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Duas escolas de negócios da Universidade Católica entre as melhores da Europa

A Universidade Católica Portuguesa volta a destacar-se no panorama internacional do ensino de Gestão, com as suas duas escolas de negócios a consolidarem posições de relevo no prestigiado "European Business Schools Ranking 2025" do Financial Times.

A Católica Lisbon School of Business & Economics posiciona-se como a 26.ª melhor Business School europeia, enquanto a Católica Porto Business School regista uma subida expressiva de 13 posições, tornando-se na faculdade portuguesa que mais evoluiu no ranking e a 6.ª com maior progressão no Top 100 europeu.

Este duplo reconhecimento reforça o papel de Portugal no ensino de Gestão a nível internacional. Com seis escolas de negócios nacionais presentes no Top 100, Portugal é superado apenas por quatro países de maior dimensão: Alemanha, Espanha, França e Reino Unido. A Universidade Católica Portuguesa distingue-se como a única instituição portuguesa a ter duas escolas de negócios neste prestigiado ranking.

 

CATÓLICA-LISBON mantém posição cimeira

A Católica Lisbon School of Business & Economics é a 26.ª melhor Business School Europeia, de acordo com o Ranking do Financial Times European Business Schools 2025. De acordo com o referido Ranking, a CATÓLICA-LISBON ocupa a posição 23 na média dos últimos 3 anos e foi a primeira Business School portuguesa a integrar este ranking, em 2007, estando consistentemente em posições cimeiras desde 2012.

Este ranking de 2025 representa uma agregação dos rankings de Mestrado em Gestão, Formação de Executivos e Programas de MBA. Este resultado reflete a posição cimeira a nível mundial da CATÓLICA-LISBON em todas estas áreas.

Para Filipe Santos, Diretor da Católica Lisbon School of Business & Economics, “este reconhecimento é um testemunho do talento e dedicação dos nossos alunos, graduados, corpo docente e staff. A CATÓLICA-LISBON é hoje um hub de atração de talento de docentes e alunos de nível mundial, um gerador de conhecimento de ponta em economia e gestão, e uma rampa de lançamento para carreiras de sucesso com impacto na sociedade. Parabéns à nossa Universidade, que celebra não apenas o facto de ter duas escolas de negócios entre as melhores da Europa, mas também o reconhecimento como a segunda Universidade Mais Empreendedora de Portugal, atribuído pela Start-up Portugal no Web Summit. Portugal está também de parabéns neste ranking, já que ter 6 escolas de negócios reconhecidas deve ser motivo de satisfação para todos os portugueses e sinal da qualidade da formação em Gestão em Portugal. É um orgulho para a CATÓLICA-LISBON ter sido pioneira e líder deste processo de internacionalização das Business Schools.”

 

Católica Porto Business School em forte progressão

Na edição de 2025 do “European Business Schools Ranking”, a Católica Porto Business School sobe 13 posições face a 2024, para a 81ª posição, tornando-se a faculdade portuguesa que mais evoluiu, e a 6.ª com maior progressão no Top 100 europeu. Este desempenho reforça os excelentes resultados alcançados ao longo do ano, com a entrada dos Mestrados em Finanças e em Gestão nos rankings do Financial Times “Masters in Finance 2025” e “Masters in Management 2025”.

Para João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, “a subida na tabela de European Business Schools 2025 consolida a nossa presença neste prestigiado ranking e representa mais um passo firme na afirmação internacional da Católica Porto Business School, refletindo a qualidade da formação, a progressão de carreira dos diplomados e o impacto crescente da instituição no panorama académico e empresarial.”

O “European Business Schools Ranking”, publicado anualmente pelo Financial Times, grupo editorial britânico, avalia as melhores escolas de negócios europeias, com base em critérios como a qualidade dos programas, a progressão salarial e de carreira dos diplomados, a diversidade de género, a investigação e o impacto académico. Este ranking é reconhecido internacionalmente como referência para estudantes e profissionais que procuram formação de excelência em Gestão.

Ambas as escolas de negócios da Universidade Católica Portuguesa detêm o prestigiado estatuto "Triple Crown", alcançado por apenas 1% das escolas de negócios em todo o mundo, graças às acreditações internacionais EQUIS, AMBA e AACSB.
 

