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Lourenço Rezende: “A dúvida é o motor que faz avançar.”

Lourenço Rezende é natural do Porto e tem 27 anos. Licenciado e mestre pela Escola Superior de Biotecnologia, frequenta, atualmente, o doutoramento em Biotecnologia na mesma instituição. É no laboratório que se sente bem e dedica-se à investigação nas áreas da proteção do consumidor e do combate ao desperdício alimentar. História e Política são também algumas das suas áreas de interesse. Curioso e insatisfeito por natureza, procura respostas e desafios. Enquanto investigador, pretende “colocar o mundo cada vez mais próximo da verdade.”

 

Com 18 anos, escolheu estudar Microbiologia, na Escola Superior de Biotecnologia. O que é que motivou esta sua escolha?

Conheci a licenciatura em Microbiologia, porque houve uma professora da minha escola secundária que nos levou em visita à Escola Superior de Biotecnologia. Foi aí que tomei conhecimento desta licenciatura e que percebi que era isto que eu queria estudar. O gosto pelas ciências já existia desde criança. Sempre tive uma tendência natural para o mundo das ciências.

 

“Na Escola Superior de Biotecnologia, a Ciência flui, funciona e cresce.”

 

Em criança, o que é que o mais interessava?

O BBC Vida Selvagem teve uma importância grande para mim. Ainda hoje adorava ter a minha vida narrada pelo Eduardo Rego (risos). Desde miúdo que fui cultivando o gosto pelo mundo animal e pela natureza. Faz parte de mim, desde que me lembro.

 

O que é que o marcou mais durante a Licenciatura?

Marcaram-me muito as disciplinas que contribuem para uma formação integral e ética. A Universidade Católica preocupa-se em formar cientistas que, acima de tudo, são pessoas. Nós não somos robots e daí a importância de disciplinas como Humanismo e Cultura Cristã e Ética, por exemplo. A formação que a Católica me proporcionou e esta sua preocupação em formar antes de bons profissionais boas pessoas marcou-me muito.

 

“Apesar de haver muita gente que passa fome, há, também, um imenso desperdício alimentar. Estamos perante um contrassenso gigante.”

 

Durante a licenciatura com que profissão sonhava?

Quando entrei na licenciatura em Microbiologia não fazia ideia daquilo que queria fazer. Só sabia que queria continuar a estudar coisas de que gostasse e a verdade é que, dez anos depois, continuo sem saber aquilo que quero fazer quando for grande (risos).

 

Dez anos depois continua pela Escola Superior de Biotecnologia. Desta vez como estudante de doutoramento.

Sim, depois da licenciatura em Microbiologia e do Mestrado em Biotecnologia e Inovação, ingressei no Doutoramento. A ESB é muito forte na área alimentar e, por isso, fui sendo naturalmente desafiado para esta área e comecei a especializar-me na área da proteção do consumidor e do combate ao desperdício alimentar. No doutoramento, concretamente, estou a estudar as hortas urbanas. Temos assistido a um aumento de pessoas que começam a reclamar, de certa forma, para si alguma parte da produção alimentar, em vez de estarem completamente dependentes das superfícies comerciais. Estou a estudar a qualidade dos alimentos que crescem em ambientes urbanos. Pretendo compreender se são seguros para consumo ou não.

 

Qual é para si a pertinência do estudo destas temáticas relacionadas com o desperdício alimentar e com a qualidade dos alimentos?

Vivemos num contexto a nível global de crescimento populacional e daí surgem muitos problemas como o aumento de fome. Apesar de haver muita gente que passa fome, há, também, um imenso desperdício alimentar. Estamos perante um contrassenso gigante. Por exemplo, os nossos oceanos têm uma taxa de sobrepesca que ronda os 60%. Ainda assim, 30% do que é pescado é desperdiçado.

 

“Aquilo que me move a investigar é a dúvida constante que tenho do meu próprio trabalho.”

