Viviana Pinto Ribeiro é investigadora no Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) desde 2022 e docente na Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa. O seu trabalho científico cruza biomateriais, medicina regenerativa e engenharia de tecidos, procurando desenvolver soluções inovadoras para a regeneração da pele e para a criação de modelos de investigação biomédica. Distinguida com o primeiro prémio do programa Empowering Women in Agrifood (EWA), tem vindo a desenvolver um projeto que valoriza a pele de coelho, um subproduto da indústria agroalimentar, para aplicações biomédicas avançadas, aliando sustentabilidade, ciência e inovação.
“Foi a necessidade de entender as coisas e, inevitavelmente, de poder solucioná-las que me levou a querer seguir a carreira da investigação”
O que diria a um jovem que ambiciona ser investigador?
Acima de tudo para ser resiliente e não ter medo de sair da zona de conforto. A ciência exige rigor, paciência, mas também coragem para atingir os nossos objetivos. Perceber que falhar faz parte do processo, é fundamental para fazer investigação de qualidade. Não existem maus resultados, a ciência é feita de muito material que nem sempre é publicado, mas é isso que nos torna verdadeiros investigadores.
Foi a sua curiosidade que a fez querer ser investigadora?
Diria que mais que uma pessoa curiosa, sempre fui alguém que gosta de solucionar problemas e para isso é necessário perceber o porquê de as coisas funcionarem ou acontecerem de uma determinada forma. Julgo que isso está implícito na ciência, mas na verdade ser cientista nunca foi uma ambição enquanto jovem.Foi a necessidade de entender as coisas e inevitavelmente de poder solucioná-las que me levou a querer seguir a carreira da investigação. Percebi cedo que a investigação me permitia atingir estes propósitos e me dava liberdade para, em contexto de trabalho, fazer algo que me desafia.
“No CBQF descobri que é possível interligar diferentes áreas, como a alimentar, ambiental e biomédica, para fazer investigação conjunta”
É investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina desde 2022. Como descreveria o ambiente de investigação no centro?
O CBQF tem um ambiente muito colaborativo e interdisciplinar. Aqui descobri que é possível interligar diferentes áreas, como a alimentar, ambiental e biomédica, para fazer investigação conjunta. De certa forma abriu-me horizontes e perspetivas. É muito enriquecedor. Além disso, a colaboração com empresas é algo muito estimulado pelo centro, o que nos permite fazer ciência com um caráter mais translacional e isso é algo que nem sempre é conseguido pelas universidades e centros de investigação.
O que é que a fascina nesta área científica?
A prática desportiva faz parte do meu quotidiano desde sempre, e ter tido a possibilidade de iniciar a minha investigação em medicina regenerativa na parte ortopédica foi algo fascinante, pois consegui desde logo perceber o lado do paciente e das lesões que pretende ajudar a solucionar. Com o tempo, explorar diferentes aplicações em engenharia de tecidos tornou-se um processo natural, pois já havia uma base de conhecimento sustentada que me ajudou a abraçar outros caminhos. Falo, por exemplo, da área do cancro e, mais recentemente, da pele, como a capacidade de usar biomateriais para estimular a regeneração do corpo. Trabalhar com matrizes descelularizadas e modelos permite criar soluções que podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes e isso é fascinante.
Tem-se dedicado a um projeto que utiliza a pele do coelho para desenvolver aplicações biomédicas avançadas. Qual é o impacto das descobertas realizadas?
O projeto AgriDerma transforma um subproduto da indústria agroalimentar, a pele de coelho, em substratos dérmicos avançados que podem ser utilizados em regeneração de tecidos, incluindo a pele, ou simplesmente como uma plataforma para investigação biomédica. O impacto está em unir sustentabilidade e saúde, criando soluções inovadoras para regeneração ou criação de modelos de tecidos para investigação. A distinção e a evolução tecnológica aproximam-nos da valorização industrial, escalabilidade e da transição para níveis de maturidade tecnológica mais elevados, abrindo portas a investimento e parcerias futuras. Estamos neste momento a avançar com a validação do processo que nos vai permitir escalar a produção das matrizes dérmicas de coelho descelularizadas, o que é um passo significativo para ditar o sucesso deste projeto. Estamos acima de tudo muito motivados com a possibilidade de fazer chegar esta matriz a todos os interessados e necessitados.
