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Novidades

MBA Executivo em Futebol Profissional em Portugal lançado com parceria da Católica Porto Business School

A Católica Porto Business School e a Liga Portugal assinaram um protocolo de cooperação no âmbito do MBA Executivo em Futebol Profissional. É o primeiro MBA Executivo em Portugal especificamente orientado para o futebol, reforçando a aposta na profissionalização e qualificação da indústria. 

Este protocolo visa aproximar os participantes do contexto profissional do futebol, promovendo uma formação executiva orientada para dirigentes, gestores, treinadores e outros profissionais da indústria, através de um programa que combina rigor académico, visão estratégica e aplicação prática dos conhecimentos. 

A iniciativa surge num momento em que o futebol moderno exige cada vez mais competências sólidas em áreas como liderança, gestão, finanças, marketing e inovação, acompanhando sempre a crescente complexidade da área. 

O Presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, afirma que este MBA “é absolutamente pioneiro e diferente dos demais. O desporto, em particular o futebol, tem o desafio de trazer para a comunidade e para os agentes mais competências e conhecimentos e a Liga Portugal, como a casa do Futebol Profissional, é um exemplo de excelência através da Business School”. 

No que toca à Católica Porto Business School, o protocolo reforça o seu posicionamento enquanto instituição de referência na formação executiva. João Pinto, Diretor da instituição, sublinha que “trabalhamos há alguns anos com a Liga Portugal e tem sido um percurso muito positivo. Este programa está alinhado com a estratégia da escola, nomeadamente no impacto na sociedade e na ligação internacional, sendo um projeto inovador e exigente”. 

Para a Liga Portugal Business School, esta parceria representa um passo decisivo na consolidação da sua missão de formar líderes preparados para os desafios atuais e futuros do futebol. 

 

12-01-2026

Jogo de literacia financeira criado na Católica Porto Business School já está disponível

A equipa da Católica Porto Business School vencedora do concurso “Economia para Tod@s”, promovido pelo Banco de Portugal em 2025, acaba de lançar Clique Financeiro, um jogo digital e gratuito dedicado à promoção da literacia económica e financeira.  

Pensado sobretudo para jovens em idade pré-universitária, o jogo propõe uma abordagem prática e envolvente à tomada de decisões financeiras no dia a dia, reforçando competências essenciais de forma acessível e pedagógica. Aceda ao mesmo aqui. 

“Queríamos criar uma ferramenta que ajudasse os jovens a perceber, de forma concreta e sem discursos teóricos, o impacto das suas decisões financeiras ao longo do tempo. O jogo permite experimentar, errar e aprender num ambiente seguro, aproximando a literacia financeira da realidade”, sublinha Susana Costa e Silva, docente da Católica Porto Business School e diretora do Mestrado e do Doutoramento em Gestão. 

Clique Financeiro é um jogo por turnos, em que cada turno representa uma semana. O jogador escolhe um percurso curto ou longo, toma decisões sobre atividades e investimentos e gere vários indicadores financeiros. O objetivo é manter o equilíbrio e atingir 10.000€ (no perfil de investidor) ou 15.000€ (no perfil de empreendedor). 

O projeto foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar composta por Susana Costa e Silva, Eduardo Nunes, CEO e Lead Game Designer da Kendir Studios e mestre em Gestão pela Escola, e Diogo Lorga, M&A Senior Analyst na EY, licenciado em Gestão pela Católica Porto Business School e mestre em Finanças pelo ISEG. 

O Clique Financeiro foi desenvolvido pela Kendir Studios, em parceria com a Católica Porto Business School, com o apoio do Banco de Portugal, reforçando o compromisso conjunto com a promoção da literacia financeira e económica junto das novas gerações. 

 



 

12-01-2026

“Glossolalia” é a nova exposição da Escola das Artes

A Escola das Artes apresenta ‘Glossolalia’, um projeto de criação artística de Joana Patrão e Tiago Madaleno, com curadoria de Nuno Crespo, que estará patente ao público de 15 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, no Católica Art Center, no Porto. A inauguração está marcada para 15 de janeiro, às 18h30, e é de entrada livre.

