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Católica Porto Business School realizou e primeira edição do Marketing Link

Idealizado pelos Professores do Mestrado em Marketing Božidar Vlačić e Carla Martins, o Marketing Link nasceu como uma nova iniciativa da Católica Porto Business School, criada para aproximar estudantes, alumni, docentes e profissionais em torno de uma visão partilhada sobre os desafios e as tendências que moldam o marketing contemporâneo.   

Concebido como um espaço de conhecimento, aprendizagem e networking, o evento proporcionou uma tarde de reflexão e partilha em torno de temas atuais e relevantes para o setor, cruzando perspetivas académicas e experiências do mercado. 

Esta primeira edição contou com a participação de dois oradores convidados, que abordaram diferentes dimensões do marketing através de sessões interativas e orientadas para a aplicação prática. 

Cosme Almeida, diretor de programas internacionais na Católica Porto Business School, conduziu a sessão “Avaliação Financeira de Marcas”, explorando os principais indicadores de valorização financeira e a sua relevância para a construção estratégica das marcas. 

Inês Rocha, Area Manager de Brand Responsibility na Sonae MC, apresentou a sessão “Missão Continente - Para grandes causas, grandes missões", partilhando a sua experiência na articulação entre estratégia de marca, responsabilidade social e impacto positivo na comunidade. 

Enquanto primeira edição, o Marketing Link afirmou-se como um momento relevante de encontro e partilha de conhecimento, reforçando o compromisso da Católica Porto Business School com a promoção de experiências de aprendizagem ligadas aos desafios reais do mercado e à construção de uma comunidade académica cada vez mais conectada. 

Candidaturas abertas para o Mestrado em Marketing: saiba mais

25-05-2026

Ilídio Pinho: “A Católica pode desempenhar um papel excecional na resposta aos desafios culturais e estruturais que Portugal enfrenta.”

Ilídio Pinho, nascido a 19 de dezembro de 1938, é natural de Vale de Cambra. Figura de destaque no mundo empresarial, é fundador e presidente da Fundação Ilídio Pinho, da Ilídio Pinho Holding e da Fomentinvest, entre outras iniciativas. Reconhecido pelo seu contributo para o desenvolvimento económico e social, é igualmente um destacado mecenas da Universidade Católica Portuguesa.

Iniciou o seu percurso em 1964, com a criação da COLEP Portugal – Embalagens, Produtos, Enchimentos e Equipamentos, S.A., empresa que se tornou na maior da sua área a nível europeu. Durante o seu percurso, assumiu cargos de elevado relevo empresarial e participou em empresas de diversos setores como o metalúrgico, o segurador e o bancário entre outros, demonstrando as características de empreendedor dinâmico e inovador.

O contributo de Ilídio Pinho para a economia, o ensino superior, as artes e a valorização humana tem sido amplamente distinguido ao longo do seu percurso, através de inúmeros reconhecimentos. Entre estes destacam-se a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Estado português, a Medalha de Ouro da Universidade Católica Portuguesa e o título de Doutor Honoris Causa pela mesma instituição, entre outras distinções que sublinham a relevância do seu impacto em diferentes áreas da sociedade.

Nesta entrevista, fala-nos sobre a sua visão acerca do desenvolvimento do país, o papel da ciência e da inovação, a sua relação próxima com a Universidade Católica e os sonhos que tem para Portugal.

 

Quais são as memórias da sua infância?

Nasci antes da Segunda Guerra Mundial, em 1938, numa terra conhecida como a terra dos leiteiros e dos serranos. Em Vale de Cambra, não havia ruas nem caminhos alcatroados, era tudo terra batida. Os automóveis eram carroças e a maioria das pessoas andava descalça, em condições muito duras. A eletricidade era pouca e de muito má qualidade e a assistência à saúde praticamente não existia. Quando comparo esse tempo com o de hoje, penso muitas vezes que somos ingratos quando nos queixamos. Sofria-se muito mais e em condições verdadeiramente desumanas. Essa realidade ensinou-me a combater o desperdício e nunca deixei de levar isso para a minha vida profissional. Tanto valor dou ao muito como ao pouco.

 

“ (…) quem não tiver espírito de sacrifício e capacidade de resistência ao sofrimento, dificilmente consegue ser empresário.”

 

Essa infância moldou a forma como olha para o trabalho e para as empresas?