 

O seu trabalho exige muitas horas em laboratório, mas nem sempre teve como objetivo a prática laboratorial...

Pois não, mas foi por causa da minha tese de mestrado que mudei completamente a perceção que tinha. A minha tese de mestrado resultou de uma experiência laboratorial de 6 meses na faculdade. Se ingressei no Mestrado em Biotecnologia e Inovação com a expectativa de entrar no mundo empresarial, foi com o desenvolvimento da tese que percebi que gosto mesmo do ambiente de laboratório.

 

O que é que mais gosta?

A equipa é muito boa, é do melhor que há. Para além disso, os professores, que nos conhecem a todos pelo nome, são sempre muito disponíveis. Aqui na Escola Superior de Biotecnologia, a Ciência flui, funciona e cresce.
 

 

“É possível combinar Ciência e Religião e não tem que haver medo em fazê-lo.”

 

Qual é o motor da investigação?

Aquilo que me move a investigar é a curiosidade e a vontade de saber mais e melhor. Enquanto investigador, é o motor que me faz avançar, procurar e investigar mais. Duvido sempre dos meus próprios resultados e só me sinto satisfeito quando reconheço que todas as variáveis são tomadas em consideração e posso confortavelmente e honestamente afirmar uma conclusão. Às vezes os resultados estão lá e aquilo que mais queremos é tirar uma conclusão imediata. Muitas vezes movidos pela ânsia de publicar e de mostrar resultados. O importante é termos o foco naquilo que realmente nos leva a investigar. Nós não somos investigadores para nos enriquecermos a nós mesmos, mas sim para colocarmos o mundo cada vez mais próximo da verdade. É a dúvida constante que move e que nos leva ao conhecimento.

 

Investigador e católico. Porque é que ainda há quem ache que a Ciência e a Religião não podem conviver?

As pessoas cometem o erro de achar que a Ciência e a Religião procuram a mesma coisa. A Ciência é uma coisa natural ao homem, uma forma de explicar o mundo a partir da nossa perceção limitada dele. Mas isto não quer dizer que não haja um mundo que caia fora das nossas perceções. No meu caso concreto da Microbiologia, às vezes, dou por mim a achar o microcosmos quase mágico. É de uma beleza imensa ver como os microrganismos funcionam. São milhões de espécies e cada uma com as suas próprias características e todas funcionam num determinado equilíbrio e o mundo mantém-se por causa deles. Há um equilíbrio perfeito! Também Albert Einstein dizia “The more I study science, the more I believe in God. É possível combinar os dois mundos e não tem que haver medo em fazê-lo.

 

Que outras áreas é que lhe interessam e que ocupam os seus tempos livres?

Gosto muito de História e desengane-se quem acha que a História não é útil à Microbiologia e principalmente à área Alimentar. A gastronomia de um povo é algo que lhe é querido e familiar, qualquer inovação nesta área exige o respeito pela tradição e o conhecimento dos fatores que levaram à criação desses hábitos. Não procuramos a total rutura com o antigo, nem a estagnação, queremos sim inovar de forma consciente e passar a tocha às futuras gerações. Assim, é-me muito útil e importante conhecer a História da Alimentação, só assim consigo definir melhor o futuro dela. Para além disso, gosto muito de Política e sou muito agarrado às minhas convicções.

 

O que é que o anima?

É bom ver um artigo meu publicado, seria bom ver um produto que ajudei a desenvolver no mercado. Mas é muito melhor ajudar os meus colegas no meu dia-a-dia, garantir que há menos famílias a passar fome ou até contribuir para que haja menos pessoas a ficarem doentes por infeções alimentares. São também as virtudes cristãs que me movem verdadeiramente e que animam a minha vida.