“Glossolalia” parte de uma premissa ficcional: a história de um casal que, incapaz de partilhar um lar, decide perseguir a ideia de casa através de uma viagem de automóvel, deslocando-se entre a monotonia da estrada e momentos de êxtase sinestésico. Entre imagens em movimento e paisagens sonoras, a obra explora o tempo, a narrativa e a partilha de experiência, oferecendo ao público uma travessia imaginária fragmentada e intensa.

O termo “glossolalia” - frequentemente associado a uma forma de fala em línguas desconhecidas - é aqui reinterpretado como metáfora para os estados de comunicação e incomunicabilidade que emergem nas experiências humanas. A instalação estabelece um diálogo entre linguagem cinemática e material sonoro, convidando o visitante a uma atenção sensível à relação entre som, imagem e memória.

Segundo Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e curador desta exposição, “Glossolalia constrói-se como um território de escuta e de suspensão, onde imagem e som não procuram explicar, mas antes provocar estados de atenção e de deslocação. A obra convoca o espectador para uma experiência que se aproxima mais de um percurso interior do que de uma narrativa linear, questionando a própria ideia de comunicação, de casa e de partilha.”

As práticas artísticas de Joana Patrão e Tiago Madaleno encontram-se neste projeto. Tiago Madaleno, artista português com formação em Belas-Artes e uma prática que cruza pintura, vídeo e performance, tem mostrado trabalhos que refletem sobre a construção de mundos fictícios e o papel da imagem e do tempo nas experiências humanas. Joana Patrão tem desenvolvido projetos que exploram a presença, o corpo e as relações entre espaço, tempo e materialidade, frequentemente atravessando diferentes meios artísticos. Como um duo, têm vindo a trabalhar no projeto “Glossolalia”, onde recorrem ao universo dos road-movies e do cinema para refletir sobre a representação de uma ideia de casal a partir das propriedades linguísticas e materiais de diferentes meios.

A exposição “Glossolalia” vai estar patente ao público na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa até 21 de fevereiro de 2026. A Sala de Exposições da Escola das Artes faz parte do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a nível nacional. De referir que além da Sala de Exposições, o Católica Art Center inclui mais dois espaços: o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

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Exposição: ‘Glossolalia’
Artistas: Joana Patrão e Tiago Madaleno
Curadoria: Nuno Crespo
Inauguração: 15 de janeiro de 2026, 18h30
Patente ao público: 15 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
Horário: Segunda a sábado, das 14h00 às 19h00
Entrada: Livre

Local: Sala de Exposições da Escola das Artes
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

Mais informações: Sobre | Escola das Artes

08-01-2026

Catarina Santos Botelho: “O contacto com a diferença promove a tolerância e também a humildade intelectual.”

Catarina Santos Botelho é docente, investigadora, coordenadora de vários programas e membro do Conselho de Direção da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Recentemente, integrou o Conselho de Administração da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia. O amor pelos livros conduziu-a ao Direito, e o Direito trouxe-a à Católica – já enquanto aluna – num percurso marcado pela proximidade com os docentes e por amizades duradouras. No ensino, descobriu “uma profissão muito bonita”, dedicada à formação não só “de mentes jurídicas”, mas também de “pessoas”. A sua vida profissional é ainda marcada por um forte envolvimento internacional e pelo compromisso contínuo com a proteção da democracia e dos direitos fundamentais: “É essencial contar com uma sociedade civil atenta, informada e participativa.”

 

Foi estudante da Católica durante os vários ciclos de estudo. O que é que mais a marcou no seu percurso universitário?

O que é muito distintivo da Universidade Católica é a relação de proximidade entre professores e estudantes: o facto de os docentes conhecerem os alunos pelo nome e se esforçarem por acompanhá-los. Sempre senti essa atenção e esse cuidado: os professores eram próximos, acessíveis, disponíveis para conversar, dar conselhos e esclarecer dúvidas; podíamos bater à porta do gabinete e pedir ajuda. Esse contacto mais próximo foi fundamental e muito importante no meu percurso e, hoje, como professora, sei que continua a ser uma marca Universidade. Além disto, fiz grandes amizades que levo para a vida.

