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Novidades

Candidaturas às Licenciaturas abrem a 1 de junho

14 licenciaturas e uma dupla licenciatura. Um campus, interdisciplinaridade no ensino e na investigação e elevadas taxas de empregabilidade. A 1 de junho tem início a primeira fase de candidaturas às licenciaturas das faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto, para o ano letivo de 2026/2027, prolongando-se até 21 de julho.

Os candidatos à Universidade Católica no Porto podem iniciar a sua candidatura através do portal online, mesmo que ainda não disponham dos resultados dos exames nacionais, uma vez que estes poderão ser submetidos posteriormente.

As faculdades da Universidade Católica no Porto disponibilizam licenciaturas de excelência, reconhecidas tanto no contexto nacional como internacional, proporcionando uma experiência académica diferenciada num campus multidisciplinar. A sua formação destaca-se por uma abordagem integral, que conjuga o rigor técnico com o desenvolvimento de competências transversais fundamentais para o futuro profissional dos estudantes. 

Católica Porto Business School
Economia | Gestão | Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Escola das Artes:
Cinema | Conservação e Restauro | Som e Imagem

Escola Superior de Biotecnologia:
Bioengenharia | Ciências da Nutrição | Ciências e Sociedade | Microbiologia

Escola do Porto da Faculdade de Direito:
Direito | Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Faculdade de Educação e Psicologia:
Psicologia

Faculdade de Teologia:
Ciências Religiosas (EaD) | Teologia

Escola de Enfermagem (Porto):
Enfermagem

Tem dúvidas? Contacte o Apoio às candidaturas.
 t | 939 450 000/012 
@| candidaturas.porto@ucp.pt  e admissions.porto@ucp.pt

29-05-2026

III Biofase: ciência do secundário encontra o seu lugar na universidade

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, foi palco da final do III Biofase, Congresso de Investigação em Bioengenharia no Ensino Secundário, num evento que reuniu dezenas de jovens investigadores de escolas de todo o país.

O programa combinou conferências plenárias com especialistas da área (a investigadora Ana Oliveira falou sobre a forma como a bioengenharia está a transformar o tratamento de doenças e a investigadora Fátima Poças apresentou desenvolvimentos em materiais de embalagem) com sessões de apresentações orais, mesas redondas temáticas, visita às instalações do laboratório e a longa e animada sessão de discussão de posters da tarde.

No total, foram apresentados oito trabalhos em formato oral e vinte e seis posters científicos, cobrindo temas tão variados como a qualidade do ar interior, bioplásticos, nano-materiais de prata, sensores de frescura alimentar, proteção solar de base marinha e combate a parasitas tropicais.

No final da tarde, chegou o momento mais aguardado, o da entrega dos prémios. Três equipas foram distinguidas pela qualidade científica, clareza comunicativa e impacto potencial dos seus projetos. As respetivas professoras orientadoras foram convidadas a subir ao palco ao lado dos seus alunos, num reconhecimento que se estendeu igualmente ao trabalho de acompanhamento e inspiração que tornou cada projeto possível.

Melhor apresentação oral

O prémio de melhor apresentação oral, no valor de 250 euros, coube à equipa da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto, que viajou até ao Porto para defender o seu Gelipack.

O projeto explora o potencial da macroalga Gelidium corneum, abundante na costa portuguesa, como matéria-prima para a produção de filmes bioplásticos comestíveis à base de agar-agar.

O trabalho percorreu três etapas metodológicas rigorosas, desde extração do agar, a formulação dos filmes com glicerol e aditivos alimentares e a caracterização das suas propriedades físicas, mecânicas e de biodegradabilidade.

As aplicações vislumbradas incluem revestimentos comestíveis para frutas frescas, saquetas de chá biodegradáveis e cápsulas para suplementos alimentares e valeu o prémio ao grupo formado por Kaixin Cheng, Caetana Neves, Bianca Christo e Emiliana Diviza, orientado pela professora Ana Sofia Costa.

Prémio para o melhor poster

Num congresso realizado a poucos quilómetros da sua escola, os alunos da Escola Secundária da Maia conquistaram o prémio de melhor poster com o projeto B-Cycle. A ideia é desenvolver cápsulas biodegradáveis protetoras para sementes, cujo invólucro é produzido a partir do acetato de celulose extraído dos filtros de cigarros, um dos resíduos mais abundantes e persistentes do planeta.

