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Novidades

Católica Promove Semana da Sustentabilidade

A Universidade Católica Portuguesa promove, de 24 a 28 de novembro, a 1.ª Edição da Semana da Sustentabilidade, uma iniciativa que visa sensibilizar a comunidade académica dos 4 campi para os desafios ambientais e sociais do nosso tempo.

Poderá inscrever-se num Workshop de Aproveitamento Integral dos Alimentos, no Porto; participar no concurso “SustentaArte - O desperdício como Inspiração”, em Viseu; descobrir como construir uma carreira em sustentabilidade com quem já faz a diferença, em Lisboa; ou participar num Workshop "Alimentação Reaproveitar para a Sustentabilidade", em Braga.

Destaca-se ainda a conferência (online) sobre “What Comes After 2030? The Future of the SDG Agenda - The Contribution of the Private Sector”, dedicada à reflexão sobre o papel do setor privado no futuro da Agenda 2030.

Estas são apenas algumas das atividades que, ao longo da semana, envolverão a comunidade da Universidade Católica em práticas mais sustentáveis, na vertente social, ambiental e económica. 

Inscreva-se hoje nas atividades que mais o/a inspiram.

13-11-2025

Investigação do Centro de Biotecnologia e Química Fina destacada pela União Europeia

Um artigo científico das investigadoras Sofia Pereira, Mariana Godinho e Paula Castro, do grupo Environmental Biotechnology and Resources do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, desenvolvido em colaboração com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), foi recentemente destacado pela Comissão Europeia na publicação Science for Environment Policy (Edição 622).

O estudo avaliou o potencial das ilhas flutuantes artificiais como soluções baseadas na natureza para melhorar a qualidade da água e promover a biodiversidade. Desenvolvida em Portugal, a investigação demonstrou que estas estruturas, constituídas por plataformas de cortiça com plantas nativas, funcionam como refúgios para a vida aquática, proporcionando habitat a diversas espécies de macroinvertebrados e microrganismos benéficos.

Os resultados reforçam o papel destas soluções ecológicas na restauração de ecossistemas aquáticos e na promoção da sustentabilidade ambiental, em linha com os objetivos da Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030 e do Pacto Ecológico Europeu.

O artigo pode ser consultado na edição 622 da Science for Environment Policy aqui.

13-11-2025

ADN Jurista debate o quietismo e a urgência de proteger a Democracia

O programa ADN Jurista abriu o ano letivo com uma sessão premium enquadrada no eixo temático deste ano letivo: “50 anos da Constituição da República Portuguesa”, reunindo o jornalista David Dinis e a docente Catarina Santos Botelho para uma conversa sobre o desafio de proteger a Democracia, a partir da moderação de Manuel Fontaine, antigo diretor da Faculdade. Partindo do livro “Como Proteger a Democracia”, o autor do livro e diretor-adjunto do Expresso lançou um apelo à plateia num tempo em que o populismo testa os limites das instituições democráticas.

“Tudo o que não temos neste livro é quietismo”, afirmou Catarina Botelho, ao aludir à obra de David Dinis. Enquanto constitucionalista, a docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito fez um enquadramento genérico do conceito de populismo, concluindo que o livro a fez pensar bastante sobre a ideia de que “chegou o momento em que não podemos manter o quietismo”, fazendo menção à citação de Luther King referida na obra: “As nossas vidas começam a terminar no dia em que nos calamos sobre as coisas que importam”.

Foi perante esta necessidade de não se calar, na maioria silenciosa, que levou David Dinis a escrever a obra, aquando da eleição de Donald Trump, em 2016. “Este livro é um alerta, obviamente desconfortável”. Percebendo que, nas últimas décadas, a ditadura tem hoje outros traços, o jornalista confessou a sua preocupação com o crescimento do movimento populista a nível mundial. Desta feita, decidiu explorar o assunto numa obra que demonstra como a direita radical poderá governar Portugal. Tentou, por isso, explicar ao longo do seu livro “porque não é a mesma coisa alguém da extrema direita ganhar nas legislativas em comparação com alguém de um partido moderado”.

 

“O populismo não quer saber das leis.”

De acordo com o autor, “o populismo não quer saber das leis”. “Uma lei de emergência não é para ser mudada porque um partido entende que é preciso que a polícia dispare a matar”, usando esse mesmo estado de emergência.” “Não é discutível ultrapassar regras constitucionais porque há uma agenda política.” E “as regras estão a ser alteradas”, alertou, tal “como está a acontecer no Estados Unidos da América, como aconteceu na Polónia ou na Hungria”. “E as consequências são muito difíceis de reverter”.