 

O que é que a trouxe até ao Direito?

As minhas disciplinas favoritas sempre foram Português, História e Filosofia. Sempre gostei muito de escrever e tive a sorte de ser incentivada a fazê-lo. Lembro-me de, numa aula, em vez de estar a ouvir, estar a escrever; a professora de Português apanhou-me e levou o caderno para casa. Com uma empatia e uma visão absolutamente extraordinárias, em vez de me castigar, devolveu-mo numa capa especial e disse-me: «Se me trouxeres outro caderno escrito, dou-te outra capa». Esse gesto foi um incentivo fundamental. Na altura de escolher o meu percurso universitário, estava, por isso, mais inclinada para a Filosofia ou para a Literatura, mas tinha, também, de ponderar as saídas profissionais, e o Direito também me atraía.
Quando era adolescente, gostava muito de ler e sublinhar, no Diário da República, as intervenções dos Deputados na Assembleia da República e aquelas discussões parlamentares.  Já havia aí um interesse pelo Direito, pela política e pelo debate de ideias. Houve também, sem dúvida, uma influência familiar. O meu pai, hoje jubilado, é juiz. É uma pessoa muitíssimo culta, com um gosto profundo pela leitura e uma constante vontade de aprender mais. Essa influência levou-me também a pensar que seria interessante ser juíza, uma profissão em que podemos ler muitos livros – e, na verdade, qualquer carreira que envolvesse leitura e reflexão me atraía (risos).

 

“Os professores eram próximos, acessíveis, disponíveis para conversar, dar conselhos e esclarecer dúvidas”

 

Quando é que percebe que quer seguir a carreira académica?

Durante a licenciatura, pensava que queria ser juíza - nem sequer me passava pela cabeça ser professora (risos). Após terminar o curso, fiz o estágio de advocacia, mas percebi que, apesar de não ter desgostado, não seria aquilo que queria fazer a longo prazo. Foi então que surgiu a oportunidade de vir para a Católica, inicialmente como monitora, enquanto frequentava o mestrado.
Com o tempo, comecei a dar aulas, fiz o mestrado e fui-me envolvendo cada vez mais no ambiente académico. Percebi que queria continuar os estudos, fazer um doutoramento e dedicar-me à investigação. Gosto muito do que faço. É uma profissão muito bonita: acompanhar os estudantes, contribuir para a formação da sua mente jurídica e também para a sua formação enquanto pessoas, e assistir às conquistas que vão alcançando ao longo do tempo. Gosto de manter contacto com os meus estudantes mesmo depois de terminarem o curso e de acompanhar os seus percursos. Essa ligação é muito especial e traz-me uma enorme satisfação.

 

“Não basta termos uma boa Constituição, instituições sólidas ou bons representantes. É igualmente essencial contar com uma sociedade civil atenta, informada e participativa.”

 

Tem dedicado a sua investigação aos temas relacionados com a Constituição e com os direitos fundamentais. Inclusivamente, na sua tese de doutoramento, tratou o tema dos direitos sociais em tempos de crise, um tema que permanece atual...

Os direitos sociais são, infelizmente, um tema que continuará sempre a suscitar preocupação. A grande questão, não apenas dos direitos sociais, mas de todos os direitos fundamentais, é a sua aplicabilidade prática: não se esgotarem em meras proclamações retóricas.
Se pensarmos bem, a democracia e os direitos humanos não são conquistas definitivas; são processos em permanente construção, que exigem vigilância, participação e responsabilidade. Na minha perspetiva, educar para os direitos humanos - ou investigar sobre direitos humanos - é formar cidadãos conscientes de que a liberdade só se preserva quando é defendida de forma responsável.

 

É um alerta que faz também questão de transmitir aos seus alunos durante as aulas?

