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Novidades

2.º Ciclo de Workshops de Literacia em Saúde Mental envolveu mais de 400 estudantes da Católica

Ao longo do 1.º semestre decorreu a 2.ª edição do Ciclo de Workshops de Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos do UCP2 Mental Health, uma iniciativa dirigida a todos os estudantes da Universidade Católica.  

Mais de 400 estudantes de todos os campi - Lisboa, Porto, Braga e Viseu – participaram nesta edição, que teve como principais objetivos aumentar o conhecimento sobre questões e problemas de saúde mental, promover estratégias práticas de autocuidado e de primeiros socorros psicológicos, assim como fomentar a identificação precoce de sinais de alerta, incentivando a procura de ajuda atempada. 

Os quatro workshops desenvolvidos foram concebidos com base nas necessidades identificadas pelos estudantes. Para além dos temas já abordados na edição anterior - Primeiros Socorros Psicológicos em Ataques de Pânico e Ansiedade de Desempenho - foram introduzidos dois novos temas: Burnout Académico e Imagem Corporal Positiva.  

As sessões decorreram em formato presencial e online e assumiram uma abordagem prática e imersiva, proporcionando momentos de diálogo, reflexão e partilha sobre a saúde mental no contexto do Ensino Superior. 

O elevado envolvimento, interesse e participação ativa dos estudantes demonstram, uma vez mais, a relevância de abordar a saúde mental como um pilar fundamental para uma experiência universitária marcada pelo bem-estar.  

Dulce Borralheira, estudante da Católica, partilha a sua experiência reforçando: “Durante os diversos Workshops, tive a possibilidade de aprender técnicas de respiração, relaxamento muscular, formas de categorizar a importância das tarefas para não me sobrecarregar”

O balanço deste 2.º Ciclo de Workshops é claramente positivo, confirmando o sucesso e a pertinência da iniciativa. Os resultados alcançados reforçam a sua continuidade e impulsionam a preparação do 3.º Ciclo, a lançar no próximo semestre, igualmente dirigido a todos os estudantes da Católica

18-12-2025

Investigadores de Biotecnologia da Católica vencem prémio na 7.ª edição do concurso “Comunicação de Ciência em Microbiologia”

Joana Cristina Barbosa, investigadora do grupo Nutrition and Health, e Ezequiel Coscueta, investigador do grupo Bioactives and Bioproducts, ambos do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, foram os vencedores da categoria “Público em geral” da 7.ª edição do concurso “Comunicação de Ciência em Microbiologia”.

O trabalho premiado, intitulado “O microbioma oculto (‘dark microbiome’)”, destacou-se pela capacidade de comunicar, de forma clara e visualmente apelativa, um tema atual e cientificamente desafiante na área da microbiologia.

Promovido pela Sociedade Portuguesa de Microbiologia (SPM), o concurso tem como objetivo incentivar a divulgação científica através da criação de uma imagem acompanhada de um texto explicativo, capaz de sintetizar conceitos e investigações relevantes na área. O trabalho distinguido será agora publicado na plataforma Cartoons de Microbiologia, juntamente com outros contributos selecionados que cumpram os critérios de qualidade definidos no regulamento. Esta iniciativa da SPM reforça a importância da comunicação científica como ferramenta para aproximar a microbiologia da sociedade, recorrendo a formatos criativos e informativos.

A ESB e o CBQF felicitam os investigadores pela distinção, que reflete a qualidade e o impacto da investigação desenvolvida na Universidade Católica Portuguesa e o compromisso com a divulgação do conhecimento científico junto da comunidade.

 

17-12-2025

Escola das Artes apresenta programa de atividades diversificado para 2026

Para contribuir para um 2026 mais vibrante, a Escola das Artes preparou um programa de atividades diversificado, com aulas abertas, concertos, conferências, exposições, sessões de cinema, performances, residências artísticas e uma nova edição da Porto Summer School on Art & Cinema, este ano em colaboração com a XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture.

No decorrer do ano, a EA receberá artistas, realizadores e autores de renome, nacionais e internacionais, para uma reflexão sobre a arte, com a apresentação de trabalhos que desafiam os sentidos e estimulam o pensamento crítico.