Durante o debate, vários estudantes do curso tiveram oportunidade de intervir, colocando questões ao autor e alumno da Universidade Católica Portuguesa, sobre os desafios que se colocam hoje à Democracia. Entre as perguntas, destacaram-se temas como a ameaça causada pelo discurso populista, em particular nas redes sociais, a prevalente anomia social e as medidas que poderão ser adotadas pelo sistema de justiça português para a proteger, sem ultrapassar os seus limites constitucionais.

No papel de moderador, Manuel Fontaine finalizou o evento afirmando que o tema “é, sem dúvida, de atualidade e será provavelmente ainda mais de atualidade consoante o que o futuro nos reserva”.

Este evento foi organizado no âmbito do ADN Jurista, programa da Escola do Porto que visa promover a literacia política, mediática e europeia, através do pensamento crítico. Com esta sessão pretende-se incentivar o diálogo entre o Direito, a política e a sociedade, sobre temas jurídicos e sociais da atualidade.

13-11-2025

Universidade Católica recebe delegação catalã para debater avaliação de impacto no Terceiro Setor

A Área Transversal de Economia Social (ATES) da Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu um encontro entre entidades portuguesas e catalãs dedicadas ao setor social, no âmbito de uma visita de boas práticas a Portugal. A iniciativa, organizada pela Delegação do Governo da Catalunha em Portugal, procurou estreitar as relações entre a Taula de les Entitats del Tercer Sector Social de Catalunya e organizações da economia social portuguesas.

No dia 30 de outubro, realizou-se a sessão-debate "O Terceiro Setor em Portugal e na Catalunha: modelos de avaliação de impacto de projetos e políticas públicas". O encontro contou com a abertura de Marta Vasconcelos, membro da comissão executiva do Centro Regional do Porto da Universidade Católica, e de Rui Reis, delegado do Governo da Catalunha em Portugal.

A sessão centrou-se na partilha de experiências e metodologias de avaliação de impacto, com intervenções de especialistas de ambos os países. Américo Mendes, docente da ATES, abordou a avaliação de impacto de políticas públicas no âmbito do Terceiro Setor, enquanto Filipe Pinto, também da ATES, focou-se na avaliação de impacto de projetos.

Do lado catalão, Lourdes Borrell, diretora de Programas e Inovação Social da Hàbitat3, apresentou a perspetiva das federações e organizações de base. Marta Cid, vogal de Internacionalização da ECAS e responsável pela Área Internacional da Taula del Tercer Sector de Catalunya, partilhou a experiência desta entidade, e Judith Hernández, coordenadora de programas de Ação Comunitária e Mediação da Fundação Pere Tarrés, apresentou o trabalho desenvolvido por esta organização.

A visita das federações e plataformas catalãs decorreu entre 27 e 31 de outubro, permitindo um conhecimento aprofundado das práticas do setor social em Portugal e fomentando oportunidades de cooperação futura entre as duas regiões.

12-11-2025

Católica e Polícia Municipal do Porto promovem ação por uma cidade Fumo 0

Foi por uma cidade Fumo 0 que se debateram os malefícios do tabaco, ao nível da saúde, da segurança e do ambiente, numa sessão acolhida pela Universidade Católica Portuguesa no Porto, fruto de uma parceria com a Polícia Municipal do Porto. O evento, que reuniu a comunidade académica, contou com uma intervenção de Pedro Norton, diretor do Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário São João.

“Este é um problema de saúde pública. Com as nossas ações, estaremos a contribuir para um mundo melhor – mais saúde, mais sustentabilidade, mais bem-estar" salientou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o campus do Porto, reforçando o alinhamento da iniciativa com os objetivos da Católica neste âmbito.

O evento marca “o início de uma grande caminhada”, apontou, nas palavras de abertura, Liliana Marinho, Comandante da Polícia Municipal do Porto, abordando o projeto Fumo 0 como uma ponte relevante com a comunidade estundantil, e como reflexo de uma Polícia Municipal do Porto “com a qual podemos sempre contar”.

O chefe João Cunha, da Polícia Municipal do Porto, deu início à sessão informativa com um enquadramento legal sobre a proibição do descarte de pontas de cigarro e respetivas coimas. Destacando a importância de ter “como melhores aliados na campanha, os alunos”, apelou à prevenção e à responsabilidade individual e coletiva dos presentes.

