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Novidades

Exposição “Um como parte de uma textura” reúne estudantes da Escola das Artes

Entre os dias 13 e 16 de maio, o espaço Branda acolhe a exposição coletiva "Um como parte de uma textura", que propõe uma nova forma de experienciar obras de arte em conjunto.

Partindo da ideia de que tendemos a separar as coisas para lhes atribuir significado individual, a exposição questiona a forma tradicional de observar arte enquanto sequência de objetos isolados. Em vez disso, propõe um espaço onde as obras coexistem, se sobrepõem e “sangram” umas para as outras, criando uma textura comum sem perderem a sua identidade própria.

A exposição desafia o público a olhar para além do foco individual de cada peça, entendendo o que existe em redor não como distração ou ruído, mas como parte integrante da experiência artística. O objetivo não é diminuir a singularidade de cada obra, mas enriquecê-la através do diálogo e da proximidade com as restantes.

Participam nesta exposição estudantes de mestrado da Escola das Artes. André Faria e Ayue Wu representam o Mestrado em Som e Imagem, enquanto Evangelos Aslanidis, Ho-Ting Wei e Victor Galles integram o programa de Mestrado DIGICREA.

A inauguração acontece já hoje, às 18h30. Nos restantes dias, a exposição estará aberta ao público entre as 15h00 e as 20h00.

13-05-2026

Alumni da Católica Porto Business School podem obter certificação internacional em sustentabilidade gratuitamente

Os alumni da Católica Porto Business School vão poder, durante o mês de maio, realizar gratuitamente a certificação internacional TASK™, uma iniciativa da Sulitest, uma organização global que desenvolve ferramentas de avaliação e promoção da literacia em sustentabilidade no ensino superior e no contexto profissional. 

O TASK™, The Assessment of Sustainability Knowledge, é um certificado internacional que avalia competências em áreas como alterações climáticas, economia circular, biodiversidade, direitos humanos e governança sustentável. 

Ao concluírem a avaliação, os participantes obtêm um certificado que valida o seu nível de conhecimento em sustentabilidade, uma competência cada vez mais valorizada no contexto académico e profissional. A certificação inclui ainda uma componente formativa, com recomendações de estudo personalizadas para aprofundamento dos temas avaliados. 

Esta iniciativa reforça o compromisso da Católica Porto Business School com a promoção da sustentabilidade e com a valorização contínua dos seus alumni, proporcionando-lhes acesso a ferramentas que respondem às exigências crescentes do mercado de trabalho.

 

12-05-2026

Da Psicologia à política europeia: a experiência de uma estudante da Faculdade de Educação e Psicologia na European Student Assembly 2026

Debater a democracia europeia no Parlamento Europeu, colaborar com estudantes de vários países e transformar conhecimentos académicos de Psicologia em propostas políticas, foram alguns dos desafios vividos por Ana Raquel Oliveira, estudante do 3.º ano da Licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), na European Student Assembly (ESA) 2026, que decorreu em Estrasburgo.

A estudante foi selecionada para integrar o painel “Strengthening Democracy and Engaging Citizens”, cujo objetivo era identificar formas de reforçar a participação democrática na União Europeia.

O contributo da estudante para o reforço da democracia e o envolvimento dos cidadãos

Ao longo de três dias de trabalho, Ana Raquel Oliveira juntou-se a estudantes oriundos de diferentes países, áreas científicas e contextos culturais. Numa fase inicial desta assembleia, os estudantes foram desafiados a elaborar uma recomendação de política. A estudante da FEP-UCP desenvolveu uma proposta focada na educação para a cidadania europeia e nos princípios da democracia.

“Eu criei [a recomendação de uma política] que envolvia a criação de uma disciplina escolar (substituindo a Educação para a Cidadania), que visava maiores de 16 anos, a perceberem melhor o funcionamento da UE, em que poderiam contribuir e aprender mais sobre a democracia em si.”  

Embora apenas dez recomendações tenham sido selecionadas para apresentação final, Ana Raquel Oliveira manteve uma participação ativa nos trabalhos do painel, contribuindo para o aperfeiçoamento das propostas do grupo e garantindo o cumprimento dos parâmetros exigidos.