 

Ciclo de Concertos, Conferências, Exposições e Performances

Em fevereiro, daremos início ao habitual Ciclo de Concertos, Conferências, Exposições e Performances. Este ano sob o tema "Art + Tech x Cosmos = ", propõe-se uma reflexão sobre a intersecção entre arte e tecnologia, e como esta pode estimular um pensamento sobre um mundo em rápida transformação.

A relação entre arte e tecnologia tem sido objeto de interesse em vários momentos da história - desde a invenção de ferramentas antigas e máquinas industriais até o surgimento da cibernética, da Internet e dos mais recentes avanços em IA e computação quântica. Novos entendimentos, narrativas e dispositivos emergem quando a arte e a tecnologia convergem, gerando novo conhecimento que nenhuma das duas áreas poderia alcançar sozinha, de forma isolada.

É crucial reconhecer, no entanto, que a tecnologia nunca é uma força neutra; ela está sempre entrelaçada e moldada pelas formas como uma cultura compreende o seu mundo e as suas formas de vida - o seu cosmos. Essa abordagem tornou-se ainda mais relevante na era atual da Inteligência Artificial para desafiar a força homogeneizante do universalismo tecnológico ocidental. Em vez disso, propõe uma compreensão pluralversal baseada em diversas tradições culturais e metafísicas, ou seja, a tecnodiversidade - a multiplicidade do imaginário tecnológico, moldada por histórias culturais, mitos e visões de mundo distintas.

O programa reúne artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores com contribuições que abrangem várias constelações temáticas: desde o espiritual e o mítico, infraestruturas sociotecnológicas e lógicas (de)coloniais, até futuros especulativos. Através destas contribuições, o programa explora o potencial para remodelar a forma como pensamos sobre a criatividade humana e não humana, como experimentamos a convergência da arte e da tecnologia e como as suas possibilidades imaginativas podem inspirar novas práticas culturais e mundos.

Com curadoria de Joasia Krysa (curadora e professora na Liverpool School of Art and Design), Nuno Crespo e Daniel Ribas, o ciclo "Art + Tech x Cosmos = " trará à Escola das Artes, entre outros, Danielle Braithwaite-Shirley, Diana Policarpo, Gunseli Yalcinkaya, Hana E. Amori do Keiken Collective, João Melo, João Pimenta Gomes, Joasia Krysa, Legacy Russel, Nuno Loureiro, Pita Arreola e Val Ravaglia.

 

Inauguração de novas exposições

Até ao final do ano, a EA apresentará novas exposições de projetos inéditos, bem como novas iterações exibidas pela primeira vez. As datas de inauguração serão anunciadas em breve. O programa expositivo abre com a exposição de Tiago Madaleno e Joana Padrão, em janeiro, e continua com exposições dos Teatro Praga, em março, e de Rodrigo Cass, em maio.

No âmbito da Porto Summer School on Art & Cinema, que decorrerá em associação com a Lisbon Summer School for the Study of Culture, a Escola das Artes organizará, em Lisboa, a exposição Arquivo da Desobediência, um projeto curatorial iniciado por Marco Scotini em Berlim, em 2005, como uma exposição itinerante de vídeos, materiais gráficos e ephemera. Desde então, desenvolveu-se como um arquivo cinematográfico multifásico em curso e uma plataforma de discussão dedicada à relação entre práticas artísticas e ação política.

Ao longo dos últimos anos, o Arquivo da Desobediência tem vindo a ser apresentado em instituições internacionais como o Van Abbemuseum (Eindhoven), Nottingham Contemporary, Raven Row (Londres), o Massachusetts Institute of Technology (Boston), Bildmuseet (Umeå) e Castello di Rivoli (Turim), tendo uma das suas mais recentes apresentações ocorrido na Bienal de Veneza 2024.

O ciclo expositivo fecha com uma exposição de Juan Araújo, em outubro.

 

Porto Summer School on Art & Cinema  em associação com XVI Lisbon Summer School for the Study of Culture Disobedience

De 29 de junho a 3 de julho, decorre a oitava edição da Porto Summer School on Art & Cinema. Numa edição especial organizada em parceria com o Lisbon Consortium, a Summer School terá lugar na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa e será dedicada ao tema Disobedience enquanto prática artística e ideia, explorando as suas múltiplas formas, dinâmicas e limites.

