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Novidades

Semana Aberta de Biotecnologia recebeu mais de mil alunos do ensino secundário

“Go with the Flow!”, “Algas e Microalgas” e “Planeta A: tempo de agir!” foram as novas atividades da edição de 2026 da Semana Aberta da Biotecnologia. Entre os dias 25 e 27 de março, cerca de mil e cem estudantes de todo o país tiveram a oportunidade de participar em atividades nas áreas da microbiologia, bioengenharia, química, genética e nutrição aplicadas à saúde e ao ambiente. Uma iniciativa da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, que tem como intuito último a dinamização da abordagem experimental em ciência e tecnologia.

“Com estas iniciativas pretendemos que os mais jovens se aproximem da ciência e que saiam da faculdade muito motivados para voltar e explorar estes domínios no futuro,” sublinhou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

“Através destas experiências procuramos despertar a curiosidade científica e mostrar, de forma prática e acessível, como a investigação pode ter um impacto direto na saúde e no ambiente,” salientam Joana Barbosa e Joana Cristina Barbosa, investigadoras do Centro de Biotecnologia e Química Fina da faculdade e organizadoras da iniciativa.

Entre as mais de 25 atividades previstas destacaram-se: Sushi: prazer e perigo à mesa - uma análise dos riscos e benefícios do consumo de sushi, Caçador de Mitos - um desafio que explora as crenças populares relacionadas com ciência alimentar, Biomateriais no combate às feridas crónicas - soluções inovadoras e sustentáveis para a cicatrização de feridas difíceis, e Sente a Bioelectrónica! - exploração da ligação entre biologia e eletrónica através de impulsos digitais.

“A Semana Aberta é uma das várias iniciativas que a faculdade promove com o objetivo de reforçar a literacia científica. Antes do fim do ano letivo ainda organizamos as Olimpíadas de Biotecnologia, o Fórum Ciências e Sociedade e o Congresso Biofase sobre investigação em bioengenharia realizada pelos alunos do secundário.” referiu Paula Castro. “São oportunidades únicas para os estudantes contactarem com o que os espera depois do secundário, além de criarem laços com colegas de interesses alinhados e provenientes de outras escolas e zonas do país.” acrescentou a diretora da Escola Superior de Biotecnologia.

Dinamizada por docentes, investigadores e alunos do Centro de Biotecnologia e Química Fina e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, a Semana Aberta realizou-se entre os dias 25 e 27 de março no Porto.
 

01-04-2026

Reveja os melhores momentos da Católica na Qualifica

A Universidade Católica Portuguesa marcou presença na Feira da Educação Qualifica 2026, de 25 a 28 de março. Durante os quatro dias, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a Católica obtendo toda a informação necessária junto dos representantes das suas unidades de ensino, localizadas em Lisboa, Porto, Braga e Viseu.

Nos dias 27 e 28 de março, a Católica esteve também representada no espaço de Mestrados, Pós-Graduações e Formação Executiva. Este espaço procurou responder às novas exigências do mercado de trabalho e ao impacto da revolução digital, reunindo propostas orientadas para a atualização e especialização de competências.

A Católica no Porto encontra-se igualmente de portas abertas para dar a conhecer a sua oferta formativa e o ambiente do campus. Durante os Open Days, será possível ouvir testemunhos de docentes e estudantes, conhecer em detalhe os planos de estudos e colocar questões sobre percursos académicos e saídas profissionais. Já na Teen Academy, os estudantes do ensino secundário são convidados a explorar o mundo das profissões, através de experiências práticas nas áreas pelas quais demonstram maior interesse.

 

31-03-2026

Lançamento do livro "Bárbara Wagner & Benjamin de Burca: Trabalho s"

Trabalho s
Bárbara Wagner & Benjamin de Burca

Ed. Nuno Crespo
Universidade Católica Portuguesa / Escola das Artes / UCP Press

O novo livro da Artistic Research Collection será lançado em São Paulo, nos dia 7 de abril na Livraria Megafauna - Copan, e 9 de abril, na galeria Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda.

Primeira publicação dedicada à metodologia de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Trabalho s / Work s reúne mais de uma década de produção da dupla, evidenciando a consistência do corpo de sua obra no campo da pesquisa artística contemporânea.