Trabalhar a democracia em contexto europeu

Para a aluna, um dos momentos mais marcantes da sua experiência em Estrasburgo foi a entrada no Parlamento Europeu, uma vez que “nunca tinha feito nada do género e senti mesmo uma responsabilidade grande na confiança que em mim tinha sido depositada”. 

Outro momento impactante foi o “Meet and Greet”, onde se encontrou presencialmente com os colegas de painel, que até ao momento só conhecia à distância.

O trabalho em equipa revelou-se especialmente enriquecedor, dada a diversidade cultural dos participantes. Ana Raquel relata que “algumas ideias funcionavam bem em certos países e outras não tanto”. Graças a esta diversidade teve a oportunidade de aprender muito sobre outras culturas e simultaneamente dar a conhecer a cultura portuguesa.

Psicologia, pensamento crítico e competências transversais

Os conhecimentos adquiridos ao longo da Licenciatura em Psicologia, nomeadamente nas áreas do desenvolvimento e da psicologia social, foram mobilizados na fase de conceção da proposta de política.

Paralelamente, a participação na ESA2026 contribuiu para o desenvolvimento de várias competências transversais, com destaque para o pensamento crítico.

“A etapa que mais me permitiu [por o pensamento crítico] em prática foi o debate que realizámos com outros painéis, dado que tive de refletir mais profundamente para compreender e posicionar-me face às recomendações apresentadas”, relata.

A estudante salienta ainda o apoio da Faculdade de Educação e Psicologia, em particular da docente Patrícia Oliveira-Silva, ao longo de todo este processo, bem como o contributo da Aliança Transform4Europe (T4EU). A T4EU foi fundamental na componente logística em Portugal e no contacto com outros participantes e projetos europeus durante a estadia em Estrasburgo.

O futuro de uma cidadã europeia

A participação na ESA2026 teve um impacto significativo na forma como Ana Raquel Oliveira encara o seu papel enquanto cidadã europeia, pois percebeu que “todos temos voz dentro da União Europeia e que há muitas formas de participar, nomeadamente através deste tipo de projetos”.

A experiência contribui igualmente para que se sentisse realizada a nível pessoal: “estou mesmo muito orgulhosa por ter conseguido participar e por poder dizer que já vivi algo desta importância no Parlamento Europeu”.  

Da ESA 2026, Ana Raquel retira uma aprendizagem central: “As oportunidades são mesmo muito mais do que aquelas que imaginamos”.  Durante três dias, foi-lhe possível expandir a sua rede de contactos e informar-se sobre diversos futuros projetos, nomeadamente o projeto EUC Voices.

Aos alunos que possam vir a candidatar-se a iniciativas europeias como esta, Ana Raquel deixa uma mensagem encorajadora: “Inscrevam-se no máximo de oportunidades possível fora da universidade! Muitas vezes, não participamos por medo ou incerteza, mas, falando por experiência própria, são precisamente essas experiências que mais nos fazem crescer e abrir horizontes! Como vamos saber se não tentarmos?”

Na perspetiva de Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora para o Posicionamento Global da FEP-UCP: "Há algo muito especial em ouvir os nossos estudantes descreverem o momento em que entram no Parlamento Europeu e percebem que pertencem realmente àquele espaço. Muitas vezes, estes são palcos que nunca imaginaram alcançar e é precisamente isso que queremos, ajudá-los a perceber que a sua voz também pertence aos contextos de tomada de decisão. Essa é uma das dimensões mais transformadoras da internacionalização".

A European Student Assembly 2026 decorreu entre os dias 20 e 22 de abril de 2026, em Estrasburgo.

12-05-2026

Menos desperdício, mais futuro: o espírito do I Fórum de Ciências & Sociedade

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa recebeu o I Fórum de Ciências & Sociedade, uma iniciativa que juntou mais de 60 alunos do ensino secundário à volta de ciência, cidadania e sustentabilidade num mesmo espaço de reflexão e intervenção.