Ao longo de uma semana, em paralelo com o programa de palestras, masterclasses e sessões de doutoramento da Summer School, o curador - juntamente com artistas convidados, incluindo Ângela Ferreira - conduzirá um programa intensivo de workshops, sessões de cinema, conversas e atividades.

Esta edição oferece um espaço de trabalho imersivo, aprofundando o projeto para lá do seu contexto expositivo e centrando-se no seu potencial pedagógico, investigativo e colaborativo.

 

Conferências

O novo ano verá o regresso das conferências anuais da Escola das Artes: o EPoCH em março, Ink & Motion em abril, Spring Seminar em maio, Film Education em junho, e Explorations on Sound and New Media Art em novembro.

Em destaque, estará o EPoCH 2026, com o tema Heritage future(s) / future heritage(s): on the threshold of change, é organizada em conexão com o Transform4Europe (T4EU) e faz parte do quadro mais amplo da Conferência sobre Património Sustentável da T4EU e da Semana Europeia do Património Comum da T4EU. A edição de 2026 da EPoCH tem como ponto de partida os conceitos relacionados e abertos de futuro(s) do património e património(s) do futuro. Estas noções desafiam-nos a refletir criticamente sobre as paisagens evolutivas da conservação e restauro e dos estudos do património, e a imaginar novas configurações de prática, ética e responsabilidade, no limiar da mudança.

16-12-2025

Universidade Católica assinala Dia Internacional do Voluntariado no Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto assinalou o Dia Internacional do Voluntariado com uma exposição de fotografias dos voluntários da CASO que deu visibilidade às diversas áreas onde os estudantes desenvolvem atividades de voluntariado. Esta iniciativa foi promovida pela UDIP - Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa e pela CASO – Católica Solidária.

Além da exposição de fotografias, o projeto UCP4SUCCESS aliou-se à UDIP e à CASO, expondo 4 grandes questões que convidavam a comunidade académica a refletir sobre o valor e o impacto transformador do voluntariado. Os estudantes foram desafiados a imaginar possíveis missões e projetos de voluntariado, nacionais e internacionais, e a pensar sobre as razões que justificam a importância desta prática. As respostas revelaram horizontes diversos e profundamente significativos. Alguns imaginaram missões internacionais, como ensinar inglês em Zanzibar, apoiar crianças em Cabo Verde ou participar em programas de empoderamento feminino em África. Outros idealizaram iniciativas nacionais de grande impacto social, como associações de reintegração de ex-toxicodependentes, abrigos para vítimas de violência doméstica ou projetos de apoio a idosos em situação de isolamento.

Este evento assumiu como enquadramento a perspetiva de que o voluntariado não se reduz a atos solidários pontuais, mas constitui uma verdadeira filosofia de relação. A participação ativa traduz-se na construção de laços sociais, na promoção da cidadania e na integração de valores partilhados.

Quando desafiados a convidar alguém a fazer voluntariado, os estudantes destacaram o poder transformador de pequenos gestos, a riqueza de contactar com realidades diferentes e a responsabilidade de usar oportunidades para apoiar quem não as teve.

Crescimento pessoal e transformação coletiva

Ao refletirem sobre o valor do voluntariado, os participantes sublinharam o seu carácter de crescimento pessoal, de aquisição de competências e de realização, lembrando que "ganha-se mais do que se dá" e que, mesmo sem mudar o mundo inteiro, é possível mudar o mundo de alguém.

Este mosaico de perspetivas mostra que o voluntariado é simultaneamente projeto individual e experiência coletiva. Ao partilhar sonhos, argumentos e propostas, os estudantes reforçam o sentido de pertença e consolidam a integração académica e social, tornando visível que o voluntariado é uma prática transformadora: cria comunidade, fortalece vínculos e dá corpo a uma universidade mais humana, inclusiva e solidária.
 