O que ambiciona para o projeto?
Consolidar a transição do projeto AgriDerma para a fase translacional é, neste momento, a minha principal ambição. Na área biomédica, este percurso implica enfrentar desafios exigentes ao nível da certificação, regulamentação e validação clínica. A área médica é particularmente rigorosa, o que significa mais tempo, mais dados e um investimento financeiro significativo. A possibilidade de trabalhar em estreita parceria com a Cortadoria Nacional de Pêlo, enquanto fonte do subproduto que, em conjunto, valorizamos, é uma enorme mais-valia. O sucesso deste processo depende muito desta colaboração estratégica, sustentada por uma visão progressista e por um compromisso genuíno com a sustentabilidade nas áreas que nos unem.
“Gosto de partilhar conhecimento e de inspirar alunos a pensar de forma crítica e inovadora”
Foi distinguida com o 1.º prémio do programa Empowering Women in Agrifood (EWA). Como foi a experiência?
Foi uma experiência transformadora. Destaco a mentoria personalizada, exclusivamente por mulheres, e a componente prática de capacitação em empreendedorismo, que me ajudaram a estruturar melhor a visão de mercado do projeto que tenho vindo a desenvolver com as matrizes dérmicas de coelho.
Além de investigar, leciona Engenharia de Tecidos e Biofabricação na Escola Superior de Biotecnologia. Como abraçou este desafio?
Abraçar a docência foi muito natural, mas desafiante. Gosto de partilhar conhecimento e de inspirar alunos a pensar de forma crítica e inovadora, especialmente na área que mais me desperta interesse. Reconheço que a maior dificuldade é tentar ser minimalista na forma como ensinamos, tendo em conta a terminologia por vezes complexa utilizada nesta área. Ensinar também me desafia a estudar e a estar constantemente atualizada.
Quem é que a inspira?
Inspiro-me em cientistas que conciliam excelência científica com impacto social e capacidade de liderança, especialmente mulheres que abriram caminho em áreas tradicionalmente dominadas por homens. Para mim, a Professora Ana Oliveira, líder do laboratório de Biomateriais e Tecnologia Biomédica do CBQF é uma referência incontornável. Foi através dela que tive o meu primeiro verdadeiro contacto com a investigação científica, e continuo a ter o privilégio de partilhar consigo as conquistas mais marcantes. Sem dúvida que o apoio dela é fundamental para o meu crescimento enquanto investigadora e ser humano. A Professora Manuela Pintado é também uma fonte de inspiração. A sua capacidade de gerir equipas, promovendo excelência científica, sem perder a preocupação com o bem-estar de todos, é profundamente inspiradora.
Desenvolver um plano de internacionalização para os drones ET15 e CASTA é o desafio lançado aos estudantes do Mestrado em Gestão, na especialização em Gestão Internacional, da Católica Porto Business School. O projeto arrancou com uma visita de estudo ao CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento, em Matosinhos, no âmbito da ligação da Faculdade ao ecossistema empresarial e tecnológico.
Durante a sessão inaugural, os estudantes, provenientes de 10 países, conheceram o enquadramento tecnológico e estratégico do projeto através das intervenções de Frederico Aguiar-Branco, Program Manager no CEiiA, de Caetana Aguiar, aluna da primeira edição desta especialização e agora Market and Strategy Analyst no centro, e de José Pedro Baptista, engenheiro de I&D da Unidade de Negócio de Mobilidade Aérea Avançada do CEiiA e da Eliot.
Para a diretora do Mestrado em Gestão, Susana Costa e Silva, esta experiência traduz a proposta de valor da Escola: “Este projeto desafia os nossos alunos a pensar a internacionalização num setor altamente tecnológico e regulado, como o da mobilidade aérea avançada. Trabalhar com o CEiiA e a Eliot permite-lhes aplicar ferramentas estratégicas a um contexto real, com impacto logístico e humanitário, reforçando a ligação entre a sala de aula e o mercado global.”