O encontro destacou o papel dos estudantes como agentes ativos na procura de soluções para problemas reais, com especial enfoque na redução do desperdício alimentar. Mais do que um concurso, o fórum afirmou-se como uma experiência de aprendizagem prática e colaborativa, desenhada para aproximar o conhecimento científico dos desafios concretos da sociedade.

Partindo de um tema ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os participantes foram convidados a identificar um problema, conceber uma resposta e apresentá-la em vídeo, num exercício que cruzou diferentes perspetivas e áreas do saber.

Ao longo da iniciativa, ficou claro que a interdisciplinaridade foi um dos seus maiores valores. Como sublinhou Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, a ciência só cumpre verdadeiramente o seu papel quando ajuda e intervém na sociedade e os problemas complexos dificilmente se resolvem a partir de uma única disciplina.

 

Os premiados

O Grande Prémio desta primeira edição distinguiu a equipa do Colégio Alemão, autora do projeto “Caixa Receita”, composta por Ana Araújo, Sofia Oliveira e Leonor Magalhães. O grupo recebeu um cartão-presente no valor de 400 euros, numa distinção que valorizou não só o vídeo e o trabalho desenvolvido, mas também os resultados alcançados na participação no trabalho intergrupos.

O prémio de melhor vídeo foi atribuído à Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, com o trabalho “Clube de Voluntariado Garcia de Orta”, realizado por Francisco Carvalho, Diogo Almeida, Manuel Lopes e Benedita Pacheco. A proposta foi a mais votada, somando 38 votos, e valeu à equipa um cartão-presente de 200 euros.

Já o prémio de trabalho com os melhores resultados, atribuído pelo júri interno, também distinguiu a Escola Secundária Garcia de Orta, desta vez com o projeto “Crescer sem desperdício”, desenvolvido pelas alunas Leonor Costa, Leonor Batista, Mafalda Begonha e Maria Luís. Este reconhecimento incluiu igualmente um cartão-presente de 200 euros.

 

Uma resposta concreta

O tema escolhido para esta primeira edição centrou-se na contenção do desperdício alimentar, um desafio particularmente atual e com impacto direto nas escolas, nas famílias e nas comunidades. Ao trabalhar esta matéria, os jovens foram convidados a pensar não apenas em ideias, mas em soluções concretas, aplicáveis e com potencial de mudança real.

Sara Velho, da Divisão Municipal de Gestão Ambiental da Câmara Municipal do Porto, salientou precisamente essa dimensão prática, lembrando que o combate ao desperdício é também uma questão de responsabilidade e justiça social. Na sua intervenção, destacou ainda a importância de propostas concretas e exortou os alunos a serem ambiciosos, mas sobretudo objetivos.

Tim Hogg, coordenador da Licenciatura em Ciências & Sociedade, destacou por sua vez o privilégio de acompanhar o entusiasmo e as ideias dos estudantes, sublinhando que a combinação de saberes é uma alavanca fundamental para a mudança. E lembrou, ainda, que a licenciatura da Escola Superior de Biotecnologia responde precisamente a esse desafio, promovendo uma formação que cruza conhecimento, ação e impacto social.

 

Um fórum com futuro

Esta primeira edição deixou a promessa de continuidade e reforçou a ideia de que a ciência ganha força quando dialoga com a sociedade. Ao envolver estudantes, professores e entidades parceiras, o fórum mostrou que é possível transformar aprendizagem em participação cívica e consciência crítica.

Num tempo em que os grandes desafios exigem respostas integradas, o I Fórum de Ciências & Sociedade provou que há espaço para uma nova forma de pensar a escola, a cidadania e o papel da ciência. E provou, sobretudo, que os mais jovens têm muito para dizer quando lhes é dado o palco certo para o fazer.

11-05-2026

António Rios de Amorim na Católica Porto Business School: “Não se pode parar a inovação”

A cortiça já chegou ao espaço. Está em foguetes da SpaceX, em mísseis de defesa, em campos desportivos, na indústria automóvel e até em soluções acústicas feitas a partir de ténis reciclados. “O desperdício é matéria-prima nas mãos erradas”, resumiu António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, durante a sessão “Conversations with a Leader”, promovida pela Ireland Portugal Business Network, com o apoio da Católica Porto Business School. 