Completamente. Quando vinha das aulas, descia logo para as oficinas e dizia ao meu pai: “Já cá estou.” E o meu tempo passava a ser usado ali. Trabalhavam-se seis dias por semana e ao domingo ainda se desenhava, calculava e faziam-se orçamentos. Foi nesta realidade que cresci. E, talvez por isso, diga também que, quem não tiver espírito de sacrifício e capacidade de resistência ao sofrimento, dificilmente consegue ser empresário.

 

Como olha para a evolução de Vale de Cambra e da indústria portuguesa?

Vale de Cambra não tinha condições para ser um concelho empresarial. Os acessos eram maus, a energia elétrica era péssima, não havia apoio à saúde, nem escolas técnicas, nem justiça próxima. E, no entanto, hoje tornou-se uma das maiores plataformas tecnológicas do país, com empresas capazes de, em cluster, fornecer fábricas completas para qualquer parte do mundo. Isso mostra a extraordinária capacidade da metalomecânica portuguesa. Hoje, empresas daquela região exportam para dezenas de países e têm relações comerciais globais. Quando olho para trás, sinto bem o sofrimento do caminho que foi feito.

 

Apesar dessa evolução, Portugal continua a ser frequentemente referido como um dos países menos desenvolvidos da Europa…

Adoro o meu país com paixão patriótica e tenho por isso um grande desgosto. Somos, de facto, um dos países menos desenvolvidos da Europa em termos tecnológicos e científicos. E isso acontece porque a cultura tecnológica nunca foi verdadeiramente valorizada como devia. Durante 17 anos, a Fundação Ilídio Pinho promoveu o programa “Ciência na Escola”, em que participaram cerca de meio milhão de alunos e professores. Surgiram milhares de projetos inovadores. A ideia era aproximar as escolas das universidades e das empresas, criando uma cultura científica desde cedo. Infelizmente, o então Ministro da Educação, decidiu acabar com este projeto com enormes prejuízos para a cultura tecnológica escolar.

 

Porque é que considera tão importante começar cedo essa ligação à ciência?

A iniciação científica devia começar logo no pré-primário. Tal como uma árvore depende da qualidade das raízes, também uma sociedade depende da formação de base que dá aos seus jovens. O programa “Ciência na Escola” permitia aos alunos trabalhar em grupo, debater ideias, enriquecer projetos e descobrir vocações. E isso é decisivo e estratégico para o país. Muitos jovens chegam à universidade sem saber verdadeiramente qual é o seu talento ou a sua vocação. Por outro lado, quando os alunos levam a ciência e a tecnologia para casa e começam a falar disso com os pais, irmãos e família, estão também a transformar culturalmente a sociedade. E foi precisamente o fim dessa cultura científica, iniciativa da Fundação Ilídio Pinho em parceria com o Ministério da Educação, “Ciência na Escola”, cuja falta tem sido um enorme prejuízo para Portugal.

 

De quem herdou o seu espírito empreendedor?

A minha mãe vinha de uma família ligada aos laticínios. Vale de Cambra era, aliás, considerada o berço dessa indústria. Do lado da família da minha mãe havia uma forte vocação comercial. O meu pai tinha um talento extraordinário para o trabalho. Foi um trabalhador nato. Começou por trabalhar numa fábrica, tornou-se encarregado e, depois de casar com a minha mãe, estabeleceu-se por conta própria. Cresci neste ambiente. Desde criança escolhia sucata e aprendia a reaproveitar materiais. Fui aprendendo a desenhar, calcular e a trabalhar com as mãos. Durante toda a juventude, vivi muito ligado à produção e à tecnologia. Ao mesmo tempo, tornei-me um insatisfeito no melhor sentido da palavra. Sentia sempre que queria mais. Metade do meu tempo como estudante era passado a imaginar o que queria fazer e como poderia construir algo diferente. Toda a minha vida ficou ligada à produção, ao desenvolvimento tecnológico e à organização industrial. Foi esse percurso que me preparou para, em 1964, fundar a COLEP.

 

Como conseguiu transformar a COLEP numa referência internacional?

O sucesso da COLEP assentou numa ideia fundamental: controlar toda a cadeia de valor. A COLEP começou a fabricar simples latas para bolachas. Com o tempo, integrou toda a cadeia produtiva. Essa integração tornou a empresa extremamente robusta. Se uma área atravessa dificuldades, as outras compensam. Foi esta estratégia que permitiu à COLEP tornar-se uma das maiores empresas europeias do setor, com fábricas em vários países. Aprendi também que o sucesso depende da capacidade de aproveitar os acasos da vida. As oportunidades surgem para todos, mas só as aproveita quem está preparado. E essa preparação, aliada à visão, ao trabalho e à coragem determinada de decidir, foi decisiva.