Também Frederico Aguiar-Branco sublinhou a relevância da colaboração: “para o CEiiA, é fundamental envolver talento jovem nos nossos projetos estratégicos. A internacionalização dos drones ET15 e CASTA exige visão global e pensamento crítico, e esta colaboração com a Católica Porto Business School traz-nos precisamente e diversidade de perspetivas.
A iniciativa reforça a aposta da Católica Porto Business School numa formação internacional e orientada para a prática, proporcionando aos estudantes experiências de consultoria estratégica em contexto real e contacto direto com organizações que lideram a inovação tecnológica em Portugal.
A Universidade Católica Portuguesa lançou o programa 360º Capacitar - Capacitação em Gestão para IPSS, uma iniciativa dirigida a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que pretende reforçar as competências de gestão, inovação e sustentabilidade destas organizações. O projeto conta com financiamento do BPI e da Fundação "la Caixa" e com a colaboração da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). As candidaturas estão abertas até 10 de abril de 2026.
O programa foi concebido para apoiar dirigentes e equipas técnicas das IPSS no desenvolvimento de competências estratégicas e operacionais, contribuindo para fortalecer a capacidade destas instituições responderem de forma mais eficaz aos desafios sociais atuais e futuros.
Com uma abordagem prática e multidisciplinar, o programa 360º Capacitar - Capacitação em Gestão para IPSS promove uma visão integrada da gestão no setor social, abordando temas como liderança, sustentabilidade financeira, inovação social, impacto e transformação organizacional. A iniciativa inclui momentos de formação especializada, partilha de conhecimento e acompanhamento às instituições participantes.
Segundo os coordenadores do programa, Filipe Pinto e Raquel Campos Franco, a iniciativa pretende responder às necessidades de capacitação das organizações do setor social, reforçando a sua capacidade de atuação no terreno. “As IPSS desempenham um papel essencial na resposta a desafios sociais cada vez mais complexos. O programa ‘360º Capacitar’ pretende apoiar estas organizações no reforço das suas competências de gestão, promovendo modelos mais sustentáveis, inovadores e preparados para o futuro,” sublinham os coordenadores do projeto.
Os responsáveis acrescentam ainda que a iniciativa pretende criar um espaço de aprendizagem e colaboração entre instituições: “Este programa foi desenhado para proporcionar ferramentas práticas e conhecimento aplicado, permitindo às IPSS fortalecer a sua capacidade institucional e ampliar o impacto social do seu trabalho nas comunidades.”
O projeto é financiado pelo BPI | Fundação "la Caixa", entidade que tem vindo a apoiar iniciativas de impacto social em Portugal, e apoiado pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, que vai incentivar as IPSS a candidatarem-se ao programa.
As candidaturas ao programa “360º Capacitar” estão abertas, destinando-se a IPSS interessadas em reforçar a sua capacidade institucional e em desenvolver práticas de gestão mais sustentáveis e inovadoras.
Ao apostar na capacitação das organizações do terceiro setor, a Universidade Católica Portuguesa procura contribuir para o fortalecimento do ecossistema social em Portugal, promovendo soluções mais eficazes e duradouras para os desafios sociais contemporâneos.
No seguimento do sucesso da quarta edição, o Programa de Mentoria Comendador Arménio Miranda, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), está de regresso para uma nova edição. A iniciativa pretende motivar e desafiar estudantes do Mestrado e das Pós-Graduações nas áreas da Nutrição e da Alimentação a identificar e aplicar, com base científica, as mais recentes tendências alimentares alinhadas com as exigências de saúde e bem-estar da vida pessoal e familiar, num contexto ambiental cada vez mais crítico.
A edição de 25/26 do Programa de Mentoria, que conta com o financiamento e envolvimento direto do Comendador Arménio Miranda, pretende contribuir para o alinhamento da agroindústria com as tendências alimentares, incentivando a criação de propostas de novos produtos que respondam às expectativas dos diferentes agentes do sistema de valor alimentar. As soluções deverão ainda considerar princípios de economia circular, bem como estratégias de reconversão e regeneração ambiental. O desafio proposto aos estudantes passa pelo desenvolvimento de um novo produto inovador e sustentável, envolvendo todas as etapas do processo: definição do conceito, formulação, processo de fabrico, embalagem, estratégia de entrada no mercado e plano de negócios.