 

02-03-2023

Universidade Católica promove 5ª edição do Open Day Nacional: Católica, Talento para o Futuro

A 8 de março, em formato online, a Universidade Católica Portuguesa (UCP) vai realizar a 5ª edição do Open Day Nacional: “Católica, Talento para o Futuro. Uma mostra das licenciaturas das 17 faculdades a nível nacional – Braga, Lisboa, Porto e Viseu -, onde o jornalista e antigo aluno João Póvoa Marinheiro será o anfitrião.

Dividido em dois espaços distintos – stands virtuais e sessão -, este vai ser um dia especial onde estudantes do secundário, familiares, docentes e amigos podem aceder a informação sobre os cursos e colocar questões que vão ser respondidas em tempo real.

Às 16h30, vários convidados – alunos, antigos alunos, docentes e empregadores - vão partilhar o seu testemunho, com intervenção da Reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, e moderação do jornalista e antigo aluno da UCP, João Póvoa Marinheiro. Está confirmada a presença de Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa; Ana Salomé Martins, do Grupo Symington; Mónica Dias, vice-diretora do Instituto de Estudos Políticos; Maria Oliveira, da Henkel; Francisca Magano, Diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal; António Pedro Barreiro, estudante da Faculdade de Teologia; Miguel Sanches Vicente, estudante da Católica Porto Business School e da Escola do Porto da Faculdade de Direito; Maria Miguel, estudante da Escola das Artes; Rita Isabel Ventura, estudante da Escola Superior de Biotecnologia; Sofia Monteiro, estudante da Faculdade de Direito – Escola de Lisboa; Patrícia Pontífice de Sousa, docente auxiliar da Escola de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde (Lisboa); Carla Coutinho, estudante da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais; Gonçalo Carvalho, estudante da Faculdade de Medicina Dentária; e Leonor Sérgio, estudante da Faculdade de Medicina.

Quais as principais dúvidas no momento de escolher um curso e como ultrapassá-las? Como é ser estudante na Católica? Que competências procuram os empregadores e como veem o futuro das suas áreas profissionais? O evento pretende dar resposta a estas e outras perguntas, num programa pensado ao pormenor para ajudar os estudantes do secundário na escolha do melhor caminho a envergar no seu percurso universitário.

Neste Open Day Nacional, os Stands Virtuais de cada faculdade podem ser visitados e através deles os alunos poderão colocar as suas questões via chat e consultar determinados recursos como brochuras e vídeos.

A participação no evento é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Mais informações.

02-03-2023

RTP Sociedade Civil Produtos Verdes Inovadores

01-03-2023

CLIL tem novo projeto Católica in! Inovar para Incluir

Laboratório de Inovação Pedagógica da Católica tem novo projeto na área da educação inclusiva. O reforço de estratégias para melhorar a integração e o sucesso académico dos estudantes do primeiro ano de licenciatura são os principais objetivos do “Católica in! Inovar para Incluir”, o novo projeto do Católica Learning Innovation Lab (CLIL) - o Laboratório de Inovação Pedagógica da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

“Com este projeto, queremos reforçar as diversas iniciativas em curso na UCP, que pretendem promover a transição, a adaptação e o sucesso académico dos estudantes da Universidade, nomeadamente no primeiro ano de formação superior, considerado um período crítico para lidar com as exigências e com os desafios próprios do contexto universitário”, refere Diana Soares, membro da equipa de coordenação do “Católica in! Inovar para Incluir” e docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da UCP. 

Para levar a cabo este propósito,serão desenvolvidas quatro ações, durante o segundo semestre do ano letivo de 2022/2023 e o primeiro semestre de 2023/2024, nos campi do Porto e de Braga.  

As duas primeiras atividades contemplam o levantamento e a caracterização das iniciativas já em curso na Universidade de Mentoria por Parese Tutoria por Docentes, nas quais estudantes e professores da Universidade Católica se voluntariam para acompanhar os alunos do primeiro ano da licenciatura que aderem a estas iniciativas. 