16-12-2025

Hackathon “Inovação em Ação” desafiou a comunidade académica a criar soluções tecnológicas em tempo recorde

Cinco horas intensivas para transformar ideias em soluções tecnológicas funcionais, em equipa – foi este o desafio lançado pelo Fast Paced Hackathon “Inovação em Ação – Criar Soluções com Eletrónica e Instrumentação”, promovido na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Participantes de diferentes áreas da Universidade Católica Portuguesa, com interesse em eletrónica, instrumentação e inovação tecnológica reuniram-se no Edifício de Biotecnologia para trabalhar na melhor resposta. Revelado apenas no início do evento, o problema colocou à prova a capacidade de adaptação, o pensamento crítico e a criatividade dos participantes, que trabalharam em equipa para conceber, planear e implementar um sistema eletrónico funcional.

Ao longo do hackathon, os estudantes recorreram a diferentes ferramentas e tecnologias para desenvolver soluções originais, posteriormente apresentadas a um painel de avaliação. A iniciativa promoveu a aplicação prática de conhecimentos técnicos, bem como o desenvolvimento de competências transversais, como o trabalho em equipa, a comunicação e a resolução criativa de problemas.

“O Hackathon mostrou que quando a criatividade, a colaboração e a tecnologia se unem, as ideias transformam-se em soluções que impactam.”, apontou Pedro Rodrigues, docente da Escola Superior de Biotecnologia “Em apenas cinco horas, vimos estudantes criarem protótipos com sensores, sistemas de medição e dispositivos inteligentes, prova de que a inovação é ação. É por isso que acredito tanto no poder da educação, ela é a faísca que acende a chama da transformação!”, acrescentou.

No final do evento, foram distinguidas as equipas vencedoras, reconhecendo o mérito, a criatividade e a qualidade das soluções apresentadas. Os vencedores foram Martin Matejčík, Viliam Podbrežný, João Barrote Vaz e Rodrigo Estima Ribeiro, do Mestrado em Engenharia Biomédica.

A iniciativa “Inovação em Ação” reforçou, assim, o compromisso da Universidade Católica Portuguesa e da Escola Superior de Biotecnologia com a aprendizagem experiencial, a inovação tecnológica e a preparação dos estudantes para os desafios do mercado e da sociedade.
 

15-12-2025

Candidaturas para a Harvard Summer School abertas até 6 de janeiro para alunos da Católica

As candidaturas para participação na Harvard Summer School ao abrigo da parceria entre a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e a Harvard Division of Continuing Education (DCE) já se encontram abertas e decorrem até ao dia 6 de janeiroOs estudantes elegíveis da Católica podem, assim, candidatar-se a integrar os programas académicos intensivos que terão lugar no verão de 2026.

A oportunidade surge no seguimento do acordo de colaboração que a UCP assinou a 13 de novembro com a Harvard University’s Division of Continuing Education, através do qual se tornou membro oficial do DCE Global Partner Program. Esta parceria permite aos alunos da Católica o acesso privilegiado às ofertas da Harvard Summer School, uma das mais prestigiadas iniciativas académicas internacionais.

Com este acordo, os alunos elegíveis da Católica terão acesso às prestigiadas ofertas académicas da Harvard Summer School, através de programas académicos de três ou quatro semanas, juntando-se a estudantes de universidades de renome de todo o mundo. Os participantes terão hipótese de frequentar cursos de grande exigência, ganhando acesso ao ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo de Harvard.

A Harvard Summer School recebe milhares de alunos todos os anos, provenientes de mais de 100 países. Como parte do Global Partner Program, os alunos da Católica receberão apoio na inscrição, aconselhamento e acesso a eventos exclusivos para parceiros, concebidos para promover o intercâmbio cultural e o networking global.

Segundo a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, esta parceria “está alinhada com a estratégia da Católica de proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que os capacitem para se tornarem líderes globais nas suas áreas”.

As sessões de apresentação do programa já foram realizadas pelos representantes da Harvard Division of Continuing Education, que visitaram os campi de Lisboa e Porto nos dias 20 e 21 de novembro, respetivamente.

 

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12-12-2025

Pedro Miguel Rodrigues: “A minha motivação é ensinar aos alunos que o mundo não termina no laboratório”

Pedro Miguel Rodrigues é docente e investigador, co-coordenador da licenciatura em Bioengenharia na área da Engenharia Biomédica e membro da direção da Escola Superior de Biotecnologia. Entre investigação e ensino, dedica-se sobretudo ao diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas. O que o move? “O impacto real que podemos ter na vida das pessoas”. Nesta entrevista, fala sobre os desafios da inteligência artificial, a importância de cultivar o empreendedorismo científico e o valor de um ensino de proximidade, marca distintiva da Escola Superior de Biotecnologia.