Cada cápsula integra ainda um gel nutritivo feito de resíduos alimentares, para estimular a germinação. A aplicação prevista é a reflorestação de áreas afetadas por incêndios, transformando dois problemas ambientais numa única solução circular.

O júri destacou a qualidade visual do poster e a solidez da argumentação científica. A professora Isabel Allen subiu ao palco com os quatro elementos do grupo (Afonso Freitas, Francisco Vaguinho, João Dias e Maria Clara Sousa) para receber o galardão de 250 euros.

Menção honrosa

A menção honrosa, no valor de 100 euros, foi atribuída ao grupo da Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Oeiras, pelo seu trabalho em torno do Trypanosoma congolense, o parasita responsável pela Tripanossomíase Animal Africana, também conhecida por Nagana.

A equipa testou o efeito da Aphidicolin no bloqueio do ciclo celular do parasita, utilizando microscopia de fluorescência para avaliar a viabilidade celular e as fases do ciclo. Embora nenhuma das concentrações testadas tenha sido eficaz no bloqueio, os resultados abrem caminho para novos tempos de incubação a explorar, numa linha de investigação com potencial impacto real no combate a uma doença que causa enormes perdas económicas em África.

A professora Cristina Maria Cardoso Dias partilhou o palco com os cinco membros do grupo (Emanuela Araújo, Laura Soares, Frederico Santos, Margarida Dias e Murilo Pereira) num momento de merecido reconhecimento.

Ensino Secundário e investigação

O encerramento do Biofase III deixou no ar a certeza de que este congresso cumpre cada vez melhor a sua missão de aproximar a escola secundária do mundo da investigação.

Permite ainda desenvolver nos alunos a confiança nas suas próprias ideias e mostrar que a bioengenharia pode ser, e é, já, uma ferramenta nas mãos de quem ainda está a aprender. Na quarta edição, o nível será ainda mais alto. E isso é razão de sobra para voltar.

29-05-2026

Universidade Católica Portuguesa lança 2.ª edição do Prémio de Inovação Pedagógica

Com a missão de proporcionar uma formação académica de excelência, assente no compromisso ativo com a qualidade, a inovação e a melhoria contínua das práticas pedagógicas orientadas para o desenvolvimento integral dos estudantes, a Universidade Católica lança a 2.ª edição do Prémio de Inovação Pedagógica.

O objetivo desta iniciativa é incentivar e distinguir o mérito reconhecido em práticas pedagógicas inovadoras.

Destinada a docentes e investigadores da Católica, de acordo com o estipulado em regulamento próprio, esta iniciativa prevê a atribuição de até três prémios.

As candidaturas serão avaliadas por um júri nomeado para o efeito, de acordo com os critérios definidos no regulamento.

A submissão das candidaturas deve ser efetuada através do formulário online, decorrendo o respetivo prazo entre 1 e 30 de junho de 2026.

Todas as condições inerentes à candidatura ao prémio podem ser consultadas no Regulamento do Prémio de Inovação Pedagógica da Universidade Católica Portuguesa.

28-05-2026

António Fonseca: “Vivemos numa sociedade em que a utilidade funciona como barómetro.”

António Fonseca é docente e investigador da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Especializou-se na área da Psicologia do Envelhecimento e é consultor da Fundação Calouste Gulbenkian desde 2016. Na Católica, teve um papel determinante na criação da licenciatura em Psicologia. Aos seus alunos, procura transmitir que “um psicólogo não se forma apenas com conhecimentos técnicos, mas também através do olhar”.

 

Vivemos numa sociedade desligada das suas pessoas mais velhas?

Acho que sim. Vivemos numa sociedade em que a utilidade funciona muito como barómetro e, muitas vezes, considera-se rapidamente que as pessoas mais velhas são pouco úteis. Quando reduzimos a utilidade apenas à dimensão produtiva, os mais velhos acabam por ficar de fora das nossas prioridades. Por outro lado, preocupa-me também a ideia de que os mais velhos só são valorizados enquanto consumidores. Hoje existe todo um mercado dirigido às pessoas mais velhas, com suplementos, residências e serviços, que parte do princípio de que as pessoas mais velhas precisam necessariamente de tudo isso. E talvez não precisem. Talvez precisem de muito menos para viverem bem e realizarem-se enquanto pessoas.

 

Tem muito contacto com as gerações mais novas. Como é que sente que elas olham hoje para a questão do envelhecimento?