Nesse sentido, reforçou o convite à participação na ação de 17 de novembro, Dia Mundial do Não Fumador, que pretende, “com base na prevenção, chamar a atenção das pessoas, alertando para os malefícios do descarte das beatas na via pública”. A iniciativa, promovida pela Polícia Municipal do Porto, contará com a comunidade académica do Porto e terá início às 13h45, em frente à Câmara Municipal do Porto.

 

“Se conseguirmos que a pessoa deixe de fumar, estes pacientes vão-nos agradecer para a vida toda”

A sessão contou ainda com a perspetiva médica de Pedro Norton, diretor do Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário São João. Numa abordagem abrangente, o médico percorreu a história da dependência tabágica, explicou os mecanismos biológicos do consumo e destacou que “o tabaco é fator de risco para seis das oito principais causas de morte”, como enfartes, AVC, infeções respiratórias, DPOC, tuberculose e vários tipos de cancro.

Para além do risco de doença, abordou as repercussões ao nível ocupacional e na qualidade de vida, referindo que “em média, um fumador vai perder 10 anos de vida e 10 anos de vida com qualidade”. Alertou também para os riscos associados aos cigarros eletrónicos e às terapêuticas alternativas na cessação tabágica.

Ao explicar as vantagens de parar de fumar, reforçou o acompanhamento médico como elemento desicivo e partilhou conselhos práticos dirigidos não apenas aos cidadãos, mas também aos futuros profissionais de saúde - já que na plateia estavam mais de 100 alunos, da Católica no Porto, com uma representação significativa dos alunos de enfermagem, bem como alunos da Escola de Economia Social do Porto, do curso de técnico auxiliar de farmácia.

Pedro Norton concluiu a sua intervenção com uma analogia com a frase de Sir Ernest Shackleton, revestindo o apoio à cessação tabágica de um heroísmo merecido: “A viagem da cessação tabágica é uma viagem perigosa, há sempre o risco de recaída, vamos ter os sintomas de privação - perigo constante. Mas se conseguirmos vencer cada uma destas barreiras, se conseguirmos que a pessoa deixe de fumar, estes doentes vão-nos agradecer para a vida toda. Os benefícios são imensos”.

Com esta sessão do projeto Fumo 0, a Universidade Católica reforçou a sensibilização para a redução, cessação ou rejeição do consumo do tabaco, a partilha de conhecimento e a multiplicação da mensagem entre pares e junto da comunidade - reiterando que dizer não ao tabaco é mais do que uma escolha individual, é um compromisso com a saúde de todos e com o ambiente.

12-11-2025

Projetos de Aprendizagem-Serviço da Católica divulgados no simpósio internacional da Uniservitate

A institucionalização da Aprendizagem-Serviço na Universidade Católica Portuguesa foi um dos temas abordados no VI Global Symposium Uniservitate, que decorreu na Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt, na Alemanha, sob o mote “Aprendizagem-Serviço num Mundo Frágil: Universidades que alimentam a Paz e a Esperança”. O evento contou com a intervenção da Reitora, Isabel Capeloa Gil.

“Na Católica, vemos a Aprendizagem-Serviço não só como uma inovação pedagógica, mas como uma forma de concretizar a nossa missão: formar cidadãos com um propósito, ligar o conhecimento académico às necessidades sociais reais e reforçar o nosso compromisso com o bem comum”, começou por sublinhar a Reitora.

Após fazer uma breve apresentação do projeto CApS, lançado em 2020 e que tem como objetivo institucionalizar e consolidar a Aprendizagem-Serviço na universidade, Isabel Capeloa Gil sumarizou a evolução desta metodologia, apontando os seus principais marcos. Neste âmbito referiu a entrada na rede da Uniservitate em 2021, a inclusão da Aprendizagem-Serviço no Plano de Desenvolvimento Estratégico 2021-2025 e no Plano de Qualidade, e os reconhecimentos e distinções atribuídos a diferentes projetos neste âmbito, incluindo o primeiro prémio nos Uniservitate Awards, conquistado pela iniciativa “Ser Cuida(i)doso”. “Estes marcos mostram não só continuidade, mas também o aprofundamento, o reconhecimento e a maturidade institucional da Aprendizagem-Serviço na UCP”, enfatizou.

De seguida, Isabel Capeloa Gil apontou as quatro dimensões da institucionalização da Aprendizagem-Serviço: a estrutura, existindo uma equipa própria e nacional com representantes dos quatro campi da Católica; as políticas, materializadas em documentos orientadores para garantir qualidade e coerência; as práticas e o seu impacto na comunidade; e a cultura, que se traduz em “identidade”.