 

Nasceu em Seia, na Serra da Estrela. Quais são as suas memórias de infância?

Nasci num interior por vezes esquecido… Talvez por isso tivesse a possibilidade, ao contrário das grandes cidades, de em criança estar na rua até muito tarde, a jogar com os amigos, até os meus pais me virem “buscar por uma orelha”. Foram tempos muito bons. Fui muito feliz. Não trocava por nada.

 

Quais eram as disciplinas que o entusiasmavam na escola?

Sempre gostei de matemática, é a base da engenharia. A lógica por trás das coisas e os números sempre foram um fascínio. Hoje em dia, trabalho com programação aplicada ao desenvolvimento de tecnologias para a saúde e também na área alimentar. Teria gostado de ter sido professor de matemática, ainda que por diversas razões não tenha surgido. Foi quando cheguei à faculdade que achei que a engenharia aplicada à saúde faria sentido, porque também gosto muito de criar soluções para as pessoas.

 

Quando se forma em Engenharia Biomédica, era uma área ainda pouco conhecida …

Foi desafiante! Naquela altura, a Biomédica ainda era pouco visível; não tinha grande repercussão a nível nacional e mesmo internacional. Foram as primeiras “fornadas” que saíram desse curso. Claro que um curso novo é sempre mais difícil de se afirmar no mercado, mas, por outro lado, também abre outras portas.
Foi um curso que correspondeu às minhas expectativas e até as superou. A formação que recebi deu-me os alicerces necessários para, hoje, atuar em diversas áreas. E é isso que queremos ver num curso: que nos forme para, no fundo, sermos empreendedores e criarmos novas ferramentas, seja ou não dentro da área de especialidade. Depois da licenciatura, segui para o mestrado, onde me especializei no tratamento de dados inteligentes e na criação de soluções tecnológicas.

 

Quando é que surge a ideia de seguir a carreira académica?

Tive uma experiência de aproximadamente um ano em Valladolid, em Espanha. O trabalho diário com aqueles investigadores foi muito gratificante e permitiu-me crescer muito.
Essa experiência fez-me perceber que queria formar alunos para o mercado, colocar o meu conhecimento ao dispor deles e ajudá-los a crescer, tal como outros fizeram comigo. O meu orientador da tese de mestrado foi muito proativo e deu-me todas as oportunidades. Estive na China com ele; mostrou-me um pouco do mundo.  Essa possibilidade de disseminar conhecimento e partilhá-lo com outras pessoas foi importante para o meu crescimento. Por conseguinte, parti para o doutoramento! A minha motivação é ensinar os alunos a perceberem que o mundo não termina no laboratório, porque existe um mundo lá fora e temos de partilhar o que sabemos. Só assim há crescimento, pessoal e científico, numa comunidade cada vez mais em ebulição e mais competitiva.

 

“O que me fascina na Biomédica é o impacto real que podemos ter na vida das pessoas”

 

O que é que o fascina na área da Biomédica?

O que me fascina é o impacto real que podemos ter na vida das pessoas. Durante o meu doutoramento, vi pacientes em estágios iniciais de Alzheimer que, em dois ou três anos, já estavam em fases muito avançadas, incapazes de realizar tarefas simples do dia a dia. É marcante ver o declínio cognitivo e motor destes pacientes. Se posso fazer algo que minimize este declínio, acho que é a minha missão.
Trabalho muito em diagnóstico e soluções que permitem detetar patologias numa fase muito inicial, o que possibilita aplicar fármacos que reduzem o sofrimento e os sintomas. Atualmente, lidero uma equipa de investigação responsável por desenvolver soluções de apoio ao diagnóstico de Alzheimer, mas também para outras patologias neurodegenerativas. Quase todos nós conhecemos alguém com uma patologia neurológica. Os alunos que passam por mim - em mestrados, trabalhos finais ou doutoramentos - também lidam com estes casos, e isso marca-os. Trabalhar nesta área permite-nos deixar uma marca positiva e útil. E isso é exatamente o que os alunos também procuram: fazer algo relevante e deixar o seu contributo.