02-12-2025

Projeto BioUpCycle ganha “Visibility Pack” do programa Empowering Women in Agrifood Portugal

Ana Martins Vilas Boas, aluna do doutoramento em Biotecnologia na Escola Superior de Biotecnologia (ESB) e investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), foi distinguida com um “Visibility Pack” no âmbito do programa EWA Portugal 2025 – Empowering Women in Agrifood, promovido pelo EIT (European Institute for Innovation & Technology) Food.

O projeto com que participou, BioUpCycle, desenvolvido em colaboração com Daniela Magalhães, Marta Coelho, Marta Cunha e Sofia Sousa, tem como missão transformar resíduos agrícolas em novos bioprodutos com valor acrescentado, contribuindo para a promoção de um sistema agroalimentar mais circular e sustentável.

A participação no EWA Portugal constituiu, nas palavras de Ana Martins Vilas Boas, “uma verdadeira jornada de transformação”, beneficiando de mentoria especializada e pelo contacto com/pela integração numa rede de mulheres empreendedoras na área agroalimentar.

O prémio agora atribuído reforça a visibilidade e o reconhecimento do projeto a nível nacional. Ana Martins Vilas Boas representará Portugal no evento “Next Bite: Accelerating Innovation Through Women Leadership”, que terá lugar em Varsóvia na próxima semana.

28-11-2025

Falecimento de Fernando Rosas de Magalhães, docente da FT

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa comunica, com grande pesar, a morte do Professor Fernando Rosas de Magalhães.

Ordenado sacerdote em 1990, sempre manteve uma preocupação com a qualidade intelectual do seu ministério, o que o levou a frequentar cursos de filosofia e teologia. Concluiu, em 2020, o seu doutoramento em teologia, tendo escrito um trabalho de referência sobre a fenomenologia da vida de Michel Henry. Exerceu a docência na Faculdade de Teologia, na medida em que as suas ocupações e as suas forças lhe permitiram, pois foi também pároco da Senhora da Hora, em Matosinhos e de S. Pedro da Cova e de Pedrouços, em Gondomar. Amigos e Colegas recordam-no como um sacerdote e um professor que se entregou às suas tarefas com entusiasmo e com espírito de missão. Após um período de doença prolongada mergulhou no mistério da morte.

Aqui lhe deixamos a nossa gratidão e admiração.

28-11-2025

Católica Porto Business School é a que mais sobe no ranking Financial Times das melhores escolas de negócios da Europa

A Católica Porto Business School volta a destacar-se no panorama internacional ao consolidar a sua presença entre as 100 melhores escolas de negócios europeias, segundo o Financial Times (FT). Na edição de 2025 do “FT European Business Schools Ranking”, a Escola sobe 13 posições face a 2024, para o 81º lugar, tornando-se a a 6.ª com maior progressão no Top 100 europeu e a escola de negócios portuguesa que mais subiu.

Para João Pinto, Dean da Católica Porto Business School, “a subida na tabela de European Business Schools 2025 consolida a nossa presença neste prestigiado ranking e representa mais um passo firme na afirmação internacional da Escola, refletindo a qualidade da formação, a progressão de carreira dos diplomados e o impacto crescente da instituição no panorama académico e empresarial”. Este ponto foi um dos referidos na entrevista para o programa "Negócios" no Canal NOW. Veja, a partir dos 10 minutos, aqui.

 

 

Paulo Alves, Vice-Dean com o pelouro da Qualidade e Acreditações, destaca que “Este desempenho reforça os excelentes resultados alcançados ao longo do ano. Também nos rankings de mestrados do Financial Times, a Católica Porto Business School é a 5ª escola na tabela global com o maior aumento salarial para graduados do Mestrado em Gestão e, no Mestrado em Finanças, é a 3ª melhor business school em termos de progressão de carreira."

O “European Business Schools Ranking”, publicado anualmente pelo Financial Times, grupo editorial britânico, avalia as melhores escolas de negócios europeias, com base em critérios como a qualidade dos programas, a progressão salarial e de carreira dos diplomados, a diversidade de género, a investigação e o impacto académico. Este ranking é reconhecido internacionalmente como referência para estudantes e profissionais que procuram formação de excelência em gestão.