 

“A velocidade é hoje um fator decisivo de competitividade.”

 

Como é que nos preparamos para aproveitar as oportunidades da vida?

Com trabalho, talento, visão e, sobretudo, conhecimento. O empresário é um criador. Costumo compará-lo a um artista. É alguém que nunca está satisfeito, que está sempre a imaginar como fazer mais e melhor. Mas a preparação faz-se, acima de tudo, através do conhecimento. Um empresário não pode limitar-se a conhecer apenas a realidade do seu país. Tem de conhecer o mundo, perceber como vivem outras sociedades, como trabalham outras empresas e que soluções já existem noutros mercados. Caso contrário, pode pensar que está a inovar quando, noutro lugar, essa ideia já está obsoleta. Foi isso que procurei fazer ao longo da vida: viajar, visitar fábricas, observar diferentes culturas e aprender continuamente. Nunca me reformei dessa vontade de aprender.

 

De que forma é que a tecnologia está a transformar a maneira como as empresas fazem negócios?

A ciência tecnológica trouxe um novo fator estratégico: a velocidade. No passado, era aceitável esperar. Hoje, esperar é uma forma de sofrimento. Vivemos num tempo em que é necessário responder imediatamente. Essa rapidez tornou-se uma exigência fundamental da economia contemporânea e obriga empresas e instituições a repensarem os seus processos e a sua capacidade de decisão. Essa é uma das grandes questões do nosso tempo. A velocidade é hoje um fator decisivo de competitividade. Quem demora a responder perde oportunidades. Portugal e a Europa têm de compreender que o tempo passou a ter um valor estratégico.

 

Ao longo do seu percurso profissional, a inovação tem sido uma constante. Como é que define inovação?

Einstein dizia que tudo o que é possível não é inovação. Só é inovação aquilo que hoje parece impossível. É isso que mais me entusiasma: a capacidade humana de tornar realidade aquilo que, à partida, parece impensável.

 

“A Universidade Católica é uma instituição com características únicas (…)”

 

É um destacado mecenas da Universidade Católica Portuguesa. Foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa, recebeu a Medalha de Ouro da Universidade e, mais recentemente, tornou-se parceiro fundador do Centre for Impact in Global Management (CIGMA). O que representa, para si, essa ligação tão próxima à Universidade?

O sentimento de que a Católica para mim “é casa” tem raízes muito profundas e resulta de uma ligação construída ao longo de mais de quarenta anos. Fui membro da Comissão Administrativa da Universidade Católica - no Porto - durante doze anos, acompanhei momentos muito importantes da sua história e mantive sempre uma relação de grande proximidade com a instituição. Quando entro na Católica, não sinto que estou numa instituição qualquer. Entro num espaço que faz parte da minha vida.

 

O que representa, na sua perspetiva, a Universidade Católica no contexto português?

A Universidade Católica é uma instituição com características únicas, pelas suas relações internacionais, pela sua simbologia e pelos princípios humanistas cristãos em que assenta. Acredito que a Católica pode desempenhar um papel excecional na resposta aos desafios culturais e estruturais que Portugal enfrenta. É uma universidade com capacidade para pensar o país de forma estratégica e para contribuir de forma decisiva para o seu desenvolvimento.

 

Acredita que Portugal pode assumir um papel mais relevante no mundo?

Sem dúvida. Durante muitos anos, Portugal foi visto como um país periférico da Europa. Hoje, essa visão já não faz sentido. As mudanças geopolíticas em curso e a necessidade de uma maior autonomia europeia transformaram Portugal num país altamente estratégico. Pela sua localização, pela dimensão do seu espaço marítimo e, sobretudo, pelas excelentes relações históricas que mantém com todos os continentes, Portugal pode tornar-se uma plataforma de ligação da Europa ao mundo.

 

“Sonho com um Portugal em grande.”

 

O país está consciente do seu potencial?

Infelizmente, ainda não. Portugal possui condições únicas para assumir um papel muito mais relevante no contexto internacional, mas ainda não definiu uma estratégia suficientemente ambiciosa para concretizar esse potencial. Não somos apenas este pequeno território continental. Somos um país com uma enorme projeção marítima e com uma presença histórica e cultural reconhecida em todo o mundo. Isso representa uma vantagem estratégica extraordinária.

 

Como é que sonha Portugal?