“Com este levantamento, queremos analisar em que medida estas práticas dão resposta às necessidades dos estudantes do primeiro ano de formação superior e promovem a sua integração na vida académica. A partir desta análise, temos em vista construir referenciais de suporte à capacitação de mentores e de tutores, para expandir e consolidar as experiências já em curso na Universidade”, refere Armanda Gonçalves, da equipa de coordenação do projeto e Professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS) da UCP.  

Estratégias para melhorar o acompanhamento dos estudantes em risco de insucesso e abandono

Para além das duas primeiras ações, o “Católica in! Inovar para Incluir” prevê também a organização de Workshops específicos para estudantes que se encontram em maior risco de abandono e/ou insucesso académico, e a criação de uma plataforma que congregará a informação já recolhida sobre situações de insucesso académico em ambos os campi do Porto e de Braga. 

Todas as atividades têm em vista desenvolver e incrementar políticas e práticas que permitam acompanhar e apoiar os estudantes, estando em linha com os princípios de uma educação inclusiva.  

Este projeto vem juntar-se ao “Skills 4 Pós-COVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, um projeto do CLIL, também desenvolvido no âmbito do PO CH. O projeto está a experimentar e a ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando para tal com a colaboração de docentes e estudantes da Universidade Católica, e de elementos do tecido empresarial e sociedade civil.   

O “Católica in! Inovar para Incluir” é financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do PO CH – Programa Operacional Capital Humano, através do FSE – Fundo Social Europeu.   

28-02-2023

João Canijo, professor da Escola das Artes, vence Urso de Prata em Berlim

No passado dia 25 de fevereiro, na cerimónia de entrega dos Prémios do 73º Festival Internacional de Berlim, João Canijo, professor da Escola das Artes, venceu o Silver Bear Jury Prize para o filme "Mal Viver", que competia na seção principal. É um dos mais prestigiados prémios recebidos na história do cinema português.

A seleção do filme foi também inédita, porque feita em duplicado com "Viver Mal", uma espécie de filme espelho, que competiu na secção paralela Encounters. A receção deste projeto, em díptico, foi de grande entusiasmo, por permitir expandir as próprias concepções do cinema contemporâneo.

"Mal Viver" e "Viver Mal" seguem as vidas de várias personagens num hotel no Norte de Portugal. No primeiro filme, a narrativa concentra-se na história das donas do hotel, cinco mulheres da mesma família. No segundo, acompanhamos a vida dos clientes: três famílias diferentes, numa estrutura episódica que adapta três peças do dramaturgo sueco August Stindberg.

Filmado com a direção de fotografia de Leonor Teles - realizadora, que já vencera também um prémio em Berlim para uma das suas curtas -, este projeto cimenta o lugar de Canijo no contexto do cinema contemporâneo, através da construção de um melodrama familiar claustrofóbico e violento. Uma olhar intenso sobre as complicadas relações humanas, com um impressionante ensemble de atrizes: Anabela Moreira, Rita Blanco, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Carolina Amaral e Leonor Vasconcelos.

João Canijo é professor da Escola das Artes há vários anos, sendo atualmente tutor do Projeto Final da Licenciatura em Cinema. Foi também nesta qualidade que já lecionou no Mestrado em Cinema. Também o montador do projeto, João Braz, é professor da Licenciatura em Cinema, na área da montagem.

27-02-2023

Mais de 60 estudantes da Católica no Porto participam na Missão País

Foram mais de 60 os estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto que participaram numa semana de voluntariado em Arcos de Valdevez, organizada no âmbito da Missão País, um projeto católico de universitários que comemora os seus 20 anos em 2023 e que tem como objetivo levar Jesus às Universidades e evangelizar Portugal através do testemunho da fé, do serviço e da caridade.

De 5 a 12 de fevereiro, os 63 missionários fizeram jus ao mote do projeto - “Inspirar gerações a viver a Fé Católica em Missão” – e estiveram ao serviço de lares de idosos, creches e infantários, cuidados continuados, centro de atividades e capacitação para a inclusão. Alguns dos missionários também se dedicaram à preparação de uma peça de teatro para ser apresentada à comunidade no final da semana.