Eu acho que cada vez com mais interesse. Os alunos de Psicologia, que são aqueles que conheço melhor, saem hoje da Faculdade com a ideia de que uma pessoa mais velha não é apenas um problema, do ponto de vista social, económico ou da saúde, mas alguém com potencialidades. É alguém com potencial de desenvolvimento psicológico, social e cognitivo, que pode ser explorado. Isso não quer dizer que a idade não conte, mas não limita necessariamente. Acho que os jovens começam a compreender isso. Costumo dizer nas aulas: “há dois tipos de velhos - os vossos avós, por quem têm carinho e estima; e depois ‘os outros’”. E o que é preciso mudar é precisamente esse olhar. Os “outros” também merecem a mesma atenção, respeito e profissionalismo que os nossos familiares. Felizmente, este interesse crescente nota-se também nas escolhas dos alunos. Todos os anos há estudantes que saem daqui com a intenção de trabalhar com pessoas mais velhas, em lares, hospitais, cuidados continuados ou paliativos, mas também contextos comunitários. A Faculdade tem contribuído para isso, para que se encare os mais velhos como um grupo populacional como qualquer outro, e para o afirmar como uma área relevante para a Psicologia.

 

Quando pensa na sua infância, qual é a primeira ideia que lhe surge?

Liberdade! Tive uma infância muito livre. Nasci e cresci em Ul, no concelho de Oliveira de Azeméis. Os meus avós eram agricultores e o meu avô materno, com quem cresci muito próximo, era também moleiro, por isso, lá ia eu com ele para os campos e para os moinhos.

 

Na sua juventude, o que é que queria ser quando fosse grande?

Em criança, pensava em ser cozinheiro ou maestro de orquestra. A minha mãe cozinha muitíssimo bem (Freud explicaria facilmente esse interesse) e, desde muito cedo, tive, também, muito interesse pela música, embora nunca tenha conseguido tocar nenhum instrumento como queria. Aprendi piano, mas sem grande sucesso. Até aos 11 ou 12 anos, eram essas as áreas de que me sentia mais próximo. Depois vivi sempre um pouco dividido entre uma atividade mais de gabinete e uma vida profissional mais ao ar livre. Acho que também não me teria dado mal como agricultor ou arquiteto-paisagista.

 

E como surge a Psicologia?

A Psicologia surgiu no ensino secundário. Na altura, muitos alunos pensavam em Medicina e eu também pensei nisso, sobretudo em Psiquiatria, mas a Psicologia começou a interessar-me quando tive a disciplina no secundário. Estamos a falar do início dos anos 80, quando em Portugal praticamente ninguém sabia bem o que era um psicólogo. Não conhecia ninguém da área, mas comecei a interessar-me muito pelo tema. Havia alguns livros de Psicologia editados pela Fundação Gulbenkian e lembro-me de escrever uma carta para a Fundação a pedir esses livros para aprofundar o estudo. Não havia internet e não era fácil aceder a esse tipo de materiais vivendo na província. O mais curioso é que a Gulbenkian me enviou os livros gratuitamente. Na altura não imaginava que, décadas mais tarde, iria acabar por trabalhar lá…

 

“O mais desafiante é tentar compreender uma realidade que ainda não vivemos”

 

Acaba por se especializar na área do envelhecimento. Porquê? 

O estudo do envelhecimento, do ponto de vista psicológico, começa em Portugal muito com a minha geração. Uma das primeiras pessoas a interessar-se verdadeiramente por esta área foi a Professora Constança Paúl, que depois veio a ser minha orientadora de doutoramento. Por volta do ano 2000, formou-se um grupo de pessoas que começou a desenvolver este campo em Portugal. O que me interessou foi precisamente o facto de ser uma área praticamente por explorar.

 

Muitas vezes, esquecemo-nos de que o processo de desenvolvimento continua ao longo de toda a vida …

É isso mesmo. No meu tempo de Faculdade, o conceito de desenvolvimento terminava praticamente no fim da adolescência. Não se falava do desenvolvimento do adulto ou da pessoa mais velha. 

 

Qual é o grande desafio de estudar a área do envelhecimento?