Sonho com um Portugal em grande. Um país consciente do seu valor, do seu talento e da sua posição estratégica. Um país que aposta no conhecimento, na tecnologia e na formação das pessoas. Um país que cria confiança e estabilidade, porque sem confiança política e estabilidade não há investimento. Gostaria verdadeiramente de ver Portugal plenamente capaz de aproveitar as suas vantagens competitivas e de afirmar-se como um centro de conhecimento, inovação e ligação entre a Europa e o resto do mundo.

 

21-05-2026

“Geometria Sensível”: Escola das Artes apresenta primeira exposição de Rodrigo Cass em Portugal

A Escola das Artes inaugurou a exposição “Geometria Sensível”, a primeira exposição individual em Portugal do artista brasileiro Rodrigo Cass, com curadoria de João Sarmento SJ e Nuno Crespo, e em colaboração com a Brotéria. A exposição é apresentada em dois momentos: na Escola das Artes, no Porto, foi inaugurada a 20 de maio, e na Brotéria, em Lisboa, será inaugurada a 26 de maio.

Reconhecido internacionalmente e com obras integradas em coleções como o Centre Georges Pompidou, a TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary e o MAM -Museu de Arte Moderna de São Paulo, Rodrigo Cass apresenta um conjunto de trabalhos onde geometria, cor e gesto se cruzam numa reflexão entre rigor formal e experiência sensível.

A inauguração contou ainda com uma performance de Pedro Verdum, que reforçou a dimensão corporal e performativa presente no universo do artista.

A exposição permanece patente no Católica Art Center, no Porto, até dia 3 de outubro.

Mais informações sobre Geometria Sensível no site oficial da exposição.

Sobre o artista

Rodrigo Cass (nasceu em São Paulo em 1983) desenvolve uma prática artística que se constrói na tensão entre o rigor da tradição construtiva brasileira e uma abordagem sensível, quase orgânica, da forma. Dialogando com os legados do concretismo e do neoconcretismo, o artista desloca essas referências para um território expandido, onde pintura, escultura e imagem em movimento se cruzam e contaminam.

As suas exposições individuais recentes incluem Rodrigo Cass: A Joyner/Giuffrida Visiting Artist Program, Nevada Museum of Art, Nevada, Estados Unidos (2025); libera abstrahere, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2023); Figures, Gestures and Passages, Anthony Meier Fine Arts, San Francisco, Estados Unidos (2019); Espiritual-Vivente-Respira, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2018); Mundo Vasto Mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel | Escritório Lisboa, Lisboa, Portugal (2018) e Até o Concreto, Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil (2016). Entre suas exposições coletivas mais relevantes, destacam-se 13° Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2025); Nunca só essa mente, nunca só esse mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Rosas Brasileiras, Farol Santander, São Paulo, Brasil (2023); The Square São Paulo, Casa de Vidro, São Paulo, Brasil (2023); AAA – Antologia de Arte e Arquitetura, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2020); Cities in Dust, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2020) e The Way Objects Go, Belgrade Cultural Center, Belgrado, Sérvia (2017). 

O artista tem obras em importantes coleções públicas, entre elas Centre Georges Pompidou, Paris, França; TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena, Áustria; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil;  Pinacoteca de Piracicaba, Piracicaba, Brasil; Fundação Rômulo Maiorama, Belém, Brasil; Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André, Brasil.

 

21-05-2026

Nuno Sousa e Silva lança obra sobre Direito Digital

O Direito Digital pode ainda não reunir consenso enquanto ramo autónomo do Direito, mas, para Pedro Cerqueira Gomes, a nova obra de Nuno Sousa e Silva dá precisamente esse passo. O lançamento do livro Lições de Direito Digital, que decorreu no dia 19 de maio, na Universidade Católica no Porto, reuniu académicos, advogados e estudantes numa sessão marcada pela reflexão sobre os desafios jurídicos do nosso tempo. Ao lado do autor e docente da Faculdade de Direito – Escola do Porto da UCP, estiveram Pedro Cerqueira Gomes, docente da mesma instituição, e Fábio Castro Russo, sócio da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.

“Não consigo encontrar mais ninguém que reúna características generalistas e de especialização para falar de Direito Digital”, afirmou Pedro Cerqueira Gomes, sublinhando o perfil raro do autor. “Este livro foi escrito por um generalista especialista, mas pensado para civilistas, administrativistas, constitucionalistas, para todos os juristas que no seu cantinho do Direito vão precisar não só de literacia digital, mas de literacia em Direito Digital”.