Nos últimos oito semestres na Católica, detalhou a reitora, foram implementadas 124 experiências de Aprendizagem-Serviço, em 147 unidades curriculares e 24 unidades extracurriculares, envolvendo 2.495 alunos, 62 docentes e 176 parceiros, entre os quais 28 organizações internacionais, e chegando a 46 mil beneficiários. Nas 22 unidades académicas dos quatro campi, 54% já introduziram projetos de Aprendizagem-Serviço e 22% dos programas académicos já incluem pelo menos um curso com esta metodologia.

“Na UCP, a Aprendizagem-Serviço tornou-se uma expressão viva de quem somos — uma universidade católica comprometida com a transformação social”, frisa a Reitora. “Ajuda os estudantes a conectar o que aprendem com quem querem ser. Promove a empatia, o envolvimento cívico e um sentido de propósito. Desta forma, a Aprendizagem-Serviço fortalece a nossa cultura institucional — uma cultura que valoriza o serviço, a justiça e a solidariedade como elementos centrais da aprendizagem”, explicou.

Quanto a lições aprendidas, elencou, entre outras, o “papel de liderança no campo da Aprendizagem-Serviço no ensino superior, nacional e internacionalmente”, assumido pela Católica, contribuindo para uma reputação de instituição academicamente inovadora, e a “abordagem em rede”, através da Uniservitate, da Porticus e da aliança Transform4Europe.

Por outro lado, Isabel Capeloa Gil alertou também para os desafios que persistem, como continuar a melhorar a qualidade e a consistência destas experiências, apoiar o corpo docente de forma sistemática e garantir a sustentabilidade a longo prazo.

“Hoje, a Aprendizagem-Serviço é uma forma tangível de incorporarmos o que significa ser uma universidade católica no século XXI: comprometida com a excelência no ensino, conectada com as necessidades reais da sociedade e dedicada a formar estudantes que vêem o conhecimento como uma ferramenta para o serviço e a transformação”, salientou a reitora.

Concluiu, afirmando que “ao institucionalizar a Aprendizagem-Serviço, não estamos apenas a mudar os nossos currículos — estamos a moldar uma cultura de propósito, compaixão e envolvimento social que definirá o futuro da nossa universidade e do ensino superior em geral.”

Realizando-se anualmente, este simpósio da Uniservitate é dirigido a todas as universidades que integram esta rede mundial, da qual a Católica faz parte desde a sua constituição. O objetivo da Uniservitate é promover a Aprendizagem-Serviço no Ensino Superior católico para gerar uma mudança sistémica através de aprendizagens integrais e do compromisso ativo com os desafios da atualidade.

11-11-2025

Papa Leão XIV esteve na Católica, durante a JMJ. A visita inspirou a sua Carta Apostólica sobre Educação

A 3 de agosto de 2023, a Jornada Mundial da Juventude trazia o Papa Francisco à Universidade Católica, em Lisboa, para uma conversa com jovens universitários.

O mesmo motivo trouxe também a Lisboa, e à Católica, o então Arcebispo Robert Francis Prevost, hoje Leão XVI. E a viagem parece ter inspirado o Papa que agora recordou as palavras do seu antecessor nessa ocasião.

Na Carta Apostólica “Desenhar novos mapas de esperança”, de 27 de outubro, que assinalou o 60º aniversário da Declaração conciliar Gravissimum educationis e que foi publicada no Jubileu do Mundo Educativo, o Papa Leão XIV relembra a ideia de educação cristã como uma coreografia.

“Dirigindo-se aos universitários na Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, o meu saudoso predecessor, o Papa Francisco, disse: «Sejam protagonistas de uma nova coreografia que coloque a pessoa humana no centro; sejam coreógrafos da dança da vida»”, escreve o Santo Padre.

Na Carta Apostólica, Leão XIV dirige-se à comunidade educativa e às instituições de ensino, reafirmando a educação como um caminho de esperança e confiança e como resposta aos desafios atuais. Entre outras mensagens, evoca o direito de todos à educação, a importância da família no processo educativo, a responsabilidade dos educadores e a relevância da sua formação científica, pedagógica, cultural e espiritual e ainda o papel das constelações educacionais.

 “É necessária uma educação que envolva a mente, o coração e as mãos; novos hábitos, estilos comunitários, práticas virtuosas”, sustenta o Papa.

