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Pesquisas Internas

  • Gonçalo Sousa tem 22 anos, é natural de Santo Tirso e é estudante do último ano da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, um programa conjunto da Católica Porto Business School (CPBS) e da Faculdade de Direito – Escola do Porto. Irrequieto por natureza e movido pela vontade de conhecer sempre mais, assumiu dois mandatos como presidente da Associação de Estudantes da CPBS, cargo que encarou com o compromisso de “garantir que todos os estudantes usufruíam de um ensino e de uma experiência universitária capaz de lhes dar muito futuro”. Planos para o futuro? “Ter o meu próprio negócio”. Uma terapia? “O desporto”. Uma inspiração? “O meu avô”.

     

    Porquê escolher a Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão da Universidade Católica Portuguesa no Porto?

    O meu percurso no secundário sempre me deixou mais inclinado para a Gestão, quiçá, até porque sempre admirei grandes empreendedores e a capacidade de fazer acontecer. O Programa da Dupla Licenciatura, quando o comecei, tinha ainda dado poucos passos, em 2018, mas já oferecia grandes promessas de ser uma proposta vencedora. Por muito que tenha hesitado, a verdade é que o conhecimento jurídico, para qualquer cidadão, é essencial. Para quem quer assumir responsabilidades dentro de um negócio ou de uma organização, onde se zela pelo coletivo e se fazem acordos diariamente, ainda mais. Dito isto, senti que era uma aposta certa. E, pelos vistos, tinha razão.

     

    “Para além de todo o prestígio e reconhecimento que tem, é uma universidade que nos desafia permanentemente.”

     

    Quando ingressou na Dupla Licenciatura em 2018 ainda não havia nenhum licenciado …

    Pois não, a Dupla Licenciatura só se estreou em 2015. Os primeiros licenciados estariam a um par de anos de terminar. Ainda assim, quis arriscar. Sabia que era um passo certeiro e que ia ser determinante no meu percurso. Era diferenciador face a qualquer outra formação possível em Portugal. Procurei saber mais sobre este dinamismo entre o Direito e a Gestão. Informei-me junto de quem conhecia bem os dois mundos e compreendi que era uma aposta de grande valor.

     

    O que é que distingue a Universidade Católica no Porto?

    Para além de todo o prestígio e reconhecimento que tem, é uma universidade que nos desafia permanentemente. Entrei para a Católica muito entusiasmado e, também, consciente de que me esperava um caminho exigente. Lembro-me de estar a fazer a matrícula e de alguém me dizer que frequentar a Dupla Licenciatura era muito exigente e que implicava uma enorme dedicação. Confesso que não me assustei (risos). Sabia para o que vinha, mas, também, sabia que vinha para me entregar ao curso e para aproveitar tudo o que a Católica tinha para me oferecer.

     

    Quais são os maiores desafios da Dupla Licenciatura?

    Sem dúvida que o maior desafio é a gestão de tempo. É muito importante saber conciliar as diferentes dimensões da nossa vida: faculdade, família, amigos e outras atividades. Para além disto, o próprio plano curricular, também, é um grande desafio, porque nos convida a colocar em permanente relação a área da Gestão com a do Direito. Está construído de forma a que os estudantes tenham de criar pontes entre as duas áreas, percebendo, desta forma, a sua complementaridade.

     

    “Um bom gestor tem de ter uma mente aberta, criativa, saber ouvir e reconhecer as ideias dos outros.”

     

    Sendo a Gestão a sua área de eleição, o que é que mais o fascina?

    São os processos, a logística, as operações, as pessoas. Gosto de pensar em estratégias que permitam a otimização dos processos e dos recursos. Sinto que isto nasceu comigo, esta vontade de contribuir para o crescimento de uma organização e de ajudar a reparar as fragilidades dos sistemas. Para além disto, adoro lidar e relacionar-me com pessoas.

     

    O que é que um bom gestor deve ser/ter?

    Em primeiro lugar tem de estar aberto às sugestões e aos contributos da sua equipa. Ter um pensamento fechado e redutor é o pior que pode acontecer a qualquer gestor. Ter uma mente aberta, criativa, saber ouvir e reconhecer as ideias dos outros. É essencial que se compreenda que a Gestão não é só de mim para eles, mas, também, de muitos para mim. Relacionado com isto, um bom gestor tem, também, de ser um bom líder, e um bom líder não é um bom chefe, nem um bom patrão. Está intrinsecamente ligado com o que disse anteriormente: tem de saber ouvir.