Ao longo da apresentação, o docente de Direito Administrativo defendeu que a principal força da obra está na capacidade de sistematizar um universo jurídico disperso: “O autor deu unidade a um sistema fragmentado de normas e criou uma verdadeira disciplina jurídica”, afirmou. Na sua perspetiva, “a própria norma do Direito Digital, é uma norma diferente”, referiu, explicando que recorre cada vez mais a critérios técnicos, o que obriga os juristas a repensar categorias tradicionais. E, é em grande medida por isso, que a obra reúne temas como Direitos de Propriedade Intelectual, Inteligência Artificial, Comércio Eletrónico e Contratos, Direitos Fundamentais no Ciberespaço, Proteção de Dados Pessoais e Responsabilidade de Plataformas Digitais.

“Talvez eu seja um desses advogados generalistas a quem a obra se dirige”, afirmou Fábio Castro Russo. Para o advogado e antigo docente, o autor consegue traçar, ao longo de toda a obra, o equilíbrio entre uma perspetiva ampla e uma análise substantiva aprofundada. “É preciso ter algum conhecimento tecnológico, e o Nuno tem-no; isso revela-se nesta obra”, quando refere termos como código objeto, dark patterns, open source, addictive design, blockchain e computação quântica, acompanhando-se de um “quadro precioso de referências bibliográficas”.

O advogado destacou ainda a transversalidade do livro, sublinhando que o Direito Digital exige hoje domínio de praticamente todos os grandes ramos jurídicos. “Quem lê esta obra encontra Direito Civil, Direito Comercial, Direito da União Europeia, Direito Internacional Público e Privado, Direito da Concorrência, Direito Processual, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito do Trabalho, do Consumidor, Direitos Fundamentais”. “Quem lê esta obra obtém uma mini licenciatura”.

No final da sessão, o autor, Nuno Sousa e Silva, afirmou que “o livro é uma invenção humana superior à do computador”, admitindo, por isso, e em tom desafiador, que esta poderá não ser a última edição da obra.

Saiba mais sobre a obra de Nuno Sousa e Silva AQUI.

21-05-2026

Católica Porto Business School em mais 2 rankings mundiais do Financial Times

A Católica Porto Business School acaba de alcançar um novo marco no seu percurso internacional, ao passar a integrar os rankings do Financial Times Executive Education 2026, nas categorias de programas abertos (“Open Enrolment”) e formação customizada (“Custom”), com destaque para o crescimento, a internacionalização e as parcerias académicas.

A Escola passa a integrar o grupo das melhores instituições mundiais de Formação Executiva, alcançando a 85.ª posição mundial no ranking de programas abertos — dirigidos a profissionais e executivos individuais — e a 99.ª posição mundial ex aequo no ranking de programas customizados, desenvolvidos à medida das necessidades das organizações.

Para João Pinto, Dean da Católica Porto Business School, este reconhecimento “confirma o caminho de crescimento e afirmação internacional que a Escola tem vindo a construir”: “A entrada da Católica Porto Business School nos rankings mundiais do Financial Times Executive Education 2026 é uma conquista muito significativa para a nossa Escola. Mais do que uma presença num ranking, este resultado reconhece a consistência do trabalho que temos desenvolvido na formação de líderes, profissionais e organizações, com uma proposta assente em rigor académico, proximidade com o mundo empresarial e impacto real.”

Entre os indicadores em destaque, surge a dimensão internacional: nos programas abertos, a Católica Porto Business School alcança a 21.ª posição mundial em "International Location", indicador associado à oferta de programas fora do país e da região de origem, e a 41.ª posição em "International Participants", o que reflete a capacidade de atrair participantes de diferentes geografias.

Também a colaboração académica internacional merece destaque, com a Católica Porto Business School a alcançar a 36.ª posição mundial em "Partner Schools" no ranking "Open-Enrolment" e a 51.ª posição no mesmo indicador no ranking "Custom". Este critério avalia a quantidade e qualidade de programas desenvolvidos em parceria com outras Business Schools acreditadas internacionalmente pela EQUIS ou AACSB.

No ranking de programas abertos, a Católica Porto Business School evidencia ainda um desempenho positivo em termos de diversidade, com 53% de participantes mulheres, um resultado alinhado às tendências internacionais de diversidade e inclusão na formação executiva.

Ainda em destaque, surge o desempenho alcançado no ranking FT Executive Education – Custom, onde a Católica Porto Business School atinge a 9.ª posição mundial no indicador "Revenue Growth", que avalia o crescimento do peso das receitas provenientes dos programas customizados e a capacidade de gerar continuidade na relação com as organizações. 