Este resultado reforça também o posicionamento de Portugal no ensino europeu de Gestão: seis escolas de negócios portuguesas integram o Top 100 do Financial Times, um feito notável em termos internacionais, ultrapassado apenas por quatro países de maior dimensão – Alemanha, Espanha, França e Reino Unido.

Com esta distinção, a Universidade Católica Portuguesa vê as suas duas business schools — Católica Porto Business School e Católica Lisbon School of Business and Economics — no ranking das melhores escolas de negócios da Europa. 

Para além das distinções atribuídas pelo Financial Times, a Católica Porto Business School detém o prestigiado estatuto “Triple Crown”, alcançado por apenas 1% das escolas de negócios em todo o mundo, graças às acreditações internacionais EQUIS (EFMD Quality Improvement System, da European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) e AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business). Este reconhecimento atesta a qualidade do seu ensino, da sua investigação e do seu impacto na sociedade.

 

28-11-2025

Universidade Católica no Porto acolhe a 39.ª EFFoST e reforça liderança na inovação alimentar

De 17 a 19 de novembro de 2025, a Alfândega do Porto recebeu a 39.ª EFFoST International Conference, organizada pela European Federation of Food Science and Technology. Esta edição, a maior de sempre, reuniu mais de 930 participantes de 65 países, consolidando o evento como um dos mais importantes encontros globais dedicados à ciência e tecnologia alimentar.

A organização local esteve a cargo da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, instituição reconhecida internacionalmente e membro de redes como a International Federation of Catholic Universities, a European University Association e o Europaeum, e do seu centro de investigação, o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), reforçando a liderança da instituição na promoção da inovação e sustentabilidade no setor alimentar.

A equipa local (LOC) foi coordenada por Cristina L.M. Silva (chair) e Teresa Brandão (co-chair), contando ainda com uma equipa dedicada composta por Ana Maria Gomes, Paula Teixeira e Manuela Pintado, da Universidade Católica Portuguesa, Deolinda Silva, da PortugalFoods, e António Vicente, da Universidade do Minho. Para Cristina L.M. Silva, presidente do LOC, este momento simboliza a vocação da ESB para a ciência que transforma e, na sua mensagem de abertura, reforçou a missão do evento de promover inovação e colaboração internacional, dando as boas-vindas com: “Do Porto - onde os navios outrora levaram exploradores, hoje lançamos conhecimento e inovação. Bem-vindos à ciência que alimenta o futuro.”

Sob o lema “Fostering the Transition to Sustainable Food Systems — Embracing Novelty and Overcoming Challenges”, o congresso estruturou-se em três pilares estratégicos: fontes alimentares alternativas e inovadoras; processamento e embalagens sustentáveis e inovadoras; e transição digital e Big Data para sistemas alimentares resilientes. A programação integrou 11 palestras plenárias, 35 sessões paralelas, 10 sessões especiais, uma sessão interativa e uma vasta exposição de posters, destacando-se pela diversidade temática e elevada qualidade científica. Cerca de 40% dos participantes eram jovens investigadores, incluindo investigadores do CBQF que apresentaram resultados em áreas-chave como bioeconomia, processamento sustentável de alimentos, valorização de resíduos, tecnologias emergentes e novas fontes alimentares, reafirmando o papel da ESB e do CBQF como centros de excelência na investigação aplicada orientada para a sustentabilidade e resiliência dos sistemas alimentares.

Além da componente científica, o evento promoveu vários momentos de convívio e networking, incluindo a Welcome Reception com o tradicional Pub Quiz e o Jantar Oficial no The Baron’s Hall & Gallery, que contou com a atuação da Tuna da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

No dia 20 de novembro, após o encerramento da conferência, uma comitiva de participantes visitou as instalações do CBQF, onde teve oportunidade de conhecer laboratórios, equipas de investigação e vários projetos em curso. Esta visita permitiu aprofundar oportunidades de colaboração futura e evidenciou o ambiente de cocriação e inovação que caracteriza o Centro.

