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Eventos

Innovation Day - Sustainability across the Food Chain

21.02.2020 09:00
Edifício de Biotecnologia / Biotechnology Building


Innovation Day 2020

A Escola Superior de Biotecnologia tem o prazer de o/a convidar para o INNOVATION DAY 2020 - SUSTAINABILITY ACROSS THE FOOD CHAIN, que terá lugar no dia 21 de fevereiro de 2020, às 9h00, no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa -  Edifício de Biotecnologia.
 
O objetivo do evento será de identificar questões relevantes na área e debater estratégias que permitam ao setor agro-alimentar adotar um posicionamento adequado face aos desafios associados. Estamos certos de que a partilha de conhecimento e experiência nesta área será uma mais valia.
 

Mais informações aqui

Jornadas de Teologia 2020

03.02.2020 09:30 — 06.02.2020 10:30
Edifício das Artes / Arts Building


Entre os dias 3 e 6 de fevereiro, o núcleo do Porto da Faculdade de Teologia, em colaboração com a Diocese do Porto e a Irmandade dos Clérigos, vai realizar as Jornadas de Teologia 2020, sob o tema “A Iniciação Cristã em Tempos de Secularização”.

O evento, que decorre no campus Porto, é inspirado na Mensagem do Papa Francisco: “Tornar-se cristão é um dom que vem do alto (cf. Jo 3,3-8). A fé não se pode comprar, mas sim pedir e receber como dom. “Senhor, concedei-me o dom da fé!”, é uma bonita oração! “Que eu tenha fé!” é uma bonita prece. Pedi-la como dom, mas não se pode comprá-la, pede-se. Com efeito, «o Batismo é o sacramento daquela fé, com a qual os homens, iluminados pela graça do Espírito Santo, respondem ao Evangelho de Cristo» (Rito do Batismo das Crianças, Introdução geral, n. 3). A formação dos catecúmenos e a preparação dos pais, assim como a escuta da Palavra de Deus na própria celebração do Batismo, tendem a suscitar e a despertar uma fé sincera, em resposta ao Evangelho” (PAPA FRANCISCO, Audiência geral, Praça São Pedro Quarta-feira, 18 de abril de 2018).

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Arte & Ciência | Nuno Sousa · Uma nova forma de olhar para o cérebro

05.03.2020 18:30


 
 
Arte & Ciência | Nuno Sousa · Uma nova forma de olhar para o cérebro
Auditório Ilídio Pinho
05 MAR · 18H30
ENTRADA LIVRE
 
Nesta aula o investigador Nuno Sousa vai expôr-nos uma nova visão do cérebro a partir de dados de investigação centrados no estudo do cérebro sob stress.
 
Usando técnicas de neuroanatomia, eletrofisiologia, optogénetica e neuroimagem, as investigações em que está envolvido foram conseguindo caracterizar as alterações no córtex cerebral desencadeadas pela resposta ao stress e entender os mecanismos que estão na base de alteração do comportamento na fisiopatologia de doenças relacionadas com a exposição a stress.
 
 
 
 
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NUNO SOUSA
Nuno Sousa é Professor Catedrático na Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM). É atualmente o Presidente da Escola de Medicina da UM. Médico, Neuro Radiologista. É Diretor do Centro Clínico Académico - Braga (2CA) no Hospital de Braga e do Centro de Medicina Digital P5, na UM. É investigador do Domínio de Neurociências no Instituto de Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da UM. Publicou mais de 450 de artigos em revistas internacionais, tendo um fator H de 70, com mais de 20000 citações. Supervisionou dezenas de alunos de Doutoramento e Mestrado. Recebeu vários prémios, incluindo a Medalha de Ouro do Ministério da Saúde em 2011. É membro de várias comissões de educação médica (NBME, EuroBMA), saúde e de investigação nacionais e internacionais. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências e Presidente do Conselho Científicodas Ciências da Vida e da Saúde da FCT. É membro do Conselho Executivo da Fundação Bial.