Para Paulo Alves, Vice-Dean da Católica Porto Business School, com o pelouro da Qualidade e Acreditações, estes resultados reforçam a importância do trabalho contínuo de melhoria, qualidade e internacionalização da Escola: “A presença nos rankings do Financial Times é particularmente relevante porque resulta de critérios exigentes, que combinam dados institucionais, avaliação de participantes e clientes, internacionalização, parcerias e impacto da formação. Estes resultados mostram que a Católica Porto Business School tem hoje uma base sólida de reconhecimento internacional, mas também nos desafiam a continuar a elevar a qualidade da experiência dos participantes e das organizações. É esse compromisso com a melhoria contínua que está no centro da nossa estratégia de qualidade e acreditações.”

A entrada simultânea nos dois rankings Financial Times Executive Education 2026 junta-se a outros reconhecimentos internacionais da Católica Porto Business School - por exemplo, a acreditação "Triple Crown" - EQUIS, AMBA e AACSB -, só detida por 1% de escolas de negócios em todo o mundo -, reforçando o posicionamento da Escola como uma escola de negócios de referência e excelência e orientada para o desenvolvimento de profissionais, líderes e organizações num contexto global em transformação.

Com este novo marco, a Católica Porto Business School afirma a sua ambição de continuar a crescer no mercado da Formação Executiva, reforçando a ligação às empresas, a internacionalização da sua oferta e o impacto dos seus programas na capacitação de talento e na transformação das organizações.

20-05-2026

14 Estudantes da Católica distinguidos com o Prémio Caixa Mais Mundo 2025/2026

Na edição 2025/2026 do Prémio Caixa Mais Mundo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foram distinguidos 14 estudantes das diferentes faculdades da Católica. A cerimónia de entrega, realizada em Lisboa, voltou a reconhecer o mérito académico e a apoiar estudantes no acesso e permanência no ensino superior.

Os prémios, no valor de 1500,00€ e 1000,00€, foram atribuídos em diversas categorias, incluindo Prémios de Mérito para os melhores alunos de Licenciatura, Bolsas de Estudo para estudantes com necessidades económicas e um Prémio de Mérito para estudante de nacionalidade PALOP.

Nesta edição, foram distinguidos os seguintes estudantes:

Católica Porto Business School: João Filipe Oliveira Flores

Escola das Artes: Ana Isabela Pinheiro Veloso, Maria Ferreira Borges e Madalena Pereira Coelho de Mendes Cardoso

Faculdade de Ciências Humanas: Laura Marques Ramos e Francisco Maria de Azevedo Ferreira

Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem: Beatriz Maria Monteiro Tavares Fernandes

Faculdade de Direito, Escola do Porto: Maria Francisca Tinoco Fernandes, Simone Ferreira Pinto e Matilde Lucas Queirós

Faculdade de Direito, Escola de Lisboa: Marieth de Assunção Lucas

Faculdade de Medicina: Diogo de Andrade do Rosário

Faculdade de Teologia: Rúben Rodrigues Dias

Instituto de Estudos Políticos: Inês Gonçalves Barreto

O Prémio Caixa Mais Mundo pretende promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior, distinguindo o mérito académico dos estudantes que concluíram o ensino secundário e incentivando o prosseguimento dos seus percursos académicos. 
A coordenação do processo nacional de seleção esteve a cargo do Gabinete de Responsabilidade Social da Católica.

 

20-05-2026

Universidade Católica no Porto reforça internacionalização com visita de counsellors de colégios internacionais

A Universidade Católica Portuguesa no Porto recebeu a visita de um grupo de cerca de 30 counsellors de colégios internacionais da América Latina e de África, provenientes de países como Brasil, Equador, Colômbia e Moçambique.

Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a Universidade Católica no Porto, a sua oferta formativa, as infraestruturas e a dinâmica académica do campus, estabelecendo um contacto direto com a realidade da instituição. A iniciativa permitiu ainda estreitar relações com profissionais que desempenham um papel fundamental na orientação de estudantes do ensino secundário no processo de escolha do ensino superior.

A visita foi promovida pelo International Office da Universidade Católica, em parceria com a BMI e decorreu no dia 15 de maio, no âmbito das atividades de captação de estudantes internacionais. A iniciativa reforça o compromisso da Universidade Católica com a internacionalização e com a promoção da sua oferta formativa em mercados globais.

