X

Novidades

Carlos Lobo: “A Arte é o espelho da alma”

Carlos Lobo é docente da Escola das Artes, fotógrafo e músico. Nasceu em Guimarães, em 1974, e recorda uma infância muito rica em memórias felizes e histórias de cowboys. Começou por estudar Línguas e só mais tarde é que descobre a Fotografia. Uma Pentax K1000 foi a sua primeira “máquina de guerra”. Atualmente, é o coordenador do Mestrado em Fotografia, curso pensado “não apenas no lado mais técnico, mas, também, na dimensão mais conceptual da Fotografia”. Enquanto professor, o que mais o marca é a possibilidade de “acompanhar o percurso dos seus alunos” e saber que “contribuiu para que descobrissem a sua paixão”.

 

O que é que o move?

Gosto muito da vida, tenho uma paixão grande por viver. Somos uns afortunados por estar aqui e por podermos respirar. Todos os dias é uma espécie de um dia a menos…

 

O que é que a Fotografia representa na sua vida?

A Fotografia, para mim, é uma forma de olhar o mundo. É uma forma de dar atenção às pequenas coisas. A vida é feita destas pequenas coisas e a Fotografia permite-nos olhar com mais atenção para o que nos rodeia. Se calhar, vai chegar uma altura em que já não vou precisar de fotografar, porque as memórias me vão bastar, mas, para já, a Fotografia continua a ser a forma que tenho de fixar essas imagens.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Sou uma criança nascida em Guimarães, em 1974. Felizmente, não havia a tecnologia que há hoje. Tive uma infância marcada por brincar na rua, muitas corridas e muitos momentos em casa dos meus avós paternos. O meu avô tinha uma padaria que, na altura, nos parecia gigantesca, era um verdadeiro forte para brincadeiras de cowboys e índios. Foi uma infância muito rica. 

 

Só sai de Guimarães quando vai para a Universidade …

Sim, vou para Aveiro para estudar Letras. Quando terminei o curso, iniciei a minha atividade como professor de inglês. Depois de três anos, decido que quero mudar. Sentia que queria algo diferente e, como já tinha uma paixão grande por Fotografia, optei por investir nesta área e fui fazer uma nova licenciatura.

 

Como é que surge o seu gosto pela Fotografia?

Surge por causa de uma ligação à música. Sempre gostei imenso de música, nomeadamente a chamada música alternativa. Muitas dessas bandas estão associadas, também, a um determinado tipo de imagem, a um determinado tipo de movimentos artísticos. Tudo estava ligado. O gosto pela música era, também, um gosto estético pelo look das bandas e pela capa dos discos.

 

Qual foi a sua primeira máquina fotográfica?

A primeira máquina que tive foi uma Pentax K1000, um clássico, uma verdadeira máquina de guerra. Mas já foi uma aquisição tardia, porque só comecei a interessar-me mais seriamente por Fotografia quando comecei o curso.

 

“O mestrado foi desenhado a pensar não apenas no lado mais técnico da fotografia, mas, também, na dimensão mais conceptual.”

 

Depois de terminar a sua licenciatura vai para Inglaterra.

Vou para Inglaterra para me conseguir especializar mesmo em Fotografia, uma vez que a licenciatura tinha sido demasiado abrangente. Fui fazer o mestrado na Goldsmiths e é aí que, realmente, começo a investir na Fotografia, enquanto prática artística.

 

É coordenador do Mestrado em Fotografia da Escola das Artes. Como é que se ensina Fotografia?

Vou parafrasear o grande Henri Cartier-Bresson porque, quando lhe fizeram essa mesma pergunta, ele respondeu “Como é que se ensina o amor?”. Também acredito que, quando alguém vai ver os quadros do Rubens, aprende o que é o amor. A fotografia é, também, uma espécie de amor perante aquilo que se vê.

 

“O grande desafio é ajudar os alunos a encontrarem a sua voz.”

