que evidencia o reconhecimento da excelência científica e do impacto da investigação que desenvolve nas áreas da biotecnologia, microbiologia, nutrição e engenharia biomédica," afirma Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina. "Este envolvimento reforça o nosso compromisso com uma investigação colaborativa, interdisciplinar e orientada para a inovação, contribuindo para o desenvolvimento de soluções para a promoção da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos," acrescenta.

Na área do Microbioma e Saúde, os investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina vão aprofundar o papel do microbioma humano na saúde e na doença, promovendo, com os restantes parceiros da plataforma, o desenvolvimento de estratégias inovadoras de prevenção, diagnóstico e terapêutica, bem como de aplicações clínicas baseadas na modulação do microbioma. “A evidência científica demonstra o impacto do microbioma em múltiplas patologias e respostas terapêuticas, tornando este domínio relevante para cuidados de saúde mais eficazes e personalizados,” explica Manuela Pintado.

A Bridges4Health integra a Estratégia de Especialização Inteligente da Região Norte (S3 Norte 2027) e tem como missão mapear e fortalecer o ecossistema regional das Ciências da Vida e da Saúde, definindo prioridades de investimento e promovendo uma estratégia colaborativa que impulsione o desenvolvimento científico, tecnológico, económico e social da região.

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) é um dos quatro parceiros do consórcio Bridges4Health, uma plataforma coordenada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e pelo Centro Clínico Académico de Braga (2CA-Braga), em colaboração com a Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, marcou presença no dia 30 de junho de 2026 na reunião de trabalho dedicada à Plataforma Regional de Especialização Inteligente em Ciências da Vida e da Saúde - PREI Bridges4Health, que decorreu na sede da CCDR NORTE, no Porto. A sessão reuniu representantes das 14 Unidades Locais de Saúde da Região Norte, do IPO do Porto e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, num encontro orientado para reforçar a articulação entre investigação, prestação de cuidados de saúde, inovação empresarial e desenvolvimento regional.

02-07-2026

Manuel Dinis: “Tive de ter a coragem de assumir que a arte seria parte do meu futuro”

Manuel Dinis é estudante da Licenciatura em Conservação e Restauro na Escola das Artes da Universidade Católica, e guitarrista na banda Nunca Mates o Mandarim. Nesta entrevista, fala sobre o percurso que o levou a encontrar a licenciatura que o “apaixona” - “um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”. Dá também a conhecer o processo criativo dentro da banda, e alguns momentos que o marcaram, incluindo a participação no Festival da Canção, e a “energia única” de pisar palcos como o do Primavera Sound. Sobre conciliar os estudos com a música, partilha o “equilíbrio enriquecedor” de gerir tempo e motivação entre as duas áreas, deixando ainda uma palavra de “perseverança” a quem procura o seu caminho na área artística.

 

Que conselho daria a alguém que está a pensar estudar na Escola das Artes?

Se estão a pensar em entrar aqui é porque já há alguma coisa que vos puxa - seja para cinema, para som e imagem ou para conservação e restauro. O principal conselho que daria é explorar bem o curso e o ambiente antes de tomar uma decisão: olhar para o plano curricular completo, visitar a faculdade, conhecer as oficinas, os materiais e, se possível, falar com professores e estudantes. Participar em Open Days, e outras atividades na faculdade também ajuda muito a perceber o contexto em que vamos estar.
E depois, para quem possa ter dúvidas, como eu tive, há uma coisa que acho essencial: a perseverança. Houve alturas em que me senti completamente perdido, sem perceber muito bem qual seria o meu caminho. Mas continuei a procurar, a experimentar coisas novas… E dei tempo ao tempo. As coisas acabam por se alinhar - e encontrei algo de que realmente gosto.

 

“Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica”

 

Como é que descobriu o interesse pela Conservação e Restauro?

Antes de mais, tive de ter a coragem de perceber que gostava de fazer outra coisa e de assumir que a arte seria parte do meu futuro. Desde os 13 anos, comecei a tocar guitarra e o meu sonho era ser músico. Quando terminei o secundário, fiz um Gap Year. Trabalhei numa livraria, que tinha uma parte de encadernação e percebi logo aí que gostava daquela área manual. Ao ver o plano curricular de Conservação e Restauro, adorei o facto de ser um curso completo, que inclui a vertente artística, mas também a vertente mais científica, para conhecer os materiais e saber restaurá-los. Foi essa perspetiva completa do Restauro que me trouxe cá.