18-05-2026

Escola das Artes em destaque no IndieLisboa com prémio e alumni distinguidos

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa foi parceira da 23.ª edição do IndieLisboa, que decorreu entre 30 de abril e 10 de maio de 2026, reforçando a sua ligação ao cinema contemporâneo e à criação emergente.

No âmbito da parceria, o Indielisboa atribuiu o Prémio Escola das Artes para Melhor Curta-Metragem ao filme Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack, apresentado na secção Silvestre.

Nesta edição, dois alumni da Escola das Artes foram também distinguidos no festival. Francisco Moura Relvas recebeu o Prémio Novo Talento MCFly da Competição Nacional com o filme Coroa de Espinhos, enquanto Maria Moreira e Victor Hugooli venceram o Prémio MUTIM da secção Novíssimos com Abril de Helena.

A Escola das Artes participou ainda na mesa-redonda O que procuram atualmente os festivais de curtas-metragens na sua programação?, moderada por Daniel Ribas, professor da EA. A conversa reuniu Anna Henckel-Donnersmarck, John Canciani e Sigrid Hadenius, num encontro dedicado às tendências e critérios atuais da programação de festivais internacionais de curtas-metragens.

16-05-2026

Bruna Bandeirinha: “O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido”

Bruna Bandeirinha é licenciada em Som e Imagem e mestre em Som e Imagem - Design de Som pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Desde cedo interessada pelo universo artístico, reconhece que a escolha do curso se deveu à curiosidade “em saber como eram feitos os projetos audiovisuais”. Atualmente a trabalhar como freelancer, tem vindo a afirmar-se pela sua versatilidade em diversas funções técnicas e criativas, assumindo que se adapta às “necessidades de cada projeto”. Nesta entrevista, recorda o seu percurso académico e reflete sobre o seu processo criativo.

 

Como surgiu o seu interesse pela arte?

Sempre estive rodeada de música. Lembro-me de acordar ao fim-de-semana, quando era criança, e de ter música pela casa toda… Ou de estar com o meu avô e vê-lo a tocar harmónica, e de ele me fazer microfones para eu brincar. Também em pequenina, adorava criar histórias com os meus bonecos. E acredito que o meu interesse nasceu de tudo isso.

 

E como surge a escolha pela Licenciatura em Som e Imagem?

Para mim, foi uma escolha que fez muito sentido, pois sempre tive bastante interesse em saber como eram feitos os projetos audiovisuais. Na altura de escolher o curso, tinha desenvolvido um gosto pela edição de vídeos - e senti que este curso me ia dar a oportunidade de conhecer e desenvolver igualmente a área do som e da música.

 

“A identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida”

 

Que experiências destaca da licenciatura na Católica?

Foi uma boa experiência, com a qual consegui aprender conceitos e desenvolver competências que utilizo diariamente no meu trabalho. Todos os projetos foram importantes para crescer e explorar a criatividade. Mas houve um trabalho que me marcou no formato de longa-metragem – um projeto proposto pelo professor Henrique Manuel Pereira, sobre o Lar das Irmãzinhas dos Pobres, no Pinheiro Manso. Um Milagre Todos os Dias foi a minha primeira experiência com a criação e desenvolvimento de histórias e, através dele, conheci pessoas fantásticas com experiências de vida inspiradoras.

 

Prosseguiu para o Mestrado em Som e Imagem – Design de Som. Qual foi a inspiração para o projeto de final de mestrado - o EP “Meta”

O objetivo com este EP foi criar algo que se aproximasse do cinema. Dessa forma, pensei em criar uma banda sonora para uma história que escrevi na licenciatura.

 

Este projeto reflete a sua identidade artística?

Sinto que essa identidade artística é algo mutável e adaptável às situações e fases da vida, mas este projeto ajudou-me a direcionar-me para aquilo que quero fazer na área da música.

 

Quais são os ingredientes essenciais para se contar uma boa história no audiovisual?

Paciência, atenção ao detalhe, compreensão, interesse na história que se quer contar e muita paixão.

 

“O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.”

 

Tem participado em vários projetos em diferentes funções, desde a captação e direção de som, à produção e à fotografia. Que valor é que esta versatilidade acrescenta ao seu trabalho?

Essa versatilidade vem muito das necessidades de cada projeto. A compreensão das diferentes áreas (e “artes”) é importante, devido à relação entre elas. E ter essa experiência facilita-me a comunicação e compreensão com outros profissionais quando estou inserida num projeto, e ajuda-me a pensar de uma forma integrada e não só singular, num projeto audiovisual. O áudio e a imagem têm de conversar muito bem entre si para criar algo com pleno sentido.