 

Organização
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Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
 
 

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

 

Seminário Alergénios e Alimentos

31.01.2020 14:30 — 31.01.2020 19:00
Edifício de Biotecnologia / Biotechnology Building


Auditório EBI
 

A Escola Superior de Biotecnologia tem o prazer de o/a convidar para o Seminário "Alergénios e Alimentos”, que terá lugar no dia 31 de janeiro de 2020, às 14h30, no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa, Edifício de Biotecnologia, no Auditório EBI.
 
A alimentação é um dos principais fatores que contribui para a manutenção da saúde e para a prevenção das doenças.
As alergias alimentares são um problema de saúde pública crescente e por isso um tema de preocupação para a todos os intervenientes da cadeia alimentar. A exposição acidental dos consumidores a alergénios, não é incomum, pelo que se torna fundamental que os estabelecimentos de restauração coletiva e a indústria alimentar, implementem procedimentos de prevenção à contaminação cruzada, ao longo dos seus processos de confeção e preparação de géneros alimentícios.
 
Neste seminário, dirigido a profissionais da área alimentar, pretende-se abordar os conceitos gerais sobre alergias alimentares e alimentos relacionados; dar a conhecer dados epidemiológicos sobre alergias alimentares; identificar os alergénios alimentares de comunicação obrigatória; e a gestão de alergénios aplicados à restauração e à Industria Alimentar.
 

Mais informações

Arte e Ciência | Marta de Menezes · Arte e Biologia: De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos?

20.02.2020 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


 
 
Arte e Ciência | Marta de Menezes · Arte e Biologia: De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos?
Auditório Ilídio Pinho
20 FEV ·  18H30
ENTRADA LIVRE
 
Nos últimos vinte anos Marta de Menezes tem trabalhado em investigação e prática artística, na intersecção de arte e ciência.
Esta aula aberta vai focar-se na articulação entre projectos de arte contemporânea que exploram colaborações com biologia e trabalham o uso do meio vivo como matéria para expressão artística, com foco especial nos seus mais recentes trabalhos da artista/investigadora sobre questões de identidade, manipulação genética e ética.
 
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A actividade de Marta de Menezes ocorre na fronteira entre a arte e a biotecnologia e contribui para a transformação profunda da prática artística e da prática científica. Marta de Menezes cientifica conceitos artísticos e artealiza objetos de ciência. Uma das possibilidades de analisar os seus projectos é encontrar neles as ressonâncias dos campos da arte e da história. A artista explora, por exemplo, um género histórico, o retrato, mas, em vez de representar figuras ou rostos, apresenta retratos da actividade cerebral dos sujeitos, através da ressonância magnética; também explora a disciplina da escultura, mas as suas esculturas são sistemas celulares em permanente mutação; explora ainda algo inerente ao objecto artístico, o seu envelhecimento e a sua degradação, mas com recurso a processos bacteriológicos que destroem as obras durante o tempo da sua exposição. 
 
Outra possibilidade de abordagem ao seu trabalho visa perceber o que ele partilha com as práticas artísticas contemporâneas. A título de exemplo: a exploração do território tradicionalmente exterior ao artístico e a apropriação de métodos de outras áreas disciplinares; o uso de sistemas e não meras ferramentas; a dimensão colaborativa da criação que, no seu caso, se concretiza através da participação de cientistas; a problematização das questões da autoria que têm nos seus projectos, matéria fértil de reflexão. Mas o que define a sua obra são materiais e procedimentos alheios às convenções da arte, são os organismos vivos que nascem e morrem, que crescem e se degradam, que se auto-regeneram. Do seu vocabulário artístico, fazem parte termos como bactérias, moléculas, células, genes, proteínas. A vida é a sua matéria e o seu meio. 
 