 

De que forma acha que o ensino da Fotografia na Escola das Artes se diferencia?

O mestrado foi desenhado a pensar não apenas no lado mais técnico da Fotografia, mas, também, na dimensão mais conceptual, na História da Fotografia, nos autores, nas fotografias desses autores. No fundo, queremos dotar os nossos alunos das ferramentas teóricas e concetuais para que saibam contribuir, com a sua visão, para a História da Fotografia.

 

Porque é que é tão importante o conhecimento da História da Fotografia?

É fundamental. Há coisas que nós achamos que não foram feitas e já foram feitas há cem anos. Por trás das fotografias existem as histórias dos seus criadores e há histórias fabulosas,
personagens incríveis, muito mais interessantes que até as próprias fotografias que fizeram.

 

O que é mais desafiante para si enquanto professor?

O grande desafio é tentar ajudar os alunos para que sigam o seu caminho. Não tenho interesse nenhum em moldar os alunos para que fotografem desta ou daquela maneira. O grande desafio é ajudá-los a encontrarem a sua voz.

 

Hoje em dia todos tiram fotografias … De que forma é que acha que, de certa forma, a fotografia se banalizou?

Não existe uma fotografia, mas, sim, muitos modos de fazer Fotografia. A Fotografia democratizou-se e, hoje em dia, pelo modo como são criadas são, acima de tudo, imagens digitais. Certamente que a maioria são imagens que não vão ter existência física, mas continuam a ser imagens e, felizmente, o impulso de criá-las continua e isso é muito positivo.

 

“Tenho a certeza de que muitos dos nossos fotógrafos seriam muito mais conhecidos se fossem americanos ou ingleses.”

 

Fotografa muito com o seu telemóvel?

As imagens que faço com o meu telemóvel são para mim imagens mais secundárias. Normalmente uso o telemóvel para registar algumas coisas para depois poder lá voltar com a minha máquina.  

 

De que forma é que concilia a dimensão académica com a dimensão artística?

Enriquecem-se mutuamente. Para ser professor tenho que pesquisar muito e vou descobrindo novos autores e diferentes discursos da Fotografia e por esse motivo tenho esta necessidade de me reinventar. A prática artística também me dá a possibilidade de mostrar aos alunos uma prática: o que é que se pode fazer, como é que se prepara uma exposição, como é que se monta o corpo de um trabalho. 

 

“Uma sociedade sem arte é uma sociedade cinzenta.”

 

O que é que tem sido mais marcante aos longo dos seus 15 anos de docência na Universidade Católica?

Aquilo que mais me marca, enquanto pessoa e enquanto docente, é ver o percurso dos meus alunos. Acabo por encontrar, felizmente, muitos deles no mercado de trabalho e até já trabalhei com alguns. É bom saber que contribuímos com alguma coisa para o sucesso dos alunos ou pelo menos saber que contribuímos para que encontrassem a sua paixão.

 

Como é que olha para o cenário da Fotografia em Portugal?

Temos muitos e bons fotógrafos e artistas em Portugal. Aquilo que não temos são mecanismos de promoção desses artistas. É um meio muito pequeno, onde há muito pouco investimento. Os museus têm pouca fotografia e, também, existem poucos colecionadores. Tenho a certeza de que muitos dos nossos fotógrafos seriam muito mais conhecidos se fossem americanos ou ingleses.

 

De que forma é que a Fotografia e a Arte podem mudar mentalidades e promover a transformação?

O John Lennon dizia que não acreditava em revoluções através das armas. Ele dizia que acreditava nas revoluções da mente e do espírito. A Arte pode-nos ajudar a ter mais sensibilidade e a sermos melhores pessoas. Mas, às vezes, esta afirmação também nos leva para outros opostos. O regime nazi, por exemplo, adorava Wagner e grandes compositores, tinha este grande fascínio pelo belo. Para que isto não aconteça é preciso entender bem a Arte e, quando bem entendida, é o espelho da alma. Uma sociedade sem arte é uma sociedade cinzenta.