 

Quais são as suas principais influências artísticas?

Uma das minhas grandes inspirações é a Billie Eilish - e o seu irmão FINNEAS. Gosto muito da criatividade deles e da maneira como incluem pequenos detalhes que fazem toda a diferença nas suas músicas.

 

Que sonhos e ambições profissionais tem para o futuro?

Uma das minhas grandes ambições profissionais é passar do trabalho como freelancer à construção de uma agência criativa, onde consiga incluir novas áreas e trabalhar com outros profissionais. Que possamos formar uma comunidade próxima, unida e onde se valorize mais a colaboração.

 

14-05-2026

Católica acolhe conferência, "40 anos de Portugal na UE: Sucessos e Desafios"

Realizou-se no dia 12 de maio, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a conferência comemorativa dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. A sessão reuniu representantes do meio académico e institucional para refletir sobre o percurso europeu do país e os desafios futuros da integração europeia.

Na intervenção de abertura, a reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, destacou a forma como a adesão à União Europeia marcou a transformação de Portugal nas últimas décadas, associando a identidade nacional ao projeto europeu. Nas suas palavras, o projeto europeu assenta num conjunto de valores fundadores — entre os quais a Democracia, o Estado de Direito, a dignidade da pessoa e as liberdades fundamentais, bem como os direitos sociais ao trabalho, à educação e à saúde. Citando Hannah Arendt, evocou ainda o “direito a ter direitos” como expressão do ideal humanista e civilizacional europeu.

Nesse sentido, lembrou a necessidade de reafirmar o compromisso europeu, sintetizado na ideia de que “afirmar a Europa hoje é recusar a indiferença, essa deriva”, sublinhando que o projeto europeu exige compromisso, responsabilidade e visão estratégica.

Isabel Capeloa Gil destacou ainda o papel das instituições de ensino superior na construção da Europa, afirmando que “a Universidade é um pilar da ideia de Europa”, defendendo uma articulação entre universidades, políticas industriais e sistemas de inovação.

Para o comissário das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, Carlos Coelho, o país viveu nas últimas quatro décadas “uma transformação sem paralelo na nossa história moderna”, referindo a adesão como “uma escolha civilizacional” e apelando a uma leitura do futuro europeu com ambição e responsabilidade.

Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, realçou o papel das cidades na construção do projeto europeu, considerando-as “espaços decisivos para o futuro da União Europeia

No seu discurso, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, alumni da Universidade Católica Portuguesa, destacou os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia como um período de “grande transformação” na história do país, sublinhando o consenso político e social em torno da integração europeia e o impacto desta escolha na modernização de Portugal. Prestou ainda homenagem aos “pioneiros” do projeto europeu português, apontando Francisco Sá Carneiro e Mário Soares como figuras centrais da visão europeísta da democracia portuguesa.

Montenegro alertou para o atual contexto de instabilidade internacional, marcado pelo regresso da guerra à Europa e por múltiplos focos de conflito, defendendo que a União Europeia enfrenta um momento de “viragem” que exige maior coesão, competitividade e autonomia estratégica. Nesse quadro, sublinhou que Portugal deve continuar a assumir um papel ativo na construção europeia, reforçando a sua influência e contribuindo para uma Europa mais forte e preparada para os desafios globais.

Seguiram-se dois painéis com intervenções de António Costa (em vídeo), Isabel Mota e Augusto Mateus no primeiro, e de José Manuel Durão Barroso (em vídeo), Francisco Assis e Paulo Rangel no segundo, reunindo diferentes perspetivas sobre o percurso e os desafios da integração europeia.

O encerramento da conferência contou com a intervenção do Presidente da República, António José Seguro, que elencou as transformações registadas em Portugal ao longo dos 40 anos de integração europeia e o impacto da pertença à União Europeia na vida dos cidadãos, desde a mobilidade à proteção social e ao acesso ao conhecimento. Como afirmou: “somos cidadãos europeus em todas as dimensões: económica, social, institucional e cultural”.

António José Seguro alertou ainda para a persistência de desigualdades económicas e sociais e para os desafios que se colocam ao projeto europeu, defendendo maior coesão, competitividade e eficácia na capacidade de decisão da União Europeia.

No final, deixou um apelo à responsabilidade coletiva, sublinhando que celebrar os 40 anos da adesão deve ser também um compromisso com o futuro, pedindo um papel ativo de Portugal no projeto europeu.

13-05-2026

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