Em diálogo com artistas e coletivos, a prática de Wagner & de Burca se desenvolve entre o cinema, as artes visuais, a performance e a música, combinando estratégias documentais com processos de encenação. A partir de dinâmicas de escuta e experiência compartilhada, elementos como direção, roteiro, figurino e trilha sonora são concebidos em colaboração com os participantes de cada projeto.

O volume tem como eixo uma extensa entrevista entre o editor Nuno Crespo e os artistas, que percorre os diferentes núcleos do livro. Reúne ainda ensaios da curadora Clarissa Diniz sobre as dinâmicas colaborativas da dupla; do crítico Juliano Gomes, que inscreve a obra no campo expandido do cinema; e do curador Daniel Blanga Gubbay, dedicado à dimensão sonora dos filmes. O projeto gráfico, concebido como uma edição bilíngue, é assinado pelo Estúdio Margem.

Este volume integra a Artistic Research Collection, iniciativa editorial do CITAR / Escola das Artes / Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a UCP Press e a Sistema Solar/Documenta. Esta colecção, coordenada por Nuno Crespo, publica livros sobre artistas e cineastas contemporâneos e os seus processos artísticos. A maioria dos livros publicados nesta coleção decorre de residências ou exposições artísticas que ocorreram no contexto da investigação artística do CITAR e da Escola de Artes. Estas edições, sempre em formato bilingue Português/Inglês, são também uma forma de concretizar, do ponto de vista crítico e processual, a prática de investigação científica associada ao programa de exposições.

Lançamentos do livro: 

  • 7 de abril de 2026 · 19:00 · livraria Megafauna - Copan, São Paulo, Brasil + info
    • Conversa entre os artistas e o curador e editor do livro, Nuno Crespo.
  • 9 de abril de 2026 · 14:00 · Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda, São Paulo, Brasil + info
    • Sessão de autógrafos com os artistas, durante brunch de celebração da SP-Arte

 

31-03-2026

Mensagem de Páscoa da Reitora

Perante a ansiedade que o nosso tempo convoca, a natureza inspira-nos com uma silenciosa confiança no caminho da superação. A bonança da Primavera recém-chegada recorda-nos que, mesmo após os períodos mais frios e incertos, que após as tempestades e a destruição, a vida renasce com uma força serena e inevitável.

Tal como nos ensina o Evangelho de Mateus no Sermão da Montanha, “Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? “ (Mt 6, 28-29). Na Páscoa, somos chamados a confiar, a repousar na certeza de que há um tempo para cada coisa, e que o florescer acontece, muitas vezes, sem alarde, mas com profunda beleza.

Que este seja o nosso mote nesta Páscoa: cultivar a esperança, aliviar o peso das inquietações e deixar que a luz da renovação nos guie. Como a natureza, também nós somos feitos de recomeços.

Uma Feliz e Santa Páscoa.

                                                                                                                                                                                          Isabel Capeloa Gil
                                                                                                                                                                                          Reitora

31-03-2026

Investigadores de Biotecnologia na Católica lideram participação nacional em evento europeu de colaboração em sustentabilidade e bioeconomia

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Universidade Católica Portuguesa, teve um papel ativo no evento de matchmaking do projeto CROSSPATHS, realizado em Bruxelas, no dia 25 de março de 2026. O evento reuniu investigadores, inovadores, decisores políticos e organizações de apoio de toda a Europa, com o objetivo de construir consórcios alinhados com políticas no âmbito do Horizonte Europa, Cluster 6, com foco na sustentabilidade, sistemas alimentares, biodiversidade e bioeconomia.

Em representação da liderança científica e estratégica do CBQF, Manuela Pintado, diretora e investigadora sénior do centro, participou num painel dedicado aos principais fatores de sucesso em projetos europeus, destacando o forte alinhamento do CBQF com o Pacto Ecológico Europeu e a estratégia Farm to Fork.

O CBQF esteve também representado por Sara Nunes Silva, investigadora com especialização em economia circular, e Ana Paulo, gestora de investigação, que contribuíram para as discussões sobre colaboração internacional e desenvolvimento de consórcios.