Nós já nascemos em democracia e, por isso, é-nos muitas vezes difícil imaginar o mundo em que vivemos sem ela. Nas aulas, procuro apresentar de forma sucinta a história constitucional portuguesa e mostrar imagens e vídeos das primeiras eleições democráticas – que tiveram uma taxa de participação de 91%! Ver as longas filas e a emoção das pessoas a votar para a Assembleia Constituinte é particularmente significativo.
Hoje assistimos, em vários países, a processos de erosão democrática que não passam necessariamente pela eliminação formal da democracia, como aconteceu noutros períodos históricos. As eleições continuam a existir, mas isso não impede que as democracias se tornem menos saudáveis, com uma qualidade democrática progressivamente reduzida, seja pela fragilização das instituições, pela limitação de direitos ou pela diminuição do pluralismo e dos controlos mútuos (checks and balances) Este fenómeno representa um risco sério para as próximas décadas.
Por isso, não basta termos uma boa Constituição, instituições sólidas ou bons representantes. É igualmente essencial contar com uma sociedade civil atenta, informada e participativa.

 

Neste contexto pré-eleitoral em que vivemos atualmente, que leitura faz do papel do Presidente da República no sistema político português?

Trata-se de um órgão de soberania com competências muito significativas, que não é meramente cerimonial ou figurativo. Pelo contrário, tem funções determinantes no funcionamento do sistema político e constitucional.
O Presidente da República pode, por exemplo, dissolver a Assembleia da República, demitir o Governo, exercer o veto político e requerer a fiscalização da constitucionalidade dos diplomas junto do Tribunal Constitucional.
Por isso, é essencial que os portugueses façam uma escolha ponderada e esclarecida e que quem venha a ocupar este cargo esteja à altura da sua importância e responsabilidade.

 

Os alunos mais jovens interessam-se pela política e pelos temas constitucionais e dos direitos fundamentais?

Na licenciatura, dou aulas a alunos do primeiro ano, maioritariamente com 18 ou 19 anos, que votaram ou irão votar pela primeira vez – o que me obriga, muitas vezes, a adaptar a minha linguagem e a forma como explico a matéria.
Não creio, contudo, que os estudantes sejam alheios à política ou desinteressados. O que a ciência política e a sociologia demonstram é que as gerações mais jovens participam de forma diferente. Podem revelar menor interesse no ato eleitoral, até porque muitos ainda não pagam impostos ou não gerem autonomamente a sua vida, mas isso não significa ausência de participação. São, por exemplo, muito mais ativos nas redes sociais e respondem a estímulos distintos dos das gerações mais velhas. A participação não é pior; é diferente. Ao longo do seu percurso, vão adquirindo, naturalmente, maturidade. Eu própria me recordo dessa evolução: o meu verdadeiro fascínio pelo direito constitucional surgiu quando voltei a assistir às mesmas aulas (da licenciatura) como monitora, cinco anos mais tarde. Por isso, na licenciatura, procuro deixar esta semente, que mais tarde dará forma à consciência cívica dos estudantes.

 

“O contacto com a diferença promove a tolerância e também a humildade intelectual.”

 

Coordena também a Pós-graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos. Qual é a importância da interdisciplinaridade?

Creio que existe ainda alguma tendência, sobretudo entre juristas, para encarar o Direito como um fenómeno isolado. Portanto, esta perspetiva do Direito articulado com a Economia Social, a Psicologia e a Educação é particularmente relevante quando falamos de direitos humanos. Os direitos humanos não são proclamações etéreas: vivem na prática. A ligação entre a teoria e a prática pareceu-nos, desde o início, essencial, até porque a efetiva implementação dos direitos humanos é, muitas vezes, um dos seus maiores desafios.
A resposta a esta Pós-graduação tem sido muito positiva. Temos um corpo docente muito diversificado, que integra tanto teóricos como profissionais com experiências relevantes em ONG e em contextos de conflito, que trazem muito “mundo” às aulas. E também os alunos não são apenas juristas; contamos ainda com profissionais e estudantes de áreas como a saúde, a história, a filosofia, … E com eles tenho igualmente aprendido muito, pois trazem exemplos práticos do seu dia a dia profissional. Não há nada mais importante do que ouvir quem trabalha no terreno para perceber se a legislação está a ser efetivamente aplicada ou se existem lacunas que importa repensar.
Estas circunstâncias concretas ajudam-nos a identificar aquilo a que muitas vezes chamamos blindspots ou “pontos cegos” da legislação em matéria de direitos humanos - situações que o legislador não consegue antecipar no momento da criação da lei.