Prestige Partner do Corporate Club da Católica Porto Business School, a Corticeira Amorim esteve no centro de uma conversa que cruzou liderança, inovação, sustentabilidade e o posicionamento de Portugal numa economia global em transformação. A conversa, moderada por Sofia Salgado Pinto, Professora Afiliada Sénior da Católica Porto Business School, percorreu os desafios da indústria da cortiça, a transformação dos hábitos de consumo, a pressão regulatória europeia e o papel de Portugal numa economia global em mudança. 

“Os países tradicionais estão a perder peso, os emergentes estão a crescer”, afirmou António Rios de Amorim, apontando os Estados Unidos e a Índia como mercados estratégicos para o futuro da indústria. Apesar de França continuar a ser o principal mercado da Corticeira Amorim, considera que “o maior investimento deve ser feito nos Estados Unidos”, não apenas pelo poder de compra, mas também pela capacidade de distribuição. 

A conversa começou inevitavelmente pelo vinho, setor historicamente ligado à cortiça e hoje confrontado com novas tendências de consumo. A quebra no consumo de vinho, o crescimento das opções low alcohol e alcohol-free, bem como a influência crescente das redes sociais e dos influenciadores digitais, estiveram em destaque. “Não se pode parar a inovação”, afirmou o gestor, referindo exemplos como novas soluções microbiológicas para rolhas ou a utilização de cera de abelha em determinados processos. 

Mas foi sobretudo na diversificação da cortiça que António Rios de Amorim centrou grande parte da conversa. A flexibilidade, leveza e resistência do material abriram portas a aplicações muito além das rolhas de vinho. “Tudo o que se move quer materiais leves e duráveis. É isso que a cortiça é”, explicou. 

Hoje, a Corticeira Amorim fornece materiais para a indústria aeroespacial — “os foguetões da SpaceX têm cortiça Amorim” —, para a defesa, para a mobilidade e para soluções de isolamento térmico e acústico. Em parceria com a Nike, a empresa desenvolveu também o projeto Nike Grind, que reutiliza componentes de sapatos usados para criar novos materiais.

A sustentabilidade e a circularidade surgiram como temas centrais ao longo da sessão. Questionado sobre a oportunidade industrial para Portugal num contexto europeu marcado por forte regulação, António Rios de Amorim defendeu que a soberania industrial será cada vez mais importante. “Na Europa precisamos de ser soberanos em algumas indústrias. Não as podemos perder.” Para Portugal, acredita que a vantagem competitiva continua a estar nas pessoas: “Temos uma localização geográfica única, temos talento. O nosso melhor ativo são as pessoas.” 

Para o General Manager da IPBN,  Arnold Delville, esta “foi uma oportunidade única para ouvir António Rios de Amorim partilhar a sua visão sobre o futuro da indústria da cortiça e da economia portuguesa. Foi uma honra receber esta segunda conversa da série 2026 em parceria com a Católica Porto Business School”.

Houve ainda espaço para discutir o futuro das empresas familiares. António Rios de Amorim recordou o momento em que a indústria temeu que as rolhas de plástico e as tampas de alumínio substituíssem definitivamente a cortiça. “Pensámos que tinha acabado, mas não desistimos”, afirmou. “Os melhores vinhos do mundo continuam a confiar na cortiça.” 

A resposta passou por transformar risco em oportunidade, apostar em inovação e profissionalizar a governação da empresa. “Criámos um modelo de governance em que qualquer pessoa pode gerir a empresa”, explicou, sublinhando, ainda assim, a importância de a família continuar envolvida no futuro do grupo. 