O evento evidenciou ainda a força do ecossistema português de investigação e inovação. A par do CBQF, várias instituições portuguesas participaram e contribuíram para o diálogo sobre colaboração europeia, incluindo o MORE CoLAB, o Instituto Superior Técnico, o Instituto Politécnico de Bragança, a Agência Nacional de Inovação (ANI) e o CoLab4Food.

O evento de matchmaking do CROSSPATHS reforçou a importância de combinar excelência científica com networking estratégico e alinhamento com políticas na construção de projetos europeus competitivos - áreas em que o CBQF continua a afirmar um papel consistente e ativo.

31-03-2026

“Passos que Salvam”: Caminhada une saúde, convívio e solidariedade no Porto

No passado dia 29 de março, a Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa promoveu a caminhada solidária “Passos que Salvam”, juntando estudantes, docentes, colaboradores e famílias num percurso de 3,5 km que combinou atividade física, convívio e solidariedade.

O evento contou com aquecimento conduzido por estudantes e enfermeiros, atividades para os mais novos e uma sessão prática de suporte básico de vida, permitindo aos participantes aprender técnicas essenciais de primeiros socorros num ambiente seguro e educativo.

Paralelamente, a caminhada apoiou a Cáritas Diocesana do Porto, com recolha de roupa interior nova e donativos monetários. A iniciativa contou com o patrocínio do Grupo de Farmácias Cruz&Reis.

A “Passos que Salvam” destacou-se pelo entusiasmo dos participantes e pelo impacto positivo na comunidade, sublinhando o papel da Escola na promoção da saúde, do conhecimento e da solidariedade.

30-03-2026

Católica em destaque em podcast europeu sobre liderança educativa e inovação pedagógica

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) integra o terceiro episódio de uma série de podcasts promovida pela European University Association (EUA), dedicada à análise dos principais desafios e dinâmicas emergentes no Ensino Superior europeu.

O episódio conta com a participação de Diana Soares, professora da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL), em conversa com Thérèse Zhang, subdiretora para a Política de Ensino Superior da EUA. O debate centra-se na articulação entre a liderança educativa, o desenvolvimento profissional docente e a inovação pedagógica. 

Ao longo da entrevista, Diana Soares evidencia a aposta do CLIL em modelos pedagógicos sustentados em evidências, bem como a valorização da investigação em ensino e aprendizagem enquanto eixo estruturante da missão universitária. É ainda sublinhada a promoção de uma cultura institucional que encara o ensino como uma prática reflexiva, intencional e academicamente fundamentada.

Outro dos pontos em destaque é a dimensão colaborativa do ensino, com enfoque na importância da criação de redes de partilha de práticas, do trabalho interinstitucional e do desenvolvimento profissional contínuo do corpo docente. Neste contexto, reforça-se o papel das instituições na capacitação de docentes enquanto agentes de mudança e liderança pedagógica no Ensino Superior.

A conversa assinala igualmente a criação do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior (CNIPES), entendido como um marco relevante para o reforço da qualidade e da articulação entre instituições, bem como para a consolidação de uma agenda nacional orientada para a inovação pedagógica.

O episódio completo encontra-se disponível aqui.

27-03-2026

Isabel Quelhas: “Ensinar é um misto de um enorme privilégio e de uma grande responsabilidade”

Isabel Quelhas, docente da Escola de Enfermagem (Porto) e da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, traçou um percurso marcado pela prática clínica, pelo ensino e pela investigação. Formada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Conceição - que viria a integrar a Universidade Católica, é especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica e doutorada em Enfermagem pela UCP. Tem-se dedicado à investigação sobre a maternidade em contextos adversos, particularmente no de reclusão e, nesta entrevista, partilha algumas descobertas desse trabalho. Reflete ainda sobre os desafios da prática e a importância de um ensino que forma para “um cuidado competente, eticamente robusto e justo para todos”.

 

Como foi o início do seu percurso académico na enfermagem?

Entrei muito jovem, com 18 anos, num curso único, que realmente põe à prova, desde muito cedo, a maturidade e a responsabilidade. O curso de Enfermagem foi muito trabalhoso e exigente; uma novidade a cada novo ano, e a cada nova área. Mas foi, provavelmente, a melhor decisão que fiz na vida, em termos profissionais.