 

Que balanço faz da licenciatura até agora?

Acabei por me apaixonar pela área. É um curso que nos forma em aspetos muito diferentes, desde história da arte, fotografia, cadeiras práticas, escultura, físico-química. E descobri que gosto mais de algumas coisas do que imaginava: fascinou-me uma cadeira, logo no primeiro ano, sobre materiais inorgânicos, sobre metais e pedra, ou seja, restauro de igrejas e mosteiros; e agora mais recentemente, o papel.

 

A música continua a ter um papel importante na sua vida - é guitarrista na banda “Nunca mates o mandarim”. Como surgiu este projeto musical?

Somos três - eu, o Campelo (o baterista) e o Amorim (o vocalista) - e já nos conhecíamos brevemente. Eu andava cheio de vontade de tocar e eles já estavam também a trocar ideias e músicas entre si. A certa altura, perceberam que precisavam de mais uma pessoa para contribuir para o processo e lembraram-se de mim. Fomos tomar um café e percebemos logo que estávamos todos na mesma página.  Nunca Mates de Mandarim foi o nome escolhido, é uma referência ao livro O Mandarim, de Eça de Queiroz. O nosso vocalista estava muito inspirado em Eça para escrever as letras e as temáticas das músicas, e a expressão surge precisamente na última frase do livro, quase como uma moral da história.

 

Quais as suas principais referências artísticas?

Na literatura, primeiro, Gabriel García Marques - escreveu um dos meus livros favoritos. Na música, as minhas influências são os Beatles, John Mayer, e, na música portuguesa, Jorge Palma e Rui Veloso inspiram-me muito. Normalmente as pessoas não associam a pintura à música, mas há um pintor, Bosch, que eu sinto que influencia a minha música, nem que seja de forma inconsciente, com os mundos que cria na sua obra. Tem obras fantásticas e horripilantes.

 

O que é que querem dizer, enquanto banda, neste momento artístico?

Neste momento, por exemplo, com a música do Festival da Canção, preocupamo-nos em refletir sobre aquilo que nós vivemos e sentimos enquanto jovens - e que acreditamos que outras pessoas possam também sentir. Falar sobre algo que não é bem liberdade, mas talvez uma certa emancipação da nossa geração. A emancipação pessoal e artística são temas que nos guiam, como a cidade e a gentrificação, que estão também muito presentes na escrita do João (Amorim). Agora vamos para novos horizontes, quem sabe de que é que vamos falar a seguir…

 

“Há um equilíbrio que é enriquecedor. Posso ter estado num grande concerto, mas volto à sala de aula como qualquer aluno, para aprender coisas que ainda não sei.”

 

Que momentos em palco mais o marcaram e o que tem aprendido com essas experiências?

O concerto na Feira do Livro do Porto. Foi diferente, porque não estávamos à espera; quando chegámos ao palco, estava tudo cheio e sentimos, pela primeira vez, essa ligação muito forte com as pessoas. Estávamos a tocar em casa, toda a gente estava “na mesma onda que nós” e houve uma resposta às músicas que nos marcou muito. Tocar no Primavera Sound foi outra experiência incrível. Foi o maior palco que pisámos e não imaginávamos fazê-lo tão cedo. Mais do que o nome do festival, marcou-me a sensação de olhar em frente e ver tanta gente. Estar ali em cima e sentir aquela energia faz-nos querer continuar a tocar.
Estas oportunidades dão-me experiência, dão-me contacto com outras pessoas, e ajudam-me a refinar o que eu faço. Em cada concerto acabo por tocar alguma coisa de forma diferente e por descobrir melhor o meu som. Portanto, têm enriquecido de forma imensa o meu percurso artístico.

 

Como compatibiliza a vida artística com os estudos?

É desafiante, mas é possível. Apesar dos vários desafios, como a gestão de tempo, há um equilíbrio que é enriquecedor. Às vezes, chego à faculdade e os meus colegas dizem-me: “vi-te na televisão”, e logo a seguir estamos a falar de madeiras. Posso ter estado num grande concerto no dia anterior, mas depois volto à sala de aula como qualquer outro aluno, para aprender coisas que ainda não sei. Gosto muito desse contraste porque me ajuda a manter uma certa rotina e também alguma humildade.

 

Integra também a Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto.

Sim. A tuna deu-me um novo ânimo para viver a faculdade para além das aulas e um certo sentimento de pertença à vida académica. Embora seja mais um desafio de conciliação, é também muito gratificante.