     

    Para além do percurso académico, tem estado envolvido em muitas atividades extracurriculares …

    No início do curso estava muito focado nos meus resultados quantitativos. Queria ter notas muito altas e estava muito centrado nesse objetivo. Com o tempo, percebi que noutras atividades podia também desenvolver competências essenciais que dificilmente encontraria nos livros. Acabei por ter de aprender a equilibrar o meu tempo. Dividi-me para ser mais completo. Viver o meu quotidiano a um ritmo acelerado nunca me assustou, pelo contrário. Acho que, aliás, não sei ser feliz de outra forma porque cresci assim: sempre participei em diferentes atividades e joguei andebol numa dinâmica de vida que me exigia método e organização.

     

    “Sempre trabalhamos para garantir os níveis de exigência que tão bem caracterizam a excelência da Católica.”

     

    Foi presidente da Associação de Estudantes (AE) da Católica Porto Business School. Como é que descreve a sua experiência?

    Fui presidente da Associação de Estudantes da Católica Porto Business School durante dois mandatos. Foi uma experiência muito marcante. Quando entrei na faculdade percebi logo que a Associação de Estudantes tinha um potencial enorme. Fui acompanhando o seu trabalho e ainda antes de ser presidente fui também vogal. No fundo, fui acompanhando sempre de perto a sua atividade, magicando muitas ideias e, ao mesmo tempo, desenvolvendo uma vontade grande de as pôr em prática. Foi assim que nasceu a motivação de me tornar presidente. O que me orientou foi sempre a certeza do potencial que a AE tem e a importante missão que assume na vida dos estudantes. Uma AE não tem só um papel de relevo diante dos estudantes, mas, também, assume um papel ao nível pedagógico, intercedendo junto dos professores e da direção da faculdade. No fundo, uma AE é uma associação atenta a todos os problemas e assuntos de uma faculdade. Uma AE cria pontes, suporta os alunos, mas, acima de tudo, a própria faculdade.

     

    Quando foi eleito presidente da AE da CPBS com que missão e objetivos se comprometeu?

    Uma associação de estudantes não existe só para promover atividades lúdicas, recreativas e desportivas, mas passa muito por manter a integridade do percurso académico dos alunos. Este foi o meu compromisso: ajudar a enriquecer o percurso académico dos estudantes e assegurar a qualidade de ensino da CPBS através do contacto com a direção no conselho pedagógico. Nunca quis de todo facilitar o percurso dos estudantes na faculdade. Sempre trabalhamos para garantir os níveis de exigência que tão bem caracterizam a excelência da Católica. Nunca quis criar atalhos para os alunos, mas quis sempre garantir que usufruíam de um ensino e de uma experiência universitária capaz de lhes dar muito futuro.

     

    O que é que esta experiência lhe trouxe?

    Tirou-me muito tempo (risos). Não levei amigos para a associação, mas acabei por trazer muitos amigos da associação. Acima de tudo, a Associação de Estudantes deu-me uma experiência muito completa e muito rica. Criei relações para a vida, pessoais e profissionais, fez de mim uma pessoa mais atenta, observadora e capaz de apresentar soluções para os problemas, aprendi a relacionar-me melhor com os outros, a saber ouvir, a saber acolher ideias diferentes das minhas e trouxe-me, também, muito conhecimento. Aprendi a saber lidar com o erro e isto é importantíssimo. As coisas nem sempre correm bem e é importante saber identificar o erro e saber lidar e desenhar um novo caminho.

     

    Como descreve numa palavra estes últimos anos?

    Descrever numa só palavra é difícil (risos). Diria, talvez, que foram anos, acima de tudo, intensos. De forma positiva, foram anos muito intensos, com um ritmo acelerado, muito marcantes. Definitivamente, impossíveis de esquecer.

     

    Ainda ocupa a função de treinador da equipa de futebol masculino da CPBS …

    Sim e tenho um carinho muito grande por esta atividade, porque a minha primeira função na AE, antes de ser presidente, foi ser vogal do departamento desportivo. Guardo muito carinho pelas equipas da CPBS e temos muitas modalidades: voleibol, surf, golfe, ténis, entre outros. Reconheço no desporto uma mais valia muito importante. Para além de ser terapêutico, ensina-nos valores muito importantes: trabalho em equipa, entreajuda e resiliência.