 

E após concluir essa formação, começou a exercer.

Comecei a trabalhar em cuidados intensivos, a área que mais me desafiava, com a qual julgava que iria aprender mais. E assim foi, é uma experiência muito impactante. O curso dá-nos bases para a vida profissional, mas ainda assim não nos pode preparar para tudo o que vamos encontrar. Foi um contexto de trabalho exigente: do ponto de vista físico, trabalhamos por turnos, 12 horas seguidas, às vezes, sem nos sentarmos; mas também a nível emocional, lidamos com a vida e com a morte de muito perto. Três anos depois, ingressei na docência, na mesma escola onde me formei. Depois, fiz uma especialização dentro da Enfermagem e fiz o percurso (também mais ou menos) óbvio em termos académicos: o mestrado e o doutoramento.

 

Atualmente, como encara o desafio de ensinar?

Faz-me sentido poder, de uma forma muito próxima, estar junto dos estudantes, e, através da ciência, mas também do exemplo, aportar os valores humanistas, e cristãos, que importam, que podem fazer a diferença na formação holística dos nossos estudantes. Ensinar é, efetivamente, um misto de um enorme privilégio e de uma grande responsabilidade. O privilégio reside em estar atualizada em tudo o que emerge, estar em contacto com uma fase da vida da pessoa absolutamente estruturante - que é esta fase da formação académica - podendo, estou convicta, influenciar estes estudantes. São jovens muito desenvolvidos, com imensas capacidades, com muito mais oportunidades do que outrora tinham - e isso é uma riqueza humana muito grande. Contudo, temos a enorme responsabilidade de procurar ser transformadores no seu processo de amadurecimento pessoal e profissional que o curso exige, ajudando-os a superar aspetos menos favoráveis e a tirar partido das suas qualidades e das portas abertas que têm para o seu futuro.

 

“É nos momentos mais difíceis que, como enfermeiros, podemos ser mais significativos junto das crianças e dos pais.”

 

Especializou-se em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. O que a fascinou nesta área?

Em todo o meu percurso, sempre fiquei mais sensível e mais atenta às situações da infância e da parentalidade. A enfermagem consegue estar junto das pessoas nos processos de vida; nesta área, da conceção até à entrada na vida adulta. E as alegrias são enormes: a notícia de que alguém vai ser pai/mãe, de que o filho nasceu, de que é saudável, de que está a crescer bem, de que tem êxito na escola, que faz muitos amigos - tudo isto são ótimas notícias, que partilhamos e vivemos com muita intensidade. Mas também não podemos ignorar que as coisas não correm sempre bem: as crianças adoecem, as crianças morrem, as crianças nascem com deficiências. Hoje temos esta realidade: por um lado salvamos muitas crianças, conseguimos que elas sobrevivam nascendo mais cedo, mas este resultado não é isento de circunstâncias extremamente impactantes na vida daquela família. E, portanto, há este misto de alegrias e tristezas, mas, no equilíbrio entre o que é difícil e o que é muito bom, ganha, sem dúvida, o muito bom. Os estudantes frequentemente questionam-me, dizendo “eu gosto muito de crianças, mas doentes acho que seria muito difícil, para mim, de ver e de ajudar”. Eu faço-os pensar que, quando gostamos muito de algo ou de alguém, temos de aceitar o bom e o menos bom. É nos momentos mais difíceis que, como enfermeiros, podemos ser mais significativos junto das crianças e dos pais: podemos transformar aquele déficit, aquele problema, em algo menos penoso, aliviar o sofrimento e ajudar a ultrapassá-lo.

 

Tem-se focado na investigação sobre parentalidade em contextos adversos, mais especificamente em reclusão. Que descobertas fez neste processo?