 

Que perspetivas tem agora para o futuro?

Neste momento, o objetivo passa por terminar a licenciatura e continuar para o mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais, aqui na Católica. Ao mesmo tempo, quero continuar a desenvolver o percurso da banda e perceber, passo a passo, como as duas áreas podem crescer em conjunto. Embora a música seja a minha grande vocação, viver exclusivamente dela é um percurso difícil e imprevisível. Gosto da ideia de ter uma área profissional com a qual também me identifico e que consigo imaginar a conciliar com a música no futuro.

 

02-07-2026

Cursos da Universidade Católica com taxa de empregabilidade acima da média nacional

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), as licenciaturas e mestrados integrados da Universidade Católica apresentam elevadas taxas de empregabilidade.

A taxa média de emprego dos diplomados da Católica é de 98,1%, superior em 4 pontos percentuais à média nacional, o que confirma a grande procura do tecido empregador pelos diplomados da Universidade. 

A Universidade Católica continua a apostar em formações inovadoras, conjugando uma sólida formação ética e humanista com competências técnicas altamente especializadas. 

30-06-2026

Mensagem de pesar pelo falecimento da Eng.ª Raquel Moreira

Estimados membros da Comunidade Académica da Universidade Católica Portuguesa no Porto,

É com profunda tristeza que informamos do falecimento da Eng.ª Raquel Moreira, colaboradora e antiga aluna da Escola Superior de Biotecnologia.

A Raquel dedicou mais de 25 anos da sua vida à Universidade Católica Portuguesa, distinguindo-se pelo seu profissionalismo, dedicação e permanente espírito de colaboração. Em fevereiro deste ano, foi justamente homenageada com a Medalha de 25 Anos de Carreira, em reconhecimento do seu percurso e do seu contributo para a nossa instituição.

Ao longo destes anos, deixou uma marca humana e profissional que permanecerá na memória de todos os que tiveram o privilégio de com ela trabalhar e conviver.

Neste momento de profunda tristeza, a comunidade académica da Universidade Católica Portuguesa no Porto manifesta as mais sentidas condolências à sua família, amigos e colegas, associando-se à dor da sua perda.

As exéquias terão lugar a partir das 17h00 de dia 30 de junho, na Igreja do Foco. O funeral realizar-se-á no dia  1 de julho, às 11h00.

Convidamos toda a comunidade a recordar a Raquel com respeito e gratidão, mantendo presente a sua memória.

Que descanse em paz.

29-06-2026

CApS – Católica Aprendizagem-Serviço distinguido com o 1.º Prémio UNISERVITATE para Programas de Institucionalização da Aprendizagem-Serviço

Criado pela primeira vez em 2026, este prémio tem como objetivo reconhecer programas que tenham promovido, de forma consistente e ao longo do tempo, a institucionalização da Aprendizagem-Serviço e demonstrado a sua integração nas políticas institucionais e na missão das Instituições Católicas de Ensino Superior.

Este reconhecimento internacional constitui uma importante validação do percurso que a Católica tem vindo a construir desde 2020 através do CApS. Ao longo destes anos, o programa tem-se desenvolvido de forma sustentada e sólida, contribuindo para afirmar a Aprendizagem-Serviço como uma abordagem pedagógica transformadora, capaz de articular excelência académica, compromisso social e formação integral dos estudantes.

A atribuição deste prémio reflete o trabalho conjunto de uma ampla comunidade de docentes, estudantes, colaboradores e instituições parceiras que, ao longo dos últimos anos, têm contribuído para o desenvolvimento e consolidação da Aprendizagem-Serviço na UCP.

Para a equipa do CApS, esta distinção representa, acima de tudo, um reconhecimento do compromisso e da dedicação de todos aqueles que acreditam no potencial transformador da Aprendizagem-Serviço enquanto metodologia pedagógica e instrumento de impacto social.

O prémio surge num momento particularmente significativo para a Universidade Católica Portuguesa, que assumiu no seu Plano de Desenvolvimento Estratégico 2026-2030 o objetivo de consolidar e fortalecer o processo de institucionalização da Aprendizagem-Serviço, contribuindo para que esta se afirme progressivamente como uma marca identitária da Universidade.

A cerimónia oficial de entrega do prémio terá lugar em Roma, nos dias 26 e 27 de outubro de 2026, durante o VII Simpósio Uniservitate, encontro internacional que reúne instituições de ensino superior comprometidas com a promoção da Aprendizagem-Serviço em todo o mundo.