Assim se percebe que tenha intitulado esta palestra "Arte e Biologia: De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos?" perguntas que inquietaram artistas (lembrem-se Gauguin, Munch, Carneiro) e cientistas. Marta de Menezes integra a linhagem dos que se interrogam acerca da natureza, dos que investigam as múltiplas possibilidades de a refundar, reconstruir, refazer, através da biotecnologia, dos que procuram a origem, a deriva e o futuro da condição humana. Ao tema nuclear do seu trabalho estão associados conceitos como os de impermanência e indeterminação, bem como processos de decisão, selecção e manipulação. Portanto, por detrás da fachada poética que o uso artístico da ciência e o uso científico da arte, propõem, estão em jogo questões de poder, questões políticas e questões éticas. 
 
No limite, o que nos propõe a sua actividade híbrida, desenvolvida entre os protocolos da ciência e os protocolos da arte, é a possibilidade da anulação do pensamento binário em que fomos formados e que opõe a natureza à cultura, a natureza à técnica, o natural ao artificial. E tanto lhe interessa o que conduz do natural ao artificial, como o que reverte o artificial de regresso ao natural. O mesmo é dizer que lhe interessam todos os processos de identidade mutante.
 
Laura Castro

 

 

Podes consultar aqui o programa de Aulas Abertas da Escola das Artes para o ano letivo de 2019-20, sob o tema “Arte e Ciência”.

 

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MARTA DE MENEZES

Marta de Menezes (Lisboa, 1975) é licenciada em Belas Artes pela Universidade de Lisboa, e tem um mestrado em História de Arte e Cultura Visual pela Universidade de Oxford. Nos últimos anos tem vindo a explorar a interacção entre Arte e Biologia, trabalhando em institutos de investigação científica demonstrando que as tecnologias biológicas podem ser utilizadas como media para criação artística. Em 1999 Marta criou o seu primeiro projecto de arte biológica (Nature?) ao modificar o padrão das asas de borboletas vivas. Desde então tem utilizado diferentes técnicas biológicas incluíndo Ressonância Magnética Funcional do cérebro para criar retratos onde a mente pode ser observada (Functional Portraits, 2002); fragmentos de ADN fluorescentes para criar micro-esculturas no núcleo de células humanas (NucleArt, 2002); esculturas feitas com ADN (Inner Cloud, 2003) ou com neurónios vivos (Tree of Knowledge, 2005) e pinturas degradadas por bactérias (Decon 2007). O trabalho da artista tem sido apresentado internacionalmente em exposições, publicações e palestras. 

 
 

Organização
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Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
 
 

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

 

 

Seminário com Luiz Camillo Osorio | Questões de Curadoria: Estética, Crítica e Montagem

10.02.2020 18:00 — 13.02.2020 18:00
Edifício das Artes / Arts Building


 
 
Questões de Curadoria: Estética, Crítica e Montagem
Professor Doutor Luiz Camillo Osorio
PUC-Rio/CNPQ/ Instituto PIPA/ Escola das Artes
10-13 FEV
 
Inscrição:
Gratuita para alunos da Escola das Artes (sem necessidade de inscrição)
25€ para público em geral (50% de desconto para estudantes da UCP)
 
Este curso/seminário pretende discutir os desafios e os limites da curadoria hoje. Há já algum tempo tem sido apontada uma presença destacada da curadoria (e dos curadores) no mundo da arte. Desde a atuação  pioneira de Harald Szeemann que junto ao gesto criativo do curador surge também um risco de arbítrio conceitual. A acusação de que as exposições se transformaram elas mesmas em obras de arte é parte desta condição ambivalente das curadorias.
 
Para tratar desta situação vamos dividir o seminário em três sessões em que discutiremos os aspectos estéticos e críticos das curadorias, tomando a montagem como seu gesto determinante.
 
 
 
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Sessão 1 – 10 de fevereiro, 2ª feira, das 18h às 21h
Estética: em uma sociedade marcada pela espetacularização, pela publicidade e pelo consumo, como lidar com a dimensão estética da arte, sem com isso afirmar as formas instituídas de captura?
 
Sessão 2 – 11 de fevereiro, 3ª feira, das 18h às 21h
Crítica: Atuando no interior das instituições, como preservar nas curadorias alguma potência crítica? Que forma de crítica é possível imaginar em exposições museológicas? Como deslocar a crítica institucional para uma possível institucionalidade crítica?
 