 

A Fotografia surgiu na sua vida através da Música. A Música continua a ter importância na sua vida?

Sim, tenho uma banda e estamos a gravar o quarto disco. Chama-se Evols e este verão tocámos no Festival Paredes de Coura.

 

Fotógrafo favorito?

Tenho muitos. Gosto muito do Lee Friedlander, um fotógrafo americano que fotografou tudo o que há para fotografar. Gosto dele porque, em primeiro lugar, gostava de ter feito tudo o que ele fez e, em segundo lugar, porque me consegue surpreender com a sua simplicidade. É genial a forma como ele usa a máquina.

 

O que é uma boa fotografia?

Não há uma resposta para isso.

 

Uma boa máquina é importante?

Uma boa máquina ajuda, mas há fotógrafos fabulosos que fizeram imagens incríveis com máquinas péssimas.

 

Qual é a fotografia da sua autoria que mais gosta?

Serão sempre as fotografias dos meus filhos. Já estão cansados de ser tão fotografados (risos).

 

Dizem que os fotógrafos, geralmente, não gostam de ser fotografados. Ainda assim, já fez algum autorretrato seu?

Nunca fiz nenhum decente. O modelo não é muito bom (risos).

 

12-10-2023

LUISS Business School: uma paragem obrigatória para o MBA Executivo da CPBS


A Business School da Libera Università Internazionale degli Studi Sociali, em Roma, acolheu novamente os alunos do MBA Executivo da Católica Porto Business School (CPBS) para a edição de 2023 da MBA International Week - "Made in Italy". Com um foco em marcas de luxo, o 'case study' deste ano foi sobre a Ferragamo, uma das mais importantes empresas italianas e com um enorme reconhecimento mundial.

O evento, que integra todos os anos o programa do MBA Executivo, tem como principal objetivo juntar estudantes de diferentes nacionalidades, preparando-os para trabalhar num mercado cada vez mais globalizado. Os 40 alunos presentes tiveram assim oportunidade de desenvolver soluções e ideias sobre a marca italiana e apresentá-las ao diretor geral da Ferragamo.

Poder trabalhar uma marca de luxo como Ferragamo torna-se relevante pela própria presença internacional da marca. Fundada por Salvatore Ferragamo em Florença, em 1927, como resultado da sua experiência prévia nos Estados Unidos, a marca conta atualmente cerca de 450 localizações em todo o mundo e é especializada no design e fabrico de calçado (precisamente a área em que Salvatore Ferragamo iniciou a sua atividade) e artigos de couro.

Depois de nas seis primeiras edições terem sido trabalhadas marcas como Benetton, Prada, Yoox Net-a-Porter, Lamborghini, Scuderie del Quirinale e Valentino, os alunos da próxima edição do MBA Executivo da CPBS vão ter oportunidade de trabalhar em 2024 com outra marca de luxo, participando em atividades orientadas para a gestão, incluindo 'workshops' por convidados, trabalho em equipa e visitas de estudo.

A 19ª edição do MBA Executivo vai arrancar agora em outubro, mas as candidaturas ainda se encontram abertas. Saiba mais sobre o programa e inscreva-se aqui.

12-10-2023

Reitora da Católica visita o Japão para “semana de diplomacia académica”

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, visitou o Japão para participar no maior encontro mundial sobre ciência e tecnologia, o Science and Technology in Society Forum (STS Forum). De 1 a 3 de outubro, Isabel Capeloa Gil, juntou-se a líderes de opinião mundiais para debater o futuro da Inteligência Artificial e o seu impacto na sociedade, tendo sido uma dos 36 presidentes de Universidades a convidados a marcar presença.

Segundo a Reitora, destaca-se deste forúm, o “notável discurso do Primeiro-Ministro japonês, Fumio Kishida,” e o “alerta do Presidente da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos sobre a rutura dos silos e a necessidade de integrar o desenvolvimento da IA com os conhecimentos adquiridos por especialistas em ética, cientistas, engenheiros, profissionais de saúde e analistas culturais.”