29-06-2026

Manuel Vasconcelos: “Pedir ajuda não é fraqueza, é a forma mais inteligente de avançar.”

Manuel Vasconcelos é estudante do terceiro ano da Dupla Licenciatura em Direito e Gestão, da Faculdade de Direito – Escola do Porto e da Católica Porto Business School, e integra, também, a Católica Students’ Consulting. Nesta entrevista, fala sobre a experiência de estudar na Católica, a complementaridade entre o Direito e a Gestão e a importância das iniciativas extracurriculares na formação dos estudantes. Partilha ainda o percurso que o levou à criação da Bottle Up – Leva contigo a Tua Causa, um projeto que procura sensibilizar para a consignação de 1% do IRS a causas sociais.

 

É estudante do terceiro ano da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão. Como descreve a sua experiência na Universidade Católica?

Encontrei bons amigos, professores que se interessam mesmo pelos alunos e um ambiente onde é fácil sentir-me em casa. Há um espírito académico e um conjunto de iniciativas que fazem com que a faculdade não seja só o sítio onde vamos ter aulas, mas o sítio onde realmente crescemos e gostamos de estar; penso que é isso que faz a diferença.

 

“Desenvolvi competências que surgem da conciliação do rigor e do detalhe do raciocínio jurídico com a visão mais prática da Gestão”

 

Porque escolheu a Dupla Licenciatura em Direito e Gestão?

Confesso que a Gestão veio primeiro e veio cedo. Ainda era miúdo e já folheava o Jornal de Negócios, embora, sendo honesto, não fosse pela economia, mas sim pelo futebol. Lembro-me das letras pequeninas, e de me perder a tentar decifrar os números dos clubes, as transferências, as receitas televisivas. Foi aí que percebi que havia uma lógica económica a sustentar tudo aquilo de que eu mais gostava. Já o Direito chegou mais tarde, e por uma porta menos óbvia. Cresci a achar que ser advogado era o que vemos nos filmes, defender em tribunal alguém que cometeu um crime. Foi o meu pai que me mostrou que o Direito é muito mais do que isso, e que estas matérias estão profundamente ligadas ao dia a dia das empresas, à forma como nascem, contratam e crescem. Quando percebi isso, o Direito deixou de me parecer um mundo à parte e passou a fazer todo o sentido ao lado da Gestão. No 10.º ano descobri a Dupla Licenciatura e foi quase imediato: percebi que era ali que as duas coisas se encontravam.

 

Que competências considera ter desenvolvido ao conciliar duas áreas de estudo tão exigentes?

A competência que mais valorizo foi aprender a estudar de outra maneira. No secundário estudava sozinho e à minha hora; aqui percebi depressa que isso não chegava. Passei a estudar com os colegas de turma, a discutir a matéria em conjunto e a falar com colegas mais velhos para ganhar perspetiva sobre cada cadeira. Aprendi que pedir ajuda não é fraqueza, é a forma mais inteligente de avançar. Desenvolvi ainda outras competências, que surgem da conciliação de duas formas de pensar muito diferentes: o rigor e o detalhe do raciocínio jurídico, de um lado, e a visão mais prática da Gestão, do outro. Habituar a cabeça a mudar de registo, e a gerir o tempo entre duas faculdades, foi provavelmente o melhor treino que podia ter tido.

 

Faz parte da Católica Students’ Consulting desde 2023. O que o levou a integrar este grupo? De que forma é que complementa a sua formação académica?

Entrei na CS'C no meu primeiro mês de faculdade e, sem dúvida, foi a melhor decisão que tomei até hoje. Foi na Empower Week que vi o banner da Católica Students' Consulting e percebi ali uma oportunidade de experimentar na prática aquilo que ia aprendendo na teoria. Desde esse semestre que tenho conhecido pessoas incríveis, que me ajudam a olhar para o mundo de outra forma e a perceber melhor o que se passa à nossa volta. Mais do que isso, a CS'C dá-nos um contexto para experimentar as nossas ideias sem medo de errar, ou de tirar pior nota. É um espaço onde podemos ver a realidade por dentro, perceber as falhas e pensar em soluções, sem a pressão de quem está mesmo a arriscar o seu negócio. Para um estudante, esse laboratório é impagável: completa a teoria com aquilo que nenhum manual ensina.

 

A Católica Students’s Consulting criou uma forma de promover a consignação dos impostos a causas sociais através do projecto “Bottle Up – Leva contigo a Tua Causa”. Em que consiste o projeto?