A participação destacada da ESB e do CBQF na EFFoST 2025 sublinha o compromisso contínuo da instituição com a excelência científica, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções que respondem aos desafios atuais e futuros dos sistemas alimentares.

 


 

27-11-2025

Clara Castro Lopes: “O enfermeiro orienta, informa e motiva a adoção de estilos de vida saudáveis.”

Clara Castro Lopes é estudante da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, e encontrou o seu caminho depois de explorar outras áreas. Destaca-se pelo seu envolvimento em várias experiências de voluntariado, nomeadamente na Casa Kastelo e, também, numa missão de quatro semanas em Cabo Verde através do programa GAS’África. Ex-atleta de canoagem de alto rendimento e futura tripulante de ambulância da Cruz Vermelha, acredita que o verdadeiro sentido da Enfermagem está em fazer a diferença na vida das pessoas. Uma mensagem para os novos estudantes de Enfermagem? “Desfrutem de cada momento de aprendizagem.”

 

Porquê a Enfermagem?

Após o ensino secundário, tive dificuldade em encontrar o curso ideal para mim. Antes de ingressar em Enfermagem, ainda estive numa licenciatura em Gestão e noutra em Matemática Aplicada, mas em nenhum dos cursos me sentia satisfeita. Foi o facto de ter acompanhado e prestado auxílio ao meu avô no seu fim de vida que me fez perceber que talvez o meu caminho fosse outro.

 

O que é que a fascina nesta área?

Todos os cuidados e interações que tenho de ter com as pessoas e poder sentir que estou a fazer a diferença na vida delas fascina-me e motiva-me a ser melhor, atualmente enquanto estudo, e futuramente quando estiver a trabalhar.

 

O que é que distingue o ensino da Enfermagem na Católica?

A Católica tem uma metodologia de ensino diferente das outras faculdades. Logo no primeiro ano temos a experiência do Ensino Clínico que nos permite contactar já com situações reais, incentivando-nos a querer saber e estudar mais.

 

Recentemente, esteve numa missão de voluntariado em Cabo Verde.

Foi através do programa de voluntariado GAS África da Católica. Tive cerca de 8 meses de formação e preparação para a viagem a Cabo Verde, ilha de Santiago, com o intuito de dinamizar as localidades por onde passávamos, através de atividades que promovessem o seu desenvolvimento, por exemplo relacionadas com a higiene, autoestima, relações interpessoais e também tecnológicas. A minha missão teve a duração de 4 semanas e deu-me a oportunidade de conhecer as rotinas e diferente culturas da ilha.

 

“O voluntariado é importante porque é transformador e nos fortalece como pessoas.”

 

Que aprendizagem relevante para a Enfermagem acredita ter adquirido durante o voluntariado?

A empatia. Uma aprendizagem valiosa para a Enfermagem. Esta experiência de voluntariado permitiu-me reconhecer a humanidade que deve existir num profissional de saúde.

 

Qual é a importância do voluntariado?

Fui, também, voluntária na CASO (CAtólica SOlidária), num lar de idosos, durante o primeiro ano. A oportunidade que a Católica oferece em termos de ensino clínico logo no primeiro ano proporcionou-me conhecer a Casa Kastelo, que é uma instituição de cuidados paliativos pediátricos, onde fiz voluntariado e acompanhei uma criança nos cuidados intensivos até ao último dia da sua vida. O voluntariado é importante porque é transformador e nos fortalece como pessoas.

 

“A Enfermagem deve ter um grande foco na prevenção.”

 

De que forma é que a Enfermagem pode contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças na sociedade?

A Enfermagem pode contribuir para todas essas dimensões. Aliás, a Enfermagem deve ter um grande foco na prevenção. O enfermeiro orienta, informa e motiva a adoção de estilos de vida saudáveis, a reduzir riscos e a melhorar a qualidade de vida das comunidades, tendo uma visão mais holística da pessoa.

 

E fora da Universidade, tem algum projeto pessoal que complemente a sua formação?

O desporto fez sempre parte da minha vida e, até aos 19 anos, pratiquei canoagem de alto rendimento. Atualmente, tenho praticado Crossfit com regularidade e tenho apreciado muito essa experiência.
Estou também a concluir o curso da Cruz Vermelha de tripulante de ambulância, para explorar e conhecer melhor a área do pré-hospitalar. Ao terminar esta formação, poderei ser voluntária numa área pela qual tenho bastante interesse e que, de certa forma, complementa a minha área de estudo.