08-05-2026

Católica reúne especialistas para debater o impacto da IA e das tecnologias emergentes

Como é que as tecnologias emergentes podem transformar economias, organizações e a própria sociedade? O que é necessário para orientar esta disrupção em direção a um futuro próspero? Foi em torno deste mote que o Católica Centre for Thriving Futures (CCTF) juntou investigadores, líderes empresariais e especialistas num evento focado na partilha de conhecimento e no diálogo.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, abriu o evento com uma intervenção que sublinhou a importância “do propósito, da responsabilidade e da interdisciplinaridade” no debate sobre a IA e a tecnologia e que destacou o papel central das três faculdades que integram o CCTF: a Católica Porto Business School, a Faculdade de Direito – Escola do Porto e a Faculdade de Biotecnologia. Enquanto pró-reitora da UCP para a sustentabilidade, reafirmou que este é um “compromisso transversal à instituição, que atravessa o modo como ensina, investiga e se relaciona com a sociedade”.

Wayne Visser, diretor do CCTF, lançou cinco provocações que serviram de fio condutor para todas as conversas que se seguiram e que propõem uma mudança de paradigma em cinco frentes: futuro, inovação, tecnologia, inteligência artificial e impacto.

  • A nossa abordagem ao futuro tem de mudar - de muito mais tarde e muito longe para muito mais cedo e perto de casa.
  • A nossa abordagem à inovação tem de mudar - de prever o futuro e planear para ensaiar o futuro e adaptar.
  • A nossa abordagem à tecnologia tem de mudar - de tecnologias de divisão e desespero para tecnologias de inclusão e esperança.
  • A nossa abordagem à inteligência artificial tem de mudar - de uma IA que vai mais longe e mais depressa para uma IA que vai mais largo e com mais sabedoria.
  • A nossa abordagem ao impacto tem de mudar - de uma sustentabilidade que faz menos mal para uma regeneração que promove o bem. 

Seguiu-se a conferência com o keynote speaker do evento, James Arbib, co-fundador da RethinkX, autor de Stellar, centrada na convergência entre energia solar de baixo custo, baterias, transporte eléctrico autónomo, inteligência artificial e robótica humanoide emergente e no argumento de que esta combinação não representa uma transição gradual, mas uma rutura a nível sistémico, com custos em colapso na energia, na inteligência e no trabalho físico a desencadearem uma reinvenção rápida e auto-reforçada da economia e da sociedade.

Regulação europeia da IA e aplicações em Biotecnologia

Pedro Freitas e Pedro Rodrigues, docentes da Faculdade de Direito e da Faculdade de Biotecnologia respetivamente e membros da equipa do CCTF, apresentaram resultados da investigação em curso sobre dois temas: a regulação da inteligência artificial na União Europeia e a aplicação da IA em Biotecnologia nas ciências da saúde. A sessão explorou o enquadramento jurídico que está a tomar forma na Europa, bem como casos concretos de utilização em contexto biomédico.

Seguiram-se dois painéis: o primeiro sobre “Como a IA está a mudar as empresas” e o segundo “Como a IA está a mudar a sociedade”.

O primeiro painel, moderado por Lyal White, do Gordon Institute of Business Science, contou com a participação de Sara Mendes (Innovation Manager na Sogrape), Tokyo Tarek (Director of Applied AI na Mindera) e Felipe Ferreira (Head of Strategy, Data & AI na Worten Portugal). A discussão organizou-se em torno de duas perguntas: quais as inovações ou tecnologias baseadas em IA que já têm impacto disruptivo no mercado, e quais as que têm potencial transformador, mas carecem ainda de maior suporte, seja de investimento, seja de enquadramento de política pública.

O segundo painel, moderado por Wayne Visser, juntou Pedro Santa Clara (fundador da Shaken Not Stirred), Paulo Dimas (CEO do Center for Responsible AI) e João Costa Ribeiro (Open Innovation Intelligence Lead na Galp). O debate aprofundou duas questões: em que medida os riscos sociais, éticos e ambientais da IA estão a ser adequadamente endereçados, e quais as melhores oportunidades para que a IA produza um impacto positivo nas dimensões ambiental, social e de governação.

E se liderar fosse menos sobre responder à última crise e mais sobre sentir o que está a emergir?