O Comendador Arménio Miranda, doutor honoris causa pela ESB, é reconhecido pelo seu espírito inovador e pela sua experiência no setor industrial. No âmbito do programa, acompanhará os projetos enquanto mentor, partilhando conhecimento e contribuindo com sugestões ao longo das diferentes fases de desenvolvimento. O acompanhamento poderá estender-se desde a fase de ideação até ao desenvolvimento de produto, prototipagem em ambiente industrial e eventual lançamento no mercado. Durante um ano, os participantes terão a oportunidade de reunir regularmente com o mentor, que assumirá o papel de facilitador e conselheiro no desenvolvimento dos projetos.
A Católica Porto Business School promoveu, no passado 5 de março, a 12.ª edição do Career Day for Undergraduates & Master’s, uma iniciativa que aproxima os estudantes da Escola do mercado de trabalho e reforça a ligação ao tecido empresarial.
O evento reuniu cerca de 50 empresas nacionais e internacionais, representando diferentes setores de atividade, e proporcionou aos estudantes a oportunidade de contactar diretamente com organizações que procuram talento jovem para estágios e primeiras experiências profissionais.
Entre as empresas presentes estiveram organizações como Amorim, Liga Portugal, MDS Group, Lufthansa Ground Services Portugal, Nors, Rangel Logistics Solutions, Sogrape e Sonae, entre outras, que ao longo da tarde interagiram com estudantes no Career Day, instalada nas instalações da Escola.
Um dos momentos centrais do evento foram as speed interviews, entrevistas rápidas de cerca de 15 minutos entre estudantes e empresas, pensadas para finalistas de licenciatura e alunos de mestrado. Esta dinâmica permite um primeiro contacto estruturado entre candidatos e recrutadores, criando oportunidades concretas de recrutamento e estágio.
Para muitos estudantes, o Career Day representa uma oportunidade privilegiada para conhecer de perto as expectativas das empresas e explorar caminhos profissionais. Mercedes Cardoso, aluna do 3.º ano da Licenciatura em Gestão, destaca a relevância da iniciativa:
“Já é o terceiro ano consecutivo que venho ao Career Day e recomendo vivamente que todos participem. As empresas são muito recetivas e esclarecem todas as dúvidas que possamos ter, seja sobre estágios curriculares, estágios profissionais ou estágios de verão. É realmente uma grande ajuda, sobretudo em termos de networking.”
A iniciativa incluiu também um momento de auscultação às empresas, conduzido pela direção da Escola, que permitiu recolher contributos sobre tendências do mercado de trabalho, competências emergentes e prioridades estratégicas das organizações. Este diálogo regular com o tecido empresarial contribui para manter os programas formativos da Católica Porto Business School alinhados com a evolução do contexto económico e profissional.
A 11.ª edição do Career Day reforça, assim, o compromisso da Católica Porto Business School em promover a proximidade entre academia e empresas, criando oportunidades de networking, recrutamento e partilha de conhecimento entre estudantes e organizações.
Este evento, de caráter anual, contou com a participação de: adidas Porto, Aireclaim, Ascendi, AXCO, Banco de Portugal, BDO Portugal, Caetano Automotive Portugal Distribution & Salvador Caetano África & Caetano Mobility, Câmara Municipal do Porto, CFA, Clearwater International, COFCO International, Corticeira Amorim, Deblock Portugal, Deloitte, EIROSTEC, LDA., El Corte Inglés, V. N Gaia, EY, FI Group, FORVIA, Forvis Mazars, Frulact, Hays Portugal, Hotel Infante Sagres Porto, Infineon Technologies, INOVA+, InterContinental Porto - Palácio das Cardosas, Jerónimo Martins, Körber Campus Porto, KPMG Portugal, LGG Advisors, Liga Portugal, Lufthansa Ground Service Portugal, MDS Group, Mota-Engil, Mozantech, Nors, Procter & Gamble, PwC Portugal, Randstad enterprise, Rangel Logistics Solutions, Sodexo Business Services, Sogrape, Sonae Sierra, Talent Portugal, Teach For Portugal.