 

O que leva da Católica para o próximo capítulo da sua vida?

Sem dúvida que a minha formação na Católica me está a permitir conhecer pessoas novas que, acredito, quando este capítulo da minha vida terminar, continuarão a fazer parte de mim. A nível profissional, vai fortalecer-me para poder ser uma futura profissional de saúde preparada e completa.

 

“Desfrutem de cada momento de aprendizagem.”

 

Que mensagem deixaria aos estudantes que ainda procuram a sua verdadeira paixão? E aos que estão a iniciar o seu percurso em Enfermagem?

Procurem a vossa área de formação de acordo com os vossos interesses e não receiem não a encontrar à primeira tentativa. Os desvios que tive no meu percurso académico trouxeram-me maior maturidade para enfrentar os momentos mais desafiantes da minha vida, tanto a nível académico como pessoal. Se tiverem dúvidas, não hesitem em procurar ajuda junto de um psicólogo vocacional, pois esse apoio foi essencial para eu escolher o caminho certo. No final de contas, o que importa é fazermos aquilo que nos dá maior satisfação e termos vontade de aprender cada vez mais.

Para quem está a iniciar o seu percurso em Enfermagem, desfrutem de cada momento de aprendizagem. O percurso pode parecer longo, mas esta caminhada passa num instante e, acreditem, dá um prazer imenso fazer a diferença na vida das pessoas.

 

27-11-2025

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia participam em “Speed Interviews” e ajudam alunos do ensino profissional a preparar o futuro

Colocar em prática o que se aprende em sala de aula e, ao mesmo tempo, ajudar outros jovens a dar os primeiros passos no mundo profissional. Foi este o duplo desafio que Maria Carreira e Adriana Madureira Leitão, estudantes do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, abraçaram ao participar nas “Speed Interviews”, na Escola Secundária Augusto Gomes, no âmbito do evento “Desenhar Horizontes e Traçar Rumos no Ensino Profissional”.

A iniciativa desafiou os alunos do ensino profissional a viver uma experiência próxima de uma entrevista de emprego real. Após um breve momento de conversa individual, cada participante recebeu feedback personalizado, o que os ajudou a reconhecer as suas competências e a identificar oportunidades de melhoria.

Para Maria Carreira, a atividade foi “uma experiência enriquecedora, que permitiu aos alunos colocarem-se à prova em contexto semelhante ao de uma entrevista real, preparando-os para o estágio e para o futuro ingresso no mercado de trabalho”. A estudante considera que esta oportunidade teve um impacto visível nos jovens: “Foi um momento que os ajudou a desenvolver competências de comunicação, autoconfiança e gestão emocional, aspetos fundamentais para o seu percurso profissional.”

Também Adriana Madureira Leitão destaca o valor da experiência, tanto para os alunos como para as próprias estudantes do mestrado. “Senti que consegui contribuir para que os alunos refletissem sobre o seu percurso e percebessem o que fazem bem e o que ainda podem melhorar. Foi muito gratificante ver o quanto estavam recetivos ao feedback e o quanto valorizavam esta troca”, explica.

Aprendizagem prática e impacto real

Para além do impacto nos alunos, as “Speed Interviews” foram também uma oportunidade para aplicar, num contexto real, o que se aprende nas aulas do mestrado. “Pude colocar em prática conhecimentos de Recrutamento, Seleção e Onboarding, desde a forma de conduzir uma entrevista até à maneira de dar feedback construtivo”, refere Adriana. “Ao mesmo tempo, foi um exercício de autoconhecimento, que me ajudou a preparar-me melhor para as minhas próprias entrevistas de estágio.

Maria Carreira partilha da mesma perspetiva: “Este tipo de experiências permite-nos testar o que aprendemos na teoria e perceber até que ponto conseguimos mobilizar essas competências em situações reais. É uma aprendizagem dinâmica e significativa, que nos aproxima daquilo que iremos fazer no futuro.