     

    Planos para o futuro?

    Tenho uma vontade grande de ter o meu negócio e tenho um gosto especial pelo ramo industrial, com especial interesse pela área têxtil, mas a curto prazo quero continuar a ajudar a Universidade a crescer.

     

    Falta apenas um semestre para o fim desta jornada…

    Já sinto nostalgia, já tenho saudades. E isto ainda nem acabou (risos).

     

    “Os bons líderes inspiram-me.”

     

    O que é que o move?

    A possibilidade de aprender coisas novas a cada dia. Esta oportunidade de evoluirmos constantemente é fascinante. Em tudo o que faço tento aprender e encaixar na minha mundividência o máximo possível. Quero ser um profissional e, essencialmente, uma pessoa cada vez mais completa.

     

    Alguma pessoa que seja uma inspiração para si?

    Os bons líderes inspiram-me. O meu avô é, sem dúvida, uma dessas pessoas.  Fascina-me a sua capacidade de mover e de alterar o rumo das coisas, sempre guiado pelo cuidado e pela atenção com os outros.

     

  • Veja a Mensagem de Natal de Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa.

  • A curta-metragem de animação Garrano, dos realizadores Vasco Sá e David Doutel, alumni da Escola das Artes, foi selecionada para exibição no festival norte-americano Sundance.

    A mistura de som da curta foi feita na Escola das Artes pelo professor José Vasco Carvalho, coordenador do mestrado em Som e Imagem.
     
    Também integram a equipa Bernando Bento (Sound Design), alumnus e professor da EA, e o alumnus Rodrigo Areis (produção).

    A curta será exibida no Animation Short Film Program.
     

  • A Thertac, uma startup da qual fazem parte Carla Pais-Vieira, investigadora do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), do Instituto de Ciências da Saúde no Porto, e André Perrotta, investigador do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes, da Escola das Artes, recebeu o primeiro prémio do EIT Jumpstarter, uma competição, financiada pela União Europeia, para startups na área da saúde. A última etapa do concurso decorreu, em Cracóvia, a 29 de novembro.

    No concurso, que colocou em competição centenas de startups, a Thertac apresentou o plano de negócios para uma empresa na área dos serviços de saúde em reabilitação. A proposta vem no seguimento de uma patente recentemente publicada pelo mesmo grupo que visa implementar novas formas de reabilitação neurológica que sejam mais acessíveis aos consumidores.

    Além dos investigadores da Universidade Católica no Porto, a equipa é constituída por Luís Stateri, consultor em gestão e marketing de saúde, Demétrio Matos, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, e Miguel Pais-Vieira, da Universidade de Aveiro.

    A startup tem origem no projeto Thertact-Exo, financiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - Prémio Melo e Castro, que visou testar um método de reabilitação que combina o uso de um exoesqueleto, realidade virtual e feedback thermotátil. O projeto combinou avanços na área da robótica, tecnologia das artes, neurociências, psicologia, análise proteica, e reabilitação num único protocolo de reabilitação. A importância do estudo residiu no facto de o exosqueleto ser controlado diretamente pela atividade cerebral do utilizador: ao pensar em caminhar, os comandos cerebrais, registados através de eletroencefalografia, são descodificados em tempo real, servindo como instrução para que o exosqueleto inicie a marcha.

    Assista à cerimónia de apresentação e entrega de prémios

  • “Como as guerras se iniciam nas mentes dos homens, é nas mentes dos homens que as defesas da paz devem ser construídas”: assim está escrito no preâmbulo da Constituição da UNESCO e é, também, alicerçada nesta verdade que a Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica no Porto, procura colocar a Psicologia ao serviço dos Direitos Humanos no ensino, na investigação e na intervenção.

    Celebrado a 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direito Humanos visa a promoção da defesa dos Direitos Humanos e convida a sociedade a refletir sobre a sua importância e sobre as diversas formas de atuação para a sua defesa e garantia. Mariana Barbosa, docente da Faculdade de Educação e Psicologia, afirma que “a Psicologia, como ciência da mente, tem um papel essencial na prevenção dos conflitos e na promoção dos direitos humanos.”