O projeto “Bottle Up – Leva contigo a Tua Causa” propõe um canal de comunicação alternativo: garrafas reutilizáveis de inox, distribuídas de forma cirúrgica no Grande Porto, com um QR code gravado que liga o utilizador a uma landing page dedicada às organizações parceiras. A ideia surgiu num voluntariado na Refood, em que participei através da CS'C. Foi lá que percebemos uma coisa: é normal algumas ONGs gastarem muito dinheiro em comunicação de visualização única, flyers, presenças em eventos, anúncios online, comunicação que dura uns segundos, não cria impacto e é facilmente esquecida.
A partir daí começámos a pensar se não haveria uma forma mais duradoura de passar a mensagem, algo que não vivesse só 15 segundos e que pudesse acompanhar-nos no dia a dia, quase como se cada pessoa fosse um “pequeno outdoor” de uma causa em que acredita. Algumas associações já tinham pensado em chapéus ou t-shirts, mas eram artigos sazonais ou de uso ocasional. Foi aí que surgiram as garrafas reutilizáveis.
A Bottle Up distribui garrafas personalizadas, entregues gratuitamente com água num dia de calor pelas ruas do Porto. A entrega num dia quente cria um impacto imediato, mas a verdadeira força vem depois, quando a garrafa entra no quotidiano das pessoas, em casa, no trabalho ou num piquenique com amigos, e a mensagem da causa anda sempre com elas. Em vez de uma publicidade que se deita fora, uma publicidade que dura.

 

“Se há altura na vida em que sobra tempo, vontade e algum atrevimento para mudar as coisas, é agora.”

 

O projeto tem como intuito sensibilizar para a consignação de 1% do IRS para causas sociais. Qual é que considera ser o motivo que justifica a ainda baixa adesão a esta possibilidade?

Acho que o motivo principal é o desconhecimento. Muita gente não sabe que esta consignação existe e, sobretudo, não sabe que não lhe custa rigorosamente nada, porque aquele 1% sai do imposto que já se pagou ao Estado, não do bolso de quem consigna. Como ninguém o explica, na dúvida as pessoas preferem não arriscar e deixam o campo em branco.
A isso somam-se outros fatores. A forma pouco eficiente como as próprias ONG comunicam esta possibilidade entre março e julho, que é exatamente quando as pessoas estão a tratar do IRS ou da sua pré-consignação; o facto de não ser um campo de preenchimento obrigatório na declaração, o que leva a maioria a passar à frente; e o facto de, muitas vezes, ser outra pessoa a tratar do IRS por nós, o contabilista ou um familiar, que não tem a sensibilidade nem o conhecimento das causas que nós apoiaríamos.
No fim, a consignação perde-se não por falta de vontade, mas por falta de informação e de um pequeno empurrão no momento certo. É aí que entra a Bottle Up, porque a distribuição física das garrafas, acompanhada de uma explicação simples das vantagens de consignar o 1%, é a forma de dar esse empurrão, cara a cara, a quem de outra maneira nunca pararia para pensar no assunto.

 

Acredita que os jovens podem ter um papel mais ativo na promoção de causas sociais?

Sim, e acho que muitos já o fazem. No meu caso, a Bottle Up é a forma de pôr aquilo que vou aprendendo, um pouco de Gestão, um pouco de Direito, ao serviço de uma causa. Mas há exemplos muito melhores à minha volta. Como é exemplo a Missão País. Quando se conhece este projeto, fica-se com uma clara noção de quanta energia a nossa geração tem para dar. Se há altura na vida em que sobra tempo, vontade e algum atrevimento para mudar as coisas, é agora.

 

Também está envolvido em várias iniciativas de voluntariado. Há alguma iniciativa que o tenha marcado particularmente?

Marcou-me particularmente uma oportunidade que tive de dar formação de literacia financeira a adolescentes. É um voluntariado pouco tradicional, mas dos que mais sentido me fizeram, porque é numa fase decisiva da vida que se retém quase tudo, e pouquíssimos jovens têm contacto com estes temas. Explicar a alguém de quinze anos o que é um orçamento, ou porque é que começar a poupar cedo muda tudo, é dar-lhe uma ferramenta que a escola raramente oferece.

 

De que forma é que o voluntariado desempenha um papel importante na formação de um estudante?

O voluntariado tira-nos da nossa bolha, põe-nos a trabalhar com pessoas muito diferentes de nós e obriga-nos a olhar para o mundo com mais atenção.

 

Que planos tem para o futuro?

