A CAtólica SOlidária (CASO) reuniu 27 instituições parceiras num evento de encerramento e de celebração do ano académico de 23/24, que fica marcado pelo trabalho voluntário realizado pelos estudantes da Universidade Católica no Porto em diferentes missões na comunidade. Durante o evento, olhou-se em retrospetiva para os principais marcos do ano, ouviram-se testemunhos e houve, também, um momento de assinatura de um protocolo de cooperação com cada uma das instituições presentes.
Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), unidade que gere a CASO, partilha que “o ano que está a acabar vem na sequência de um ano letivo marcante no qual celebramos os 20 anos da CASO. O balanço que fazemos do ano é positivo, pois continuamos a verificar que aquilo que estamos a fazer está a ser bem feito, ainda que sejamos capazes de reconhecer um grande potencial de melhoria e crescimento. Os alunos continuam a aderir ao voluntariado e a testemunhar o quanto é transformador.”
“Quero expressar a minha profunda gratidão a cada um dos presentes e às suas instituições por confiarem na Universidade Católica no Porto, através da UDIP, e ajudarem a fortalecer os laços entre a universidade e a comunidade. Hoje, celebramos não apenas a dedicação dos nossos estudantes ao voluntariado e o compromisso de docentes e colaboradores, mas também a importância das parcerias que sustentam as nossas ações. As instituições parceiras e os seus beneficiários são pilares fundamentais na formação dos nossos estudantes e na construção de uma sociedade mais justa e solidária, seja pelo voluntariado, pelos projetos Aprendizagem-Serviço, por Cursos, Projetos, Atividades ligados à economia social”, afirmou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa.
Durante o evento, Carmo Themudo, coordenadora da UDIP, e Constança Barbosa, coordenadora da CASO, apresentaram algumas das dimensões de serviço que a Católica organiza e promove com as instituições parceiras, algumas delas em conjunto com as faculdades: voluntariado regular, voluntariado pontual, voluntariado internacional, serviço comunitário, aplicação da metodologia Aprendizagem-Serviço (ApS). Carmo Themudo destaca que a Universidade “tem estado a fazer vários esforços para que haja um reconhecimento em créditos para atividades de serviço à comunidade. A ApS é um exemplo, mas está também a ser feito trabalho para a validação de uma disciplina com uma forte componente de voluntariado. A Universidade Católica, além de formar profissionais de excelência, procura formar cidadãos comprometidos, sensíveis às necessidades dos outros e aos desafios sociais do mundo.”
“O voluntariado é um acordar para o mundo.”
A sessão, que decorreu a 4 de junho, ficou marcada pelo testemunho de João Almeida, estudante voluntário, de Elisabete Pinto, docente da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), e de Teresa Guimarães, da APPACDM - Porto.
João Almeida, estudante da licenciatura em Direito e voluntário na Associação ACREDITAR, partilha que o “voluntariado é um acordar para o mundo”. O estudante partilhou a sua experiência de voluntariado com crianças no internamento do hospital e explicou o quanto gratificante é, destacando o grande valor “de um sorriso e de um abraço”.
Elisabete Pinto, docente da unidade curricular de Nutrição Comunitária na ESB, partilhou a experiência desta disciplina que usa a metodologia Aprendizagem-Serviço, metodologia já implementada a nível nacional e com grande expressão: “aprendemos muito mais quando fazemos e os estudantes valorizam muito a experiência em campo”. A docente estava acompanhada por quatro estudantes desta unidade curricular que destacaram a importância do serviço na comunidade, enquanto forma de “crescimento e de desenvolvimento”, capaz de “consolidar as competências de trabalhar em grupo e equipa e de lidar com imprevistos”.
Teresa Guimarães, da APPACDM - Porto, durante o seu testemunho começou por afirmar que “é um orgulho estar nesta Universidade e por poder apresentar o trabalho que realizamos em conjunto já há muitos anos.” “Agradeço à Católica tudo o que fez por nós. Agradeço o constante empenho em ajudar a APPACDM a crescer”, conclui.
ACISJF, ACREDITAR, Ajudaris, Albergues Nocturnos do Porto, APPACDM – Porto, Bagos d'Douro, Banco Alimentar Porto, Cáritas, Casa do Lordelo, Casa Ronald McDonald, Centro António Cândido, Centro Comunitário S. Cirilo, Centro Social da Foz do Douro, Cuidadores, EP Santa Cruz do Bispo Masculino
Junta de Freguesia de Ramalde, LA Hospital Santo António, Lar Rainha D. Beatriz, O Meu Lugar no Mundo, Obra de Nª Srª das Candeias, Obra Diocesana de Promoção Social, Porta Solidária, Somos Nós
UCC Cuidar - ACeS Porto Ocidental, União Freguesias Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde e VEM - Voluntariado em Matosinhos foram as instituições que marcaram presença no encontro.
“A CASO tem um grande espírito de missão.”
Marcaram também presença na sessão Fernando Paulo, vereador da CM Porto com o Pelouro da Educação e da Coesão Social, e Nuno Matos, vereador da CM Matosinhos com o Pelouro da Participação Cívica e Juventude; Desporto e Associativismo Desportivo; e Contraordenações.
Fernando Paulo começou por afirmar que “a Católica é uma casa que eu conheço bem. A CASO tem a capacidade de mobilizar pessoas e forças para que a cidade e a região sejam mais coesas. A CASO tem um grande espírito de missão de serviço e os voluntários são exemplares”. Para o vereador do Município do Porto, “o património mais valioso que as cidades têm são as pessoas”.
Nuno Matos, vereador da CM Matosinhos, começou por felicitar o trabalho desenvolvido pela CASO, destacando a importância do voluntariado. “É importante olhar-se para os outros para que ninguém fique para trás”. O vereador de Matosinhos partilhou também a parceria que já está a nascer entre a CASO e o município e que irá resultar na assinatura de um protocolo de parceria em outubro de 2024.
Isabel Braga da Cruz, nas palavras de encerramento, recordou as palavras do Papa Francisco, quando se dirigiu aos jovens universitários da Universidade Católica, em Lisboa, no âmbito da JMJ: “experiências de serviço fraterno como a Missão País, e tantas outras que nascem no ambiente académico, deveriam ser consideradas indispensáveis para quem vai para a universidade. O diploma, de facto, não pode ser visto apenas como uma licença para construir o bem-estar pessoal, não, mas como um mandato para se dedicar a uma sociedade mais justa, mais inclusiva, ou seja, mais desenvolvida.”
A pró-reitora reafirma “o compromisso com o serviço, o voluntariado, com os parceiros, com a nossa comunidade. Que este encontro seja mais um marco na jornada contínua de colaboração e impacto positivo. Continuamos disponíveis para acolher os vossos desafios para, num trabalho sempre colaborativo, encontrarmos novas soluções, na certeza de que juntos podemos tornar o nosso planeta num lugar melhor para todos.”










06-06-2024