Na área em que trabalho, o mais desafiante é tentar compreender uma realidade que ainda não vivemos. Eu caminho para ser velho, mas ainda não sou velho. E, portanto, estamos a tentar compreender modos de funcionamento cognitivo, relacional ou até ligados à sexualidade que nunca experimentámos diretamente. 
Além disso, à medida que envelhecemos, tornamo-nos cada vez mais diferentes uns dos outros. A variabilidade individual aumenta muito com a idade. Costumo dizer que nunca conhecemos “a velhice”; conhecemos sempre uma pessoa velha de cada vez. Ou seja, não há propriamente um padrão. E quando ele existe, muitas vezes é por causa da doença, nomeadamente da demência. As pessoas com demência acabam por apresentar características mais semelhantes entre si do que as pessoas que envelhecem sem doença neurocognitiva.

 

“É uma ambivalência constante entre querer viver mais tempo e, ao mesmo tempo, rejeitar muito do que isso implica”

 

O que significa envelhecer bem?

Para mim, envelhecer bem tem sobretudo a ver com manter o controlo da própria vida. Claro que a saúde, o dinheiro ou a família são importantes, mas isso, por si só, não chega. Há pessoas com muitos recursos económicos que sofrem bastante do ponto de vista psicológico, e há pessoas saudáveis que têm enorme dificuldade em lidar com aspetos do dia a dia. Envelhecer bem significa conseguir manter controlo sobre a vida (nas dimensões social, cognitiva, relacional) e sobre aquilo que pode ameaçar esse equilíbrio ao longo do tempo.

 

Temos medo de envelhecer?

Todos queremos chegar a velhos, mas ao mesmo tempo temos medo de o ser, sobretudo pelas consequências associadas ao envelhecimento. Esse paradoxo sempre existiu e continua a existir. É uma ambivalência constante entre querer viver mais tempo e, ao mesmo tempo, rejeitar muito do que isso implica. Mas isso não acontece só com o envelhecimento. Também acontece noutras fases da vida. Há pessoas que desejam muito ser pais e depois, quando o são, interrogam-se como é que foi possível alguma vez o desejaram. No envelhecimento, no entanto, há uma inevitabilidade: ou envelhecemos, ou não chegamos lá.

 

Quando é que surge a sua ligação à Universidade Católica?

Entro na Universidade Católica em 2003, quando o Professor Joaquim Azevedo decide trazer para o Porto o Instituto de Educação, que já existia em Lisboa. Era um Instituto focado sobretudo em mestrados e pós-graduações na área da Educação. Nessa altura, começou-se também a discutir a criação de uma licenciatura em Psicologia, porque a Católica ainda não tinha essa formação. Achámos que havia condições para avançar no Porto e acabámos por criar aquela que foi a primeira licenciatura em Psicologia da Universidade Católica. Acabei por estar muito ligado a essa construção inicial. Foi preciso criar praticamente tudo do zero. Durante uma década, assumi diferentes funções, como diretor, coordenador de licenciatura e mestrados, diretor do Centro de Investigação... A Faculdade de Educação e Psicologia que existe hoje resulta muito desse trabalho inicial desenvolvido pelo Professor Joaquim Azevedo, por mim e por um grupo de pessoas que está ligado à história da Faculdade desde o seu princípio.

 

É consultor da Fundação Calouste Gulbenkian. Em que consiste esse trabalho e que contacto tem com as instituições no terreno?

Sou consultor da Fundação Calouste Gulbenkian desde 2016, na área do envelhecimento. O meu trabalho é acompanhar as iniciativas da Fundação nessa área e manter contacto com as instituições envolvidas. Isso dá-me acesso a centenas de organizações em todo o país. Na prática, permite-me ter uma visão muito ampla do terreno, quase como uma espécie de psicologia ecológica aplicada às questões do envelhecimento e das estruturas de apoio às pessoas mais velhas. Este trabalho é paralelo à atividade na Faculdade, mas acaba por ser muito complementar. Aquilo que vou aprendendo no terreno transporto depois para as aulas, para a investigação e para a formação dos alunos. E também tem permitido criar oportunidades de estágio para estudantes em instituições com as quais trabalho através da Fundação.

 

“Temos de educar o nosso olhar para não cair em verdades absolutas antes de explorar. Antes de conhecer, antes de interpretar”

 

Qual é a principal mensagem que gosta de deixar aos seus alunos?