O Sumo Pontífice aponta ainda a crescente presença da inteligência artificial e dos ambientes digitais e tecnológicos que devem ser orientados para a proteção da dignidade, da justiça e do trabalho, regidos por critérios de ética pública e participação, colocando sempre a pessoa antes do algoritmo. “Nenhum algoritmo poderá substituir o que torna a educação humana: poesia, ironia, amor, arte, imaginação, a alegria da descoberta e até mesmo a educação para o erro como oportunidade de crescimento”, frisa.

Para a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, há três ideias a destacar nesta comunicação do Papa dedicada ao ensino e às universidades, em particular as católicas, e que são essenciais para “o desenvolvimento de uma sociedade que se quer equilibrada, humanista, centrada na defesa da dignidade da pessoa, nos direitos das pessoas e no contributo para o seu florescimento”.

A primeira, considera a Reitora – que também participou no Jubileu do Mundo Educativo, em Roma e no Vaticano –, está relacionada com a missão das universidades. “A universidade é evangélica no sentido de criar novidade, de fazer novas todas as coisas. O nosso desafio é o de lermos os sinais dos tempos e, com esses sinais, estarmos sempre na vanguarda do conhecimento, transformando, avançando, inovando, não olhando para o passado com uma nostalgia que estarrece, mas olhando para o futuro, usando esse passado como algo que nos movimenta a fazer melhor”, explica.

A organização e a estrutura das universidades são o foco da segunda ideia, baseando-se na opinião expressa por Leão XIV na Carta Apostólica de que “têm de ser lugares onde há mais mesas e menos cátedras”, ou seja, serem espaços de colaboração, de diálogo, de procura de caminhos comuns para os desafios.

A terceira prende-se com os alunos. “É de manter a ideia de universidade como promessa”, resume. “A nossa missão não é orientarmos a nossa ação por perfis de competências, mas formar pessoas e formar pessoas orientadas para uma promessa de futuro para as nossas sociedades”, defende Isabel Capeloa Gil.

10-11-2025

Estudantes de Enfermagem da Católica apoiam estrutura médica da 21.ª EDP Maratona do Porto

A 21.ª EDP Maratona do Porto contou com a colaboração das alunas do 4.º ano da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, que participaram como voluntárias nas equipas de apoio médico.

Ao longo do evento, que decorreu a 2 de novembro, as estudantes estiveram distribuídas pelos vários postos médicos do percurso, dando apoio às equipas de saúde e contribuindo para o acompanhamento e segurança dos atletas durante a prova.

A experiência de participar na Maratona foi, para muitas alunas, um momento de crescimento pessoal e profissional. “Ser voluntária na Equipa Médica da Maratona do Porto foi uma experiência muito interessante e enriquecedora, enquanto futura profissional de saúde”,afirma Raquel Carvalho, estudante de Enfermagem.

Para a estudante Francisca Rocha, “foi verdadeiramente inspirador perceber que a Enfermagem está presente em todos os contextos e que, através do nosso trabalho, por vezes discreto, mas essencial, somos capazes de transformar momentos e fazer a diferença.”

“A minha participação na Maratona do Porto foi uma oportunidade de enorme valor formativo. Impressionou-me a disponibilidade dos enfermeiros, que mesmo num ambiente exigente e dinâmico, encontravam tempo para partilhar o seu conhecimento”,partilhou a estudante Nádia Santos.

Maria Cardoso relata que “estar na meta permitiu-me viver momentos intensos e cheios de emoção, acompanhando de perto o esforço, a dor e a superação dos atletas.” Já Mariana Teixeira destaco a “oportunidade de observar e compreender a importância da organização de todos os meios de saúde, de modo a garantir o bem-estar e segurança de todos os atletas ao longo dos 42km; e o privilégio de ter trabalhado com profissionais de excelência, que me acolheram e reconheceram como parte da equipa.”

Para a Escola de Enfermagem, é motivo de grande orgulho ver as suas estudantes envolverem-se em iniciativas que reforçam o espírito de serviço e o compromisso com o cuidado à comunidade.

06-11-2025

Inês Reis: “Normalizar a saúde mental implica mostrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.”

Inês Reis é licenciada em Psicologia pela Faculdade de Educação e Psicologia da Católica e, atual, estudante do Mestrado em Psicologia na mesma faculdade. O seu percurso académico tem sido marcado por um profundo interesse em compreender o comportamento humano e por um envolvimento ativo na vida universitária, sendo a Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade. Considera a experiência na Católica “verdadeiramente transformadora” e destaca o ambiente de proximidade entre estudantes e docentes, o espírito de entreajuda e o estímulo constante à reflexão crítica e ao crescimento pessoal. Inês Reis ambiciona seguir um caminho profissional ligado à intervenção com crianças e jovens, motivada pelo desejo de contribuir para contextos mais saudáveis, integradores e conscientes.