 

O que foi para ti esta semana de missão?

Leonor Miranda, estudante da Católica no Porto e participante da missão, partilha que foi uma semana “impossível” de descrever porque “não se consegue explicar a ação e o poder do Espírito Santo por palavras.” Leonor Miranda afirma, também, que “na missão país somos obrigados a parar da correria do dia a dia e das rotinas sem fim. Durante uma semana e com as orações diárias conseguimos refletir sobre a nossa vida.”

“É uma semana entre o primeiro e o segundo semestre em que um grupo de estudantes em vez descansarem colocam-se ao serviço. E lá está, como na maioria dos voluntariados e sem sabermos bem como, acabamos por receber mais do que aquilo que damos”, acrescentou.

Também Vicente Barbosa participou na Missão País. O estudante da Católica no Porto explica que “falar sobre a Missão País é falar sobre a maior dimensão da fé católica: viver a relação com Deus Pai através da relação com os outros, na experiência das obras de misericórdia, seguindo o exemplo de Deus Filho e sendo sempre, cuidado pelo Deus Espírito Santo.” “O mais engraçado é que quem tomou parte nesta missão de se oferecer ao próximo, rapidamente se apercebeu que tem tanto mais a receber quanto mais se entregar”, acrescentou.

Vicente Barbosa destaca também a importância da Missão País enquanto envio para o concreto do dia-a-dia: “se a palavra missão é sinónimo de envio, agora que a Missão País naqueles moldes chegou ao fim, sou chamado e enviado a viver essa missão, desta mesma forma, no concreto da minha existência e do meu dia-a-dia, com todos aqueles com quem me cruze, desde Arcos de Valdevez até casa.”

 

Missão País: a missão externa, interna e pessoal

A missão pode ser segmentada em três dimensões: a missão externa, que diz respeito ao contacto que se faz com a comunidade, o fazer-se presente através da atenção prestada, dos sorrisos e conversas; a missão interna, ou seja, todos os laços que se criam entre o grupo de missionários; e a missão pessoal, onde cada missionário abre espaço para se poder encontrar com Deus de forma a poder viver verdadeiramente aquela que é a Sua mensagem.

Este foi o segundo de três anos da missão da Católica no Porto em Arcos de Valdevez, que acolheu a missão com mais do que aquilo que se pode pedir, abrindo as portas para que cada um dos missionários pudesse levar os seus testemunhos e mensagens aos corações de cada habitante. São as pessoas da comunidade que transformam os missionários e que os permitem afirmar com confiança que “saímos desta terra mais enriquecidos daquilo que estávamos antes de partirmos em missão”.

 

27-02-2023

Mais de 60 estudantes da Católica no Porto participam na Missão País

Foram mais de 60 os estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto que participaram numa semana de voluntariado em Arcos de Valdevez, organizada no âmbito da Missão País, um projeto católico de universitários que comemora os seus 20 anos em 2023 e que tem como objetivo levar Jesus às Universidades e evangelizar Portugal através do testemunho da fé, do serviço e da caridade.

De 5 a 12 de fevereiro, os 63 missionários fizeram jus ao mote do projeto - “Inspirar gerações a viver a Fé Católica em Missão” – e estiveram ao serviço de lares de idosos, creches e infantários, cuidados continuados, centro de atividades e capacitação para a inclusão. Alguns dos missionários também se dedicaram à preparação de uma peça de teatro para ser apresentada à comunidade no final da semana.

 

O que foi para ti esta semana de missão?

Leonor Miranda, estudante da Católica no Porto e participante da missão, partilha que foi uma semana “impossível” de descrever porque “não se consegue explicar a ação e o poder do Espírito Santo por palavras.” Leonor Miranda afirma, também, que “na missão país somos obrigados a parar da correria do dia a dia e das rotinas sem fim. Durante uma semana e com as orações diárias conseguimos refletir sobre a nossa vida.”