 

“Ao contrário da inteligência artificial, que recria, tentamos motivar os alunos a criar.”

 

O que é que distingue o ensino da Escola Superior de Biotecnologia?

Temos um ensino muito prático, muito focado no “fazer”, ao contrário de um ensino puramente teórico. Aqui na ESB tentamos motivar os alunos através de experiências que os façam pensar e, acima de tudo, criar novas coisas. Ao contrário da inteligência artificial, que recria, tentamos motivar os alunos a criar. Isso ajuda a prepará-los para o mundo do trabalho. Lá fora, precisamos de ser cada vez melhores e só vendo casos de estudo práticos e percebendo os problemas na prática é que os alunos entendem verdadeiramente os conceitos, que muitas vezes são abstratos. É importante formar alunos com capacidade criativa, pró-ativos e com espírito crítico.

 

Antes de começarmos a ouvir falar em inteligência artificial, já há muito tempo que se debruçava sobre essa matéria …

Desde a licenciatura! O meu trabalho final já foi sobre a aplicação de redes neuronais artificiais, numa altura em que ainda passávamos muito tempo à frente do computador à espera dos resultados. Era até eletrizante: quando aparecia um número no ecrã, pensávamos “aprendeu!”. O sistema tinha aprendido. Naquela altura, e estamos a falar de quase há 20 anos, o poder computacional era muito menor. Era preciso ter alguma resiliência, esperar bastante até surgirem resultados. Atualmente, isto demora alguns segundos, a evolução foi enorme.

 

Como lida com os desafios da inteligência artificial generativa?

Eu trabalho diariamente com IA a nível de laboratório. É uma inteligência artificial preditiva, que precisa de ser programada e treinada, e, por isso, diferente da inteligência artificial generativa que gera novos dados. Sou cético quanto a esta última vingar, pelo menos nos moldes como foi criada. O problema é que a IA atual se alimenta de tudo e pode dar respostas subjetivas ou inconsistentes. Acredito numa IA generativa 2.0, mais direcionada e especializada, cujos dados sejam catalogados por especialistas. Só assim podemos ter certezas sobre o que a IA nos diz.
A IA deve ser usada como ferramenta, tal como a calculadora simplificou a nossa vida para fazer contas. Deve ser usada com espírito crítico: ajuda, mas quem decide, cria, executa - ou manda executar - a solução somos nós. Portanto, encorajo os alunos a usar a IA para acelerar processos, mas mantendo sempre a responsabilidade sobre o que fazem.

 

“Uma ideia não deve ficar apenas no laboratório, precisa de chegar à sociedade para que possamos evoluir.”

 

Como é que desafia os seus alunos?

Tento incutir-lhes este espírito empreendedor: criar o próprio negócio, levar ideias ao mercado. Uma ideia não deve ficar apenas no laboratório, precisa de chegar à sociedade, direta ou indiretamente, para que possamos evoluir. Resultados brilhantes que não chegam ao mundo exterior são conhecimento perdido. Por isso, incentivo os alunos a fazerem as ideias florescer e a torná-las acessíveis.

 

E o que é que aprende com os seus alunos?

Aprendo muito com os alunos, muitas vezes em situações adversas. Os alunos trazem novas perspetivas e, às vezes, soluções mais simples que não tínhamos considerado. Eles ajudam-nos a “voltar à Terra” e a ver o que realmente importa.

 

11-12-2025

Católica procura estudantes para representar a Universidade a nível europeu

Estão abertas as candidaturas para um representante no Conselho de Estudantes do Transform4Europe (T4EU). O candidato selecionado representará os estudantes da Universidade Católica Portuguesa neste órgão do T4EU, que é responsável pela promoção dos interesses, necessidades e opiniões dos estudantes da Aliança.

O Conselho de Estudantes é composto por estudantes de todas as universidades membros da T4EU e tem como objetivo discutir questões relevantes e desenvolver medidas para melhorar as experiências académicas e sociais de todos os estudantes europeus.

Até 14 de dezembro, são aceites candidaturas de estudantes que frequentem qualquer curso de licenciatura da Universidade Católica Portuguesa, em qualquer campi.