    A Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, iniciativa conjunta da FEP com a Faculdade de Direito – Escola do Porto e com a Área Transversal de Economia Social, existente desde 2017, e o Mestrado em Psicologia, através de uma unidade curricular inteiramente dedicada à interseção da Psicologia com os Direitos Humanos, são exemplos de como ao nível do ensino a faculdade se tem dedicado ao aprofundamento da temática e à partilha de conhecimento.  

    Ao nível da investigação, são exemplos de contributos nesta área a avaliação de impacto do programa de acolhimento da Plataforma de Apoio a Refugiados ou a investigação em torno de áreas como a radicalização, a justiça restaurativa e os processos de reconciliação pós-conflito.

    As ações de intervenção, tão essenciais para a promoção da defesa e garantia dos Direitos Humanos, são também uma prioridade para a faculdade, que tem vindo a diversificar as áreas de atuação, contribuindo para uma mais ampla cobertura dos problemas societais: o projeto europeu Safe Zone, que a FEP coordenou a nível nacional, dirigiu-se à capacitação de treinadores e educadores desportivos na prevenção da radicalização e extremismo violento entre os jovens e o Heroic Imagination Project (HIP), um projeto fundado por Philip Zimbardo, professor emérito da Stanford University, e coordenado a nível nacional pela docente Mariana Barbosa, procura prevenir o comportamento bystander e promover comportamentos prossociais em crianças e jovens. Sobre o HIP, a docente da FEP e coordenadora do projeto explica que “parte da premissa de que se conhecermos e estivermos atentos a estas forças situacionais e aos processos psicológicos que nos podem levar ao mal (da desumanização, ao conformismo, à difusão de responsabilidade ou ao efeito bystander), podemos resistir-lhes, dominá-los e contrariá-los: através do ‘treino da imaginação heroica’.”

    Ensinar, investigar e intervir são os três verbos que orientam a missão da Faculdade de Educação e Psicologia para a promoção, defesa e garantia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida a 10 de dezembro de 1948, pela Organização das Nações Unidas.

  • No artigo 25.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos está consagrado o direito à alimentação. Alexandra Bento, docente convidada da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), explica que o Direito à Alimentação é “um direito fundamental, pois sem alimentos para provir os necessários nutrientes, os indivíduos não podem ter vida.”

    Comemorado a 10 de dezembro, data em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, o Dia Internacional dos Direitos Humanos visa promover a defesa dos Direito Humanos por todo o mundo. A Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica no Porto, associa-se a este tema com uma questão que impera: Portugal cumpre o Direito à Alimentação?

    Segundo Alexandra Bento, “a Constituição da República Portuguesa não faz referência explícita ao direito à alimentação nas suas disposições substantivas, no entanto está subjacente a outros, como o direito à vida e o direito à saúde”. A docente alerta, também, para o facto de em Portugal ainda se constarem “situações nas quais não há garantia de um acesso regular a uma alimentação suficiente, adequada e culturalmente aceitável, para uma vida sã e ativa. Este facto não nos deve deixar indiferentes.”

    Mas, afinal, o que é o direito à alimentação? “Não é meramente o direito a não ter fome. É, na verdade, o direito de ter acesso regular, permanente e sem restrições, seja diretamente ou por meio de aquisições financeiras, quantitativa e qualitativamente suficiente de alimentos e correspondendo às tradições culturais do povo a que o indivíduo pertence, e que garantem uma vida física e mental, individual e coletiva, digna.”

    E como se pode garantir o Direito à Alimentação, plasmado no artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos Humanos? “Devem ser garantidos os princípios da disponibilidade, acessibilidade, sustentabilidade e não discriminação. Sobre o princípio da disponibilidade, os indivíduos devem ter garantido o direito a que os alimentos estejam disponíveis em quantidade e qualidade suficientes para satisfazer as necessidades alimentares, livres de substâncias nocivas e aceitáveis dentro de uma determinada cultura. O princípio da acessibilidade preconiza que o alimento deva ser física e economicamente acessível de maneira que não interfira com o gozo de outros direitos humanos. A sustentabilidade é um princípio fundamental, pois o alimento deve ser seguro e acessível, não só para as gerações presentes como para as gerações vindouras. Por fim, mas igualmente importante, é o princípio da não discriminação, que convenciona que qualquer discriminação no acesso aos alimentos, bem como aos meios e direitos para sua obtenção, por motivos de raça, sexo, cor, idade, língua, religião, opinião política ou outra, de origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou outra condição constitui uma violação do direito à alimentação.”