A curto prazo, continuar a desfrutar do curso e a aprender o máximo possível. Mas se a pergunta for mais profunda, costumo responder o que respondo desde miúdo, quando me perguntavam “o que queres ser quando fores grande”: quero ser feliz. E, para isto não ficar só por uma frase bonita, para mim tem uma direção concreta. Gostava de seguir um caminho profissional que mantivesse as portas abertas entre o Direito e a Gestão, em que pudesse continuar a perceber necessidades reais e a tentar resolvê-las, seja com a Bottle Up, seja com o que vier a seguir. Não tenho um plano fechado, e acho que está bem assim, desde que continue a fazer coisas que valham a pena. E, sobretudo, aproveitar estas aventuras que tanto me acrescentam para conhecer pessoas incríveis pelo caminho, daquelas que transformam os momentos difíceis, quando tudo parece correr mal, em histórias que mais tarde recordamos a rir.

 

25-06-2026

International Studies Program conta com estudantes de todo o mundo

Num contexto internacional marcado por desafios cada vez mais complexos, o estudo do Direito Internacional assume uma relevância renovada. Para José Alberto Azeredo Lopes, coordenador do International Studies Program (ISP) da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, as crises internacionais, os conflitos armados e as tensões no sistema multilateral reforçam a necessidade de profissionais altamente qualificados nesta área. “Mais do que nunca, são necessários bons juristas e bons especialistas internacionais,” afirma, destacando a importância de uma formação sólida que permita intervir com competência técnica, espírito crítico e capacidade de adaptação em diferentes contextos institucionais e profissionais.

A dimensão internacional do programa reflete-se na diversidade dos seus estudantes. Sabahat Rahim Baig, estudante do 1.º ano e natural do Paquistão, escolheu o ISP pela reputação académica da Universidade Católica Portuguesa e pelo ambiente multicultural que encontrou na Faculdade de Direito – Escola do Porto. O seu objetivo passa por construir uma carreira nas áreas do Direito Internacional, dos Direitos Humanos e da diplomacia. Também Naman Tariq, estudante do 1.º ano, destaca a oportunidade de aprofundar conhecimentos em Direito Europeu e de aplicar conceitos teóricos a casos práticos, numa experiência que tem contribuído para desenvolver a sua capacidade de análise e para definir com maior clareza o seu percurso académico e profissional.

Para David Kagan, a possibilidade de aprofundar o conhecimento sobre o complexo universo do Direito Internacional foi determinante na escolha desta especialização. O estudante sublinha a abordagem interdisciplinar do programa, que articula as dimensões jurídica, política, económica e social dos fenómenos internacionais, proporcionando uma compreensão abrangente dos desafios contemporâneos da governação global e das relações internacionais. Também Margarida Rodrigues de Magalhães destaca o impacto da experiência académica no seu desenvolvimento pessoal e profissional, valorizando a proximidade dos docentes e o contacto com colegas de diferentes nacionalidades e culturas, fatores que enriquecem a aprendizagem e promovem a aquisição de competências essenciais para uma carreira internacional.

Entre os alumni, Marta Pereira Cachide recorda a diversidade curricular, a participação nos ISP Dialogues e o contacto com docentes e especialistas de diferentes países como alguns dos aspetos mais marcantes da sua experiência. A antiga estudante destaca ainda a convivência num ambiente verdadeiramente internacional, que lhe permitiu alargar perspetivas, fortalecer competências interculturais e desenvolver uma preparação mais sólida para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais interligado.

 

25-06-2026

Exposição “Arquivo da Desobediência” chega à Universidade Católica Portuguesa com reflexão sobre arte e ação política

18 documentos fílmicos organizados em dois núcleos temáticos - Desobediência de Género e Comunidades Insurgentes e Colonialismo

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apresenta, a partir de 29 de junho, na Galeria Fundação Amélia de Mello, em Lisboa, a exposição Arquivo da Desobediência (Disobedience Archive), um projeto curatorial de referência internacional concebido por Marco Scotini, que explora as relações entre práticas artísticas, movimentos sociais e ação política. Para esta edição, Marco Scotini convidou a artista luso-moçambicana Ângela Ferreira a contribuir para a articulação espacial e visual da exposição.