O candidato aceite exercerá a função durante um período mínimo de dois anos (com inscrição académica ativa).

Cada instituição T4EU tem na sua constituição dois membros ativos e um membro suplente. O novo membro será inicialmente considerado um membro suplente e, quando um membro sair, será considerado um membro ativo do Conselho de Estudantes.

O novo membro tem como objetivo apoiar todas as necessidades do Conselho de Estudantes, com participação ativa nas reuniões e pacotes de trabalho relacionados com o projeto T4EU. Durante o período enquanto membro suplente pode ir conhecendo o trabalho do Conselho de Estudantes. Internamente, na Universidade Católica, todos os membros são considerados iguais e trabalham permanentemente em equipa.

Para se candidatar, o estudante deve enviar um e-mail para t4eu@ucp.pt com o assunto “T4EU_SC_ (nome e apelido)”. O e-mail deve incluir o curriculum vitae (CV): nome completo; licenciatura; ano de licenciatura; campus da Universidade Católica Portuguesa; e atividades desenvolvidas durante a licenciatura. Para além do CV, os candidatos devem enviar uma breve declaração pessoal sobre o valor que podem trazer à T4EU.

Saiba mais sobre esta aliança europeia, no site da Transform4Europe.

10-12-2025

Mensagem de Natal da Reitora da Universidade Católica Portuguesa

Caros colegas, docentes e investigadores, estudantes e colaboradores da Universidade Católica Portuguesa,

No tempo luminoso do Natal, dirijo-me a toda a comunidade académica com profunda gratidão e apreço. Ao longo deste ano, o labor competente, rigoroso e dedicado de cada um tornou possível que a UCP continuasse a afirmar-se como um espaço de excelência, humanismo e responsabilidade social.

O reconhecimento internacional alcançado pelos nossos investigadores e docentes — com mais  vinte por cento reconhecidos no top 2% dos cientistas mais influentes do mundo — é expressão objetiva dessa proficiência. 

Agradeço, pois, a cada membro da nossa comunidade o seu contributo para o conhecimento, para a formação integral dos nossos estudantes e para o serviço ao bem comum.

Em 2025 aprofundámos também o compromisso da UCP com o impacto social e a sustentabilidade, materializado em iniciativas como a Semana da Sustentabilidade, que reforçou a consciência coletiva do papel transformador que a Universidade é chamada a desempenhar no país e no mundo.

Olhando para o futuro próximo, 2026 marcará um momento decisivo no caminho da Universidade, com o início da construção do novo Campus Veritati.

Este projeto abre novas possibilidades de crescimento e renovação, mas exige igualmente coragem para fazer diferente. A transformação curricular que estamos a lançar — UCP Nova Geração — convida-nos a pensar e agir de forma ousada, criativa e, por vezes, desafiante. Contamos com todos: com o compromisso dos docentes, com a competência dos colaboradores e, de modo muito especial, com a capacidade dos nossos estudantes de pensar para além das fronteiras disciplinares para se abrirem ao mundo com curiosidade e sentido crítico.

Vivemos, contudo, tempos globais marcados pela guerra, pela polarização e pela incerteza. Torna-se urgente  promover a paz não apenas como ideal, mas como prática quotidiana: uma paz ativa, enfática, feita de gestos concretos de diálogo, compreensão e reconciliação. O consenso, longe de ser fraqueza, é — como tão bem nos lembra a tradição cristã — um ato de coragem.

A carta apostólica do Papa Leão XIV,  Desenhar novos mapas de esperança, recorda-nos a responsabilidade de olhar a educação inspirada pelo humanismo católico como  obra de comunhão entre professores e estudantes. Este é um processo de co-criação, porque ninguém educa, nem aprende,  sozinho. O nosso modelo é o de uma educação intelectualmente rigorosa, moralmente responsável e profundamente humana. E olhando de forma crítica para o presente, a educação não existe fora do tempo real da vida comum. E neste nosso tempo, o Papa Leão convoca-nos a educar para uma “paz desarmada e desarmante”, livre de retóricas polarizantes e geradora de encontro.