A preocupação com as questões da parentalidade tem estado presente no meu percurso profissional, contudo, comecei a investigar esta área mais específica dos contextos adversos no decurso do meu doutoramento: procurei compreender como é ser mãe em contexto de reclusão e, na verdade, descobri muitas coisas. Percebi que estas mães estão focadas nos filhos, de uma forma muito intensa. Para algumas delas, ser mãe daquele filho deu outro significado à experiência de maternidade que tinham até ali, provavelmente devido à dependência única delas para o cuidado do filho, não podendo, enquanto reclusas, contar com mais ninguém. Por outro lado, percebi também que estas crianças têm uma mãe a tempo inteiro, algo que muitas vezes não acontece cá fora, onde o trabalho e outras responsabilidades impõem que deixemos os nossos filhos ao cuidado de outros. Embora as crianças sejam retiradas de um contexto de liberdade, na verdade, até determinada idade isso não é totalmente percetível para elas, e importa salientar que ali têm o privilégio de ter uma mãe que as cuida permanentemente - podendo essa convivência prolongar-se até aos cinco anos. O regime prisional exige igualmente que estas mulheres desempenhem adequadamente o papel de mães, e este é, em grande parte das situações, bem assumido por elas. Ainda assim, há circunstâncias que revelam constrangimentos importantes: no contexto prisional, são, antes de tudo, reclusas e só depois mães, e isso pode colidir com alguns direitos previstos na legislação. Por exemplo, hoje está consagrado o acompanhamento parental quando uma criança está hospitalizada, mas uma reclusa não o pode fazer da mesma forma: funciona como visita e necessita da presença de um guarda, o que limita esse direito. São apenas algumas das minhas observações - foi um admirável novo mundo, um contexto muito desconhecido, não apenas para mim, mas também para a própria enfermagem, e compreender estas realidades, penso que pode ter sido um contributo importante para cuidar melhor destas mães e destas crianças.

 

“O cuidado, que nunca se pode distanciar da boa prática, tem sempre um lado pessoal, em que cada um incorpora as ferramentas e técnicas à sua medida, no seu entendimento, da sua forma.”

 

Fala em vários desafios e situações mais difíceis. Como é que se prepara um estudante de enfermagem para estes cenários?

Ensinamos, desde o primeiro ano, a comunicação, uma área vasta e absolutamente transversal. Ensinamos, particularmente, a comunicar com as crianças e com os pais, e aqui também se inclui a transmissão de más notícias, e, portanto, antes de mais, há uma preparação académica para esta assistência. E, depois, há a incorporação desta formação naquilo que cada um é. Não podemos esquecer que os jovens já nos chegam aqui com 18 anos, com um carácter, uma personalidade, que não tem de se transformar durante o curso, mas tem que ser trabalhada no sentido das exigências do curso e da profissão. O cuidado, que nunca se pode distanciar da boa prática, tem sempre um lado pessoal, em que cada um incorpora as ferramentas e técnicas à sua medida, no seu entendimento, da sua forma – e o amadurecimento profissional também ajudará nessa definição.

 

Recomenda algum filme ou série na área da saúde infantil?

A série “Adolescência” leva-nos para um período da vida absolutamente paradigmático nesta fase da área pediátrica, e que retrata circunstâncias atuais da adolescência muito impactantes e verdadeiramente desafiantes para a parentalidade contemporânea. Julgo que todos devemos ver, especialmente quem tem ou pensa ter filhos.

 

Que palavras partilharia com alguém que está agora a começar o curso?

É preciso encarar este curso como uma profissão para toda a vida, lembrando que temos de ser muito competentes, pois cuidar do outro exige excelência. Diria que o objetivo é desenvolver um cuidado competente, eticamente robusto e justo para todos.

Serão quatro anos de desenvolvimento, através de toda a componente teórica, mas também prática - pois o curso tem uma forte componente prática. Assim, terão a oportunidade de preparar este percurso que os levará a assumirem a profissão - dará muito trabalho, será bastante exigente, mas se for o que realmente querem, será seguramente muito prazeroso.

 

26-03-2026

Três estudantes da Católica Porto Business School apurados para a fase nacional das Olimpíadas Universitárias de Economia

Três estudantes da Licenciatura em Economia da Católica Porto Business School foram selecionados para representar a Escola na fase nacional das II Olimpíadas Universitárias de Economia, que terá lugar em Coimbra, nos dias 10 e 11 de abril.