A apresentação na Galeria Fundação Amélia de Mello reúne uma seleção de dezoito documentos fílmicos organizados em dois núcleos temáticos - Desobediência de Género e Comunidades Insurgentes e Colonialismo. Cada apresentação do Arquivo da Desobediência é desenvolvida em diálogo com artistas cujas práticas se relacionam com as questões investigadas pelo projeto. A programação tem início às 17h00 com uma conversa entre o curador Marco Scotini e a artista Ângela Ferreira, no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, seguindo-se, às 18h30, a inauguração da exposição.

Iniciado em Berlim, em 2005, pelo curador e teórico Marco Scotini, o Arquivo da Desobediência é um arquivo audiovisual em permanente transformação e sem localização fixa, dedicado à relação entre prática artística e ação política. Ao longo de duas décadas, evoluiu de uma exposição itinerante de vídeos, materiais gráficos e documentos efémeros para uma plataforma dinâmica de investigação, documentação e reflexão crítica sobre formas de resistência, luta social e auto-organização coletiva.

Constituído por mais de uma centena de filmes documentais e obras de arte provenientes de diferentes geografias, o arquivo situa-se na intersecção entre arte e ativismo, reunindo testemunhos de movimentos de contestação política, desobediência civil e transformação social. Através de uma organização não linear e em constante reconfiguração, propõe uma leitura da história construída a partir da coexistência de múltiplas vozes, narrativas e temporalidades, contrariando modelos hierárquicos e lineares de interpretação histórica.

Funcionando como um dispositivo vivo e em permanente reorganização, o arquivo convida os visitantes a construir os seus próprios percursos de visualização e interpretação. À semelhança de uma biblioteca, oferece diferentes possibilidades de navegação pelos filmes, imagens e documentos, promovendo uma experiência participativa e aberta à pluralidade de leituras.

Ângela Ferreira, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho sobre os legados do colonialismo, a circulação de formas políticas e as relações entre arquitetura, memória e movimentos de libertação, propõe uma intervenção que permite revisitar o arquivo a partir de perspetivas de solidariedade transnacional e de histórias de emancipação.

O enquadramento conceptual da exposição inspira-se ainda na figura do painel agitacional (agitational billboard), historicamente utilizado por movimentos políticos como instrumento de comunicação, mobilização e educação coletiva. Reinterpretado no espaço expositivo, este dispositivo assume simultaneamente uma dimensão arquitetónica e simbólica, funcionando como plataforma para a circulação de vozes dissidentes, contra-narrativas e reivindicações coletivas.

A apresentação de Arquivo da Desobediência integra o programa público da edição de 2026 da Lisbon Summer School for the Study of Culture e da Porto Summer School on Art & Cinema, organizadas pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e pelo Lisbon Consortium. Dedicadas ao tema da desobediência, as iniciativas reúnem, entre 29 de junho e 3 de julho, artistas, curadores, investigadores e cineastas de referência internacional para refletir sobre as relações entre arte, política e ação social.

O programa inclui ainda sessões de cinema na Cinemateca Portuguesa e na Culturgest, com a participação de convidados como o realizador Sergei Loznitsa, o curador Marco Scotini e a artista Ângela Ferreira.

 

Mais informações

 

25-06-2026

INSURE.Hub da Universidade Católica lidera criação do Capítulo Ibérico do Future-Fit

O INSURE.Hub – Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, ecossistema promovido pela Universidade Católica Portuguesa no Porto e pela Planetiers New Generation, a Fundación ECODES e a consultora espanhola Cuatrotercios Sostenibilidad Estratégica anunciaram a criação do Capítulo Ibérico do Future-Fit, numa colaboração estratégica com a Future-Fit Foundation, sediada no Reino Unido.

A iniciativa torna Portugal e Espanha nos primeiros países da União Europeia a disponibilizarem versões oficiais e completas do Future-Fit Business Benchmark (FFBB) em português e espanhol. O referencial internacional apoia organizações na transição para modelos sustentáveis e regenerativos, disponibilizando um conjunto de objetivos que ajudam empresas e instituições a reduzir impactos negativos e a criar valor social e ecológico positivo.

O Future-Fit Business Benchmark assenta nos princípios científicos desenvolvidos pelo The Natural Step (TNS), modelo criado na Suécia em 1990 e amplamente reconhecido pela sua abordagem à sustentabilidade baseada nos limites do planeta e da sociedade. A metodologia traduz estes princípios numa estrutura operacional que inclui objetivos de “Break-Even”, orientados para eliminar impactos negativos, e objetivos de “Impacto Positivo”, focados na restauração e regeneração ambiental e social.