 

Porquê estudar Psicologia?

Escolhi Psicologia porque sempre tive uma curiosidade muito grande em perceber os comportamentos das pessoas. Desde nova que me questiono sobre o que está por detrás das nossas atitudes e formas de estar. Quando comecei a investigar mais sobre estas questões, percebi que todas as respostas que procurava apontavam para a Psicologia e foi aí que tive a certeza de que era este o meu caminho.

 

O que é que mais a fascina nesta área?

O que me fascina na Psicologia é a sua capacidade de olhar para o ser humano em várias camadas ao mesmo tempo. A forma como integra emoções, comportamento, relações, contexto social, entre eles, faz dela uma ciência profundamente multidimensional. Nada na Psicologia existe isolado, tudo se liga e influencia. Além disso, é uma área que está em permanente construção. Trabalha com pessoas, e não há nada mais complexo, imprevisível e desafiante do que nós próprios. Cada caso, cada contexto e cada descoberta abrem novas perguntas, e essa sensação de que nunca se esgota é aquilo que mais me entusiasma.

 

“A Católica demonstra uma vontade constante de inovar.”

 

É licenciada em Psicologia pela Faculdade de Educação e Psicologia da Católica e, atualmente, também, estudante do Mestrado em Psicologia. Como descreve a experiência que tem tido na Universidade Católica?

A minha experiência na Universidade Católica tem sido verdadeiramente transformadora. Quando entrei no primeiro ano, não imaginava o quanto este percurso iria contribuir para o meu crescimento, não apenas enquanto estudante, mas sobretudo enquanto pessoa. Aqui descobri novas capacidades, desenvolvi autonomia e ganhei uma maturidade que levo comigo para todas as áreas da minha vida.  Sinto que a Católica me desafiou a sair da minha zona de conforto e a olhar para o mundo com uma perspetiva mais crítica e humana. O contacto com colegas muito diferentes entre si permitiu-me reconhecer a riqueza da diversidade, aprender com experiências distintas e criar relações que sei que vão perdurar. Do lado dos docentes, encontrei profissionais que não só transmitiram conhecimento, mas também despertaram em mim novas formas de pensar e questionar. Tem sido uma caminhada exigente, é verdade, mas é precisamente esse nível de desafio que a tornou tão gratificante.

 

O que é que distingue a Universidade Católica?

O que verdadeiramente distingue a Universidade Católica é a forma como combina excelência académica com um ambiente humano e de proximidade. A relação entre docentes e estudantes é muito próxima. Os professores são acessíveis, disponíveis e demonstram um interesse genuíno no nosso percurso, o que torna a aprendizagem mais personalizada e motivadora. Entre os alunos sente-se também um forte espírito de entreajuda. Em vez de predominar a competição, existe colaboração, partilha e apoio mútuo, o que contribui para um percurso académico mais equilibrado e saudável.
Outro aspeto que se destaca é a visão de futuro da instituição. A Católica demonstra uma vontade constante de inovar, de acompanhar as mudanças da sociedade e de responder às exigências do mercado de trabalho. Investe na qualidade do ensino e numa formação integral, preparando-nos não só para exercer uma profissão, mas também para sermos cidadãos conscientes e interventivos.

 

É atualmente presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia. Que objetivos orientaram o seu mandato?

Estamos agora no último mês de mandato e, olhando para trás, diria que os nossos principais objetivos passaram por garantir uma representação sólida e ativa dos estudantes, assegurando que as suas necessidades e interesses eram ouvidos e tidos em conta. Quisemos também criar e promover oportunidades que acrescentassem valor ao percurso académico e pessoal dos alunos, desde iniciativas formativas a experiências extracurriculares. Outro compromisso importante foi tornar a Associação mais aberta ao exterior, estabelecendo pontes com projetos e entidades fora da universidade.

 

“Ser presidente da AE permitiu-me desenvolver várias competências essenciais.”

 

Que atividades e iniciativas levadas a cabo quer destacar?