A principal mensagem é que um psicólogo não se forma apenas com conhecimentos técnicos, mas também através do olhar. É o mais importante. Um psicólogo tem de ter um olhar sobre os fenómenos humanos muito particular, que não se confunde com o do médico, do assistente social ou do advogado. É um olhar de compreensão, mas também de compreensão crítica. Na Psicologia, o normal e o patológico não existem à partida. O certo e o errado também não. Temos de educar o nosso olhar para não cair em verdades absolutas antes de explorar. Antes de conhecer, antes de interpretar. A experiência humana, quando é bem explorada, permite ir para além do sintoma e daquilo que está à superfície, e perceber causas, razões e motivações mais profundas. É a aprendizagem desse olhar que gosto de trabalhar com os alunos.

 

Como é que se treina o olhar?

Treina-se precisamente explorando o que está por baixo da superfície.

 

Que livros da literatura portuguesa recomenda que abordem o tema do Envelhecimento?

A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe, e Misericórdia, de Lídia Jorge. São dois livros muito interessantes sobre o envelhecimento, sobretudo em contexto institucional. Depois, há também Vergílio Ferreira, com uma obra muito relevante e com vários livros muito ricos na forma como abordam a experiência do envelhecer.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Volto um pouco à minha infância. Gosto da liberdade, do ar livre, da natureza, do campo. Gosto de passear, não necessariamente muito longe, mas estar na natureza, fazer caminhadas. Já fiz o Caminho de Santiago algumas vezes, através de percursos diferentes. Gosto muito de jardinagem, e de explorar, dessa forma, a minha vertente de arquiteto-paisagista que nunca fui. Gosto de plantar, de cuidar, assumir um papel de agricultor que também nunca exerci profissionalmente. No fundo, no tempo livre, acabo por viver essas dimensões que ficaram sempre como possibilidades.

 

28-05-2026

Universidade Católica Portuguesa reforça ligação ao setor empresarial na Cimeira da Indústria, em Braga

A Universidade Católica Portuguesa associou-se à Cimeira da Indústria, uma iniciativa da AEMinho e do Observador, que reuniu líderes empresariais, decisores públicos e académicos para debater os desafios da indústria e do crescimento económico em Portugal.

Realizada no dia 26 de maio, no Theatro Circo, em Braga, esta iniciativa promoveu um debate alargado sobre competitividade, escala, produtividade, custos de contexto, inovação e liderança empresarial, tendo contado com o apoio de várias empresas e organizações, incluindo a Universidade Católica Portuguesa (UCP), através do Centro Regional de Braga, da Católica Porto Business School e da Católica Lisbon School of Business and Economics.

Na conferência participaram vários responsáveis políticos, líderes empresariais e especialistas de diferentes áreas, entre os quais Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, Gonçalo Matias, ministro adjunto e da Reforma do Estado, Rui Moreira, embaixador de Portugal na OCDE e Carlos Moreira da Silva, presidente da Business Roundtable Portugal.

João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, participou no painel “Ultrapassar os Obstáculos”, dedicado às estratégias que empresários e gestores podem desenvolver para enfrentar contextos mais adversos. O debate contou também com a presença de Joana Carvalho, CEO da SFgo, e José Teixeira, presidente do DST Group, após uma intervenção de Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento.

À margem da Cimeira, João Pinto participou ainda no programa de rádio Contra Corrente, do Observador, gravado em direto no local, contribuindo para a reflexão pública sobre os desafios da indústria, da competitividade e do crescimento económico em Portugal. 

28-05-2026

Faculdade de Educação e Psicologia e Associação de Futebol de Viana do Castelo estabelecem parceria na área do Desporto e da Psicologia

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP‑UCP), a Escola de Psicologia da Universidade do Minho (EPsi-U.M.) e a Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC) formalizaram um protocolo de cooperação com a duração de cinco anos, que visa reforçar a articulação entre a investigação académica e o contexto do desporto de formação e de alto rendimento.

O acordo foi assinado sob a coordenação de Catarina Morais, coordenadora da Licenciatura em Psicologia e da Pós-graduação em Psicologia do Desporto e da Performance da FEP‑UCP, e estabelece uma colaboração na área da Psicologia, com incidência no acompanhamento de jovens atletas, estruturas organizativas (treinadores, dirigentes) e equipas de arbitragem da AFVC.