Maria Lopes Cardoso, diretora executiva do INSURE.Hub, refere que a colaboração ganhou expressão durante a 5.ª Conferência Internacional do INSURE.Hub, realizada na instituição. “O novo capítulo formaliza uma visão partilhada para acelerar a inovação, o impacto e a regeneração em toda a Península Ibérica, através de uma abordagem integrada às várias dimensões da sustentabilidade”, afirma. Já António Vasconcelos, cofundador do INSURE.Hub e líder da Planetiers New Generation, destaca que “a criação do capítulo ibérico reforça o papel que Portugal pode desempenhar na liderança das transições sustentáveis a nível europeu”.

Para Martin Rich, CEO e cofundador da Future-Fit Foundation, a criação deste capítulo representa um passo importante para a expansão da metodologia na Europa. “Estamos muito contentes por ver nascer este capítulo ibérico. O INSURE.Hub, a ECODES e a Cuatrotercios são parceiros de enorme credibilidade e impacto local, e terão todo o apoio da Future-Fit Foundation”, afirma. Do lado espanhol, Juan Ortiz, diretor executivo da Fundación ECODES, considera que o referencial responde à necessidade de instrumentos sólidos para orientar a transição sustentável. Segundo o responsável, o Future-Fit Business Benchmark oferece uma ferramenta capaz de apoiar empresas e políticas públicas na definição do que significa, efetivamente, ser sustentável.

Também Charles Castro, diretor de Avaliação e Medição de Impacto Social da ECODES, destaca a capacidade do modelo para clarificar o panorama das métricas e compromissos ESG, ajudando as organizações a alinhar a sua atuação com prioridades relevantes para as pessoas e para o planeta. Já Eduardo Seisdedos, líder da Cuatrotercios Sostenibilidad Estratégica, sublinha a aplicação prática do framework no contexto empresarial espanhol. O responsável refere que setores como o agroalimentar começam a utilizar esta abordagem como instrumento para reforçar o posicionamento estratégico e promover a inovação.

O Capítulo Ibérico do Future-Fit pretende apoiar empresas e organizações na implementação prática do framework, desenvolver programas de formação e capacitação para decisores, promover projetos conjuntos entre Portugal e Espanha nas áreas de ESG, sustentabilidade e regeneração, aumentar a literacia estratégica baseada na ciência e criar pontes entre universidades, empresas, municípios e entidades da sociedade civil.

A plataforma funcionará como ponto de articulação entre os parceiros ibéricos e a comunidade global da Future-Fit Foundation, assegurando a coerência científica e metodológica das iniciativas desenvolvidas.

 

23-06-2026

Seminários em Enfermagem aproximam estudantes das diferentes realidades da profissão

Entre os dias 15 e 17 de junho, a Escola de Enfermagem Porto da Universidade Católica Portuguesa promoveu o 4.º Ciclo de Seminários em Enfermagem, uma iniciativa que reuniu estudantes e profissionais em torno do tema "Os Caminhos e as Opções Profissionais".

Ao longo de três dias, realizaram-se 15 seminários dedicados a diferentes áreas de exercício da enfermagem, proporcionando aos estudantes uma visão alargada sobre as múltiplas possibilidades de desenvolvimento profissional. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer experiências, desafios e oportunidades em contextos como a enfermagem em situação crítica, doença crónica, cuidados paliativos, saúde materna e obstétrica, saúde infantil e pediátrica, geriatria e gerontologia, saúde comunitária e saúde pública, saúde familiar, enfermagem prisional, reabilitação, desporto, enfermagem do trabalho e investigação, bem como o papel desempenhado pelas estruturas representativas da profissão.

A iniciativa, dirigida sobretudo aos estudantes finalistas da Licenciatura em Enfermagem, teve como principal objetivo apoiar uma tomada de decisão mais informada sobre o futuro profissional, através do contacto direto com enfermeiros de diferentes áreas de atuação. Para além da partilha de percursos e experiências, os seminários promoveram a reflexão sobre os desafios atuais da profissão e as competências necessárias para responder às necessidades da sociedade.

À semelhança das edições anteriores, os estudantes assumiram também um papel ativo na organização e divulgação do evento, reforçando competências de comunicação, trabalho em equipa e envolvimento na vida académica, numa experiência que complementa a sua formação científica e profissional.

Com esta iniciativa, a Escola de Enfermagem reafirma o seu compromisso com uma formação de excelência, próxima da realidade profissional e orientada para o desenvolvimento de enfermeiros preparados para responder aos desafios de uma profissão em constante evolução.

22-06-2026

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