Na Católica, as mulheres fazem parte do quotidiano que sustenta e transforma a vida académica. No Dia Internacional da Mulher, a Universidade destaca vozes de diferentes gerações. Das funcionárias com mais anos de casa às que acabam de iniciar o seu percurso, num retrato que atravessa os vários campi da instituição e evidencia o papel essencial das mulheres na construção da comunidade.
Na sede, em Lisboa, encontram-se dois momentos distintos de uma mesma história institucional. Com 45 anos de dedicação à Universidade, Filomena Gomes, técnica de processamento salarial na Direção de Recursos Humanos, deixa um conselho a quem começa agora: “Que, de forma leal e comprometida, contribua diariamente com a sua jovialidade e inovação para o sucesso da nossa Universidade.”
Do outro lado está Flávia Santos, assistente no Global Education Office da Faculdade de Ciências Humanas, que iniciou funções há apenas três semanas. Antiga estudante da própria Universidade, acredita que cada nova geração traz novas formas de pensar e uma grande capacidade de adaptação. “Trago energia, sentido de responsabilidade e a consciência de que cada função, independentemente da sua dimensão, contribui para o impacto coletivo da Universidade”, afirma, sublinhando também o respeito pelo percurso e pela dedicação de quem abriu caminho antes.
No campus do Porto, o diálogo entre gerações também se faz sentir. Rosa Lina Rocha, chefe de secção da Direção de Serviços Académicos, soma 46 anos de ligação à instituição e partilha um conselho simples, mas com bastante significado: “Desempenhem com entrega e amor as vossas funções, e tudo será mais fácil e feliz”. A recém-chegada Mariana Lima, técnica da Direção de Recursos Humanos, acredita que a experiência profissional, aliada ao dinamismo e à sensibilidade, pode contribuir para o sucesso contínuo da Universidade.
No campus de Braga, a experiência de Manuela Couto, funcionária dos Serviços Académicos há 41 anos, reforça o valor da proximidade e do espírito de equipa: “Abraça de corpo e alma os projetos da Católica e nunca te esqueças de dar a mão a quem te pede ajuda”. Já Damiana Ribeiro, que integra o Balcão de Apoio ao Candidato há nove meses e também foi aluna da instituição, destaca a importância do trabalho intergeracional: “Quando a experiência acolhe a juventude e a juventude respeita a experiência, crescemos todos”.
Em Viseu, a dedicação de Isabel Agostinho, Oficial Administrativa de Biblioteca há 37 anos, sublinha a importância dos valores humanos na construção de uma instituição sólida: “Para criarmos uma instituição dinâmica e proativa, devemos em primeiro lugar desenvolver valores e afetos”. Por sua vez, Andreia Seco, Oficial Administrativa de Secretariado/Telefonista há 23 anos, destaca a importância da adaptação e da vontade de aprender como forma de fortalecer a cultura organizacional da Universidade.
Neste dia simbólico, as colaboradoras deixam também mensagens dirigidas a todas as mulheres que constroem a Católica.
Filomena Gomes agradece “a todas as mulheres da nossa comunidade” que, com alegria, resiliência, determinação e criatividade, contribuem diariamente para o sucesso da Universidade. Já Flávia Santos sublinha a importância de reconhecer o valor do trabalho feminino, muitas vezes discreto, mas fundamental, e que “possamos continuar a apoiarmo-nos e inspirarmo-nos a crescer; a abrir caminhos umas às outras; e a contribuir diariamente para uma Universidade mais diversa, forte, colaborativa e preparada para os desafios do futuro!”
No Porto, Rosa Lina Rocha deseja que “o nosso sorriso seja força, confiança e doçura para os que connosco se cruzam no dia a dia”, enquanto Mariana Lima agradece às mulheres que ensinam, investigam, aprendem e colaboram na Universidade por inspirarem e ajudarem a mover toda a comunidade.
Em Braga, Manuela Couto recorda que na Católica “as mulheres são reconhecidas pelo seu empenho” e sublinha que “aqui nós temos voz”. Damiana Ribeiro reforça a importância de continuar a abrir caminhos: “Que nunca deixemos que a idade ou o género limitem os nossos sonhos”.