A participação das estudantes resulta do incentivo de Filipa Sobral, coordenadora do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos, que destaca o papel fundamental destas iniciativas no percurso formativo dos alunos da Católica.

“Queremos que os nossos estudantes tenham contacto com contextos reais desde cedo. Só assim conseguem consolidar o que aprendem e compreender o impacto que o seu trabalho pode ter nas pessoas e nas organizações. Estas experiências fortalecem a sua preparação e tornam-nos profissionais mais conscientes e completos.”, afirma.

A iniciativa teve lugar no dia 24 de outubro de 2025.

27-11-2025

Investigadora da ESB/CBQF vence 1.º prémio Empowering Women in Agrifood

Viviana Pinto Ribeiro, investigadora do grupo Biomaterials and Biomedical Technology do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguida com o 1.º prémio do programa Empowering Women in Agrifood (EWA), promovido pelo EIT (European Institute of Technology) Food. 

AgriDerma: transformar um subproduto em inovação biomédica

A investigadora foi premiada com o projeto AgriDerma -  uma inovação que transforma um subproduto agroindustrial, a pele de coelho, num substrato dérmico de elevado valor para investigação, testes pré-clínicos e futura regeneração de feridas complexas. Este reconhecimento representa um marco importante na trajetória do projeto, que está atualmente a atingir novos níveis de maturidade tecnológica, posicionando-se como uma solução disruptiva para três grandes desafios globais: a falta de modelos de pele realmente representativos, a necessidade de alternativas ao uso de animais em testes laboratoriais e a procura de substitutos dérmicos mais eficazes, éticos e sustentáveis.

“Esta conquista só foi possível graças ao apoio da mentora Margarida Mota (HUBEL VERDE) cujo empenho e dedicação ao programa foram decisivos.”, sublinha Viviana Ribeiro, agradecendo ainda a todos os profissionais do EWA, organizadores, formadores, oradores e colegas empreendedoras, que afirma “tornaram esta jornada verdadeiramente transformadora”. O sucesso do AgriDerma reflete também o trabalho de toda a equipa: Ana Leite Oliveira, Marta Rosadas, Alda Sousa, Ricardo Figueiredo e Patrícia Gomes, cujo trabalho contribuiu para transformar um resíduo da indústria, promovida pela cortadoria, num biomaterial sustentável e cientificamente avançado.

Com esta distinção, o projeto ganha não só visibilidade, mas também impulso para a próxima fase: validação e escalabilidade de uma matriz biológica de alta performance, acelerando o caminho para soluções clínicas inovadoras, éticas e acessíveis, que podem transformar o tratamento de feridas crónicas e o futuro da biotecnologia sustentável.
 

26-11-2025

Universidade Católica Portuguesa licencia tecnologia pioneira para produção sustentável de bromelaína

Nascido no âmbito do doutoramento de Débora Campos, atualmente CEO da AgroGrIN Tech (AGT), o método sustentável de extração de bromelaína desenvolvido no Centro de Biotecnologia e Química Fina foi agora licenciado em exclusivo à start-up. O acordo reforça a ligação estratégica entre academia e indústria, permitindo à empresa avançar para a fase de escalabilidade industrial da enzima.

Em que consiste o método patenteado e o que o torna inovador?

O método patenteado consiste num processo verde e altamente eficiente para a precipitação e recuperação de enzimas, em específico, bromelaína a partir de subprodutos de ananás. É uma metodologia inovadora porque utiliza condições suaves, sustentáveis e escaláveis, permitindo obter uma bromelaína de elevada pureza sem recurso a solventes agressivos. Esta abordagem representa uma alternativa mais segura, económica e ambientalmente responsável face às técnicas convencionais, abrindo caminho para a separação e extração de proteínas de forma sustentável e aplicável à produção industrial de ingredientes naturais e clean label.

Embora exista bromelaína disponível no mercado para aplicações alimentares e funcionais, ainda não há produtos claramente posicionados como “bromelaína clean label”. A maioria surge apenas como ingrediente natural ou enzima de origem vegetal, sem evidenciar o processo produtivo ou compromissos de sustentabilidade. Este vazio reforça a natureza diferenciadora da tecnologia desenvolvida na Universidade Católica e aplicada pela AgroGrIN Tech, que introduz um processo verdadeiramente verde e alinhado com as exigências atuais de transparência, naturalidade e redução de aditivos.