 

Investigação em contexto real

No âmbito deste protocolo, a FEP‑UCP, juntamente com a EPsi-U.M., terá acesso à recolha de dados junto dos jovens atletas, das estruturas e dos árbitros da Associação de Futebol de Viana do Castelo, dados que serão utilizados para o desenvolvimento de estudos científicos. Em conjunto, as duas entidades assumirão igualmente a supervisão do projeto do ponto de vista da avaliação e intervenção psicológica, assegurando o acompanhamento científico e pedagógico das atividades desenvolvidas.

 

Integração de psicólogos juniores

O protocolo prevê ainda que, em cada ano da parceria, a Associação de Futebol de Viana do Castelo acolha um psicólogo júnior no âmbito desta parceria. Esta integração permitirá a aplicação prática de conhecimentos em contexto desportivo, contribuindo simultaneamente para a formação dos estudantes e para o acompanhamento psicológico dos agentes desportivos envolvidos.

Com este protocolo, a FEP‑UCP reforça a sua ligação à comunidade e o desenvolvimento de projetos que articulam investigação, formação e intervenção em contextos reais.

28-05-2026

1.º Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Escolar reúne especialistas no Porto

A Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa acolheu, dia 22 de maio, o 1.º Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Escolar, uma iniciativa que reuniu profissionais, investigadores e estudantes em torno dos desafios atuais da promoção da saúde em contexto escolar.

Subordinado ao tema “Promoção da Saúde e Equidade em Contextos Educativos: desafios globais e respostas locais”, o congresso decorreu no Auditório Carvalho Guerra, no Campus do Porto, assinalando também os 40 anos da Carta de Ottawa para a Promoção da Saúde. Ao longo do dia, o evento promoveu a reflexão sobre o papel da Enfermagem de Saúde Escolar na construção de comunidades educativas mais saudáveis, inclusivas e sustentáveis.

O programa científico contou com momentos de debate, partilha de experiências e apresentação de boas práticas, reforçando a importância da intervenção dos profissionais de saúde escolar na promoção da literacia em saúde, da prevenção da doença e da equidade no acesso aos cuidados. O congresso destacou ainda a necessidade de respostas locais articuladas perante os desafios sociais, tecnológicos e educativos que marcam atualmente os contextos escolares.

Dirigido sobretudo a profissionais da área da Saúde Escolar, com especial enfoque nos enfermeiros, o encontro constituiu um espaço de diálogo interdisciplinar e atualização científica, contribuindo para o fortalecimento das redes de colaboração e para a valorização da Enfermagem de Saúde Escolar em Portugal e a nível internacional.

27-05-2026

Pedro Duarte e Joel Cleto refletem sobre a identidade do Porto na Universidade Católica

“O que faz de uma cidade aquilo que ela é?” É a pedra das suas ruas, a traça dos seus edifícios, os rostos que a habitam ou algo mais difícil de definir, construído ao longo de séculos? Foi em torno desta questão que se reuniram, num debate do ciclo Conversas sobre Ciências & Sociedade, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, e o historiador Joel Cleto. Moderado por Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, o debate procurou refletir sobre a identidade da cidade do Porto: o que ela é, de onde vem, o que a ameaça, para onde caminha.

A escolha do Porto como mote da conversa permitiu abordar a tensão da cidade entre o enraizamento e a transformação, entre o orgulho das origens e a pressão de um presente que muda a ritmos sem precedente. Como sublinhou Joel Cleto, "a identidade é algo de notável e tem muito a ver com as dinâmicas da sociedade"; não é um monumento fixo, é um organismo vivo.

Uma herança de 2500 anos

Para compreender o Porto de hoje, é necessário recuar na sua história. "Nas origens do Porto está lá tudo", afirmou Joel Cleto, com a convicção de quem dedicou décadas a estudar a cidade. "É uma cidade que só podia nascer onde nasceu, ali no morro da Pena Ventosa e na Sé. São 2500 anos de ocupação contínua da cidade", acrescentou, assinalando a relevância desse dado geográfico e histórico na génese da cidade, escolhida pela sua posição, pelo rio, pelo mar próximo, pela colina que domina a envolvente.

O historiador salientou ainda que a identidade resulta de um processo de continuidade entre gerações: "A identidade é algo que recebemos de gerações anteriores e que queremos passar às gerações seguintes. Recebemos, valorizamos e queremos projetar para o futuro".

A singularidade da identidade portuense

Pedro Duarte trouxe ao debate a perspetiva de quem governa a cidade, mas também de quem a vive enquanto habitante. "O Porto talvez seja uma exceção em termos de identidade", disse, reconhecendo que a palavra se tornou quase incómoda no discurso público. "É saudável falar em identidade, porque quase se tornou um termo maldito. É muitas vezes usada de forma abusiva, para marcar divergências, mas não nos podemos deixar condicionar."