 

Enquanto docente e investigadora, tem um envolvimento internacional muito ativo.

A primeira experiência que despertou em mim este “bichinho” da internacionalização foi a participação na Academic Network on the European Social Charter and Social Rights, uma rede de académicos que procura analisar de que forma a Carta Social Europeia está a ser efetivamente implementada pelos Estados.
Desde então, tenho participado em diversas redes internacionais de investigação e gosto também muito de organizar conferências e de participar em congressos, em colaboração com docentes de outras universidades.
Desde 2023, integro os painéis de avaliação do European Research Council - a principal entidade da União Europeia de financiamento da investigação científica de excelência, que apoia investigadores e equipas, exclusivamente com base no mérito científico. As chamadas ERC Advanced Grants são bolsas extremamente competitivas e é muito enriquecedor participar neste contexto. Espero, aliás, que no futuro haja uma participação mais expressiva de investigadores portugueses a concorrer a estas bolsas.
O meu desafio mais recente foi juntar-me ao Conselho de Administração da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia. O nosso objetivo é identificar prioridades no vasto conjunto de direitos consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, perceber quais são as áreas que suscitam maior preocupação e apontar orientações e possíveis soluções para uma melhor implementação desses direitos.

 

O que é que tem sido mais marcante nestas experiências internacionais?

Estas experiências ajudam-nos a ser mais tolerantes, pois o contacto com a diferença promove a tolerância e também a humildade intelectual. Permite confrontar ideias e aprender com colegas de outros contextos. Para mim, são profundamente enriquecedoras, tanto pelo crescimento académico como pelo contacto humano com pessoas com quem partilho e debato diferentes experiências e perspetivas.

 

Que livro recomenda para aprofundar os temas da Constituição, dos direitos fundamentais e da política?

Constituição e Identidade Nacional na Era dos Populismos, de Rui Medeiros.

 

07-01-2026

Mestrado em Marketing da Católica Porto Business School acreditado pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing

O Mestrado em Marketing da Católica Porto Business School recebeu a acreditação da APPM (Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing). Esta distinção reconhece a qualidade do programa e o seu alinhamento com as práticas e desafios atuais do marketing. 

Lecionado em inglês, o programa destina-se tanto a recém-licenciados como a profissionais que pretendam aprofundar os seus conhecimentos, desenvolver uma visão integrada do marketing e reforçar as suas competências para atuar num contexto global, competitivo e em constante transformação. 

Os diretores do Mestrado em Marketing, Božidar Vlačić e Carla Martins, salientam: “Esta acreditação por parte da APPM confirma a qualidade e atualidade do nosso programa, reforçando o compromisso da Católica Porto Business School com uma formação rigorosa, internacional e relevante para a área do marketing.” 

Com esta acreditação, o Mestrado em Marketing consolida o seu lugar como uma referência na formação avançada em marketing em Portugal, aproximando estudantes, empresas e profissionais da área. 

06-01-2026

Alumna ESB Ana Casaca nomeada para o board do European Innovation Council

Ana Casaca, alumna da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, foi recentemente nomeada membro do board do European Innovation Council (EIC), o principal instrumento da União Europeia de apoio à inovação disruptiva e a tecnologias deeptech, no âmbito do programa Horizonte Europa. Neste mandato, Ana Casaca é a única portuguesa a integrar este órgão estratégico, composto por 20 membros independentes.

Com mais de 20 anos de experiência nas áreas da transferência de tecnologia, inovação corporativa e desenvolvimento de ecossistemas de inovação, Ana Casaca é atualmente Diretora de Inovação da Galp. Licenciada em Microbiologia pela Universidade Católica Portuguesa, iniciou a sua carreira como investigadora em São Francisco, tendo beneficiado de bolsas da AICEP e da Fulbright. Construiu um percurso sólido entre ciência, indústria e inovação e mantém uma ligação ativa ao meio académico, como professora convidada e associada em instituições de ensino superior e no âmbito do seu desenvolvimento profissional contínuo.