Além da participação no STS Fórum, Isabel Capeloa Gil visitou também a Sophia University (SU), parceira da UCP no âmbito da SACRU (Strategic Alliance of Catholic Research Universities), onde se encontrou com Yoshiaki Terumichi, Presidente de SU. Deste encontro sublinha-se a intervenção da Reitora no webinar “The Future of Women's Leadership", sobre a importância da liderança das mulheres no Japão, uma discussão que a Reitora da UCP espera que possa continuar para “ver a mudança acontecer”.

Durante a sua viagem ao Japão, Isabel Capeloa Gil reuniu ainda com o Embaixador de Portugal no Japão, Vítor Sereno, onde teve a oportunidade de partilhar as iniciativas que a UCP tem desenvolvido com as universidades japonesas. Para a Reitora da Universidade Católica, “foi um enorme prazer ser recebida pelo Embaixador de Portugal em Tóquio, Vítor Sereno, no final de uma semana de diplomacia académica no Japão e ver o fantástico trabalho que desenvolve na relação especial que nos une ao país do sol nascente.”

À visita institucional ao Japão, seguiu-se uma visita a Macau, onde a Reitora da UCP foi recebida em audiência pelo Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Ho Iat Seng, no dia 9 de outubro.

Neste encontro estiveram também presentes Stephen Morgan e Álvaro Barbosa, Reitor e Vice-Reitor da Universidade de São José, instituição criada pela Universidade Católica Portuguesa e pela Diocese de Macau em 1996.

No dia 10 de outubro, Isabel Capeloa Gil reúne com a Secretária da Educação da RAEM, Ao Ieong U.

 


Yoshiaki Terumichi, Presidente de Sophia University, e Isabel Capeloa Gil, Reitora da UCP 

12-10-2023

Faculdade de Educação e Psicologia lança nova Pós-graduação em Lideranças Servidoras

O que é uma liderança servidora? Liderança servidora e gestão de mudanças: qual a estratégia mais eficaz? Liderança servidora, ambientes inclusivos e desenvolvimento pessoal: que caminhos? Estes são alguns dos temas que vão ser abordados na nova Pós-graduação em Lideranças Servidoras, totalmente online, lançada pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.

José Matias Alves, docente da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenador da Pós-Graduação em Lideranças Servidoras, salienta que “esta formação é uma oportunidade de investir no desenvolvimento profissional e pessoal, promovendo práticas educativas mais eficazes, um ambiente escolar positivo e, consequentemente, um melhor desempenho académico.”

Ao longo desta nova formação, que decorre totalmente online, os participantes vão ter a oportunidade de desenvolver um projeto que conjugue as temáticas: Fundamentos da liderança servidora; Liderança servidora e gestão de mudanças; comunicação e empatia na liderança servidora; liderança ética e responsabilidade social; liderança servidora, ambientes inclusivos e desenvolvimento pessoal.

A nova Pós-graduação em Lideranças Servidoras destina-se a diretores de escolas, coordenadores de departamentos, técnicos de educação, gestores de organizações não governamentais, entre outros. De outubro de 2023 a julho de 2024, os participantes vão ser desafiados a aplicar os princípios da liderança servidora em situações do mundo real das escolas, salas de aula e projetos educativos, procurando a melhoria das aprendizagens e do desenvolvimento dos alunos.

12-10-2023

“Católica In! Inovar para incluir” organiza ShortTalks sobre saúde física e mental

Com base nas temáticas do programa “Sharper Minds” da Universidade de Queesnland, a equipa do projeto Católica In! Inovar para Incluir” vai organizar um conjunto de sessões que têm como objetivo promover a saúde física e mental.