As diferentes dimensões da identidade

Durante a conversa, foram identificadas várias dimensões da identidade da cidade. Pedro Duarte referiu uma dimensão física e patrimonial, associada ao património construído e aos espaços urbanos; uma dimensão simbólica e social, representada por elementos amplamente reconhecidos da cultura portuense, "como o Futebol Clube do Porto ou o facto de sermos conhecidos por trocar o v pelo b"; e uma dimensão imaterial.

"É emocional. Como dizia Agustina Bessa-Luís, ‘O Porto não é um lugar, é um sentimento’. Há um espírito tripeiro, muito próprio, mesmo com as naturais discordâncias que sempre existem na comunidade", partilhou Pedro Duarte.

Joel Cleto corroborou esta dimensão imaterial. "A identidade tem também uma dimensão imaterial e isso define o Porto, com tradições e memórias". Afirmou também que "o património tem muito de identitário e a identidade muito de patrimonial", evidenciando a relação entre a preservação do património e a construção da identidade coletiva.

No que respeita ao papel de instituições e símbolos da cidade, ambos os intervenientes reconheceram a sua relevância para a construção da identidade portuense. Joel Cleto observou que "hoje parte da cidade revê-se identitariamente com o Futebol Clube do Porto", enquanto Pedro Duarte incluiu o clube entre os elementos que contribuem para a dimensão simbólica e social da cidade.

Ainda assim, o historiador sublinhou que a identidade da cidade ultrapassa qualquer referência isolada, na perspetiva dos seus 2500 anos de história: "mais do que a forma, fundamental é a essência".

Transformação urbana e identidade

A evolução demográfica e urbana da cidade foi outro dos temas em destaque. A propósito da gentrificação, Joel Cleto contextualizou o fenómeno numa perspetiva histórica, lembrando que o Porto já viveu anteriores processos de transformação populacional e territorial.

"Tem-se falado muito de gentrificação ultimamente, mas esta gentrificação não é a maior que o Porto conheceu", afirmou. O historiador recordou as transferências populacionais ocorridas nas décadas de 1970 e 1980, quando “milhares de pessoas foram transferidas do centro histórico do Porto, onde viviam em ilhas verticais, insalubres e sem condições de habitabilidade, para os novos bairros de Ramalde ou Aldoar". Recordou ainda movimentos semelhantes registados no século XIX: “um grande número de famílias saiu do centro para geografias mais laterais, como Cedofeita ou Campanhã", acompanhados por novos fluxos migratórios, "provenientes de regiões como Trás-os-Montes, o Minho ou a Galiza".

Pedro Duarte reconheceu, por sua vez, que as transformações recentes colocam desafios importantes à preservação da identidade da cidade. "A demografia do Porto tem vindo a alterar-se, a economia mudou drasticamente, principalmente com a ascensão do turismo. Estes abalos trazem riscos à preservação desta identidade de que estamos a falar", referiu.

O presidente da Câmara reconheceu que a dinâmica económica recente "tem sido muito positiva para a cidade", mas refletiu que "há sempre um momento em que essa dinâmica pode deteriorar a identidade própria da cidade. E quando isso acontece, o Porto tal e qual o conhecemos fica em risco".

O papel das políticas públicas

O debate não podia deixar de abordar a responsabilidade das políticas públicas, em matéria de identidade. "A identidade tem uma abordagem cultural que o discurso político e as políticas públicas podem alterar de forma clara", afirmou Pedro Duarte, reconhecendo a importância de ações comprometidas com a preservação da identidade do Porto.

Por seu lado, Joel Cleto alertou para os riscos de uma visão excessivamente rígida da identidade, defendendo que esta se encontra em permanente construção e adaptação. "A identidade está permanentemente a ser moldada e se olharmos para ela de forma muito rígida pode dar mau resultado", observou, apontando para os riscos da cristalização pela nostalgia ou da encenação para consumo turístico – que ambos os oradores concordaram dever evitar-se.

Neste contexto, Pedro Duarte defendeu a importância de encontrar um equilíbrio entre a evolução da cidade e a preservação dos seus elementos fundamentais, privilegiando o bem comum: "É preciso um ponto de equilíbrio entre uma realidade de evolução e o elemento essencial que não podemos descurar".