A nomeação de Ana Casaca surge num momento particularmente relevante, em que a União Europeia se prepara para o próximo Quadro Financeiro Plurianual, num contexto de ambição reforçada para consolidar a soberania tecnológica europeia e aumentar a escala do apoio à inovação.

A Escola Superior de Biotecnologia congratula-se com esta distinção, que reflete o impacto e a relevância dos seus antigos estudantes em contextos internacionais de decisão e inovação.

06-01-2026

8 Mil Milhões de Nós: o projeto da Católica que transforma a inclusão em liderança

A Universidade Católica Portuguesa no Porto está a implementar o 8 Mil Milhões de Nós (8MMN), um projeto de inovação social que nasceu com uma missão urgente: combater o estigma e a invisibilidade das pessoas com deficiência e neurodivergência.

Promovido pela Área Transversal de Economia Social (ATES) da Católica, com o apoio dos investidores sociais Grupo JAP e Fundação Amélia de Mello e com cofinanciamento do Portugal Inovação Social, o projeto distingue-se pela sua abordagem inovadora. Em vez de olhar para as pessoas com deficiência como beneficiários passivos, o 8MMN capacita-os para assumirem o papel de líderes e formadores, tonando este grupo protagonista através da capacitação para a autorrepresentatividade. Através de ferramentas de storytelling e educação não-formal, o projeto prepara estas novas vozes para serem agentes da mudança, dinamizando workshops em escolas e instituições sobre os grandes temas da humanidade, concretizando o lema: "Nada sobre nós, sem nós".

Num mundo onde a apatia e a invisibilidade continuam a ser uma realidade para muitas pessoas com deficiência, o 8MMN procura promover a beleza, a empatia e o diálogo como ferramentas essenciais para garantir a participação e inclusão efetiva,” refere Joana Morais e Castro, fundadora do grupo que trabalha há largos anos em projetos sociais na Área Transversal da Economia Social da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

O arranque do projeto ficou marcado pela Formação de Formadores que decorreu a 20 de dezembro, no campus do Porto da Católica. A Universidade Católica acolheu a equipa de formadores do projeto, um grupo que espelha a diversidade da multideficiência, envolvendo pessoas Cegas, pessoas com Autismo, Paralisia Cerebral, Trissomia 21, Deficiência Motora, Esclerose Múltipla e Défice Intelectual para um dia intensivo de trabalho e capacitação.

Nesta sessão, os futuros formadores não só receberam ferramentas técnicas para a dinamização de sessões, como iniciaram a construção do seu percurso enquanto líderes. A partir de agora, este grupo será o rosto visível do projeto, levando a sua experiência e competência a centenas de pessoas ao longo do próximo ano, e provando que a verdadeira inclusão se faz através do encontro, do diálogo e do protagonismo na primeira pessoa.

06-01-2026

Nove projetos de cooperação académica da Católica conquistam financiamento da Transform4Europe

Nove projetos de cooperação académica para a diversificação da oferta pedagógica da Universidade Católica Portuguesa vão receber fundos do programa Seed Funding da aliança universitária Transform4Europe (T4EU), num investimento global superior a 55 mil euros. Visam todos a criação de ofertas educativas conjuntas sustentáveis.

Com um total de 19 projetos submetidos a este programa e 14 selecionados, a Católica foi a universidade da rede que apresentou o maior número de candidaturas e que teve mais candidaturas aprovadas, alcançando uma expressiva taxa de sucesso de 90%. Foi também a que mais verbas angariou.

Entre os projetos aprovados em que está envolvida, a Católica lidera dois nas áreas da Teologia e da Educação Inclusiva, cooperando com três universidades membros da aliança e também com universidades de fora da T4EU. Desta forma, reforça a atividade de T4EU Outreach que a Católica encabeça.

A universidade colabora ainda noutros sete projetos, em áreas como a Sustentabilidade, a Literacia Alimentar, a Linguística, a Integração Cultural, os Desafios Sociais, o Design e Bem-estar e o Empreendedorismo.

Estes projetos contam com a participação da Faculdade de Teologia, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, da Escola Superior de Biotecnologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, da Católica Porto Business School e do Instituto de Estudos Políticos.