    Alexandra Bento explica que um sistema de proteção alimentar funcional requer não apenas a ratificação dos principais instrumentos internacionais relevantes, mas, também, a sua proteção a nível constitucional e legal, bem como a adoção de medidas e políticas que tornem esse direito efetivo por parte de cada um dos cidadãos portugueses. A docente acrescenta, também, que os autores dos estudos nacionais de insegurança alimentar referem que “as disparidades regionais encontradas nos dados recolhidos sugerem a necessidade de implementar estratégias a nível regional, envolvendo os diferentes sectores com capacidade interventiva.”

    O Direito à Alimentação é um desafio, porque se trata de “um desígnio que exige a contribuição de todos os setores da sociedade nacional. Individual ou coletivamente, todos devemos contribuir para garantir o direito básico à alimentação adequada a toda a população portuguesa.”

    Alexandra Bento defende que este direito deve ser integrado na Constituição da República Portuguesa: “O Estado tem o dever de garantir o direito humano a uma alimentação adequada delineando políticas que o assegurem. Espera-se que, num momento em que se prevê uma nova revisão constitucional, quem nos representa na Assembleia da República saiba colocar a alimentação de uma forma explicita nos direitos fundamentais de todos os portugueses.”

  • Ao longo do Semestre de Outono, de salas cheias, os International Studies Programme - ISP Dialogues preencheram a agenda de todos os que quiseram fazer parte deste novo ciclo de conferências. 

    No total, foram dez as conferências que perfizeram os ISP Dialogues, passando por temas do âmbito do Direito Internacional e Europeu e Relações Internacionais. Temas “transdisciplinares, com olhares diferentes”, explica Azeredo Lopes – Coordenador do International Studies Programme, um mestrado lecionado totalmente em inglês.

    “Não se pretendeu (…) que aqui houvesse uma repetição da sala de aula. De forma diferente, sem com ele concorrerem, os ISP Dialogues completam o ensino, muito qualificado, que já propomos aos estudantes, com leituras do mundo diferentes, plurais e tolerantes. Reforçam o pensamento crítico, a capacidade analítica e uma visão global do direito internacional e europeu, num contexto de relações internacionais - em crise permanente”, completou.

    Numa iniciativa que acompanhou a componente letiva do International Studies Programme e abriu as suas portas ao público, o Semestre de Outono contou com uma dezena de convidados:

    • Sónia Sénica, Universidade Autónoma de Lisboa
    • Vladimiro Feliz, CEiiA
    • Francisco Proença Garcia, Instituto de Estudos Políticos (UCP)
    • Marcos Perestrello, Comissão de Defesa Nacional – Parlamento português
    • Ana Santos Pinto, Universidade Nova de Lisboa
    • Sofia Moreira de Sousa, Comissão Europeia
    • João Pedro Matos Fernandes, Universidade do Porto
    • Francisca Guedes de Oliveira, AICEP Portugal Global
    • Paulo Pinto de Albuquerque, Faculdade de Direito (UCP)
    • Isabel Capeloa Gil (UCP)

    "AVALIAR O MUNDO DE HOJE, EM CONTACTO COM O AMANHÃ"

    Este foi o mote do primeiro semestre dos ISP Dialogues, com uma sequência de temas em que se abordou a guerra na Ucrânia, o futuro das cidades, a geopolítica e as ameaças à democracia liberal, os Parlamentos e a Política de Defesa Nacional, o Médio Oriente, a União Europeia como ator global, as alterações climáticas, o capitalismo, a democracia liberal e a pobreza, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como promotor de responsabilidade e dos direitos humanos e a capacidade de esquecer nas práticas internacionais de reconciliação.

    Para Azeredo Lopes, a participação e adesão dos alunos é um dos pontos a destacar: “A adesão a este modelo conforta em muito aquela ideia de que ou desenvolvemos a capacidade de ouvir outros saberes ou saberemos cada vez menos daquilo que achamos já saber”.

    Em breve, chega o ISP Dialogues - Semestre de Primavera

    O próximo ciclo de conferências aproxima-se e há já detalhes a revelar. “Teremos palestrantes com muita experiência internacional ou em carreiras internacionais. Continuaremos a apostar em saberes diferentes, da economia à psicologia, passando pela diplomacia ou pela cultura. Queremos por outro lado que, até politicamente, estes sejam saberes plurais.”, revela Azeredo Lopes.