A tarde foi dedicada a um Diálogo Estratégico sobre “O que significa liderar a partir do futuro?”, orientado por Martin Calnan, titular da Cátedra UNESCO para a Literacia do Futuro na École des Ponts Business School, por Cam Danielson e Pamela Fuhrmann, co-fundadores do Conscious Leadership Institute e da One Earth Leadership, e pelo Professor Lyal White, director do Porter Institute Africa Hub no Gordon Institute for Business Science. A sessão explorou o que significa liderar a partir do futuro, uma abordagem que coloca a tónica não na resposta à crise imediata, mas na capacidade de antecipar o que está a emergir e de questionar os futuros que as organizações estão implicitamente a construir.

Sobre o Católica Centre for Thriving Futures

O Católica Centre for Thriving Futures da Universidade Católica Portuguesa tem como missão melhorar a saúde da natureza, da sociedade e da economia através de investigação aplicada, interdisciplinar e baseada em evidência, sobre tendências e boas práticas em política, tecnologia e finanças que possam contribuir para um futuro melhor para Portugal e além-fronteiras. Para cumprir esta missão, o CCTF reúne a expertise da Católica Porto Business School, da Faculdade de Direito – Escola do Porto e da Escola Superior de Biotecnologia, desenvolvendo uma análise orientada para a sustentabilidade nas áreas da ciência de dados e da inteligência artificial, da inovação em bioeconomia e das finanças e relatório ESG.
 

07-05-2026

Estudantes da Universidade Católica coloriram as ruas do Porto no Cortejo da Queima das Fitas

As cores da Universidade Católica Portuguesa voltaram a marcar presença nas ruas do Porto, no tradicional Cortejo Académico da Queima das Fitas. Estudantes de diferentes cursos desfilaram pela cidade, num momento simbólico que assinala o “culminar de mais um ano académico, marcado pelos sorrisos e pelas novas experiências”. Das roupas às capas e insígnias, cada detalhe refletiu a identidade dos vários percursos académicos, num ambiente de celebração, orgulho e partilha.

Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto, desejou “as melhores felicidades para todos os estudantes da Católica”, incentivando-os a “usufruir deste momento de coesão e de amizade”.

Participaram no desfile estudantes da Faculdade de Direito, da Católica Porto Business School, da Escola das Artes, da Escola Superior de Biotecnologia, da Escola de Enfermagem (Porto), da Faculdade de Educação e Psicologia e da Faculdade de Teologia. Em comum, o orgulho de pertencer à Universidade Católica e a valorização de um percurso marcado pelo crescimento pessoal e académico: “uma casa onde fomos muito felizes e onde tivemos a oportunidade de aprender e crescer muito”.

Entre os caloiros, que começam agora a “construir memórias para a vida”, e os finalistas, para quem o cortejo representa “a concretização de um sonho” e “o fruto de muito trabalho”, vive-se também o início de uma nova etapa. “Agora começa a parte mais divertida: aplicar, na prática, aquilo que aprendemos”, partilham. A emoção estende-se às famílias e amigos, que se juntaram a este tão aguardado momento.

A Queima das Fitas do Porto é organizada pela Federação Académica do Porto e tem o apoio dos municípios do Porto e Matosinhos. A edição de 2026 conta com uma agenda preenchida entre os dias 2 e 9 de maio.

07-05-2026

Universidade Católica reforça cooperação internacional com visita da Universidad Pontificia Comillas

No âmbito da parceria estratégica Erasmus+, a Universidade Católica Portuguesa recebeu a Universidad Pontificia Comillas para uma jornada de trabalho e partilha institucional. A visita teve como objetivo principal o estreitamento dos laços entre ambas as instituições, que mantêm uma colaboração sólida e ativa.

Novos horizontes e mobilidade académica

Durante a reunião de trabalho, foram analisados os indicadores das mobilidades atuais, que abrangem as áreas de Direito, Enfermagem e Psicologia. O balanço extremamente positivo do intercâmbio de estudantes e docentes serviu de base para uma discussão ambiciosa sobre o futuro: a exploração de novas eventuais áreas de parceria, visando alargar o espetro de colaboração científica e pedagógica entre as duas universidades pontifícias.