“É uma semana entre o primeiro e o segundo semestre em que um grupo de estudantes em vez descansarem colocam-se ao serviço. E lá está, como na maioria dos voluntariados e sem sabermos bem como, acabamos por receber mais do que aquilo que damos”, acrescentou.

Também Vicente Barbosa participou na Missão País. O estudante da Católica no Porto explica que “falar sobre a Missão País é falar sobre a maior dimensão da fé católica: viver a relação com Deus Pai através da relação com os outros, na experiência das obras de misericórdia, seguindo o exemplo de Deus Filho e sendo sempre, cuidado pelo Deus Espírito Santo.” “O mais engraçado é que quem tomou parte nesta missão de se oferecer ao próximo, rapidamente se apercebeu que tem tanto mais a receber quanto mais se entregar”, acrescentou.

Vicente Barbosa destaca também a importância da Missão País enquanto envio para o concreto do dia-a-dia: “se a palavra missão é sinónimo de envio, agora que a Missão País naqueles moldes chegou ao fim, sou chamado e enviado a viver essa missão, desta mesma forma, no concreto da minha existência e do meu dia-a-dia, com todos aqueles com quem me cruze, desde Arcos de Valdevez até casa.”

 

Missão País: a missão externa, interna e pessoal

A missão pode ser segmentada em três dimensões: a missão externa, que diz respeito ao contacto que se faz com a comunidade, o fazer-se presente através da atenção prestada, dos sorrisos e conversas; a missão interna, ou seja, todos os laços que se criam entre o grupo de missionários; e a missão pessoal, onde cada missionário abre espaço para se poder encontrar com Deus de forma a poder viver verdadeiramente aquela que é a Sua mensagem.

Este foi o segundo de três anos da missão da Católica no Porto em Arcos de Valdevez, que acolheu a missão com mais do que aquilo que se pode pedir, abrindo as portas para que cada um dos missionários pudesse levar os seus testemunhos e mensagens aos corações de cada habitante. São as pessoas da comunidade que transformam os missionários e que os permitem afirmar com confiança que “saímos desta terra mais enriquecidos daquilo que estávamos antes de partirmos em missão”.

27-02-2023

Research Scholarship - VIIAFOOD - Germen - BI_1

27-02-2023

Estudante da Faculdade de Educação e Psicologia é uma das vencedoras do Prémio “A União Europeia na minha vida”

Maria Inês Geraldo Faria, estudante da Licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica no Porto, é uma das vencedoras do prémio “A União Europeia na minha vida” no concurso do Centro de Documentação Europeia (CDE – UCP – Porto).

Tendo como propósito primordial premiar ensaios/trabalhos originais sobre a União Europeia, promovendo o estudo e a reflexão crítica do que é a União Europeia, as suas políticas, as suas atividades, os seus povos e as suas culturas, as suas memórias e as suas raízes, o concurso "A União Europeia na minha vida", destinado a estudantes universitários, provém da iniciativa conjunta dos Centros de Documentação Europeia (CDE) em Portugal com o apoio da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

Maria Geraldo Faria destaca “a multidisciplinaridade deste concurso, dando a oportunidade aos estudantes das várias áreas de se posicionarem sobre o futuro da União Europeia, não limitando o pensamento crítico sempre à mesma linha de pensamento e avaliação.”

 

Qual será a Europa de amanhã?

A autora do ensaio “A União Europeia na Minha Vida: Um Olhar Sobre a Saúde Mental" destacou-se entre as nove candidaturas elegíveis na Universidade Católica no Porto pela sua relevância, interesse temático, originalidade, problematização, argumentação e clareza.