Sessão 3 – 13 de Fevereiro, 5ª feira, das 15h às 18h
Montagem: Assumindo-se a curadoria enquanto desdobramento da função crítica, pensaremos a montagem enquanto escrita no espaço. Escrita que combina discursividade e sensorialidade, experimentação e experiência.
 
Na primeira sessão discutiremos elementos conceituais inaugurados pela estética kantiana e que se desdobram nas obras de Adorno e Rancière. Na segunda sessão, discutiremos a renovação crítica e curatorial de Harald Szeemann e John Berger. No terceiro encontro, pensando a montagem como gesto criativo analisaremos as experiências radicais de Godard (principalmente em História(s) do Cinema) e as intervenções composicionais e relacionais de Bruno Latour e Nicolas Bourriaud.
 
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Bibliografia:
KANT, I.  - Crítica da Faculdade do Juízo, INCM, Lisboa, 2017
RANCIÈRE, J. - O Espectador Emancipado, Orfeu Negro, Lisboa, 2017
BERGER, J. – Ways of seeing, BBC 2, 1972
GODARD, J-L – Histoire(s) du cinema
BOURRIAUD, N. – Esthétique relationnelle, Les presses du réel, Paris, 1998.
LATOUR, B – An attempt at a compositional manifesto, http://www.bruno-latour.fr/sites/default/files/120-NLH-finalpdf.pdf
 
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LUIZ CAMILLO OSÓRIO
Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, investigador do CNPQ e curador do Instituto PIPA. Entre 2009 e 2015, foi Curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2015, foi o curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza. Em 2016 fez a curadoria da exposição “Calder e a arte brasileira”, no Itaú Cultural e em 2017, a curadoria do 35º Panorama da arte brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo, museu ao qual pertenceu ao conselho de curadoria, entre 2006 e 2008.
 

Porto Summer School on Art & Cinema 2020: Rewriting History (EVENTO ADIADO)

07.07.2020 10:00 — 11.07.2020 20:00
Edifício das Artes / Arts Building


IMPORTANT NOTICE

Like other universities in countries gravely affected by the COVID-19 outbreak, the response of The School of Arts - Universidade Católica Portuguesa to this crisis has been to postpone or cancel all academic events until further notice. As a consequence of the implemented contingency measures, we regret to inform that the Summer School on Art and Cinema - Rewriting History, scheduled for 7-11 July 2020, has been postponed to a future date to be released. 
 
In these difficult times of worldwide emergency, we are certain you will appreciate our priority to keep all our visitors safe.
 
At this stage, we remain committed to bringing to you the Summer School in a near future, striving to secure new dates for the announced program. We hope we will be able to realize the event later this year. 
 
For more information and updates please visit our website and follow our social media. 
 
 
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In 2020, the Porto Summer School on Art & Cinema will take place from July 7th to 11th. The artists and critics confirmed so far for the 3rd edition are:

Lucrecia Martel
Filipa César + Coletivo Cadjigue
Karrabing Film Collective
Susana de Sousa Dias
Ben Russell
Ariella Aïsha Azoulay + Hagar Ophir
Lilia Moritz Schwarcz
 

The Summer School intends to be an advanced course of new practices of cinema, combining a critical thought with the contact with great creators of film and contemporary art. The diversity of procedural approaches, as well as the decisive themes of the present world, will be presented by directors/artists of great international relevance, assisted by thinkers, critics and academics who will discuss the work developed during the week. The Summer School is structured in six days, and each day is dedicated to one of the directors/artists who, at different times and with different structures, will be in direct contact with the participants, in a creative and informal environment.

Besides the workshops, the Summer School has also an open program, mostly comprised of screenings and exhibitions openings from the directors or artists present in Porto. This program is offered to the city and its lively cultural audience.

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In recent years, postcolonial thinking has posed a pressing problem: What to do with the spoils of colonialism in Western museums? A restitution movement began taking place and several political institutions began processes of recognition of the violent practices that colonialism implied.
 