A fase escolar decorreu no passado dia 18 de fevereiro, reunindo 17 alunos num momento de avaliação e competição académica. No final, foram apurados Tomás Câmara, que alcançou o primeiro lugar, Alexandre Ferreira, em segundo, e Jessica Lin, em terceiro.

Promovidas pela Ordem dos Economistas e pela Associação Une Dois Mundos, as Olimpíadas Universitárias de Economia são uma iniciativa de âmbito nacional dirigida a estudantes de licenciatura nas áreas de Economia e Gestão. A competição tem como objetivo estimular o pensamento crítico, aprofundar o interesse pela economia e promover a partilha de conhecimento entre estudantes de diferentes instituições de ensino superior.

A presença da Católica Porto Business School nesta iniciativa tem vindo a afirmar-se de forma consistente. Na edição de 2025, Gonçalo Sousa, estudante da Licenciatura em Economia, conquistou o segundo lugar nacional, evidenciando a qualidade da formação e a preparação dos alunos da Escola.

 

25-03-2026

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia é a única portuguesa no grupo europeu que discute o futuro da utilização estratégica de dados nas universidades

Patrícia Oliveira-Silva, vice-diretora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP‑UCP) para o Posicionamento Global e diretora do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL), é a única representante portuguesa no novo Thematic Peer Group (TPG) da European University Association (EUA). O grupo reúne 25 líderes académicos de 18 países para refletir sobre como as universidades podem usar os seus dados de forma mais estratégica.

Um espaço europeu de reflexão sobre governação e qualidade dos dados

Os TPG da EUA são equipas especializadas que juntam peritos e dirigentes universitários para analisar desafios estruturais no ensino superior europeu. Cada grupo tem um número restrito de membros e produz recomendações que orientam políticas e práticas institucionais.

No caso deste TPG, o foco está nas práticas emergentes de utilização de dados institucionais, abordando temas como qualidade dos dados, literacia em dados, governação e soberania da informação, bem como o papel dos dados na transformação digital e na tomada de decisão baseada em evidência.

“As universidades precisam de ter acesso a dados rigorosos, e de coragem para os interpretar”

Para Patrícia Oliveira‑Silva, esta participação representa uma oportunidade única para contribuir para o debate europeu sobre governação informada: “Nos projetos que lideramos sobre a internacionalização do ensino superior, temos refletido frequentemente sobre o que sustenta uma boa governação e uma tomada de decisão verdadeiramente informada. E há pelo menos três aspetos que me parecem indispensáveis: as universidades precisam de ter acesso a dados rigorosos, de saber interpretá‑los e de ter a coragem de deixar que essa interpretação oriente as suas decisões.”

A docente sublinha ainda que os desafios não são apenas tecnológicos, mas também científicos, institucionais e éticos, exigindo abordagens interdisciplinares e colaborativas.

Contributo alinhado com projetos de investigação da FEP‑UCP

A integração de Patrícia Oliveira‑Silva neste TPG articula‑se diretamente com o trabalho de investigação que tem vindo a desenvolver na FEP‑UCP, especialmente através dos projetos INSPIRE e IMPACT‑iLab.

O projeto INSPIRE analisa o impacto da mobilidade internacional e das experiências interculturais no desenvolvimento pessoal, social e académico dos estudantes. Com base em dados longitudinais, procura apoiar a criação de políticas institucionais de internacionalização mais eficazes e informadas.

Já o IMPACT‑iLab, desenvolvido em parceria com Catherine Montgomery (Universidade de Durham, Reino Unido), explora métodos inovadores de análise de dados sobre ensino, mobilidade, participação e inclusão, visando apoiar políticas universitárias mais reflexivas e estrategicamente orientadas.

Uma contribuição portuguesa para o debate europeu

A participação de Patrícia Oliveira‑Silva no TPG da EUA reforça o contributo português para a discussão estratégica sobre dados no ensino superior. Num momento em que as universidades enfrentam desafios crescentes ligados à governança da informação, à transparência institucional e à transformação digital, este trabalho posiciona a FEP‑UCP no centro de um debate europeu decisivo para o futuro das instituições de ensino superior.

 

24-03-2026

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