No campus de Viseu, Isabel Agostinho lembra que “as mulheres que trabalham não só constroem carreiras, mas também inspiram sonhos”, enquanto Andreia Seco destaca a força, a resiliência e a sensibilidade das mulheres que ajudam a sustentar e transformar a comunidade académica.
Mais do que percursos individuais, estes testemunhos refletem uma comunidade onde diferentes gerações se encontram e se complementam. Entre experiência, inovação, dedicação e entusiasmo, as mulheres da Católica continuam a deixar uma marca diária no crescimento da instituição.
Neste Dia Internacional da Mulher, as mensagens que partilham entre si ecoam um sentimento comum: reconhecimento, inspiração e a certeza de que, juntas, continuam a construir uma universidade mais diversa, colaborativa e preparada para os desafios do futuro.
O Campus Porto acolheu o primeiro momento formativo do Programa FLY/VUELA, uma iniciativa conjunta das universidades da rede UNIJES (Universidades Jesuitas de Espanha) e da Universidade Católica que visa preparar estudantes para experiências de voluntariado internacional a realizar no próximo verão.
Nesta sessão, que marcou a partida do voo FLY/VUELA, participaram os 10 estudantes selecionados, de entre 20 candidatos, motivados por viver uma experiência transformadora de serviço, encontro intercultural e crescimento pessoal.
Ao longo de um dia de trabalho intenso, as estudantes (1 de Braga, 7 do Porto, 1 de Viseu, 1 de Lisboa) tiveram oportunidade de refletir sobre as suas motivações, conhecer melhor os valores e objetivos do programa e aprofundar temas como a realidade social global, os desafios contemporâneos e a importância do compromisso solidário. A formação integrou ainda dinâmicas de grupo, momentos de introspeção e atividades orientadas para o desenvolvimento das competências necessárias a uma participação responsável e consciente nos projetos de voluntariado.
“A formação foi uma experiência muito positiva e superou as minhas expectativas”, afirma Joana Ferreira, estudante de Economia da Universidade Católica no Porto. “Gostei muito da forma criativa como tudo foi pensado, com a ideia de estarmos a ‘embarcar’ num voo para esta experiência de voluntariado. Ao longo das diferentes ‘estações’ tivemos a oportunidade de aprender mais sobre cada área e de refletir sobre o impacto e o papel que podemos ter enquanto voluntários. Foi também um momento muito bonito de partilha e convívio entre todos.”
Joana Rodrigues, estudante de Direito, refere que esta formação se revelou uma experiência profundamente reflexiva, educativa e muito bem organizada: “Cada momento foi cuidadosamente estruturado, permitindo-nos não só adquirir conhecimentos essenciais, mas também desenvolver uma maior consciência crítica e sensibilidade face às realidades que iremos encontrar. Sinto que saí deste dia mais preparada, mais informada e ainda mais motivada para integrar o Programa FLY com responsabilidade, respeito e compromisso.”
Além da dimensão formativa, o dia foi uma oportunidade privilegiada para criar laços entre os participantes portugueses, que partilharam expectativas, dúvidas, receios e experiências prévias. Este clima de confiança e proximidade será essencial nas próximas etapas do programa e no caminho que farão conjuntamente até ao início das missões internacionais.
Na edição de 2026 o programa conta com 190 estudantes para mais de 40 experiências de voluntariado, num total de 18 países, promovendo o contacto direto com realidades diversas e fomentando o espírito de cooperação internacional.
O próximo grande encontro do Programa FLY/VUELA terá lugar no fim de semana de 13 a 15 de março, em El Escorial (Madrid), para o segundo momento formativo. Neste encontro, participarão todos os estudantes da Católica e das Universidades de Comillas, Loyola, ESADE, IQS e Deusto, bem como os acompanhantes dos projetos, unidos em trabalho por equipa de projeto - pela convivência, pelo entusiasmo e por um forte compromisso com a solidariedade global.
O campus do Porto da Universidade Católica acolheu o curso “A crise atual do cristianismo e a forma futura da Igreja”, orientado pelo Pe. José Frazão, SJ. A iniciativa, que decorreu nos dias 24 e 25 de fevereiro, foi promovida em parceria pela Escola das Artes e UDIP – Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa com a Brotéria.