É ainda de destacar que a maioria dos projetos representam sementes para o enriquecimento e diversificação da oferta pedagógica disponível para toda a comunidade da Católica.

“A dinâmica, a competitividade e os resultados apresentados são o reconhecimento da comunidade académica da Católica, do valor e das oportunidades de colaborar em rede, nomeadamente com e através da Transform4Europe”, refere o Diretor da Transform4Europe da Universidade Católica Portuguesa, Francisco Mendes-Palma.

Já para Inês Monteiro, investigadora no Católica Learning Inovation Lab “a aprovação da candidatura ao Seed Funding Programme com o projeto Collaborative Pathways to Inclusive Education representa um passo importante no meu projeto de doutoramento sobre Educação Inclusiva no Ensino Superior, ao permitir ampliar o alcance da investigação inicialmente planeada. Esta passará de um contexto nacional, centrado em Instituições de Ensino Superior do Norte de Portugal, para uma dimensão internacional, através da colaboração com universidades parceiras da aliança Transform4Europe na Alemanha, Espanha e Lituânia”.

Em particular, o “financiamento possibilitará a criação conjunta de uma microcredencial sobre diversidade e inclusão, bem como a constituição de Comunidades de Aprendizagem e Prática internacionais dedicadas a esta temática”, conclui.

A terceira call para o Seed Funding Programme - Transform4Europe já está aberta, decorrendo até 15 de março de 2026. Esta é mais uma oportunidade para obter financiamento- com verbas entre os 3 mil e os 30 mil euros -, construir parcerias académicas duradouras e promover mudanças sustentáveis além-fronteiras, beneficiando da estrutura e do apoio da T4EU.

“O programa Seed Funding é mais do que uma oportunidade para obter financiamento para um projeto conjunto: é um verdadeiro semeador de ideias, capaz de germinar em futuras calls para novas formações, cursos, investigação e inovações com impacto na vida dos alunos e na sociedade em geral, contribuindo para construir uma aliança verdadeiramente transformadora.”, refere João Cortez, coordenador desta atividade na Católica.

Lançada em 2020, a T4EU integra a iniciativa Universidades Europeias e é composta atualmente por onze universidades.

 

05-01-2026

Óscares 2025: Filme “Percebes” está na lista de pré-selecionados

A Academia anunciou na terça-feira, dia 17 de dezembro, a lista de 15 títulos a integrar a shortlist de pré-selecionados para a Melhor Curta-Metragem de Animação. O filme de animação "Percebes", de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, está entre os finalistas.

Produzido pela cooperativa BAP Animation, Percebes é um documentário, animado em aguarela e digital, sobre o ciclo de vida deste crustáceo no contexto da apanha no Algarve, com as duas realizadoras a abordarem ainda questões sobre a relação dos habitantes locais com o mar, sobre turismo e sobre o desordenamento da costa portuguesa.

Alexandra Ramires é professora da Escola das Artes e integra o corpo de professores da especialização em Animação, do Mestrado em Som e Imagem.

As nomeações finais vão ser reveladas a 17 de janeiro de 2025 e a 97ª cerimónia de entrega dos Óscares decorre em Los Angeles a 2 de março.
 


 

 

PERCEBES
Portugal, França, 2024, ANI, DOC, 11'30'"

Realização: Alexandra Ramires (Xá), Laura Gonçalves
Produção: David Doutel, Vasco Sá, BAP – ANIMATION STUDIOS
Edwina Liard, Nidia Santiago, IKKI FILMS
Argumento: Alexandra Ramires (Xá), Laura Gonçalves, Regina Guimarães
Música: Nicolas Tricot
Som: Bernardo Bento
Animação: Inês Teixeira, Joana Teixeira, Leonor Pacheco, Laura Equi, Carolina Bonzinho

Sinopse: Com o mar e um Algarve urbano como pano de fundo, seguimos um ciclo completo da vida de um molusco especial chamado PERCEBES. No percurso da sua formação até ao prato, cruzamos diferentes contextos que nos permitem compreender melhor esta região e aqueles que nela habitam.

20-12-2025

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