Diana Soares, da equipa de coordenação do Católica In! e docente na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP/CUP), refere que “estas sessões constituem oportunidades de exploração de competências nucleares ao bem-estar e desenvolvimento integral dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa.

No dia 16 de outubro, das 13h00 às 14h00, no Centro Regional do Porto, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o projeto organiza a primeira de cinco sessões ShortTalks by Católica In!

Com a temática “Activa-te: Começa a tua transformação agora!", Mafalda Silva e Claúdia Ferreira, Personal Trainners ligadas ao projeto Active by Split, promovem uma atividade física e mental dinamizando uma aula de Body & Mind. A filosofia centra-se na premissa de que cada pessoa deve estar bem, cuidando de si para alcançar a sua melhor versão.

As sessões que se seguem vão decorrer em formato online, às segundas-feiras, das 13h às 14h:

2ª sessão | 30.10.23: “À Conversa Com... Mazagão em Nutrição”.
Esta sessão contará com a presença da Nutricionista e Formadora Inês Mazagão, com o objetivo de alargar o conhecimento sobre as Ciências da Nutrição e a sua ligação com o sono.

3ª sessão | 6.11.23: “O Teu Mal é Sono”.
Esta sessão contará com a presença de Bruna Reis, Cardiopneumologista especializada em Medicina do Sono, que explorará as várias vertentes do sono e como podem interferir no nosso quotidiano.

4ª sessão | 13.11.23: “Gestão de tempo: Transforma a Procrastinação em Ação”
Esta sessão conta com a presença de Carolina João Fernandes, licenciada e mestre em Gestão, formadora em Marketing Digital e Publicidade online. Consultora, Formadora e Mentora certificada de produtividade e organização. Esta sessão procurará auxiliar o sentido de organização e produtividade de forma a concretizar-se numa vida feliz e o alcance do sucesso profissional.

5ª sessão | 20.11.23: “ABC do Autocuidado: menos Ansiedade e + Autoestima”
Esta sessão contará com a presença de Helena Paixão, Psicóloga Clínica, e permitirá partilhar ferramentas que procurarão auxiliar a mitigar questões de ansiedade e a aumentar a autoestima.

“Católica in! Inovar para Incluir”, projeto conjunto dos Centros Regionais de Braga e do Porto da Universidade Católica Portuguesa, procura promover a integração e o sucesso académico de alunos do primeiro ano de licenciatura.

O Católica in! Inovar para Incluir é apoiado pelo projeto “Skills 4 Pós-COVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do POCH – Programa Operacional Capital Humano (POCH- 02-53I2-FSE-000026), através do FSE – Fundo Social Europeu. O projeto arrancou no segundo semestre do ano letivo de 2022/2023, e prolonga-se até ao primeiro semestre de 2023/2024, nos campi do Porto e de Braga da Universidade Católica Portuguesa.

As inscrições estão abertas a toda a comunidade dos Centros Regionais de Braga e do Porto da Universidade Católica Portuguesa através do preenchimento deste formulário.

11-10-2023

Obras de estudantes da EA vencem Edigma Semibreve Scholar 2023

A experiência de Realidade Virtual Deep Dive, da autoria de Pedro Cunha, e a instalação Untitled (Borders and Transmissions), criada por Adriana Matos, são dois dos vencedores do Edigma Semibreve Scholar, prémio que integra o programa da edição de 2023 do Semibreve, festival de música eletrónica e arte digital. As obras vencedoras serão expostas durante o evento, que decorre de 26 a 29 de outubro, em Braga. 

O Edigma Semibreve Scholar é um prémio focado em trabalhos de cariz académico. Criado em 2019, incentiva a criação artística na comunidade de estudantes do ensino superior. Organizado, desde 2011, pela AUAUFEIOMAU com o apoio da Câmara Municipal de Braga, o Festival Semibreve afirmou-se no panorama da música eletrónica exploratória nacional e internacional.