Que este Natal seja, portanto, um Natal de paz — paz interior para cada membro da nossa comunidade, paz social para aqueles que enfrentam dificuldades económicas e humanas, e paz também para a nossa Universidade, para que continue a ser lugar de diálogo, de esperança e de construção de futuro.

Com estima profunda e votos de um Santo Natal e de um novo ano marcado pela luz, pela coragem e pela confiança,

A Reitora,
Isabel Capeloa Gil

10-12-2025

MBA Executivo da Católica Porto Business School iniciou ano letivo com iniciativas de forte componente prática e internacional

O início do ano letivo do MBA Executivo da Católica Porto Business School tem sido marcado por um conjunto de iniciativas que reforçam a aprendizagem experiencial, a proximidade ao tecido empresarial e a dimensão internacional do programa. Ao longo das últimas semanas, três edições do MBA estiveram envolvidas em atividades diferenciadoras, que traduzem a missão da Escola em formar líderes capazes de agir, inovar e transformar.

IMPACT BOOTCAMP
Em parceria com o IES – Social Business School, os alunos da 19.ª edição do MBA Executivo desenvolveram novas iniciativas de Empreendedorismo de Impacto. O Bootcamp desafiou as equipas a conceber e estruturar projetos, definir modelos de negócio, delinear planos de implementação e preparar comunicações eficazes. O grupo participou de forma plena numa experiência imersiva de desconstrução e reconstrução, adquirindo ferramentas e perspectivas que poderão aplicar nas suas organizações, no desenvolvimento contínuo do projeto criado durante o programa ou em futuras iniciativas empreendedoras.

Semana Internacional na ESADE Business School
Esta semana marcou um dos momentos mais significativos da 19.ª edição, reunindo os alunos numa simulação de gestão intensiva que colocou à prova competências estratégicas, analíticas e de tomada de decisão em cenários empresariais complexos. A experiência reforçou a visão global dos participantes e consolidou aprendizagens essenciais para liderar em ambientes competitivos. Assinalou, também, o encerramento simbólico de mais uma edição, refletindo um espírito de superação, colaboração e crescimento.

Projeto Empresa no Centro Porsche Porto 
Os alunos da 20.ª edição apresentaram no Centro Porsche Porto as soluções desenvolvidas para o desafio proposto pela XRS Motor. Num contexto empresarial real, aplicaram conhecimentos, testaram abordagens inovadoras e desenvolveram competências de tomada de decisão orientadas para resultados.

Semana Internacional na Luiss Business School – Roma 
A Semana Internacional da Luiss Business School, em Roma, associada à Birra Peroni, proporcionou aos alunos uma experiência verdadeiramente multicultural, partilhada com participantes de diversas escolas internacionais. Ao longo da semana, as equipas foram desafiadas a desenvolver um projeto de marketing real, aplicando conhecimentos estratégicos, criativos e analíticos num ambiente competitivo e global. A iniciativa reforçou a integração internacional, o trabalho em equipa e o pensamento inovador, sublinhando a importância da colaboração intercultural e da capacidade de resposta aos desafios das organizações contemporâneas.

Para a aluna Inês Teló Monteiro, “a experiência provou que a diversidade é a maior alavanca para a inovação. Reuniu 24 alunos dos cinco continentes para criar soluções para a Peroni e resultou em perspetivas que jamais conseguiríamos isoladamente. O valor aqui não está apenas no produto final, mas na gestão desse processo multicultural. Esta semana é um must-do para qualquer aluno de MBA, especialmente para quem ambiciona liderar no mercado global. Oferece crescimento pessoal, soluções criativas e um poderoso networking internacional.”

Integração da 21.ª edição do MBA Executivo
As atividades de acolhimento da nova edição incluíram uma dinâmica “Taskmaster”, realizada com a MapaZero – Teambuilding e Eventos, focada no desenvolvimento de competências como pensamento crítico, colaboração e criatividade. Seguiu-se a experiência “batismo de vela”, em parceria com a BBDouro Group, durante a qual os alunos trabalharam liderança, gestão de equipas e negociação num ambiente desafiante e colaborativo.

No MBA Executivo da Católica Porto Business School, a aprendizagem constrói-se por meio de experiências reais, exigentes e transformadoras. Saiba mais aqui.

09-12-2025

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