The Porto Summer School on Art & Cinema 2020 is composed of a group of artists, filmmakers and researchers who have integrated in their artistic practices a work on this rewriting of history, either through the unearthing of dictatorial memory, or, above all, of colonial history. These processes include recognizing the work of the colonized peoples, especially in the production of moving images, rediscovered now in the national archives and also through the contemporary cinema of native peoples, who now have an autonomous voice in the production of images.

 

Key Points

  • An international summer school aimed for artists and filmmakers.
  • A faculty composed of internationally recognized artists/directors and academics/thinkers.
  • An intensive regime, for a week, with contact with several creative agents of contemporary cinema.
  • Use of the technical and artistic resources of the School of Arts (material for capturing images and sound, post-production laboratories for image and sound, exhibition space, library).
  • The Summer School will take place in various cultural spaces of the city (Serralves, Municipal Gallery, Teatro Rivoli)
  • The city of Porto, as a tourist destination of great cultural impact.

 

Further information: 

WEBSITE > HERE

summerschool.arts@porto.ucp.pt

 

If you want to receive additional information on other programs and opportunities, please subscribe our newsletter here

 
 

Art Under Political Order

14.02.2020 15:00 — 14.02.2020 20:00
Edifício das Artes / Arts Building


 
 
Seminar Art Under Political Order
14 FEV · 15h-19h
SALA EA008
Entrada Livre
 
Vários projetos artísticos se têm centrado na sua relevância social e política, reivindicando um ato de engajamento - entre arte e sociedade - como centro da obra de arte. Está em causa a capacidade de lidar e discutir explicitamente aspectos conflituantes da experiência humana de uma forma deliberadamente politizada. No entanto, é importante tomar em linha de conta o modo como esse “engajamento” pode levar à renúncia, à perda ou até ao sacrifício dos aspectos materiais da obra de arte em favor de seu conteúdo político. Isto é, poderá o compromisso entre a arte e sua eficácia política comprometer a dimensão estética? Pode uma obra de arte ser validada apenas pela sua agenda política e eficácia discursiva? Num mundo de extremos políticos, estará a arte a tornar-se uma mera “ferramenta” do ativismo político [artivismo]? Haverá possibilidades para lá da polarização da autonomia estética e do ativismo político: formas de prática artística posicionada, que consigam articular o social sem perder de vista as qualidades formais e materiais?
 
Este seminário propõe uma discussão aberta e sem temores sobre as (dis)tensões contemporâneas entre política e estética da arte. Uma reflexão que tome em consideração como essas questões se confrontam com o pressuposto fundador da autonomia da arte. Uma reflexão que pode também emergir da necessidade de mudança das práticas artísticas etnográficas, documentais, políticas e socialmente engajadas para uma conciliação com a estética.
 
PROGRAMA
 
15H00
Abertura com Daniel Ribas, Maria Coutinho e Nuno Crespo
SABETH BUCHMANN O institucional enquanto crítica infraestrutural
 
15h45
LUIZ CAMILLO OSORIO Os Parangolés, a política e o museu
 
16h30
PEDRO ANDRADE Deixa eu dançar: a política tropicalista
 
17h15 – 17h30 PAUSA
 
17H30
FRANCISCO VIDAL Kurt Cobain, Luuanda Rising ; Rui Pinto Luuanda Leaks
 
18H15
ALEXANDRA BALONA A potencialidade descolonial da obra coreográfica de Marlene Monteiro Freitas
 
 
 
 
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Organizadores:
Daniel Ribas
Maria Coutinho
Nuno Crespo
 
Organização conjunta:
 
 
 
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Seminar Art Under Political Order
14 FEB · 15h-19h
Classroom EA008
Free Admission
 
Several artistic projects are focused on their social and political relevance reclaiming an engagement act – between art and society – to be at the centre of the artwork. At stake is the ability of explicitly dealing and discussing conflictual aspects of the human experience in a deliberate and politized way. However, it is relevant to consider in what ways that “engagement” can lead to renunciation, or loss, or even sacrifice of the material aspects of the artwork in favour of its political content. That is, can the commitment between art and its political efficacy compromise the aesthetic dimension? Can an artwork be validated only by its political agenda and its discursive efficiency? In a world of political extremes, is art becoming only a “tool” of political activism [artivism]? Are there possibilities beyond the polarization of aesthetic autonomy and political activism: forms of positioned art practice that knows how to articulate the social also in and through formal and material qualities?
 