No âmbito da integração e acolhimento, estivemos presentes na Welcome Week, contribuindo para a receção aos novos estudantes, e participámos na Teen Academy, o que nos permitiu representar a associação junto de alunos pré-universitários e dar a conhecer a realidade académica da nossa Faculdade.
No que diz respeito ao desenvolvimento pessoal, criámos a rubrica In(forma-te), através da qual promovemos workshops orientados para competências essenciais à vida e ao futuro profissional, permitindo-nos responder a necessidades concretas dos estudantes. Este ano, passámos também a trabalhar de forma mais próxima com a Faculdade, o que facilitou a comunicação, a divulgação de oportunidades e o sentimento de pertença.
Envolvemo-nos em projetos estruturantes como o UCP2 MentalHealth e o Peer2Peer, reforçando o nosso compromisso com o bem-estar e a saúde mental dos estudantes. Tivemos ainda a honra de participar nas comemorações dos 20 anos da Licenciatura em Psicologia da Faculdade, organizando um jantar integrado na International Week, que reuniu estudantes, docentes e alunos internacionais num momento de partilha e ligação intergeracional.
No plano social, organizámos eventos festivos que, este ano, alcançaram níveis de adesão superiores aos dos anos anteriores, o que demonstra uma maior ligação e envolvimento da comunidade estudantil. Paralelamente, estabelecemos várias parcerias na área do lazer, porque acreditamos que o percurso académico também se constrói fora da sala de aula.

 

De que forma é que o trabalho na Associação de Estudantes contribuiu para o seu desenvolvimento?

Ser presidente permitiu-me desenvolver várias competências essenciais. A liderança foi uma delas, ao coordenar uma equipa, tomar decisões e representar os estudantes com sentido de responsabilidade. Ganhei também experiência na organização e gestão de projetos, o que me obrigou a planear, definir objetivos e garantir que tudo acontecia no tempo certo. A gestão de tempo teve um papel fundamental para conciliar o trabalho da associação com o mestrado e outras responsabilidades, tornando-me mais organizada e eficiente. A comunicação foi outra área em que cresci bastante: trabalhar com alunos, docentes, e diferentes entidades ajudou-me a ouvir melhor, negociar e adaptar a mensagem a cada contexto. Além disso, aprendi a lidar com imprevistos, a encontrar soluções rapidamente e a trabalhar com pessoas com perspetivas diferentes.
Este foi um percurso que comecei logo no meu primeiro ano, quando entrei na Associação de Estudantes, e não o trocaria por nada. Toda esta experiência deu-me maior autonomia, sentido de responsabilidade e capacidade de representar os interesses dos outros. No geral, foi um desafio que me fez crescer.

 

“A ideia de contribuir para ambientes mais saudáveis, integradores e conscientes motiva-me bastante (…)”

 

Quais são os seus planos para o seu futuro profissional?

Neste momento, o meu foco principal é terminar o mestrado com um bom desempenho e consolidar tudo aquilo que tenho vindo a aprender. Depois disso, o objetivo é conseguir um estágio profissional numa área que faça sentido para mim e me permita crescer. A verdade é que a Psicologia tem tantas áreas de intervenção que ainda sinto que há muito por explorar, neste momento, a sensação é quase a de querer experimentar tudo.  Ainda assim, há uma área que me atrai de forma especial: a intervenção com crianças e jovens. Gostava de poder trabalhar diretamente com eles, mas também com as famílias e os contextos que os rodeiam. Paralelamente, interessa-me muito a vertente da prevenção e o desenvolvimento de projetos que possam ter impacto real antes de os problemas surgirem. A ideia de contribuir para ambientes mais saudáveis, integradores e conscientes motiva-me bastante e é isso que espero construir no meu percurso profissional.

 

Como é que se pode promover a Saúde Mental junto dos mais jovens para que desde cedo se apercebam da sua importância?

Promover a saúde mental junto dos mais jovens passa, antes de tudo, por garantir que o tema existe no quotidiano deles de forma natural, acessível e sem preconceitos. A melhor forma de começar é através da educação para a literacia em saúde mental: ensinar desde cedo a reconhecer emoções, compreender o que é o sofrimento psicológico e saber quando e a quem pedir ajuda. Isto pode acontecer em escolas, associações juvenis, comunidades locais, autarquias ou projetos específicos, o importante é que a informação seja clara, contínua e adaptada à linguagem dos jovens. Outra dimensão essencial é a prevenção. Trabalhar competências socioemocionais, autoestima, gestão do stress, resolução de conflitos, relações interpessoais e uso saudável da tecnologia pode evitar o agravamento de muitas situações. Projetos nas escolas, programas comunitários ou iniciativas desenvolvidas por profissionais e técnicos especializados podem ter um enorme impacto quando são consistentes e próximos da realidade dos jovens.