Inovação em foco: visita aos laboratórios

O encontro culminou com uma visita guiada pelo campus. O grande destaque do percurso foram os laboratórios de Enfermagem, onde a tecnologia de simulação clínica e os recursos de aprendizagem prática impressionaram as visitantes, reafirmando o compromisso da nossa universidade com o ensino de excelência e a inovação na saúde.

Esta visita, que decorreu a 23 de abril, reforça a identidade europeia da UCP e a importância estratégica da rede de parceiros internacionais na construção de um espaço de ensino superior dinâmico e sem fronteiras.

A Universidad Pontificia Comillas é um dos parceiros mais antigos e próximos da Universidade Católica, partilhando não só a matriz identitária, mas também uma visão comum sobre a formação integral do aluno e a investigação de alto impacto na Península Ibérica.

07-05-2026

Universidade Católica Portuguesa leva projeto de inclusão e empregabilidade ao Norte do país

Desde janeiro de 2025, o Peer2Peer já realizou 9 edições no Norte do país, envolvendo 175 participantes: 92 pessoas com deficiência ou neurodivergência e 83 estudantes universitários. Esta expansão resulta da parceria entre a Universidade Católica Portuguesa no Porto e a Nova SBE – Fundação Universidade Nova de Lisboa e tem como objetivo preparar estudantes do ensino superior e pessoas com deficiência para a entrada no mercado de trabalho em todos os distritos Norte. Ao longo de várias semanas, os grupos de trabalho formados desenvolvem competências profissionais, sociais e pessoais, desconstroem preconceitos relativos à inclusão e constroem relações de amizade.

 

"Sei que a minha incapacidade não me vai definir, vai-me tornar mais forte.”

Um dos momentos mais marcantes do programa é a sessão "Mercado de Trabalho", onde os participantes ouvem empresas com práticas de recrutamento inclusivo e colaboradores com deficiência que partilham as suas experiências profissionais.

"Queremos pessoas com vontade de trabalhar, e que correspondam às necessidades da vaga em aberto. [...] É um trabalho feito em conjunto, e desta forma temos feito caminho de sucesso na contratação de colaboradores com deficiência", partilhou a responsável pela contratação de novos colaboradores numa das empresas parceiras do Projeto.

Uma colaboradora com deficiência há mais de dez anos na mesma empresa, deixou também um testemunho marcante: “Sei que a minha incapacidade não me vai definir, vai-me tornar mais forte. Ao integrar esta empresa, foi-me destacado um Buddy, que me acompanhou no processo de integração – e não me senti sozinha um único momento. Hoje, estou contratada há mais de dez anos.”

 

Um projeto com impacto crescente

Criado em 2018, o Peer2Peer expandiu-se para o Norte no âmbito do programa Parcerias para a Inovação Social, da estrutura de missão Portugal Inovação Social 2030, contando ainda com o apoio dos investidores sociais Fundação Amélia de Mello e Associação São Bartolomeu dos Alemães. A Universidade Católica Portuguesa assume nesta parceria um papel central, ancorando no Porto uma iniciativa que prepara para a empregabilidade e para a inclusão. 

 

06-05-2026

Comunicação fraudulenta dirigida a estudantes da Católica

A Universidade Católica Portuguesa foi alvo de uma comunicação fraudulenta (phishing) dirigida a estudantes da nossa instituição. A mensagem em causa, que aparentava ter origem na Universidade, não foi enviada pelos nossos serviços.

Informamos que enviámos a todos os estudantes uma comunicação alertando para esta situação, tendo sido partilhadas orientações claras sobre como proceder. A situação encontra-se a ser monitorizada e estão a ser adotadas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança de todos.

Reforçamos a importância de manter práticas seguras na utilização do correio eletrónico, nomeadamente:

  • Não clicar em links suspeitos ou de origem desconhecida;
  • Não fornecer dados pessoais, credenciais de acesso ou informações bancárias por email;
  • Eliminar de imediato emails fraudulentos.

Todas as questões relacionadas com estas mensagens fraudulentas devem ser encaminhadas para os serviços de informática da Universidade através do email: helpdesk@ucp.pt

Agradecemos a vossa atenção e colaboração.

06-05-2026

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