This seminar proposes an open and fearless discussion on the contemporary (dis)tensions between politics and the aesthetics of art. A reflection that takes into consideration how these questions face the founding assumption of autonomy of art. A reflection that can also emerge from a necessary change from the ethnographic, documental, political, and socially engaged art practices to a conciliation with its aesthetics.
 
PROGRAM
 
15H00
Opening with Daniel Ribas, Maria Coutinho and Nuno Crespo
SABETH BUCHMANN Institutional as Infrastructural Critique
 
15h45
LUIZ CAMILLO OSORIO Parangolés, Politics and the Museum
 
16h30
PEDRO ANDRADE Deixa eu dançar: The Tropicalist Politics
 
17h15 – 17h30 INTERMISSION
 
17H30
FRANCISCO VIDAL Kurt Cobain, Luuanda Rising ; Rui Pinto Luuanda Leaks
 
18H15
ALEXANDRA BALONA The decolonial potentiality of Marlene Monteiro Freitas’ choreographies
 
 
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Organizing Committee:
Daniel Ribas
Maria Coutinho
Nuno Crespo
 
Joint organization:
 
 

 
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Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
 
 

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

 

 

Arte & Ciência | Luís Fernandes, Inês Costa e Lars Montelius · Scale Travels, um programa sobre arte e nanotecnologia

27.02.2020 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


 
 
Arte & Ciência | Luís Fernandes, Inês Costa e Lars Montelius · Scale Travels, um programa sobre arte e nanotecnologia
Auditório Ilídio Pinho
27 FEV · 18H30
ENTRADA LIVRE
 
Nesta sessão será abordada a relação entre arte e ciência a partir do exemplo concreto do programa Scale Travels, um programa de residências artísticas do gnration e do Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL). A sessão será composta por uma apresentação do programa, seguida de uma conversa com Lars Montelius, Cientista e Diretor Geral do INL, Luís Fernandes, Diretor Artístico do gnration e do programa Scale Travels e Inês Costa, coordenadora das residências artísticas do programa.
 
A relação entre arte e ciência tem sido um tópico de elevado interesse ao longo da história. Passou por visões, correlações e sensibilidades diferentes ao longo de vários períodos e espaços de pensamento. Atualmente, encontramo-nos num período rico nos cruzamentos das várias áreas, verificando-se uma enorme evolução nos estudos e trabalhos multidisplinares nas comunidades académica e artística. Neste contexto temos verificado uma aproximação notável entre estes dois universos. Mas o que é a relação entre a arte e a ciência. Como se faz? Para que serve? E a quem serve? O que tem motivado esta aproximação? O conteúdo, a necessidade ou revolução das ferramentas e dos acessos? Todas as perguntas terão pertinências e respostas diferentes em contextos diferentes. Mas como construímos esta ligação?
 
Há sempre vários níveis para a leitura de qualquer artefacto, imagem, texto, som, objeto ou informação. Os resultados da investigação científica não são uma exceção. 
Podemos dividir estes níveis em três momentos diferentes: O plano onde é privilegiada a precisão, o rigor, a medição e o factual, sendo um domínio que usualmente associamos aos cientistas; O plano do domínio do artesão, do construtor, que se relaciona com a clareza, a materialização, a eloquência e que depende em muito da capacidade do autor; E um terceiro plano que não se prende ao objeto mas que se constrói na relação com o sujeito. É o momento em que se cria o espaço para a intenção, para a paixão, em que o sujeito traz um vocabulário, um interesse, um mistério, uma ânsia e um passado. 
Scale Travels surge precisamente neste terceiro plano onde reside a importância de cruzar as competências de cientistas e artistas, numa profunda colaboração que tem sido capaz de superar as apropriações de parte a parte, onde a investigação atual de cientistas se traduz para a escala humana. Onde artistas têm vindo a pautar a sua prática artística pela incorporação de elementos das STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) nas suas criações, numa nova corrente conhecida por STEAM (science, technology, engineering, art).
 