 

“Os jovens tendem a confiar mais em quem está próximo da sua realidade.”

 

De que forma se pode contribuir para normalizar a conversa sobre saúde mental e incentivar os jovens a procurar ajuda?

Quando se trata a saúde mental com a mesma naturalidade com que se fala da saúde física, deixam de existir rótulos e medos associados ao pedido de ajuda. É importante substituir discursos alarmistas por conversas informadas, incluir testemunhos reais e criar espaços de partilha onde os jovens sintam que podem falar sem serem julgados.
O apoio entre pares é outro fator-chave. Os jovens tendem a confiar mais em quem está próximo da sua realidade. Projetos de apoio informal entre colegas, grupos de escuta e iniciativas de entreajuda, quando acompanhados por profissionais, ajudam a reduzir o isolamento, identificar sinais e encaminhar situações mais delicadas com sensibilidade. Além disso, é fundamental que existam recursos acessíveis e visíveis. Linhas de apoio, plataformas digitais, psicólogos em escolas ou centros juvenis, gabinetes municipais ou projetos comunitários podem fazer a diferença quando os jovens sabem a quem recorrer e sentem que não há barreiras no acesso.
Normalizar a saúde mental implica mostrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de autoconhecimento e responsabilidade. Envolve famílias, professores, profissionais de saúde e a própria comunidade numa mudança cultural que valorize o bem-estar psicológico tanto quanto qualquer outra dimensão da vida.

 

06-11-2025

Marta Portocarrero é a nova diretora da Escola do Porto da Faculdade de Direito

A nova diretora para o triénio 2025-2028 da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa é a Prof. Doutora Marta Portocarrero, substituindo o Prof. Doutor Manuel Fontaine que assumiu a liderança da Escola entre 2013 e 2025.

A Prof. Doutora Marta Portocarrero destaca como prioridades para o mandato "o lançamento de programas diferenciadores pela sua interdisciplinaridade e/ou atratividade  internacional, assim como a consolidação de projetos como a Clínica Jurídica, que concretiza a ligação do ensino, da investigação e da prática profissional, reforçando o papel da Universidade como agente de transformação social." Outro tema destacado por a Prof. Doutora Marta Portocarrero será a promoção do debate e da produção de conhecimento sobre a Inteligência Artificial, e o seu papel e impacto no Ensino Superior e no Direito. Para a nova diretora da Escola do Porto da Faculdade de Direito, o ensino do Direito promove o "desenvolvimento do pensamento analítico e do pensamento crítico, hoje essenciais, e imprime um sentido ético e de responsabilidade tão relevantes num mundo instável e volátil como o que vivemos."

Na mesma cerimónia de tomada de posse, presidida pela Reitora da Universidade Católica Portuguesa, o Prof. Doutor José Lobo Moutinho, foi reconduzido no cargo de Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Foi igualmente reconduzida, no cargo de Diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, a Prof. Doutora Ana Taveira da Fonseca,. A Direção da Católica Global School of Law ficou, novamente, a cargo do Prof. Doutor Miguel Poiares Maduro. Neste dia foram também empossados os Conselhos de Direção das três Escolas.

O Conselho de Direção da Escola do Porto da Faculdade de Direito integra  a Prof. Doutora Sofia Pais, Professora Associada da Faculdade de Direito como Coordenadora do Doutoramento; a Prof. Doutora Catarina Botelho, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito como Coordenadora dos Mestrados; a Prof. Doutora Ana Teresa Ribeiro, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito como Coordenadora da Licenciatura; o Prof. Doutor Antonio Frada, Professor Associado da Faculdade de Direito como Coordenador para a inovação e novos projetos e o Prof. Doutor Pedro Freitas, Professor Auxiliar da Faculdade de Direito como Coordenador da internacionalização.

A Prof. Doutora Marta Portocarrero é doutorada na área das Ciências Jurídico-Públicas pela Universidade Católica Portuguesa (2013) e membro do Conselho de Direção da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa desde outubro de 2013, tendo no último mandato assumido o pelouro da inovação pedagógica. Entre 2013 e 2022 foi coordenadora da Licenciatura em Direito. Atualmente é também vogal do Conselho Superior da Magistratura, eleita pela Assembleia da República.

A cerimónia realizou-se a 5 de novembro, na reitoria da Universidade Católica Portuguesa.

06-11-2025

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