Ao disponibilizar uma bromelaína genuinamente ajustada aos princípios clean label — não apenas pela sua origem vegetal, mas pela forma como é produzida — a AGT posiciona-se a par de uma tendência global ainda pouco explorada no segmento das enzimas proteolíticas. Este movimento acompanha o que os principais atores mundiais, como Novozymes e DSM-Firmenich, entre outros, têm demonstrado nos últimos anos: as enzimas são hoje uma via essencial para soluções clean label, capazes de melhorar textura em alternativas vegetais e substituir emulsificantes, estabilizantes e outros aditivos artificiais. Esta evolução confirma o potencial desta tecnologia que sempre esteve na vanguarda, antecipando as tendências internacionais e alinhando-se, desde cedo, com a direção estratégica dos líderes do setor dos ingredientes naturais e funcionais.

Como surgiu a colaboração com a AgroGrIN Tech?

A colaboração nasceu no âmbito do meu doutoramento, durante o qual foi desenvolvido o método patenteado em coautoria com a Professora Manuela Pintado. A visão de transformar esta tecnologia em impacto real levou à criação da AgroGrIN Tech em 2017, com o objetivo claro de escalar e comercializar ingredientes naturais produzidos através de processos biotecnológicos sustentáveis. Desde 2020, o CBQF e a AGT têm colaborado em diversos projetos de I&D que foram decisivos para o crescimento da empresa, consolidando o CBQF como um parceiro estratégico desde o primeiro dia. Este percurso demonstra como a ligação entre centros de investigação e empresas é essencial para gerar inovação, competitividade e valor económico — não apenas para as organizações envolvidas, mas também para o posicionamento da região e do país no panorama internacional. Sem uma visão partilhada, espírito colaborativo e alinhamento estratégico entre ciência e indústria, avanços como este simplesmente não aconteceriam.

 

Que impacto consideram que este licenciamento poderá ter?

Este licenciamento exclusivo representa um marco estratégico para ambas as instituições, traduzindo a concretização de valor económico a partir de conhecimento científico. Para a UCP, o acordo reforça o compromisso com a transferência de tecnologia, demonstrando que a investigação produzida no ecossistema académico pode transformar-se em soluções de mercado com impacto real. Ao licenciar uma patente para uma start-up, a Universidade valida a sua capacidade de gerar know-how competitivo, cria novas fontes de sustentabilidade financeira para a investigação e consolida a sua posição como referência nacional na valorização da ciência.

Para a AgroGrIN Tech, o licenciamento oferece a segurança jurídica e tecnológica necessária para avançar para a fase de otimização produtiva, escalando a tecnologia em ambiente industrial e aproximando a bromelaína da sua entrada no mercado. Nove anos após a submissão da patente, este passo permite transformar resultados científicos em produtos comerciais, gerando valor económico, criando emprego qualificado e contribuindo ativamente para o crescimento do ecossistema de biotecnologia em Portugal. O acordo demonstra como a colaboração entre ciência e indústria acelera a inovação e torna a transferência de conhecimento um pilar do desenvolvimento sustentável do país.

Atualmente, a AgroGrIN Tech está a escalar esta tecnologia através de uma unidade piloto financiada pelo PRR, no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul, no Vertical Feed, que integra não só a start-up e a Universidade Católica, bem como outros parceiros nacionais estratégicos, na investigação de topo, na indústria, fomentando a colaboração ativa, e a criação de soluções biotecnológicas de elevado impacto. Este investimento estratégico está a acelerar a transição da investigação para a produção em ambiente industrial, permitindo validar e otimizar o processo inovador de recuperação de bromelaína e aproximá-lo da sua entrada no mercado. Para a AgroGrIN Tech, esta unidade piloto representa um passo decisivo para transformar ciência em produto, reforçar a competitividade da empresa e consolidar Portugal como referência no desenvolvimento de ingredientes naturais, funcionais e sustentáveis.

Quem foram os principais investigadores envolvidos?