José Alberto Gomes
 
 
 
 
 
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LUÍS FERNANDES
Luís Fernandes é músico, artista sonoro e curador. O seu trabalho tem-se vindo a debruçar principalmente pelo universo da eletrónica exploratória passando, por música, vídeo cinema e instalação. Paralelamente ao seu percurso criativo é diretor artístico do gnration(Braga), fundador do Festival SEMIBREVE, Braga (Portugal), responsável pela coordenação artística da Braga Media Arts e diretor geral e artístico do index.
 
 
INÊS COSTA
Inês Costa integra a Unidade de Comunicação e Marketing Corporativo do Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia. É a coordenadora do programa de residências Scale Travels, um programa orientado à convergência entre as artes e as ciências.
 
 
LARS MONTELIUS
Lars Montelius é diretor-geral do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia desde setembro de 2014. É professor de Nanotecnologia na Universidade de Lund, Suécia, Lars Montelius e fundador de várias empresas suecas na área da nanotecnologia.
 

Organização
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Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
 
 

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

 

 

Arte e Ciência | Diogo Evangelista · Blind Faith

13.02.2020 18:30
Edifício das Artes / Arts Building


 
 
Arte e Ciência | Diogo Evangelista · Blind Faith
Auditório Ilídio Pinho
13 FEV · 18H30
ENTRADA LIVRE
 
 
O programa de Aulas Abertas da Escola das Artes para o ano letivo de 2019-20, sob o tema “Arte e Ciência”, decorrerá às quintas-feiras de fevereiro a final de maio de 2020 e abordará o diálogo entre arte e ciência que, em alguns casos, se faz de aproximação e convergência e, noutros, de afastamento e divergência. 
 
Nesta que será a aula inaugural do programa, recebemos Diogo Evangelista para nos falar sobre o processo de trabalho em torno de Blind Faith, exposição que o artista desenvolveu especificamente para o espaço expositivo da Escola das Artes, e que terá a sua inauguração neste mesmo dia, no final da aula aberta.
 
Blind Faith transporta-nos numa viagem a um mundo pseudo-histórico. 
Partindo de uma narrativa de caráter surreal, à semelhança de um sonho e uma alucinação, procura materializar o sentimento de plenitude que antecede a desmaterialização de um corpo. 
 
 
 
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DIOGO EVANGELISTA
 
Diogo Evangelista vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho reflete sobre o estatuto da imagem e o seu potencial como veículo contracultural. Tendo como ponto de partida materiais apropriados e de arquivo, produz narrativas não lineares e pontos de vista especulativos acerca do real.
Exposições recentes incluem: Espaço de Fluxos (ZDB, Lisboa, 2017) Utopia/Dystopia (MAAT, Lisboa, 2017), The Eighth Climate (What Does Art Do?) (11th Gwangju Biennale, 2016), Matter Fictions (Museu colecção Berardo, Lisboa, 2016 ), Hyperconnected (5th Moscow International Biennale for Young Art, Moscovo, 2016), Magician's Right Hand, (Futura, Praga, 2016 ) and Hybridize or Disappear (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa, 2015). As one hand touches the other (Videoex, Zurique, 2015), between the spider and the mind there is a hand - Outdoor I (Warm, São Paulo, 2015), Grotto-Heavens ( CAC, Vilnius, 2014). BES Revelação (Museu de Serralves, Porto, Portugal, 2014).The World of Interiors (The Green Parrot, Barcelona, 2014).

Organização
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Este projeto é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto Ref.ª UID/00622/2020.
 
 

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto NORTE-01-0145-FEDER-022133, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

 

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