Uma reflexão sobre o futuro da cidade

A sessão terminou com uma reflexão sobre os desafios que se colocam às cidades contemporâneas, face a transformações cada vez mais rápidas e em maior escala, e sobre a importância da identidade como fator de coesão social e qualidade de vida.

Como referiu Joel Cleto, "a qualidade de vida também passa pela valorização da identidade". Já Pedro Duarte destacou a persistência de um "espírito tripeiro, muito próprio", que continua a marcar a vivência da cidade.

Num diálogo entre história e política, entre passado e futuro, esta sessão do ciclo Conversas sobre Ciências & Sociedade evidenciou a importância de uma leitura abrangente e interdisciplinar das transformações sociais, culturais e urbanas que marcam a atualidade - uma abordagem que está também na base da Licenciatura em Ciências e Sociedade (Liberal Sciences), programa que inspira este ciclo de conversas.

26-05-2026

Escola das Artes integra nova edição do Serralves em Festa

De 29 e 31 de maio, a nova edição do Serralves em Festa volta a reunir centenas de artistas e dezenas de propostas multidisciplinares ao longo de 50 horas consecutivas de programação gratuita. Ao longo de três dias, os diferentes espaços de Serralves recebem uma programação contínua de concertos, performances, instalações, cinema e oficinas.

A Escola das Artes volta a marcar presença nesta programação com um conjunto de projetos apresentados por estudantes da Licenciatura em Som e Imagem, Mestrado Digicrea e do Doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes, distribuídos entre o Museu, a Biblioteca, o Jardim da Casa e a Zona da Cozinha.

Este ano, Bryan Izurieta, Dila Yumurtacı, Jéssica Gaspar, Guy Fleisher, Mia Braga Smith, Dilnaz Gabdolla, Evangelos Aslanidis, Ho-Ting Wei, Paula Molina, Victor Galles e Rita Castanheira apresentam trabalhos que atravessam performance, instalação e práticas colaborativas.

Entre os projetos apresentados encontram-se Allpa Samay, performance de Bryan Izurieta; Multispecies Attunement: Fungi, workshop/laboratório de Dila Yumurtacı, Jéssica Gaspar e Guy Fleisher; e as instalações Double Sided Coins & [Redacted Statements], de Mia Braga Smith, SHYRAQ, de Dilnaz Gabdolla, Home v2.0, de Evangelos Aslanidis, The Voice of Gravity, de Ho-Ting Wei, Liquid Reality, de Paula Molina, The Weight of Statements, de Victor Galles, e partymode101.mp4, de Rita Castanheira.

Mais informações sobre horários e programação em breve. 

25-05-2026

Católica Porto Business School realizou e primeira edição do Marketing Link

Idealizado pelos Professores do Mestrado em Marketing Božidar Vlačić e Carla Martins, o Marketing Link nasceu como uma nova iniciativa da Católica Porto Business School, criada para aproximar estudantes, alumni, docentes e profissionais em torno de uma visão partilhada sobre os desafios e as tendências que moldam o marketing contemporâneo.   

Concebido como um espaço de conhecimento, aprendizagem e networking, o evento proporcionou uma tarde de reflexão e partilha em torno de temas atuais e relevantes para o setor, cruzando perspetivas académicas e experiências do mercado. 

Esta primeira edição contou com a participação de dois oradores convidados, que abordaram diferentes dimensões do marketing através de sessões interativas e orientadas para a aplicação prática. 

Cosme Almeida, diretor de programas internacionais na Católica Porto Business School, conduziu a sessão “Avaliação Financeira de Marcas”, explorando os principais indicadores de valorização financeira e a sua relevância para a construção estratégica das marcas. 

Inês Rocha, Area Manager de Brand Responsibility na Sonae MC, apresentou a sessão “Missão Continente - Para grandes causas, grandes missões", partilhando a sua experiência na articulação entre estratégia de marca, responsabilidade social e impacto positivo na comunidade. 

Enquanto primeira edição, o Marketing Link afirmou-se como um momento relevante de encontro e partilha de conhecimento, reforçando o compromisso da Católica Porto Business School com a promoção de experiências de aprendizagem ligadas aos desafios reais do mercado e à construção de uma comunidade académica cada vez mais conectada. 

Candidaturas abertas para o Mestrado em Marketing: saiba mais

25-05-2026

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