    “Quando apostamos em ouvir (só) quem pensa como nós, quem não nos confronte com outras ideias, abordagens ou projetos, empobrecemos e, justamente, matamos o diálogo. Ora, se o International Studies Programme foi concebido por forma a que o debate de ideias acompanhe a lecionação, os ISP Dialogues teriam, naturalmente, de refletir esta ambição.”

    Brevemente, será revelado o programa completo do Semestre de Primavera dos ISP Dialogues.

     

     

    ISP Dialogues - Autumn Semester 2022/23
     

  • At the FLOW ANALYSIS XV international conference, which took place from June 26 to July 1, 2022 in Kraków, Poland, PhD student Francisca Ferreira was distinguished with the prize «Best oral presentation in young scientist session» for the oral presentation of her work in the session of young scientists. This recognition, which consists of books, chocolates and a certificate, rewards the work «On-hand tool for CKD monitoring – design of a couple of μPADs for ammonium and urea determination in saliva» carried out in the group of António Rangel under the guidance of Raquel Mesquita. The summary of this work can be consulted on page 120 of the minutes book.

    Francisca is dedicated to developing paper-based disposable analytical devices for rapid diagnosis of biomarkers in non-invasively collected biological fluids (in saliva and urine). The aim is to explore the concept of paper-based microfluidic devices (µPADs) for real-time and in-situ quantification of chemical/biochemical parameters relevant to health.

  • For Maria João Monteiro, researcher at the CBQF, couples who are participating in the initiative are having the possibility of "trying the foods of the future firsthand and becoming a "trendsetter" in the field of healthy eating in Europe".

    The investigation is taking place since last October (until this month) and includes filling out a brief online survey, the experience of making and consuming new food products at home, the use of a mobile application to record food consumption and, occasionally, participation in product tasting sessions on the campus of Universidade Católica Portuguesa, in Porto, after working hours.

    Read the article here.

  • Agricultural productivity in the Mediterranean region is seriously threatened by climate change, soil degradation and depletion of water resources. This scenario is compounded by inadequate agricultural management practices, including excessive use of chemical fertilizers and pesticides, overgrazing and overproduction in monoculture. It is within the scope of these challenges of intensive agriculture that ReCROP arises, coordinated by the Centre for Biotechnology and Fine Chemistry (CBQF) of Católica in Porto and co-financed by PRIMA - Partnership for Research and Innovation in the Mediterranean Region (Horizon 2020). The project is born from the intersection of agriculture and biotechnology, relying on the institution´s long-term experience in the search for biotechnological solutions based on nature and hidden biodiversity for soil regeneration.

    Addressing technical and economic issues, the project will serve as a demonstration platform reaching out to farmers and a wider audience in order to promote the adoption of more sustainable farming practices that will overcome some of the most serious threats to Mediterranean farming systems.

    Sofia Pereira, researcher and scientific coordinator of the project, states that “ReCROP aims to promote the sustainability and resilience of agricultural production systems in the Mediterranean region through the combined use of biotechnological tools, such as bioinoculants (mycorrhizal fungi and growth-promoting bacteria of plants) and sustainable agronomic practices, which include co-cultivation and crop rotation schemes, application of correctives, as well as the use of adapted and/or tolerant local varieties.

    The project is coordinated by researchers Sofia Pereira and Helena Moreira and Paula Castro, and with the collaboration of Eduardo Cardoso and João Cortez.

     

     

    Tackling climate change, improving biodiversity

    ReCROP presents an integrated solution that will enable agricultural systems to address climate change by improving soil biodiversity and fertility and conserving water. It will also contribute to increasing crop yields while providing ecosystem services such as increased carbon sequestration, organic matter and nutrient recycling.

    In this way, it is intended to respond to intensive agriculture that has a great impact on the loss of organic matter and soil biodiversity, while favoring its erosion, compaction and contamination.

    The project covers the Mediterranean Geographic Area - Morocco, Egypt, Tunisia, Italy, France, Portugal and Spain - and incorporates crops of high economic importance such as vine, cereals and aromatic and medicinal plants. Agricultural practices will be tested and monitored in different edaphoclimatic conditions (7 countries) – soils and climate -, including experimental plots in a climatic area with Atlantic influence (North of Portugal and Northwest of Spain) and others in drier and hotter regions in the North of Africa.

     

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