 

“Sonhando com algo e trabalhando para tal, todos nós temos um potencial imenso dentro de nós”

 

Com o objetivo de, segundo a aluna da FEP, “dar voz àqueles que são o amanhã da Europa”, o seu ensaio tem como foco a importância da saúde mental, designadamente da prevenção, numa Europa que pretende emergir de uma pandemia e que se encontra submersa numa guerra. Neste sentido, a autora faz uma “viagem” desde aquilo que foi a conceção da doença mental de ontem e hoje, avalia as políticas de saúde mental da União Europeia, e, por último, sugere possíveis linhas de ação. 

 

“Europa de amanhã será melhor, se todos trabalharmos na Europa de hoje”

 

Para Maria Inês Faria: “Este prémio é uma grande conquista. Inicio o meu trabalho precisamente com uma reflexão acerca daquilo que é o sonho, salientando que sonhando com algo e trabalhando para tal, todos nós temos um potencial imenso dentro de nós.

Ao lutar pelos seus sonhos, a autora do trabalho vencedor conseguiu, assim, em virtude do seu prémio, uma viagem de estudo conjunta a Bruxelas, que irá ocorrer em 2023.
A “Europa de amanhã será melhor, se todos trabalharmos na Europa de hoje” é a mensagem inspiradora de Maria Inês Faria.

23-02-2023

Nova Exposição da Escola das Artes “Aesthesic Waves” leva à imaginação em torno do som

“Aesthesic Waves” é a mais recente exposição da autoria do coletivo de artistas “Sonoscopia”, que integra o Ciclo de Conferências, Exposições e Performances 2023, da Escola das Artes. Com curadoria de José Alberto Gomes e conceção de Henriques Fernandes e Gustavo Costa (Sonoscopia), a inauguração está agendada para 2 de março, às 19h30, na Sala de Exposições da Escola das Artes. A entrada é livre.

O Som é um fenómeno completo composto por vários mundos e camadas, descrito e analisado por diferentes perspetivas, ocupando vários papéis nas nossas vidas. Visto como expressão, arte, fenómeno físico, cognitivo, ecológico e social, mas raramente como um universo contido em si mesmo. Só devido às características sonoras de ser permanente e omnipresente, acrescentando a relação passiva, automática e inconsciente, podem justificar a surpreendente negligência do universo sonoro. O som permanece como um elemento ativo capaz de se modular e infetar. É um sinal externo permanentemente aberto e involuntário detetado através de um sistema auditivo que o recebe sem esforço, proporcionando uma perceção tridimensional constante e capacidades de navegação. É precisamente nesta oscilação interna que o som encontra a sua validação como criador de mundos, como instrumento epistemológico expandindo as suas capacidades operacionais em especulação e conhecimento, testando conexões sociais, culturais, ambientais e artísticas, estabelecendo mundos invisíveis.

Aesthesic Waves procura mostrar isto mesmo, através de uma instalação onde o som é imaginado e confrontado através da sugestão de movimentos vibratórios de corpos elásticos, ilusões óticas e ritmos visuais. A oscilação de diferentes materiais faz surgir diversos padrões que são organizados em forma de partitura gráfica fragmentada, e que nos vão lentamente desvendando alguns dos processos de obtenção sonora recorrentes no trabalho desenvolvido pela Sonoscopia.

Uma instalação em constante reformulação que se vai adaptando às diferentes propriedades acústicas e visuais de cada espaço onde é apresentada. Dadas as suas características interativas, a sua materialização molda-se às interpretações pessoais de cada visitante, num processo simbiótico e de criação coletiva. A criação é da autoria de Sonoscopia – uma associação para a criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos, centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares.

A exposição, que ficará patente ao público entre 2 e 31 de março, faz parte do Ciclo Internacional de Conferências, Exposições e Performances 2023 da Escola das Artes, que tem como título “Pisar Suavemente a Terra” que tem como inspiração o pensamento do filósofo e ativista Ailton Krenak. Trata-se não só de uma homenagem ao pensador, mas de um movimento subtil de admitir a urgência desses e outros ensinamentos, humanos e não humanos, como possibilidades de compreender e transformar nossa relação com a Terra.

23-02-2023

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