Os principais autores do método somos eu e a Professora Manuela Pintado, ambas do CBQF. Este know-how nasceu no âmbito de um doutoramento financiado pela FCT, incluindo períodos de mobilidade internacional que permitiram aprofundar competências científicas e contactar com outros mercados — uma demonstração clara da importância do investimento público em ciência e da formação avançada como motores de inovação. A visão dos orientadores, com forte ligação à indústria e sensibilidade para a aplicação prática do conhecimento, foi determinante para transformar resultados académicos em tecnologia com potencial de mercado. Num momento posterior, os investigadores Ricardo Garcia e Ana juntaram-se ao projeto, tornando-se cofundadores da AgroGrIN Tech. Este percurso evidencia o papel do CBQF como catalisador de empreendedorismo científico e a visão estratégica da direção da Escola em apoiar projetos que convertem investigação de excelência em inovação com real impacto económico e societal.

25-11-2025

Universidade Católica no Porto entrega diplomas e celebra os seus novos mestres

Centenas de novos mestres da Universidade Católica Portuguesa no Porto receberam os seus diplomas. A Cerimónia de Bênção e Entrega de Diplomas de Mestrado do ano letivo 24/25, que decorreu a 20 e 21 de novembro, reuniu no Auditório Ilídio Pinho os novos mestres, rodeados de família, amigos, juntamente com os diretores e docentes de todas as faculdades.

“A Católica é uma instituição inquieta que vos prepara para o inesperado, mas com a segurança do conhecimento. Inquieta é justamente o que uma Universidade deve ser. Falo de uma inquietude boa que radica na busca insaciável da razão própria das coisas e que, faço votos, acompanhe os novos mestres e vos inspire a ser protagonistas do futuro, contribuindo para uma sociedade coesa, justa, democrática, respeitadora das diferenças e criando soluções que melhorem as condições de vida no planeta.”, afirmou Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica.

“Cada um de vós carrega agora uma responsabilidade e um privilégio, que é o de usar o conhecimento recebido para gerar impacto positivo”, disse Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Católica. “Não esperem por condições ideais para fazer a diferença, sejam vocês o início da mudança! O mundo não precisa somente de profissionais tecnicamente competentes, mas sim de cidadãos comprometidos com o bem comum, movidos por valores e guiados pela integridade e pela bondade”, acrescentou.

“A Católica soube acompanhar-nos nesta procura por mais”, apontou Mariana Craveiro, da Faculdade de Educação e Psicologia, em representação dos novos mestres. “Aqui encontrei muitas, mesmo muitas, oportunidades para me desafiar. Foram estes encontros fora da sala de aula e o apoio que soubemos procurar junto de alguns professores que nos permitiram ser mais e melhor”, acrescentou.

Rúben Correia da Cunha, da Faculdade de Teologia, também em representação dos diplomados, afirmou “Hoje é um dia de celebração e esperança. Celebra-se a conquista dos que terminam uma etapa do seu percurso e coloca-se um olhar de esperança no futuro.”

O bispo auxiliar do Porto, D. Joaquim Dionísio, deixou o desafio aos novos diplomados de protagonizarem “a simplicidade e prudência”. “Ser prudente não é ser desconfiado. Ser prudente significa ter o cuidado de querer discernir. Ser simples não é a mesma coisa que ser simplista. Saber quem somos contribui para tornar a nossa vida mais simples. Se a prudência nos liga à terra, a simplicidade não afasta o olhar do céu”, afirmou.

D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, partilhou com os diplomados a importância da “esperança” e da “confiança”: “Um peregrino não está quieto, um peregrino caminha. Chegados aqui, há um caminho que fizeram. Olhem o percurso feito, olhem para as esperanças que colocaram ao iniciarem esta formação. Olhem para este percurso na perspetiva da esperança e da confiança.”

Durante a cerimónia, decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito e bolsas das faculdades e das instituições parceiras: Prémio Professor João Baptista Machado, Prémio da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto, Prémio Cerejeira Namora, Marinho Falcão, em Direito Fiscal, Prémio Garrigues, Prémio Rainha Santa Isabel, Prémio Fundação Amélia de Mello e Prémio Comendador Arménio Miranda.

Parabéns a todos os novos mestres da Católica! 

24-11-2025

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