O Pe. José Frazão propôs uma leitura aprofundada da crise atual do cristianismo, entendida como o fim de uma era ainda marcada por traços da forma gregoriana-tridentina e pela sua resistência à modernidade. Ao mesmo tempo, destacou os sinais frágeis, mas promissores que emergem do Concílio Vaticano II, desafiando os participantes a discernir as direções pelas quais o cristianismo poderá evoluir para expressar, de forma renovada, a força do Evangelho no mundo contemporâneo.
Ao longo das sessões, o percurso formativo concentrou-se especialmente nas categorias de força, forma e estilo, convidando a pensar a Igreja como realidade em transformação e a refletir sobre novas linguagens, práticas e modos de presença que possam responder às exigências do nosso tempo. Precisamos de novas linguagens, espaços e práticas que tornem o Evangelho realmente habitável: linguagens mais relacionais do que doutrinais, espaços mais próximos da vida real das pessoas, práticas que nasçam do encontro e não apenas da repetição do que sempre fizemos.
Para Carmo Themudo, Coordenadora da UDIP, este curso “fez‑me perceber que a crise do cristianismo que hoje atravessamos não é apenas um problema a resolver, mas uma oportunidade para reencontrar o essencial do Evangelho. As questões apresentadas - sobre a forma como pensamos, celebramos e vivemos o cristianismo - ajudaram-me a reconhecer que muitas das nossas práticas já não dialogam com a sensibilidade deste tempo. Senti que hoje somos chamados a uma maior verdade e leveza na forma de estarmos na Igreja. Ficam comigo três ideias: a simplicidade, que nos devolve liberdade; a proximidade, que nos coloca junto das feridas do mundo; e o discernimento, que nos impede de ficar presos ao passado ou às nostalgias. Este curso mostrou‑me que a forma futura da Igreja não está pré-determinada, mas depende também da coragem de cada um de nós para viver um estilo que traduza a força discreta e transformadora do Evangelho.”
Com a participação de docentes, estudantes, colaboradores e membros da comunidade alargada da Universidade, o curso promoveu um espaço de reflexão, diálogo e questionamento crítico sobre o futuro da fé cristã numa sociedade plural e em mudança acelerada.
O campus do Porto da Universidade Católica acolheu o curso “A crise atual do cristianismo e a forma futura da Igreja”, orientado pelo Pe. José Frazão, SJ. A iniciativa, que decorreu nos dias 24 e 25 de fevereiro, foi promovida em parceria pela Escola das Artes e UDIP – Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa com a Brotéria.
O Pe. José Frazão propôs uma leitura aprofundada da crise atual do cristianismo, entendida como o fim de uma era ainda marcada por traços da forma gregoriana-tridentina e pela sua resistência à modernidade. Ao mesmo tempo, destacou os sinais frágeis, mas promissores que emergem do Concílio Vaticano II, desafiando os participantes a discernir as direções pelas quais o cristianismo poderá evoluir para expressar, de forma renovada, a força do Evangelho no mundo contemporâneo.
Ao longo das sessões, o percurso formativo concentrou-se especialmente nas categorias de força, forma e estilo, convidando a pensar a Igreja como realidade em transformação e a refletir sobre novas linguagens, práticas e modos de presença que possam responder às exigências do nosso tempo. Precisamos de novas linguagens, espaços e práticas que tornem o Evangelho realmente habitável: linguagens mais relacionais do que doutrinais, espaços mais próximos da vida real das pessoas, práticas que nasçam do encontro e não apenas da repetição do que sempre fizemos.
Para Carmo Themudo, Coordenadora da UDIP, este curso “fez‑me perceber que a crise do cristianismo que hoje atravessamos não é apenas um problema a resolver, mas uma oportunidade para reencontrar o essencial do Evangelho. As questões apresentadas - sobre a forma como pensamos, celebramos e vivemos o cristianismo - ajudaram-me a reconhecer que muitas das nossas práticas já não dialogam com a sensibilidade deste tempo. Senti que hoje somos chamados a uma maior verdade e leveza na forma de estarmos na Igreja. Ficam comigo três ideias: a simplicidade, que nos devolve liberdade; a proximidade, que nos coloca junto das feridas do mundo; e o discernimento, que nos impede de ficar presos ao passado ou às nostalgias. Este curso mostrou‑me que a forma futura da Igreja não está pré-determinada, mas depende também da coragem de cada um de nós para viver um estilo que traduza a força discreta e transformadora do Evangelho.”