O projeto Deep Dive, de Pedro Cunha, foi desenvolvido na Licenciatura em Som e Imagem, tendo a primeira versão sido exposta na Escola das Artes durante o Panorama #23. Atualmente, é aluno de Animação do Mestrado em Som e Imagem.
Por sua vez, a instalação Untitled (Borders and Transmissions), de Adriana Matos, foi desenvolvida no Mestrado em Som e Imagem - New Media Art.

Mais info sobre os projetos em:

 

Deep Dive Untitled (Borders and Transmissions)
11-10-2023

Research Grant - Project ReSkin

11-10-2023

EXTRATOTECA - Microalgae with High Added Value

06-10-2023

Pedro Amaro Santos: “Temos de fazer acontecer a esperança.”

Pedro Amaro Santos tem 31 anos, é natural da Trofa e frequentou a Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Em plena crise de refugiados esteve, enquanto voluntário, na Grécia e quando voltou teve a certeza de que a Grécia era apenas “um ponto de partida”. É cofundador da MEERU, cujo trabalho consiste em humanizar o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas em Portugal. Trabalha, também, no Instituto Padre António Vieira e confessa que “sou uma das pessoas sortudas que pode dividir a sua vida entre várias coisas.”

 

Em 2016, viaja até à Grécia para ser voluntário em plena crise de refugiados no Mediterrâneo. De que forma é que esta experiência marcou a sua vida?

Foi tão marcante que quando regressei da Grécia soube que queria que a minha vida passasse por aqui. Não foi propriamente na Grécia que percebi isso, mas foi graças à Grécia. Quando regressei comecei a dinamizar uma série de iniciativas relacionadas com o tópico das migrações e dos refugiados, uma delas até decorreu na Católica. Foi a partir deste interesse que me inscrevi logo na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos.

 

“A experiência na Grécia acabou por ser para mim um ponto de partida para aquilo que é a minha vida atualmente.”

 

Como é que descreve a sua experiência na Grécia?

Estive como voluntário inserido na Plataforma de Apoio a Refugiados (PAR), a organização portuguesa mais expressiva na linha da frente. A missão da PAR é “cuidar da espera”. Promovíamos atividades e momentos de acolhimento e de encontro. Proporcionávamos e oferecíamos um conjunto de serviços às pessoas enquanto que estavam ali temporariamente. Éramos o rosto de uma Europa que não vira as costas. Embora, às vezes, não seja bem essa a imagem que passamos …

 

Como foi regressar a Portugal depois do seu tempo de missão?

Trouxe a Grécia comigo, porque, apesar de já ter regressado, senti-me profundamente comprometido com a missão. Foi uma experiência muito marcante, porque não ficou por ali. A experiência na Grécia acabou por ser para mim um ponto de partida para aquilo que é a minha vida atualmente.

 

É licenciado em História e a descoberta pela área social e pelo tema das migrações foi mais tardia.

Todas as pessoas que gostam de História são pessoas curiosas pelo mundo. Queremos perceber como é que chegámos até aqui, de onde vimos, para onde estamos a ir. Foi isso que me fez escolher estudar História. O interesse por trabalhar profissionalmente na área social surgiu mais tarde, embora, durante toda a minha vida, sempre tivesse estado envolvido em várias associações e em grupos de jovens. No fundo, sempre estive próximo desta área, mas não me ocorria que o meu percurso profissional pudesse passar por aqui. O interesse concreto pela área social surge quando me fui apercebendo que a História do presente em vários lugares do mundo é extremamente desafiante. Fui-me interessando, cada vez mais, pela atualidade e pela causa dos direitos humanos. Fui sendo confrontado por uma série de realidades que causaram em mim alguma hostilidade e vontade de fazer parte da transformação.