Com a participação de docentes, estudantes, colaboradores e membros da comunidade alargada da Universidade, o curso promoveu um espaço de reflexão, diálogo e questionamento crítico sobre o futuro da fé cristã numa sociedade plural e em mudança acelerada.
O Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa lidera a área de Microbioma e Saúde da nova Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI) em Ciências da Vida e da Saúde, designada Bridges4Health, que acaba de ser lançada e que reúne mais de 100 participantes de 43 instituições representativas do ecossistema científico, clínico, empresarial e institucional da região Norte.
O evento, que decorreu a 3 de março, no Espaço Vita, em Braga, marcou o início formal de uma iniciativa estratégica que visa apoiar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) a reforçar a inovação, acelerar a transferência de tecnologia e consolidar o posicionamento da região como referência nacional e europeia nas áreas da saúde e das ciências da vida.
Cofinanciada pela União Europeia através do Programa Regional NORTE 2030 e do Portugal 2030, a plataforma é coordenada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e pelo Centro Clínico Académico de Braga (2CA-Braga), em colaboração com a Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) da Faculdade de Farmácia da U.Porto (FFUP) e o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa.
Na sessão de abertura, o presidente do 2CA-Braga reforçou a visão colaborativa do consórcio: “O nome do projeto diz tudo: Bridges4Health [pontes para a saúde]. É exatamente isso que estamos aqui a construir com os atores relevantes.” Jorge Pedrosa sublinhou também a importância das ligações entre centros académicos, unidades locais de saúde e indústria, destacando a necessidade de partilha de conhecimento ao longo de toda a cadeia de valor — da ciência aplicada ao empreendedorismo.
Por sua vez, o diretor do i3S, Claudio Sunkel, destacou o enquadramento estratégico da plataforma: “Respondemos a um desafio da CCDR-N para ancorar regionalmente os investimentos. As quatro áreas desta PREI [Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Microbioma e Saúde e Dispositivos e Tecnologias Biomédicas] cruzam-se entre si e contam com 27 ações estratégicas a desenvolver nos próximos 36 meses”, revelou.
O responsável referiu ainda que os parceiros da Bridges4Health vão apresentar propostas de ação à CCDR-N até ao verão e que estão previstas conferências internacionais que reforçarão a dimensão global da iniciativa.
O domínio da PREI “Microbioma e Saúde”, liderado pelo CBQF, “é emergente, ao contrário dos outros domínios que já têm uma maior maturidade”, refere Manuela Pintado, diretora do CBQF, adicionando que “isso se reflete nas ações estratégicas a desenvolver ao longo do projeto que estão mais direcionadas para a investigação e para a capacitação de pessoas e instituições nesta área”. “Para o CBQF, estar envolvido neste projeto estratégico e de elevado valor acrescentado para a região, revela o papel de liderança que o centro tem tido na área do Microbioma na região Norte de Portugal” acrescenta Manuela Pintado.
“Apelamos a uma mobilização regional em torno deste projeto”
Em representação da CCDR-N, Cláudia Guimarães destacou o impacto económico e social do projeto. “Esta plataforma irá mobilizar o potencial científico e tecnológico já existente e reforçar o posicionamento regional através da definição de prioridades de investimento e projetos de elevado impacto”, explicou.
A responsável salientou o compromisso da CCDR-N com uma política de inovação “mais estratégica, coordenada e dedicada a resultados”, apelando à mobilização regional.
A sessão integrou apresentações estratégicas, mesas-redondas e oficinas de cocriação dedicadas aos quatro domínios prioritários: Medicina de Precisão, Investigação Clínica, Microbioma e Saúde e Dispositivos e Tecnologias Biomédicas. No final do evento, foram recolhidos e apresentados os contributos de todos os participantes, nomeadamente as prioridades identificadas nas respetivas áreas e várias propostas concretas de inovação em saúde.