 

Inscreveu-se na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, um programa conjunto da Faculdade de Educação e Psicologia, da Escola do Porto da Faculdade de Direito e da Área Transversal de Economia Social, e funda a MEERU…

Praticamente tudo em simultâneo. Quando entro para a Católica já tinha a ideia de que queria fazer alguma coisa, mas é durante o curso que, em conjunto com outros colegas, vamos cruzando sonhos e objetivos. Foi assim que nasceu a MEERU, em 2019. A Pós-graduação foi muito importante, porque nos deu estrutura e porque foi o local ideal para fazer acontecer a nossa ideia.

 

O que é que mais destaca na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos?

Sem dúvida, o seu cariz interdisciplinar. É um curso que cruza várias áreas e que nos dá uma perspetiva muito transversal e muito diversa acerca do tema dos Direitos Humanos. Durante a formação cruzamo-nos com muitos temas, áreas, abordagens, perspetivas e professores e convidados com diferentes experiências.

 

“Na MEERU temos um grande foco na capacitação.”

 

Em que consiste a MEERU?

O nosso trabalho consiste em humanizar o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas em Portugal. Criamos e estabelecemos relações entre os locais e as pessoas migrantes, de forma a que os primeiros sejam amigos, guias e mediadores de quem precisa, ajudando a combater o isolamento e a exclusão social. Trabalhamos para assegurar que os migrantes e refugiados são verdadeiramente acolhidos. Acreditamos que isso vai muito para além de terem uma casa e um emprego.

 

Como é que isso se materializa?

Temas uma equipa de voluntários que partilham a vida com famílias de migrantes e refugiados. A MEERU é a estrutura, a base e a casa a partir da qual esta verdadeira integração acontece. Capacitamos os voluntários para que eles sejam capazes de ir verdadeiramente ao encontro de quem mais precisa. Temos um grande foco na capacitação e no acompanhamento destas pessoas voluntárias para que depois trabalhem com cada uma dessas famílias.

 

O que significa MEERU?

MEERU é o nome de uma criança paquistanesa que muitos de nós conhecemos na Grécia. Quando fundámos a MEERU queríamos que o nome refletisse a ideia de humanidade e nada melhor que usarmos o nome de uma pessoa.

 

Quem é que pode ser voluntário da MEERU?

Qualquer pessoa pode ser. Não procuramos voluntários com nenhuma idade ou experiência específica. Não procuramos sequer pessoas que tenham muito tempo livre. Procuramos quem tenha disponibilidade e capacidade de, naquele momento a que se propôs, ser próximo de alguém que precisa. Procuramos voluntários que tenham vontade de trazer para a sua rede de relações significativas uma pessoa ou uma família migrante ou refugiada. Trabalhamos com cerca de quatro ou cinco voluntários por cada família e atuamos no Grande Porto, em Braga, em Barcelos e em São João da Madeira. Trabalhamos com uma rede de mais de cem voluntários, muitos portugueses, mas, também, de outras nacionalidades, dos 18 aos 70 anos de idade e com percursos e experiências de vida muito diferentes. Temos uma comunidade muito diversa. É através desta rede de voluntários que desenhamos um novo paradigma para o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas. Partimos da ideia e da convicção de que o acolhimento e as relações de proximidade são fundamentais no processo de integração.

 

“Um bom líder tem de ser alguém altamente marcado pela dimensão humana.”

 

No seu LinkedIn, podemos ler que é “cofundador de uma organização que acredita que podemos construir um futuro onde a minha humanidade não vale pelo lugar de onde eu sou, mas sim pela forma como me entrego e relaciono.” O que é que quer transmitir com esta frase?

Eu acredito muito nisto. São mesmo as relações que estabelecemos com as pessoas à nossa volta que marcam a vida. Já não interessa tanto se sou do Norte ou do Sul ou se sou da cidade A ou da B. São as relações que temos à nossa volta que marcam. Já não é “penso logo existo”. É muito mais “relaciono-me logo existo”. Claro que não funciona sempre assim, porque continuamos a assistir a uma série de realidades cuja origem ainda é uma condicionante com um forte peso. Mas é na entrega e na forma como nos relacionamos que está a nossa verdadeira identidade.

 

Para além da MEERU, também trabalha no Instituto Padre António Vieira.

Sou uma das pessoas sortudas que pode dividir a sua vida entre várias coisas. Sou adjunto da direção do IPAV que promove a Academia de Líderes Ubuntu, um projeto de educação não formal. Trata-se de uma “escola” de líderes servidores, cuidadores e construtores de pontes. Trabalhamos com cerca de 400 escolas espalhadas por todo o país e estamos, também, em mais de 20 países de todo o mundo.

 

E por falar em líderes… Lidera a MEERU. O que é que faz um bom líder?

Não me sinto bem em propriedade para poder comentar isso (risos), mas a minha preocupação consiste no “cuidar”. É muito importante saber cuidar da equipa, cuidar das pessoas que estão à nossa volta. Um bom líder tem de ser alguém altamente marcado pela dimensão humana. As coisas só funcionam quando o líder é um instrumento capaz de potenciar a melhor versão e o maior talento de cada uma das pessoas da sua equipa. É para aqui que tento caminhar…

 

“Como é que não poderia ter esperança?”

 

Recomenda algum livro para quem tenha especial interesse pelo tema das migrações?

Notas sobre um Naufrágio, de Davide Enia. É um relato na primeira pessoa da experiência do autor em Lampedusa, um lugar muito marcante para quem tenta chegar à Europa. Ao longo do livro, o autor partilha a sua experiência e a relação dele com as pessoas à sua volta, enquanto pai, tio, marido. É um livro leve sobre uma realidade muito dura. É muito poético.

 

Reparei que tem escrito na sua camisola: “Esperançar”. Olha para o futuro com esperança?

Olho para o futuro com muita esperança. Trabalho com situações muito complexas e com realidades muito desafiantes, mas, curiosamente, é nestes lugares que encontro o melhor das pessoas e que me deparo com histórias de superação inacreditáveis. Milagres autênticos. Como é que não poderia ter esperança? Esta camisola que tenho vestida é do IPAV e o “esperançar” significa que temos de fazer acontecer a esperança. O verbo “esperançar” mostra-nos que a esperança começa quando decidimos avançar e agir.

 

04-10-2023

Mestrados da Católica Porto Business School entre os melhores do mundo segundo os QS Business Master’s Rankings

Gestão, Finanças e Marketing são os três mestrados da Católica Porto Business School (CPBS) agora cotados entre os melhores do mundo, nos QS Business Master’s Rankings. Na avaliação dos três cursos, a Escola distinguiu-se em indicadores como a diversidade de estudantes e docentes, o impacto da investigação desenvolvida, e o nível salarial atingido pelos graduados em início de carreira.

Os QS Business Master’s Rankings estão entre os rankings mundiais mais influentes e distinguem os melhores programas de mestrado do mundo. O diretor da CPBS, Rui Soucasaux Sousa, explica a importância da distinção: “estamos a falar de rankings em que, entre diversos fatores considerados na avaliação, só podem ser avaliadas as Escolas que possuam acreditação EQUIS (EFMD Quality Improvement System, da European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) ou AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business)”. Assim, continua, “estamos muito orgulhosos por este reconhecimento, uma vez que só um número limitado de escolas de negócios em todo o mundo é que podem colocar os seus mestrados nestes rankings

A entrada nos rankings QS é uma validação da aposta que temos feito no reforço ao nível dos docentes da Escola e demonstra também a qualidade dos alunos que concluem aqui os seus mestrados,” salienta o diretor adjunto para os Mestrados, Formação Executiva e Engagement da CPBS, Gonçalo Faria. E, refere ainda, “vai tornar os nossos programas ainda mais atrativos para os nossos futuros alunos.”

A presença destes mestrados da CPBS nos QS Business Master’s Rankings acontece pela primeira vez e Rui Soucasaux Sousa assume que é ambição da Escola continuar a consolidar a reputação internacional dos seus programas.  

 

04-10-2023

Pages